sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Carabineiros, amizades de sempre e corações partidos.

Ontem eu e o meu melhor amigo falámos sobre o amor e as relações. Falámos sobre começos, desilusões, corações partidos. Não sei bem o que é isso de ter o coração partido. Ainda bem. Mas, tudo o que possa dizer aos meus amigos quando eles estão tristes, derrotados, o que seja, por razões amorosas que não funcionaram, vai ser sem experiência própria. Falo sempre hipoteticamente. Dou conselhos sem poder usar a frase "sei bem o que isso é". Tenho, sempre tive a sorte, de ser correspondida no amor, na paixão. Tirando quando tinha os meus 14 anos, quando a minha mãe usou a inesquecível frase "não é por morrer uma andorinha que acaba a primavera", depois de eu ter estado uma ou duas semanas a chorar muito, na cama, numas férias em que o "the one", mais velho, a quem apenas dei a mão mas achei que aquilo eram promessas de amor eterno, me ter "trocado" por uma moça mais velha (enchi páginas e páginas do meu diário à custa disto e achei que ia morrer). Falando em relações adultas e mais maduras, nunca soube o que era sofrer por amor, nunca me senti defraudada, nunca investi e não colhi (já fiz sofrer, infelizmente). Tive 3 relações sérias, duradouras e uma delas é a actual, que acredito ser para sempre (se não se acreditar, mais vale não se estar "nela", digo eu). Por isso, não sou certamente a melhor pessoa para avaliar o sofrimento alheio, para dar conselhos, para fazer sugestões. Acredito no amor. Mas acredito também que nem todas as pessoas têm as mesmas visões e ambições (de assentar e constituir família, por exemplo), as mesmas construções de relações, de futuro, as mesmas pressas, etc, etc. Nem todos sentimos da mesma forma. Nem todos sabemos bem o que queremos. Nem todos somos o mesmo sempre. Uns mudam, outros não mudam, com tudo o que isso tem de bom e de mau. Mas, de resto, sobre relações, pouco sei. Não tenho como ajudar a sarar corações partidos com palavras ou exemplos, mas sou boa a ouvir, a estar lá e a garantir que vou estar lá sempre. Espero que chegue. Acho que sim.

Fomos almoçar, beber um vinhito, desabafar e rir, o melhor remédio. Fomos até ao Pesqueiro 25, ali no Cais do Sodré (em frente ao Jamaica, na rua cor-de-rosa). Se querem comer bom marisco num ambiente bonito e descontraído é ali. Entre o prato de presunto cortado ali na sala, servido com um vinho seco, a sopa de lavagante com ovas (a delícia das delícias), as ameijôas e o carabineiro, a acompanhar com pãozinho torrado (que molhamos nos molhos, pois está claro) e com um vinho mais frutado, um Pintarola, lá íamos pondo a conversa em dia. Momentos raros, desde que tive a segunda filhota e viemos para Santarém. Raros mas muito, muito importantes. Já a modos que empurrámos o prego de atum, mas lá arranjámos espaço para as sobremesas (é incrível como arranjamos sempre espaço para as sobremesas...). Tudo excelente. Nota-se que gosto muito de comer? :)

São estes almoços que nos fazem perceber que a amizade é uma forma de amor incondicional. E é sempre tão bom, mas com um bom vinho é ainda melhor. Um brinde à nossa amizade, desde o 10º. ano (meu, que ele é um nadica mais novo), um brinde a nós, um brinde ao amor! <3











Antes que comecem a chover mensagens de pesar, o Renato está óptimo e recomenda-se, é só um daqueles amigos com quem dá para falar de tudo e o início do Outono acaba por puxar mais ao sentimento. :)

[já agora, vocês ouvem o Renato na Renascença de manhã? E já o viram na RTP2 ao domingo à noite a apresentar o Olhar a Moda? E já o seguem no instagram? Parece que este parágrafo foi encomendado por ele, mas juro que não. É mesmo aquele orgulho enorme de amiga/irmã.]

 
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A Irene está louca com isto.

E eu também. 

Recebeu algo diferente. Algo que não é para comer nem para brincar. Algo que é para ver, sentir, mexer e, acima de tudo, fazer sonhar. 

É um Mini Mô Garden, umas plantinhas para despertar na Irene a vontade de cuidar e de ver. Não conhecia e sinto o amor em cada pormenor. A Irene também sentiu (os meus gatos também estão a sentir amor por aquele pon-pon cor-de-rosa, mas isso é outra conversa) e hoje, a primeira coisa que foi fazer foi ir buscar o pózinho de fada que estava dentro do vaso. Não o largou e quer dormir com ele. Isto tudo porque a Bete, no vaso, decidiu por um frasquinho com pozinhos cor-de-rosa, de fada, portanto. 



Quase o melhor de tudo é que este tipo de plantas só precisa de luz natural (e nem precisa de ser directa) e de muuuuita pouca água de 15 em 15 dias. Acho que são o meu tipo de planta, honestamente. 




Praticamente não temos visto televisão. Só de manhã uns 10 minutos enquanto preciso de distrair o bicho para me arranjar.  Não há mais televisão, nem iPad (consegui cortar com muitos dos hábitos com mudanças recentes na nossa vida) e sinto que este Mini Mô veio reforçar uma fase menos ruidosa, mais em paz.





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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

O pedido da Isabel

"- Mãe eu quero um mano, um menino. Podes por um menino na tua barriga, por favor?"

😁😁😁😁😁


- Muito educadinha a minha filha.
- Ainda lhe respondi que temos a Luísa, mas ela reforçou que quer também um menino.
- Não vai acontecer. A acontecer só lá para 2021 e SÓ se me (nos) der amnésia.

- NÃO DEIXA DE SER MUITO QUERIDAAAA!



  
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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Professores com a casa às costas? Heroínas e heróis.

Não tinha pensado muito neste assunto porque ainda não o tinha vivido tão de perto. A minha cunhada, professora, ficou colocada a mais de 230 quilómetros de casa. De um dia para o outro, teve de pegar nas filhas, nas roupas, na vida e mudar-se, com tudo o que isso implica. 

Lembro-me da minha tia, também professora, ser colocada no norte e no sul do país, algarve, passando pela zona oeste. Esteve a dar aulas na Picha. Eu era miúda e muito risinho parvo dei à conta disso. Ela era de Santarém. O filho pequeno andava com ela para cima e para baixo, ano após ano. 

Acho-as heroínas. Sim, heroínas. Elas - e eles - que têm que contar com a imprevisibilidade. Que têm de fazer contas à vida, decidir quem vai e quem fica, até que limite compensa ir e vir todos os dias, o que se faz com a casa que estão a arrendar ou a pagar ao banco, como suportar mais custos. O marido ou a mulher também vão? E se também ele for professor e se ficarem colocados em sítios díspares? Separam-se famílias. Pais ou mães que raramente vêem os filhos. Deve custar, caraças.

Custa-me saber que uma professora que chega a Santarém com a filha pequena têm de ficar a viver num quarto, sem possibilidades de ter a sua própria casinha. E encontrar esse quarto de um dia para o outro. Creches, conseguem pagar ou arranjar vaga a esta altura do campeonato?

Muita sorte têm eles, que têm trabalho, pensarão alguns. Sim, em parte, sim. Têm sorte de poder fazer o que gostam. Têm sorte de ganhar algum ao fim do mês, a trabalhar no que os preenche e na área para a qual estudaram. Mas dentro da sorte, têm de ter um poder enorme de reajuste, de adaptação e de poupança. Espírito de sacrifício. E sorriso nos lábios para, no dia seguinte, poder receber de braços abertos os filhos dos outros.

E eu não tenho especial medo da mudança. Faz parte da minha personalidade. Já troquei de trabalho, já passei de contrato para recibos verdes, para poder fazer coisas diferentes. Não me importaria de emigrar, por exemplo. Não me custaria voltar a mudar de cidade. Acho que a nossa geração está mais aberta à mudança, aos trabalhos em vez do emprego para a vida. Somos mais saltimbancos, por necessidade mas às vezes também por opção. 

Só que neste caso é por um período tão curto e de uma forma tão abrupta e às vezes para ganhar mais tempo de serviço do que propriamente dinheiro... tiro-lhes o chapéu. Que corra tudo pelo melhor. Que, apesar desse abanão e dessa imprevisibilidade constante, consigam a calma e a estabilidade necessária para conseguir apaixonar os vossos alunos. 

Bom ano lectivo. 


(Aos que não conseguiram colocação, força, força a dobrar)




  
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Coisas que me fazem sentir poderosa.

Não obrigatoriamente por esta ordem. 

- Batom vermelho

Ui. Se valeu a pena aprender que existe um pincel especial para fazer o contorno dos lábios com batom para depois não parecer o Joker. Valeu, sim senhora. Mesmo com o cabelinho por lavar ou com aquela depressãozinha de dia de muita "ómidade". Batom vermelho faz tudo parecer intencional, até anca mais larguinha de oreos.

- Totó bem alto

Apesar de haver quem diga que é totó de rameirita, é o que eu gosto mais (vá, vá haha). Faz-me sentir sensualona e cheia de maxilares para dar e vender. Quando vou à boîte, porém, já reparei que exalo mais sexualidade com o cabelo solto - aposto que exalaria mais com os tetinhos de fora, mas isso já não pode ser que não estão em condições. Belos 18 anos que foram. 

- Cuecas sem elástico

Esperem. Não é porque seja mais fácil de tirar ou assim. É porque quando me vejo ao espelho não me arrebanham as banhinhas e, por isso, parece que está tudo em ordem. Que não sou um "depois" que correu muito mal ou um antes muito desesperado. 

- Ténis novos

Tanto dá o que vista com os ténis. São uns ténis novos, até posso ir de Decathlon para o trabalho que sinto que estou a arrasar tipo Anitta nas Poderosas. Até mesmo se tivesse uma touca enfiada até meio da testa (tenho uma testa grande, nunca daria para baixar a testa toda). 

- Máscara

De Panda. É uma cena minha. Estar mascarada de panda dá-me aquele quentinho de que estou pronta para agir com o sexo oposto. Deve ser a magia de terem estado em extinção.
Brincadeira, garotas. Máscara nos olhinhos porque dá logo para dar aquela pala de quem tem olhos claros e que, por isso, ninguém vai reparar no meu bigode que reside apenas nos cantos da  boca. 

- Sessão fotográfica por alguém que goste de mim

E que apague as fotografias em que tenho um triplo queixo antes de eu as ver. Ou, então, poderíamos tornar isto rentável para a televisão e também darem pontuações aos queixos como fazem com os triplos mortais dos mergulhos. 

- Soutien estrangulador

Há quem queira mais, há quem queira menos. Adoro ver-me com poucas mamas (porque tenho 10 tetinhas). Se for um soutien apertadinho, que as ponha no sítio e que as reduza, melhor. Pareço mais magrinha e menos a senhora que me servia a sopa no refeitório do Maria Amália. 

- Aquela música

Sou muito boa a fingir que tenho sarna numa coluna. Roço bem os meus glúteos como se dessa coçadela dependesse a minha vida. Acho que poderá ser considerada uma dança de acasalamento para a minha espécie. #souboanasarna

Foto de há dois anos por The Love Project.



O que vos faz sentir poderosonas? 

Sou muita linda (post de há dois anos)


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terça-feira, 19 de setembro de 2017

São das mães que deixam sujar ou que até ficam com suores?

Se o meu instinto é - quando ela começa a fazer "porcarias" - dizer-lhe para parar ou para ficar tão nervosa e ansiosa que só me apetece ir comentando tudo o que ela está a fazer para não sujar nada? É. 

Se me borrifei para isso e fiquei comovida com o resultado? Oh yeah.



Vocês são das mães que deixam que as coisas aconteçam ou até ficam loucas como se alguém estivesse a arranhar as unhas num quadro de ardósia?


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Não sou assim tão descontraída. Nós pés dela está um resguardo de plástico que a minha mãe me ofereceu para por por baixo da toalha na mesa de jantar. Achei que a possibilidade de acidente era menor, confesso.


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Não sei para quem foi mais porreiro: para mim vê-la pintada e tão feliz ou para ela.


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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A dar tudo!

Na 6a feira fui ao jantar de anos da Joana Gama. Mas fui a dar tudo. Apeteceu-me. Desta vez foi mesmo "ou é ou não é". E foi. 

Entreguei-me nas mãos da Catarina no Cut By Kate, em Santarém, e foi de madeixas, de penteado e maquilhagem mais carregada. Era para uma festa especial (Joaninha!!!), era à noite e apeteceu-me ir a dar tudo, mesmo que à 1h da manhã já estivesse a roncar em casa. 

Foi aquele boostzinho que estava a precisar para me sentir poderosa. Vocês sabem que às vezes bem precisamos.







O cabelo ainda sem o penteado

Madeixas louras, penteado e maquilhagem - Cut By Kate

Sapatos - Aerosoles
(estava desejosa de calçá-los -  única coisa boa de já não estar calor eheh)




  
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Luísa porquita (e feliz!)

Brincar ao ar livre é vital para as crianças. Ao explorarem e ao sujarem-se, as crianças são mais felizes. A brincadeira no exterior, nomeadamente em contacto com a natureza, tem implicações ao nível de neurotransmissores como a serotonina. “As emoções positivas que advêm de brincar nestas condições estimulam até o sistema imunitário, em vez de o enfraquecer como muitos pensam”, afirma Helena Águeda Marujo, professora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas e uma das principais investigadoras em Portugal na área da Psicologia Positiva num artigo no Observador

Tenho umas filhas que por elas andavam todas porquitas e experimentavam todo o tipo de porcaria que encontram. A Luísa já pôs na boca desde ervas a comida do cão, a pedras, a areia, a coisas com pêlo de cão, a restos de comida. Acha uma enorme piada a limpar as mãos à cara e a irmã mais velha ensinou-a a cuspir e a fazer papas de saliva com terra. Está no bom caminho, no caminho da felicidade, portanto. :) 

Estas fotografias são de sábado, tiradas depois de uma incursão a um monte de pedras cheias de pó. Adoro o ar dela ao saber que está toda porca. 





Fotos - João Rodrigo Feliciano
 
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domingo, 17 de setembro de 2017

Não fazia uma festa de aniversário há 10 anos.

A sério. Ou 9, vá. 

Convenci-me a mim mesma que era porque não gostava de festas de aniversário mas foi porque, até agora, passei por uma fase (grandota, irra) em que o tempo estava sempre enublado com alguns períodos de sol (demasiadas previsões do tempo na rádio). Agora que tempo está sempre solarengo (o quanto odeio esta palavra...), mesmo quando chove, troveja ou me queiram cortar um pezinho, estão a voltar a mim as coisas que gosto de fazer. 

E eu gosto de fazer festas de aniversário.

Convidei os meus amigos mais próximos, aqueles mesmo mesmo mesmo mesmo e acabou por ser um grupinho muito pequenino (já não estamos nos 20 em que se convida a malta toda, acho eu), mas impecável.


Um grande obrigada a esta malta toda que me atura desde... os meus 16 anos - como a Rita. Ou desde o 6A como o Miguel, ou desde o 12º ano e todos os dias como se fossemos namoradas como a Susana, ou como a Joana Paixão Brás que fizemos um filho ou como a Ana que sou eu, mas a vestir-se em beta e ainda a morar na linha.

Esta festa de aniversário serviu para me mostrar que ao longo da minha vida fui construindo outra família. Família de pessoas que genuinamente gosta de mim por aquilo que sou (toda a gente ali me conhece sem merdas) e que escolhe continuar na minha vida.

Se há tanta gente que eu adoro e que admiro a gostar de mim é porque eu sou do caraças. Dizem que o nosso valor (vá, discutível) é uma média entre os nossos 5 amigos mais próximos e, se assim for, eu sou mesmo do cacete (como diz outra alma que me ilumina e que só pode ir lá ter mais tarde mas que tem sido a melhor prenda que este ano me deu).

A vida é tudo ao mesmo tempo e nós somos tudo o que fazemos, sentimos, respiramos, as pessoas que temos ou que nos têm...

Não fazia uma festa de aniversário há 10 anos. Andei perdida.

Já cá estou.

Adivinham-se uns 30, lá está: do cacete.

Obrigada também a vocês por fazerem parte disto. Por lerem a minha cabeça tão nua e por tanto amor que me passam.




Tenho 31 anos e sinto que isto só agora começou. Como diz a Fanny: "roda no ar".

Sim, acabei este post citando Fanny.


Vestido (meu favorito): Mahrla



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