domingo, 31 de janeiro de 2016

Perdi o medo!

Tudo começou porque aqui a menina queria ir ao Ikea para comprar aquele rolo de papel gigante para os miúdos andarem a fazer desenhos à vontade (que acho que é para por num cavalete). Fui e claro que me deliciei na parte dos brinquedos para ela. Achei que precisávamos de ter experiências novas depois das aguarelas, lápis de cera, lápis de cor e canetas de feltro. Foi a vez das tintas. Claro que primeiro comprei um bibe (demasiado grande, mas também não vai para uma passagem de modelos) e depois desgracei-me ali na outra secção (fui reconhecida por algumas leitoras no Ikea - tão queridas - se eu não tivesse com um ar muito simpático, é só porque a minha infecção urinária começou nesse dia - too much information, i know). Comprei as tintas (que dizem ser só a partir dos 5 anos, mas acho que se estivermos com eles, não há problema), o tal rolo de papel e as canetas carimbo. A nível artístico foi isto, mas depois também (como temos uma cozinha nova para ela) comprei os vegetais e os tachinhos e os doces para ver se ela começa a entrar mais no mundo do imaginário. 

Hoje (domingo), foi dia de ficar em casa porque ela pareceu não estar bem da garganta durante a noite. Toda a actividade durou muito pouco tempo (foi imediatamente antes do almoço) mas foi o suficiente para que construíssemos memórias e ela fizesse coisas novas - o mais importante de tudo. 

Perdi o medo de fazer chavascal artístico cá em casa (com as devidas precauções) e valeu a pena. Vale mesmo! Ainda a pus a limpar o chão e tudo! 





















Amamentação: o que vou fazer diferente da 2a vez

Amamentei a Isabel até aos 9 meses, 5 meses em exclusivo. O primeiro mês foi horrível, depois passaram as dores. Aos 3 meses, novas dificuldades, quando fui trabalhar (e apesar de ter tirado litros de leite logo a partir dos 2 meses). Muitos momentos maravilhosos pelo meio, inesquecíveis. Um fim, para mim, precoce. Muito stress e muitos sentimentos de culpa à mistura. Toda a história desta aventura, aqui.


O que vou fazer diferente na próxima:

- pedir ajuda logo na fase da descida do leite

- chamar uma CAM cá a casa nos primeiros dias, para confirmar a pega e pedir conselhos e ajuda, caso necessite

- não olhar tanto para o relógio, fazer livre-demanda sempre

- não ligar tanto aos percentis nem levar tão a sério todos os comentários no centro de saúde

- ouvir-me mais

- dormir mais com a bebé, perto de mim

- fazer mais pele com pele

- não me aventurar num concerto, mesmo tendo tirado leite, estando 5 horas fora de casa, com as mamas a rebentar e em sofrimento

- não ir trabalhar aos três meses, mas sim aos seis

- tentar introduzir o biberão mais tarde (há outras opções a experimentar, como o copo ou a sonda de dedo)

 - partir para a experiência sabendo que pode ser difícil, mas conhecendo melhor o meu corpo e sabendo que há picos de crescimento e que é normal eles "passarem a vida" na mama

- fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que a amamentação seja bem sucedida, mas sem stressar tanto e sem exigir demasiado de mim.


Imagem We Heart It

Calma. Vai correr tudo bem.

50% de Luísa!

Como é que já estou a 50% da gravidez? Não me lembro disto passar tão rápido da Isabel!
Já vou fazer a ecografia morfológica, beber aquela mistela do piorio e tudo e tudo?

Bem sei que estou no trimestre mais "fácil", que ainda não tenho os desconfortos normais da gravidez, ainda consigo dormir de barriga para baixo (não se deve?), sinto-me enérgica e sem vontade de fazer xixi a cada 10 minutos, as pancadas que levo da Luísa são calminhas - e tão boas! - mas parece que até aqui foram três dias.

[tirando o facto de estar doente e não poder tomar nada de jeito, tudo perfeito]







Estou hoje de 21 semanas e 4 dias, nas fotos Love Lab estava com 19.

sábado, 30 de janeiro de 2016

A mãe é Cabaz de tudo - vencedor!

E a vencedora do Cabaz... foi... [suspense, suspense]

Recapitulando todos os presentinhos...


Sapatos de Carneira da Tru-Tu-É


Manta By Mom

Ilustração da My Nest
Gorro ou Touca do Atelier das Trapalhadas


Snack and Seat da Mada in Lisbon


Pack de Festa Party'm Love


Nuvem Dream Catcher da Molde Design Weddings
 

Cartões de gravidez/nascimento/criança da Wonderland Parties



Toalhão + Toalha de Rosto Bewee (personalizada)



E ainda um mês de aulas Play & Music no Gymboree Play and Music Carnaxide



A vencedora é... 


Mónica Dias!

Parabéns! 

Envie-nos um email para amaeequesabeblog@gmail.com, por favor.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

As mães não têm tempo para estar doentes!

Antes de ser mãe uma dor de cabeça é uma dor de cabeça. Depois de ser mãe é uma comichão.

Quando se é mãe, perde-se direitos. Sim, sim. É isso mesmo. Não há cá grande repouso quando estamos com febre, nem há tempo para nos queixarmos de dores de garganta. No fundo, passamos a ignorar as maleitas e, às vezes, até parece que elas não prolongam a estadia no nosso corpo porque não lhes damos grandes abébias. 

Então se tivermos o infortúnio de ficar doentes ao mesmo tempo que os filhos, não há cá olheiras ou corpo dolorido que nos deite para uma cama. É continuar a arrastarmo-nos e até a fazer boa cara, porque eles também estão a sofrer e precisam de nós mais do que nunca.

Se estivermos grávidas então, temos de juntar a tudo isso o facto de não podermos tomar grande coisa. São as mézinhas, os chás e pouco mais. Mas temos força. Não sei explicar como. Arranjamo-la nas entranhas. Temos um bebé na barriga, outro cá fora e temos de nos pôr boas. E pomos. Sem grande espaço para lamúrias. Esta arte do fingimento acaba por resultar, como se o papel que interpretamos passasse a ser mesmo real. 

As Mães não têm tempo para estar doentes! Verdade?


Isabel recuperada desde domingo, eu... assim-assim também! Quase.

Há quem pense que somos um casal.

E daríamos um bom casal ou não? ;) Fomos entrevistadas para a NiT (depois claro que contamos tudo assim que for para ser publicado) e, no final, como tinham de nos tirar umas fotografias, fiz-me logo ao bife para enviarem para nós que assim sempre temos coisas giras para mostrar. A Joana decidiu ir de branco como o "anjinho" que é. Assim parece o Light Side of The Force e eu fui com um vestido que não entendo!! Já explico... vão lendo as legendas! (sff, que também é bonito)

Este vestido é da colecção Outono Inverno, mas é de manga curta. O que é que é suposto fazer com isto? Eu pus uma long sleeve, pronto, mas isto é um bocado à anos 90. Na prática o que é que é para fazer? 

Reparem no sorriso maroto da Joana, ela sabe que se abrir a boca toda que fica com aquelas mini covinhas adoráveis. Ela sabe! Quando dizemos que "a Mãe é que sabe", estamos a falar da Joana, pois pois! Eu, no fundo, achei que era a melhor maneira de lidar com o sol a bater-me nas trombas. 

Decidimos assumir que sim, que daríamos um bom casal lésbico. E como sei que a Joana é muito muito apelativa para os mandriões, decidi fazer cara de que o bebé é meu. É meu. 

Tentem ignorar o meu pedaço de lombo ali de lado. Isto, aos poucos, vai ao sítio. A Joana é a segunda grávida mais elegante do país. A primeira todas sabemos quem é, não é? É.

Aqui quis parecer jornalista e séria, ao mesmo tempo que desviava a atenção dos flancos (banha lateral), mas fiquei igual a um irmão do meu pai que era pastor e usava o cabelo comprido - não correu bem. A Joana com o sorriso das covinhas, não falha! Sacana!
   
O momento em que me dá um pequeno AVC e me esqueço de abrir um olho e deixei cair um braço. Acho que, no fundo, metade do meu corpo adormeceu, mas ninguém deu por isso. 

Ainda hoje na entrevista nos perguntaram se alguma vez nos zangámos por causa do blogue ou por causa de outra coisa qualquer e fiquei muito feliz por sermos tão, mas tão compatíveis. Respeitamos o espaço de ambas, ela sabe lidar comigo e eu gosto muito dela (eu sou a de azul, para que não restem dúvidas) e este é o nosso filhote. No fundo, sim, somos um casal.

Obrigada a vocês pela paciência de lerem as nossas parvoíces.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

"Esse bebé não existe".

Sou amiga da autora no Facebook e até recentemente fui a uma consulta com ela para falarmos do sono da Irene. A Joana Paixão Brás leu este post (que a Constança fez no seu próprio Facebook) e pediu para falarmos com ela para saber se podíamos publicar aqui porque é importante. É mesmo muito importante. Espero que ajude algumas de vocês e que vocês ajudem outras mães a pensar assim, com o ritmo certo. Falei sobre o livro da Constança aqui




"A Raquel estava preparada para ter um pós-parto organizado e tranquilo. Como muitas de nós, visualizou-se a viver as semanas após o nascimento da Carolina da mesma forma como vivia habitualmente: com tudo sob controlo. Portanto, eu entendi perfeitamente o que a Raquel me quis dizer quando soluçou ao telefone: “isto não é como eu pensava”.

O que estava a passar-se com a Raquel era que a Carolina estava a ocupar-lhe todo o dia e isso apanhou-a de surpresa.

«Dou-lhe de mamar e ela mama durante quase uma hora. Depois mudo-lhe a fralda e penso que agora ela irá dormir, mas ela não quer ficar na alcofa e chora. Tento acalmá-la, só sossega ao colo, comigo a andar pela casa. Dormita dez minutos e acorda. 
Quando dou por mim já está novamente a pedir mama e eu não fiz mais nada entretanto. Depois tudo recomeça. Não consigo fazer mais nada. Não faço nada o dia todo».

Muitas mães reconhecem-se neste relato da Raquel. 
Não se passa nada com a Carolina, ela está só a ser um bebé de três semanas. 
Mas a exigência e a continuidade de cuidados que um recém-nascido precisa são quase sempre muito maiores do que aquilo que alguma vez pudemos antecipar.

Porquê? 
Porque nos preparamos para cuidar de um bebé “cache”, quando na verdade os nossos bebés são bebés “carry”. Precisam dos nossos braços, quase tanto como precisaram do nosso útero. Partimos do princípio de que se formos organizadas e metódicas e rigorosas, tudo estará sob controlo.

De que teremos “rotinas” e que o bebé vai mamar de três em três horas e que depois dormirá sossegado e que, enquanto o bebé dorme, nós conseguiremos arrumar a casa ou cozinhar ou enviar emails, ou tomar um duche relaxante.

Quando isso não acontece, e na maioria dos casos, não acontece, sentimos que algo está a falhar. No caso da Raquel, ela própria sentia-se a falhar: “O que é que eu estou a fazer de errado para ela não querer ficar sozinha?”.

(...)
A primeira coisa que eu tenho que dizer à Raquel é que o que está errado não é ela, nem é a Carolina. O que está errado para a maior parte de nós é a ideia de que o pós-parto é algo que devamos “gerir”, como se gere um desafio no trabalho.

Inconscientemente, continuamos a procurar o bebé dos livros que lemos, sem saber que esse bebé não existe. Continuamos a acreditar nas mamãs de revista, que mantêm a casa impecável e cabem na roupa de antes da gravidez quinze dias depois de terem tido um bebé.

Procuramos em nós essa mulher, procuramos no nosso filho esse bebé e não encontramos.

Pois bem, para começar o caminho de verdadeiro entendimento com o bebé que temos no colo e com a mãe que nasce em nós, é preciso despedirmo-nos sem pena dessa mãe e bebé imaginário que na verdade nunca existiram a não ser na nossa cabeça"

Constança Cordeiro Ferreira in "Os Bebés Também Querem Dormir" (ed. Materia Prima, Abril 2015)

Imagem: Nikki McLure

Truques para não falhar uma dieta (de quem já perdeu 10kgs num mês)

Lá vou ter que contextualizar outra vez porque nem toda a gente lê o blog todos os dias e a toda a hora. Estou a passar por um processo de rebranding da minha pessoa, estou a melhorar-me: comecei por dentro (hipnoterapia e tal) e agora estou (continuando a trabalhar "por dentro") a continuar o trabalho para fora (cuidar da minha imagem: maquilhagem, cabelo, roupa, dieta, etc). 

Contei-vos que perdi mais de 10kgs num mês e o que aconteceu no mês seguinte? Chafurdei. Não chafurdei loucamente, não passei a comer pizza, mas fui comendo mais vezes o que a Irene deixava no prato, papei meio hambúrguer cheio de gordura que o Frederico jantou, etc. 

Pior que tudo? Fui enganada. 


Bom, para que não vos aconteça o mesmo que a mim, aqui vão algumas dicas: 

  • Uma dieta tem de ser algo razoável e que saibamos que é possível de cumprir e que não começamos a ganhar um tom diferente de pele. Todas as dietas que não sejam minimamente variadas, não nos ajudam em nada. A ideia é emagrecer e depois ganhar um estilo de vida saudável e não voltar ao mesmo. Não convém andarmos a restringir-nos à louca para depois sentirmos aquela noção de alívio quando "pecamos". Sejamos razoáveis. Não à dieta das maçãs, não há dieta da rúcula ou do burrié. 

  • É pura matemática: temos de comer menos daquilo que gastamos. Se quisermos comer mais, temos de gastar mais, mas isto não significa passar fome. Eu, por exemplo, sou compulsiva. Sinto que tenho de estar sempre a comer (acho que substituí o vício do tabaco por isto) e tenho estado sempre a comer - principalmente no último mês hahah. Há alternativas porreiras (com tino): as frutas desidratadas, bolachas em saquetas individuais com menos 100kcal, fruta, cenoura cortada aos pedacinhos, aipo, pipocas salgadas. O limite é a nossa imaginação. É mesmo. 

  • Parece estúpido, mas convém mesmo comer nas horas que se diz por aí. Se saltarmos uma dessas refeições de "duas em duas horas", o nosso cérebro acha por bem chafurdar na seguinte. Só dificultamos a vida a nós próprias. Salto muitas vezes o lanche e depois ando toda lambona a olhar para tudo o que tenho em cima do balcão da cozinha. Até já cheguei a lançar um ar maroto à caixa do sal. 

  • Se forem como eu e perfeitamente ignorantes em matéria de comida saudável, isto é importantíssimo: LÁ POR ESTAR À VENDA NO VITAMINAS OU NO CELEIRO, NÃO QUER DIZER QUE NÃO ENGORDE (nota-se muito o trauma?). Está a custar-me imenso a separação que vou ter de por em prática agora com os meu muesli de frutos vermelhos (celeiro) porque aquilo tem açúcar. Andei a mamar um puré de banana, iogurte e cereais praticamente todos os dias (vitaminas) e vim a saber que o puré de banana tem açúcar, assim como os cereais... Sim, fui apanhada neste clássico e deveria ter percebido quando vi pastéis de nata à venda que nem tudo é porreiro para quem faz dietas. Burra. 

  • Isto é como deixar de fumar. Não se pode depois fumar um cigarrinho aqui e outro ali. Até porque podíamos já ter feito desmame de açúcar e estar tudo a ser mais simples para nós e emborcando aqueles dois palmiers a tomar café com a Joana (tão bons) fez com que o  meu corpo achasse que agora precisa de comer dois palmiers todos os dias. Para quem consiga manter o equilibrio, melhor. O meu raciocínio, infelizmente é mais: "perdido por 100...". E daí ter emborcado dois palmiers e não um. 

  • Façam escolhas informadas. Às vezes poderão estar a abdicar das vossas bolachas preferidas e essas nem são tão más comparando com as que se dizem "digestivas". Hoje foi dia de consulta de nutrição na Clínica do Tempo (apareci toda envergonhada por andar a claudicar - sim, fazer Cláudios) e o nutricionista falou-me neste site que nos diz qual é o mal menor por ter os ingredientes todos escarrapachados e calorias. Se nos apetecer comer uma banana em vez de uma maçã, depois onde podemos ir compensar, etc. 

  • Não entrem em negação, caramba! O nosso cérebro entra em survival mode nalgumas alturas e quando não nos queremos pesar (já disse o nutricionista de hoje) é exactamente mais quando nos devemos pesar. Mais vale estar atentas aos pequenos gramas do que depois darem por vocês e terem mais 10kgs no bucho como foi o meu caso. 

  • Não deixem a compra de roupa mais pequena para o "final da dieta". Tinha perdido 10kgs e não saboreei essa vitória. Não me sentia mais magra porque andava a vestir a mesma roupa de sempre. Pelo que, devagarinho, a dieta foi sendo esquecida porque parecia não servir nenhum propósito. 

  • Levem comida de casa. Sempre. Não se aventurem a cheirar e a chorar quando forem comprar comida aos centros comerciais. Aquele cheiro a pita shoarma ou a cheeseburguer é pior que candidíase. 

  • Não façam dietas à parva só porque sim. Respeitem-se e aos vossos timings. Comecem só mesmo quando querem começar e se a cena for logo "começo para  a semana", já estão a começar mal. É hoje. Não é segunda.

  • Caso façam asneira, não está tudo perdido. Compensam no dia seguinte com motivação extra para fazer tudo bem - este raciocínio é que está certo! 

Dicas de quem perdeu 10kgs há dois meses num mês e de quem só perdeu 1kg neste. ;)

Querem acrescentar mais umas quantas? 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Sabem maquilhar-se?

Antes de ser mãe não me maquilhava. Só quando subia a palco é que punha "um pó" porque tenho rosácea e, corada dos nervos, sentia que ficava num lugar desfavorável para fazer "humor", para gozar com a "normalidade e anormalidade" - estou a usar muitas aspas, não estou?

Quando engravidei quis passar a ser mais vaidosa e quando voltei ao trabalho isso materializou-se, agora maquilho-me todos os dias, excepto de vez em quando ao fim-de-semana para também deixar o focinho respirar. 

Não sei se tenho ou não jeito, sei que fico com melhor aspecto - é o que interessa. Ando louca com uma marca de maquilhagem (demasiado cara, porra) só porque tem embalagens bonitas e sempre que recebo tenho de ir comprar qualquer coisa (nunca, mas nunca gastei dinheiro com coisas destas). 

Uma coisa que noto é que: quanto mais preciso que a maquilhagem fique bem feita (no dia da foto tinhamos - a Joana e eu - uma entrevista filmada) é quando tudo corre mal. 

No meu instagram aqui

Tenho várias dificuldades: o risco com eyeliner, acabar o risco fora do olho de maneira a não parecer um pouco menina da vida, as sobrancelhas que uma vez arranjei e fiquei com ar de quem me tinha posto uma daquelas escovas dos biberões no rabo, por lápis na parte de baixo dos olhos sem que, passado uma hora pareça que estive a chorar numa posição fetal por baixo do chuveiro, por blush quando já tenho uma cor de quem parece que faz aquilo das saunas da Islândia... 

Vocês sabem maquilhar-se? Como é que aprenderam? Só este ano percebi que a base nunca me ficou bem porque não esfoliava a pele e era por isso que parecia que tinha feito digitinta na cara... 

Já sei que tenho uma sobrancelha maior que a outra, mas estou traumatizada! 

Ele exigiu ser o primeiro a ver o filho.

Aqui na rádio almoçamos todos os dias em conjunto porque trazemos todos comida de casa ou vamos comprar "ali" para trazermos para cá e comermos em equipa. É um momento em que se fala da actualidade, de parvoíce, de... cientologia (caso de hoje, falámos sobre um documentário que o Rui Pêgo e eu vimos na Netflix - muito muito interessante) e de partos. 

Fiquei a saber (vou confirmar) pelo meu informadíssimo colega David Carronha que o facto de parirmos deitadas (e não de cócoras como será, talvez, a nossa posição normal para expelir coisas e seres humanos do nosso corpo) por causa de Luís XIV. O Luisinho pediu que a moça se deitasse porque exigia ser o primeiro a ver a criança. 

Provavelmente só veria mesmo a criança que, na altura, não imagino as mulheres andarem a depilar-se com pedacinhos de menir (sim, eu sei que as épocas histórias estão um pouco distantes).

Acabei de confirmar, aqui, que há mais gente a partilhar a mesma informação do meu colega: 

"A posição que a mulher adota durante as últimas fases do trabalho de parto pode variar, desde sentada nas cadeiras e banquinhos usados na Europa medieval (que só se modificou no reinado de Luís XIV, quando os obstetras convenceram as amantes do rei a dar à luz deitadas em mesas demodo a que aquele, escondido atrás de uma cortina, pudesse ver tudo)[apud Pete M. Dunn, "Obstetric Delivery Today", Lancet, April 10, 1976.], até balançar pendurada nas traves da cabana. A posição mais freqüentemente adotada, e que é também a mais vantajosa do ponto de vista fisiológico, é com as costas curvadas, os joelhos fletidos e os músculos que percorrem a parte interior das coxas descontraídas..." 

Que opinião ficaram do Luís? Um rapaz que é capaz de ficar excitadinhos com imagens semelhante à de um talho por ser limpo ou um pai que quer estar tão presente ao ponto de querer ver tudo o que acontece? Será que tudo seria diferente se Luís XIV tivesse acesso ao youporn? Ou será que era extremamente obsessivo e queria só ver se nenhum obstetra estava com um sorrisinho maroto? 

Seja como for e ainda nada investiguei sobre o parto mais natural ou todo natural ou em cima de uma couve lombarda, é assustadora a quantidade de mutações que fizemos na nossa natureza no nosso meio que nos poderão estar a prejudicar. 

Daqui.

Quantas mais coisas não serão necessárias mas que estão instituídas porque ninguém se dá ao trabalho de pensar nisso ou porque, se se dá, a inércia e ou os lobbies se ocupam de abafar qualquer tipo de pensamento mais (adoro esta expressão) fora da caixa? 

Desde que fui mãe que tento interpelar-me mais sobre as coisas. Não quero acabar a ser uma velha chata cheia de teorias de conspiração a quem os netos chamarão da avó Tan-Tan, mas a partir do momento em que impingem o leite de vaca como se fosse uma necessidade do ser humano e todos nós acreditamos nisso... Que outras mil e tal coisas andamos a fazer/comer/pensar/comprar/respirar/usar que nos fazem mal, que não são necessárias, que servem apenas para alimentar alguma indústria?

Não, não sou hippie mas também acho que se ser hippie for questionar algumas coisas que já se pensam normais, acho que quero ser um pouco mais hippie. 

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

OMG! Já chegou a fase das Princesas?!

A Zero a Oito enviou-nos uma revista nova, "Tu és uma Princesa", e eu achei que a minha filha ia bocejar a ver aquilo. Mas não. Nem eu sabia que ela já sabia dizer "pinxesa". Quis vestir logo o vestido que vinha com a revista. Fiquei num misto "que crescida!" com um "oh não!". Não estimulei aquilo. Não a ponho a ver desenhos animados de princesas. Não há livros desses cá em casa. Onde foi buscar aquele entusiasmo? Vem no ADN? Haha





Confesso que achei piada ao vê-la com o vestido por cima do pijama. E a rodopiar. E a querer ver-se ao espelho. E, parte boa, já tem máscara de carnaval. :)

Ah e a caixinha que ela está a abrir em cima é a Bububox, que adoramos receber todos os meses com presentes surpresa para a idade dela! Óptima ideia!

Mas agora contem-me tudo. Já chegou a fase das Princesas? Tenho de me preparar para ouvir 900 vezes por dia "Já passou... já passou...."? Save me!!!

Família? A minha.

Queria contar-vos o quão emocionante foi ver a minha avó celebrar 80 anos, rodeada dos que mais ama. Podia dizer-vos o quão importante esta mulher é na minha vida, o quão me sinto feliz por tê-la, com saúde, pertinho de nós, e o quão dela me corre nas veias, na força e na vontade de viver, mas deixo-vos apenas com algumas imagens do aniversário da bisavó das minhas filhas, a avó Rosel, que até de nome é única.







Parabéns, avó Rosel! Que conte muitos, para que as minhas filhas possam aprender tanto consigo. E rir consigo <3



Sobre essa coisa de amamentar em público...


Confesso. Estou a perder a paciência para falsos moralismos.

Uma coisa é as mães que amamentam não se sentirem à vontade, gostarem de privacidade, acharem que o filho se distrai, gostarem de ter um momento resguardado. Como quer que as mães se sintam bem!

Outra coisa é apontarem o dedo, exigirem que as mães se resguardem, que vão para a casa de banho, para o carro. É terem comentários e atitudes discriminatórias. É sentirem repulsa por verem mulheres a amamentar. Onde se vê menos mama do que num decote pronunciado, do que num bikini na praia, do que numa sessão fotográfica espalhada pelas paragens de autocarro, do que no Carnaval. É só e apenas uma mulher a dar de mamar ao filho. A alimentá-lo. Uma mulher não tem de ficar em casa com o filho para o alimentar. Tem de fazer tudo o que quer e o que tem de fazer, onde quer que seja. 

Sempre dei mama onde quer que calhasse: restaurantes, jardins, centros comerciais, casas de amigos. Umas vezes com pano, outras com avental de amamentação, outras sem nada. Quando correu melhor? Sem nada. Criança sem calor, sem transpirar, sem querer brincar com a fralda. As vezes em que me tapei, fi-lo pelos outros, não por mim, porque eu sempre encarei este acto sem qualquer pudor. Porque me preocupei com os outros?... Nem eu sei explicar e, neste momento, já não faz qualquer sentido. Quero caminhar no sentido inverso, aliás. E não, não é por provocação. É para que a amamentação volte a ser uma coisa normal.

E não, nenhuma mulher o faz para chamar a atenção. Nem se levanta do lugar até ao balcão de mama de fora, depois de amamentar a criança. São breves segundos em que se volta a pôr o soutien ou a camisola no lugar, muitas vezes cronometrado, para não "chocar" ninguém. Enquanto o bebé mama, não se vê nada, não me lixem! Menos que num decote pronunciado.

É por nos termos desabituado de ver mães a amamentar bebés que este ato tão natural e desprovido de malícia se tornou neste bicho de sete cabeças!

Deixemo-nos de hipocrisias. Não sejamos mais papistas que o Papa (se até ele incentivou as mães a amamentar na missa...) Basta! Paremos de sexualizar as mulheres por dá cá aquela palha.

Mulheres, paremos de ser as primeiras a apontar o dedo a quem amamenta onde e quando o bebé pedir. Mais compreensão, mais tolerância. Tentemos mudar, devagarinho, mentalidades.

Não gostam de o fazer? Respeitemos.
Sentem-se à vontade para o fazer? Respeitemos.

Simples?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

O nome da bebé está escolhido!

Para as mais atentas, não vai ser uma surpresa. Andámos uns dias indecisos entre dois Ls (não necessariamente por começarem por L, mas por gostarmos de ambos), mas acabámos por decidir: Luísa

Cada vez faz mais sentido. Já o disse tantas vezes que é como se sempre assim se tivesse chamado. Foi um nome um bocado "controverso" na família. "Ah mas não preferes antes x ou y?" "Não, preferimos este. E já está escolhido." Queríamos um nome clássico, que casasse com Isabel, simples e que ficasse fofinho também com diminutivo, Luisinha.

Às 12 semanas, senti-a pela primeira vez. Achei que deviam ser coisas da minha cabeça, mas a obstetra disse que podia ser. Então aí tive a certeza. Mas no dia 19 de janeiro (20 semanas menos 1 dia) senti-a mesmo. Já como um bebé. A dar-me pancadinhas de amor. A responder aos meus apertanços (sou a única que dá apertões na barriga para se meter com o bebé?).

Esta semana tive um momento mágico. A Isabel a dormir a sesta, por cima da minha barriga e a Luísa a dar-me pontapés. Um encontro a três. Foi lindo, lindo. Inesquecível. E tenho a certeza de que foi só um de muitos segundos que vão ficar para sempre registados na minha cabeça. 

Isabel e Luísa, amores da minha vida. Continuidade. Isabe L uísa. Não foi propositado (sou mestre da piroseira, mas não chego a tanto). <3






Fotografias LoveLab