segunda-feira, 14 de março de 2016

Eu não consigo arrumar a cozinha e deixar a miúda a chorar na sala.

Ontem, a passear pelo parque da Serafina, encontrei uma mãe. Esta mãe estava, tal como eu, a passear com a sua bebé e mostrar-lhe os patinhos. A Irene engraçou com a bebé e abraçou-a imensas vezes e deu-lhe muitos beijinhos. A mãe acabou por dizer que lia o nosso blogue. Não disse só isso, deu-me a entender que o blogue a ajudava a sentir-se menos desamparada, que estes meses não têm sido só bons e que melhor do que ler o nosso blogue, só alguém lhe limpar a casa toda enquanto repusesse o sono. 

Olhe para esta mãe. Cansada, mas a viver o sonho. Era domingo e quis ir passear em família, para a bebé L. apanhar um bocadinho de sol, para esticar as perninhas, para ver os patinhos. Estava curvada a segurar as mãos da bebé para que esta fosse dando passinhos. Agachei-me para ficar à altura delas enquanto conversávamos. Conversámos pouco, mas muito. 

A mãe disse-me que o pior era não conseguir dar conta de tudo. Que estar em casa com a filha é fazer muita coisa ao mesmo tempo e que depois não conseguiam compreender, quando chegavam a casa, como é que a casa estava naquele estado e o que tinha feito o dia todo para aquilo estar assim. 

"Eu não consigo arrumar a cozinha e deixar a miúda a chorar na sala". 

Muito respeito por estas mães que têm de ultrapassar os primeiros meses e sozinhas. Por um período em que estamos debilitadas, fracas, a fazer luto da nossa identidade passada e ainda em processo de reconhecimento da cria que temos à frente. Estes meses em que ao mesmo tempo que nos julgamos incapazes de fazer coisas, temos de fazer as coisas mais importantes do mundo. Vi nos olhos clarinhos da mãe, com o sol a bater, que ela precisava de dormir em concha e de chorar um bocadinho. 

Precisava que alguém lhe dissesse: "caga (quero mesmo usar esta palavra, sorry) na roupa, na loiça, no pó, no chão e vai dormir quando a miúda adormecer". 

Infelizmente precisamos de ouvir isso dos outros porque não é o que dizemos a nós próprias. Nós não conseguimos borrifarmo-nos para as tarefas da casa porque sentimos que é da nossa responsabilidade e porque aquilo que "os outros" nos dizem sobre "o que fizemos os dia todo" é também o que dizemos a nós próprias e, portanto, falhamos. E falhamos todos os dias, em todas as tarefas. Ainda para mais com uma descarga hormonal a acompanhar e privação de sono. A Pide bem que poderia ver os primeiros meses do pós-parto como a pior tortura de sempre. A par de, como disse esta mãe, nem sempre ser mau. Claro que não é. Há alturas em que os cheiramos e ficamos loucas e vemos que chegamos à etapa mais gratificante da nossa vida, mas há outras alturas em que não: de madrugada, durante a noite, durante as birras, durante as afinações necessárias até passarmos a conseguir ouvir bem o que um bebé quer e não estarmos em constantes apalpadelas e a morrer de medo de errar. O pós parto é uma discoteca com música daquelas bem aceleradas aos altos berros e nós temos de conseguir ler um livro. É complicado, é frustrante, é cansativo, é... bom, "nem sempre é bom". 



Queria dizer-te que vai tudo passar. E disse, mas queria ter dito de outra forma. Sem tanta gente à volta. Sem teres que estar a segurar a menina e sem poderes chorar. Queria dizer-te que apesar de não te conhecer, que te adoro e que não me importava de limpar a tua cozinha para poderes dormir. Que lamento que estejas sozinha nesta fase, a fase em que já nos sentimos tão sozinhas, mesmo que não estejamos e agora que ganhamos mais uma pessoa na nossa vida. 

Esquece a cozinha. Consegues? Consegues ver tudo aquilo que não importa agora? Verbaliza. Se te fazem pressão para arrumar a casa, diz a ti mesma que não tem mal não fazeres tudo. Diz. Um dia vais dizer isso erguida à pessoa que também te faz sentir assim (além de ti própria). Tu és mãe agora. A casa pode esperar. A casa é de todos os que lá vivem. 

Dá-te um desconto. 


74 comentários:

  1. Senti um conforto ao ler este post que nem imagina! Sinto que a minha casa virou uma barraca. Suja e desarrumada. (O meu marido passa se quando digo isso. A ultima vez foi numa sms que lhe mandei há 1h atrás. Diz que exagero demasiado). Tenho uma bebé com quase dois meses que chora se não estivermos ao pé dela. Quer tanto mimo... por vezes acho que eu preciso mais do mimo dela do que ela do meu. Amo demais te la no colo e aprecia la enquanto dorme e quando ela acorda penso que devia ter aproveitado aquele tempo para aspirar a casa ou limpar o pó. Mas agora....? Tarde demais. Ela acordou, quer mama, quer colo, quer atenção. Peço desculpa pelo enorme texto :)
    Felicidades

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    1. Não tens de pedir desculpa, Raquel. Prometes que na próxima sesta vais dormir? Prometes? Depois até consegues fazer mais coisas em menos tempo!

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    2. Identifico-me tanto... estou no ultimo mês de licença do meu segundo filho, não penso ter mais, logo quero aproveitar ao máximo este cheiro de bebé, o colo e os mimos, para além de ele chorar a plenos pulmões porque não gosta de estar sozinho. Sempre que ele adormece eu pareço uma maratonista a fazer o máximo que consigo em casa, e mesmo assim numca chega. Ao final do dia ainda tento dar alguma atenção de qualidade ao mais velho, de 2 anos. O marido ajuda/colabora, mas volta e meia vêm os comentarios do eu estou cansado, tu tiveste todo o dia em casa. Enfim, vai-se fazendo o quese consegue mas fafacilmente a casa vira barraca e a pessoa sente que está a falhar em alguma função. ..

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    3. Não sou mãe (ainda)! Sou tia que viveu 2 semanas na casa do irmão/cunhada quando a minha sobrinha mais velha nasceu, para os apoiar na chegada da bébé!! E sou mulher, cujo marido NÃO "AJUDA" em casa...ele FAZ!!! Faz tudo o que houver para fazer...se chega a casa 1º e a roupa precisa ser lavada, ele põe a lavar,se é necessário apanhá-la, ele apanha...ou estende e passa-a a ferro (sem que eu peça o "favor" de o fazer)!! E faz o jantar (mais vezes do que eu, diga-se de passagem), prepara a marmita dele com o almoço para o dia seguinte e no dia de fazer a limpeza geral na casa, limpam os 2!! Ao lerem isto devem pensar "deve ser, deve!" ou quanto muito "nem imaginas a sorte que tens!". Pois bem, tenho noção de ser uma "sortuda", sim, por ter escolhido um verdadeiro companheiro (e não um simples namorado/marido/amante), num país/mundo em que essa não é a norma no dia a dia de um casal heterosexual. Mas deixem que vos diga: deveria ser e nós, mulheres, somos coresponsáveis por, assim, não o ser!!
      Digo-vos tudo isto para vos confessar ter esperança de, quando formos pais (e sê-lo-emos os dois, para o bem e para o mal), não sentir tanto essa frustração de que se fala neste post... consequência, diria, da redefinição de prioridades, no desiquilíbrio presente na distribuição da nossa atenção (NATURAL, NORMAL, NECESSÁRIO e SAUDÁVEL), que passará a ser sempre o/a bébé!!! E a minha esperança fundamenta-se no simples facto de, à partida, o desiquilíbrio na nossa relação no que às tarefas domésticas diz respeito,não existir ou não ser tão acentuado como o é em muitos casos!!
      Agora deixem-me que vos fale da minha experiência (cansativa e maravilhosa) de 2 semanas com 1 bébé recém nascido que não era meu, por quem não era diretamente responsável, mas por quem me apaixonei e a quem amo loucamente: passava os dias a lavar/estender/passar/dobrar/arrumar roupa (não fazia ideia que um ser tão pequenino sujasse tanta roupa!!); a preparar comida e lembrar a mãe da bébé que tinha de se alimentar e descansar (ou tentar); ia trocando umas fraldas e fazia questão de ajudar no banho ou pô-la a arrotar depois de uma mamada, na esperança que adormecesse.
      Sim, eu aprendi que se deixa de ter noção dos horários habituais de refeição...comes quando der, porque a prioridade é fazer engordar aquela miniatura de gente e ajudá-la a aprender a agarrar a mama como deve para que se alimente convenientemente; aprendi também que o choro pode parecer durar eternamente e um sono de 20 minutos daquele pequeno humano não é suficiente para sequer fecharmos os olhos, quanto mais dormir!!! Aprendi que, mesmo com toda a ajuda possível durante 24H de alguém durante 2 semanas, não, a frustração de uma recém mamã não deixa de existir!! Aprendi que cuidar de um recém nascido é uma forma de escravatura por si só (mesmo que voluntária e maravilhosa), dispensando-se todas as outras (das tarefas domésticas, do pai da criança, das convenções sociais e familiares, etc.). Por isso, tenho esperança de que a nossa casa, com a chegada de um pequeno humano, se transforme num caos minimamente organizado...pelo pai, pelos avós, tios, amigos e pela mãe, apenas, quando for possível!!!

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    4. Parabéns!!!!!!texto perfeito!!!!! Fossem todos assim!

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    5. Sim, essa questão do "ajuda" quando me falam nesses termos.... Fico verde! E se não estivesse os lá?! Ajudavam?! Quem é que ajudavam? Ajudavam ou viviam, sobreviviam,... o que seja.😤

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    6. Sou mãe de um bebé de 4 meses e....não sei o que seria de mim se não tivesse um marido que faz tudo. Também tenho a perfeita noção da sorte que tenho e não imagino as mamãs que não têm a mesma ajuda pois quando me senti a desesperar de cansaço, ele estava lá a dizer: " deixa o nosso filho cmg, eu tomo conta dele, vai dormir", se o nosso filho descansar, descansa também, quando eu chegar estendo a roupa, preparo-te o jantar, amanhã logo aspiro e trato dos animais (gata e coelho)" enfim,tive um rapaz que terá a mesma educação que o pai teve para que um dia seja o verdadeiro companheiro de alguém.

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  2. Um conselho? Pé fora do acelerador! DO meu primeiro filho não consegui e bem me arrependo. Passa demasiado depressa, terão anos e anos para se dedicar a encarnar a fada do lar. Dez anos depois estou a tentar redimir-me com a minha Carolina de 5 mesinhos. Claro que olho em volta e me sinto a falhar, vergonha, culpa por não trabalhar e não conseguir ter ordem na coisa... mas é uma fase, em breve eles quererão menos a nossa exclusividade e aí teremos tempo para tudo. Enfim, o pó estará sempre cá (está sempre não é?? sacana!) mas estas bochechinhas e pedidos de colinho e mimo vão diminuindo por isso é aproveitar enquanto dura. Sabe bem, faz-nos felizes, então sejamos felizes!!!

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  3. Mamã o mais importante são os nossos filhos, a casa pode ficar para segundo plano. Contudo, se é como eu uma maniaca das limpezas então deixar para segundo plano não é opção. A solução é encontrar o equilibrio. Aspirei e limpei o pó muitas vezes com o meu filho do meio no marsupio. Agora com os gémeos andava com eles nas espreguiçadeiras pela casa toda. Se ia tirar a máquina da loiça levava-os para ao pé de mim. Se ia passer a ferro eles estava ao lado. Eu ia falando e cantando para eles enquanto fazia as minhas coisas. Até cheguei a levar as esperguiçadeiras para dentro da casa de banho só para poder tomar banho. Eles gostavam imenso do barulho do chuveiro e ficavam sosegadinhos a ver a àgua a escorrer no vidro do poliban.
    desejo-lhe muta força e que encontre o seu equilibrio porque cada um têm o seu :)

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    1. sim, sim...cantar e falar enquanto passava a ferro! E o banho, pois, também me ri com essa imagem! Viva a criatividade! :)

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  4. Que post tão bom, tão reconfortante... Porque impomos tanta pressão a nós mesmas??... E eu estou a viver em Berlim, longe da família e amigos e parece que esta distância física só faz aumentar os sentimentos negativos... Olho para o meu bebé e tudo faz sentido, mas sinto-me cansada também. Só que cada vez mais relativizo, não faz sentido para mim fazer as tarefas domésticas em vez de estar com o meu filho! :)

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  5. Que post tão bom, tão reconfortante... Porque impomos tanta pressão a nós mesmas??... E eu estou a viver em Berlim, longe da família e amigos e parece que esta distância física só faz aumentar os sentimentos negativos... Olho para o meu bebé e tudo faz sentido, mas sinto-me cansada também. Só que cada vez mais relativizo, não faz sentido para mim fazer as tarefas domésticas em vez de estar com o meu filho! :)

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  6. Depois que a Lara nasceu, decidimos arranjar uma pessoa para nos ajudar duas vezes por mês. Não conseguíamos deixar a nossa filha a chorar para limpar a casa. Muitas vezes o meu namorado trabalha ao fim de semana, ou eu, ou nenhum trabalha mas queremos é ir brincar com ela para um parque qualquer e não estar não sei quantas horas a limpar enquanto ela vê desenhos animados.
    Levo comida todos os dias para o trabalho, não tenho Tv cabo, a Lara tem muita roupa emprestada mas não dispenso aquelas horas que passo com a filha filha ao fim de semana por arranjei ajuda duas vezes por mês. É o melhor investimento de sempre.
    Se não fosse possível, a casa ficaria algumas vezes por aspirar e a louça por lavar. Sem pesos de consciência.

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  7. Eu fiz algumas vezes e aconselho às minhas amigas mamãs e a outras mamãs que vou conhecendo. Quando a punha a dormir, dormia também e ao mesmo tempo, porque não sabia se aquele soninho ia demorar 30 minutos ou duas horas. No inicio adormecia-a e ia fazer qualquer coisa com a ideia que quando acabasse ainda ia conseguir dormir meia horita. Errado! Acordava bem antes e já não havia sesta para mim... Tive de mudar e não me arrependo. Quando o marido estava em casa ou visitas mais próximas aproveitava para por as coisas da casa em dia! E foi o melhor que fiz. Costumo dizer que instalei 'filtros nos olhos' para não verem aquilo que tinha de ser feito... tem de ser, eles crescem rápido demais e temos de estabelecer as nossas prioridades e a minha prioridade era descansar para estar bem para ela e para o resto!!!

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  8. Agora é que disse tudo. Essa fase em que estamos sozinhas com um bebé pequeno (e que ainda estamos a conhecer) pode ser super solitária. Para mim foi, especialmente no 2º filho em que toda a gente achava que eu já estava mais "batida" no assunto e não precisava tanto de ajuda. Mas teria sido bem vinda comida quente (quase diária) para almoçar (lembro-me que comia super mal, não tinha energia para ir cozinhar), 1h aqui e ali para ir sair e arejar, essas coisas :) Um bebé é algo maravilhoso, mas é verdade: na fase inicial sentimo-nos um bocadinho sozinhas. O problema é que as mulheres raramente falam nisso.

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  9. L.I.N.D.O Obrigada Joana por palavras tao verdadeiras e que as mamãs precisam tanto de ouvir

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  10. Não é nada fácil, principalmente para quem não tem dinheiro ( meu caso) para ter empregada seja 2 ou 4 x mês.
    O meu filho tem 4 anos e a saga continua...limpar, lavar, estender, passar a ferro e dar atenção a um filho que me exige essa atenção, há crianças menos exigentes que outras, não é pêra doce, fico de rastos...domingo à noite estou morta...

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  11. É por essas e por outras que ESTE é o meu blog favorito!!!! Sandra Gonçalves

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  12. Como eu precisei de ler isto agora. Muito mas mesmo muito obrigada.
    Hoje foi o primeiro dia de trabalho após licença. Tenho a casa num caos mas estou já na cama com o pequenino. O sentimento de culp estava cá até ler o post..

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  13. já leio este blog há tanto tempo e já me revi tantas vezes nestes textos.. eu sou uma dessas mães que não consegue fazer nada em casa, a minha filha reclama a minha presença a toda a hora e é de gritos. fiquei tantas vezes frustrada por viver numa barraca que de repente caguei mesmo. Sim, Joana disse caguei. é terapêutico! aconselho a todas a mães que como eu querem controlar tudo a relaxarem um bocadinho, um bocadão. verão que também os vossos filhos seguirão a onda

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  14. Odiei o pós parto!!!!!! As hormonas, os outros a comentarem que a bebê chora mesmo depois de ter acabado de comer, de dizerem que o meu leite não é bom, que estou com má cara, a casa numa bagunça... Odiei!!!! São os primeiros meses até ter a coragem de dizer" eu é que sou a mãe, eu é que sei"! Arrumava quando podia...e também estava sozinha! Olho para trás e digo "bolas! Sou mesmo forte!" ;) um beijinho a todas as mamãs*

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  15. Sei bem o que isso é. Estou sozinha com a minha bebé de 4meses desde Janeiro. Só tive a presença do pai cá uma semana porque infelizmente o nosso país obriga nos a sairmos do país para vivermos melhor. E duro. Muito duro mesmo. Sei bem o que é o estar sozinha para tudo! E é como diz. E bom ser mãe, e otimo. Mas nem sempre é um mar de rosas. Pelo contrario. Há momentos muito negros sim. :-( o que nos vale é aquele sorriso lindo que faz esquecer (quase) tudo. Beijinhos e muita força para todas as mamas.

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  16. Excelente texto. Faço deste post as minhas palavras. No fundo acho que todas passamos por esta fase. E como mulheres acabamos sempre por exigir demais de nós mesmas e claro há sempre aqueles comentários que só apetece mandar a pessoa dar uma volta mas por respeito ou vergonha não mandamos.Ora que eu hj mando mesmo à m**** quem vai a minha casa e ainda critica, querem fazer estão à vontade mas não comentem. Somos seres humanos não máquinas.
    Ah tenho duas meninas uma com quatro aninhos e outra com quaseee 5 meses. O tempo passa muio rapido há que aproveitar cada momento com eles, mas não é fácil é muito cansativo.
    Sorry o texto grande..entusiasmei.me ahaha
    Mas neste tema há tanto para dizer, para aprender...
    Beijinhos e mais uma vez excelente texto.

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  17. É mesmo isso, Joana!
    E para acompanhar isso, só mesmo a leitura do livro "Os bebés também querem dormir", por parte dessa mãe e de todas as pessoas que dão palpites à volta dela, dos profissionais de saúde, do mundo e arredores... E assim se baixavam as expectativas e se diminuía a lista de coisas que acham que a recém-mamã tem de fazer...
    Mais paciência e menos exigência e todos ganham! :)

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  18. E sim. Tenho a minha cada sei lá como. Tento mante la arrumada só para não parecer tão mal. Mas nem sempre é possível. A casa tem tempo. A casa não vai cair. E a minha filha precisa de mim. Não quero correr o risco de um dia mais tarde me arrepender não ter aproveitado por causa de uma casa. E para aquelas pessoas que criticam, as vezes só me apetece perguntar? "Fazes melhor?" . Desculpem o testamento. Beijinhos

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  19. Eu raramente dormi durante as sestas da cria, pq não conseguia... ele dormia 30 min e acordava qd eu estava prestes a adormecer o q era altamente frustrante e ainda me fazia sentir mais cansada. Desisti disso. Mas sabia q nem ginjas poder fazer coisas enqt ele dormia... tipo um xixi descansada!

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  20. Adorei o pós-parto! nunca na vida me tinha sentido tao preenchida e realizada, apesar do cansaço e do sono acumulados! Nunca fiz sesta durante o dia, não por não precisar, mas porque sempre que tentava ou ficava a babar a olhar para o Gustavo ou o sentimento de culpa era mais forte e la ia eu arrumar ou limpar... Aspirava maníacamente a casa todos os dias com o bebé no marsúpio, arrumava assim a cozinha e até passei a ferro! Tudo valia menos tirá-lo do meu colo! Cada uma tem o seu ritmo e equilibrio o importante é encontra-lo! Agora com 14 meses a historia é outra... Vim adormecê-lo e nem queiram saber o estado de graça da minha cozinha! (A loiça não foge, mas o nosso tempo voa) ;)

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  21. Não li todos os posts mas estou certa que mais alguma mãe sente o que eu sinto agora que já passaram 8 meses. Não me recordo do primeiro mês do meu bebé. Andava as voltas com as hormonas, com as visitas, com as malditas arrumações para que mãe, sogra, fulano e o raio não achassem que eu era desarrumada. Fiz tudo, não precisei de ninguém. E Agora? Valem-me as fotos que os outros tiraram... pode parecer ridículo mas é verdade, não me lembro. Dava tudo para ter um dia com aquele pequenino de um mês...

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    1. Como eu a compreendo... eu nao me lembro de quase nada do 1o ano da minha filha desde a pressao do pai em relacao a casa dessarrumada e ter comecado a trabalhar ao fim de 6 meses e ainda por cima por turnos rotativos..resultado:uma valente depressao onde bati bem la no fundo

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  22. Boa noite!É impressionante como os sentimentos são comuns e nós a acharmos que mais nenhuma mãe se sentiu como nós, sem tempo para si, sem tempo para a casa, sempre numa correria, sem descansar nada de jeito, com qs 100% de dedicação à sua cria. Eu tenho um bebe de 2 meses, que só sossega e só dorme ao colo..por isso ter a casa arrumada é uma grande ginástica! e eu sinto que ainda estou na fase de querer ter tudo limpinho e arrumadinho, não pelos outros mas por mim (felizmente nunca ouvi comentários de terceiros sobre a casa), penso que será porque, como não tenho tempo para mim, ter a casa arrumada, arruma a minha mente.. qq coisa assim;). Obrigado

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  23. Há coisas do "camandro"! Acabei de ter mais uma discussão daquelas com o meu marido, O tema é sempre o mesmo - "Estou de rastos não consigo fazer tudo". E mal abro o facebook deparo-me com este texto... Parece de proposito. A verdade é que tenho uma empregada todos os dias cá em casa e q a minha filha já tem 13 meses. Digamos que o meu pôs parto é prolongado e q tenho a mania de querer deixar tudo "pronto" para a empregada arrumar! Tenho duas filhas, um cão e um marido, um trabalho e um grave problema, não consigo ir para a cama com a casa desarrumada. Apesar de ter um senhora cá em casa 4h por dia a minha casa ao final do dia parece uma possilga! Tudo virado do avesso, não consigo perceber o q acontece desde as 19h até as 00:00!!! E ter o marido a buzinar a cabeça a dizer q a casa tb é dele e q mais vale não ter empregada fico ainda pior! Será que ninguém me percebe? Estarei tola? Para não ajudar a minha mais nova não dorme de noite e sou eu a levantar-me a toda a hora, pq mais vale ir lá do que ficar "horas" a tentar acordar o pai para lá ir! Considero-me uma super mulher, mas admito que os meus poderes estão numa maré baixa. Já pensei milhões de vezes em não fazer nadinh deixar a cozinha por arrumar, os brinquedos espalhados... Mas não consigo... É superior a mim... Mas queria tanto não ser assim...

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    1. Desculpe meter-me, nem costumo comentar, mas se a sua empregada vai todos os dias, não arrume, ela arrumará sempre no dia seguinte! Aproveite as filhas até ao último minuto acordadas, namore com o marido!

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    2. A mamã tem noção que o pai acorda só que está a fingir para não ir lá...a meu ver tem um problema bem maior que a casa. Pense exigir mais divisão de tarefas com o seu companheiro e vai ver que tudo se torna mais simples, porque se a casa tb é dele as filhas tb...

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    3. O meu marido não é assim, sei que não é. Ele até ajuda bastante com as miudas, é ele que trata da cadela e faz a comida todos os dias.O acordar é mesmo difícil, demora mesmo muito tempo e quando acorda está a dormer em pé e até fico c medo que adormeca com a miuda oa colo! lol O problema é mesmo meu q tenho a mania das limpezas e das arrumações e acabo por ser mt exigente.

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  24. Era isto que precisava de "ouvir" hoje, neste fim de dia que parece que já dura à 48horas e que ainda vai continuar pela noite dentro...
    Tenho um bebê com 3meses e de facto não é fácil, tenho um orgulho imenso deste bebê, é o meu bebe, é meu, é um sonho tornado realidade, mas ás vezes sinto me cansada tão cansada que só me apetece chorar. Foi reconfortante ler este post, saber que existem tantas mães a passar e a sentir o mesmo que eu, e que não sou menos mãe porque nem sempre sei porque chora, porque demora imenso tempo para adormecer, porque não consigo conciliar as arrumações em casa com ele, etc etc etc.
    Obrigada Joana, hoje salvaste-me o dia.

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  25. Felizmente o meu bebé de 4 meses nunca me deu uma noite mal dormida ou um dia de birra de maneira que tenho conseguido gerir todos os meus afazeres de forma tranquila e sem cansaço acumulado. Mas sei que ainda há muito caminho pela frente e não sei o que me espera no futuro... Mas sei que o meu filho será sempre a prioridade. Se essa altura chegar espero saber encarar as coisas sem sentimento de culpa e para isso também é muito importante o apoio do meu marido que só me diz para não me preocupar com nada que não seja o nosso filho. Para quem tem bebés mais complicados há que ultrapassar um dia de cada vez, pensar que o amanha será sempre melhor e que os nossos filhos são o que de mais importante temos nas nossas vidas!

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  26. Olá mamãs,
    não sou nada de comentários, mas não consegui ficar indiferente a este post. Tenho uma menina com 6 anos e agora um lindo menino com quase 7 meses, já voltei ao trabalho. Revejo-me imenso nos vossos comentários.
    Tenho também a mania das limpezas, e nao consigo ver nada desarrumado e sujo, mas também não consigo dar conta do recado.
    Sempre que consigo paro e sento-me ao pé deles a brincar e penso tanto que nunca vou recuperar todos os outros momentos que perdi por estar a fazer mil e uma coisas e vejo o tempo a passar tão rápido e eles crescem tão depressa que se não aproveitarmos ao máximo vamos-nos arrepender.
    Aproveitem sempre, eu tenho pena de não ter aproveitado mais com a minhga filha, e esses tempos já ninguem me os trás de volta.
    Desculpem o texto longo.

    Beijinhos e força a todas.

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  27. Gostei muito de ler este post sobre um assunto tão importante... Por muito que algumas pessoas nos digam para aproveitarmos os nossos bebés que o resto faz-se aos poucos, acabamos todas por passar pelo mesmo: a pressão de ter tanto para fazer, de termos tantas novidades a assimilar, no fundo sentimos que temos de ser super-mulheres e quando sentimos que não o conseguimos ser, desabamos uma e outra vez... As mães têm de conhecer as pequenas pessoas que apareceram nas suas vidas e têm de se conhecer a si próprias enquanto mães, e a vida à volta não espera para nos dar tempo para tudo isso. Também eu passei (e ainda passo, às vezes) por isto, mas com gémeas...! Os primeiros meses com as minhas bebés foram muito duros e embora a felicidade de as ter compense tudo, concordo quando a Joana diz «é complicado, é frustrante, é cansativo, é... bom, "nem sempre é bom"». Obrigada por estas palavras e força para as mães que também se sentem assim - não estão sozinhas :)

    http://eassimsoumaisfeliz.blogspot.pt/

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  28. Obrigada Joana :)
    Este texto é magnífico, retrata bem a realidade de quase todas as recém mamãs.
    Os primeiros meses dos nossos bebés são os mais "difíceis" mas também os mais gratificantes.
    Apesar de ser bastante complicado gerir tudo com um bebé tão pequenino, temos de nos transformar em Super Mulheres e Super Mães. Temos de conseguir manter a casa em ordem, fazer todas as tarefas diárias e ainda cuidar de um bebé.
    É acordar, dar de mamar, arrumar os quartos, arrumar a cozinha, lavar roupa, estender roupa (isto tudo se o bebé estiver a dormir e nos deixar fazer, muito vezes é impossível), é fazer o almoço, voltar a dar de mamar, brincar com o bebé e dar-lhe atenção porque também precisa e fazer tudo, tudo, tudo...
    Felizmente tenho uma pessoa fantástica a meu lado, que não me critica quando chega a casa e me apoia em tudo.
    Quanto ao precisarmos de descansar todas precisamos e devemos aproveitar algumas das sestas deles para dormir, se não damos em malucas.
    E quando os bebés estão acordado aproveitem ao máximo, porque são essas pequenas coisas que fazem a nossa vida ser diferente. :D

    http://5tasticmoms.blogspot.pt

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  29. Olá, já não tenho recém nascidos, mas estes últimos cinco anos tem sido caóticos. Tenho três filhos, entre os dois mais novos há apenas dois e meio de diferença :)... Quando um nasceu, ainda a outra me pedia leite duas e três vezes por noite ;(. A casa? Uma barraca... Vergonha de não conseguir fazer o que me competia como mulher, muita!
    Passaram três anos :), continua a ser uma barraca e eu continuo sem saber o que é dormir e descansar:(.
    Obrigada pelas palavras... E bom saber que não estou só ;)
    Beijinhos

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  30. Hj mesmo tava a pensar se é normal, passados 3 meses e meio depois da nascença do meu filho, ainda ter a casa suja, loiça por lavar, roupa por lavar... E n é só isso. Tb CMG ainda tou desleixada. Aos poucos sinto q vou recuperando energias mas ainda n é suficiente e n consigo ter a vida em ordem. Foi bom ler o texto

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  31. Ufffaaa sabe-me tão bem ler as vossas palavras. Acabei de adormecer o meu pequenino de quase 2 anos e estou grávida novamente. Às vezes sinto que perdi o controlo desta casa e sinto uma culpa tão desgastante.

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  32. Uau... nao estamos sozinhas! sinto isso tudo a dobrar.. pelo que ouvi ha 4 anos e pelo que ouço agora com outro bebê... ja pensei que so daqui a 2 anos e que volto a mim... love this blog <3

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  33. Não estamos sozinhas, embora ainda existam mães que tentam esconder as suas angústias e medos! Somos todas humanas...e como tal podemos de vez em quando pedir ajuda, chorar um bocadinho.. faz falta e faz tão bem...
    "Fazer luto da nossa identidade passada" foi o que mais me custou, porque não tive tempo..
    Só gozei 6 semanas de licença porque estava a fazer um estágio... Passados dois meses estava a entregar relatórios, a estudar para o EXAME da minha vida... Tive de gerir livros, estudo, trabalho, fraldas, birras, amamentação (tirar leite durante o dia no trabalho), dentes (sim, porque aos 3 meses o meu filho já tinha dois dentes), lida da casa...Enfim, demasiadas coisas, demasiado importantes.. mais importantes do que o meu luto!
    Emagreci 18 kilos em semanas...
    O meu filho fez um ano dia 1 de Outubro e dia 3 de Outubro fiz o último EXAME (oral)...PASSEI! ACABOU! e só aí, um ano depois, consegui olhar para mim de novo! E só aí chorei, chorei muito...por tudo o que perdi, por tudo o que deixei passar sem ter dado por isso.. só aí comecei a fazer o meu "luto"...
    Todas com as histórias tão diferentes, mas tão semelhantes ao mesmo tempo!
    Fomos de aço bolas!!!!

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  34. Revejo me em todo o texto e pela 3ª vez em 9anos. é uma loucura constante e um sentimento de fracasso. beijo grande a todas as mães lutadoras que também são pai em simultaneo.

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  35. Olá... Estou a passar por isso mesmo.. A minha menina tem 7meses e estou com ela em casa... Tenho o marido mas constantemente a trabalhar... E complicado fazer todo... Não da... Para dar a atenção que a minha filha merece e precisa alguma coisa tem que ficar para trás... :-(

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  36. Obrigada por me fazer sentir que não sou a única! Tenho uma bebé de 9 meses e ainda estou em casa com ela, o que por vezes não é fácil, faço tudo e parece que não faço nada, enfim... Obrigada! Nós mulheres devíamos partilhar mais estes momentos da maternidade, que tudo parece um mar de rosas quando não é!!

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  37. Verdade... Não temos forças para nada e a ultima coisa em q devemos pensar é na casa... E os homens... Ai os homens.. Por muito bons q sejam dificilmente entendem como andamos tão cansadas! Temos o dia todo em casa para descansar... Cm se dormir uns 30min de 2 em 2 horas fosse o suficiente para o corpo repor todas as energias sugadas por este pequeno ser que está a descobrir o mundo! Eu expliquei ao meu que ia ser assim, que ia precisar de ajuda, que ia andar mt cansada e com as hormonas em alta... Fez de alguma coisa a conversa que tivemos e que tantas vezes ele me disse que me ajudava? Não... quando reclamava que estava cansada e que precisava que ele ajudasse mais em casa ele dizia: "Mas eu estou a trabalhar e venho cansado", eu não me preocupava com a casa e comecei a não me preocupar com ele e nem com as coisas dele, e ele a mal foi aprendendo que deve ajudar em casa, já que não o faz por vontade, por entender que nos precisamos de ajuda... Aprendeu da pior maneira, ainda hoje ( 16 meses de uma menina linda ) não faço certas coisas, como passar-lhe a roupa, apanhar-lhe a roupa e muitas vezes nem cozinhava para ele... Hoje aprendi que ele sozinho e de livre vontade pouco ou nada faz, então eu digo o que ele tem de fazer e ele faz! Não pensem na casa, não pensem nos outros, não ouçam o que dizem, descansem muito e aproveitem que o tempo passa a correr! Eu dormia sempre que ela dormia e cheguei mm a dizer que o meu dia so começava depois das 12h nos melhores dias! :)

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  38. Qdo não temos um marido altura, sentimo-nos responsáveis por td. Temos q perder a mania q somos as super mulheres. Falo por experiência própria, dois anos q dei d mamar a minha filha e o pai nunca soube o q foi levantar cedo. E tive q tratar da casa, filha e td q seja responsabilidades. São os nossos filhos q nos dão energia para td, mas um dia mais tarde vamos recentir no corpo a falta d descanso.

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  39. Não conhecia este blog. Tenho um bebé de 2 meses e meio quase e tenho de admitir que ele é calmo e me deixa fazer muita coisa, pelo menos perto do que ouvia as outras recém mamãs dizer, e também tenho um companheiro que está muito presente. Mas sinto um pouco do que li, porque apesar de ele ser calmo, o tempo em que dorme passa a voar, ele come, arrota e adormece e daqui a nada está tudo a repetir-se.. e chego ao fim do dia e parece que não fiz nada... e sinto falta de atenção.. de falar e fazer coisas... e olhem que falo pro bebé o tempo todo que posso... :) agora percebo que é uma fase difícil... maravilhosa.. mas difícil! E enquanto mulher? é toda uma identidade que se anula, uma barriga que não baixa, as calças que não servem, as estrias apesar dos cremes, uma cicatriz... tanta coisa que não tinhas antes.. be strong... :)

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  40. Revejo-me tanto nessa pessoa que encontraste no parque... Eu era assim! Eu fui assim... E espero, numa proxima vez,conseguir ser egoista e menos maníaca...espero :)

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  41. Muito bom. Temos um menino com 8 meses, não interessa a que horas chego do trabalho e tento "poupar" a minha mulher ao máximo. Mas sei o quanto ela é exigente com ela própria. Não comigo nem com o bebé mas com ela. E custa me. Digo lhe tantas vezes caga. Caga e disfruta do tempo que estás com ele. A roupa irá aparecer passada, e o jantar na mesa. A casa não está como num hotel mas está como um lar. E esse é nosso, não de quem nos visita. Beijinhos para todas, não desanimem, faz parte.

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  42. Muito bom. Temos um bebé com 8 meses e com tudo o que isso acarreta. Não interessa a que horas chego do trabalho tento "poupar" a minha mulher o mais que posso não interessa quais as tarefas. Mas ela é exigente, não comigo nem com o bebé mas com ela. Digo lhe tantas vezes caga. Caga na roupa que aparece lavada e passada, caga no jantar que aparece na mesa nem que seja as 10 da noite, simplesmente caga. A casa pode não parecer uma sala de operações imaculada mas é uma lar. E essa lar é nosso, não de quem nos visita. Beijinhos para todas, não desesperem, faz parte. Acredito que ainda vamos achar pequeninos estes problemas de agora.

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  43. É francamente uma sensação tão nossa, que mesmo com o maior apoio nos sentimos desamparadas... só entende quem o vive realmente!
    Acrescentar a tudo isto um filho adolescente e o trabalho ( quando se é uma mãe trabalhador independente) é ainda mais difícil... agora passados 2 anos e meio, sinto-me realmente cansada, aliás... exausta!
    Fiquei em casa 15 dias após o parto, depois disso foi fazer cerca de 700 km por semana, com um recem nascido a chorar, a mamar, com fralda suja... sempre a tentar ser perfeita na profissão, na maternidade e na vida!
    Este texto fez-me sentir que não estou sozinha, obrigada

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  44. A casa é para nos servir não temos de ser nós a servi-la... quem lá for e não gostar da "barraca" temos pena! Nada, ninguém substitui o tempo que passamos com os nossos filhos! Demorei a entender isto ( até aos 4 anos do meu filho mais velho) mas aprendi, ohhh se aprendi!!!! Sejam vossas amigas, olhem mais para vocês..."caguem" para as tarefas, até porque vamos ter até porque as fazer repetidamente!!! Bjs sejam felizes

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  45. Que bom tê-la encontrado! Que bom saber que afinal não sou a única, que não estou sozinha.
    É difícil limpar pó, é difícil fazer comer é difícil tanta coisa e lá está "estivemos o dia todo em casa", "se te levantasses mais cedo dava", claro, e o meu descanso psicológico?! Todas as noites acordo de 3h em 3h ou às vezes menos para dar mama, o pai?, o pai dorme, nem dá por nada. O meu sono é um sono que acorda com um som diferente do respirar do pequeno, com um movimento, parece que nem é bem dormir.
    Durante o dia aproveito o máximo que posso para mimar, ser mimada, brincar, adorar, aconchegar, porque certas coisas mais tarde já ele não vai querer. Queria tanto conseguir limpar, mas custa-me deixá-lo num lado e andar a limpar outro. E às vezes parece de propósito, quando vou para fazer alguma coisa lá começa a chorar.
    Se nem eu gosto de estar sozinha quanto mais ele, coitadinho.
    Peço desculpa pelo tamanho. Que conforto, que aconchego deu este texto.

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  46. Boa noite. Que perfeito espelho!!! Eu era igual... chegava ao fim do dia arrasada e a delirar. Um belo dia, ao dizer à minha sogra o quão cansada andava, ela responde me: ''Não te mates. O pó não ganha bolor.'' E foi aí que se fez luz... deixei de ser certinha....aldrabo aqui e acolá e lá vou mantendo a coisa organizada. Um Bom Ano a todas as mamãs!

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  47. Adorei este texto! Sabe tenho 23 anos sou mãe de primeira viagem minha filha só fará 4 meses no dia 16 deste mês, a minha realidade é esta, meu companheiro pai da menina levantasse as 7 da manha, eu levantome junto para lhe fazer o café darlhe meias lavadas e camisas lavadas para o trabalho, voltome a deitar mais dez minutos mas aí a garota acorda para beber leite, lá me levanto outravez para aquecer a água para o leitinho dela, voltome a deitar para lhe dar o leitinho e ver se pega outravez no sono, passasse uma hora e ela ainda nao dorme vejolhe a fralda embaloa mais um pouquinhoe lá consigo que durma mais um pedaçinho sao nove e meia levantome devagarinho para que ela nao acorde ponho uma máqiina de roupa a lavar para estender por baixo do coverto so daqui a tres dias é que estará seca pois o tempo nao ajuda, pego a arromar meu deus tanta roupa para ddobrar, e a louça nem se fala é impossivel como eu e o meu companheiro sujamos tabta louça, começo a preparar o almoço pois ele chega ao meio dia, chega para comer enquanto come la estou eu com a pequena no colo a meio de mais umas brecas dela para pedir atençao ele acaba de comer volta a sair para o trabalho a breca dela prolongasse e eu penso " oh meu deus ainda tenho tanto para fazer e ja me sinto tao cansada canto um bocadinho para aliviar a tençao já sao tres dactarde e ela nao me deixa sair do pe dela, tudo o que quer é estar abraçada a mim, sao cinco da tarde ele chega a casa e com a lata toda diz: " mas tu nao fizeste nada mesmo? O que andaste a fazer de tarde, assim nao, nao ando a trabalhar, e a ter que chegar a casa e fazer as coisas" tudo o que pedia era que chegasse a casa me desse um beijo e falasse " vá dame cá a menina para poderes fazer alguma coisa e depois poderes descansar" mas nao reclama volta a sair de casa tem sempre algo a fazer só me aparece as seis e meia em casa, quando se deita no sofa pesso para pegar um pouco na pequena para por o jantar em andamento, de tromvas lá me faz esse favor ponho o jantar em andamento e tento fazer mais alguma coisa, ele facilmente perde a paciencia basta ela pegar a fazer breca ele poesse lofo a discutir paro o que estava fazendo volto a pegar nela, jantar pronto mais uma vez ele come e eu com ela no colo e tentando comer a comida ao mesmo tempo mas muitas das vezes ja so consigo comer quando a comida esta fria, dou o banho a pequena, doulhe leite e faço para que adormeça, entretanto ja sao quase onze horas da noite aproveito que ambos já dormem para dar um jeito nas coisas tratar da minha higiene pessoal e tentar ver um pouquinho de tv pois tambem mereco nunca acabo de ver o programa pois acabo por adormecer a meio e é assim o meu dia a dia dorante a noite ainda acordo varias vezes porque a princesa assim o pede! E a casa um nojo autentico sempre com a porta fechada pois tenho medo que a segurança social ou proteçao de menores me entre pelas portas a dentro e me tire a pequeno por a casa estar neste estado

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  48. Identificome por vez ate parece que nao aguento mais

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  49. A ler isto na minha cozinha...que nem comento como está. Obrigada por me fazer sentir que não sou a única!

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  50. Adorei o texto. Impossível não gostar sendo mãe à apenas 2 meses.
    Pomos na cabeça que conseguimos tudo mas no final do dia percebemos que conseguimos pouco.
    Há ainda outro ponto que a mim me perturba, perguntas de quem não é mãe e não entende, 'se estás todo dia em casa como é que não tens tempo para tratar de ti?', 'então mas o bebé não dorme todo dia?'... Não o bebé não dorme o dia todo o assim que ele adormece demoramos a decidir por onde vamos começar a limpar numa casa confusa e tratar de nós está no fim da lista e eles acordam antes.
    Não é fácil mas amo ser mãe e ver o sorriso do meu filho é a coisa mais reconfortante do mundo

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  51. E o comentário de um homem (mais um - um abraço ao Miguel Gracinhas) vem sempre a calhar!!!

    Sou casado com um Anjo. Sim, com um Anjo - "A" maiúsculo!!!
    Estamos a chegar ao nono mês de vida do nosso Tesouro - eu, sortudo, tenho dois Tesouros (lá estou eu a falar dela...) e sei que não tem sido fácil. Vivemos todo este processo - gravidez, parto e pós parto, com uma intensidade única e um amor indescritível. A minha Princesinha (que é também o meu Anjo) não falhou em nada. Não falha em nada. Nunca vi a nossa casa num caos. E tudo por culpa dela, que não consegue ter a casa desarrumada e, pior um pouco, não consegue aproveitar para descansar quando pode. E porquê? Para que, quando chega o fim do dia, possa estar comigo e com o nosso Tesouro em pleno. Eu insisto para que aproveite para descansar, para deixar uma parte para mim, mas... de pouco ou nada adianta. E sei que sou eu o beneficiado. Chego a casa após um dia de trabalho e pouco ou nada tenho para fazer, quando muito ou tudo queria fazer. Para aliviá-la, para que ela possa descansar.
    Ser mãe - não, corrijo, ser MÃE, é uma aventura e pêras. A MÃE do meu Tesouro (a tal que é a minha Princesinha e também o meu Anjo) é uma super-mulher. Ser MÃE é ser super-mulher.
    Também eu me levanto às 06:40 para ir trabalhar e regresso a casa pelas 19:20. Sou eu que escolho a minha roupa (meias e tudo...). Não me revejo nos seres que se dizem homens e não ajudam/colaboram. Mas... também tenho as minhas falhas. Como homem que sou, não vislumbro o que é necessário fazer, mas tou sempre a pedir ao Amor da minha vida para me dizer - não é dar ordens, antes sim orientar porque estou disponível para tudo, como ela bem sabe. E dormir? Durmo que nem um anjo. Mas um anjo alerta. Qualquer ruidinho do nosso Tesouro e... lá estou eu a ajeitá-lo, a por-lhe a chucha (às vezes quase nos atropelamos)! Noites de sono completas? Talvez tenha havido uma ou outra durante este tempo todo. Mas recuso-me a dormir enquanto a minha Princesinha trata do nosso Tesouro durante a noite. Levanto-me, dou-lhe o leitinho, mudo a fralda e quero (gostava de poder exigir) que ela durma enquanto o faço. Desde o início que é assim. Dou-lhe banho, limpo-o, visto-o, dou-lhe de comer. Sou especial? Não. Nada disso. Faço somente a minha obrigação. Mas não chega. Sei que não chega. Porque queria fazer mais. Mas sou poupado pela minha Princesinha. Pode ser que ela leia este comentário (saberá logo que é meu) e me deixe estender a roupa mais vezes, apanhar a roupa mais vezes, e por aí fora.
    Isto tudo para dizer o quê? Vocês, MÃES, são o pilar da família. São vocês que carregam às costas tudo, TUDO mesmo. E, assim, quem liga se a cozinha está por arrumar? Se estiver, e se tiverem a sorte de ter ao vosso lado um homem - não os tais seres..., ele toma a dianteira e trata do que há para tratar. Mesmo que que chegue tarde do trabalho e venha cansado - o cansaço que trazem esfuma-se quando chegam a casa e vêem os Amores da vida deles. Pelo menos comigo é assim!

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  52. Compreendo e identifico-me perfeitamente. Ainda hoje, passados uns bons meses ainda me sinto exausta, cansada psicologicamente, anulada, frustada, e inútil... o meu príncipe é o maior amor da minha vida e o meu bem mais precioso. Simplesmente já não imagino a minha vida sem ele. Por ele tudo. Mas é desgastante quando se tem um bebé que simplesmente não dorme dia e noite. Adormece no meu colo, quando lhe deito ele acorda! Não consigo fazer nada, às vezes, muitas vezes, nem o jantar, nem roupa, nem casa e mesmo assim não consigo descansar...penso que estou e sinto-me sozinha. O pai dá-me todo o apoio moral e quando me vê no limite lá fica com o miúdo e diz para descansar... mas quem consegue quando o bebé está a chorar e quer o colinho da mãe. Sinto-me um caos mas sempre disse e continuo a dizer, dou todo o colinho e amor do mundo enquanto ele quiser e deixar porque num abrir e fechar de olhos jantar ele não quer colo e está todo independente.��
    Força a todas as mães! Somos umas guerreiras apenas de muitas vezes pensarmos que não!

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  53. Infelizmente quando somos mães não ganhamos só o melhor presente do mundo também ganhamos uma guerra eterna contra o mundo. Por mais que te esforces e tentes dar tudo de ti haverá sempre alguem a reprovar ou a dizer k podias fazer melhor. O mais triste é k normalmente sao as mulheres, que passaram pelo mesmo, a criticar. Existe mta falta de solidariedade.. Eu tenho 2 filhos e seaprendi alguma coisa com o primeiro foi a ignorar tudo o que nao me faz bem e me deita para baixo. Instintivamente nós sabemos o que é melhor para eles. Nao é à toa que se diz que "mae à só uma". Adorei o texto e o carinho demonstrado por todas as mães..

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  54. Gostei do post e sobretudo dos comentários e das experiências que as mães relatam. Preparo-me para ser mãe. Mas a minha experiência tem muito de diferente de todas as outras. Não vou tomar conta de um filho e, ao mesmo tempo, de um marido e de uma casa. Tenho 40 anos, nunca tive filhos e não estou numa relação neste momento, mas tenho um desejo enorme de ser mãe e não quero abdicar disso. Hoje em dia as coisas estão muito facilitadas a esse nível, com a entrada em vigor a 30 de dezembro do regulamento que permite a qualquer mulher recorrer a técnicas de PMA.
    Nos primeiros tempos vou contar essencialmente comigo e com a minha mãe, vou voltar por uns meses para o seu "colo". E enquanto eu cuido do meu filho, ela cuida de mim e continua a cuidar da casa (dela). Se tivesse a viver com alguém o trabalho seria muito maior. Provavelmente a minha mãe viria passar parte do dia a minha casa ou eu a casa dela (acontece com vocês?), mas ou ela estava num espaço que não era o dela e tinha a preocupação acrescida de 2 casas ou eu estaria uma parte do dia lá mas com a preocupação de ter a minha casa impecável e fazer tudo até o meu marido chegar.
    Não digo que esta seja a situação ideal, longe disso, gostaria de ter uma família em plena harmonia, mas também acredito que isso um dia vai ser possível e o meu filho há-de ter alguém que identifique como pai, mas ainda que isso não venha a acontecer, também não vai passar pelas mesmas situações traumáticas que muitas crianças passam devido aos conflitos dos pais (e espero que não passe por outras, farei todo o possível para isso).
    Muita força a todas as mães e mulheres! Pena que os homens não possam passar também pela experiência da maternidade.

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  55. Sofri horrores no pós parto. Privação de sono, dificuldade na amamentação, bebé para ganhar peso, a casa, a minha alimentação. Foi horrível. E tbm estive sozinha.

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  56. Mães, devíamos marcar ponto de encontro no parque da Serafina para falarmos...

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  57. Que reconfortante que é ler este post, identifico-me taaannto. Tenho a sorte de estar rodeada de ajuda, mas realmente o luto da identidade anterior e as "apalpadelas" em relação a este mundo novo, assim como as noites (aí as noites!), deixam-nos perdidas e com um sentimento (por x's errado) de que estamos sozinhas nesta maravilhosa e caótica jornada.
    Um beijinho às Joanas e a todas as mães

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  58. Por opção, sou mãe a tempo inteiro e empreendedora. A minha casa está uma lástima. Queria conseguir tomar conta do meu filho que está 24h comigo, tratar da minha filha que está na escola primária e almoça em casa, limpar e arrumar a casa toda, cuidar de mim e ter tempo e espaço para me dedicar totalmente ao meu trabalho (Mil & Mig). Mas não estou a conseguir manter tudo sob controlo... Cuidar de mim é uma miragem... O meu trabalho está a ser difícil de conciliar com o meu filho... E para piorar a situação, como ainda estou a começar e ganho pouco, o meu marido pressiona-me para arranjar trabalho. Não sinto apoio do meu marido que me apoiou para deixar o meu trabalho mas que não me quer ajudar nas tarefas de casa e nem de tomar conta dos filhos um pouco enquanto dedico tempo ao meu trabalho. Felizmente estou a ter muito trabalho, mas tenho de fazer sobretudo à noite, enquanto dormem. De dia vou tentando fazer as tarefas domésticas, mas não consigo fazer tudo sozinha!... Estou exausta, triste, doente... Desculpa o desabafo...

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  59. Não li os comentários todos, mas passei os olhos por uma boa parte deles. Tenho um bebé de seis meses e estamos neste momento a morar na casa dos meus pais, porque vendemos a nossa casa. Devido a várias questões de burocracia, estivemos aqui sete meses e devemos passar agora para a casa dos meus sogros. O que mais ouço é "Que sorte, tens alguém que te ajude!". Mas nem tudo é um mar de rosas! Apesar de não sentir isso com os meus pais, da mesma forma que sinto dos meus sogros (leia-se sogra) e ainda nem sequer estamos lá a morar, não há respeito pelo nosso pós-parto! Não há respeito pelo nosso espaço pessoal, antes pelo contrário, há uma constante imposição de horários, tarefas e refeições. Não há limites.. Os papeis de pais e avós são muito claros na sociedade, mas não aqui! A linha que os separa é constantemente empurrada na minha direção e as obrigações surgem e as tarefas têm de ser feitas, se não quero que outras pessoas metam o bedelho onde não são chamadas! Eu trato de tudo o que me diz respeito (quarto, wc, gato, alimentação do bebé) para que não haja outras pessoas a imporem-se e a querer fazer o papel de mãe no meu lugar! Eu quero poder deixar a cozinha desarrumada e o quarto numa pocilga, sem que ninguém vá lá "amavelmente" mexer, achando que está a fazer uma boa ação! Eu quero tomar as rédeas da minha família juntamente com o meu marido, e orientarmo-nos os dois, sem interferências, sem ninguém a meter o bedelho!!! Eu quero tomar as melhores decisões para o meu filho, sem ter medos de alguém, nas minhas costas, me desrespeitar!

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