quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Pai em pânico (#02) - Com muito cuidadinho...

Perto do final do primeiro trimestre de gravidez da minha namorada, tivemos um pequeno susto. Para dizer a verdade, um mini susto. Nem sei se chegou a ser um mini susto! A melhor forma que tenho de descrever é que seria o equivalente a um susto provocado por um fantasma introvertido: “Com licença… se não for transtorno… buh!”.

Não é necessário entrar em grande detalhe sobre o que se passou, mas a verdade é que “cuidado” passou a ser a palavra de ordem cá por casa. Fomos inclusivamente aconselhados a evitar qualquer espécie de relação sexual durante um mês, o que por mim não me preocupou nada. Eu sou um atadinho, introvertido, sem a autoconfiança para engatar sequer uma lima. Meses sem sexo tenho mais do que pedras no meu caminho. #castelodecastidade


Quando passou o dito mês, o médico disse que podíamos retomar as relações sexuais desde que o fizéssemos com muito cuidadinho. Uma vez mais, senti que estava a jogar em casa. Afinal as palavras “espera”, “mais devagar” e “ui ui ui” compõem todo o meu vocabulário de conversa porca na cama. Mas a verdade é que a primeira vez foi stressante. A todo o momento senti que estava a fazer algo potencialmente prejudicial. Se me permitem dar algum detalhe, eu estava tão preocupado que a cadência entre penetrações dava para ler o “Anna Karenina” de Tolstói. Por outro lado, é com muito orgulho que anuncio um novo record de endurance sexual: 57 minutos! Isto está de tal forma que aproveitamos o sexo para pôr o Game of Thrones em dia.

Felizmente, todo esse constrangimento já se encontra para trás e, ao entrar na 28ª semana, tudo está de volta ao normal, se não contarmos com aquela perturbadora ocasião em que 2 segundos depois de terminarmos, a minha namorada fez questão que me dizer que o bébé se estava a mexer imenso. Mas isso é tema para outra crónica.

4 comentários:

  1. Panicagem normal... e o bebe mexer-se muito também, imaginem com duas na barriga.. o reboliço que era!!! ahahahaha

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  2. Ahahah... Sei bem o stress que é ter medo de "fazer o amor"... E de sentir o bebé mexer imenso depois "de". Lá que é estranho é! 😉

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