segunda-feira, 31 de outubro de 2016

a Mãe é Cabaz de tudo - Outubro - Vencedora


Já temos vencedora do cabaz de Outubro!

Tânia Couvinha! Parabéns!

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Eu sou o Marcelo só que ninguém sabe (#02)

Depois do sucesso da primeira edição desta rubrica, aqui vos apresento mais uma sugestão: Mistura as Cores de Hervé Tullet. 

Depois da minha amiga Eugénia que me mudou a vida toda me ter recomendado "O melhor livro de sempre (até agora)" que é do mesmo senhor, nunca deixarei de adquirir coisas feitas por ele. São sempre surpreendentes e as favoritas da Irene (durante mais tempo que o que é normal ela preferir coisas). 


Este livro poupa-nos uma limpeza de meia hora. Claro que não significa que não misturemos cores com eles noutros dias, mas o facto de ser um livro atrai-me. Quero que a Irene goste de livros e que não os veja como um objecto obsoleto, apesar de não ter grande argumento para esta minha preferência. 

Estes livros são mágicos e é isso mesmo que passam para eles. Que estamos a fazer magia e que são eles quem controla a história, enquanto aprendem acções, cores, etc. 


Com o entusiasmo, até fiz um vídeo do primeiro contacto da Irene com o livro:


  
Um vídeo publicado por Joana Gama (@joanagama) a


Se andarem numa livraria, já sabem que este é giro de certeza ;)

Ah! E sou o Marcelo porque ando sempre a namorar imensos livros de uma vez só, não porque vá nadar para o Tejo ou lá o que é.

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O interior é que conta?

Já que vos mostro um pouco de mim todos os dias, achei bem mostrar-vos ainda mais. Calma que não foi fazer um live de um papa nicolau, mas olhei para a minha mala e que melhor maneira de vos mostrar mais um pouco? Não temos de falar só de bebés, certo?

Eis o interior... da minha mala: 

 Foi comprada em saldos, não é para parecer blogger rica, não. Até porque senão cortava ali aqueles fiozinhos.

Um livrinho de há uns anos quando queria ser intelectual e que levei para o trabalho para emprestar a uma colega.

Um saquinho que adoro e que supostamente era para Irene e que uso para levar os meus snacks para o trabalho (tanga, foi só hoje, trouxe uns frutos secos, iogurte, sumo de laranja e pêra).

Uma carteira que comprei num dia destes e que só agora reparei que tenho ali uma mancha irritante. Ali no canto inferior esquerdo a tenda dos Minions da Irene que ela já não usa e que ainda não levei para a arrecadação porque estou em negação.

Caixa dos óculos e a porcaria da tenda. Vou levá-la hoje, está dito.

Desde que fui lavar os dentes ao Instituto de Implantologia não consigo não andar com o Superfloss na mala. Lavar os dentes decentemente só assim, mesmo. Nunca simpatizei com fio dental, mas isto sim! Muita bem!  Ahhhhh e o raio da tenda a perseguir-me! Ca nerves!

Fiquei fã dos batons mate no geral e este parece-me óptimo, ao contrário de outros que parece  que botei guache na boca e que me sequei no forno.

Uma grande descoberta feita ao pagar na Tiger. 1 euro e vem com imensas toalhitas destas para limpar os óculos, em vez de estarmos a espalhar as gorduras todas com os dedos e com os paninhos de veludo ou lá o que é. 
São reciclados e são tão giros! E andei a ver e até são mais baratos que os outros 

Os phones do meu telemovel que odeio falar ao telefone, a não ser que esteja de phones. Sou muito fina..

Relógio que a minha mãe me ofereceu num aniversário ou num Natal e que nunca teve pilha a funcionar. 


Curioso que não tinha nada da Irene na mala. Desde que começou a escola que a mochilinha dela nos acompanha em vez de me carregar com isso - não sei porquê.

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domingo, 30 de outubro de 2016

As minhas MINI ME

A Luísa esteve de quarentena este fim-de-semana e a Isabel só saiu para ir ao parque andar nos baloiços. Fizemos desenhos, contámos histórias, tomámos um banho na banheira mais demorado, brincámos aos bebés e ouvimos música. Ah! E vimos a Patrulha Pata na televisão também e o Toy Story 3. Aproveitei que estava tudo bem-disposto e pedi à minha mãe que nos tirasse umas fotografias. Mesmo estando um bocadinho pitosga (love you mom), ficaram bem giras! 

A minha t-shirt diz "ME" e a Luísa está nem aí para tudo isto

Apesar da minha cara de rabo, adoro o momento "ri-te, mana" (e ela riu-se)


Alguém bastante parvo passou a ferro a minha t-shirt na zona proibida. Esse alguém sou eu.

Isabel a fazer queixinho e boquinha de quem, se pudesse, dava uma murraça na irmã. Mas sempre com muito amor, claro.

"Saíram por ali", disse a Joana Gama.

T-shirts Me, Mini Me #01 e Mini Me #02 - Caparinas

E a Luísa faz 5 meses! 

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A importância de sermos dois.

Ontem fomos jantar os dois sozinhos pela primeira vez desde que a Luísa nasceu. Foi a segunda vez que me afastei da bebé: só a tinha deixado a dormir para ir ao velório do meu avô. Ontem parecia que tínhamos uma missão secreta e fizemos um trabalho de equipa perfeito: cada um entrou num quarto e deixámos as miúdas a dormir em pouco tempo (o David adormeceu a Luísa e eu a Isabel), saímos sorrateiramente dos quartos e pisgámo-nos sem deixar rasto. Duas horas e meia depois estávamos de volta com um sorriso nos lábios, como se nada tivesse acontecido, como se fosse um segredo só nosso. Soube-nos bem. 

Sei que muitas de vocês não o conseguiriam fazer, sei que muitas outras já o teriam feito. Somos diferentes e temos necessidades e vontades diferentes e é nessa pluralidade que, para mim, reside a magia de estarmos neste mundo (que pirosada, eu sei).

Senti-me preparada e confiante. Maquilhei-me, deixei o cabelo meio despenteado para fingir que até nem estou careca, vesti um casaco giro de cabedal - que nem foi preciso graças à noite de verão que estava - e lá fomos nós até ao Festival de Gastronomia.  Achei que o risco de não correr bem era pequeno face ao bem que me (nos) podia fazer. Se tivessem acordado, estava cá a minha mãe, que fez um bom trabalho comigo e com o meu irmão (eheh), e - mesmo que não tivesse dado conta - estávamos a 20 minutos de distância. A Luísa já tinha dormido a noite toda na noite anterior e calculei que, por não ter feito mais febre nem ter já grande tosse, o fizesse de novo. Deixei leitinho, mas a minha intuição dizia que não iria ser preciso. Não foi. Dormiu a noite toda, assim como a Isabel, que já não o fazia há algum tempo. Tivemos um bónus: além de termos ido namorar, dormimos bem. Os astros conspiraram e eu senti-me ainda mais realizada. 

Para mim, a vida mudou muito depois de ser mãe. Teve de mudar. Os horários são diferentes, as preocupações são outras, as rotinas são importantes, as sestas, a alimentação, as noites: pouco ou nada permanece igual. É o expectável, é assim que tem de ser. Não acredito muito no "continuei a fazer exactamente as mesmas coisas", nem acho que faça sentido. Percebo que os bebés se possam adaptar a muitas das nossas rotinas anteriores, mas acho que também nós temos de nos moldar às necessidades deles. É uma questão de bom senso, de ir apalpando terreno, é ir pesando tudo numa balança e percebendo o que nos faz bem a todos, em conjuntoTambém é verdade que um bebé vem tirar, pelo menos numa fase inicial, alguma disponibilidade mental ao casal, enquanto parelha. Passam a ser um trio, um quarteto, a virar alguns - muitos - interesses para o(s) rebento(s) e às vezes esquecem-se de que já cá estavam antes e que sabe bem tirar um bocadinho do dia, da semana, para eles, seja no sofá da sala, num banho, a ver uma série, enroscadinhos, seja a ir dar um passeio, jantar fora, um cinema. Sabe bem dar as mãos e andar abraçados sem ter uma mala cheia de fraldas a pender. Sabe bem dizer uns disparates, trocar uns beijos mais demorados, comer umas tapas, sem ter de limpar um ranho, dar um colo, acalmar uma birra. Mesmo que as conversas vão ter a eles, mesmo que eles estejam presentes no nosso pensamento e entranhados na nossa pele. Ainda bem. Mas é bom distanciarmo-nos umas horas para poder parar e ouvir o coração a bater forte, ter saudades e voltar para eles.

Isto quando quisermos, se pudermos, se fizer sentido, se estivermos preparadas.




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Eu sou o Marcelo só que ninguém sabe (#01)

Tenho vindo a reparar que sou realmente muito entusiasmada por livros, pelo que estava a pensar em inaugurar esta rubrica. Vamos ver no que dá, se vos interessa.

Há já uns meses largos que tenho este livro lá em casa, mas como diz que é para "mais de 4 anos", não lhe tinha ligado muito. Num destes fins-de-semana - que agora prefiro ficar mais em casa para todos descansarmos - em que andei à procura de coisas para fazer, olhei para ele e pensei: "é já!". 


E que livro! Sinto que a Irene está agora na idade de ligar mais aos livros (finalmente), mas este livro, então, é uma combinação perfeita para juntar a família e ainda ficar com uns bonecos especiais com umas memórias agarradas. 

Tem animais para destacar, com as suas características escritas (se são preguiçosos, o que gostam de comer...) e até eu consegui montá-los com cola. Neste caso, em baixo, o coelho fui eu e o Óscar foi o pai. Também já houve uma gata Biba que acho que está debaixo de um brinquedo qualquer no quarto dela.





Sempre que o usamos, o Frederico pergunta-me (coitadinho, é de manhã) quanto custou o livro porque tem ar de ser caro. Sabem que mais? Não acho nada! Vejam aqui

sábado, 29 de outubro de 2016

Esta conversa aconteceu!

Às vezes tenho algumas reservas em relação às recomendações dos pediatras no que diz respeito à amamentação. Tive a sorte da Isabel ter uma pediatra que, apesar de a partir dos três meses ter começado a descer ligeiramente nos percentis, sempre ter desvalorizado e continuado a apoiar a maminha, mas há por aí às vezes aconselhamentos precoces - a meu ver (e dos organismos de saúde) - da introdução da alimentação complementar. 

Ontem, nas urgências, calhou-me uma pediatra que, ao saber que a Luísa era exclusivamente amamentada me deu os parabéns e me perguntou, delicadamente (e deve ser para não ferir outras decisões contrárias, o que acho muito bem), se tinha intenções de continuar até aos seis meses. Quando lhe disse que sim, sorriu e disse: "é isso mesmo, não há melhor". Fiquei feliz. Não por ter tido uma palmadinha nas costas -  estou tão bem com a minha escolha que não preciso de grande reforço positivo - mas por saber que há pediatras que não aconselham, assim do nada, a introdução das papas ou das sopas e que sabem a importância da amamentação. 

 Estamos no bom caminho. :)


P.S. Claro que em caso de a mãe ir trabalhar muito cedo e não conseguir extrair leite, esta questão muda de figura e tem de ser repensada, mas fiquei contente por, não tendo conhecimento desses factos, não ter partido logo para essas sugestões.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Bronquiolite - Check

Não devia ser permitido uma bebé de 4 meses com bronquiolite. É ligeira, vamos tratar com medicação em casa, se não apresentar melhorias, segunda-feira tem de voltar a ser vista. 

Podia ter voltado o bicho papão da pneumonia da Isabel, que ficou internada uma semana, mas não quero, recuso-me a aceitar que se repita. Fico só a pensar que tenho filhas mais atreitas a estas "ites" quando são bebés, mas pode ser que seja só coincidência. Por acaso, e felizmente, a Isabel nunca mais teve nenhuma ("só" fez mais uma otite). 

Esta noite que passou não dormi praticamente, entre tosse e vomitado deu uma e pesadelos da outra. De manhã estava exausta e triste, como desabafei aqui. Comecei a escrever um texto que começava assim: "Ser mãe todos os dias cansa. Sem "mas". Hoje é sem "mas". Mas, por acaso, hoje à tarde lá veio o "mas". Perante o facto de saber o que a Luísa tem, nas urgências, o meu lado mais racional veio ao de cima e deixei de me sentir vítima. Só quero resolver o problema o mais rápido possível. E ele cura-se também com muito amor, muita calma e não com o estado em que estava. Com sono ou sem, mais ou menos triste, tenho de activar o lado mãe leoa. Depois logo penso no resto.




Obrigada a todas pelas mensagens queridas que me deixaram no instagram, dá-nos força saber que não estamos sozinhas. <3

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Estou louca para que ela fique doente outra vez!

Obviamente que nenhuma mãe se preze não pensa nem sente isto, mas... reparei numa coisa boa na Irene ter apanhado uma virose enorme e de a ter passado a mim e ao Frederico.

EMAGRECI UNS 3 KGS!

Blá, blá, o peso não importa. O que a balança diz não sei quê, mas foi a única coisa boa disto da virose.

Venham daí mais viroses! 

(se puderem não ter que passar pela Irene primeiro...)

Afinal a culpa não é minha!

Para quem já leia este blog há algum tempo, há de ter reparado algures (entre os posts maravilhosos da outra Joana, sacana!) que lutei e luto muito contra a falta de qualidade de sono lá em casa desde que a Irene nasceu. 

Como qualquer mãe, comecei por atribuir o que acontecia a factores externos como o frio, o calor, fome, dores de barriga, dores de dentes. Às tantas comecei a achar que já tinha havido tempo para perceber que não tinha nada que ver com nada disto ou, então, que era tudo isso e mais alguma coisa. 

O que terá acontecido para que, aos 3/4 meses, tivesse deixado de dormir 12 horas seguidas e acordasse, às vezes, mais de 6 vezes por noite? Às vezes com intervalos de meia hora?

Escusado será dizer, pelo menos a vocês, que o impacto que isto teve em todas as vertentes da minha vida foi abissal. Desde a minha sanidade mental à relação com o Frederico e até a relação com a minha própria filha. Éramos duas a dormir mal. 

Seria da mama? Tudo o que lia ia no sentido oposto. A mama não é causa para que eles acordem tantas vezes durante o sono depois do corpo já não ter necessidade de se alimentar à noite. Será emocional? Será apêgo a mais? Será apêgo a menos? Serei eu que não faço sentir-se segura durante o dia e precisa de mim à noite? 

Não tenho, nem nunca tive expectativas do bebé dormir a noite toda. Existem casos, mas não que por a maior parte dos bebés não dormirem a "noite seguida" que tenham algo de errado. Não têm. Funciona assim por milhares de motivos. Sinto que após 2 anos e meio nisto e algumas (várias) leituras, ainda só conheço 10% do que poderá estar envolvido. 

A Irene, na maior parte das vezes, acorda a gemer - se é que acorda. É um gemido como se fosse um medo que vai crescendo até pedir ajuda só que, estando naquele intervalo entre a consciência e o sono leve ou lá o que é - verbaliza mal e porcamente "mãe". Um chamamento que me faz lembrar de dois dos meus avós quando já estavam acamados e que, aqui entre nós, me ficou marcado para sempre. 

Não sei se está acordada ou não. Sei que me procura. Sei que, apesar do que ela está a viver ser fabricado, que há de ter uma emoção qualquer em que precisa de mim. Ela diz mãe. "A mãe", mais precisamente. É assim que sei que ela não está acordada porque quando está chama por mim aos berros (como de manhã, talvez ainda não tenha percebido bem para que serve o intercomunicador) "Mãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaae". 

Às vezes vou e está sentada na cama a chorar. Doutras vezes virou-se ao contrário na cama. Numas fala comigo quando entro, coisas perfeitamente estapafúrdias (para mim) como "os olhos cor-de-rosa caíram". 

Como é a minha primeira filha e não costumo falar de sono com outras mães. Fui andando até agora com a ideia de que isto seria expectável e normal. Pronto, a minha filha é das que acorda milhares de vezes, tenho de lidar com isso. Porém, sempre com a pulga atrás da orelha (ficamos sempre, é uma chatice) que pudesse ter que ver com a amamentação, com a minha forma de a adormecer ou, então, com algo que estivesse eu a fazer de horrivelmente errado e que não soubesse. 

Até que, desabafando com uma amiga (a nossa fada), ela me falou do que são Parassónias e fez-me muito sentido. Confesso que me caiu uma lagriminha por me "desresponsabilizar". Por outro lado, fico triste por não haver solução. 

A Irene com um ano e meio (há um ano).


Hoje estou um bocadinho mais seca (sei que é esquisito depois do post todo feliz de ontem à noite) porque foi uma noite muito complicada exactamente por isto. Estou cansada e com um sentimento generalizado de tristeza, apesar de não haver nenhum motivo para além deste. <3


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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

10 dicas para ficarem mais felizes e todas boas.

Ao longo de toda a minha vida sonhei que queria estar em forma. Sonhei olhar-me ao espelho e não olhar para o lado mau, mas para o lado bom. À medida que fui resolvendo coisas que tinha por resolver na minha vida e na minha cabeça, fui conseguindo mudar a minha percepção de mim própria. Não obstante, mais do que nunca, agora quero estar e ser saudável. Não vos vou mentir: claro que quero uma boa peidola para se ver no Verão, claro que adora um dia usar um crop top e conseguir respirar ao mesmo tempo, mas neste momento não estou concentrada nos resultados a curto prazo. 

O que queria mesmo era mudar o meu estilo de vida. Tentei milhares de vezes quando era mais nova. Fiz imenso ginásio intermitentemente, mas acabei sempre for falhar. Falha-se nestas coisas porque (tirando situações graves que poderão mudar tudo num segundo) ou não temos mesmo presente o que queremos ou porque não queremos o suficiente, digo eu. Acabamos por nos sabotar porque "como fomos ao ginásio posso ir ao McDonalds" ou porque "vou para a próxima semana que esta está cá o meu amigo tal e não tenho tempo". 

Quando queremos, queremos. Porém, há sempre coisas que podem ajudar. E eu descobri as que me ajudam a ir (quase) SEMPRE ao ginásio (não que seja obrigatório ir ao ginásio para se ser saudável, mas eu gosto): 

1) Encontrar o melhor horário para vocês

Eu descobri que falhava muito a minha ida ao ginásio porque não podia ir de manhã. Como tinha a rádio e fazia manhãs ou segundas manhãs, não me podia dar ao luxo de "entrar mais tarde" e "depois do trabalho" é muito difícil pegar em nós para irmos até lá e gastar o que resta das nossas energias. Agora vou de manhã e saio de lá arranjada para ir trabalhar. 

2) Desencantar uns ténis do caraças

Preciso disso. Chamem-me o que quiserem, mas se gostar do material de desporto que tenho, vou sentir-me mais motivada para ir (por isto não quero dizer coisas de marca, quero dizer coisas que gostem). Aproveitei os saldos de Verão e comprei por 1/4 do preço uns ténis muito bons e sempre que olho para eles tenho vontade de ir treinar. 


Isto sou eu a pensar se a virose que a Irene me tinha passado já teria passado, visto que o exercício existia alguns movimentos mais ali ao nível do glúteo.

3) Ter uma playlist 

Apesar de trabalhar em rádio, a música que se ouve para treinar tem de ser mesmo muito bem escolhida e para cada tipo de treino, não se pode por numa rádio qualquer e pronto. Às vezes vou treinar furiosa e quero ouvir Placebo, Offspring, etc. Noutras vezes estou tão feliz como uma pita irritante de 16 anos e, por isso, apetece-me ouvir umas Destiny's Child ou assim. Isto motiva. Ando a pagar o Spotify, que se lixe. 

4) Um bom creme hidratante

Depois do treino sentimos que alcançamos qualquer coisa. Está mesmo provado que há uma mudança nos químicos do cérebro. Se conseguirmos associar isso a outras sensações acho que nos poderá motivar ainda mais. Uso um creme hidratante com um cheiro maravilhoso que me faz sentir ainda melhor quando acabo o treino. São mariquices assim que às vezes nos fazem querer ir. Ou, pelo menos, a mim sim.


Aqui já com alguma confiança no que toca ao glúteo, mas a implorar para que fotógrafo acabasse de tirar a fotografia para cair com o mesmo no chão.
5) Um PT de que se goste

Não sei quanto a vocês. Como já vos contei, nunca tinha tido um PT, mas encontrei o PT perfeito para mim. Não é daqueles que parecem seguranças de uma discoteca a percorrer devagar o ginásio a ver se alguém se está a portar mal. É o Diogo. O Diogo é #omelhorptdomundo porque se preocupa genuinamente em corrigir-me ao longo do treino. Além de me sentir perfeitamente à vontade com ele, sinto que tenho um amigo (com um Mestrado nisto e mais umas certificações de não sei quê que são poucos os que têm em Portugal) que está a dar o máximo para que EU cumpra os meus objectivos.

6) Não treinar com amigas (pelo menos das que gostem de conversar)

Isto é a minha opinião. Acho que quando se entra no ginásio é para trabalhar. Não é para ter distracções. Já que ali estamos e podíamos estar a fazer outra coisa qualquer, é para potenciar o tempo que lá estamos. Não é para conversar, não é para fazermos maquininhas juntas. É para bulir. 


Nunca aguentei tanto tempo a fazer uma prancha. O Pau está convidado para ir a todos os treinos para eu dar o meu máximo.

Eu a mentalizar-me que ia partir os pulsinhos.

7) Ter um plano (e variar)

Já fiz ginásio com plano, já fiz sem plano. Com plano, conseguimos visualizar o final do treino e sentir algum progresso à medida que o vamos alcançando. Sem plano estamos entregues à nossa disposição diária e poderá correr mal - até porque não temos formação nisto e podemos acabar com um músculo enorme, mas na testa. Variar é importante para não aborrecer e para sentirmos que estamos a evoluir (atenção que o importante não é só emagrecer). 

8) Descansar

Nós que somos mães sabemos o mal que faz não dormir. Como fica a nossa cabeça, as nossas relações, as nossas opiniões sobre nós próprias e o mundo, o nosso bom-senso passa a mau-senso, etc. Descansar aqui tem um papel importantíssimo não só para garantir a estabilidade do mindset (e continuarmos a querer ir ao ginásio e fazermos por isso), mas também por uma questão física da qual percebo 0, mas que já me foi explicado que se não houver descanso, não há músculos. Às vezes deito-me com a Irene e acabou o dia. 


A pensar se o Frederico teria levado a bata da Irene para a escola.

A ser parva. 
9) Não sermos demasiado duras connosco 

Lá por queremos ficar rijinhas, não temos de o ser connosco. Pela primeira vez não me impus um número de vezes mínimo para ir ao ginásio e, por isso, se não puder ir não sinto que "deitei tudo a perder". Antes pelo contrário, tem-me acontecido mais vezes "porque não ir hoje outra vez?". 

10) Ignorar a balança

Não são os kgs que importam. Até porque podem não ser indicadores de perda de gordura, mas de água. Podem ser sinónimo de músculo, etc. Sinto que se não estivermos focadas nos resultados a curto, médio prazo, mas se estivermos a criar um novo estilo de vida que tudo corre melhor. Queremos ser saudáveis, sentirmo-nos bem. Eu quero! O resto? É um plus (muito desejado, mas é). 

Só não me doeu nas maminhas porque estavam espalmadas com o soutien de desporto (vocês sabem).

Já se nota ali um rabinho que não me envergonha.

Tenho sido mesmo muito mais feliz desde que decidi ir ao ginásio à séria. Desde que decidi dedicar-me a mim. Não é um "tempo para mim", é pensar que quero cá estar mais anos e bem de saúde para fazer mais diferença na vida das pessoas de quem mais gosto. Ter mais tempo para a minha vida ficar tal como gostaria que fosse, etc. E isto é um gatilho. Este tipo de decisões (que podem ser tomadas sem que seja a passagem de ano) são um gatilho para tudo de bom começar a surgir mais rápido. Andarem mais felizes, andam mais pacientes, mais produtivas, criativas, brincalhonas, optimistas, melhores mães. 

Se, neste momento na vossa vida, não conseguirem encontrar uma hora para "tratarem de vocês", não se sintam tristes com isso. Esse momento há de surgir. A mim surgiu só agora, aos 30, depois de uma filha. Estejam atentas a vocês, ao que sentem, à vossa vida e assim que tudo se conciliar, não percam a hipótese. Estão cá para serem felizes, não se esqueçam disso. 


Estava em cima da passadeira para não parecer um gnomo ao lado d' #omelhorptdomundo
Quero agradecer ao Pau pela disponibilidade de ter ido fotografar-me ao ginásio e com tanta dedicação, boa disposição, qualidade, simpatia... (sou tua fã, já sabes). 

Quero também agradecer ao meu PT Diogo porque sinto e sei que não encaixaria assim tão facilmente com a maior parte dos PTs. Creio que somos a combinação perfeita. O Diogo é muito informado, gosta de explicar, de corrigir...  Eu gosto de saber, gosto de fazer bem e, além disso, tem um óptimo sentido de humor (vocês que me conhecem um bocadinho, imaginem-me com uma pessoa sisuda). Já te disse, Diogo, sente-se que és mesmo boa pessoa e que adoras o que fazes. 

Ando mesmo muito feliz e queria partilhar tudo isto com vocês e continuarei a partilhar. Espero que vos inspire a fazerem mudanças na vossa vida (todas precisamos algures) e que sejam substanciais e não temporárias. Não façamos "dietas" alteremos a nossa forma de "comer. 

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* Se quiserem experimentar treinar com o Diogo, entrem em contacto com ele no Facebook ou no instagram. Neste sábado ele estará a dar treinos e basta apenas que se inscrevam. Experimentem que eu partilho o meu homem convosco de bom grado e até podemos treinar juntas (sem grandes conversinhas, já sabem haha). Vejam um exemplo de um treino meu com ele aqui


* Aproveitem o Pau para fotografias vossas. Ele faz retratos em que se sente o que o vosso coração diz. 

A febre dos mercaditos!

Dois mercados giros no próximo fim-de-semana. Então e agora? :)

Eu, fã destes mercados desde que começaram, me confesso: não sei como me vou organizar para bater uma perninha aos dois, já que este ano tenho duas pirralhas, uma delas sempre atrelada às mamas, e sendo que tenho almoço de anos no domingo, fora de Lisboa. É a lócura!

Além das novidades que as marcas portuguesas apresentam sempre nestes mercados (e quem, como eu, gosta de ver roupinhas para o dia de Natal mais ao pormenor, vem num óptimo timing), há:





Tenho a certeza de que vão ser ambos um sucesso, como sempre, e coincidência ou não terem sido no mesmo fim-de-semana, acho piada a esta concorrência saudável e tenho a certeza de que há espaço e público para ambos. 

E vocês são team Kids Market ou team Mercadito? Ou ambos? :)


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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Estão a ver este rapazinho que era "mau aluno"? Ganhou uma estrela Michelin!

Havia um rapazinho na nossa turma que, apesar de pequenino, se sentava nas carteiras lá de trás. Era falador, desestabilizador, gozão, a custo fazia os trabalhos de casa, tinha negativas. Na primária, levava não raras vezes estalos e carolos da professora (sim, isto acontecia nos anos 90). Era, diziam, "indisciplinado" e "mau aluno".

Acontece que esse menino, de sorriso fácil, recebeu agora uma Estrela Michelin, no restaurante Adega, em San José, nos Estados Unidos. O meu orgulho nele é enorme e fico também contente pela chapada de luva branca que isto significa. O nosso sistema de ensino não está feito de acordo com as necessidades, interesses, ritmos das crianças. Prepara-nos, aos que conseguem apanhar o comboio a alta velocidade, para os exames, mas não necessariamente para a vida. E ele, que não conseguia estar sentado na carteira, tinha bicho carpinteiro, porque era simplesmente uma criança! Hoje esse desassossego traduz-se num profissional de mão cheia, criatividade, talento, humildade, vontade de aprender, resiliência... imaginem então se tivesse tido um ensino que o estimulasse desde o início! O caminho teria sido tão menos doloroso... Felizmente a força interior (e o incentivo da família, principalmente do irmão mais velho, a quem seguiu os passos) foi superior a tudo isso e ele conseguiu, não um canudo, mas um dos maiores feitos na área que desbravou.



Parabéns, David! Pelo reconhecimento que só os grandes alcançam, mas principalmente pela audácia e por teres ido à luta [parabéns à Jéssica também, claro].

Notícia do DN, aqui.


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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Viva à virose.. até fizemos um bolo!

Desde sexta-feira passada que estivemos fechados em casa. A Irene sempre apanhou aquela virose de que falei aqui há uns tempos (que até me enviaram o e-mail a avisar). Vomitou logo no sábado de manhã, o que ajudou o diagnóstico. Além de muitos miminhos, tentei arranjar coisas giras para fazermos as duas (sendo que eu também fui a abrir e o Frederico foi a seguir). Tentamos fazer um bolo de banana com canela, azeite, ovos, passas e aveia. Não correu mal. E acho que lhe criei uma memória gira.  



"Ai mãe, fiquei suja de banana!"



"A Necas põe!"



"A Necas põe mais!" 



"A Necas põeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!"












Tunga! 



Que bom aspecto! Not.








Quem suja... 


Claro que aquilo tudo não foi para isto! haha  



Mais de perto para parecer que não sei quê.


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