terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Borrifei-me para o trabalho!

Li um livro recentemente (é mentira, não "li", comecei a ler as primeiras páginas) e aprendi uma coisa gira. É um livro que fala de produtividade e de posturas perante a vida (meu Deus, parece pessoa à beira de um meltdown) e o tipo apercebeu-se de que estava tudo errado, que trabalhamos a vida inteira protelando a nossa felicidade para a reforma que é quando já não estamos fisicamente e mentalmente aptos para podermos fazer coisas giras e interessantes. Ele diz que nunca deveríamos deixar de trabalhar. Antes devíamos trabalhar três meses intensamente e nos três meses seguintes estarmos de férias a concretizar "sonhos" e voltar ao trabalho árduo. Que assim garantíamos felicidade constante, sentimento de ambição, etc. Fez-me algum sentido mas como não trabalho por conta própria não dá para fazer isso. E ele diz que também valorizamos demais o dinheiro e que não precisamos de ser extremamente ricos para sermos felizes e por isso que devemos apenas trabalhar "o suficiente". Bem, já perceberam que o tipo se fartou de dizer coisas nas duas páginas que li (e que adorei, mas a Irene adoeceu e não sei quê). Isto tudo para vos dizer que queria muito fazer uma massagem mas que nunca tinha encontrado o tempo certo porque "não dá aqui, não dá ali, agora não dá jeito por causa disto". Ahhh que se lixe, vou amanhã na hora de almoço. Fui. Entrei stressada porque era "a hora de almoço" e já sabia a priori que iria chegar atrasada, mas decidi "borrifar-me para o trabalho". Não costumo, a sério que não. 


Fui ao Float in de Belém, um espaço super acolhedor mas que me deu aquela sensação de "a gaja que decorou isto, sabia mesmo o que estava a fazer" porque todos os pormenores batiam certo. Como uma banda que, quando diz estar a improvisar, parece estar tudo combinado. Até pelas pessoas que me receberam. Lindas, sorridentes, calmas. 



Fui logo encaminhada para uma sala de relaxamento. Onde preenchi uma ficha com as minhas preferências e recebi um chá. Um chá antes da massagem porque "lá está", todos os pormenores batem certo. 




Não é que seja muito versada em massagens, mas adorei o pormenor de me darem a cheirar os óleos que eu quereria que fossem usados na massagem porque tive um claramente preferido e gosto mesmo muito de aromas... São importantes para mim. 




Tenho de ir à manicure, reparei agora (outra mentira). Entretanto, a sala estava a ser preparada. A sala que, mais uma vez, correspondia por completo às outras duas pequenas e carinhosas salas. Sala em que a música não se sobrepunha ao momento, mas que o coloria de cores quentes, em que a luz era ajustável e que a cama... a cama... tão, mas tão confortável que quase que a quis levar para casa. Toalhas suaves. A massagista de meias para não fazer barulho a andar de um lado para o outro, o aroma que escolhi, a pressão que pedi e sem pressas. Minhas e dela. Foram duas horas (desculpa, chefe) em que me borrifei para tudo o resto. Tudo. Até para a Irene. Consegui só ouvir a música, sentir a tolha a roçar-se-me no lombo e as mãos da massagista a dialogar com cada centímetro do meu corpo. Fiz uma mistura de drenagem com relaxamento (aproveitei para me livrar de algum desgaste do ginásio). Fiz, não... fizeram-me. No sentido de uma massagem.. não daqueles "fazeres" que levam a Irenes. 


Saí da massagem como se tivesse nascido. Não porque tenha ficado suja de placenta, nada disso. Senti que fiz um restart, que estava pronta para tudo e mais alguma coisa. Que nada me iria tirar de mim, nenhuma birra, nenhuma discussão, nenhum problema. Vi a vida com outros olhos e só com uma massagem. 

Consegui também fazê-las rir. Eu gosto quando não proporciono o relaxamento dos músculos faciais, antes pelo contrário. Foi uma óptima hora de almoço. Foi um "vou ali e volto já". 

... Pena ter sido no dia em que a Irene veio a ter a convulsão. Tenho de repetir (não a convulsão, Jesus!) e recomendo-vos vivamente a tomarem todas as decisões "fora da rotina" que puderem, borrifando-se dentro das vossas liberdades, claro. Só não me soube a pato porque não me deram pato para comer, senão saberia. 

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3 comentários:

  1. E que livro é esse que andas a ler? Deve ser muito interessante ;) Não tanto como o "vosso" livro mas em duas páginas dá muita informação ;)
    É que estou quase a terminar o "vosso" ;) Beijinhos

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  2. Também fiquei curiosa para saber qual é o livro?

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  3. Beeeem....o que eu não dava por uma hora dessas... estava a ler e foi tudo tão bem descrito que parecia que estava lá😀, mas acordei logo porque ja tinha o mais novo agarrado às minhas pernas.
    Sou mãe a tempo inteiro de dois meninos um com 8 anos e outro com 20 meses. E nem para ir fazer xixi tenho descanso há sempre alguém de volta de mim😣.
    O que eu não daria por uma hora dessas 😭

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