quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Estamos a dar no BLW - sabem o que é?

Já tinha umas luzes do BLW - Baby-led Weaning - na altura da Isabel. Não tinha era grande tempo e disponibilidade, além de estar cheia de ideias feitas difíceis de derrubar. Aquela concepção de que um bebé a comer uma pratada de sopa e de papinha é que é bonito de se ver. Dava-lhe alguns alimentos cozidos inteiros, como bróculos, por exemplo, mas não me apetecia limpar o chão todo nem acreditava que a minha filha fosse comer o que precisava, com o porte nutricional necessário, sozinha. E muito menos estariam no colégio preparados para lhe dar o almoço assim. Posto isto, ficou para um segundo filho.

Mesmo com a Luísa, achava que iria fazer um misto, mais numa de não me chatear muito, confesso. "Come uma sopinha e depois pontualmente dou-lhe os alimentos para a mão, para conhecer as texturas e os sabores individualmente e para mastigar à séria." Alertaram-me entretanto as mais puristas de que isso não é BLW: é sopa + finger food. Entretanto, e como a Luísa é uma bebé que não é amiga de sopa nem de fruta em papa (não gosta do ritual com a colher, da textura, etc, etc e eu não insisto), procurei saber mais e vi um vídeo do pediatra Carlos Gonzalez que me fez rir e pensar nisto da alimentação com mais pormenor. Ainda bem, ainda bem! Agora seguimos um método que respeita mais, na minha opinião, o ritmo dos bebés e que os prepara ainda melhor para gostarem de comer e para que tenham uma relação mais saudável com a comida. 

É incrível, em tão pouco tempo, a melhoria com que come e como manipula os alimentos. Além de ser divertido vê-la a explorar os alimentos, a prová-los uma, duas vezes. Já sabe o que é batata doce e o que é cenoura (os preferidos), já provou batata normal mas não adorou, há dias em que come bem brócolos, outros em que não lhe apetece (como a nós, adultos). Comecei agora a dar peixe e também curgete (no vídeo está a prová-los pela primeira vez). Costumava fazer cozidos, mas agora comecei a fazer a vapor e na água ponho alho, coentros e tomilho e rego com um bocadinho de azeite. No livro Comer Bem, crescer Saudável dão alguns exemplos no forno e vai ser a próxima experiência, com alecrim e tomilho.

Agora é assim que a Luísa se alimenta. Muita mama, claro, o principal, e depois ofereço alimentos à hora das refeições, comigo/connosco, para ela ir provando, manipulando, pondo de lado, explorando. E já vai comendo qualquer coisa que eu bem vejo na fralda (eheh pormenor dispensável).

Então mas e as listas de alimentos, introduzidos por ordem, e os 25g de carne e não sei quê? "Estou nem aí" para isso. Estou a seguir este método e a adorar cada minuto (menos aspirar o chão ahah). Não quer dizer que não lhe dê uma papa caseira, um iogurte, daqui a uns tempos. Não quer dizer que não lhe volte a oferecer sopa. Mas uma coisa é certa: não comprarei guerras com comida, não farei avioezinhos, nem farei um pino para que ela coma. Confiarei nela. Para já, o BLW basta-nos {e ando a ver receitinhas fixes de bolachinhas caseiras, scones e queques para lhe oferecer a par dos alimentos assim, o mais natural possível}.


Se tiverem paciência para ver um bebé comer :)


Coisinhas que podem ter achado giras: 
Cadeira - Bébéconfort
Prato - Ezpz
Babete/camisola - Ikea


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73 comentários:

  1. Que máximo, está linda.
    Quem me dera ter sabido destas coisas quando a minha filhota estava nesta fase...
    Ou ter conhecido o blog... ah esperem lá, ainda não existia lol

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  2. Essa miúda é querida demais! E olha como se desenrasca bem!!! As caretas delas estão a pôr-me as hormonas aos saltos ahahaha <3

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  3. "não comprarei guerras com comida, não farei avioezinhos, nem farei um pino para que ela coma"....não cuspa para o ar que ainda lhe cai em cima.

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    1. Claro que isto são "projectos" a curto prazo! Mas também lhe digo que já fiz muito malabarismo para que a mais velha comesse e nem por isso consegui que ela gostasse de comer comida mais "convencional!"!Gosta de petiscar e pronto. Se calhar foram avioezinhos a mais!Daí agora estar a tentar algo diferente...

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    2. O meu filho mais velho também é mini e também eu fiz demasiados aviõeszinhos e obriguei a comer. E também não consegui que comesse. Não há criança que morra de fome com comida à frente. Agora com a bebé também estamos a dar lhe no blw.

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  4. Eu nem quis saber o que ela estava a comer.
    Quis foi apreciar as expressões que ela faz!! LOLOL
    Tão engraçada.

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  5. Não tenciona fazer o pino porque e ainda bem a menina come bem. Mas infelizmente os bebés/crianças mudam tanto que se ela começar a comer mal repetidamente duvido que não faça o pino.

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    1. Foi exactamente por ter feito demasiado o pino e o mortal encarpado com a mais velha que agora estou a tentar algo diferente...

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    2. Acho que a joana faz bem. O meu pedi sempre disse eles só morrem a fome o primeiro mês! Una comem mais outros menos...Nos é que temos a mania de querer que eles enfardem tudo!!!!

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  6. Olá Joana, também tenho curiosidade pelo BLW mas eu também pratiquei sopa+finger food. Uma questão que tenho (confesso que ainda não me dediquei a pesquisar o tema) e ainda no outro dia a discutia com o meu marido é: como é que depois mais tarde se faz a transição para os talheres e se explica que, se até agora puderam comer com as mãos, têm de passar a usar talheres?
    Filipa

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    1. Não li mas penso que eles próprios terão vontade de imitar e de ser "crescidos" a seu tempo! Quando ja tiverem motricidade fina mais desenvolvida... vou tentar saber!

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    2. A minha miúda sempre comeu tudo com as mãos, lá para o ano de idade experimentei dar-lhe um iogurte e uma colher pequena e comeu tudo sozinha e super bem. Nessa altura comia bem as coisas liquidas ou pastosas sozinha e o q fosse sólido ia com a mão. Primeiro vem o interesse pela comida, depois vem o interesse em imitar-nos... Não temos de explicar ou forçar a transição, é uma coisa q surge naturalmente :) Agora com 3 anos come sozinha e até já se aventura com a faca (e desenrasca-se a cortar coisas moles, tipo massas e legumes. Não foi nada q tenhamos incentivado, uma vez pediu-nos um kit de talheres d plástico coloridos do IKEA e começou a querer usar a faca. :) É descontrair e deixar a natureza seguir o seu rumo haha :)

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    3. Olá! por aqui fiz um "misto" entre BLW e sopa +finger foods e atualmente com a pequenita já com um ano é ela que começa a mostrar interesse e a querer usar a colher ;)

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    4. A isso eu posso responder. Fazemos o BLW desde o início, e o pequenote já se desenrasca bem com os talheres - já come massa com garfo, por exemplo (15 meses). O que fizemos foi: preparem-se...

      - dar-lhe os talheres para a mão! :)

      Umas vezes uma colher, outras um garfo, até já teve faca. Obviamente para bebés, e de cabo curto. Eles vêem-nos comer e imitam. Às vezes ele quer usar o garfo, mas não se ajeita e então vai à mão. Às vezes, pede-me que eu lhe ponha a comida na boca. Outras vezes quer que eu ponha a comida no talher e lho dê, e ele mete à boca quando quer. Enfim, é para onde lhe encosta. Anda em experiências. Mas dependendo da comida, já podemos levá-lo ao restaurante e deixá-lo (quase) comer sozinho.

      Quanto aos aviõezinhos e saltos mortais e a alguns anónimos: o que é que fazem quando eles não querem comer, dão-lhes à força?? Quando o meu está doente e não quer comer, eu faço-lhe uma coisa que sei que ele gosta, e é ver se ele não come! E nem preciso de ir aos doces, que ele não come. Quando anda doente quer é leite materno, e até agora nunca alterou de percentil (e espero que assim se mantenha).

      Sim, vê-se tudo no potinho. E sim, tenho o aspirador na sala junto à mesa. Mas tenho um miúdo em casa que prefere diospiros a bolo (já fiz
      o teste) e que só bebe água e sumo de laranja natural sem açúcar, porque não gosta de mais nenhum. Se isso não é bom, não sei o que seja.

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    5. Sim eles próprios acabam por tomar a iniciativa de começar a comer com talheres. As crianças são os maiores imitadores por isso vão ter curiosidade em experimentar o que vêm os pais fazer e pedem os talheres. A minha filha comia com as mãos e de repente sem ter sido influenciado diretamente por nós começou a pedir colher, depois pediu garfo, agora come com colher e garfo...

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    6. Inês
      E que idade tem ele?
      É que os meus ate aos 3-4 anos também só comiam tudo muito saudável e biológico. E nunca fiz o BLW nem Food Fingers., nem nada. Dava sopa, comida igual à nossa, etc...
      E andava tão feliz. Achava que eu era o máximo. Os meus filhos só comiam saudável. Até aos 4, nunca houve bolos, doces, sumos, abata frita, whatever. Eles nem queriam, e gostavam era do que eu lhes dava. Como eu os tinha ensinado bem!
      Tantos séculos de mães no mundo e foi preciso eu chegar para finalmente haver crianças a comer bem!
      Só que não...
      Porque depois... depois eles crescem e bye, bye..
      Afinal são iguais aos outros.
      E tanta comidinha saudável em casa da mãezinha. E tanta sopinha, e vegetais, e legumes e fruta. E, e... Afinal, não descobri a pólvora. Nem a roda.
      Bolas! que eu pensava mesmo que era mãe mais esperta de todas.

      É muito fácil quando são pequenos. Nessa idade, só não segue uma alimentação saudável quem não quer.
      Espere pelos 5-6 anos e daí em diante....

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    7. Oh, eu sei. Já estou a contar com isso :) Estou consciente de que ele vai passar por todas essas fases, e que, na verdade, é muito mais mérito dele do que meu ele preferir (por enquanto) comida saudável. E sim, ele é igual aos outros. E ainda bem, embora à custa de dores de cabeça que virão. Ah!, e ele tem 15 meses. O que eu pretendia ilustrar com o meu post é que o BLW não desmerece em nada do método tradicional numa fase inicial, que é aquela em que há menos espaço de manobra para diminuição de peso. Cada qual faz como quer, melhor sabe e lhe dá mais jeito - trabalho já temos de sobra! A única coisa com que não concordo é com forçar os miúdos a comer. Forçá-los ao que quer que seja já é algo que deixa marcas (como tudo na vida), e não se pode evitar em algumas situações, como todos sabemos; mas neste caso é minha convicção que faz mais mal que bem. Para além disso, esquemas rígidos de introdução de sólidos não consideram a variedade de personalidades e metabolismos que existem também nos bebés, e no entanto estão muito presentes no dia a dia de muitos cuidadores.

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    8. Anónimo 22:59 admirei o seu mea culpa (não é sarcasmo). Admiro verdadeiramente pessoas - leia-se pessoas mães - que não são sobranceiras. But then again... É preciso passer por elas. Até lá e acenar e dizer que sim, sim, os miúdos vão sempre prefirir broculos a donuts, e especialmente por causa destes novos métodos.

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  7. Muito interessante esta abordagem aos alimentos.
    Quanto ao resto, é o chamado cuspir para o ar. Ainda há de fazer muitos avioezinhos, qnd chegarem a fase de embirrar com as curgetes e os brócolos.

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    1. E porque carga de água é que eles têm obrigatoriamente de comer curgetes e brócolos em todas as fases? Ainda ninguém me conseguiu explicar essa.

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    2. Para além do seu comentário onde esta escrito obrigatoriedade?

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    3. Bom, se nao é obrigatório, porque é que é preciso fazer avioezinhos?

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    4. Os meus para conseguirem viver têm de se alimentar.

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    5. Se para se alimentarem for preciso fazê-los chorar para abrirem a boca e enfiar sopa pela goela abaixo, prefiro que se alimentem a picar, petiscar, comer pouquinho, mas comida saudável e boa. O leite, seja da mãe ou de fórmula, é o principal alimento até aos 12 meses, daí se chamar alimentação complementar.

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    6. Ora bem, obrigada pelos vossos comentários. Eu acho que já há cuspo que chegue 😁 Se cair na cara, limpa-se com uma toalhita e segue-se em frente, aprendendo. Não está contemplada, nos meus projectos, a ginástica que tive com a mais velha para que comesse, acho mais saudável para a toda a família assim. :) Vamos lá ver! Obrigada pelo encorajamento 😉

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    7. Vou meter uma colherada (metáfora bem a propósito)... A ver se não ofendo ninguém (Like if it was possible these days :)). Eu não fiz esse BLW que se fala. Fui tradicional, serei num segundo se o tiver. Não, não pesquisei nada sobre o assunto, mas assim só usando o senso comum não me parece mal a forma como introduzi a comida ao miúdo e sou uma mãe relativamente relaxada. Nada contra este sistema, parece-me até bastante interessante. Sobre pinos e afins: nunca fiz grandes pinos, mas fiz às vezes. Não lhe enfiei sopa pela goela abaixo muitas vezes, mas enfiei uma ou duas e vai-se a ver, quando lhe passava a birra, comia tudo, "lambia os beiços" e pedia mais (por isso, tinha fome e eu estava a ver isso), mas ainda que isso hoje em dia não faça parte do politicamente correcto (preparem as espingardas) os miúdos às vezes são/estão parvos (substituir por qualquer teoria que queiram do momento - aprender a lidar com as emoções, níveis de stress, picos disto e daquilo whatever), são parvos. Isso a mim bastava-me como explicação. Se achava que estava parvo era isso. Se achava que não tinha fome insistia um minutos, não quer vai à vida dele.
      Não se choquem, amo profundamente o meu filho, mas não lhe reconheço atributos que ele ainda não tem. Não é um ser humano complexo. Não precisa que lhe interprete todas as emoções (pecisa apenas de as viver). Às vezes só precisa mesmo de uma colher de sopa pela goela abaixo para se lembrar que afinal gosta de sopa. Assusta-me este overthinking sobre bebés / crianças... Assusta-me essencialmente pensar como é que as "mães da parentalidade consciente / outra coisa do género" vão lidar com a adolescência se se afogam em teorias quando os miúdos têm 2 ou 3 anos e são pouco mais que batatas (em formação de pessoinhas, mas essencialmente são batatas :))

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    8. As mães da parentalidade consciente vão chegar à adolescência com uma relação de proximidade e de compreensão do indivíduo que têm à frente delas talvez maior e com ferramentas melhores (mais afinadas) para lidar com as situações, já que as utilizam há mais anos, com muito respirar fundo e não indo pelo caminho mais fácil: mandar um berro que resolve no momento, mas não muda comportamentos a médio ou longo prazo, ainda os potenciando mais. E não, com dois, três anos não são pouco mais que batatas. :)

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    9. Meteu a colherada mesmo à procura que dissessem que "parvas" não são as crianças, mas (algumas) maes, tipo a anônima das 18:05, não foi? :) Tem um respeito pela sua criança que vai lá, vai! 😁 Nem tem curiosidade em saber como se desenvolve um cérebro humano nem nada? Conhecer os estádios de desenvolvimento? Não para educar o seu filho, que não precisa, por ser uma batata, mas só por ser uma pessoa interessada/interessante? Também acho que não é preciso esmifrar tudo ao milímetro e estar sempre a pensar em teorias, mas a empatia faz muita falta nos dias de hoje, por isso, tentarmos compreender e metermo-nos no lugar dos nossos filhos, as pessoas que supostamente mais amamos, para criar com eles uma relação com apego - não estou a dizer sem regras e sem disciplina - não custa assim tanto, bolas.

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    10. Anónimo das 00.38: espero que sim (não desejo mal a niguém), mas deixe-me, no mínimo, desconfiar. Eu acho que vão só lá chegar esgotadas (mães e crianças). E não assuma que um berro é o caminho fácil e menos ainda que não tem efeitos a longo prazo. Na maioria das vezes que dei um berro (descansem, não foram assim tantos) não houve repetição de comportamento. São batatinhas fofinhas :)

      Anónimo das 01.12: Há vários problemas no seu comentário. E o problema é da sua cabeça e não da minha (lá está aquilo do overthinking...). Não chamei parvas às mães. Tenho o maior dos respeitos pelo meu filho e esse respeito passa exactamente por não o tratar como algo que ele NÃO é : um adulto complexo, cheio de causas-efeitos e recheado de nós na cabeça a precisarem de especialistas de banha da cobra para todos os comportamentos. Também não refiro nada sobre não educar o meu filho (batatinha fofinha) e tenho muito interesse pelos estágios de desenvolvimento das crianças (estudei - coisas sérias, não essas coisas que agora vendem aí a mães apaixonadas por novas teorias - 5 anos para isso) e por isso não faço dos bebés/crianças aquilo que não são. Concordo plenamente com a última parte do seu comentário (tirando o "supostamente" que me parece meio acusatório). Empatia pelo meu filho não significa, mais uma vez, olhar para ele como algo que ele não é. É esse o problema de base... Andarem a interpretar crianças à luz de adultos cheios de experiência vividas. O bonito das crianças é exactamente uma vida que se está a escrever. Há muita coisa em branco. Há muita coisa não explicada. É a beleza da coisa... Eu continuarei a amar o meu filho sendo ele exactamente aquilo é. E aproveitarei o meu tempo, não a esmifrar-lhe o cérebro mas a criar a relação de apego que refere (e sim, dando-lhe um berro de vez em quando).

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  8. Se adotar-mos este método temos d se fundamentalistas? Também gostava de optar por este método, mas ouço as pessoas falarem em receitas XPTO que fico assustada!

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    1. Não. Só é preciso cozinhar comidas saudáveis para a família e tirar uma porção para eles antes de pôr os condimentos mais fortes e o sal. Ou fazer as coisas sem sal e condimentos e temperar no prato dos pais a gosto. Nem sequer é preciso livro de receitas nenhum. Só bom senso. Nós fazemos BLW desde o início e na pior das hipóteses, quando não dava mesmo para o pequenote comer da nossa comida, comia massa com um molho de tomate simples e fruta em substituição. E eu não lhe dava sal, especiarias, açúcar, produtos processados ou lacticínios.

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  9. Ca em casa seguimos o método tradicional, ainda não conhecia bem o BLW, mas sabia que queria ir dando comida à mão deles para irem comendo sozinhos e terem noção das diferentes texturas.. São dois bebes de bom alimento, ofereço primeiro o segundo prato , comem de livre vontade, e depois ainda comem a sopa toda e a fruta... Mas não insisto nem entro em "guerras" a última coisa que quero é que ganhem aversão à comida... Todos acham fantástico que eles comam tão bem brócolos, couve-flor, cenouras, batata doce , carne, peixe, toda a fruta e que comam por eles sem insistência!!! Claro que o chao por limpar é mais chato e a roupa suja e as mãos e a cara e o cabelo e tudo, mas eles ficam super felizes...

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    1. Cá estou eu outra vez.
      Pois é... as saudades que eu tenho dos meus com 3-4 a comerem brócolos e cenoura como se fosse a melhor coisa do mundo.
      E maçã?! e laranja?! era dar-lhes uma maça e vê-los deliciados.
      Agora com 12 e 15... esquece lá isso. é melhor nem falar...


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  10. Nao ha perigo de se entusiasmarem, porem tudo na boca e se engasgarem?

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  11. Hummm...eu acho a sopa indispensável, juntamente com o finger food nessa idade para descobrirem texturas. E acho que se deve insistir para que prove todos os alimentos e de todas as formas, sem forçar, claro. Dizem que só começamos a gostar de uma coisa depois de comer várias vezes e que o estômago também se educa. Cá em casa há sopa todos os dias, com poucas exceções. No início não foi fácil, mas agora comem tudo ( já têm 5 e 7 anos).

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  12. Joana ela não se engasga? Morro de medo do meu engasgar.

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  13. E perigo de engasgamento? A minha pequena de 11 meses come relativamente bem - sopa, papa, fruta - e já começamos a introduzir a nossa comida mas o mais partida possível. Cada vez que arrisco dar bolacha, pão morro de medo que se engasgue. Num método deste gênero acho que passava as refeições em absoluto estado de pânico.

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    1. É um medo que só desaparece depois de algum tempo. Na esmagadora maioria das vezes, eles conseguem sozinhos, com muitas caretas, expulsar o que está na garganta. Há que vigiar e manter a calma, para eles não se assustarem com o nosso susto. Há regras de segurança, obviamente: nunca deixar a criança sozinha, só iniciar quando a criança já se senta de forma estável, não dar nada pequeno, duro e redondo, etc. Também é bom saber primeiros-socorros para esses casos (mas isto é bom de qualquer maneira...) Nós nunca tivemos de ajudar o nosso numa situação dessas. E agora ele já domina a técnica.

      De resto, que eu saiba, eles também se engasgam com a papa...

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    2. Se há coisa mais fofa do que um cinco-réis-de-gente destes a examinar uns brócolos como se se estivesse a preparar para ganhar o Nobel da Química :D Ela é mesmo muito querida!

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    3. Ora Inês, essa comparação não é justa. não pode comparar a dificuldade de um bebé se "desengasgar" sozinho através do reflexo de vómito com uma papa pastosa e com um alimento inteiro, ainda que mole...claro que o blw tem mais risco de engasgamento, não sejamos desonestos! São escolhas que cada um faz, mas devemos ter os riscos presentes...connosco correu mal e escrevi o meu testemunho mais abaixo. agora, anónima das 22:01, com 11 meses já está sim na altura de lhe começar a dar comida de gente, texturas diferentes, mas não há nenhum problema em dar partidinho e o miolinho do pão. Há tempo :)

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    4. Engasgam-se mais com o miolo do pão, porque cria uma massa mais pastosa tipo cola, do que com a codea. Sou das que acha que quanto mais cedo treinarem, mesmo sem dentes, melhor. Se tiverem que se engasgar com um bago de arroz e comida partidinha, engasgar-se-ao. Até com leite!

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  14. Nós seguimos o método tradicional e resultou bem para os dois, por isso se um dia tivesse outro filho o mais provável era fazer o mesmo. Acho este método interessante mas mais como complemento e não como única forma de alimentar a criança nos sólidos. Nós sempre deixámos mexer na comida, muito chafurdaram na cozinha até que naturalmente (e porque também o faziam na escola) viraram-se para os talheres. Não posso dizer que comem tudo tudo mas nem são dos mais esquisitos (comem ervilhas, cenoura, batata doce, brócolos, leguminosas.. Não gostam é de feijão verde e couves...), sempre achei que a principal razão para nunca ter tido grandes problemas com a alimentação foi o nosso próprio exemplo como país. Quando estavam na cadeira da papa, ainda sem comer mas ao nosso lado, viam-nos comer exactamente a mesma coisa que eles mais tarde passaram a comer, peixe, legumes cozidos, sopa, etc. Ou seja, não passamos de comer pizza para uma coisa completamente diferente só porque tivemos filhos, já tínhamos uma alimentação cuidada e eles limitaram-se a 'entrar' no esquema da família

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    1. Concordo com a questão do exemplo dos pais. Mas acho que se começa a enche-los de sólidos, sopas e papas, cedo demais, quando o leite deve ser o principal alimento até aos 12 meses, o que até pode conduzir ao desmame precoce. Assim com este método, que usei com os meus 3 filhos, garanti isso e foi maravilhoso ve-los a ganhar autonomia, a descobrirem os alimentos, a saborearem-nos... são opções! Cada uma válida!!

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  15. O meu bebé tem 7 meses e acho que ia adorar este método.. Eu é que tenho pânico que ele se engasgue... Não tens esse medo?

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    1. Não tenho muito, já a vi a resolver a situação sozinha duas vezes. deixei algumas dicas em resposta no FB e há aqui tb já quem tenha dado outras. Força!!

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    2. Joana tb adoro este metodo e quero iniciar daqui a uns tempos mas com a minha bebé de 6 meses estamos a iniciar AC com sopinha e fruta triturada. Quantos meses tem a tua Luísa? Beijinhos

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  16. Por aqui faz-se misto. Primeiro comida e depois sopa para arrebatar. Começou aos 8 meses e agora estou super contente com o resultado! Para quem tem medo de engasgamento pode fazer como eu, dava legumes muito molinhos e fui vendo como ele se desenrascava, conforme me ia sentido confortável ia dando mais "normal". A verdade é que ele me surpreendeu com a destreza que tem a comer! Era o meu medo que não o deixava crescer.
    Força Joana! Cada refeição é uma aventura agora 😄

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  17. Joana, onde posso comprar um prato desses? E' daqueles que se "cola" 'a mesa, certo? Obrigada

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    1. Não se cola, mas é pesado o suf para eles não levantarem :) é da Ezpz Portugal (página no FB). :)

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    2. Há no Colombo, junto ao Colomboland

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  18. Não conhecia de todo!
    Vou introduzir os primeiros alimentos no fim do mês ...
    Então damos assim mesmo??
    Gosto muito !!

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  19. Olá Joana!
    Onde posso comprar esses babetes em plástico com mangas?
    Obrigada!
    Filipa

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  20. Ando com esta dúvida de como introduzir os alimentos há imenso tempo e não conhecia este conceito do BLW, ainda bem que li este post! :D
    Fiquei foi como uma curiosidade em relação ao prato da Luisinha :) é daqueles que fica fixo na mesa/cadeira não é? Sei que já vi noutro blogue referência a estes pratos mas não me lembro qual é. Onde posso encontrar? Obrigada! :)

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  21. Por aqui também fazemos sopa+finger food, ou seja, sopa ao almoço e "BLW" ao jantar. Contudo, esta semana (já tem 10 mesinhos), comecei a eliminar a sopa e a fazer BLW ao almoço também. na minha opinião come muito melhor e é mais feliz a comer por ele. Se quiser, dê um saltinho ao meu blog e página no Facebook, pois vou lá pondo algumas receitnhas para eles ;)

    Parabéns pelo seu papel de mãe!

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  22. Joaninha, muito cuidado com isso do BLW! Não te quero assustar (mesmo!), mas eu acho que é uma moda perigosa. Sim, é uma moda, os bebés desde todo o sempre comeram comida passada ou pastosa inicialmente e agora "inventou-se" isto de lhes dar os alimentos inteiros. Em todas as eras há modas, vá tendências relativamente a fazer isto ou aquilo às crianças ser o melhor e mais indicado. Não falo de cor. Eu interessei-me pelo BLW e quando o meu bebé tinha uns 7 meses, embora ele comesse sempre bem sopa, papa e fruta passada/esmigalhada/ralada, comecei a dar-lhe pedacinhos assim de legumes e fruta cozidos, coisas molinhas. Ele sempre foi bem comilão e sôfrego e, ao invés do que fazem muitos bebés, comia mesmo não andava ali a explorar, metia pedações grandes na boca e eu assustava-me, claro, mas nunca nada aconteceu até ao dia. O dia em que devia ele ter uns 8 meses e meio, dei-lhe uma fatia fininha de melancia (fruta aparentemente mole/aquosa, que se dissolve bem) e do nada ele começou a asfixiar, ficou vermelho, depois roxo, sem respirar, pior momento da minha vida. Felizmente reagi depressa e fiz a manobra de desengasgamento, mas nada resultava, virei de costas, virei de frente, ele cada vez mais roxo a tentar "desencravar" aquilo da garganta e já em desespero meti-lhe dois dedos na garganta (o que não se deve fazer, mas estou convencida que salvei a vida do meu filho naquele momento) e senti o pedaço de melancia partir-se. Ele finalmente chorou e, passado o enorme susto, tudo ficou bem. Ficou uma carinha cheia de petéquias do esforço para contar a história :( liguei para o 112 e foram impecáveis, mantiveram-se bastante tempo ao telefone a dizerem-me para dar água ao bebé e tentar brincar com ele até se certificarem que ele estava 100% bem. E a paramédica do INEM que me atendeu disse uma coisa que não me esqueço: "mãe, antes do ano não dê coisas não passadas, não ganha nada com isso." Deu razão à minha mãe, médica, que se atirava ao ar de cada vez que eu lhe falava no blw. Mas como "a mãe é que sabe" tive de verificar por mim mesma que, de facto, no caso do meu filho, era uma péssima ideia, e mais, que não adiantava de nada, porque ele hoje come lindamente de tudo (começa agora a afinar o paladar e a dizer que não a algumas coisas, o que é normal, com ou sem blw). Também tentei as bolachas caseiras, mas na altura não achei que a textura fosse boa para bebés tão pequenos, ora se esfarelavam muito, ora eram muito duras...dei e dou holle. Claro que cada criança é uma criança e não significa que a Luisinha se vá engasgar (espero que não!!), mas a verdade científica é que o blw apresenta esse risco, mais do que a introdução alimentar convencional, as vias aéreas deles são mínimas (tudo o que for maior do que uma ervilha se for pela via errada por asfixiar e basta 1 minuto sem ar para acontecer o pior, aprendi depois), e, a meu ver, os eventuais benefícios (que aqui nem eram nenhuns, pois ele teve o seu tempo para conhecer e apreciar as texturas dos alimentos e hoje nem gosta de comida mole, tipo puré) não compensam, de todo os riscos acrescidos. Sei que contar histórias assim dramáticas nunca é muito agradável, mas acho que todas as mães devem ter bem consciência e informação acerca das suas escolhas de modo a tomarem a decisão mais informada possível. No nosso caso, aquilo que era uma experiência engraçada e divertida transformou-se num pesadelo. E há muitas experiências giras e divertidas que podemos fazer com os bebés que não apresentam esse tipo de riscos.

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    1. Obrigada por este comentário! Era tão bom que parasse esta sofreguidão de arranjar modernices naquilo que não é preciso. Repito naquilo que não é preciso. Não sou velho do restelo. A ânsia de se pôr em causa tudo, de se querer ser noderninho e mega trend... desgasta-me, confesso.

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    2. O comentário corresponde totalmente à verdade. Também acho que existe um bocado a tendência de pôr tudo em causa e ser moderninho,mas não julgo (aliás,eu própria me interessei pelo método como disse),só que me parece que há que pensar que se determinadas coisas foram feitas de certo modo até aqui e são as recomendações da larga maioria dos pediatras se calhar os nossos pais,avos e médicos não são parvos de todo e as coisas que dizem têm razão de ser. E mais,de facto isto do blw não tem nenhum benefício comprovado a médio/longo prazo,hão-de mostrar-me um estudo que diga que é certo ou até altamente provável que um bebé que faça introdução alimentar em blw vai ser uma criança que coma de tudo e melhor. E não vale dizer "fiz blw e o meu filho agora come tudo" porque eu não fiz blw,depois da péssima experiência e o meu filho tb come tudo, isso vai de cada criança. Não é uma moda com benefícios comprovados como o babywearing (que mais não é do que pôr as crianças de volta no colo dos pais,coisa natural e ancestral),é realmente algo em que,agora,não vejo interesse. É como as Joanas tantas vezes disseram aqui no blog,perante a informação devemos ouvir,sorrir e filtrar,pensar sobre as coisas e tomar a nossa decisão informada.

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    3. Exactamente. Sem tirar nem pôr.

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    4. Bolas, que momento terrível devem ter sido aqueles segundos! Compreendo perfeitamente. Também sei que é uma coisa que pode acontecer; no BLW mais do que com papa, acredito (não tenho dados nem experiência, porque nunca dei papas). Por isso mesmo acho muito importante saber fazer as manobras de desengasgamento - e sim, meter os dedos na boca se for preciso!! De qualquer maneira eles metem tudo à boca, e coisas pequenas e redondas, tipo migalhas do chão, e há que estar preparado. Mas não tenho conhecimento de nenhum caso de asfixia numa situação controlada de BLW, e é isso que queria deixar claro: que seguindo as regras de segurança o perigo - que existe sempre, em todas as situações - é muito minimizado.

      Talvez ainda uma nota: o alimento principal do meu filho até aos 12 meses sempre foi leite. Ele mamava antes de comer, o que faz parte das recomendações do BLW. Isso também fazia com que quase nunca estivesse sôfrego, e fizesse as coisas com muita calma. Mas as crianças são todas diferentes.

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    5. Pois são Inês, o meu sempre foi sôfrego, mesmo a mamar. É muito papão :) E por isso não era o melhor candidato a blw, como se viu. Não há uma regra boa universal que se aplique a todos, temos de conhecer os nossos filhos e ir decidindo consoante os meninos que temos.

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    6. S, nao há verdade maior que essa. E por isso a mãe é que sabe :)

      Muito obrigada por esta excelente troca de ideias e por partilhar a sua experiência! Quem me dera que mais comentadores fossem assim!

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    7. De nada Inês, obrigada também pela sua cordialidade e simpatia. Trocando ideias como gente civilizada e de forma educada, sem fazer juízos de valor nem partir de ideias pré-concebidas é que nos entendemos :)

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  23. A mãe a mãe é que sabe, mas isto parece uma roleta russa alimentar. As crianças são muito diferentes entre si e porque uma não gostar de comer não significa que a culpa foi, de alguma forma, da mãe.

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  24. Não é moda gente. Existe e é seguido em Inglaterra (onde vivo) há tantos e tantos anos! Pode ter chegado portugal à pouco tempo e la porque tem medo de fazer com os vossos bebés e limitaram se a ler pouco e apenas a seguir o que foi dido e feito pelos antepasaados, não tratem quem o faz como se fosse uma moda e perigo para os nossos filhos! Eu também acho um perigo dar sopa, prato e fruta na mesma refeição, já para não falar nas papas cerelac atoladas de açúcar ou até mesmo os bonitos iogurtes para bebe e não critico quem o faz. Melhor, crítico! É inconsciente e desactualizado!

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    1. "la porque tem medo de fazer com os vossos bebés e limitaram se a ler pouco e apenas a seguir o que foi dido e feito pelos antepasaados, não tratem quem o faz como se fosse uma moda e perigo para os nossos filhos!" - uau. comentário redutor e imbecil ao mesmo tempo, presumindo que os outros são uns idiotas desinformados porque em Inglaterra é que sabem tudo e "seguem o blw há anos". se leu o que eu escrevi, sabe bem que não se trata de nada disso. e mais, em sítio nenhum se defendeu que o que é bom é dar papas cerelac e iogurtes açucarados. Não é só quem segue a MODA do blw que faz alimentação saudável para os filhos. Mais: em Inglaterra não existe o hábito de consumir sopa e por isso não se dá sopa às crianças. Em Portugal, onde se segue a dieta mediterrânica, considerada a melhor e mais saudável do mundo inteiro, existe esse hábito e ainda bem, porque é óptimo para crianças e adultos, uma forma de se consumirem legumes "extra" à refeição. Qualquer pessoa com conhecimentos mínimos de nutrição sabe isso. Os níveis de obesidade e doenças cardio-vasculares são muitíssimo mais elevados em Inglaterra do que em Portugal, por isso esse discurso tipicamente depreciativo dos emigrantes de "aqui é que é bom e aí são uns atrasados" é falso e ignorante. Ainda: conheço várias pessoas com filhos em Inglaterra e todas dão comida esmagada/pastosa, e mais tarde partida aos seus bebés pequenos, não é verdade que o blw seja o sistema oficialmente recomendado.

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    2. Andreia

      Comer bem em Inglaterra?!! AH, Ah, Ah...
      Só pode ser a gozar.
      Vivi em Londres até aos 6 anos da mais velha e posso dizer que a alimentação nas escolas é de fugir.
      Não há sopas. Há imenso gratinados no forno (logo com 1 ano!).
      Lanches é de fugir. Pão e leite/iogurte nem pensar. Em várias creches que visitei davam croissants, brioche, etc...
      A única coisa que se salva é que dão fruta e legumes.
      Mas no geral a alimentação em Portugal é muito, mas muito melhor (nem sequer se compara).

      Sofia R.

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