sábado, 1 de outubro de 2016

Hoje a Luísa faz quatro meses e hoje fiquei deprimida

Hoje a Luísa faz quatro meses. 

Hoje conheci um casal - ela sueca, ele português - pais do Isaac e do Oliver. O Isaac tem 3 anos e o Oliver 8 meses. Estão cá em Portugal 3 meses, de licença de maternidade. Sim, na Suécia, país onde ele trabalha há 5 anos, as mães têm direito a 380 dias de licença - 13 meses - que podem, se percebi bem, ser usados/espalhados durante anos. A mãe pode tirar, imaginem, 3 dias por semana durante anos. O pai - e isto foi a coisa que mais me espantou - tem direito a 6 meses de licença. Sim, leram bem, mais do que uma mãe em Portugal. Podem fazer este esquema: mãe tira 3 dias por semana e pai os outros 4, sem falar nas horas de trabalho: "começamos às 7h mas depois saímos e ainda temos um dia pela frente, não é como aqui que temos de esperar pelo chefe para sairmos por último". Na Suécia, não há creche antes do primeiro ano dos filhos, não há o conceito de berçário. E eles cá estão, 3 meses em Olhão, com a família dele, a aproveitar a vida, a família, a construir memórias. Fiquei meia deprimida. Viemos passar o fim-de-semana ao Algarve (este ano ainda não tínhamos cá posto os pés), toda contente por estarmos dois dias em família, a achar-nos uns sortudos (que somos, é verdade...), mas há países que vêem mais além, que percebem que os primeiros anos são essenciais para o desenvolvimento de uma pessoa e que mostram que é possível pôr a economia a mexer assim mesmo. A Luísa hoje faz quatro meses e eu fiquei deprimida porque por cá ou temos de pôr uma licença sem vencimento (quando dá...), despedirmo-nos (isto se houver rendimento suficiente na família, o que é raro...), abdicarmos de uma carreira para que os nossos filhos tenham o direito de crescer com uma mãe (ou pai) mais presente. É triste. Pronto, já desabafei.

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28 comentários:

  1. Que sorte :( em França só tive direito a ficar com ela depois de nascer até aos 3 meses!

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  2. Tb concordo.... deviamos ter direito a pelo menos um ano de licenca, nao era demais era o justo... tenho uma bebe com 6meses, que vai pra creche ( bercario). na segunda pra eu voltar ao trabalho na sexta.... sinto me completamente desnorteada, vai custar demasiasdo...

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  3. Olá, Joana!
    Não fiques deprimida. Há outras coisas maravilhosas que a Luísa recebe dos pais e do país, onde nasceu e cresce. Olhos no positivo!
    É verdade, os países nórdicos dão muita importância à família. Eu vivo há 7 anos na Alemanha e foi nesta fase da minha vida que me dei conta de como em Portugal nos falta olhar para as famílias e integrá-las em vários domínios. Mas é de sublinhar que cada vez há mais coisas em terras lusas que correm nesse sentido, assim vejo eu à distância e nas férias. Para além do exemplo que dás e que acrescento o meu: o meu marido poderia, se quisesse, ficar de licença até 3 anos. Preferimos que ficasse um mês após o nascimento da nossa princesa e depois outro mês quando ela fizer um ano. Claro que tem um corte significativo no ordenado, mas há compensações para lá das financeiras. Eu, mesmo não trabalhando, recebo 300 euros durante um ano e o abono familiar é perto dos 200 euros. Interessante na maternidade, caso a família deseje, paga um x, e tem um quarto familiar, assim o pai e os irmãos podem ficar desde os primeiros minutos de vida com o recém-nascido e mãe. Mas não é só neste aspecto que se vê a preocupação com a família. Por exemplo os hotéis estão super bem equipados para receber famílias com crianças e até famílias numerosas, com quartos comunicantes, mas também com babysitter, sala para brincar... e o mais fascinante são os pequenos centros de férias, espécie de aldeias de bungalows, com piscina coberta, insufláveis, teatro, e milhentas coisas para uns dias ou semanas de descanso, em família. Na Alemanha uma grande parte das mães não trabalha para cuidar dos filhos. Talvez por isso depois as escolas puxem os pais (sobretudo as mães, pela razão anterior) para participar também em várias actividades (na escola) com os filhos. Inclusive organizam tardes de café e bolo para as mães conversarem entre si, conhecerem-se e saber mais da vida escolar em geral. Se há algo que eu fico imensamente grata, pela mudança para a Alemanha, é ter tempo para os meus filhos. Quando hoje eles vão - às oito - para a cama, recordo-me que há 7 anos atrás, era mais ou menos a essa hora que eu chegava a casa com o mais velho, depois de um dia de trabalho, em que a minha mãe já o tinha ido buscar ao infantário, dado banho e de comer. Podia estar aqui a contar imensas histórias que nos aconteceram a propósito, como por exemplo aquela vez, em que o meu marido, ainda com o espírito laboral português, ficou para lá das cinco e ouve alguém que o mandou para casa, para gozar da companhia da família.
    Sim, Joana, é isso que me leva a gostar estar na Alemanha. É isso que me traz as lágrimas aos olhos de gratidão. Existe, no meu caso - como emigrante, outros aspectos, que me trazem também lágrimas aos olhos, mas que não tem a ver exactamente com este assunto (a distância da família e das nossas referências).
    Mas, olha, sabes o que um médico italiano nos perguntou: "Com um sol maravilhoso em Portugal, o que fazem vocês na Alemanha!?" Pois é, o sol, o calor, o mar, os sabores, os cheiros, a descontracção das pessoas... talvez compensem :-)

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    1. Adorei o seu comentário....mas infelizmente o sol, o calor, a família não paga contas....um bjinho...também imigrante....

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    2. Também estou a viver na Alemanha há quase 3 anos e subscrevo este comentário! A valorização do tempo para a família aqui é espectacular! Mas o sol, a praia, o mar, as tempetaturas amenas... Que saudades!!

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  4. Infelizmente em Portugal ainda fazemos uma gestão organizacional muito de brincadeira... ainda não se percebeu que dar é receber, que são os recursos humanos que dão valor acrescentado às empresas. .. por isso temos de pedir para sair a horas com ar muito sofrido e as famílias não podem ser prioridade! Felizmente enquanto trabalhei em PT vivi uma realidade diferente, mas infelizmente continua a ser assim... aqui na Alemanha tb temos condições muito melhores... e como se constata, qualquer um dos países e mais produtivo que o nosso Portugal. Nisto não seguimos exemplos. .. é pena!
    Viva tão intensamente quanto conseguir! ... e parabéns pelos 4 meses! A Luísa está maravilhosa ☺

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  5. ja conhecia o esquema sueco e de outros países nórdicos no que toca a licença de maternidade mas o que me deprime ainda mais e trabalhar numa empresa sueca que está radicada num país onde as licenças são ainda mais pequenas que em Portugal (4 meses e a máxima possível). É preciso ter azar!

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  6. Caramba isso faz tão sentido. Essa parentalidade tão boa! É um direito nosso e principalmente um direito dos nossos filhos cresceram com os pais presentes. Tenho um menino de 3 e um de 1 ano e sinto bem os dias da semana a fugirem com tanta correria. :(

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  7. Depois da licença normal pode ainda tirar até 90 dias de licença complementar. Tem de ser imediatamente a seguir à outra licença e só se recebe 25% da remuneração bruta, mas sempre é melhor que licença sem vencimento (e não pode ser recusado pela entidade patronal)

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    1. Exactamente o que eu e o meu marido fizemos!

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  8. meu filho nasceu na Áustria, tive direito a licença-maternidade durante 2 anos, recebendo 75% do meu salário e outras benesses dirigidas à criança. isso seu deu em 1994. já não é mais assim...

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  9. meu filho nasceu na Áustria. tirei 2 anos de licença, recendo 75% do salário + benesses relativas à criança. foi em 1994. hoje já não é assim...

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  10. Na minha singela opinião este esquema que nós temos até convém aos países do norte. Nós acabamos por ser a mão de obra barata que por exemplo a Alemanha tanto precisa. O meu marido também trabalha numa empresa alemã e não é por isso que sai do trabalho às 17 como os seus colegas alemães. Aliás isso é até mal visto por cá. Quando é que está mentalidade muda senhores?

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  11. Também eu passei por esse sentimento quando tive de começar a trabalhar. Mas é preciso ir um pouco mais além na análise. O Estado português está longe de ter este tipo de condições para os pais portugueses. Quantos de vocês recebem abono por exemplo? As pensões sofreram cortes tremendos. Quanto pagamos nós por livros escolares? Quanto pagam os jovens de propinas nas universidades públicas? Estamos tão longe de chegarmos ao equilíbrio. Com tanta corrupção, com tão pouca aposta na educação e tecnologia. Com tão poucas empresas a arriscarem, não se iludam, o nosso estado jamais terá condições de dar mais tenpo à familia.

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  12. Na suiça temos 14 semanas de licença. O pai tem no maximo 3 dias dependendo da empresa. Muito aquem das minhas expectativas um país que sempre me disseram ser top para viver. Vi-me obrigada a por o meu filho numa ama para ir trabalhar porque aqui não dá para estar sem trabalhar, o custo de vida é elevado. Inscrevi o Duarte na creche quando ainda estava grávida, a lista de espera era de 24 meses. Nunca foi chamado. Tenho amigas que já trocaram de ama imensas vezes e nenhuma serviu porque as amas querem é dinheiro e não se interessam, muitas vezes, pelas crianças. Portanto, Joana, não fique deprimida. Em Portugal não é assim tão mau. A Suécia é um país em 10. Todos os outros são ainda demasiado capitalistas para pensar na estrutura familiar e para se mentalizarem que quanto mais forçam as pessoas a este tipo de vida stressada e triste... mais doente e pobre fica a sociedade. A mim,é isto que me deprime. Beijinhos. Adoro os seus textos :-)

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    1. Pois... Cheguei recentemente à Suiça porque o namorado adora cá viver, e também me faz confusão como este pais tão "para a frente" ter tão pouco tempo de licença... E ter de recorrer a amas e afins - basta ver a quantidade de anuncios na net a pedir alguém que vá buscar a criança à escola e que fique com ela...Claro que aqui pode-se sempre pedir uma redução de horario de trabalho com redução no ordenado, mas... Enfim... (Obrigada pela informação, pensava que era só 12semanas que ae tinha!)

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  13. Em Portugal o pai ou a mãe podem tirar dois anos após a licença inicial. É certo que não se recebe, mas não estamos dependentes de uma licença sem vencimento. E sim, muitas vezes eu tiro 3 dias por semana.

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    1. Sim Maria. Claro que pode. Há até quem possa trabalhar em casa porque felizmente tb há entidades patronais que vêem mais além. Mas isso é para mt poucas mães! Só para quem pode. Vá dizer isso à maioria dos patrões e logo vê o que eles lhe dizem!

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    2. Ninguém diz o contrário. A minha empresa não é melhor que as outras, faz o correto. Mas há muita gente que não sabe que isto existe! Há uns tempos perguntei à Joana Gama, num comentário, porque tinha pedido licença a vencimento e não tinha usado esta Licença (Licença para Assistência a Filho, acho que é o artigo 51). Ela nunca tinha ouvido falar!

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    3. Não disse o contrário. A minha empresa não é melhor que as outras, faz o correto. Mas há uma quantidade enorme de pessoas que não se informa. Os meus colegas veêm muitas vezes perguntar-me que dias têm direito, que licença devem por. Há uns tempos perguntei à Joana Gama, num post, porque não tinha posto Licença para Assistência a Filho (2 anos) em vez de uma Licença sem Vencimento. Ela não fazia ideia do que eu estava a falar.

      Maria

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    4. Concordo com a Maria. E acrescento: em Portugal os pais podem tirar, de forma partilhada, 1 ano de licença após o filho nascer. Eu e o meu marido fizemos assim:
      - 5 meses eu (a ganhar 83% do salário)
      - 1 mês ele (a ganhar 83% do salário)
      - 3 meses ele (a ganhar 25% do salário)
      - 3 meses eu (a ganhar 25% do salário)

      Está tudo previsto e explicado no site da Segurança Social. Ainda juntámos as férias todas desse ano e eu tirei 1 mês seguido no 1º mês dele (ou seja, fiquei 6 meses seguidos em casa) e ele tirou 1 mês seguido no meu último mês (ou seja, ficou 5 meses em casa). Assim ficámos esses 2 meses em casa em simultâneo!

      Neste momento, já estou a trabalhar, mas estou com horário contínuo (entro às 9h e saio às 16h e almoço em 30min no local de trabalho).

      A questão é que em Portugal a maioria das empresas não respeita os direitos dos trabalhadores, os próprios trabalhadores desconhecem os seus direitos e os salários são baixos, logo, muitos casais não podem suportar os gastos de um deles estar a ganhar apenas 25% do salário (mas também não têm gastos com creche nesse período). E ainda não há uma visão de verdadeira partilha das responsabilidades parentais entre os homens e as mulheres.

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    5. Concordo com a Maria. E acrescento: em Portugal os pais podem tirar, de forma partilhada, 1 ano de licença após o filho nascer. Eu e o meu marido fizemos assim:
      - 5 meses eu (a ganhar 83% do salário)
      - 1 mês ele (a ganhar 83% do salário)
      - 3 meses ele (a ganhar 25% do salário)
      - 3 meses eu (a ganhar 25% do salário)

      Está tudo previsto e explicado no site da Segurança Social. Ainda juntámos as férias todas desse ano e eu tirei 1 mês seguido no 1º mês dele (ou seja, fiquei 6 meses seguidos em casa) e ele tirou 1 mês seguido no meu último mês (ou seja, ficou 5 meses em casa). Assim ficámos esses 2 meses em casa em simultâneo!

      Neste momento, já estou a trabalhar, mas estou com horário contínuo (entro às 9h e saio às 16h e almoço em 30min no local de trabalho).

      A questão é que em Portugal a maioria das empresas não respeita os direitos dos trabalhadores, os próprios trabalhadores desconhecem os seus direitos e os salários são baixos, logo, muitos casais não podem suportar os gastos de um deles estar a ganhar apenas 25% do salário (mas também não têm gastos com creche nesse período). E ainda não há uma visão de verdadeira partilha das responsabilidades parentais entre os homens e as mulheres.

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  14. Ca, cada um pensa em si. Os governantes, de modo geral, são os primeiros a dar esse exemplo. Gosto do meu país, mas é triste ve-lo deteriorar-se. É triste pedirem filhos e não darem benefícios em troca. Vamos ter filhos para passarem necessidades, para serem depositados em escolas até a idade laboral. E o conceito família?!

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  15. Ok têm essas beneces e tudo mas... é dos países com maior taxa de suicídio da Europa e são conhecidos por serem bastante permissivos na educação. Depois a nível de carreira: não tenho s cereteza de que estanto tanto tempo sem trabalhar e tirar esses dias extra vá ajudar grandemente na evolução da carreira. Parece me sim que ficam anos e anos em stand bye a ver colegas 100% disponíveis a passar à frente. Já agora qual é a média de idades do 1 filho? Não haverá por aí muito avó a ter tempo para ficar com as crianças? E essas beneces são para todos ou só para funcionários públicos e gente que tem o emprego garantido? E qual a média de filhos por casal? 2/3 ou é um país de filhos únicos?

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    1. E a quem importa a carreira, quando se tem uma família? A mim não me importa de certeza. E até tenho um bom emprego, mas digo-lhe, jamais pretendo subir na carreira (ainda que isso implique ganhar mais), quando isso implica estar mais disponível, sair mais tarde, não poder programar férias como me aprouver, ter de ter sempre o telemóvel ligado, trabalhar ao fds, etc etc.

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  16. Por vezes nós fixamo-nos na parte e não vemos o todo. Apesar destas benesses em termos de licença da paternidade/maternidade existe depois o resto. Eles nao ficam sempre bebés. Aliás desde cedo que aqui se promove a autonomia das crianças, que para uma mãe portuguesa pode parecer frieza. Por exemplo no último ano do infantário um grupo de pais, onde estava incluída, foi com os seus filhos e um polícia, treinar o caminho para a escola, de modo a que eles possam ir e vir sozinhos. É um incentivo dado pelo sistema! Muitos vão ao pão sozinhos, brincam com os amiguinhos sozinhos na rua... Este incentivo à autonomia vai por aí fora. Para muitos alemães é estranho a maneira como paparicamos os nossos filhos. E aquela coisa de ficarem até aos trinta dependentes dos pais... não é comum. Aqui vê-se muitos miúdos a distribuir jornais, e jovens a ter trabalhos em paralelo com os estudos. Para além disso, cruzamo-nos na rua com muitos jovens já com filhos. Se eu me achava nova com 25 anos para ter o meu primeiro filho, muitos com essa idade já têm dois. Mas atenção, se há a realidade de mais do que dois filhos por família, também há uma geração que prefere cães a filhos. E sublinhe-se que os imigrantes ajudam bastante a taxa de natalidade do país. Quanto aos avós, os idosos aqui são muito activos. Não vejo realmente muitos a ter o papel de "ama", mas também existe um bom apoio em termos de infantários, que em relação a Portugal tornam-se baratos (alguns até gratuitos), mas a maior parte deles abertos apenas até 15 horas ou pouco mais. Em termos de educação são rigorosos e exigentes, separando já na quinta classe os que têm chances de ir para a faculdade e os que poderão enveredar por um curso profissional. Ainda poderia referir que as crianças aqui com muito facilidade entram em terapia. As mais vivas são rapidamente apelidadas de hiperactivas. Muitas andam em ergoterapia, logopedia... Por isso, realmente não sei se deveremos "invejar" o sistema alemão ou sueco. Cada um tem as suas características, com vantagens e desvantagens. E continuo a dizer, que apesar de não pagar as contas, o ambiente descontraído, com sol, mar... de Portugal pode ser muito melhor do que 3 anos de licença.

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  17. Melhor é uma empresa sueca, que também está presente em Portugal, dizer que 500€ dão perfeitamente para os seus trabalhadores viverem bem em Coimbra. E mais não digo

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  18. Percebo a Joana. Mas...
    Portugal está muito atrás, em termos de nível de desenvolvimento, de uma Suécia e de uma Alemanha, por isso é normal que não seja possivel o mesmo tipo de licenças. Claro que também acho que é questão de mentalidades. Mas se invejo algumas coisas na mentalidade do norte da Europa, há outras que acho a mentalidade Portuguesa bem melhor para os nossos filhos.
    Eu estou numa situação ao contrário. Vivo num dos países mais pobres do mundo. Aqui a licença de maternidade da mãe é de 2 meses (quando já trabalha há um ano, senão é uma semana). E para o pai é só mesmo o dia do nascimento da criança (mesmo que seja um domingo às 10 noite, é esse domingo mesmo). É claro que choca, mas aqui, ao contrário do norte da Europa, pretende-se um controlo de natalidade (além de não haver recursos para grandes licenças).
    E ainda assim, o meu filho tem uma qualidade de vida muito superior do que teria em Portugal (sem falar no resto da europa), por várias razões, mas acima de tudo pela mentalidade geral. Aqui grande parte da população são crianças, então há uma habituação às mesmas que nunca tinha visto em parte nenhuma. São como um adulto e recebem o mesmo tipo de atenção e respeito (considerando que são crianças claro).
    Sinto que em Portugal e resto da Europa as crianças são vistas como pequenos aliens, muito queridinhas demais, e muito terroristas demais.

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