terça-feira, 25 de novembro de 2014

Bebé doente é para estar em casa.

Escrevo no dia em que a Irene ficou doente pela primeira vez. Algum dia teria que acontecer e foi hoje. Passadas algumas horas de negação, lá me apercebi que aconteceu. Olhos congestionados, a senhora da farmácia a dizer que a "miúda está a arder em febre", dois dias em que esteve esquisita, foi o que foi preciso para entender que, passados sete meses e meio, a minha filha ficou doente.

Sempre tentei protegê-la ao máximo. Evitei sair com ela quando estava frio, nunca estive com ninguém doente ou com crianças doentes, nada. Afinal, fui eu a ficar e a passar para ela e para o pai. Quem me mandou tirar a camisola para lhe dar de mamar todas as noites só por gostar de sentir as mãos dela no meu peito?

Escrevo para dizer que é impossível protegermos os nossos filhos de tudo tal como idealizámos, porém creio que o nosso papel é tentar e a sério. Tenho a consciência tranquila e sei que fiz tudo o que podia. Mesmo. A Irene nem está na creche muito também por causa disso.  Claro que não devemos enfiá-los num tupperware, nem devemos privá-los de lamber o chão, mas ter o máximo de cuidado com mudanças de temperaturas e afins é o papel dos pais. Protegê-los. Tapá-los à noite. Vestir casacos. Não sair com eles à rua quando estão engripados ou constipados. Arranjar maneira de estarem no seu máximo conforto e não "no nosso".

Não desejo isto a ninguém. A nenhuns pais, nem a nenhum bebé. No que depender de mim, a Irene não terá contacto com outros bebés até estar completamente curada. É verdade que tenho a vida facilitada por estarmos ambos em casa (marido freelancer e eu com licença sem vencimento), mas todos os trabalhadores a contrato têm direito a um mês de assistência à doença do filho e os outros, espero que consigam ter compreensão dos patrões. Infelizmente sei que o mundo não é justo. Refiro-me aos que podem.

Confesso que não consigo estar de acordo com os pais que, por opção, com os miúdos doentes, vão para sítios (para mim, entupidos e ranhosos, já é estarem doentes e não um "estado normal", senão iríamos com eles ao médico quando estivessem a respirar bem e não quando têm dificuldade em respirar e tosse, aí estávamos felizes da vida). Não só acho que o bebé deveria ficar no sítio mais confortável possível e resguardado (principalmente no caso de constipações e afins) como também nunca me sentiria bem ao pensar que poderia pegar algo a alguém. Esse alguém pode ser um bebé ou a um pai que pega a um bebé...

Se toda a gente fosse assim, não haveria menos doenças para todos os bebés? Doentes vão sempre estar, mas não deveríamos tratar da saúde dos filhos dos outros como se fossem os nossos? Qualquer doença é de evitar. É sempre triste um bebé não estar no seu melhor. É sempre lamentável ter que fazer aerossóis, vapores, supositórios...

Não há pressa de sair. A Irene só sairá quando estiver bem. Pelo bem dela e pelo dos vossos filhotes.

PS - A Irene já está bem, obrigada. 


4 comentários:

  1. Eu tb adoro sentir as mãozinhas da minha princesa no meu peito quando está a mamar! Faça como eu.. pijamas com botões a frente.. :-)
    Beijinho para as duas ;-)

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    1. Oh já tenho, mas nada se compara ela andar por ali a apalpar-nos as maminhas ;)

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  2. Ver um filhote doente é o pior pesadelo de uma mãe! Beijinho

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