segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Lipoaspirei-me toda.

Lembram-se de ter dito que ia perder mais de 13kgs e que, com grande paio (para não me odiarem leiam aqui) ia ter a ajuda da Clínica do Tempo? 

Tudo começou (a sério) neste sábado. Depois dessa consulta que falei no post acima, este sábado lá fui fazer o Liposhaper Rev. Para quem é preguiçosa e não quer ir ler é uma maneira de tirar a gordura das células e fazer com que elas sejam eliminadas naturalmente pelo nosso corpo, em vez de estarmos a fazer dietas que nos custam imenso e depois perdemos em todo o lado menos nos sítios onde temos mais gordura. Mais leves, mas não necessariamente com menos gordura... menos volume, mas nem por isso mais saudáveis. Hã? As coisas que ando a aprender com esta aventurinha. 

Cheguei lá e fizeram-me imensas avaliações para depois me medirem os resultados. Apesar de ter sido avaliada por um fisioterapeuta masculino e eu ter de estar de robe ou de soutien e cuecas, não me senti minimamente constrangida porque, lá está, se estava ali é porque quero melhorar o meu corpo e não estava propriamente na piscina ao pé de pitas de 15 anos onde houvesse um termo de comparação muito desfavorável. 

Tiraram fotografias de corpo inteiro (ainda vestida... medo!), depois essas mais localizadas e iniciou-se o tratamento. De referir que fui tratar as minhas piores zonas: costas (aquelas banhas ao pé do soutien), efeito queque (as banhas de lado da barriga), pança (vocês sabem) e o interior das pernas para ver se um dia tenho aquele buraquinho que algumas de vocês têm quando vestem calças de ganga (odeio-vos). 

Eu a dar-lhe nos líquidos durante o tratamento.


O primeiro tratamento foi à barriga e senti quentinho, não mais do que isso. O resto pareceu-me tudo uma ecografia mas às zonas de que falei acima, com gel e tudo, mas que me soube a massagem. 

Fizemos um intervalo e tudo em que fui comer "a sopa que quiser" ao Vitaminas lá em baixo ao Monumental e depois retomamos. Estive nisto umas 5 horas, mas deitadinha, mesmo a dondocar. Pus o "sopa que quiser" entre aspas porque é o que as pessoas saudáveis que me têm aconselhado dizem: "ai, mas depois ao almoço, vingas-te na sopa e comes as que quiseres". Ai que bom, pessoas saudáveis... ai que bom! Desejosa. 

A sopinha bonita. Tenho provas de tudo!


De facto comi duas e foi a minha alegria do dia.  Porque durante o dia do tratamento e o seguinte (ontem) tive de estar a líquidos. Uma sopa parece uma bênção. 

Em relação àquilo que me costumam perguntar: não, não dói. Sente-se só um quentinho nos primeiros 20 minutos de tratamento (de acordo com o meu plano). De resto é só agradável. Não, não se nota efeitos imediatos, a ideia é potenciar a dieta que vou fazer agora. A gordura vai sendo eliminada naturalmente e eu não vou estar a comer mais para compensar. Por isso, vou emagrecer. E bem, se conseguir. VOU CONSEGUIR, CARAMBA! 

Depois disto ainda fiz uma espécie de super exercício físico mas deitada e sem mexer, mas falo sobre isto depois que agora já me doem os dedos de estar a escrever tanto de seguida e está frio. 

Ansiosa por vos mostrar os resultados, pá! Vou ficar tão mas tão boa que... vou caber na minha roupa de antes e ainda ter uma folguinha para respirar ;)

Enlouqueci e pintei o cabelo!

Vou continuar nisto das mudanças todas! Estou a fazer uma mudança de cima abaixo em mim própria! Comecei pela cabeça como vos contei aqui, estou a continuar pelo corpo como vos contei aqui (logo à noite conto-vos como foi da lipospiração) e agora voltei à cabeça outra vez mas foi para ir ao cabeleireiro. A minha mãe já andava toda desgostosa por me andar a arranjar mais e o meu cabelo "estragar tudo" e lá lhe fiz a vontade. 

Antes e de cabelo molhado,
que tenho pouco volume, mas também não é esta tristeza... 

Assim dá para ver melhor a cor que não tem
 filtros manhosos para disfarçar a rosácea.
Ora aqui está o durante...


Aqui fiquei assustada! Epá, é mesmo verdade que aqueles
cabelinhos pequeninos são sinónimo de queda? Sempre os tive...
a cabeleireira falou-me em ampolas e isso,
 mas não queria entrar nestes esquemas :(


E aqui está o após (já estão fartas de ver o meu focinho, não já? Sorry!)

Odeio ver-me de cabelo esticado... realça o meu lado mais semelhante a um dromedário...
mas pronto, já o apanhei como na última foto... 

Acabadinha de tirar, tentem abstrair-se do nariz. Obrigada.
PAREM DE OLHAR PARA O NARIZ!

Nunca tinha feito nada de tão significativo ao cabelo, que impressão! Vocês notam alguma coisa? Na volta com tanto filtro perde-se a coisa...


Foi para melhor? 

Gostava de ver as vossas caras... é pedir muito uma foto vossa no comentário a este post no Facebook? Uma foto vossa no trabalho? ;) Adorava poder ver-vos também! Esta última sou eu na minha secretária aqui na rádio. 

domingo, 29 de novembro de 2015

Pintar folhas de outono - Check!

A Isabel adora pintar e desenhar (rabiscar, claro), mas esta actividade ainda nunca tínhamos feito. O mais giro de tudo isto: tinha a televisão ligada e o Billy e o Bam Bam começaram precisamente a pintar folhas de outono! Foi o fartote! 

Às tintas (digitintas) juntei umas purpurinas que aqui tinha, de várias cores.




A concentração dela!!














No final, colámos uns autocolantes de natal em algumas. Pusemos a secar na rua e no dia seguinte estavam lindas e cheias de purpurinas :) Ideia dela: decorar a árvore de natal com as folhas! Primeiro olhei para aquilo e franzi a testa, mas claro que a deixei dar largas à imaginação e até ficou bem giro!

Sessão fotográfica "caseira"

Na tarde de sábado aproveitámos o sol e fomos dar um pequeno passeio, só as duas. Já há muito tempo que não agarrava na máquina "à séria" e lhe tirava fotografias. A minha filha é a minha maior inspiração. Gosto de a apanhar distraída, captar aquele olhar curioso a ver o avião no céu, o sorriso tímido, o olhar de surpresa a ver o cão. Sem poses, sem pedidos especiais, só apanhar o momento.

Ficaram giras, não ficaram? :)




















Está fofinha com esta misturada de roupas, não está? 

Casaco - Zara (inverno anterior)
Meias - Caramello

Garanto-vos, é o melhor pequeno-almoço do mundo!




É que é mesmo.

Já decidi. Vou levar isto muito, muito a sério. Já chega de desculpas e de encher o estômago da miúda com papas de compra cheias de açúcar. Tentávamos ir variando nos pequenos-almoços, entre papa, iogurte, pão de cereais com manteiga de amendoim ou queijo, mas não estávamos a conseguir. Muito menos a dar o nosso melhor. 


Querem umas dicas saudáveis? Zero açúcar adicionado?

Ainda por cima fáceis de fazer? Até podem preparar na véspera, se tiverem daquelas manhãs de correria e loucura como se estivessem nos Fuzileiros a serem acordados pelos sargentos aos berros. 


Vamos a isso. 

A Catarina Beato, que tem um novo projecto chamado Papas-Real, partilhou várias receitas connosco, - a Isabel adorou e só pedia "papa, papa" - e eu agora quero partilhar convosco. Já tinha feito várias vezes papas de aveia simples, mas esta nunca:





Papas de Aveia com Cenoura

ingredientes (faço sempre o dobro, para mim e para a Isabel, só não dobro a cenoura):
2 colheres de sopa de flocos de aveia
1 cenoura pequena ralada
2 tâmaras raladas (as melhores são as medjool)
200 ml de leite de amêndoa (ou outro vegetal, a gosto)
canela a gosto
bakenola, sementes (opcional)

- Levar a um tachinho, deixar ferver durante 10 minutos, deixar em lume brando e ir mexendo (tenho robot de cozinha e faço tudo por lá).

- Deixar arrefecer um pouco, junte mais canela, nozes (não ponho na taça da Isabel) e um pouco de iogurte grego natural. 

- Já que estamos numa época natalícia, a Catarina deu-nos a dica de acrescentar uns bagos de romã e uma folha de hortelã e ficou perfeito.

Não estão bem a ver. A primeira vez que fiz, a Isabel até chorava sôfrega a pedir mais papa. Comeu a dela e a minha. Fiquei mesmo feliz por ter cá em casa uma fã de comida saudável! Hehe

Depois, para quem não for muito fã de papa (o David dispensa, por ter uma consistência mais pegajosa), sugiro isto:




Overnight Oats

ingredientes
2 colheres de sopa de flocos de aveia
iogurte grego natural
frutos vermelhos (ou a fruta que quiserem)
1 colher de bakenola (simples, de cacau, de beterraba...)
sementes de chia, linhaça (o que mais gostarem. ou nada)
mel (opcional)

- Colocar os flocos de aveia no fundo de um frasco, com o iogurte, a fruta, voltar a pôr iogurte (a ideia é fazerem camadas), mel (se forem como eu, gulosas, mas nem é preciso) e a bakenola (simples, de cacau, de beterraba....) e/ou sementes.

- Há quem humedeça os flocos de aveia com chá/ leite vegetal/ sumo de laranja. Eu não sinto necessidade, mas para o David pus duas colheres de sumo de laranja.

- Fechar o frasco. Deixar umas horas no frigorífico ou durante a noite. Há quem faça na hora, por gostar de sentir a aveia mais inteira e a fruta mais fresca. É como queiram :) Dá para levar para o pequeno-almoço, para levarem para o trabalho, para o lanche...



Esta fiz hoje para o David, com manga, banana, framboesas e romã. Comeu nem em 4 minutos. Ficaram convencidas?


Se tiverem receitas para a troca, serão bem-vindas!

sábado, 28 de novembro de 2015

Não aguentei! Já montámos a árvore!

Sim, manda a tradição que seja a 1 de dezembro, primeiro dia do calendário do advento. Faz sentido.

Mas... dia 1 é dia de semana, não faço ideia de como vai ser o meu horário e a minha disponibilidade, por isso, antecipei uns dias. No big deal (quero acreditar que vocês fizeram o mesmo)!

E, verdade seja dita, estava já mais que desejosa!!! Este ano já tivemos a ajuda da Isabel nas decorações (também devemos ter, muito em breve, a ajuda dela nas desarrumações e em bolas espalhadas pelo chão, se não deitar mesmo a árvore abaixo) e, o mais giro, temos uma decoração nova, feita com a ajuda da Isabel, o que dá um brilho especial à árvore.


Foi esta mini-árvore de rolhas que ela pintou no encontro Barrigas de Amor, no Hotel Vila Galé Cascais , de que vos falei aqui e aqui (em vídeo). Com a ajuda preciosa do paizinho dela, que tem tanto jeito para as artes manuais como eu para a canalização, e da Mom and Me.

O enfeite que a Isabel escolheu este ano para a árvore

O presépio que não se aguenta 3 segundos de pé (mas a ideia também é ela brincar com ele e já imita o menino Jesus a chorar hehe)

Um dos preferidos dela

Este ano improvisámos este topo da árvore, mas ainda não sei se me convence



A minha árvore é tão grande que não cabe toda na lente. Palavra!


Até gosto de árvores simples e minimalistas, mas com crianças, o que eu gosto mesmo, mesmo, é que as árvores façam sonhar, que sejam personalizadas, que tenham histórias. A nossa tem: das nossas viagens (temos uma colecção de anjos de várias partes do mundo), de momentos importantes, de desenhos e presentes, e nunca está terminada. A partir de agora, vai ter sempre "mãozinha" da nossa filha. Para o bem e para o mal. Hehe

Avizinham-se muitas fotografias tiradas em frente à árvore. Prometo que se passar por aqui um furacão Isabel, também vos mostro ;)



Isto foi há um ano, caraças! Que diferença.


Enquanto montei a árvore (montámos, que a Isabel pelo menos ajudou!), o pai pôs-se a experimentar a Wii, com que a Nintendo nos presenteou, e que vai ser, certamente, a razão número um para eu assinar os papéis do divórcio. Adiante :)


Depois da árvore, fica a faltar o centro de mesa (acho que vou mesmo copiar ideias da Momentos com Design, que eles não se chateiam) e mais alguns adereços pela casa. Prometo que vos mostro tudo (como se vocês quisessem muitoooo saber hehe).

Obrigada, mais uma vez, Barrigas de Amor e marcas envolvidas naquela manhã de sábado (não me esqueço da Petiz em Linha, que deixou a minha filha ainda mais feliz), não só pelo convívio, pelos mimos e presentes, como também pelas excelentes ideias e pela inspiração! 
Feliz Natal (já se pode desejar?!) a todas as bloggers, Patrícia, a Vera, a Rita e a Sara, com quem partilhámos o primeiro encontro de Natal do ano! Até ao próximo encontro!

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A polémica do anúncio da VODAFONE



Vi, chorei. Vi a segunda vez e pensei: "genial". Se um anúncio nos emociona, só pode ser bom sinal, foi bem feito. Cativou-nos. Marcou-nos. Achei lindo, puro, carregado de afectos e com uma mensagem certeira: o melhor acontece quando nos unimos.

Como eu li o anúncio: os filhos aperceberam-se de que os pais, separados, ainda gostavam um do outro e que sentiam a falta um do outro e tentaram uni-los. Conseguiram, pelo menos no Natal (como romântica que sou, da segunda vez que vi, acrescentei um "para sempre").

Depois li opiniões de outros e percebi que o anúncio tinha magoado algumas pessoas, a passar por processos de divórcio e separação. Vi outras pessoas preocupadas com os filhos de pais separados, que podem ficar tristes, alimentar esperanças, aperceberem-se de que, lá em casa, nunca irá acontecer. Compreendo e nem me tinha lembrado dessa possibilidade.

Mas, para mim, mais importante do que isso, é a mensagem de união, da capacidade de ultrapassar diferenças, nesta altura. Nem sabemos se aquele casal vai ficar junto, se vai ter mais uma oportunidade, se aquilo vai resultar. Mas temos dois adultos, pais daquelas crianças, que se unem no Natal, independentemente das divergências, do passado, da mágoa, do que correu mal. Isto pode ou não passar uma mensagem positiva para os pais separados ou que estão nesse processo? Deixar os problemas para trás e unirem-se, pelos filhos, no Natal ou seja em que altura for (não estou a falar sequer em unirem-se como casal, mas como mãe e pai dos filhos). Acredito que em alguns casos não seja de todo possível (há relações e pessoas muito tóxicas), mas por que não, nos restantes, tentar deixar o umbiguismo de lado, o Eu, os jogos de poder e tentar criar mais empatia, harmonia e não ter os filhos como armas de arremesso? É utópico? Talvez. Mas eu acho que em alguns casos é possível, a médio prazo pelo menos. Quando a mágoa for menor. Quando a razão voltar a falar por si.

Filha de pais separados, enchi-me de um orgulho imenso quando os meus pais passaram o primeiro natal juntos, connosco. E almoços e jantares de anos. E ocasiões especiais. E tardes de domingo. Eles estão lá. Eles respeitam-se e acho que ambos vivem muito melhor assim, sem rancor. Nós também, os filhos e a neta. Apesar de tudo, continua-se a respirar respeito, amizade, família. 

O melhor acontece quando nos unimos.



Como leram vocês este anúncio?


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P.S. Se participaram no Cabaz de Natal (aqui), confirmem por favor se os vossos likes nas marcas se mantêm. Mais uma vez "mandámos abaixo" o Facebook!

 

Ser mãe é o melhor do mundo, mas...

A frase podia acabar em "mundo". Sem adversativa. Sem "mas". Mas estaria a dourar a pílula. Ser mãe é o melhor do mundo, mas há "mas". Vários "mas". Deixemo-nos de histórias de encantar, sem bruxas e vilões. Ser mãe é o melhor do mundo, mas nem sempre o é.  

Ser mãe é o melhor do mundo, mas há dias em que só apetece enfiar a cabeça na areia. Emigrar umas horas. Carregar no mute ou no pause

Ser mãe é o melhor do mundo, mas nem sempre estamos à altura. Nem sempre temos cabeça nem disponibilidade. Nem sempre damos o nosso melhor. Às vezes o nosso melhor é pouco. Menos do que o que eles merecem.

Ser mãe é o melhor do mundo, mas é muito difícil. Compensa? Sim. Mas há momentos em que estamos frustradas, em que queríamos ser três, ter quatro braços, uma dose infindável de paciência e desejamos que os dias tivessem 52 horas, mas só trabalhássemos 8. 

Ser mãe é o melhor do mundo, mas o que fazer quando temos uma dor de cabeça que mais parece que levámos com um guindaste do Dubai em cima e os nossos filhos não percebem o conceito de "fala baixinho, por favor"? 

Ser mãe é o melhor do mundo, mas às vezes ficamos esmagadas com dúvidas, receios, sentimentos de culpa. 

Ser mãe é o melhor do mundo, mas há momentos em que apetece chorar, de cansaço. E choramos. 

Ser mãe é o melhor do mundo, mas às vezes complicamos.

Ser mãe é o melhor do mundo, mas é um trabalho duro, sem folgas, sem grandes margens para erro, exigente.

Foto CV Love


Ser mãe é o melhor do mundo. É o maior desafio de todos e o mais gratificante. E, felizmente, não há "mas" que nos impeçam de desejar sê-lo, todos os dias.

Amamos amamentar.

Quis dar força para mais mães optarem por amamentar. Amamentar pode ser intuitivo para alguns bebés e mães, mas muitas vezes traz dificuldades. Dores, mastites, inseguranças, bitaites de terceiros, pouca informação, etc. 

Contei a minha história aqui, cheia de dificuldades, mas que, com muita força, com muita informação, com muito apoio, consegui ir em frente. Amamento há 20 meses e adoro (para quem ainda não perceba muito do assunto, isto não quer dizer que a miúda só mame, quer dizer que ela mama, além de comer tudo o resto que nós comemos). 

Para terem ajuda com a vossa experiência contactem a "Vamos dar de Mamar", por exemplo. Não hesitem. É tudo possível de ser resolvido. Dar de mamar não é fácil para toda a gente, mas o mais provável é que depois se entre em velocidade cruzeiro e sintam tudo isto que as mães em baixo comentaram.

Para quem não tenha conseguido amamentar seja qual for que tenha sido o motivo, por favor, agarre a missão de transmitir as melhores informações a quem esteja a fazê-lo ou quem opte por fazê-lo para menos mães se sentirem tristes por não terem conseguido amamentar mais tempo.

Há imensa informação aqui, aqui, aqui e aqui.

Fui a um grupo de amamentação ao qual pertenço e pedir para partilharem testemunhos positivos sobre amamentação e este foi o resultado (obrigada, mamãs!): 
*os comentários estão tal e qual foram escritos.


Joana Gama (eu)

Eu começo: Todos os dias de manhã ficamos meia hora na ronha. A nossa meia hora. Em que ela me faz festinhas das maminhas aos ombros e eu lhe afago os cabelos, lhe apalpo o rabo e oiço a respiração dela. Ela nem tem fome, está só ao colinho para acordar devagar, agarrada a mim, de todas as maneiras possíveis e imaginarias. Dá-me força para tudo.


Margarida Duarte

O que eu mais gosto ao amamentar são as festinhas que ela me da (descobriu o meu umbigo!) na barriga. Volta e meia mete se comigo. Sorri e tapa o olho para eu perguntar "onde está a Carolina?" "CUCU!" adora. Ri-se e volta a mamar. É muito bom estas brincadeiras :)



Andreina Da Silva

Por cá amamentar não foi fácil... Mas vale mesmo a pena por aqueles momentos a dois, qdo sentimos as mãozinhas minúsculas e macias a fazer festinhas... Qdo me olha nos olhos e vemos a entrega total e o amor incondicional. Amormentar é o verdadeiro significado de amamentar.



Ana Fernandes Patrício

Em 42 meses deste amor líquido, já passamos por tantas descobertas, tantos momentos mágicos, mas sem dúvida que o acordar agarradinha à sua 'mimi' e ali ficarmos as duas deitadas enquanto nos olhamos e fazemos miminhos uma à outra é sem dúvida mágico.



Tania Nascimento 

Além de todo o amor e ternura que partilhamos enquanto ela mama, adoro o facto da maminha curar todos os doí-dóis. Se cai e se aleija, se fica frustrada porque não pode fazer alguma coisa que quer... A maminha cura esses males todos



Babita Caetano 

..amamentar o meu Bebé... 

... 

foi difícil, MUITO difícil no início... ninguém nos prepara MAS faz-se ...
CONSEGUE-SE! 

E é, todos os dias, várias vezes ao dia, o NOSSO momento...onde olhamos diretamente nos olhos um do outro...damos festinhas, trocamos mimos, enfia-me os dedos no nariz e nos olhos mas são momentos em que temos/criamos uma ligação ÚNICA...

E como referiu já uma Mamã ... cura TODOS os dói dóis .,.os do corpo e os da alma...deles e nossos também!

Amamentar é das coisas que mais orgulho me trás em mim e no meu Bebé! Foi um desafio ganho e das melhores coisas que tenho na minha vida! 


Tania Medina Adcock 

Adoro estes momentos de amor com o meu bebé. Já lá vão 9 meses desde que ele mamou pela primeira vez, e apesar de não ter sido fácil o início, a jornada tem valido a pena. 
Hoje em dia trabalho a part time, e é ótimo chegar a casa e o O. mal me vê salta logo para os meus braços e agarra as suas mimis  é muiiiito amor envolvido!



Catarina Beato 

Amamentar é o tal botão do off que dizem que os bebés não têm. É a calma. A certeza que está tudo bem. O calor. É isto de ser mãe no lado mais animal a preparar a cria para ser independente. [3 anos e meio. muitas saudades.]



Ana Filipa 

Com muita pena minha já não amamento mas foram 26 /27 meses mágicos. Ao início não foi fácil não por ter mastites ou má pega mas como nunca tinha estado em contacto com a amamentação não percebia o porque dele só mamar 5 minutos quando na maternidade falavam em 10 minutos pedir mama com intervalos muito curtos em cada mamada mas juntos vencemos cada meta. Ver os olhos dele a olhar para mim cada vez que mamava é algo impossível de explicar como o marido disse e diz muitas vezes é um momento só nosso. Amamentar é amor colo carinho ternura e alimentação.


Sandra Gomes Mateus 

Bem, nos meus 7 meses de experiência em amamentação, posso-vos dizer que é a coisa mais fantástica que existe. Logo desde os primeiros minutos de vida, quando a médica o colocou em cima de mim, foi instantâneo, o miúdo sabia exactamente o que fazer e não largou mais as maminhas. É a sua zona de conforto. É o nosso momento entre mãe e filho que ninguém atrapalha. No início tive milhões de opiniões alheias a querer perturbar (típico)... Mas sempre tive focada, afinal eu sabia que amamentar era o melhor para o meu filho. Eu via isso nele.
Para as futuras mães, tenho a dizer, que não é só um mar de rosas, não é fácil, mas consegue-se. Com o amor pelos nossos filhos, nós conseguimos virar o mundo, é claro que é possível amamentar. E nunca se esqueçam, existe hoje em dia, as conselheiras de amamentação, que são as melhores pessoas com quem pudemos falar quando estivermos com algum problema. Tentem, o tempo que vos for possível, é uma experiência que todas as mães merecem viver. 


Rita Barão 

Sigo o blog desde a gravidez e amamento o segundo filhote há 5 meses. Sinceramente, foi tão fácil e ainda é q não sei pq no primeiro correu tão mal e não consegui. O melhor de amamentar é a certeza de saber q temos em nós tudo o q os nossos bebés precisam, o alimento, o conforto, o embalo. É um vínculo indescritível!


Diana Filipa 

Amo amamentar <3

Amamentar é lindo é único ...é algo que só quem amamenta sabe o quanto maravilhoso é ..o olhar ternurento dos nossos filhos enquanto estão a ser alimentados ... Amamentar é aconchegar , alimentar e amar <3
Sem dúvida alguma que o leite materno é o melhor , não existe qualquer comparação :)


Ana Cristina 

Amamentar o meu filho de 2 anos foi um desafio ganho mamada a mamada no início, mas há muito tempo nada mais é que um prazer para ambos. Amo quando chego a casa e ele me leva para o sofá, me diz para sentar e me dá aquele sorriso que é só meu e começa a mamar. Quero também dizer que o pai adora que ele mame e sempre foi o nosso maior apoio mesmo quando não acreditava ser possível. Amo a cumplicidade do momento, os olhares, as mãozinhas marotas que não param de mexer em todo o lado, os risinhos a mamar e o adormecer na maminha. Nestes momentos ele é todo meu e é a felicidade plena. 


Elsa Cabral Silva 

A minha 1ª experiência foi completamente desgastante, apesar de ser profissional de saúde e Cam nunca pensei que amamentar fosse assim. Comecei a perceber porque é que tantas mulheres desistiam, sem exagerar a minha filhota estava agarrada às minha maminhas de hora a hora e apesar de engordar lindamente toda a gente dizia que não era normal. Felizmente, segui o meu instinto, apesar de me sentir completamente estoirada, aquele momento era nosso, só nosso!! O seu primeiro sorisso foi com a minha maminha na boca ainda hoje me derreto, quando recordo cada segundo. Hoje ela, já não mama mas mama o mano de 2 meses, este momento que era a dois agora é a três porque quando o mano mama ela aproxima-se para dar festinhas e miminhos na maminha que está disponivel. Sinceramente, é um momento único de partilha, só meu, dela e do mano. Só espero que um dia (quando for muito velhinha), continue a ter tão presente estes momentos como tenho hoje Sou muito feliz por amamentar a minha prol :)  <3


Maria FFrazão AAbreu

Gosto imenso de amamentar. 
Do primeiro filhote foi até aos 15 meses, foi de um dia para o outro. Não estava minimamente preparada para tal. 
Do mais novo já vão 30 meses.. Tive uma fase difícil em que já estava a ficar sufocada, tentei parar. Percebi que ele não estava preparado e reverti todo o processo. Teve uma alteração drástica de comportamento. Apesar de terem sido só dois dias em que tentei modificar as rotinas, a sua mudança permaneceu por 2 semanas. Entretanto voltou ao que era e está muito mais feliz. É um momento nosso, só nosso com muitos beijinhos antes de adormecer.

Ana Cachapa

Amamentar era uma das partes do meu sonho! Ser mãe...ser a satisfação completa de muitas das necessidades do meu filho, ser amor...Quando começou a jornada estava convicta! Pronta para fazer o que tinha prometido a mim e aos céus: vou fazer o meu melhor!!! Fui-me dando conta das dores, do desconforto, da entrega, do amor e da magia! Doía muito!! Mas como faço em todos os meus sonhos, não desisti. Mantinha o meu objetivo e acreditava no que mulheres com experiência na arte de amormentar me diziam! Sinceramente cheguei a acreditar que nunca iria passar aquela dor, mas não parava de buscar soluções, perguntei a todas as minha amigas mães como tinham ultrapassado aquilo que só eu estava a viver, :) a que mais me deu força foi: insiste mesmo que doa! Quando ouvi aquilo creditei não na minha amiga, mas naquela mãe. Pensei, se diz isso é porque talvez a dor seja mesmo passageira.. E foi! Passou! E veio o resto! O amor, o sonho, a satisfação de tantas das necessidades dele! Senti que éramos dois seres em sintonia, com a natureza e connosco! Tinha lido o livro da Constança e tal como ela diz, e eu sempre acreditei, acreditei nos meus poderes de mãe, confiei na minha intuição e pus amor em cada momento! Hoje olho para ele e acredito que estou a prepará-lo para ser tornar-se num ser humano forte, resistente, independente, completo, em harmonia com a natureza e em harmonia com ele! É com muita emoção que penso e lembro cada passo desta nossa etapa! É disso que para mim, é feita a vida, de entrega, de emoções, de Amor e momentos realmente felizes!!!


Patrícia Paiva 

O mais lindo foi vê-lo crescer com a mama e a forma como interagia com a amamentação. Ao início a mama era o alimento, o porto seguro, o aconchego para dormir. Conforme foi crescendo, também servia para brincar, palrava para elas, fazia Brrrr, beliscava e mordia, apertava para esguichar leite. Mais tarde, trazia-me os bonecos dele para eu dar de mamar ou ele mesmo os amamentava. Com o tempo passou a mamar só em casa, e era o nosso momento único, de reencontro, de matar as saudades depois de um dia afastados! E de forma muito natural, um dia disse que não queria mais, e deixou de mamar, deixando-me saudosa e orgulhosa ao mesmo tempo. Foi lindo, cada momento dos seus 4 anos e meio de maminha! E ainda hoje são a sua almofada preferida! 


Carla Paiva

É o nosso momento. Só nós duas! Foi fantástico vê-la crescer só com o meu leite. .. os refegos, as bochechas! Agora com 21 meses, come de tudo, mas adora ainda a sua maminha. Não é só alimento, é o NÓS. Somos duas numa só. É fantástico! 


Claudia Ramalho

Olá Joana eu adoro amamentar..e confesso que não tinha muita informação sobre o assunto,pensava eu que era uma coisa tão simples como beber água lol mas não foi e graças a Este grupo ultrapassei tds as barreiras que foram aparecendo e já lá vão 18 meses..:) adoro acordar com ele e as suas maminhas servem para ir acordando tmb,faz.festinhas na barriga,na maminha solta e assim desperta para mais um di a..:) adoro o vosso Blog e ainda bem que amamentas és um exemplo... :) como figura publica Isso é otimo...a ver se deixamos de ser ets bjinhos



Marta Vaz

Das coisas que mais gosto: vê-la revirar os olhos com prazer, e vê-la suavemente a fechar os olhos para dormir. Antes de ser mãe não sabia que dar de mamar também é isto!


Tânia Azevedo

:) Quando ela, agora já com 2 anos e ainda a mamar, se vira para as maminhas e diz: "Ai, minhas mimis..." 


Raquel Horta 

Fui mãe pela 1a vez aos 20anos e confesso que nunca pensei mt no assunto. Foi tudo surgindo naturalmente. No início não foi fácil, apesar de toda a informação que tive, ele mamou apenas até aos 6m. Com o segundo foi igual, mas talvez por já ter alguma experiência, correu melhor. Sempre tencionei dar-lhes mama até eles perderem o interesse mas confesso que algumas vezes me passou pela cabeça antecipa-lo. Nunca tive coragem para o fazer! 
Regressei ao trabalho, extraia na hora de almoço, e com um falso desmame aos 9 meses (não sabia na altura que existiam falsos desmames), desmamou mesmo! Com a 3a gravidez veio o desemprego e felizmente! Aos 18m mama a toda a hora do dia e da noite. É uma criança super sociável, activa, e come de tudo e mais alguma coisa! 
A mama cura os dói-dóis todos, qd está chateado ou com sono é a mama que procura. É também a forma dele dizer que está feliz por me ver. E é tão bom... um privilégio que só as mães têm, mas que não dura para sempre, é aproveitar enquanto podemos <3


Vania Gomes 


Para mim amamentar foi e é uma batalha constante..,foram muitas as dificuldades encontradas que tentei e tento superar!! E cada vez que penso em desistir.... não consigo!! O momento em que o tenho perto/coladinho a mim...os suspiros que ele faz como se quisesse dizer....finalmente é de uma sensação incrível !!!
Não sei por quanto tempo mais vou ter leitinho...mas enquanto tiver e o pouco que tiver não c ou desistir!!! 


Liliana Pereira 

A mama não é só alimento, é conforto, carinho, analgésico, sonorifero, brincadeira e tudo o mais. A mama cura todos esses males! A sério! Antes de ser mãe não fazia ideia e convenci-me que só com sorte iria ter leite. Foi graças a este grupo e à minha conselheira de amamentação que percebi que todas conseguimos amamentar com a informação, apoio e aconselhamento certos. Se até mães adoptivas amamentam! ;) a todas as mães que desejam amamentar: procurem ajuda certa e acreditem em vocês! Mesmo que o início seja atribulado, compensa muito! Eu ouço os outros bebés dos vizinhos a chorar todas as noites e penso que a minha nunca o fez. Só por aí: abençoada maminha!! :)


Paula Ribeiro

Vou no terceiro filho. Amamentei todos. O primeiro 8 meses. Não me recordo bem o que aconteceu, já lá vão 16 anos, mas ele deixou por ele. Do segundo foram 2 anos e meio e terminou tb quando ele decidiu, hoje tem 8 anos. Neste momento tenho uma pintainha que faz 10 meses daqui a dois dias e continua a querer muita maminha.. Adoro tudo! A complicidade, o olhar doce, a urgência quando a vou buscar à escolinha e tenho de dar mama antes de a colocar na cadeira do carro. A simplicidade, a facilidade de estar sempre pronto! Por aqui, mais uma vez, vamos continuar até a  querer. Espero que muitos mais meses!


Tânia Costa

Eu adoro amamentar! Quando estava ainda grávida havia a hipótese de não poder amamentar por causa de uns comprimidos que tinha de tomar para o distúrbio do pânico e da ansiedade. Mas a minha menina foi o que eu precisava para conseguir largar os medicamentos e poder amamentar e dar-lhe o melhor. Fazemos hoje 3 mesinhos de só mama e adoro quando ela já para de mamar só para sorrir e balbuciar qualquer coisa. Não há melhor sensação! :)


Vânia Santos 

Do que mais gosto de amamentar é sem duvida a troca de carinhos e as brincadeiras que ela já com 17 meses vai fazendo entre chuchadelas. Mas outro dos pontos positivos é que em qualquer situaçao de saídas que se prolonguem inesperadamente nunca lhe falta comida pois tem sempre a maminha para matar a fome! :) É fantástico e mágico mas também muito prático! :)


Matilde Campos

Amamentar é aquele momento só das duas. Em que somos só uma outra vez, é uma extensão dos 9 meses em que estivemos ligadas. Vinte meses depois ainda há aquela calma, aquela pausa, aquela fusão indescritível.


Maria Teixeira

21 meses depois e ainda é assim
Muitas dúvidas, muito apoio e fundamentalmente muita vontade!
Foto de Maria Teixeira.


Catarina Martins

Para mim amamentar não é só alimentar. É um acto de amor e de entrega a um ser que depende totalmente de nós. É sinónimo de coragem para enfrentar a sociedade e a família quando nos desmotivam (porque se o bebé chora é fome, etc). É saber que na maminha tudo passa e aqueles minutos nossos são colo e mimo para eles e para nós.
Amamentar e prolongar a amamentação é, para muitas mães, um desafio. Nos primeiros meses pelas dores ou incómodos e pelo cansaço acumulado, porque ninguém nos diz q a nossa vida vira 180º e porque todos os bebés/filhos de amigas "todos" dormem toda a noite e não choram nunca. E após os 6 ou 12 meses é desafiante pela falta de informação da família, amigos, profissionais de saúde, etc a respeito das vantagens da amamentação prolongada. 
Por isso, apesar de para mim nos primeiros meses só me ter custado o cansaço, porque tive um óptimo suporte em casa(marido), vale a pena amamentar porque é o melhor para o bebé, porque ajuda a mãe a voltar ao corpo pré-gravidez e porque, no final de contas, nos valida que o nosso corpo é mesmo uma grande máquina e que temos tudo o que precisamos para vencer os desafios a que nos propomos, basta querermos e munirmo-nos da ajuda que precisarmos (marido, família, CAMs, etc). 
Em resumo, para mim Amamentar é Alimento, Amor, Colo, Felicidade e VÍNCULO seguro. 

Madalena Silva

leite materno, amor liquido que alimenta a barriguinha mas tb o coraçao, momentos magicos que eu e o meu filho tivemos, o acordar de manha e sentir a mao dele na minha cara a dizer maeeee teta, e ter um acordar maravilhoso de dar o pequeno almoço e o bocadinho nosso com muitas festinhas, olho no olho. Á noite o melhor momento para relaxar antes de dormir, tanto para ele como para mim <3. Tenho imensas saudades desses momentos ja passaram 10m desde que ele disse que ja nao queria com 26m, ainda agora com 36m ainda vem ter comigo tira a minha roupa, encosta a cabeça na minha pele e ali fica h<3  é tao relaxante tao bom <3

Ana Nascimento

Para mim o melhor é quando sinto o seu corpo relaxar nos meus braços, deixar-se ir, confiar em absoluto em mim, que ali está seguro. Vê-lo rir-se com a maminha na boca, largar e fazer aquele som de "rolha" a saltar qdo vê algo interessante a passar.. São tudo momentos que adoro viver. Para mim faz parte da forma como o quero amar, como lhe quero ensinar que pode confiar, que pode deixar-se ir. E agora aos quase 15 meses começam a aparecer outras formas, diferentes, de sentirmos esta proximidade. Porque tudo evolui, tudo muda, faz parte. Sinto-me tão feliz quando o vejo ser mais independente de mim, quanto quando o vejo precisar de mim para adormecer ou gerir uma emoção mais forte. Sei que o caminho é assim, com passos para a frente e para trás, mas o ninho está cá sempre, mesmo quando ele voar de vez!


Liane Dos Santos Machado

Ao fim de 32 meses, ela estar a mamar e a avó materna (que amamentou a mim 2 anos e à minha irmã 2 anos e meio) perguntar "ainda sai leitinho amor?" e ela largar a mama e responder "Shim vovó!" "E é bom o leitinho da mamã?" "Shim, muito muito gostoso!...Ver mais


Ana Henriques 

Amamentar é a melhor sensação do Mundo! São momentos de uma cumplicidade indescritível, nos quais me perco nos olhos da minha filha, deliro c o seu toque, suspiro c o seu arzinho de conforto pleno e sorrio c as suas macacadas e caretas.. Maminha é alimento, é berço, é quentinho bom, é reguladora de bem-estar do organismo, é sobretudo um ninho de Amor incondicional. 
É tb um processo de adaptação e de (re)conhecimento mútuo, lento, difícil ao início, c/ altos e baixos, mas do mais compensador q há!

Raquel Seco 

Segunda filhota...perfeita noção de que nem sempre é fácil, tenho que querer muito e ser segura das minhas decisões...tenho que confiar em mim e nos meus instintos...somos mamíferos e salvo raras excepções não tenho porque não conseguir....e tudo vale a pena...o milagre de amamentar os laços e a cumplicidade...mesmo com todo o desgaste (que rapidamente melhora) e noites mal dormidas ( ambas mamaram sempre muito de noite)...mas tudo vale a pena e sempre confiei e deixei fluir ( por x dificil quando se tem filhos "magrinhos")...e na primeira foram 30 meses e nesta 6 em exclusivo e mais dois com alimentação complementar em que ela pp deixou algumas mamadas snif snif....não há nada mais bonito no mundo!!!


Susana Duarte 

Gosto muito de amamentar porque além de ser a opção mais saudável é económico e prático. Quando saio à rua não tenho de me preocupar se levo biberão esterilizado, termos com água quente e pó, o meu filho não tem de estar à espera a chorar enquanto preparo a comida, nunca está frio nem quente demais, não tenho de lavar não sei quantos biberões por dia e esterilizar os mesmos, não tenho de ir ao supermercado porque a lata está a acabar...

Carla Mota Portelinha

Saí da Maternidade sem conseguir amamentar a minha bebé nascida às 34 semanas. Há beira de uma depressão pós parto, sintia-me desesperada e sem sentimentos.Após uma semana encontrei no centro de saúde uma enfermeira que me ajudou a por a bebé no peito. Todo o amor e vontade de viver por aquele bebé surgiu no momento que senti que estava a alimentar a minha filha.


Sara Paiva Rebelo 

Mãe a 14 dias sempre sonhei em ser mãe e amamentar, cresci a ver a minha mãe e cunhadas a amamentar por isso era algo que sempre vi e apreciava. Contudo só agora, ao ser mãe descobri o verdadeiro valor deste acto, além de todos os benefícios práticos d...Ver mais



Vânia Silva 

Mae á 12meses e 12 meses de muita maminha!! adoro o ar dela após cada mamada! aquele olhar de carinho que faz o dar beijinho e festinha na mama!! Muito bom e isso vale por tudo! e claro que nao sei o stress que é andar com biberoes e aguas fervidas atras de mim! muito pratico e saudavel


Rute Almeida 

Para mim o melhor de amamentar é ve-los crescer na maneira como reagem à mama. Primeiro com aquele efeito de sono imediato que os deixa KO, de boca aberta a escorrer leite. Meses depois o sorriso maroto que parece agradecer o mimo. Quando começam a falar o pedido expresso, a exigência da "ota" quando "esta não tem" e o fecho da sessão com um "já tá" enquanto ja correm colo abaixo para mais brincadeira. Depois vem a partilha que o ursinho de peluche (ou o dinossauro de plástico) também quer maminha, ou mesmo o bebé do vizinho que chora. Ate que um dia começam as recusas, o "hoje não quero maminha", alternadas com pedidos urgentes porque estão com sono, ou mal dispostos ou com saudades. E um dia chega o "o não quero mais, já não preciso de maminha que sou grande" e nós no meio da incredulidade por termos um filho tão crescido, sentimos o coração cheio pela missão cumprida, sabemos que demos o melhor de nós e que o ajudamos a crescer nessa segurança que ele já não precisa agora.

Nao sei se é um testemunho que ajuda alguém que no principio do caminho não se imagina a amamantar de forma prolongada. Mas é o meu testemunho, real, de uma mãe que queria amamantar 1 ano, depois descobriu que conseguia 2, e num segundo filho que 2 eram pouco e que o bom mesmo é serem eles a decidiu o fim do tempo, que é deles afinal.

Quero que saibam...

A verdade é que ainda não cai em mim e, por isso, é que tenho tido dificuldades em escrever sobre isto. 

Cada vez que vou ao Alegro de Alfragide ou ao Oeiras Park ou, como no outro dia, ia a uma reunião no El Corte Inglés (parece que passo a vida em centros comerciais, mas a verdade é que é aí que vejo pessoas) tenho sido abordada por várias mães. Eu diria imensas, mas a quantidade pode variar de cabeça para cabeça. Vá, umas quatro mães por dia em cada sítio. Isto quando vou com a Irene, claro. Por acaso, na situação em baixo, até estava sozinha. 




Quero que saibam que adoro que venham ter comigo, apesar do meu ar envergonhado e das piadas mais baratuchas por nervosismo. Quero que saibam que vos estimo imenso, apesar também do meu ar de assustado por ter uma pessoa "estranha" a falar comigo e que sabe quase tudo sobre a minha vida. Quero que saibam que gosto mesmo muito de vocês, tal como dizem que gostam de mim e de nós, quando me encontram. 

Obrigada por retribuírem o nosso amor e carinho diário. Não consigo parar de olhar para a minha testa na foto. Adeus.


a Mãe desbronca-se (#16) - Voltaríamos a fazê-lo?

Já sabem que podem fazer-nos perguntas aqui que vamos respondendo conforme coiso? 

Esta foi a da Catarina, já há uns tempos, mas é assim a vida ;)


Creio que talvez a resposta mais interessante seria a da Joana Paixão Brás, porém, como a Catarina também falou de mim, vou achar-me digna de responder. 

A Irene tinha dois pares de avós disponíveis para ficarem com ela, mas visto que, felizmente, tive a possibilidade de estar um ano sem vencimento achei que seria o melhor para todos. Foi um ano muito muito complicado para mim, confesso. Ficar um ano "em casa", focada 24h por dia na miúda... 

Imaginem a licença de maternidade prolongada por mais um ano porque foi isso mesmo. Foi tão bom quanto cansativo e gratificante. 

A família é muuuito importante, claro, mas a mãe e o pai,  nos primeiros meses, ainda mais. Por ter amamentado em exclusivo até aos 6 meses em livre demanda e por acreditar que um bebé não pode ter horas para mamar, a logística de a deixar com alguém era demasiado complexa e, sinceramente, também não me apetecia. Continuo a amamentar, mas já há uns bons meses que não interfere com a rotina diária dela. Se a mãe não estiver, não está. 

Agora já come de tudo, já não sofre por não haver maminha em casa e, por isso, foi tudo feito (e ainda está) no ritmo o mais natural possível por ser o ideal a nível de desenvolvimento emocional para ela, dizem. 

Voltaria a fazer o mesmo.

Porque sinto que foi difícil por muitas adaptações que tiveram que haver da minha parte a este novo papel de ser mãe e, assim, foi tudo de enfiada. Tudo, claro que não. Muito, pronto.

Consegui conhecê-la melhor e a mim também... 

Não quero entrar em pormenores porque sei o quanto tantas mães adorariam ter tido este privilégio e não quero deixar ninguém triste.

Não digo que tudo não corresse bem na mesma porque correria, mas adorei que tivesse sido assim e aproveitei TODOS os dias. 

A Irene vai ficar com o pai em casa e com os avós quando ele não puder até fazer 2 anos e meio (Setembro), depois vai para a creche. Parece-me bem. 

Um beijinho para todas as mães que podem e querem ficar em casa, para as que querem e não podem e para as que não querem e que vão para o "mundo real" mais cedo ;)

E obrigada, Patrícia, pela pergunta!

Há dias em que só precisávamos disto.

Há dias em que só precisamos de um pijama polar para nos sentirmos bem, mas noutros um extreme makeover vem mesmo, mesmo a calhar! 

Uma maquilhadora e um cabeleireiro. Numa hora... PUFF. Magia. A sentir-me uma gata (Rrrrrrauuuuu), quando minutos antes de gata só a borralheira. O bem que estes profissionais com quem trabalho na SIC me fazem ao ego! Borbulhas? Nem vê-las! Cansaço? Onde? Muito bonito que a verdadeira beleza vem do interior (verdade), mas também merecemos sentirmo-nos umas princesas durante umas horinhas, ou não? (Ou vocês são daquelas heroínas que conseguem acordar meia hora mais cedo, maquilham-se e ficam uns cisnes, todos os dias?)


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Eis como vou emagrecer mais de 13 kgs.

Lembram-se de vos ter contado que mudei a minha vida toda? É mesmo verdade. E ando, finalmente, completamente feliz (leiam aqui). 

Surgiu, então, naturalmente, a vontade de tratar mais de mim. Já tinha começado pela cabeça, agora achei continuar pelo corpo. Decidi, finalmente, emagrecer (os motivos aqui). Sim, prometo parar com isto dos "aqui" que também já me está a irritar. :)

Ora, deixem-me vos contar como é que vou ficar tão, mas tão boa que até vão ter medo de abrir os nossos posts em frente aos vossos namoridos com medo que eles fiquem a cobiçar este pedacinho de céu que, para já, parece um texugo. Um texugo feliz, mas um texugo. 

Quando vivia com a minha mãe, andava sempre na rua com os meus amigos vizinhos, a Mafalda, o Tomás, o Augusto, o Diogo, uns franceses que iam e voltavam, uns brasileiros também... Pronto. Era o Gang do costume. Acontece que o Tomás e o Augusto são filhos do Dr. Humberto Barbosa (que também jogava futebol connosco). No fundo, no fundo, isto chama-se um "paio" enorme aqui para a "chouriça" porque o Dr. Humberto é só o fundador, "a cara", da clínica líder mundial em anti-envelhecimento e em lipoaspiração não invasiva. 

Ah pois, aqui a bebé vai ser tratada que nem estrela na Clínica do Tempo, com direito a isso da lipoaspiração não invasiva. Conseguem ficar contentes por mim? Não conseguem, pois não? Vocês são horríveis!! Se fosse a Joana Paixão Brás já estavam todas comovidas e agarradas a um kleenex a dizer "ela não precisa, mas merece tudo de bom que lhe aconteça!". São muito fofas vocês... Viva ao blogue e ao facto de isto lhe ter chegado aos ouvidos! 

Então, o que é isto? É, do que eu percebi, um laser de baixa densidade e que cria uma permeabilidade na membrana da célula da sacana da gordura. E o que é que isto faz? Adeus gordurinha por meios "naturais do nosso corpo" (não me apetecia escrever xixi). O melhor é que saio de lá a andar normalmente. Ou, pelo menos, como eu costumo andar que tenho uma distençãozinha e, visto ao perto, coxeio um bocadinho, mas não o suficiente para não ser loucamente sensual.

Mas isto da lipoaspiração não foi logo assim a frio. Primeiro fui lá à clínica (fui à de Picoas), toda lampeira por conhecer o dono e os filhos do dono, claro! "Ai sou amiga de infância do Augusto e do Tomás". Não contei que o Augusto me fazia amonas na piscina e me chamava "veia descaída" porque eu tinha imenso medo de sangrar do nariz, nem contei que eu sabia que o Tomás tinha um cd dos Cartoons que gostava de ouvir quando era criança. Há coisas que não se podem contar assim, hehe.

O meu aspecto no dia da consulta.

Entrei e ia mesmo ter consulta com o Dr. Humberto Barbosa. Ui! Esquisito chamar-lhe Dr. Quando o vi, já não o via há anos, fiquei algo envergonhada. "Ele conhece-me mesmo desde pequenina, já nem sei o que ele sabe de mim. Lembro-me super bem da casa dele, ele era muito simpático". No meio disto, houve uma espécie de abraço com dois beijinhos mas naquela de "ai.. como é que vou cumprimentar o homem". 

Passou logo o desconforto. Era o Humberto que eu conhecia quando era mais nova. Era o pai do Augusto e do Tomás. Um amor e super profissional (diria isto mesmo que não o conhecesse antes, ok?). Pegou na avaliação que uma nutricionista me tinha feito antes de entrar no gabinete dele, acho que é uma Análise da Composição Corporal e explicou-me que peso não significa gordura. E que tenho 30% de gordura, blá blá. Deu-me os dados todos e prescreveu-me, então o Liposhaper Rev (a tal lipoaspiração não invasiva milagreira), mas ainda vou fazer um Check-up Ortomolecular para saber o que se passa mesmo com o meu corpo, se me falta alguma coisa ou se sou pseudo-alérgica a algum alimento para depois não andar toda contente a comer bróculos e isso... mexer com o meu sistema todo. 

Ser mãe pode carcomer-nos o corpo todo como bem sabem (menos à Carolina Patrocínio), mas eu desde sempre que tive algumas gorduras localizadas (adorava saber o que são gorduras sem serem localizadas, andam a pairar, tipo Peter-Pan?) e finalmente, além de ter decidido tratar disto, vou ter uma ajuda boa do Doisberto (a minha mãe chamava Doisberto ao Humberto Barbosa "às escondidas"- tem um sentido de humor muito especial, a minha mãe, sim, mãe, tu). 

Sei que isto vai resultar, por vários motivos: porque quero, porque tenho a família Barbosa à coca e porque vos estou a contar a vocês e não quero estar a escrever posts daqui a uns meses a dizer que tentei encontrar calças 46 na Pull e não consegui. 

Sábado vou fazer o Liposhaper Rev lá na Clínica do Tempo de Picoas e depois conto-vos como foi. Só não vos devo mostrar fotos para vos poupar e ao mundo do terror de me verem de cuecas descartáveis, blergh.!

Pessoas das alimentações saudáveis, vou precisar muito de vocês nos próximos tempos para não me enjoar de comer carnes brancas e legumes. Ajudem-me com receitas e digam-me que ervas são mais saborosas para chás etc... Help! 

Natal, natal, natal... e Barrigas [VÍDEO]

Já vos tinha dado conta de que o nosso Natal já tinha começado, aqui. Só ainda não fiz a árvore de natal cá em casa porque vivo com um provedor do Natal, que me diz que não posso fugir ao "regulamento" e que tenho de esperar mais uns dias. Oh well...



Falei-vos no encontro Barrigas de Amor, no Hotel Vila Galé Cascais. 

 Vejam o vídeo para perceberem melhor o que andámos lá a fazer. E para verem a fofa da minha filha a fazer trabalhos manuais. E a minha cara bexigosa (são as marcas do acne, benzódeus). :)

Brincadeirinha, a mensagem do vídeo é que é importante!




Obrigada a a todas as marcas envolvidas, que nos proporcionaram uma manhã muito, mas mesmo muito bem passada:

Tudo de improviso (e que bom!)

Os horários deles vão mudando com os tempos mas nem por isso ainda podemos ir almoçar e jantar fora sem sacrificar horas de descanso dela e rotinas (uma vez por outra, até poderia ser, mas ela fica tão cansada que nem aproveito bem o jantar, cheia de pena).

Na sexta-feira passada aconteceu o "impossível". Nunca na vida eu, Joana Gama, pessoa que personificava (atenção ao tempo verbal) a palavra ansiedade permitiria que isto tivesse acontecido nem corrido tão bem. Os sogros foram tomar conta da Irene enquanto o pai foi fechar a escritura do terreno para a nossa futura casa e acabaram por ficar para jantar, tudo de improviso. Despacharam restos que foi uma maravilha.

Estou a aprender a aproveitar estes momentos mais inesperados, de convívio por prazer, sem datas, sem horas, sem perfeccionismos. A Irene jantou connosco, toda a gente ficou contente, estivemos a conviver na sala enquanto ouvíamos Jazz e tudo sem ter sido combinado.

Tenho saudades de jantar fora? Tenho. Está quase. Agora, se o jantar de sexta, com restos, em casa com a família, de improviso, foi melhor do que 50% dos meus jantares fora? Foi.

A Irene desmaiou na cama, feliz. E a mãe também.