quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Contrato pré-bebé

Da mesma maneira que convém conversar sobre algumas coisas antes de começarmos a morar juntos, antes de casarmos... Também convém falar de algumas coisas antes de ter um bebé. Claro que estamos loucamente apaixonadas e, por isso, achamos que vai correr tudo bem (e vai), mas é sempre importante conversar sobre tudo para gerir expectativas. 



Coisas que, pela minha experiência, convém falar (quem tenha experiências diferentes, por favor, partilhe!): 

Divisão de tarefas da casa

Vamos precisar de ajuda, sim. Vamos. E convém mesmo que esteja definido quem vai fazer o quê. Vamos andar muito sensíveis (hormonas e cansaço e ansiedade) nos primeiros tempos e não vamos conseguir lidar com as expectativas de "ele devia ajudar-me sem ter que pedir". Ficar tudo organizadinho e definido é melhor. Para todos. 

Passeios em família

Imaginamos passear todos os dias em família, todos juntos, até para o jardim, mas ele poderá não estar a pensar no mesmo. É importante estarmos em sintonia nisto para, mais uma vez, não criar expectativas (tanto para um lado como o outro) e negociar. Temos que nos lembrar: amamos de maneira igual, mas não somos iguais. 

Tipo de alimentação

Legumes biológicos? Papas naturais? Amamentação? Leite artificial? Cerelac? Convém perceber o quão importante é para cada um estes "por maiores" para se ir ajustando e definirem estratégias a priori, principalmente no caso de optarem por amamentar o bebé. O pai tem um papel muito muito importante também.

Divisão de tarefas do bebé

Isto deixa-se ao improviso e muda de relação para relação. Mas, da minha experiência, eu que comecei por ser a mãe que queria fazer tudo, o melhor é possivelmente ir dividindo desde o início para que ambas as partes absorvam a sua quota parte de responsabilidade. 


Por se falar, não quer dizer que fique como se falou, mas é bom falar. É bom sonhar, projectar, arrumar e criar um ambiente positivo para receber o bebé. Fazer o ninho não é só fazer o quarto. 

É só uma ideia. :)

6 comentários:

  1. Sim, sim e sim :) Grande ideia, Joana!

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  2. Eu sabia lá para o que ia quando fiquei grávida!
    Cá em casa, todos os dias se vão somando adendas ao contrato da criança que, como se não bastasse, não foi assinado... Planear o jantar já é tarefa hercúlea!
    O miúdo inventa desafios novos a toda a hora que, quando optimizamos a estratégia para ultrapassá-los, fica obsoleta no mesmo instante. E fico tão orgulhosa disso, porque sinto que ele está a crescer, a querer ser independente...

    O nosso contrato tem alicerces de grãos de felicidade (areia) movediça, volúveis como a paixão adolescente. Tudo na base da boa fé (tão ingénuos!), claro.
    Bem, assinámos um papel no registo civil mas acho que isso é só para o IRS ou lá o que é!

    O caminho faz-se caminhando.

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  3. Fiz um contrato gigante: (inclui os avós)

    Muito importante definir como querem educar...

    Se vão ou não dar colo quando chora, de deixam ou não os avós darem palpites sobre alimentação e educação, se são ou não a favor de castigos e palmadas "pedagógicas"...

    Aqui tudo foi falado e mesmo assim às vezes é preciso relembrar os contratos...

    Não com o pai mas com os avós...

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  4. Custa me mesmo ler a expressão "ajudar" neste contexto por uma mulher tão jovem... Cá em casa vivemos dois, com responsabilidades iguais, nenhum "ajuda" o outro. Não é por ter um pipi em vez de uma pilinha que me considero responsável mor pela casa e filhos...

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  5. Cá em casa estamos no meemo comprimento de onda na maior parte das coisas relacionadas com o nosso filho, o facilita e não foi preciso "contrato" :) no entanto a palavra ajudar é uma realidade é esta muito enraizada na maioria das mentes masculinas, o que obviamente está errado. É por isso que tenho o propósito de ensinar os meus filhos rapazes que em casa todos colaboram. O meu filho ajuda a por a loiça e roupa na maquina, põe a roupa suja no cesto e ajuda a arrumar os brinquedos. Tem 22 meses. Já lhe peço para trazer o prato e copo da mesa. Também arruma o banco de lavar os dentes quando termina... Esse tipo de coisas. Acredito que é desde pequenos e com o exemplo de casa que eles têm noção que todos devem colaborar para a casa estar arrumada.

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  6. Aqui estamos na fase da negociação. O mais difícil foi a alimentação. Eu não como carne e não queria que a criança comesse, o pai adora carne e queria que a criança comesse. Conclusão: como vamos tratar deste assunto??
    Pois bem, ambos cedemos. Pode comer carne, mas apenas carnes brancas. Qndo crescer decidirá por si...

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