quinta-feira, 30 de abril de 2015

Afinal Havia Outra - A tia do meu bebé

Esta tia vive longe e não pode aparecer de vez em quando para um café.

Ela está sempre lá, mesmo não estando perto, mesmo quando trabalha, mesmo quando não tem tempo nem para almoçar.

Ela preocupa-se. A sério. Com o sobrinho, com a mãe. Com a distância. Com o facto de não poder acompanhar todas as conquistas do pequenino a cada dia.

Ela quer saber. De tudo. Dos sorrisos, dos amigos, das gracinhas, das febres que não vão embora, de todos os dói-dóis.

Ela acha que o sobrinho é o bebé mais lindo do mundo. (Nesta parte eu, nada suspeita, até concordo).

Ela vê uma foto do bebé a dormir e reconhece que não há coisa mais fofa.

Ela tem muita vontade de mostrar o mundo ao sobrinho. Acorda com vontade de lhe oferecer viagens e de lhe dar a conhecer esta terra onde vivemos. 

Ela não está sempre cá para nos ajudar. Mas valem muito todas as palavras de conforto e todos os colinhos que são dados à distância. 

Ela tem saudades. Eu sei que tem. Tantas, tantas.

E vem de longe abraçar num fim-de-semana, os xis <3 perdidos de tantos dias. 

Ser Tia é ser a namorada do Tio, mas poderia bem ser uma irmã.

Esta é a tia Raquel. 


A Márcia quis surpreender a tia Raquel Godinho, que hoje faz anos. Apesar de não termos a rubrica Discos Pedidos, não conseguimos negar fazer-lhe esta surpresa, tão cheia de amor. 
Que sorte os nossos bebés terem tias assim!

Como engravidar como gente grande.

Sim, parece um título absurdo, mas a verdade é que mesmo nós, mulheres que nos consideramos pouco estúpidas, por vezes cometemos erros imbecis.  Nós demorámos algum tempo a engravidar, acho que foi, em parte, pela minha ansiedade e pelo desmame hormonal do anel contraceptivo (dizem que não há desmame, mas como não há se estamos todas mamadas de hormonas vindas "de fora" há anos e o corpo, de um momento para o outro, se vê sem elas?).


Aqui vão alguns truques: 

Ir a uma consulta de ginecologia/obstetrícia

Convém ir ver se está tudo bem com o nosso pipi, se não está a cair aos bocados por dentro. Se não temos por lá um tampão que nos esquecemos de tirar quando tínhamos 15 anos (há mesmo histórias destas). A GO (ginecologista/obstetra) irá mandar-vos fazerem análises ao sangue e isso, tomar ácido fólico, deixarem de fumar coisas esquisitas e de beber coisas que venham em garrafas de vidro.

Fazer sexo

Convém mesmo por a pilinha no pipi, senão a coisa não funciona tão bem a nível de criar um bebé. Também se pode por noutros sítios, mas para fazer um bebé tem mesmo de ser no pipi. E, em princípio, no da pessoa que se quer engravidar. 

Não usar contraceptivos

Parece óbvio, não parece? E é. Não convém estarmos a tomar pílula nenhuma, usar anel nenhum, nem chip nem não sei quê que já se usa agora. Nem instrumentos dentro do pipi que parecem estendais de roupa (é a ideia que eu tenho). 




Não fazer amor todos os dias

Nós queríamos tanto fazer uma Irene que fazíamos amor todos os dias e eu até anotava num calendário menstrual do iphone para saber se já tinhamos feito ou não e para depois ver quando é que tinha sido concebida. É estúpido e obsessivo, além de que fazendo amor todos os dias não dá tempo aos espermatozóides de amadurecerem o suficiente para serem capazes de fecundar o óvulo. Tem de ser dia sim, dia não. Ou seja, tem de ser um intervalo de 48 horas. Senão os tipos ficam todos fraquinhos e vão a tossirem-se todos até lá acima. 

Não achar que se vai conseguir logo

Costumo pensar que, quando não se quer é quando acontece à primeira e quando se quer é quando se demora mais tempo. Claro que há milhões de histórias que provam o contrário, mas o melhor mesmo é ver como "treinos" e não como "tiro ao alvo". Se der este mês, deu. Se não der, é mais tempo para planear umas coisas e arrumar outras, com calma. Como sempre, vamos odiar ter o período. Neste caso vai ser sinal de que ainda não estamos grávidas e vamos odiar o nosso genital. Odiá-lo como se de uma amiga traidora se tratasse. Vamos querer bater-lhe e cortá-lo com um daqueles instrumentos de cortar ovos cozidos às fatias que são muito giros.

Não se porem com tretas

Não se ponham com tretas da lua e de se fizerem amor às 11h30 que vai dar menino e se for às 2h34 e com um morango no rabo, que têm uma menina. Para mim, esse tipo de indicações têm a mesma credibilidade que um horóscopo. Já vos disse que tenho um amigo que se divertia a fazer um horóscopo para um jornal conhecido? Bom, aceitem o que vier e façam figas para que não saia igual ao pai. ;)



Posições que podem ajudar

Esta foi uma senhora da farmácia que me disse. Não sei se foi a gozar, mas parece-me fazer sentido. Estarmos por baixo, com uma almofada por baixo do rabo para inclinar mais o corpo. E depois até podemos ter durante algum tempo as pernas para o ar, para deixar os meninos escorregar tipo Aquasplash do Algarve.  Qualquer posição que faça com que os meninos não fiquem nem a marinar nem venham conhecer o maravilhoso mundo que existe fora de nós, é boa. 

Teste de ovulação ou lá o que é. 

Se calhar é indicativo de que falo demais, mas uma senhora de um restaurante na Rinchoa disse que ajudava muito saber mais ou menos quando estamos a ovular (claro que não tinha de ser uma senhora do restaurante a dizer isto, mas falou-me do teste e isso não sabia) e tentar nessas alturas. Depois de termos tentado "à vontade" lá fomos comprar esse teste e, pode ter sido coincidência, mas as coisas resultaram melhor. 




Para isto se tornar mais completo, mandem vir aí as vossas dicas nos comentários para as outras mães que estão a tentar lerem. ;)

Solução para quem tem braços em forma de bacalhau

Ontem fui supé, sei lá, 'tá a ver? VIP. Ou então fui daqueles penetras nas festas VIPS, se calhar é mais isso. 

Já vos disse que trabalho na SIC? Sou editora de conteúdos do Fama Show e do E-Especial, repórter do E-Especial, editora de conteúdos do Alta-Definição e voz off da SIC Caras.

Ontem os nossos programas estavam nomeados para a Gala dos Troféus TV7Dias, no Casino Estoril, o único evento que premeia o que se faz em Televisão. 

Ainda em casa, comecei a armar-me em boa e enviei esta foto à Joana Gama (a aprovação dela é muito importante para mim porque, apesar de dizer que se veste com sacos, é sempre sincera e não iria dizer que eu estava gira, não estando). 



Foi um risco, mas ela disse "estaaaaas linda!!!!" e uma pessoa lá ganha coragem para enfrentar horas e horas em saltos altos...

Primeira foto VIP da noite:



Até estamos todas giras! (Apesar de qualquer pessoa ao lado da Vanessa Oliveira correr o risco de parecer um ovo escalfado). Está cortada? Está. Mas eu mostro-vos o porquê:


Juro que não tenho nenhum problema nos bracinhos nem nas mãozinhas. Apenas não sei o que fazer com o corpo nestas alturas.

Olhei para a postura da Vanessa na fotografia e disse para mim: "Ah, então é assim que as gajas boas fazem! Ok, já não me apanham outra vez!"

Já sabia que as pessoas com braços que pingam, como eu, têm de os afastar um bocadinho do corpo para não parecerem um bacalhau espalmado e gordo, mas não sabia este truque "podia-ser-postura-de-vender-na-praça-mas-bem-feita-tem-glamour".



Primeira tentativa.


Segunda tentativa.


Risada total. Desisto. Põe-te normal!


Ufa. Agora uma voltinha.


Pronto. Dei o meu melhor.

Sei que ninguém perguntou, mas vou fazer como fazem nos Óscares. O vestido é da loja Ivens (que tem a marca Dasmanas), os brincos são da Guria, e os sapatos não faço ideia porque são os mesmos há anos e anos, mas arrisco H&M. 

Ah! O mais importante! O Alta Definição ganhou o prémio "Melhor Talk Show", subimos ao palco para receber o prémio e não caí, e eu e o meu maridão tirámos esta selfie para imortalizar o momento.


quarta-feira, 29 de abril de 2015

Lista de coisas NÃO obrigatórias quando se vai ter um bebé.

- Corta-unhas e lima de papel

É só estúpido. Dizem até para se usar uma lima de papel mas, sinceramente, vim a descobrir que uma tesoura de pontas redondas é o mais fácil.





- Álcool para o coto umbilical

Podem comprar e usar, mas não é necessário. Na maior parte dos casos ele cai por si. Até podemos lavar no banho e tudo desde que os sequemos bem. 

- Toalhitas

As de viagem sim, são úteis. De resto, nos primeiros tempos, aconselho mesmo que se use compressas de tecido não tecido (nome estúpido) e ou água com um pouco de gel do banho deles (só um bocadinho) ou as "primeiras águas". 




- Termómetro rectal

Não é agradável nem para nós, quanto mais para eles. Além de ser difícil assegurar uma higiene constante daquilo em momentos que os filhotes tenham febre. Comprei um daqueles que se mede dentro do ouvido. Super rápido. De confiança. 

- 30 biberões

Não é necessário. Nem se sabe se vai ser necessário usar biberões nos primeiros tempos. Em princípio a mamã irá conseguir dar de mamar com o apoio certo (sugiro a linha SOS amamentação ou então o grupo no Facebook "Amamentação com Desmame Natural") e só precisará dos biberões para quando precisar de se ausentar e alguém lhe der o leitinho da mãe.



- Aquecedor de biberões

Não é necessário. É um conforto, mas não é necessário. Além de não se saber se realmente irá passar pela rotina dos biberões (a Irene só terá mamado uns 15 biberões até hoje), é fácil aquecer um biberão se tiver uma chaleira. Põe num tupperware com água quente e pronto (ou até debaixo da torneira). 

- Esterilizador 

Também é possível fazer-se esterilizações sem se comprar coisas. Além disso, há teorias de que nem é necessário esterilizar o que é para eles. Como queremos fazer tudo "muita bem" é normal que tenhamos esses cuidados nos primeiros tempos, mas se pusermos uma panela com água a ferver e "o material" (salvo seja ;)) lá dentro, fica na mesma e era como se fazia antes. 



- Bomba extractora de leite

Em princípio será necessário para quando a mãe for trabalhar, para o bebé continuar a beber o leite dela. Porém, até lá, antes de comprar a bomba, poderá alugar se preferir não gastar dinheiro ou até pedir emprestado às amigas (parece nojento para quem não esteja habituada a estas lides, mas é um alívio de mais de 100 euros). 

- Chuchas

Não é preciso comprar chucha. Os bebés não precisam de chucha. Temos de pensar sempre no que será mais natural. Eles, se precisam de satisfazer o desejo de sucção, têm de estar na maminha da mãe até para garantir o sucesso da amamentação.  No primeiro mês é até muito desaconselhável por poder causar "nipple confusion". Pode comprar-se depois, se se quiser. 




- Fazer stock de fraldas

A nossa vida não vai ficar confinada a casa. Até vai nos primeiros tempos (se for o primeiro filho, se for o segundo já andamos com ele às costas enquanto vamos ao cinema e arranjamos as cutículas), mas vamos continuar a ter que fazer compras (aconselho fazer-se online, é um luxo) e, com essas compras, podem vir fraldas. Há sempre promoções. Não se deixem enganar. 

- Roupa de rua

Eu sei que dá gozo. Que são muito queridas, mas o ideal é até que o bebé, nuns primeiros tempos, não esteja exposto a muitos estímulos. Para ele, ficar em casa, já é como apanhar uma cadela no Lux. Ir a restaurantes e a supermercados faz com que fiquem hiper-estimulados e faz com que fiquem muito desconfortáveis. Muitas das vezes, erradamente se atribuem distúrbios intestinais a bebés (cólicas) que não tiveram descanso suficiente durante o dia ou que estejam demasiado estimulados para conseguirem descansar. Não retirei grande prazer de andar a trocar a Irene de roupa nos primeiros três meses. Andava com o pijama. Estou só a dizer que não é necessário comprar, mas quem quiser... ;)



- Sapatos

Epá, não. Os recém nascidos não precisam de sapatos. 0. Podem ter umas meias boas e uns carupins (acho que é assim que se diz) para terem os pés quentinhos, mas bebé nenhum, nos primeiros meses, precisará de sapatos. A não ser que tenha nascido a andar. E, se for esse o caso, lamento o vosso pipi. 

- Toalhas para o bebé

É giro, mais uma vez, mas não necessário. Temos sempre uma toalha muito melhor que as outras cá em casa. Essa fica para o bebé. Ele não se importa se for uma toalha grande, até gostará de ficar melhor aninhado. 

- Brinquedos

Eles estão a borrifar-se para os brinquedos nos primeiros 3/4 meses. Não precisam disso. Podemos introduzir um doudou logo no início, mas só terá efeito a médio prazo. 



Tudo o que sintam falta depois, podem pedir. Isto se estiverem numa de gastar dinheiro. Se tiverem uma competição saudável entre avós e se vos apetecer espremer... Ficam aqui com algumas ideias quando já tiverem o necessário. 


*imagens We Heart It. 

Há por aí marcas CABAZES de tudo?

O sucesso do nosso cabaz (qual cabaz? mas andam a dormir?!) está a ser tão grande que já percebemos que vamos ter de fazer sequelas deste passatempo. Além disso, queremos dar oportunidade a pequenas marcas de brilharem por aqui.

Há por aí mais marcas doidinhas por fazer parte destes cabazes? São cabazes (juro que vou parar com este trocadilho) de nos enviar um email (amaeequesabeblog@gmail.com) para constarem dos próximos passatempos? 

Pedimos que nos enviem um email a apresentarem brevemente o vosso projecto, com o título "a Mãe é cabaz de tudo + área(vestuário, puericultura, decoração, etc)" e, claro, a elogiarem o nosso blogue até mais não. E o traseiro da Joana Gama também podem elogiar, que ganham sempre mais pontos.

Ficamos à espera!


Ah! Só um aparte. Devido à loucura que foi o mulherio a inscrever-se às centenas no passatempo (qual passatempo? outra vez?!!), o Facebook armou-se em esquisitinho e cancelou uma série de likes nesse dia. Não sei se achou que eram likes falsos, se queria festa, se deu erro, não conseguimos perceber. Só na página do A mãe é que sabe foram 400 likes à vidinha... Por isso, confirmem, caso tenham pachorra para isso, se os likes que fizeram para o Passatempo estão certinhos e vejam se estão a receber os nossos posts no vosso feed! Fomos avisadas por uma leitora assídua que nesse dia não tinha visto no seu mural os nossos posts e achou estranho. Sim porque as Joanas não vos falham!

Já somos famosas (#08) - Amanhã vamos à tv!

Bom dia!!

Não, não estou melhor da alergia, mas obrigada por perguntarem. Tenho o corpo todo "em chamas" e só me dá vontade de coçar (e coço), mal dormi e, ainda por cima, a Irene acordou às 5h30 da manhã pronta para viver. Estou que nem posso. Espero que hoje passe até porque...

... amanhã vamos à televisão!!

Apesar de ser a Joana Paixão Brás a estrela porque foi a ela que lhe ligaram, vou eu escrever um post sobre isso. A verdade é que ou escrevo sobre isso ou continuo a contar-vos o quanto estou farta desta comichão horrível e de como começou nos mamilos. 

Fomos convidadas para ir ao Há Tarde com a Vanessa Oliveira e com Herman José. Sim, vou conhecer o Herman. Quanto à Vanessa Oliveira, já trabalhei com ela. Poderá ser este um pretexto para por uma fotografia em que estou muita linda? Acho que sim. Sou a da direita, caso estejam confusas.




A Joana Paixão Brás já escolheu o vestido e tudo, vai tipo boho-chic não sei quê. Aposto que até vai marcar a manicure e isso. Eu não preciso dessas coisas, já que sou bonita. Irei com um saco de plástico qualquer, um que seja grande, se calhar um que também me tape a porcaria do furúnculo que me esta a crescer no meio da testa. 

Não acredito que vá conhecer o Herman. Desde que era muito muito pequena que o via na televisão e achava que era igual ao meu pai (só via o meu pai de vez em quando). Desde sempre que era o programa que dava lá em casa nos sábados à noite. Ainda nem morávamos em Oeiras. Lembro-me de ver o programa dele quando morávamos em Sto. André. 

Vão ver-nos? Pelo menos depois ponham para trás na box. :)

terça-feira, 28 de abril de 2015

Blogger da Semana - Cacomae

Mãe de três miúdas cheias de estilo, Ana Lemos é, na blogosfera, a Cacomae. Recentemente escreveu um texto inspirador (Eu sou assim), uma resposta, sem paninhos quentes, às críticas e más-línguas que enfrenta. O sucesso muitas vezes tem disto: gente que quer arrastar os outros para a lama, em vez de lhes seguir os passos. A Ana é que sabe e respondeu às nossas perguntas por email no próprio dia!

Fotografia Paulo Storch

Ana, tem o blogue há três anos. Já teve de respirar muitas vezes fundo? 
Muitas mesmo... mas confesso que mais ao princípio, quando achava que escrever um blog só tinha coisas boas ;)


Quando começou a escrever tinha duas filhas. O que mudou para lá para cá? Ter a terceira filha foi como passar de um puzzle de 50 peças para um de 1000? 
A maior diferença é realmente serem 3 em vez de 2 crianças em casa, com tudo muito mais a mil. Sim, não achei diferença grande da 1ª para a 2ª, mas uma enorme para a 3ª. Acho que é mais um puzzle de 2000 ;)

Fotografia Ties

Tem uma Carlota, uma Caetana e uma Concha. Se ainda for à quarta, ainda há algum C. que a agrade? (Constança, Carminho, Catarina, Carolina, Camila?...) 
Não vou à quarta, mas se por algum acaso isso acontecesse o nome escolhido por mim e pelo H. é Pilar.


Como se dão as três filhotas? Dá por si a mandar uns gritos de vez em quando? 
Dão, muito bem, mal e mais ou menos, conforme a hora do dia e as brincadeiras das 3. Não dou uns gritos de vez em quando, acho que dou pelo menos 1 por dia :(

Fotografia Ties

Consegue rir-se de si própria enquanto mãe? Já fez algum disparate? (não tão grande quanto o da Joana Gama, que tentou dar de mamar à filha, com ela virada ao contrário, espero…)
Ahahhahha... não sabia ;) rio imensas vezes de mim enquanto mãe, acho saudável e muito bom conseguir fazer isso... Bem um episódio, vou ter de pensar... Já sei, quando a Carlota teve varicela ouvi tantas vezes dizer que devia dar banho com farinha maizena que despejava um pacote inteiro para a água ;)


O que é mais difícil neste trabalho da maternidade? (sim, trabalho!)
Conseguir ter tempo de qualidade e paciência para elas mesmo quando estamos cansadas e elas só fazem asneiras.



Um dos nossos posts mais lidos foi o Glossário de Roupas Betas. Houve algum item do glossário que não dominasse? (Hehe, espero não estar a esticar a corda)
Eu sou fã das roupas betas por isso senti-me em casa a ler :)


Gosta de diversificar no estilo de roupas das suas miúdas. Esse estilo boho-surf-hippie (inventei agora) serve para desenjoar um bocadinho das golas muito certinhas que, tal como eu, já percebi que a Ana também gosta?
Sim, cada vez gosto mais de não usar as golas, principalmente na Carlota que já está mais crescida e por vezes já acho que fica um bocadinho ridícula.



Gostou de estar grávida? À terceira já fazia tudo com uma perna às costas (como se isso fosse possível, só com a elasticidade da Carolina Patrocínio…) ou encara-se tudo como se fosse a primeira vez?
Eu odeiooooo estar grávida e a última custou-me horrores com uma filha de 1 ano e outra com 4 a pedir muito colo. Não sei como não rebentei, fiquei gigante.


O que mais a comove nas suas filhas?
Confesso que muitas coisas, mas elas quando brincam e ouço dizer que adoram a mãe e o pai e a família de 5 delas é a mais feliz do mundo. Já ouvi e chorei <3




Se tivesse de escolher o melhor momento do seu dia, qual escolheria?
Os primeiros 5 minutos quando as vou acordar e têm aquele ar meio dorminhoco e me dizem "Bom dia, mãe" (até a Caetana já diz) e me dão o primeiro beijinho do dia. ADORO.


A mãe é que sabe?
A mãe sabe quase tudo, mas a sabedoria do pai ainda é fundamental cá em casa :)
Uma pergunta da Cacomae... lol porque não estou nos blogues que seguem? ;)

E com esta nos apanhou! Vai já ser rectificado. Obrigada, Ana.
Beijos e obrigada pelo convite... gosto do sentido de humor e da maneira de escrever ;)

a Mãe dá (#17) 100€ com a La Redoute

Tinhamos uns belos 100 € para dar para que alguém gastasse em coisas na La Redoute e, através do site random.org já encontramos a vencedora (significa isto que a vencedora foi encontrada aleatoriamente). Já chega de conversinha, não é? Como se ainda estivessem a ler isto e não tivessem passado directamente para o nome a bold ali em baixo. Vou continuar a escrever só para isto não ficar muito friozinho sem texto. Não gosto muito de posts pequeninos. Para mim, neste caso, o tamanho importa. Sabiam que estou com uma alergia enorme pelo corpo todo? Estou toda vermelha. Pareço uma "camone" ambiciosa, daquelas que dá tudo por tudo para ter um cancro de pele. Que nervos. Bom. Se calhar já está. Mais umas imagens para ficar compostinha... 








Aqui vai a vencedora: 

Parabéns...

SOFIA VELOSO TELES!!

A La Redoute vai entrar em contacto contigo por e-mail assim que lhes for possível.

Às restantes participantes, vamos tentar que haja mais passatempos do género em breve. Algum montante que queiram sugerir? ;)

Inventam tudo!(#12)


Uma ideia brilhante à venda neste site brasileiro. Para ir a casa de amigos, a um restaurante, para umas férias, sem ter de andar com cadeirinhas atrás. Excelente.

Depois há também no Sack'n Seat com um ar que me parece mais seguro, talvez por ficarem presos como nos automóveis.


Parece-me muito bem. Alguém que tenha? Vende-se em Portugal?

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Até que a morte nos separe.

Ui a história do meu casamento. Ui! Vou tentar resumir e também dar a versão alargada, já agora. Leiam, leiam que tenho uma pergunta para vos fazer no fim, 'tá bem? Bigadax (estou a gozar, não escrevo assim - mas falo).




Versão alargada (que, por acaso, é um excerto do meu livro que deveriam mandar vir que é porreirito hehe): 

 "Nunca tínhamos andado numa limosina, mas foi assim que saímos do aeroporto. Estavamos todos espapaçados por causa da viagem de mais de dez horas e com escala em Londres: cheiravamos a pessoas do metro, o nosso cabelo dava para fritar rissóis, o nosso corpanzil estava a ressacar de doses normais de tabaco (visto que comprámos as pastilhas de nicotina e, só com uma na boca, parecia que tínhamos engolido dois maços e meio de SG Ventil de uma só vez …
Independentemente do nosso espapaçamento, sabíamos que estavamos a caminho de um dos melhores momentos da nossa vida. Para o meu agora marido, estávamos cada vez mais perto do restaurante de um dos chefes preferidos dele. Para mim, era porque iamos para um hotel (adoro hóteis) e também porque nos íamos casar, exacto. Chegámos ao hotel e não tivémos tempo sequer para deixar as coisas no quarto. Largámos a mala no bengaleiro e fomos numa outra espécie de limonsina para o registo. Foi ali que ficámos oficialmente casados, mas não ligámos nenhuma até porque parecia a entrada das urgências de um hospital no interior. Dali fomos conduzidos para a capela. Levamos o nosso cestinho para pôr as alianças. É um cestinho onde comemos pele de leitão frita ou lá o que era com farinheira ou alheira e polvilhada com açúcar no restaurante onde fui pedida em casamento. Tenho tanta capacidade para descrever comida como para depenar soummiers por isso aconselho falar com o chef Vitor Claro do restaurante "Claro!" para se saber ao certo o que ele põe no tal cestinho e que roça o divino (que bem podia ser o nome de um porteiro de uma discoteca) - esta é uma crónica sobre o dia do nosso casamento e falei de leitão, não deve ser surpresa nenhuma para quem souber com quem estou casada.
Tínhamos o tal cestinho, mas não tinhamos alianças. Como não era o que mais importava, escolhemos as mais baratas de todas. Eram gordas (as alianças) e de leitão… Ai, não é leitão! É latão! Eram gordas e de latão, pelo que sabíamos que não iam durar para sempre, ao contrário do nosso matrimónio, claro (ohhhhhhhhhhhhhhh). Depois de compradas as alianças, lá ficámos encostados, de braço dado, à porta da sala onde casam os bêbados de álcool e de amor (ohhhhhhhhhhh), à espera que pusessem a tocar a música “do costume” (para eles, não para nós que não casamos por desporto). Como é que estava vestida? Com a roupa que levei para a viagem. Estava de calças de ganga, umas botas de salto-alto rafeirinhas que comprámos no Alegro, uma camisola da Zara, um lencinho com borboletas que a minha tia de Paris me ofereceu há uns anos e, obviamente, roupa interior. É uma coisa que gosto de fazer: usar roupa interior.  O meu marido estava todo charmoso como é costume: uma camisa às riscas azuis que lhe realça a cor dos olhos (que não são azuis), umas calças de… A roupa do homem não interessa, pois não? Não. Nem a minha interessava. Queríamos lá saber da roupa.
Interessa muito mais dizer que a capela era tão pequena que mesmo a música de casamento editada ao máximo era demasiado longa para os quarto ou cinco passos que tinhamos de dar até ao altar. Assim que a música começou, andámos dois passos, esperámos dez segundos e só aí chegámos ao sítio suposto: ao pé do “minister” e do homem que carregou no rec da handycam que estava num tripé ao lado dele.
O minister, dotado de uma intensidade característica da sua especialidade, começou a falar umas coisas em inglês sobre amor e compromisso. Foi breve. Estávamos tão contentes e felizes que nos concentrámos em apertar a mão um do outro. Eu chorava. O meu namorado estava todo orgulhoso e com uma expressão e uma linguagem corporal que, certamente, se irá repetir no dia em que a nossa filha nascer. Nunca esteve tão bonito.
Repetimos aquelas palavras em inglês um para o outro. Ele disse tudo correctamente, mesmo com os nervosos e as mãos a suar. Eu troquei-me nalgumas coisas e chamei-lhe meu “wedding husband” nos votos. Não foi por nervosismo, não. Uma curiosidade sobre mim: gosto de acrescentar ditongos aleatoriamente (para mim, “ditongos”, faria mais sentido se fosse dintongos, mas tudo bem). A minha filha há de crescer a dizer que tem vontade de ir fazer “xin-xin”.
Naquele momento oficializámo-nos como um. Nenhum dos dois alguma vez quis casar. Foram precisos uns copos de vinho para ser pedida em casamento, mas não o obriguei a nada. No dia a seguir ainda não se tinha arrependido e nem eu. E agora, estamos ainda mais casados por já só faltar um mês e meio para sermos três.
Claro que, depois da capela, fomos para o hotel, fazer o que toda a gente está a imaginar. Achei que o meu marido merecia ter um momento daquilo que ele considera verdadeiramente erótico: jantar.
Ficámos três noites em Las Vegas e há um ano. O início do início deste teu início que está quase a começar.
Sinceramente, deixo ficar a última frase porque, apesar de não fazer grande sentido, há de haver alguém que descobre um significado bonito e que faça dela uma citação sentimental bimbalhota. Gosto de terminar assim: terminando o que nunca termina pois terminar trata-se de um começo que o coração envolve nas asas da criatividade.
Pumba, mais uma. Nicholas Sparks, aqui vou eu!
Parabéns, “wedding husband”. Ah! O meu marido disse-me agora que o que comemos no cestinho no "Claro!" é massa de coscorões com açúcar e canela, em vez de pele de leitão. Pronto."
GAMA, Joana. Estou Toda Grávida, Chiado Editora, Lisboa.
Versão Curta: 

Ele viu-me a actuar numa noite de stand-up comedy e achou-me piada. Começamos a falar, começamos a namorar, pouco tempo depois casamos em Las Vegas, transcrevemos o casamento para Portugal e decidimos ter a Irene. Tudo isto em menos de 3 anos. Deve fazer agora três anos, não sabemos.


Questão: 

Neste momento (e já há um ano) estamos os dois 24 horas por dia em casa juntos. Eu tive o privilégio de poder gozar uma licença sem vencimento durante um ano e ele é argumentista freelancer. Somos muito felizes, adoramos estar juntos, a nossa compatibilidade não está em causa. Acho que desafio mais complicado que este, só o da distância intercontinental. Penso muito nas mães que ficam em casa com os filhos e que não têm ninguém para as ajudar. No meu caso, parece-me dificultar muitas vezes o meu "trabalho". O meu marido não tem paciência para ler as coisas que eu leio, a maior parte das coisas que lhe digo "parecem não fazer sentido algum" e sou muito ansiosa, coisa que o deixa enervado. Quando, por acaso, está um de nós sozinho com a Irene, as coisas correm muito mais smoothly. Sou muito muito chata e ele é muito pouco tolerante ao meu índice de "chatemento" se não lhe fizer sentido. E, apesar de me respeitar sempre nas minhas decisões no que toca à Irene (és o maior, amor), é muito difícil tê-lo de coração nas coisas que lhe peço para fazer que, para ele, não tenham lógica. Desde a não aquecer leite materno no microondas (que pode ser aquecido, mas que mata algumas das propriedades por isso, no meu entender, não se deve aquecer), enfim, sou muito comichosa. 

E gostaria de saber se somos todas em relação aos nossos maridos ou se devo poupar uns tostões e internar-me algures (desde que tenha wireless, senão faleço). 



Afinal Havia Outra (#22) - Tive o meu filho numa banheira

Há um ano e meio mudamo-nos para a Escócia. Passados poucos meses, assim como tínhamos planeado, foi com grande felicidade e entusiasmo que descobrimos que estava grávida. O tão esperado momento havia chegado!

Tive uma gravidez tranquila, sempre acompanhada com excelentes profissionais de saúde, que me transmitiam a cada consulta uma confiança que qualquer mãe de primeira viagem precisa.

Não hesitei assim que soube que na maternidade onde o meu filho ia nascer, havia a hipótese de que o parto fosse na água.

Às 38 semanas e 3 dias, pela manhã ao acordar, as águas rebentaram. Mantive-me sempre calma e liguei para o hospital, duas horas depois tive a visita da parteira em casa. Ainda não tinha contracções e recebi alguns conselhos para tentar acelerar o trabalho de parto.
Liguei para o meu marido que estava já pronto para deixar o trabalho a qualquer momento para me acompanhar. Almoçamos juntos e logo a seguir ao almoço, sentamos-nos no sofá. De repente deu-me um click: "Não posso ficar aqui parada!" Saltei do sofá e comecei a seguir todos os conselhos da parteira. Ao longo do dia foram vários os banhos de imersão com o chuveiro a apontar para a barriga, subir e descer escadas, alguns squats e ao fim de uma longa caminhada com o meu marido, já as contracções faziam prever que estava mesmo quase o momento que tanto ansiavamos.

Dei entrada no hospital às 19h, já com dilatação e contrações muito próximas. Só tive tempo de pedir para encherem a banheira e baixar as luzes. Aguardei que o meu marido viesse com as malas do carro para entrar na água. A música que tocava era da rádio. Entrei na água devagar e tentava relaxar entre as contracções. Cá fora, tinha de um lado a parteira, do outro lado um pai ansioso e aflito. A cada contracção dávamos a mãos e o olhar de um e outro reconfortava-me e dava-me energia para quando fosse a hora de fazer força. Num momento de dor e algum desespero perguntei à parteira o que devia fazer, ela olhou-me nos olhos e disse apenas para seguir os meus instintos. São momentos em que nos tornamos animais, agi de forma puramente instintiva, movia o meu corpo livremente na água, e por vezes de forma brusca pois assim tinha que ser. A temperatura era medida regularmente e ao meu lado tinha uma botija de gás nitroso que inalava entre as contracções, pois ajudava a relaxar os músculos e atenuar as dores. Não tive epidural por opção. Entre voltas e reviravoltas na água, pude levantar-me e consegui ter controle total sobre o meu corpo. O momento estava cada vez mais perto. A parteira usava um espelho debaixo de água para ver os avanços. Algum tempo depois já era possível ver a cabeça. Fui convidada por ela a tocar na cabecinha bem cabeluda do meu filho. Foi uma sensação única e indiscritível tocar naquele cabelinho tão macio e sedoso debaixo de água. Na verdade acho que foi isso que me ajudou a fazer o “push” que o meu filho aguardava para vir para os meus braços.

Foi às 22:31 que o meu maior tesouro emergiu da água, o cordão estava enrolado no pescoço o que lhe deu um tom roxinho. Com saudáveis 3,110kg foi directamente para o meu colo e ali ficou por 15 minutos. Foi a única exigência que referi na parte do livro da grávida, em que teria que preencher os espaços relacionados com as espectativas e desejos para o parto. “Quero ter o meu filho ao peito o máximo de tempo quanto possível antes de sairmos da água”. E assim foi. O pai do lado de fora, molhava o seu corpinho enrugado para manter a temperatura e esperava ansioso a hora de também poder pegar no filho. Pudemos juntos sentir o pulsar do cordão e apreciar o milagre da vida. Foram minutos mágicos e muito especiais. O cordão foi cordado pelas mãos do pai que logo de seguida tirou a blusa para pegar no filho “skin to skin”. A expulsão da placenta deu-se ainda na banheira, já sem água. Ao sair, fui logo examinada e permaneci em repouso na cama. Ali ao meu lado foram feitos os primeiros procedimentos ao bebé e nem por um momento o meu filho foi levado para longe do meu campo de visão. O pai acompanhava atento os passos da enfermeira e eu aguardava para voltar a ter o meu filho nos braços. A primeira vez em que ele mamou ainda com poucos minutos de vida, foi um momento indiscritível.

Numa só palavra a experiência de ter sido Mãe na água foi fantástica!

Desde que entrei na água até ter o meu filho nos braços foram apenas 3 horas, as mais intensas da minha vida!

Tivemos alta ao meio dia, do dia seguinte e nos primeiros 15 dias recebemos visitas diárias das enfermeiras/parteiras para sermos examinados. Ajudaram-nos a tirar dúvidas e mais uma vez recebemos a cada visita, aquela dose de confiança que tanto precisávamos.

Os primeiros banhos do meu filho foram no meu colo no chuveiro, dormia sempre relaxado e aninhado a mim. Continuamos assim a ter uma relação muito especial com a água.


Bruna Viegas
Mãe do William

domingo, 26 de abril de 2015

a Mãe desbronca-se (#05) - uma catrefada de respostas!

Boa semana! ;) Sei perfeitamente que estão a ler isto ainda numa de "ganhar ritmo" para pegar o trabalho a sério. Ainda me lembro de como era. Apesar de no meu último ano de rádio ter de acordar já toda cheia de pica às 6h30 por fazer manhãs, assim que o programa acabava, sentia que tinha direito a prolongar um pouco mais a disposição do fim-de-semana. Uma espécie de "já vai, vou só ver isto, fazer isto, fumar um cigarro e depois logo não sei quê". Percebo-vos. 



Vou tentar despachar umas quantas perguntas (sempre com muito carinho, claro) porque vejo aquilo a acumular-se ali no separador d'a Mãe desbronca-se e já estou a ficar com aquela ansiedade de ter a cozinha toda por arrumar. Sabem como é, não sabem?


Olá "anónimo". Apesar de não respeitar as regras da nossa rubrica ("as perguntas são feitas em forma de comentário a este post e os anónimos ou assinam com o seu próprio nome ou, então, à la stripper, inventam um nome artístico. Não pode ser "La máquina" que esse já é o da Ana Malhoa"), claro que sou minimamente humana e tive de lhe responder na mesma. O meu caso creio ter sido parecido com o que está a sentir. Quando a Irene nasceu eu não senti nada por ela, nem por ninguém e creio que tal terá acontecido devido a alguns factores: parto violento, eu sofrer de ansiedade, muita novidade para a minha cabeça, baby blues, etc. Sugiro que leia este post que escrevi se não se importar. Acho que é muito normal demorarmos a reajustarmo-nos à nova realidade. É normal que os nossos sentimentos mudem. Talvez o que sinta não seja amar menos o marido, simplesmente esteja mais focada no seu bebé e o seu marido tenha passado, por enquanto, para um segundo plano muito longínquo. A novidade (atenção que sou só mãe, não sou psicóloga) é que o facto de ter consciência dessa mudança é muito positivo. Há muitas mães que nem se lembram que o marido existe enquanto "indivíduo" e não só como pai do nosso filho ou nosso "moço de recados" durante muito tempo. Continuamos a gostar deles, mas é um "já vai". E é isso o expectável, a meu ver. O bebé está muito dependente de nós, é o nosso papel estarmos totalmente focadas nele durante algum tempo. Eles precisam de nós para sobreviver e para se sentirem seguros. Se conseguir tente dar a entender ao seu marido que nota que está mais ausente, mas que, mais tarde, irá retomar. Tente pontuar a vossa relação com alguns apontamentos que o faça sentir especial, como elogiar algo que ele faça por vocês ou a roupa que ele escolheu, o cabelo, qualquer coisa. Nem acredito que estou a dar destes conselhos. Sempre quis fazer algo deste género. Se achar que nada do que eu disse tem cabimento, compreendo perfeitamente e não levo a mal. ;) No fundo é isto: esteja aberta a mudanças de toda a ordem. A diferença poderá não ser para pior e tenha em conta o contexto de cansaço, novidade, recuperação mental e física, etc. 

 Olá Sandrinha, meu amor lindo. Como estás? Estou a brincar. Sei que não te conheço, mas se fazes perguntas de tia, levas com este tipo de discurso. Ando muito indecisa, sabes? Como tenho uma idealização muito muito forte da maternidade, da presença da mãe na vida dos filhos, não sei bem o que fazer. Por um lado, adorava que a Irene tivesse já um irmão e que crescesse com ele, adorava despachar já isto das gravidezes e das noites mal dormidas. Por outro, quero dedicar-me muito à Irene e que ela se sinta muito especial. Não quero que ela esteja na fase de querer ir ao Jardim Zoológico e que eu, por causa de uma noite mal dormida (sou uma besta com sono) me recuse a ir e seja menos a mãe que quero ser por causa disso. Se calhar, da mesma maneira que a Irene foi planeada, mas decidida num ímpeto (basicamente estavamos a ver televisão e tirei o Nuvaring e pu-lo no cinzeiro da sala - blergh eu sei), talvez o Frederico também venha a ser assim. O que achas? 


Olá Rita! Infelizmente tens a pior Joana das duas para te responder a esta questão, mas posso aconselhar-te a Joana Bandeira do Love Lab que fez um óptimo trabalho com a festa de aniversário da Isabel e, além disso, sigo o blog dela e a adoro as fotografias e os tratamentos. E, acho que se fosse a JPB a responder que te diria, sem dúvida, a Crush e a Ties. Eu não sou muito de sessões fotográficas deste género mas adoro ver as dos outros. Ah! Só agora li que é no Porto. Grrr. Desculpa. Sendo assim vamos ver se outras mães que leiam este post podem dizer qualquer coisa porque não faço a mínima ideia. Sorry.


Olá Ninfa! :) Obrigada pela pergunta (e a todas as outras que fizeram também, não sei por que é que só agora me lembrei disto). Engravidei aos 26. :) Acho que nada tem que ver com a idade (segundo dizem, quanto mais tarde, maior o risco de problemas de gravidez), acima de tudo acho que tem que ver com o teu estilo de vida. Se tiveres 20 mas andares a fumar 4 maços de LM por dia e fores alcóolica, acho que não seria boa ideia. Tem também que ver com aquilo que precisas para te sentires segura e não paranóica. O teu ordenado com o da tua pessoa fazem com que consigam viver tranquilamente? Não estão a contar tostões? Se estiverem, acho melhor repensarem algo ou organizarem as vossas finanças antes de incluirem um bebé na vossa dinâmica familiar pois isso pode ser um grande motivo de stress (e até mais para o pai que é quem mais se preocupa com essas coisas). Acho que aos 30 não é minimamente tarde. A Fernanda Serrano não está agora grávida aos 40? Mulher, ama o teu útero e parece que podes parir até aos 70. Tens tempo, mas fala com a tua ginecologista, ela lá saberá coisas do teu pipi que eu não sei. 

Principais despesas antes de ter um bebé? Depende muito da família. No nosso caso houve uma competição muito saudável entre os avós e praticamente não compramos nada. Também tudo depende do teu estilo de vida. Será que um trocador é mesmo necessário? Podes perfeitamente mudar um bebé em cima de uma cama normal se puseres uma espécie de resguardo ou toalha para não sujar a colcha, percebes? Será que precisas dum berço? Eu passei directamente para a cama com grandes. Atenção que ainda podes pedir emprestado a amigas tuas que tenham essas coisas ou então entrares nalguns grupos de mães aqui na net e fazeres umas compras mais baratas. Dinheiro para toalhitas? Se quiseres usar. Senão tens uma alternativa mais saudável e mais barata: compressas de tecido não tecido (eu sei, é uma confusão) que podes humidificar um pouco com água e com o gel de banho do bebé. Há sempre alternativas para tudo. Pensa naquelas famílias menos afortunadas e que conseguem que não falte nada aos bebés, que mesmo assim têm tudo o que precisam para crescerem saudavelmente. Tudo depende das TUAS exigências. Eu sei que não estou a ajudar grande coisa, desculpa. Se quiseres uma resposta mais concreta, precisas de: cama de grades, lençóis de baixo, sacos de dormir, toalhas de banho, trocador, resguardos, fraldas, toalhitas, shampo, gel de banho, termómetro para a banheira, bodies, pijamas, roupa para sair (embora eu não entenda por que é que se há de por roupa a sério em recém nascidos e não os deixar estar de babygrows), creme hidratante, uma mantinha, isofix ou um bom ovo para o automóvel, carrinho/transportador de bebé/sling. Se quiseres, falamos por e-mail porque acho mesmo que mais de metade do que te disse, se for preciso, é altamente dispensável. A sério. Será mesmo preciso termos toalhas de banho específicas para o bebé? Entendes? Onde gastei mais dinheiro foi no aquecimento, isso sim. 

Quanto às despesas mensais: mais uma vez depende. Tudo fica muito muito agradável se amamentares (espero que sim, que te informes, que tentes e que, se ficar difícil, fales com alguém para te ajudar como, por exemplo, alguém da linha da SOS Amamentação). O dinheiro que poupas em leite artificial, em biberões, esterilizadores é impressionante. Além de todos os outros benefícios para TI e para o teu BEBÉ. Depois, se o bebé não for para a creche e ficar com os avós, podes não gastar uns bons 300 euros por mês... Tudo se resumirá às fraldas e aos médicos que, se fores pelo serviço público, também não creio que gastes grande coisa. As vacinas extra plano de vacinação é que são muito caras. Se for um bebé de creche (e também de leite artificial) é muito provavel que fique mais vezes doente e, portanto, gastarás mais dinheiro (não sei se mais ou se só mais cedo) em medicação e consultas. As papas para bebés não são muito caras, também as podes fazer em casa com o teu próprio leite, com ingredientes naturais e, de resto, as sopinhas são feitas com meia dúzia de vegetais, o que não fica nada caro. No meu caso como amamento e vamos ter a Irene até, desejavelmente, aos 3 anos em casa, temos muito poucas despesas. Quanto à roupa, tens sempre a Primark e também podes pedir a outras famílias que te emprestem. Depende de ti e de como queres fazer as coisas. :)

Espero ter ajudado nalguma coisa, apesar de, talvez, só ter confundido. As outras mães que tenham tido a paciência de ler isto, contribuam também que, quantas mais opiniões, melhor. :)


Somos pais e temos amigos!

Incrível, não é? Somos pais e temos amigos. E amigos que não são pais. É possível! 

Vieram cá a casa, comemos petiscos, vimos a bola, os homens jogaram FIFA, as mulheres estiveram a ver roupas giras na net e não se esteve sempre a falar de crianças! Falámos do IRS, do fisco, das empresas, de alimentação, de desporto, de amigas em comum... um montão de temas que não metem ranho, nem dentes, nem noites mal dormidas. 

Afinal não precisamos de ir para os paiólicos anónimos. Afinal até nos sabemos comportar. Devemos ter conseguido estar uns 15 minutos seguidinhos sem falar da filha e, o mais incrível, a Isabel estava aqui connosco!

Afinal os amigos não precisam de fugir de nós! Podem voltar. Já não podemos ir jantar tantas vezes a sítios fixes (só quando a avó Béu cá vem fazer o seu babysitting), já não queremos fazer grandes noitadas, já não vamos estar 100% sossegados onde quer que estejamos, mas conseguimos disfarçar bem! Juro!

Afinal continuamos pessoas minimamente interessantes, apesar de andarmos há 3 dias para ver um episódio do Game of Thrones. Apesar de já não lermos tanto e de andarmos, às vezes, um bocado a leste do mundo. Podem voltar.

Afinal somos os mesmos, não sendo. Nunca mais vamos ser os mesmos, porque simplesmente somos mais, somos maiores, os dois somos três. Mas damos gargalhadas, dizemos disparates, somos divertidos q.b. Podem voltar.

Não tenham medo de incomodar, de ligar, de convidar. Mesmo que não possamos ir ou que recusemos algumas vezes (agora temos de ser mais selectivos, porque temos de dar primazia às sestas dos filhos e ao seu bem-estar, até porque pagamos caro se nos armarmos muito em hippies), podemos sempre arranjar alternativas, combinar almoços, lanches, vêm cá a casa, tudo se arranja.

Acho que, pela curta experiência que tenho nestas andanças, não são os casais com filhos que se aproximam, por livre e espontânea vontade, de outros casais com filhos. São os amigos sem filhos que se desinteressam, que deixam de querer incomodar, de se adaptar às nossas rotinas, que não têm pachorra para fazer programas em família. É legítimo, claro que é. Mas custa um bocadinho, tal como custava quando a colega de carteira na escola começava a preferir ficar ao lado da Cláudia, na fila da frente. Já não era a preferida dela. Mas o Mundo está tão bem feito, que agora aprendemos a relativizar tudo muito mais e já não vamos para casa a chorar. Agora o que é realmente importante está ali no quarto ao lado a dormir e está aqui ao meu lado a jogar FIFA. E são os amigos que, a esta hora, já devem ter chegado a casa.

Obrigada por continuarem a fazer parte das nossas vidas.

Todos os passatempos desta semana aqui!

Porque sabemos que estão numa correria autêntica, ficam aqui todos os passatempos em que ainda podem participar. O que acham? Amiguinha, eu! A compilar tudo para as meninas, não é? É, é!

Adoro que a Joana tenha feito um post sobre ter começado uma vida saudável e não sei quê e eu esteja a empanturrar-me de gomas do Ikea. Temos objectivos de vida diferentes. Ou, se calhar, ela tem objectivos e eu não, pronto. ;)

Eu e os meus 70 kg (acho eu) estamos bem com isso. Sou capaz de morrer mais cedo que ela e tudo, mas já deixei de fumar quando engravidei, sinto que já ganhei os 10 anos de vida que ganharia se andasse armada em pássaro a comer sementes. 

Vá, vamos por partes (que é o que não estou a fazer com o saco das gomas). 

Só têm de carregar nos títulos para irem para os respectivos posts. Atenção que os 100€ da La Redoute acabam hoje às 23h59. 






A minha vida mudou hoje.

Começa hoje uma nova vida. Não, não engravidei de novo. Hoje começámos a alimentar-nos bem. A partir de hoje vamos ter mais cuidado connosco.
Ontem foi dia de ir às compras e de fazer uma despensa cheia de variedade e de encher o frigorífico de fruta, iogurtes naturais (qualquer dia compro vegetais), água de coco, leite vegetal, vegetais. Chega de comida processada a toda a hora.



Vou tentar não ser demasiado obstinada, nem uma ditadora da alimentação, mas quero começar a fazer algo por nós. 

Ontem à noite a nossa ceia já foi um iogurte natural, morangos, meia banana da madeira, granola, pepitas de cacau e pólen de abelha.


Uma maravilha! Sim, não torçam o nariz, é possível fazer snacks saudáveis e muito saborosos.

Hoje o meu pequeno almoço já incluiu um macaccino, uma bebida super energética, feita com cacau em pó, maca (e não maçã) e leite de côco. Adorei!


Comprei coisas como bulgur, sementes de papoila, sementes de linhaça e de sésamo, arroz integral, aveia e até tofu. Um sem-número de coisas que eu já tinha experimentado em restaurantes vegetarianos ou no Brio, mas que nunca me tinha dado ao trabalho de fazer. Na creche da Isabel já me tinham dito que ela tinha adorado tofu e eu pensei: "tantas mães a queixarem-se da alimentação dos filhos na creche e eu tenho a sorte dela ter uma ementa fantástica e estou a falhar em casa!".

Por isso, vamos a mais um desafio na minha vida, a juntar a este, que estou a cumprir, apesar de quase não me conseguir mexer (ai, ai, ai!)



Tinha cá em casa este caderno de receitas lindo a ganhar pó e já estou a passar receitas do blogue Na Cadeira da Papa, com ideias óptimas para refeições saudáveis e bolachas que substituam as Maria, sem açúcar, sem ovos...




Sigo também o Dias com Mafalda, que tem sobremesas de babar, sem açúcar e sem glúten, refeições simples e bonitas.

O instagram da Isabel Silva, homónima da minha filha, também é visitado todos os dias, porque a Belinha, além de arrasar na pista de dança e de ter um corpaço incrível, também tem uma alimentação à séria.

Mais alguém desse lado que já esteja a tentar ser saudável?