domingo, 23 de agosto de 2015

Jurei que nunca mais voltaria a este sítio!

Sabem aqueles sítios que estão para sempre ligados às vossas histórias amorosas passadas? Pronto. Eu andei na Faculdade ali para aqueles lados e coiso e tal. Já me tinha passado pela cabeça ir lá passear com a Isabel, já fomos a vários jardins de Lisboa e Cascais, mas tinha sempre algo que me dizia "não mistures alhos com bugalhos".

Até que disse para mim "Joana Cristina, passado é passado. Foi um passado feliz, só há memórias felizes e são apenas isso, memórias, distantes. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Para isso não poderias andar por metade da cidade, nem ir até alguns shoppings, nem tinhas ido revisitar cidades lá fora". Tudo verdade, menos o Joana Cristina. Sou, pasmem-se, tchan tchan tchan... Joana Isabel.

Os sítios são aquilo que fazemos deles, no presente. O jardim da Gulbenkian é um dos meus jardins preferidos e quis que a minha filha o conhecesse. Assim foi. Enfrentei o passado e acho que o David não se sentiu nada desconfortável (sim, sim, sou daquelas que conta "tudo" e deixa tudo em pratos limpos).

Foi um belo passeio. Se não conhecem, têm de ir. Se têm filhos com tendência para o mergulho no lago, então se calhar esqueçam. A Isabel levantou os braços não sei quantas vezes, o que nos dava margem para perceber que se ia atirar e conseguimos agarrá-la. Nas férias aprendeu a mergulhar (é como quem diz...) e agora deve querer treinar isso em todo o lado.











Tínhamos toalhas na relva, mas ela preferiu mesmo o contacto com a natureza. Hehe






A máquina fotográfica está avariada (e agora não tenho tempo - € - para mandar arranjar), não consigo fazer o foco como é suposto, mas mesmo um bocado desfocadas, ficaram giras as fotos! :)


Ah! E um grande beijinho à mãe do Martim que reconheceu a Isabel e foi muito simpática (adoro conhecer-vos).

11 comentários:

  1. amei os sapatos da pequenina, super fofos!

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  2. Percebo essas "restrições mentais" de ir com os filhos e atuais companheiros a certos sítios... Mas, é como dizes, se pensarmos nisso não vamos a lado nenhum. A não ser que emigremos para o Iémen ou algo assim, vamos sempre passar por locais onde já fomos felizes (ou não) antes.
    Deixei de pensar nisso muito antes da minha filha nascer e posso dizer que não só volto a locais onde fui feliz antes, como também reutilizo objetos que estiveram presentes em momentos anteriores. Atenção que estou a falar de mochilas e coisas do género... :)

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  3. Joana, poderia dizer qual máquina que usa e onde aprendeu essas técnicas todas? Invejaaa! Sou daquelas que fotos, só com o iphone

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    1. Ficaram giras, não ficaram? :)
      Tenho uma Canon 550D e uso uma lente 18-55

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  4. Olá Joana. Eu é que adorei conhecer-vos. Falei-vos por simpatia e porque acompanho o blog mas nem pensei em como reagiriam ao meu "Olá Isabel". Ficaram surpreendidos mas até o pai da Isabel nos falou timidamente, tão querido em acompanhar-te nesta aventura do blogue.
    São mesmo uma família linda, simples e simpática.
    Continuem por favor, por todas nós, que nunca nos imaginámos muito bem, nisto de ser mães, mas até que não nos saímos nada mal!
    Beijinhos. Mãe do Martim.

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  5. Também já tive o mesmo tipo de sentimento, mas também decidi ir à mesma com o meu marido e a minha filha e correu muito bem. Eu também sou daquelas que conta tudo ao meu marido, assim como ele também faz comigo (e as histórias dele são bem mais... enfim!). Todas as nossas vivências fazem parte da nossa história como ser humano, e não as podemos negar ou fazer de conta que nunca existiram. Eu li num livro de Augusto Cury (recomendo os seus livros!) que um dos erros de muitos pais é ocultarem certos acontecimentos do seu passado aos seus filhos. Que, na idade certa, devemos falar-lhes sobre eles, e dizer-lhes o que aprendemos com eles. Os nossos filhos, além de aprenderem connosco, também vão sentir a enorme confiança que os pais estão a depositar neles ao contar-lhes esses "segredos", o que faz com que a relação entre eles estreite ainda mais!...
    Ai!... Na idade certa tenho muitas coisas a contar aos meus filhos!...

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  6. Obrigada Joanas pelos sítios onde sugerem ir com os miúdos, esse será sem dúvida um dos spots a não falhar! Tivesse eu o dobro dos fins de semana (e já agora, do dinheiro!) e corríamos tudo!

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  7. Eu acho que o jardim da Gulbenkian já foi mais bem frequentado.
    Se o mais interessante é o jardim e não a ARTE...já diz tudo

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    1. Alguém disse isso? Estive aqui a reler os comentários e nada, não encontrei essa comparação em lado nenhum...

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    2. Já agora, já que me parece tão culta e instruída, fique a conhecer um bocadinho da história do jardim: "Construído na década de 60, segundo projecto dos arquitectos paisagistas António Viana Barreto e Gonçalo Ribeiro Telles, o Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian é um dos jardins mais emblemáticos do movimento moderno em Portugal e uma referência para a arquitectura paisagista portuguesa.
      Se este tipo de desenho, baseado muma geometria subtil, que nos oferece espaços e ambiências em vez de eixos, caminhos e canteiros, pode ser encontrado em outros parques americanos e dinamarqueses da época, ou na tradição paisagista japonesa, a utilização da vegetação é, aqui, internacionalmente pioneira. A reprodução de códigos da ecologia da paisagem portuguesa, patente na escolha, consociação e localização das espécies vegetais, cria situações, "micropaisagens", que nos são familiares, não só a nós, humanos, como à fauna silvestre que atrai.
      Esta forma de trabalhar o lugar a partir das regras da paisagem é uma característica forte da escola de arquitectura paisagista portuguesa, com raízes na escola alemã, e que atinge, neste jardim, o auge da sua expressão"

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  8. fotos lindas! ainda nunca lá fui com a minha boneca, é um passeio a ser feito! derreti-me com as sandálias da Isabel!! hehe Beijinhos!

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