terça-feira, 23 de agosto de 2016

Amamento há dois anos e meio.

Nunca pensei vir a dizer isto não só porque até efectivamente ter decidido engravidar, tal questão nunca me tinha passado pela cabeça. Infelizmente, talvez, porque não se vê muitas mulheres a amamentar em público e, por isso, ver bebés a ser alimentados de forma natural é raro. A verdade é que também, antes de ser mãe, não frequentava sítios para "crianças", daí também não costumar ver bebés e crianças. 

A amamentação só se tornou num assunto para mim quando comecei a ler sobre o parto. Li que era imperativo por o bebé a mamar na primeira hora depois do parto, senão o corpo não reconheceria (ou seria mais difícil) a ligação e tornaria tudo mais complicado. 



Vi que estava ali, naquele livro, um direito meu e da minha filha e que, pelos vistos, não seria respeitado em todos os hospitais ou circunstâncias. Comecei a interessar-me pelo assunto. Era importante. Ainda mais importante para mim que tinha decidido deixar de fumar assim que engravidei e que tinha tentado começar a fazer exercício e, portanto, a amamentação era só a continuação da minha preocupação em fazer tudo o mais saudável possível dentro daquilo que conseguisse controlar - claro que me fartava de falhar e houve muitos Lipton Ice Teas de Pêssego, Sumóis (ahah) de Ananás e gomas como lanche. 

Comecei a querer amamentar. Sabia que para que me sentisse bem no início desta aventura da maternidade, eu teria que amamentar, senti que era a minha parte. A verdade é que os primeiros meses foram um horror (como podem ler aqui). Não há maneira de suavizar a questão, foram um horror. Principalmente por causa da pressão que impus a mim mesma. E, depois, porque quanto mais informada estava, mais longínquas estavam as soluções que tanta gente fala da boca para fora sem saberem o quão enganadas estão, por muito bem intencionadas que sejam (muitas são, obrigada) - muita atenção a estas pessoas, apesar de que, se nos informarmos convenientemente, estamos a proteger-nos melhor dos danos que nos possam causar. Há imensos sítios onde nos podemos informar, nomeadamente aqui

Foi uma viagem muito turbulenta (mas que não precisa de ser, conheço uma boa dezena de mães que amamentar foi algo pacífico) mas que ainda não terminou. Terminou, sim, a parte de ser turbulenta. Agora é só bom. 

Ao longo de dois anos e meio de amamentação muitas foram as fases pelas quais tivemos de passar (a Irene, eu e o meu marido). Principalmente ficando um ano e meio em casa - algo que me ajudou IMENSO a que continuasse com a amamentação depois dos altamente recomendados 6 meses em exclusivo - estava 24 horas por dia disponível para a amamentar. Pelo menos fisicamente. De cabeça? Nem sempre me apetecia. Houve vezes em que me senti contrariada e zangada e demasiado cansada para conseguir ser minimamente racional. Houve dias em que a Irene me pedia para mamar mais do que 30 vezes numa hora. Nesses dias tinha sede, falta de miminho, o que fosse. Pedia porque queria. E, na minha cabeça, lá teria as suas razões. Aos poucos ia-lhe dizendo para esperar. Lá por volta do primeiro aniversário (já falando ela bem e tendo alguma capacidade de compreensão, portanto), ia-lhe mostrando que a mãe também faz as coisas dela e que a maminha iria surgir, depois de acabar de fazer o que eu estava a fazer. Aos poucos foi aprendendo a esperar. Havia alturas em que tinha de esperar, outras que não. 

Pelo meio, sugeriram-me milhares de vezes para que fizesse o desmame nocturno. Dormíamos muito muito mal. A Irene acordava de meia em meia hora ou, em dias bons, de hora e meia em hora e meia. Houve um dia que dei ouvidos e que, quando ela acordou, não lhe dei mama para ela readormeceu. Chorou muito ofendida. A minha tentativa durou 1 minuto (infernal). O cansaço leva-nos ao extremo. Houve muitos dias em que sonhei com um desmame. Em que dava ouvidos às pessoas mal informadas e que magicava maneiras de não ter as mamas mais disponíveis para ela. 

No Verão ficávamos (e ficamos) as duas transpiradissimas por estarmos tão juntas. Era ainda mais desagradável tentar adormecê-la, sendo que ambas ficavamos rabujentas por causa do calor... 

Só que. 

Só que depois, havia todos os outros momentos. Havia e há. Os outros momentos em que, quando chego a casa, sou recebida por uma miúda de fralda, com um coelhinho na mão e que grita ao mesmo tempo que ri: "quero maminha mãe, quero maminha!!!". 

E a maminha dela é enfiar-se no meu colo, com as pernas em cima dos meus braços, a fazer festas a ela própria com o coelho no nariz e em mim, na minha mama. É a barriga dela, de bebé, ele umbigo que, em tempos, tanto nos uniu, estar junto ao meu. É sincronizarmos as respirações de maneira a que quando ela insipire, eu esteja a expirar e façamos uma dança de barrigas. Isto enquanto ela bebe o leitinho da mamã que "sabe a mel" e que, depois de não querer mamar mais de uma maminha, depois pede "outra maminha, se faz favor, mãe". 

Gosto de a ter no meu colo sossegada. Gosto de lhe sentir os pezinhos nos meus braços e de os poder cheirar e por na minha boca, para os beijar. Gosto de a agarrar pela fralda e de lhe poder fazer cafuné enquanto "ela bebe o leitinho da maminha da mãe". A brincar, já lhe ofereci a maminha do pai "mas tem pêlo", a da Bubbles - nossa gata - "mas tem pêlo" e, por isso, lá vai havendo a maminha da mãe. 

A maminha da mãe que, depois de dois anos e meio de pois, significa miminho, colo e imensas defesas. Continua a desempenhar um papel muito importante na saúde dela, além de que também desempenha na minha. Sabiam que, enquanto damos de mamar, é produzida a hormona da felicidade? 

A Irene continua a mamar - não houve desmame algum - durante a noite. Já não acorda milhares de vezes. Acorda uma, quando muito e não houve qualquer desmame nocturno. Há imensas maneiras de conseguirmos descansar um pouco melhor durante a noite se tivermos um bebé amamentado. Falem, por favor, com especialista que tenham formação em amamentação. Uma dica que aconselho é ou dormirmos com eles ou termos uma cama grande para eles no chão para podermos adormecer com eles se estivermos cansadas, sim, mesmo que fiquemos com uma mama de fora. 

Os primeiros seis meses foram difíceis, os seguintes foram menos e agora não custa nada. Antes pelo contrário. Mama umas quatro vezes por dia, mamadas muito curtas (pelo menos para mim que não me importaria que ela ficasse mais tempo) e, aos poucos, está a voar. Ao ritmo dela. A um ritmo que também me permite a mim fazer o meu desmame. 

Já confessei e volto a confessar que toda a minha determinação (e loucura  - e não estou a brincar) em amamentar apesar de todos os obstáculos pelos quais tivemos que passar teve mais que ver comigo do que com a Irene. Não queria sentir que falhei porque, para mim, isto era importante. 

Não temos todas de dar a mesma importância às coisas. Temos sim de tomar decisões conscientes para que depois não fiquemos para sempre com um buraco no coração. É tentarmos o que conseguirmos, enquanto conseguirmos, munidas de boa informação. Se, depois, não der? Não deu. Há outras missões a ter em conta. Ser mãe não é só dar maminha. 

Eu gosto muito de amamentar. Amamento há dois anos e meio. Não sou melhor nem pior que ninguém, mas estou muito feliz por ter conseguido e por conseguir. 

Força a todas!

E, por favor, lembrem-se: metade do caminho para se levar a amamentação avante é estarmos bem informadas. Temos muito sobre amamentação neste blog, podem ler os posts todos aqui, andando para baixo. 

73 comentários:

  1. Estou a precisar de uma ajuda Joana! Estou na fase do desespero por não conseguir descansar uma noite inteira! Posso lhe escrever um Mail?

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    1. Vamos a isso, Ana: amaeequesabeblog@gmail.com

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  2. Adorei Joana!!!😂 Aqui já vão 9 meses de amamentação e é das coisas que mais prazer me dá na vida.Tive 0 dores amamenta lá (excepto qd ela teve sapinhos na boca e passaram p o peito aí até saltava xD).A Irene está lindaaa!!!beijinhos

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  3. mas não te incomoda que ela adormeça a mamar e continue a mamar a dormir? Quando a Marta começava a fazer chucha da mama continuamente era um incómodo terrível pra mim... uma sensação tão desconfortável, que eu nem conseguia dormir. tive mesmo de fazer o desmame nocturno quando ela tinha para aí 18 meses.
    Outra coisa q me interrogo: imaginas-te, sei lá, a amamentar a Irene com 5 anos se ela ainda quiser? Eu acho sim que o desmame natural é o melhor, mas não sei se, no meu egoísmo, era capaz de prolongar tanto... De qualquer forma aplaudo quem é capaz de o fazer! Leite da maminha sempre, leite de vaca é lixo pra nós! Força Joaninha!

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  4. Amamentar sabe tão bem. Tenho a minha Diana com 8 meses e meio e também passei por imensas dificuldades nos primeiros 3 meses. Perguntaram-me várias vezes se queria desistir, médicos inclusive. Continuei, até ontem. Ontem decidi começar o desmame porque me apareceu outra vez candidiase mamária. Por indicação da enfermeira especialista em amamentação e da pediatra, resolvi parar com a mama. Coincidência ou não, deixou de acordar de 2h em 2h durante a noite, agora só acorda uma vez. Foi um descanso! E gosto de ver o sorriso dela de cada vez que vê o biberão. Assim custa-me menos :)
    Parabéns pelo blog *

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    1. se tem candidíase mamária, é porque ela tem candidíase na boca. Convém limpar a boca do bebé com uma compressa embebida em água ou soro, a higiene oral deles começa ainda antes de terem dentes... evita as candidíases. Não é necessário desmamar já (a não ser que queira por outro motivo, claro). :)

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    2. Ainda bem que está mais feliz, Rita ;) Para as restantes mães que ainda estejam a amamentar e que venham a desenvolver candidíase mamária, não é necessário parar na maior parte dos casos (isto é, nunca li que fosse necessário ;)) JG

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    3. O meu bebé tem 13 meses e ainda mama. Tive inúmeras candidíases mamárias e nunca deixei de amamentar. Dói muito, muito. Mas eu sou muito teimosa e não desisti. :)

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  5. 1º Filho 25 meses, 2º já vamos nos 18... :) E ADOROOOOOOOOOOOOOO

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  6. Ahhah de mama de fora...ainda esta noite foi assim... já contamos com 2 meses e 22 dias de maminha.... viva as nossas maminhas. ❤

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  7. Amanhã faz um ano que o meu P nasceu. Amanhã faz um ano que amamento. Queria amamentar mas estava consciente das dificuldades que podem surgir. Não nos surgiram. Foi mais natural possível. Assim que saiu de dentro de mim puseram-no no meu peito e ele qual animal começou a roçar o seu pequeno corpo no meu para chegar à mama. E chegou. E mamou. Mamou muito. Agora ainda mama muito. Sempre em livre demanda. Agora quando tem fome e como falar ainda não é com ele puxa-me a roupa para cima e começa a roçar a boquinha dele no meu peito até alcançar o mamilo tal e qual os animais. Tal e qual como há um ano atrás. Há um ano que acordo de 1h30 em 1h30 porque ele tem fome, sede, um sono mau ou só porque tem saudades. Já pensei no que podia fazer para acabar com este corre, corre de mama durante a noite. Mas é como dizes não há nada melhor que a mão dele no meu peito enquanto mama. Não há nada melhor que os nossos olhares apaixonados, mesmo agora passado 1 ano. Não há nada melhor que ele a tentar fazer festinhas na minha cara enquanto mama. O meu dar de mamar é um gesto de amor para ele, o ele mamar no meu peito é um gesto de amor dele para mim

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  8. É totalmente assim já lá vão 18 meses e pensar que vai chegar o dia em que ela não vai querer mais confesso que me dói... lá está o desmame tem de ser para as duas mas por agora deixem-nos ser felizes!Obrigada pelo testemunho

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  9. Isto não é de forma alguma uma critica, mas honestamente não compreendo esse gostar de amamentar, essa necessidade. Tenho um bebé de 20 meses que só bebeu o colostro, depois passou ao biberão e nunca senti essa necessidade de amamentar, não estou a dizer que a minha opção é melhor que a tua, nem que amamentar é mau, nem que estás a fazer nada de errado, só que realmente não compreendo a necessidade de amamentar até aos 2 anos e meio. Claro que cada um dá valor a coisas diferentes e se isso vos faz feliz óptimo.
    Tânia

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    1. Já não é por necessidade. É por gosto ;) Obrigada pela forma clara como escreveu, não deixou dúvidas de que não fosse uma provocação!! ;)) Beijinhos

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    2. Olá Tânia!
      Compreendo tão bem o seu ponto de vista. Comigo, amamentar também nunca foi uma coisa que me desse muito prazer. Sentia-me orgulhosa de o meu filho beber do meu leitinho, por saber que era o melhor para ele, mas quando começou a custar muito, para aí às três semanas de vida dele, desisti sem grandes dramas. Não era uma coisa que para mim fosse muito importante (já lhe tinha passado defesas e coisas boas no meu leite) e, sem críticas nem julgamentos, admito que me faz confusão mães que amamentam até muito tarde, porque não me identifico de todo com elas.
      Por isso é que, acima de tudo, tem de haver respeito entre mamãs, porque nem todas somos iguais, mas todas somos as melhores mães que sabemos ser :)

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    3. E Joana, o teu testemunho é muito bonito :) O que importa no fim de tudo é tu e a Irene serem e estarem felizes e em sintonia ;)

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  10. ���� mt obrigada pelo testemunho. Tenho agora a minha segunda filha e estou mto feliz pela dependência de maminha. Maminha para se alimentar, dormir, acalmar, matar a sede.... tao bom. Ainda só tem 4 meses mas já sinto o sabor da vitoria. Não desistir à minima contrariedade e sobretudo ouvir o coração. A minha primeira filha mamou 3 meses mas desde sempre com ajuda do suplemento, aceitei criticas, desaforos e ofensas. Perdi o meu leite... secou de tristeza.

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  11. Lysa Arryn, és tu?? Eu sabia que ainda estavas viva!!

    All hail the Queen of the Vale!!!

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  12. Olá Joana, também amamentei a minha filhota até aos dois anos e meio,era sempre um momento tao bom e único que custou muito (a mim e a ela) fazer o desmame... Era horrível ela desesperar por querer a mama e não a poder ter...com isso ganhou o vicio de roer as unhas :( se fosse hoje,não sei se o voltaria a fazer porque sofremos muito com o desmame,mas as minhas marinhas (coitadinhas) também já não aguentavam mais..o melhor mesmo é ser um processo natural!
    Contudo,revejo-me nas tuas palavras...desde o pedir 30 vezes numa hora pra mamar,como dormir com ela na cama com uma mama de fora (já tinha comprado uma cama grande pra ela,pra eu poder lá ficar eheheh)...mas são momentos tao nossos,tao mãe e filha impossíveis de substituir... Hoje, ela já tem 4aninhos e 9meses e de vez em quando ainda as vai espreitar e eu pergunto "queres maminha" e ela faz aquele sorriso maroto e diz a rir-se " não mamã" :)
    Beijinhos e muitas felicidades

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  13. Olá Joana... Este post não podia vir em melhor altura... ESTOU A DESESPERAR!!! :)
    A minha bebé tem 14 meses e amamentar para mim tem sido maravilhoso... Ela adora as maminhas e eu gosto muito de lhe dar mama. O problema é que está completamente vidrada nas mamas quando está comigo e de noite acorda muitas vezes... :( Ela torna-se outra quando tem as mamas por perto... na praia e na piscina estou constantemente a fazer top less porque ela pura e simplesmente não me quer com a parte de cima do biquíni! e de noite não consigo descansar devidamente! já tentei deixar de lhe dar, mas tenho imenso leite e foram dores horríveis :( o que é que posso fazer para conseguir ultrapassar as dificuldades durante a noite? ela já passa bastante tempo na minha cama... Obrigada! Beijinhos para si e para a Irene que está uma pipoca!

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    1. Tânia, no meu caso falei com a Constança Ferreira do Centro do Bebé. Se conseguir essa disponibilidade, aconselho vivamente <3

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  14. Não amamentei (só uns 4 dias) não correu bem, mas não me martirizei nada por isso. Não lhe senti muito a falta confesso (talvez porque estava a correr tão mal). Mas achei o teu texto muito bonito Joana!
    Anónima Catarina

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  15. Por aqui grávida e a amamentar há "tchanan" 46 meses!Se imaginei que chegaria aqui? Não jamais, nem sequer foi planeado, deixei andar e nunca tive problemas. Desmame noturno natural, dorme a noite toda e a manhã se eu deixar, só mama uma vez antes de dormir e começa a ser dia sim dia não. Estamos no caminho do desmame natural, espero honestamente que esteja concluído antes da irmã nascer.Deixei de sair e jantar fora? NÃO, adormece com o pai, sem mamas claro, sempre foi assim. Cada uma com a sua opção desde que consciente e informada. Não faço juízos de valor das escolhas diferentes da minha até ao dia em que alguma dessas pessoas questione a minha...aí há muito argumento científico por onde ir... ASS. Cátia.

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    1. Qual é o argumento científico para uma criança de 4 anos (por favor, o escrever em meses denota como ainda a vê como um bebé e, assim, justifica a sua escolha) ainda mamar? Não faz qualquer sentido, lamento. Ao menos admita, como a Joana, que o faz por si e não pela sua filha. A partir do 1 ano não há qualquer justificação médica para se continuar com a amamentação. Para isso continuem até aos 18, ou sei lá, pela vida fora! Sempre é melhor que bebam o leite da mãezinha, que o leite de vaca, certo?

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    2. ninguém diz 46 meses... LOL diga antes quase 4 anos!! :)

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    3. Essa parte dos 46 meses já me fez rir. Leite de vaca é que não, qual o sentido de beber leite que é produzido para um outro bebé mamífero? Quanto à amamentação, se a faz feliz (a si, porque a sua filha deve estar nem aí para mamar ou não), força!

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    4. "A partir do 1 ano não há qualquer justificação médica para se continuar com a amamentação."
      Quem o diz? O anónimo? Quem? Explique por favor.

      A OMS recomenda o aleitamento materno em exclusivo até aos 6 meses e após a diversificação alimentar NO MÍNIMO até aos 2 anos.

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    5. Grande LOL.... a justificação é dela..as mamas são delas o filho é dela e lá é que sabe.
      O meu quando tiver 46 meses ou quase 4 anos se ele quiser também vai mamar...se o fizer sentir melhor porque não?
      Ao 18 eles já não querem as maminhas caídas das mães...mas se quiserem apalpa las por mim tou sempre lá nem que seja pra lhes dar colo mais uma vez.

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    6. Marta Gameiro Branco23 de agosto de 2016 às 17:51

      Eu dou-lhe uma razão Anónimo: Está a ver uma criança que não come, que fica doente e que não aguenta nada no estômago? Sabia que beber LM pode evitar um internamento por desidratação? (só um exemplo) Sabia que quantos mais anos amamentar menos hipóteses tem de desenvolver cancro da mama? Sabia que os desmames precoces é uma coisa "Ocidental". Se calhar se lhe tirarem algo de que goste muito ou que o ajude a situar-se no Mundo até é capaz de entrar em depressão (não, não estou a exagerar)

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    7. Ah, adoro quem manda bitaites que contrariam a OMS e a UNICEF. Super informadas :) e depois sai cocó.

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    8. Marta Gameiro Branco, sabe que as baixas taxas de mortalidade infantil, o acesso a cuidados de saúde, a educação sexual, o acesso a medicamentos e comidas diversificadas que nos melhoram a vida, o acesso generalizado a informação, etc também são uma coisa à "Ocidental", não sabe?

      Para quem comentou sobre a OMS, sabem também que se trata de uma organização mundial e que, por isso, emite recomendações para países com realidades muito díspares. Essas da amamentação prolongada fazem sentido para países em desenvolvimento, onde os cuidados de saúde e a alimentação escasseiam. Não para países como Portugal.

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    9. Olá Anónimo. Obrigada pelo comentário. O seu argumento é muito pouco eficaz no sentido em que as necessidades fisiológicas das crianças e nutricionais são as mesmas e é nisso que se baseiam as recomendações, não no dinheiro que os pais terão em casa ou não. É o melhor para a criança, esteja ela onde estiver. JG

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    10. Ora se o lm é fundamental para os países subdesenvolvidos então imagine o que não fará no Ocidente onde não se tem metade dos problema. Lá por não ser essencial à sobrevivência não quer dizer que se deixe de dar uma vez que não é só alimento. Sabia que a incidência de asma atopia e doenças infecciosas é maior em bebés de biberão? Acha normal crianças com menos de 3 anos já terem tomado uma data de vezes antibióticos na vida? Prefere um miudo saudável ou andar sempre a caminhar para o hospital?

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    11. JG, as necessidades fisiológicas das crianças e nutricionais não são as mesmas em qualquer parte do mundo. Se a criança estiver num país sem as condições mínimas de higiene, sem acesso a alimentação, com uma mãe subnutrida, exposta a doenças graves, as suas necessidades são umas. Se a criança estiver num país desenvolvido, com acesso a cuidados de saúde, num ambiente limpo, com uma mãe saudável, com acesso a todo o tipo de alimentos, as necessidades são outras.

      Marta Branco, eu não sou contra a amamamentação, aliás, como referi, acho que a mesma faz todo o sentido durante o período de alimentação exclusiva a leite (primeiros 6 meses) e numa primeira fase de introdução de alimentos/enquanto a criança ainda é pequena e está numa primeira fase de desenvolvimento. A partir mais ou menos do 1º ano, já não faz qualquer sentido, vivendo a criança num país desenvolvido. E, infelizmente, a correlação que faz entre bebé saudável = bebé amamentado e o seu oposto não é necessariamente verdade. Isso não é uma fórmula universal e matemática. Podemos dizer que estatisticamente e com base nos estudos feitos há uma maior incidência de doenças em bebés de biberão. Mas existem "N" casos a provar o contrário. E esses estudos normalmente referem-se aos primeiros meses de vida de um bebé (lá está, quando 100% da sua alimentação é leite), não a crianças de 3 ou 4 anos.

      Como se vê da amostra dos comentários aqui, as mães que amamamentam prolongadamente fazem-no por si. Porque "adoram amamentar", adoram o contacto que isso lhes proporciona com os seus filhos, falam com mágoa do dia em que deixarão de o fazer... e, isso sim, devia ser objecto de um estudo, pois a mim denota-me é algum desiquilíbro dessas mães, da relação que têm com os filhos e da dificuldade que parecem ter em vê-los crescer e serem independentes delas.

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    12. Há crianças a leite materno que tem essas mesmas doenças e quem tenha andado a leite artificial e nunca tenha ido ao hospital nos primeiros anos de vida. O leite materno pode ajudar mas não é milagreiro. Nem o leite artificial e o diabo que manda os miúdos para o hospital na primeira coisa. Há muitas coisas que podem contribuir para isso, nunca vou perceber esta postura de um leite é bom e um leite é mau. O meu filho tinha 3 meses e mamava LM em exclusivo quando ficou 5 dias internado no hospital com problemas respiratórios. Ainda a leite materno, voltou a ter recaídas. A única vantagem na altura de estar a dar mama foi que não tive de ouvir comentários a dizer 'aí, ele ficou assim porque estava a biberon..' Acho o apontar o dedo a quem escolhe dar suplemento mau, ambos são alimento e ambos cumprem o seu propósito e ninguém é pior mãe por fazer essa escolha, na minha opinião.

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    13. Tal como as que desmamaram admitem que não gostavam. E a independência não se traduz na mama. Que eu saiba eles só mamam na mãe. O meu filho tem dois anos exactos. Come sozinho já não usa fralda nem de dia nem de noite (sim pede para ir) na creche adormece sem mama nem xuxa. Já sabe pedir quando tem sede e fome. Com dois anos não me parece mais dependente que outros que não mamam. A independência ensina se e estimula se. A mama é o porto de abrigo. Se não a tiverem vão arranjar outra coisa de certeza. Que seja algo que não lhe dê cabo dos dentes.

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    14. Caro anónimo,

      Diga-me, acha mesmo que é sequer remotamente possível o leite de vaca ser melhor nutricionalmente para uma criança que o da sua mãe? Um leite de outra espécie ser mais adequado para nós do que da nossa?

      Sim, porque as crianças que são desmamadas cedo, passam a beber LA ou leite de vaca "em natureza", certo? Because f**k logic, não é? Se as crianças precisam de leite, faz sentido que consumam o da mãe. Sabe, a ideia do desmame natural é essa. Ao desmamarem, indicam que não necessitam mais de leite. E aí faz sentido cortar o leite da dieta, não é tirar o da mãe para introduzir outro...

      Enfim. Gente q não amamenta (ou amamenta "pouco") que quer tanto achar q não faz mal que vai buscar esses argumentos da treta do "países de terceiro mundo".

      A minha médica de família ficou admirada, uma vez, por eu amamentar a minha filha de 18 meses (na altura). Perguntou-me pq o fazia, se ela já podia beber leite de vaca. Eu disse-lhe "Dra, está mesmo a querer dizer-me que o leite de vaca é melhor para a minha filha que o meu?" e ela "Não, não é melhor. É só para ter uma dieta idêntica à da família".
      WTF? Ent deixo de dar à minha filha o melhor só para ela "ter uma dieta idêntica à da família"?!

      Enfim, lógicas da batata. O mundo está perdido :)

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    15. Vou ter de contrariar a linha de pensamento do anónimo inicial. Eu armamento há 21 meses e, honestamente, preferia já não amamentar, mesmo com a recomendação da OMS de o fazer no mínimo até aos 2 anos (e a OMS nao distingue países desenvolvidos de subdesenvolvidos, nesse ponto é universalmente avaliada a necessidade alimentar do mamífero ser humano seja na Terra ou em Marte, ok?). Eu amamento porque tem corrido bem e porque a minha filha adora, delira, além de que praticamente não come por cada dente que rompe e específicamente nessas alturas procura mesmo muito a mama. Continuo a não entender esse limite que estabelece do 1o ano de vida, mas gostava de compreender. Era só isso. É que claramente no meu caso, pelo menos, eu amamento pela minha filha e não por mim, além de que estamos no verão e estou sedenta dum mojito e de largar as vitaminas de amamentação que tomo desde o início da gravidez :p

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    16. Starbreaker e que necessidade de leite têm crianças de 2, 3, 4 anos,npir aí fora? A mesma que você tem aos 20, 30, 40, etc. Vai continuar a mamar aí também porque é o melhor? O leite adaptado ou de vaca é tratado e é tão saudável como qualquer outra coisa que o seu filho possa comer a partir do 1 ano. Se acha que o leite materno é esse santo graal, esse elixir de saúde e pureza, espero que mantenha então o seu filho numa redoma em relação a tantos outros aspectos da vida (e a si também, enquanto fornecedora desse leite), para não entrar também nessa lógica da batata. Acham mesmo que estão a dar uma enorme mais valia aos vossos filhos por os amamentarem aos 3 anos? Que vão ter menos doenças e ficar em primeiro na turma em comparação com os pobrezinhos que beberam fórmula? A sério que a vossa visão do mundo é assim tão simplista? Tantos anos de evolução na medicina e nas condições de vida, para agora meia dúzia de obcecadas com os filhos acharem que sabem mais que médicos e que descobriram um remédio natural e que é normal e incentivável terem uma criança de 4 anos a mamar (se calhar com um saco de gomas ao lado).

      Marta, precisamente porque a OMS nao distingue países desenvolvidos de subdesenvolvidos e avalia universalmente a necessidade alimentar do mamífero ser humano seja na Terra ou em Marte, é que essa avaliação deve ser vista "lighthearted", sem ser uma bula ou remédio santo a seguir à risca. Porque haverá realidades onde a mesma fará mais ou menos sentido. Onde poderá ser adaptada ou mesmo até não seguida porque há outras condicionantes a ter em conta.

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    17. E porque não conseguirmos viver todas no mesmo mundo, mães que não amamentam (por que motivo for e ninguém tem o direito de criticar) e mães que amamentam (durante os meses ou anos que quiserem e ninguém tem o direito de criticar)?
      Aconselho quem ainda não leu, a ler os livros da Constança Cordeiro Ferreira, tal como ela diz o mundo seria muito mais fácil para mães e bebés se isto da maternidade não fosse uma competição e as mães em vez de criticarem se ajudassem umas às outras.
      Eu dei-lhe 15 dias, maioritariamente com o biberão ,refeições intercaladas entre o meu leite tirado com bomba e LA. Não estava a correr bem e eu não estava com capacidade emocional para travar essa "batalha", por isso decidi que assim era o melhor para as duas. Decidi porque posso, porque tenho esse direito! Assim como quem decide amamentar até x anos tem esse direito!!
      Cabemos cá todas :)

      Vanda

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    18. O leite de vaca não é saudável. Sabe q os países onde as pessoas consomem mais leite de vaca são os q apresentam valores mais altos de osteoporose? Que o seu corpo liberta mais cálcio quando bebe leite do que aquele que o leite lhe dá? Saudável, mt saudável. Para sua informação, a minha filha desmamou aos 22 meses. N pratiquei a amamentação prolongada. A minha filha constipou-se duas vezes, nunca tomou antibiótico e tem quase 3 anos, mas não, não sou capaz de dizer q foi graças ao meu leite "milagreiro", não é assim tão linear. Eu não preciso de leite, pessoas de 20 30 40 60 anos n precisam de leite. Mas se precisassem, o LM seria sempre melhor q o de vaca. Mais adequado nutricionalmente. E não, a minha filha não come gomas, obrigada pela preocupação. Adoro essa mentalidade: por dizer q o leite de vaca não presta, sou daquelas q mantém os filhos numa redoma, pq uma coisa tem tudo a ver com a outra! :)
      Há espaço para todas as mães, não é uma competição, cada uma faz o q é melhor para si. O q origina estes debates é ousarem dizer que o LM só é bom até x tempo, como se tivesse data de validade, ousarem dizer q passado x tempo o leite de vaca passa a ser a melhor. Newsflash: Não é e nunca será melhor, tenha o bebé3m, 6m, 2 anos, ou 5, ou 29, ou 67 anos.

      Atenção que estamos a falar de benefícios nutricionais, isso é indiscutível, nem falo dos afectivos, pq aí, se uma mãe n gostar de dar mama e der contrariada, passa o stresse ao bebé, mais vale não dar e serem todos felizes com o LA. Cada uma sabe de si. Só não se atrevam a denegrir os benefícios do LM, p justificarem as vossas escolhas, pq fazem realmente má figura...

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    19. Sim, o leite de vaca é um demónio. Também o é o gluten, a carne, o peixe, os transgénicos, o açúcar, o aspartame, os fritos, o óleo, a gordura, os legumes de cultivo em massa, o álcool, o café, os refrigerantes, o chocolate que não seja 99% cacau, etc. É tudo horrível e mau e não podemos beber/comer nada, excepto leite materno, esse é o único alimento puro e bom. Pessoas: diversidade! Qualquer uma das coisas que mencionei não têm problema nenhum se forem consumidas moderadamente e no meio de uma dieta diversa e rica em todos os alimentos, bem como acompanhada de um estilo de vida saudável (com exercício físico, por exemplo). Se a criança beber fórmula ou, posteriormente, leite de vaca, não vem daí nenhum mal ao mundo. Tal como se vocês em adultos o fizerem. Relax! A sério que acham que com os vossos comportamentos/restrições conseguem influenciar assim tanto eventuais doenças/problemas? Uma parte sim, através da tal alimentação diversa e estilo de vida saudável que falei. Outra parte infelizmente não é controlável por nós. Isto não é assim tão big deal, comam/bebam o que quiserem.

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    20. não vem nenhum mal ao mundo, mas se beber LM fica melhor servida :)

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    21. Então, caro anónimo inicial, eu devo no dia do 1o aniversário da minha filha dizer "parabéns, pequena criatura, agora acabou a maminha, faz-me à vida que a mãe vai à dela"?
      Leu aquela parte em que digo que já gostava que a moça me largasse as mamas? E a parte em que digo que quando rompem os dentes só quer mama e praticamente não come?
      O leite materno não é nada uma fórmula mágica! Mas também não é o diabo que está para aí a pintar sem fundamentar minimamente.

      Ah, e continuo sem saber porque é que diz que o leite materno só se justifica até aos 12 meses. Pode explicar, por favor? Quero verdadeiramente perceber.

      Mais uma dúvida: eu vivo na Suécia e sou extremamente abastada, devia ter passado a leite adaptado antes dos 12 meses por viver nesta condição?
      Já agora: a minha irmã mais nova está desempregada. E o marido também. Deve manter o leite materno até mais tarde?

      Esclareça este espírito desassossegado, por favor.

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    22. Não há pachorra para as mães : " dei de mar até aos 2X meses e o meu filho só teve 2 constipações... bla, bla bla wiskas saquetas..."
      Tanto investigador e cientista que se perdeu (conseguem fazer considerações e tirar conclusões de uma forma brilhante e com uma enorme facilidade... é só pena é que quando puderam escolher o que queriam fazer se tivessem dedicado a outra coisa e não à ciência, mas enfim...)

      Mas agora junto-me a essas mães e conto a minha história.
      Tenho 3 miúdos.
      Da primeira, dei de mamar, com suplemento, até aos 4 meses e foi para a creche aos 6 meses - é uma miúda super saudável, não há cá problemas de pele, alergias, whatever.
      O do meio mamou até aos 2 anos (26 meses mais precisamente, para as mães que ainda contam em meses) - é intolerante à lactose, alérgico ao ovo (alergia gravíssima - tem de andar sempre com a Anapen) e proteína do leite de vaca, tem asma (anda sempre com a bomba atrás), pele super atópica e, claro, viroses a toda a hora (só foi para o infantário aos 2anos e meio).
      - o mais novo mamou até aos 9 meses e é igual à mais velha - sem alergias e intolerâncias.
      Poderia fazer uma análise epidemiológica, como várias mães aqui fizeram nestes comentários (e a minha amostra, comparativamente às suas, é mais representativa).. mas não o vou fazer, simplesmente porque seria um absurdo... não tem a menor significância estatística.
      Por isso, façam o favor de usar os vossos casos isolados como o exemplo de um conjunto de variáveis (nem vocês sabem quantas) que resultam nessa situação. E não façam considerações causa-efeito absurda.
      Em relação à "polémica" leite de vaca.. Sim o ser humano não precisa de leite, mas também não precisa de uma série de coisas que ingerimos e gostamos de comer, e que fazem parte dos nossos hábitos alimentares. Basicamente precisamos de proteína (carne, peixe ou, para quem não quer matar animaizinhos, mistura de várias leguminosas), hidratos ( um cereal, um tubérculo), vitaminas+minerais (uma fruta e um vegetal), e água é claro.
      Por isso, limitem-se a estas coisas e deixem lá tudo o que é processado.

      Acrescento ainda que o leite de vaca não é essencial na alimentação (crianças ou adultos) mas é muito melhor que muita coisa que os miúdos comem. E por isso é tão recomendado para os miúdos (mais vale o leite que muitas das outras coisas que lhes dão).
      Ana Rita Teixeira

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  16. Adorei, Joana! Uma inspiração. Eu também amamento faz 23 meses daqui a dois dias, apesar de tudo e de todos... e é tão bom! Parabéns pelo vosso blog. Beijinhos, Susana

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  17. Amamentei o meu filho até aos 4 anos e meio...e afirmo qua é a sensação mais maravilhosa que existe,uma ligação indiscritivel que tenho com o meu filho...Adorei o seu texto.

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  18. Olá, 4 anos de amamentacao. É uma menina muito independente mas à noite pede sempre a maminha ( mas adormece com o pai ou outros familiares). Sou actualmente muito pressionada para acabar com a amamentacao ( inclusive por profissionais de saúde que me dizem que "isso não faz bem às tuas hormonais") e às vezes sinto me um pouco ET. No entanto vou deixar este tema fluir naturalmente e não fazer do desmame um stress.

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  19. Não dei de mamar ao primeiro filho, por razões que agora não interessam. Tenho a perfeita noção que o leite materno é melhor que o artifical (só ainda não consegui perceber em que medida) mas gostava de aprofundar mais sobre este tema. Gostava de saber mais sobre benefícios nutricionais, ou seja, fora a ligação mãe e filho.
    Aconselham ler alguma coisa?
    As minhas questões são por exemplo, no teu caso Joana, é tão importante para a Irene mamar como comer legumes? Ou mais? LOL pareço parva, mas realmente não sei mesmo quais os benefícios nutricionais de dar de mamar.....

    bjs

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    1. Leia os livros da Constanca Cordeiro Ferreira. Aconselho, lê-se muito bem (li numa tarde cada um deles) e são bastante esclarecedores!

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    2. É uma optima sugestao aqui da leitora de cima, mas tambem pode fazer uma pesquisa rapida no google ir a vamosdardemamar.com 😊

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    3. É uma optima sugestao aqui da leitora de cima, mas tambem pode fazer uma pesquisa rapida no google ir a vamosdardemamar.com 😊

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  20. Só quem amamenta sabe o que é e o quanto especial se torna a cada fase deles.
    O meu martim tem 25 meses e é vidrado nas maminhas da mãe ( até faz cara feia ao pai se ele se aproximar demais).
    Tive uma fase que achava que estava a ficar sem leite pois ele não andava a mamar muito...fiquei angustiada ( o pequeno te vai ficar tão triste sem o jeitinho da mãe) felizmente foi umas aftas que não o deixavam pegar na maminha da mãe.
    Ser mãe é amamentar é perfeito para mim tem seus altos e baixos assim como tu Joana adoro cada segundo das mil uma mamadas por dia( se possivel claro).
    Mas confesso também que tenho saudades de beber um copito (acho que quando beber Caio logo pro lado só com um shot de Baileys ahahah) de ir dar um pezinho de dança porque ele não fica na avó à noite sem a maminha da mãe....
    Aí Joana Joana como compreendo tudo o que dizes.
    Parabéns para ti e para todas nós que somos fãs nr1 da tão maravilhosa hora da amamentação :) bjinhos
    Tânia Ferreira

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  21. Eu fui amamentada até aos 2 anos e não sofro de nenhum transtorno psicológico por isso, nem nenhuma ligação pouco saudável com a minha mãe. Amamentei em exclusivo até aos 6 meses 2 filho e conto fazer o mesmo com o 3º. Com os 2 fiz desmame aos 12 meses, sem dramas. Confesso que me faz confusão ver meninos ainda a mamare nunca quis para mim /nós essa dependência. Aliás, apesar de gostar de amamentar, também gosto de sentir que volto a ser dona do meu corpo. Quando gabam a qualidade do meu leite eu explico sempre que me devem gabar o espírito de sacrifício. No meu caso implica estar disponível quando o bebé quer - nem olho para o relógio - e isso pode implicar períodos em que o bebé pede mama a toda a hora; dormir pouco, mostrar as mamas em todo o lado, cheirar aleite azedo, e outras coisas desagradáveis,

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  22. Olá Joana.. Amamento há 20 meses e é tal e qual como diz.. O problrma é que aqui estou na parte de desespero... Acorda muitas vezes, só me quer a mi. E nao consigo descansar.como fez? Uma ajuda por favor.
    .

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    1. Segui recomendações da Constanca do Centro do Bebe, Ana. Aconselho vivamente!

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    2. E força, Ana!.... sei bem pelo que esta a passar 😘😘😘

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  23. Amamentei os meus dois filhos até aos 5/6 meses, com a diversificação alimentar o leite começou a escassear e eu deixei ficar assim porque também não queria amamentar mais tempo. Gostei enquanto durou mas, como comentou alguém aqui, gostei também de voltar a ser dona do meu corpo. Faz-me confusão ver crianças mais velhas ainda a amamentar, nunca quis isso para mim. Felizmente o desmame e a transição para LA foi pacífica.

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  24. Parabéns pelo texto! Fartei-me de chorar, porque também adoro amamentar mas estou prestes a fazer o desmame. Estou neste barco há 16 meses, com muito orgulho! Agora grávida de 9 semanas os médicos recomendaram o desmame, não por interferir com a gravidez, mas para evitar que o meu filho se sinta rejeitado/substituído quando o irmão/irmã nascer. Sei que neste momento é o melhor para ele mas está a ser muito difícil para mim, choro baba e ranho. Espero que corra bem, porque é um caminho sem retorno.
    Beijinhos

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    1. Pq não amamentar em tandem, portuguesa? ... Imensas mulheres o fazem! http://brasil.babycenter.com/thread/295063/amamenta%C3%A7%C3%A3o-na-gravidez

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    2. Obrigada pela partilha! Acho que o tandem não é para mim, porque iria ter imensas dificuldades a gerir os ciúmes e as mamas e os braços. Não me imagino. Espero que nessa altura o meu pequenote já não se lembre da mama!

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  25. Este link é que é, desculpa. http://vilamamifera.com/depeitoaberto/aleitamento-materno-durante-a-gravidez-e-em-tandem/

    Joana Gama

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    1. Obrigada pela partilha! Este artigo é mesmo muito bom! 😊 beijinhos

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  26. Acho que já se disse quase tudo sobre o tema - curiosamente os posts de amamentação geram sempre bastante controvérsia. Eu sou totalmente a favor da amamentação e do desmame natural. A minha filha vai fazer dois anos e mamou enquanto quis (que foi pelos 12 / 13 meses) mas confesso que também tenho alguns "segundos pensamentos" sobre amamentação muito prolongada. Para mim há qualquer coisa que não me faz muito sentido em ver uma criança - perdoem-me a expressão - com uma coxa de frango numa mão e a mama da mãe na outra. Acho que a partir de certa altura é como continuarem a usar fralda, ou a não comerem pela mão deles ou outra coisa qualquer: isto é, é confortável, é mimo, é preguiça mas acho que os devemos incentivar a crescer. Opinião totalmente não médica e honestamente desconheço benefícios do leite em idades mais "avançadas." Acho no entanto admirável que ainda se tenha leite passados dois anos! No meu caso aí apartir dos 10 meses talvez começou a reduzir muito e a sensação que tinha é que já pouco leite devia haver (a minha filha não se queixava mas..!). Ainda assim, não haja dúvidas que as mulheres devem fazer aquilo com que se sentirem mais confortáveis e viva este país em que somos livres de o fazer ;)

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    1. Concordo quase totalmente consigo mas discordo em comparar a mama à fralda e afins. Tb sou de acordo que se deve incentivar o desmame mas com o seu tempo. Se reparar bem não há crianças pequenas totalmente independentes. Se não é a mama é a xuxa é um cobertor é um boneco é o dedo. Pode dormir com os pais, pode dormir com a luz acesa. As crianças precisam de tempo. Se não for a maminha elas arranjam outra coisa :)

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  27. Olá a todas!
    Há 4 meses que sou mamã e estou a amamentar em exclusivo. Não estava com quaisquer expectativas, pois desde a minha bisavó que não havia maminha na minha família, mas eu tenho é parece que é muito boa! Não quero fazer planos de desmame, não quero nada que me atrapalhe ou stresse nesta questão, mas há uma questão que não me sai da cabeça: e quando os dentes aparecerem? Não dói? Não é estranho? É exequível?
    Ass: SUIT

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    1. não dói, não é estranho, é perfeitamente exequível. Podem morder qd aparecem os primeiros dentes (a minha só o fez uma vez, pq doeu tanto q mandei um berro involuntário e assustou-se), mas se disser q não e tirar a mama quando mordem eles percebem rápido que não é permitido. Força!

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    2. Concordo em absoluto com a StarBreaker. O meu tem 4 dentes, dois em cima e dois em baixo, e morde-me em todo o lado (especialmente quando estão novos dentes a romper) menos na maminha. E não, não é esquisito, nós não sentimos, nem vemos, os dentes durante a mamada. Dê de mamar até quando quiser(em)!

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  28. Adorei o artigo, parabéns :-)
    Amamento o meu filho há 25 meses. Ele tem alergia alimentar, pelo que o leite materno é ainda mais importante para ele. Para poder amamentar tenho feito dieta restrita há quase 2 anos. Cheguei a deixar de comer: peixe, algumas carnes, ovos, frutos secos, vermelhos, citrinos... Se tem sido fácil? Não, não tem. Mas tento fazer o melhor para ele e adoro amamenta-lo.
    Houve alturas em que duvidei chegar tão longe e sem dúvida que tenho conseguido graças ao esforço e a estar bem informada, é essencial receber boa informação.
    Já tive dois médicos que me aconselharam a desmamar, mas enquanto for possível vou manter a amamentação.

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  29. Joana Obrigada por partilhares a tua experiência. Sou mãe há 15 dias e a amamentação tem sido um tema delicado, nao porque me doa ou não tenha leite mas porque tive que inserir o suplemento algo que não queria. Contudo, vejo que a minha bebé está bem mais satisfeita. Mas vou continuar a insistir na maminha! A tua história da me imensa força e é uma inspiração. Obrigada.

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  30. Olá! Amamento à 16 meses. Os primeiros meses foram uma tortura por vários motivos(privação de sono, gretas nos mamilos, o fazer da mama chucha, etc) . Acho que as minhas hormonas só voltaram à normalidade por volta dos 9 meses. Durante a licença chorei a pensar que preferia estar a trabalhar a estar com a minha bebê e depois continuava a chorar por ter noção destes tristes pensamentos. Apeteceu-me desistir várias vezes mas nunca o fiz pois tal como outras coisas, este era um objectivo a que me tinha proposto e desistir seria para mim falhar como mãe. Não queria desistir antes de perceber que tinha tentado dado o máximo de mim. E dei. E consegui! Amamentar tornou-se leve e prazeroso. Agora enfrento outro dilema. Já deveria estar a trabalhar por turnos mas como ainda amamento, continuo com horário diário reduzido. Eu esforcei-me para nós chegarmos aqui e o meu objectivo é que a R faça um desmame natural mas o tempo passa, a minha situação (e a de mais uma colega) não é bem vista pela entidade patronal (nem eu me sinto bem) e, ironicamente, as primeiras pessoas a apontar o dedo e a falar nas nossas costas são... mulheres. Fico triste, onde deveria haver cumplicidade...Resumindo, amamentar foi terrivel nos primeiros tempos mas agora flui com toda a naturalidade e, já que me empenhei tanto, está a custar-me imenso negar à R aquilo que ela ainda quer por causa de pressões exteriores.

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  31. Olá! Tudo o que a Joana diz neste post, podia ter sido escrito por mim!
    Amamentei durante dois anos e 10 meses. E não foi mais porque o desmame foi absolutamente natural - um dia, ele disse que não queria: "é água, mamã!" :-)
    É água?!?! "Sim... Não tem chocolate!" :-)

    E pronto Acabou-se... e eu tenho tantas saudades...

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