quinta-feira, 26 de maio de 2016

Acordem-me: está mesmo quase, não está?

Não estava à espera de estar a reagir assim, nesta fase final da gravidez. Não é que eu seja a pessoa mais stressada e ansiosa ao cimo da terra - acho que sou das boas energias, tenho sorriso e riso fácil e sou optimista - mas achei, ali a meio, que tanta calma acabaria num final de gravidez cheio de dúvidas e alguma ansiedade. Afinal, estou de 38 semanas e está tudo pacífico, no meu corpo e na minha mente. Mas - acordem-me - está mesmo quase, não está?

Mesmo estando neste estado 95% zen, há três pensamentos que me invadem de vez em quando, ou seja, mesmo que o meu coração não dispare e eu não fique cheia de stress, faço-me estas perguntas:


1) Como será que a Isabel vai adormecer nos primeiros tempos?

Apesar de termos tentado que fosse o pai a adormecê-la nos últimos meses (dantes podia ser qualquer um de nós, mas há uns tempos que, sabendo que eu estou em casa, ela quer que seja eu. O pai até pode estar presente, mas eu não posso faltar). Ainda experimentámos simular que eu não estava e foi pacífico, mas não foi o suficiente para que nos outros dias ela não pedisse que fosse eu novamente. Por enquanto, sabe-me bem todo aquele mimo e aquela ronha, como se estivesse a aproveitar todos os momentos ao máximo (tem adormecido a dar-me festinhas - e eu a ela, nas costas - abraçadas e com uns sons amorosos que só me apetece engoli-la de tanto carinho). Mas e depois? E se na hora dela adormecer eu estiver a dar maminha? Ou a Luísa precisar de estar com a mamã? E se ela demorar uma hora a adormecer? Vem para a minha cama e adormecemos as três? Vai compreender e "aceitar" que seja o pai a adormecê-la? 


2) Será que vou ter uma bebé calminha? 

Não, não estou a fantasiar com uma "bebé-come-e-dorme". Regra geral, os bebés não são assim. Estão em exterogestação, precisam de muito colo e mimo e nós estamos cá para isso (e as saudades que eu tenho da minha coala Nr1 coladinha a mim!). Mas será que se vai adaptar bem aos barulhos, às canções e gritos da mana, aos ladrares dos cães, aos passeios? Será mais ou menos chorona do que a Isabel? Será que vai dormir sestas de 20 minutos ou vou ter tempo de tomar um banho demorado? 


3) Vai ser muito duro?

Que não vai ser pêra doce gerir tudo nos primeiros tempos eu não tenho grandes dúvidas, mas como irei eu lidar com tudo isso? Com alguma calma ou vou ter sempre aquele sentimento do "Socorro! No que me fui meter já?"? Como vai reagir a minha cabecinha ao voltar a não dormir muitas horas seguidas? E vou conseguir manter a sanidade, se a Isabelinha começar - como é natural - a precisar de chamar mais a atenção, com birras e tal?


Estou confiante que, no meio do caos, tudo acabe por correr bem. Mas também não vou dourar a pílula, caso não corra como desejado. Preparem-se para ouvir de tudo deste lado, como se estivessem a ouvir a música "piradinhaaaa" em loop, que nestas coisas da maternidade é tudo um bocado imprevisível. 

De qualquer das formas, estou pronta. Estranhamente pronta. Podes vir, Luísa.






Já imagino uma Luisinha pestanuda a dormir bons soninhos na alcofa da Egg <3 

8 comentários:

  1. Atrevo-me a dizer-te que vai ser mais fácil com as duas do que com uma. Gradualmente, adaptar-se-ão à vida a quatro e tu estarás mais calma e capaz do que estavas após o nascimento da Isabel. E, à partida, as hormonas não provocarão aquele caldeirão de emoções loucas como na primeira vez.
    Gabriela (mãe de duas com sensivelmente o mesmo intervalo de tempo que a Isabel e a Luísa) Beijinho

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    1. Este comentário enche-me de esperança! :D
      Sou bastante otimista e, com a segunda quase a chegar, e uma menina de 2 anos e 3 meses a precisar de muita atenção, sinto que com duas, de alguma forma, será mais fácil. Sempre achei que estava a fantasiar demais. :P

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  2. Que inveja Joana! (Inveja boa). Eu aqui a treinos para um e a Joana na recta final do segundo. Desejo do fundo do coração que tudo corra bem e que tenha a sua Luisinha nos braços,saudável e linda.
    Eu cá ando em treinos para uma Luisinha também :)

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  3. Olá Joana!

    Ainda só vou na primeira viagem, mas tenho uma amiga que teve o segundo filho também com um intervalo de 2 anos e pouco em relação ao primeiro, e lembro-me dela dizer que tinha que "acudir" primeiro as necessidades do mais velho (que convenientemente só surgiam quando o mais novo precisava, sacaninha!) porque o mais velho já perceberia se estivesse a ser "negligenciado" e o mais novo não.
    Não me recordo se ela leu em algum lado,mas acredito que sim, e quando me falou disso, fez-me sentido. Ajuda a que o mais velho também se sinta importante, e que não sinta que passou para segundo plano com a chegada do mano.

    Tudo a correr bem com a Luisinha, e com a adaptação da Isabel à chegada da maninha!

    Beijinho,

    Catarina

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  4. Joana se me permites vou partilhar a minha experiência :) o AM nasceu quando o JM tinha acabado de fazer 2 anos (nasceu 3 dias depois). Aceitou super bem o irmão, adora-o desde o primeiro dia! E agora o bebé também já o adora! O AM era Muuuuitos chorão! Chorava no ovo, na espreguiçadeira, a andar de carro... Só não chorava ao colo claro está! Então ando muito ao colo, mamou sempre em ld (assim continua). Aos 3 meses lá acalmou! O JM era um bebé-santo, mas não gosto de fazer estas comparações, casa filho é único e especial e estamos cá para lhes dar muito mimo e amor! Os primeiros tempos são extremamente cansativos mas posso dizer que os vivi com uma felicidade extrema! A sério! É maravilhoso olhar para os meus rapazes, ver como se adoram e espero que seja assim para sempre. A ajuda do pai é fundamental!!! Mesmo! Para orientar banho e jantar enquanto nós amamentados ou tratamos dos bebés, mas tudo se faz! A casa fica um pandemónio, mas isso não interessa nada! Ah e não são poucas as vezes que estou a amamentar com um num braço e o outro sentado também em cima de mim! Ainda há pouco foi assim :)

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  5. O Baby B. Nasceu 4 anos depois da mana. As primeiras semanas foram puxadas, principalmente nas horas da mama. Era quando a princesa queria colo (e não foram poucas as vezes que dei colo enquanto dava de mamar) e mesmo até de madrugada, porque ela acordava com o mano a chorar. E ele chorava bastante. Além desta questão, começou a reinvidicar um dos pais sempre para brincar. "Quem brinca comigo?" Fazia esta pergunta sempre a chorar.
    Com muito carinho e abraços, ela foi percebendo que os pais continuavam ali com ela, também a precisar do carinho dela.
    O bebé foi crescendo e ela percebeu que tinha ali um companheiro. Que até lhe sorria :-)
    Passados seis meses engravidei de novo. Baby B fez agora mesmo um ano. E daqui a pouco tempo tenho outra princesa nos braços, e sei que a minha filha de apenas 5 anos vai ser uma ajuda preciosa. Porque cresceu muito neste último ano. Porque podemos ter conversas e processa e entende.
    Ela e o mano adoram-se e ve-los abraçados enche-nos a alma.
    Tudo vai ao sítio após uma adaptação.
    Se a tua filha é carinhosa, vai certamente receber a mana com muito amor. Tenho percebido que as crianças que nascem com boa índole, mantém-se fiéis a essa índole inata. Amor gera amor. Carinho gera carinho.
    Tudo vos vai correr bem.
    Não percas o cabelo!
    Eu vou tentar não andar a dar mama ao mesmo tempo que corro atrás do Baby B...
    É tudo uma questão de encarar o momento e definir prioridades. E não perder o cabelo é a prioridade! Para haver paciência para distribuir.
    Força. Vai ser só com uma mão :-)
    Beijinho ♥

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  6. Os meus diferença de 21 meses nos primeiros meses foi tranquilo porque o mais novo só comia e dormia. Depois por volta dos nove meses quando já interagia bastante e nós celebravamos as gracinhas como e normal ouve uma fase de ciúmes, que demorou algum tempo a passar até porque coincidiu com a fase das birras (3anos). Vai correr tudo bem Joana.

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  7. Os meus: 21 meses do primeiro para a segunda; o terceiro previsto para setembro, 27 meses depois dela. À exceção da estafa que é, porque os mais velhos continuam a ser bebés, só tenho a dizer bem da pouca diferença de idades. Não há espaço para ciúmes (eu diria que aos 3 anos é mais grave, aos 2 é perfeitamente gerível) e hoje em dia são a continuação um do outro, não se conhecem um sem o outro e é adorável vê-los juntos.
    Vai correr bem. Estamos cá para a ler!

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