sexta-feira, 31 de março de 2017

Calem-se!!!

(uau um post que não é sobre a festa de aniversário) 

Adoro sentir que aprendi qualquer coisa e que, ao mesmo tempo, pratiquei o bem. Não sou daquelas pessoas que me sinta gratificada a doar coisas a instituições, apesar de já ter feito voluntariado numa casa de acolhimento de emergência (só para que não fiquem a pensar que sou um monstro - foram só dois dias, mas a fingir que foi durante anos). Sinto-me muito mais compelida a ajudar pessoas que tenham passado ou passem por situações pelas quais já tenha passado. É o clássico do "sentir-me mais identificada". 

Tenho sentido muita vontade de ajudar mães a todos os níveis (menos financeiro que isso, filhas, vá, não há capacidade para estes lados) e, ao mesmo tempo, tenho sentido que é benéfico se me acalmar um pouco. Facilmente as coisas que eu digo podem ser vistas como intrusivas ou podem ser a minha perspectiva das coisas e quando não se conhece a história de alguém por completo, as boas intenções podem surtir um mau efeito e isso está longe da minha vontade. 

O lovelab agora é The Love Project

Aprendi muito com a amamentação e essa foi uma das coisas. Comecei por julgar e muito as mães que não amamentaram porque não quiseram, as que que não conseguiram, porque supostamente "se eu consegui toda a gente consegue", as que não se informam, as que... "De repente", apercebi-me de que todas nós temos histórias que nos compõem e que isto da maternidade vai buscar tudo o que há de mais intenso em nós: amor, abandono, desespero, vontade, sonho, esperança, incapacidade, segurança... É impossível sermos perfeitas nesta natureza tão falível e cuja aprendizagem se faz esfolando-nos também. 

Aquela mulher não é a mulher que não amamenta. Aquela mulher tem um nome e tem história e o não amamentar foi o resultado de uma existência que não conheço e que não me compete julgar (apesar dos meus julgamentos também serem consequência de uma existência que vocês não conhecem). 

Não acredito que a palavra seja compreensão, mas talvez respeito. Respeito pela existência dos outros, pelos seus condicionalismos e pelas suas formas de verem o mundo. Tenho vindo a aprender. É um processo (que nunca terá fim, desconfio). 

Um casal amigo contou-me que estava a dar leite artificial. Sugeri uma conselheira de amamentação. Agora é com eles, não tenho nada que ver com isso. 

Uma rapariga no ginásio, grávida, disse-me "é amanhã". Dei o meu melhor para não dizer tudo o que senti e pensava, sugeri que falasse com o médico para perguntar se podia ficar mais tempo "no forno" se era essa a vontade da mãe (e, vim a saber que falou e vai ficar mais uma semaninha - gosto de pensar que tive algo que ver com isso). 

Muitas mães explicam de forma não correcta os problemas de amamentação que fizeram com que a experiência acabasse. Digo onde podem ir buscar mais informação num segundo filho e que podem falar comigo sempre que precisarem e saio de cena. 

Ok. Isto não é ficar calada, mas também não acho que devamos fingir que não vemos algo onde possamos fazer a diferença. Comparativamente com tudo o que me apraz dizer nessas alturas, eu sinto que é quase um silêncio absoluto o que me sai. 

É pensar que quando falo não é por mim, mas que é pelo outro. É "ajudar" e não interferir. Estou a aprender. 

Faço novamente aqui um pedido de desculpas a todas as mães (até amigas) que julguei alto e bom som, outras em silêncio e que fui demasiado intrusiva e desrespeitadora. Não havia más intenções, havia um descontrolo e falta de reconhecimento do outro. 


...............

Sigam-nos no instagram aqui 
a mim também aqui e à outra Joana aqui.
O nosso canal de youtube é este.

46 comentários:

  1. muito bonito. parabéns!

    ResponderEliminar
  2. Aplausos! Bem me lembro do post num grupo de mães relativamente à amamentação e ao que gerou. E eu nem me sinto atingida porque dei de mamar a 3 filhos e, assumo, julguei, quem não o queria fazer. Hoje em dia com miúdos a entrar na adolescência todas estas questões das mamas, sonos, açucares e afins parecem-me ter tão pouca importância... Só uma nota: talvez quem sugere que a relação "intensa" com a Irene beneficiasse de mais descontracção não o faça só para chatear. Mafalda

    ResponderEliminar
  3. Estás a aprender e a melhorar! Todos estamos, eu incluída! :)

    Eu também passei tão mal com a amamentação que julgava (apenas interiormente!) as mães que não davam mama. Porque se eu consegui, todas conseguimos, porque todas temos o leite suficiente e perfeito, porque toda a informação está à distância de um clique. Mas fui percebendo com o tempo que só isso não é suficiente. Cada mãe é uma mãe com vivências que condicionam as sua experiência como mães (LM/LA, cama própria ou dos pais, dar açúcar ou não, dar ou não colo e tantas outras nuances de maternidade...)

    Também te julguei e pensei como era possível teres passado a Irene para o quarto com 3 dias porque para mim era impensável... Por outro lado era daquelas que dizia que filho meu nunca iria dormir na minha cama e julgava (interiormente) que o fazia! E hoje dorme connosco, porque dar mama de duas em duas horas - numa noite boa! - sem ficar louca, só em cosleeping. Nada como "passar por elas!

    Aceitação de que somos diferentes, mas nem por isso menos ou piores mães. Somos todas Mães.

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  4. Falou tudo: "respeito". Tenho 43 anos, um filho de 18 anos dei mama até 28 meses.Agora tenho uma filha de 17 meses que ainda dou mama, tb não sei por quanto tempo vou dar, isso é entre eu e ela, talvez uma opinião do pai. Que até agora estamos sempre de acordo em tudo, mesmo não concordando chegamos sempre há um consenso.O que me incomoda profundamente, certas pessoas dizerem-me, sua bebé tem o vício da mama, desrespeito e preconceito à ambas. Tenho profundo respeito as mulheres que não puderam amamentar ou fizeram a opção por não o fazer. Cada um sabe de si,"cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração". Obrigado as Joanas pelo Blog,pela partilha, ajuda e esclarecimentos, entre outras coisitas. Sou leitora assídua, sucesso hoje e sempre

    ResponderEliminar
  5. Há poucas coisas melhores do que nos conhecermos a nós próprios.

    Parabéns JG! É incrível mas sinto orgulho do seu percurso até aqui.

    Grande beijinho

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Concordo consigo anónimo, estou feliz pelo teu caminho Joana :) Um beijinho*
      Ana

      Eliminar
  6. Aplausos!
    Tive que parar a amamentaçao devido a problemas de saúde. E detesto que outras maes julguem sem conhecer a historia de cada uma. Nao se faz. Somos apenas seres humanos a tentar fazer o melhor que sabem.
    Beijinho

    ResponderEliminar
  7. É sem duvida um processo, conseguirmos aceitar formas diferentes de ver o mundo. Não temos que compreender, não temos que dar razão, mas temos que aceitar. Como queremos que aceitem a nossa "teimosia", "mania de ser diferente", vontade de não fazer como todos fazem. Ainda me custa muito aceitar que as pessoas não procurem tomar decisões informadas, que se fiquem com a primeira recomendação que ouvem. Mas até isso eu tenho que aceitar. Se calhar não têm tempo ou energia para dedicar ao processo de procura de informação, de investigação, de ir um pouco mais além. Ou então não têm interesse em investigar esse assunto, simplesmente. Não é relevante para a forma como vivem a sua experiência de maternidade. E temos que aceitar. Só não aceito, nem por sombras, práticas que desrespeitem as necessidades dos filhos, por completo. Assim, não aceito que se forcem as crianças a comer ou passar fome, não aceito que se bata e humilhe uma criança por princípio (descontrolos pontuais todos podemos ter), não aceito que se deixem as crianças a chorar até sucumbirem de cansaço, porque estão apenas a chamar a atenção.. e outras coisas que acredito mesmo que são prejudiciais e já saem da esfera de opções válidas. Claro, quem sou eu para definir o que é válido ou não?... por isso é que há leis, e estudos científicos, e evidências das consequências das opções parentais. Eles existem, para quem quiser aprender, informar-se, decidir em consciência.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Comparar a decisão de não amamentar, com situações de passar fome ou bater parece-me simplesmente absurdo e idiota da sua parte.

      Eliminar
    2. Anónimo das 21:52, ela precisamente disse que não era de comparar. Já ouviu falar em analfabetismo funcional?

      Eliminar
    3. :) eu estava a dizer que há coisas que eu não aceito. Amamentar ou não é uma coisa que aceito, bater como estratégia educativa não aceito. Apenas para dizer que para mim há um limite para o "a mãe é que sabe". Só isso.

      Eliminar
  8. Disseste tudo, Joana. Obrigada.

    ResponderEliminar
  9. A máxima que deve prevalecer a todas no que diz respeito à maternidade: "good for her not for me"

    ResponderEliminar
  10. Muitos Parabéns pelo post, Joana! Eu tive uma experiência de insucesso na amamentação, mas muito do que já li aqui faz-me sentir que para a próxima pode, de facto, ser diferente e melhor. Não me sinto, nem nunca senti, menos ou pior mãe por só ter amamentado o meu filho dois meses, mas gostava muito de tê-lo feito mais tempo. Obrigada pelos testemunhos, e acima de tudo obrigada pela generosidade e humildade deste post. Nem toda a gente consegue fazer este tipo de mea culpa! Parabéns e um beijinho

    ResponderEliminar
  11. Joana, sempre que lia um post teu, sobre amamentação, ficava revoltada. Não percebia porque é que num blog que se diz de maternidade não havia espaço para toda a gente. Ser mãe é tomar decisões que, às vezes, podem não parecer aos outros as melhores do mundo, mas todos temos uma história e, acima de tudo, um objectivo comum. Eu nunca amamentei, tenho as minhas razões, mas tal como tu, sempre desejei e quero o melhor para os meus filhos e ouvir/ler repetidamente os teus posts sobre amamentação, fazia-me sentir que este blog não era para mim. Continuei a passar por cá, e hoje deparei-me com isto. Obrigada!

    ResponderEliminar
  12. Joana, acho que faz parte da espécie humana todo este julgamento que fazemos acerca dos outros e das suas atitudes. Também eu me considero bastante "judgmental", tanto quanto às mães que não querem amamentar, como as mães que fumam e bebem na gravidez, por exemplo. Mas como reverso da medalha sei que também eu posso ser foco de crítica porque não sou perfeita e porque obviamente também tenho comportamentos censuráveis. Acho que mais importante do que julgar, é tentarmos ver sempre o outro lado, a outra perspectiva e relativizar. Beijinhos

    ResponderEliminar
  13. Post perfeito...diz tudo e identifico me.bjs

    ResponderEliminar
  14. Obrigada Joana,
    Eu sou uma das mães que não amamentou por diversas razões... Sempre fui julgada, culpada, até injuriada e ameaçada (pelo pediatra) em que o meu filho seria menos inteligente e mais frágil que os outros.
    Oiço "N" historias...
    N\ao me arrependo de não o ter feito e agora no segundo filho não amamentar também!
    É bom sentir que apesar de opinões diferentes o respeito pela opinião do outro prevalece!
    Obrigada Joana

    ResponderEliminar
  15. Chama-se tolerância. 😊 E é o maior problema da humanidade. Todos acham que têm a verdade e ninguém de facto consegue provar nada a 100%.

    ResponderEliminar
  16. Não costumo comentar nada nem aqui nem em lado nenhum, mas este post inspirou-me... Sou mãe de uma Luana de 2 meses e meio, a minha porta-chaves nasceu pequena e magrinha.Trabalhei até mto tarde e tivemos uma gripe A às 33 semanas (sim espantarem-se), mas sobrevivemos sem grandes sequelas tirando que não crescemos nem engordamos, logo aí ouvi imensas críticas... 'ah a criança é pequena, tens de alimentar bem... etc,etc'. Graças ao divino até agora a amamentação sempre correu bem e ela tem engordado mas continuamos a ouvir que é pequena e que tal um suplemento ou outro não fazia mal... E claro isso faz-me duvidar de mim enquanto alimento para a minha filha... Depois de ela nasceu e com 1 mês eu fui internada com um vírus manhoso o VSR, boa mais gente a dizer que ela devia fazer suplemento porque a mãe estava internada e não podia estar em contato com ela então não a podia alimentar... Mas eu e o pai fomos fortes e mesmo internada tirava leite com a bomba e o meu companheiro trazia para casa e dava-lhe. Tadinho esteve 8 dias sozinho,ou praticamente, com um bebé com 1 mês. Mais uma vez toda a gente dar palpites:"um homem sozinho com um bebé tão pequeno, não vai acabar bem". Mas não só acabou como ela engordou e bem :) No entanto enquanto mãe custou-me acordar de madrugada (sem a minha bebé ao lado) para 'dar de mamar'-extrair leite. Volto para casa, novo contratempo ela precisou de ser internada, uma broquiolite, o que também interfere com a amamentação (eles perdem a sucção por se cansarem mto), continuei a amamentar.
    Então com este longuíssimo post quero dizer que sempre tivemos gente a dizer o que bem lhe apeteceu mas nós insistimos no que achavamos e achamos melhor para a nossa filha. Claro que conselho recebo-os de bom grado. Mas faço o que sinto. E acho que falta as mtas mães fazerem isso o que sentem... E acho que isso aprendi um pouco com este blog... Vocês ensinaram-me a sentir primeiro antes de ouvir os outros... Não concordo que tudo o que pensam ou escrevem, mal seria. Mas acho que que AJUDAM A PENSAR. E a refletir que 'A MÃE É QUE SABE' :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. E independentemente do que os outros pensam, está de parabéns pelo seu esforço! Eu tenho um bebé que faz hoje 3 meses, que foi internado aos 2 meses com VSR. Esteve muito mal e passei dias a fio a tirar o meu leite com bomba, para que ele fosse alimentado por sonda. Só Deus sabe como consegui manter a amamentação exclusiva...! Mas queria dar-lhe os parabéns. Numa situação dessas, não é fácil fazer mais um esforço, quando tudo já está tão difícil...

      Eliminar
  17. Gostei muito de ler JG. Andava um bocado "chateada" contigo e acho que o motivo disso eram precisamente algumas posições muito marcadas (não vou dizer fundamentalistas que odeio, acho que isso também é um julgamento negativo), em que parecias não perceber muito bem o lugar e os motivos dos outros, para não fazerem ou pensarem como tu. E, se calhar, não era só eu e por isso começaste a receber algum feedback negativo, o que seria de estranhar sendo tu a alma humorística deste blogue (a JPB a romântica). Fico feliz que tenhas percebido isso. Todos nós julgamos um pouco, pois se fazemos as coisas de uma determinada maneira é porque achamos que é a melhor e se vemos alguém que não está a fazê-las como nós, instintivamente vamos discordar. Não há nada de errado nisso. O que é errado é fazer alguém sentir-se menorizado ou posto em causa ou uma pessoa menos válida devido à nossa opinião e à nossa maneira de a verbalizamos. A maternidade tem sido para mim, além deste amor absolutamente esmagador que é impossível descrever e que todos os dias parece que incha como um balão, uma enorme lição de humildade. Vamos aprendendo muita coisa sobre nós, sobre os nossos filhos, sobre as pessoas que nos rodeiam, que obrigam a sentarmo-nos à noite depois dos filhos estarem a dormir a comer um pedacinho da nossa "humble pie" e a pensar na vida. Faz-nos verdadeiramente querer ser pessoas melhores, mais empáticas, mais generosas, mais tranquilas e mais ponderadas. Aprender a estarmos caladinhas quando nos apetecia falar, a ouvir o que as outras pessoas - os filhos e não só - nos estão a dizer e a tentar compreender os seus motivos, calçar os seus sapatos. A isso se chama empatia. É um sentimento muito bonito e fico contente que o vás encontrando cada vez mais, eu sei que vou. Beijinhos

    ResponderEliminar
  18. Acho que se fala hoje em dia, demasiado em amamentação. Muito mesmo. Acho que hoje em dia há felizmente muita ajuda. Seja uma amiga, uma cam, ainda bem que temos apoio.
    Fico triste quando vejo muitos posts acerca, não sei explicar. Tenho três filhos. Dois ainda bebés (14 meses de diferença). Sempre tive muito leite mas a verdade é que pouco dei mama. Todos os meus filhos ficavam hora na mama para dali a segundos estarem a chorar por mais. No primeiro filho existimos só para eles mas no segundo a disponibilidade e o filho mais velho a chorar a pedir atenção contribui para a desistência. A minha solução é tirar com bomba e dar no biberão (cuja tetina imita a mama). Porque nunca consegui chegar à fase de não ter mastites a dar mm a mama ao bebé. Foi muito sofrimento além do incentivo familiar para deixar de amamentar pq cuidar de três filhos com febre é tudo menos fácil.
    A minha bebé mais pequena bebe ainda hoje leite materno com fartura, mas no biberão. Serei vista como preguiçosa? Sonhava conseguir dar de mamar e nem à terceira consegui.
    Por isso fico triste de ler tanto acerca. Desculpem o desabafo. Na realidade talvez seja inveja, não maldosa, mas triste.
    Obrigada por me fazerem companhia 5 minutos por dia.
    Beijinhos às duas ♥

    ResponderEliminar
  19. Cada vez que leio coisas sobre este tema, fico tão revoltada...

    Saí de todos os grupos (2 ou 3, já nem me lembro...) no FB por causa do tema. Vou lendo blogs sobre maternidade e pensei - "A mãe é que sabe" deve ser fixe... Não há cá moralistas no tema, e a mãe é que sabe das suas opções...
    Apesar da expectativa meio defraudada, por cá fui ficando, até por me identificar ora com alguns aspectos da JG ora com outros aspectos da JPB.

    Dei de mamar a última vez no dia em que a minha filha fez 3 meses. Nesse dia senti-me a pior mãe do planeta, mas tão aliviada...
    Senhoras, nem todas passamos pela experiência fantástica e absolutamente transcendente e prazeirosa do dar de mamar. Para algumas de nós é absolutamente um desespero e tortura com dores lancinantes pelo meio. E isso criou-me uma relação de amor/ódio com a minha filha - eu amo-a tanto, mas não aguentava mais esta tortura!!!
    E para mim, a opção foi deixar de dar LM. E aí sim, passei a encarar a maternidade com a naturalidade e amor com que deve ser encarada.

    E NÃO SOU MENOS MÃE DA MINHA FILHA POR NÃO LHE TER DADO DE MAMAR tantos meses como os desejáveis!

    As mamãs que orgulhosamente (e bem!) declaram dar de mamar aos seus meninos de 18/24/36 meses, façam-no com algum tacto e compaixão. São coisas que devem ser partilhadas como exemplos e não de forma a que algumas como eu se sintam inferiorizadas pela "capacidade de super mãe que dá mama".

    E é isto...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. "As mamãs que orgulhosamente (e bem!) declaram dar de mamar aos seus meninos de 18/24/36 meses, façam-no com algum tacto e compaixão."
      Considero-me uma pessoa bastante discreta, não faz parte da minha maneira de ser apregoar aos sete ventos que ainda amamento (nem me interessa saber em relação às outras mamãs), no entanto, como estou em prolongamento de licença de amamentação, todos os colegas de trabalho sabem da minha situação. Nunca fui tão criticada pelas minhas colegas por uma situação que não lhes diz respeito nem as afecta de alguma maneira. Fiz e faço o que acho melhor para mim e para a minha filha, não me considero nenhuma "super mãe que dá mama" mas também não tenho culpa que algumas pessoas, de alguma maneira, se sintam interiorizadas.
      Sinceramente fico triste e ao mesmo tempo revoltada.

      Eliminar
  20. "Um casal amigo contou-me que estava a dar leite artificial. Sugeri uma conselheira de amamentação. Agora é com eles, não tenho nada que ver com isso. " Isto não é ficar calada e, se não lhe pediram ajuda nem opinião, é intervir, julgando (porque é uma sugestão de um caminho diferente, como se o caminho que esse casal amigo escolheu não fosse bom, não fosse ponderado, não fosse o melhor para esse casal).
    A Joana pode ter dado muitas voltas como mãe e como pessoa, e dará muitas mais no futuro, certamente, mas continua a ser uma mãe que se mede a si própria (e, o pior, às outras mães) pelas mamadas e pelo tempo que amamentou. E isso é, no mínimo, muito redutor.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Redutor foi o que disse, não tem pés nem cabeça.

      Eliminar
    2. Calma gente que ela está a tentar fazer um esforço. Passar da psico da amamentação para a cool sobre o assunto não deve ser fácil. Vale pelo esforço e com o tempo vai lá chegar. Sandra Gonçalves

      Eliminar
    3. Ai Sandrinha, é com cada comentário.
      Que triste já não bastavam os comentários negativos nos posts da Joana Paixão ainda vêm comentârios destes para os posts da Joana Gama.
      Não seja mesquinha, não ganha nada com isso. Ou ganha?

      Eliminar
    4. Por acaso não era negativo. Acho mesmo que ela está a fazer esforço e acho que mudar sobre um tema tão sensível não se faz do dia para a noite. Acho que continua indirectamente a dar a sua opinião que ao que entendi não foi solicitada por aquele casal e so só quando não sentir a necessidade de o fazer é que será realmente imparcial. Já o Sandrinha não me parece de todo adequado mas não levo a mal porque sei que todas nós temos dias difíceis e muitas vezes as palavras escritas em blog são mal interpretadas. Fique bem anónima e um bem haja para si. Sandrinha

      Eliminar
    5. Todos estamos cá para aprender, estas duas autoras do blog o mesmo. Cada dia vão aprendendo,e nós leitoras vamos notando algumas diferenças nelas...
      É importante respeitar cada opinião
      Maria Gaspar

      Eliminar
  21. Joana sempre passei por cá mas sei que perderam seguidoras por seres tão crítica em várias questões mas em especial na amamentação . É bom saber que mudas te ou pelo menos tentas . Sabes como é " a mãe é que sabe " e não cumpres o nome do teu blog .

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pensei o mesmo, é bom saber que ambas mudaram tanto esta Joana como a outra. É bom. Vamos mudando ao longo do tempo, todos nós. Fico contente de notar algumas diferenças nas duas, gosto muito de vos ler

      Eliminar
    2. Gostei muito! Confesso que também julguei, algumas vezes mas ao longo do tempo fui aceitando que no mundo da maternidade cada um faz de maneira diferente e como se sente melhor e conforme as necessidades.
      Gosto muito de vos ler!! Muito mesmo,tenho gostado muito de ver o vosso progresso, das duas, a crescerem em relação a alguns temas
      Isso é bom, parabéns meninas! Todos vamos crescendo com o tempo

      Eliminar
    3. Odiei amamentar! Até agora, foi a pior coisa em toda esta experiência da maternidade! A minha filha não se alimentava como deve ser! Não me venham com as histórias que não há leite fraco... Cada um tem o que tem! Deixei de amamentar a minha filha no dia em que ela fez 3 meses e nem imaginam a minha satisfação quando a vejo beber um belo biberão! Já não chora feita louca de fome e anda um bebe feliz! Sofri pressão de muitas pessoas bem intencionadas, para que não parasse de dar mama! Sou má mãe, as defesas, as cólicas!... Tudo treta! O meu irmão sempre bebeu LA e nem uma alergia! Uma amiga deu LM durante bastantes meses e a filha tem tudo acabado em "itens", inclusivamente asma! Respeito quem amamenta e agradecia que começassem a respeitar quem não o faz ou porque não quer ou porque não conseguiu! Este assunto já enjoa e há mães que parecem alucinadas! Uma autentica seita fundamentalista!

      Eliminar
    4. "Uma autêntica seita fundamentalista."
      Cada um defende aquilo em que acredita e vive com as suas escolhas, respeitando o espaço dos outros. Infelizmente não é o seu caso. Lamento.
      A amamentação também me foi custosa, a minha filha foi um bebê bastante difícil e depois de muito me informar e ler decidi manter a amamentação e "atacar o problema" por outras vias. Hoje ainda amamento e a minha filha é um bebê super bem disposto, saudável e dorme a noite toda. Esta é a minha experiência e a minhas escolha e durmo bastante bem sobre elas. Respeito quem não amamentou, seja por que motivo for, mas também exijo respeito por quem decidiu levar a amamentação em frente apesar de todos os percalços.

      Eliminar
    5. E eu defendo o que é bom para cada mãe e bebé. Seja isso amamentar até aos 24 meses ou não. Simplesmente, no meio este processo todo, não senti o minimo de respeito por quem toma outra decisão! Fui duramente criticada quando decidi parar e foi efetivamente o melhor que fiz.

      Eliminar
    6. Olhe, "a mãe é que sabe", sem qualquer tom de crítica.

      Eliminar
    7. infelizmente somos criticadas quer decidamos amamentar quer decidamos não amamentar. este mundo nunca está satisfeito com as opções ou as soluções possíveis que cada uma de nós implementa. se amamentamos até depois dos 6 meses começa a conversa que não serve pra nada, que estao muito agarrados a nós, depois dos 12 meses então já quase dá vontade de nos escondermos.. e após os dois anos.. meu deus, amamentar um ser que já anda e fala, até acham obsceno... do outro lado, sabendo que o LM é o melhor alimento, é verdade mesmo que muitas mães que não conseguem ou querem são efetivamente duramente criticadas. dizem-lhes que são preguiçosas, que nao tentaram que chegue, que os filhos vão ficar menos inteligentes e que a vinculação não é a ideal. mães, por favor... façam o melhor que sabem e podem, e ajudem as outras no que precisam para fazerem o seu melhor (o delas, não o vosso). o que precisamos TODAS, amamentemos ou não, é de apoio e compreensão. não estamos a ganhar nada com esta competição para ver quem é a mãe melhor, a que mais se sacrifica ou a que não sacrifica nada (sim, porque se nos dedicamos aos filhos estamos a anular-nos, se não dedicamos, não devíamos ter tido filhos...). acredito que tenha sido muito julgada por não ter amamentado, mas acredite que quem amamenta em exclusivo e até "tarde".. também o é. nem nas críticas podemos competir, que nenhuma de nós ganha! :))

      Eliminar
    8. 👏👏👏 Ana Nascimento!

      Eliminar
  22. Eu enquanto mãe que amamentei pouquíssimo, sinto-me muito "chateada" quando vejo/oiço as defensoras da amamentação extremistas. E atenção, eu também acho que amamentar faz muito bem! Não acho é normal chacinar quem decide não o fazer.
    Nem sempre se consegue, nem sempre é possível e as mães que não amamentam têm de ser respeitadas da mesma forma!
    Cabemos todas neste universo da maternidade desde que se respeite as vontades e as necessidades de cada pessoa!
    Eu quase não amamentei porque não estava a correr bem, a minha bebé queria muito comer e eu não estava a conseguir alimenta-la! Criei um bloqueio e nesse momento não estava a ser bom nem para mim nem para ela! Se podia ter procurado mais ajuda? Sim podia, mas nesse momento não tinha disponibilidade emocional para isso, precisava de me ligar à minha filha e tudo estava a ser um drama! Tomei a decisão de lhe dar LA, ela mamava com uma satisfação imensa... Ainda dei uns tempos LM retirado com a bomba e ia intercalando, mas um dia ela recusou o meu leite.
    Se podia ter sido diferente? Talvez! Mas vivemos muito bem com esta decisão e tenho a certeza que foi a melhor decisão que podia ter tomado naquela altura pela nossa sanidade mental!
    Sou menos mãe por isso? NÃO! E ninguém tem o direito de julgar! Tive capacidade de alterar a rota para a nossa felicidade a um passinho de entrar numa depressão pós parto!
    Hoje tem 14 meses (13 a LA) e é uma bebé que adora comer: da sopa à fruta passando pelo segundo prato; é super feliz, bem disposta e muito ligada à mãe e ao pai!
    Obrigada Joana por conseguires aceitar a decisão de cada mãe, sem extremismos!
    Beijinho
    Vanda

    ResponderEliminar
  23. E já consegues perceber as mães que andam com bebés pelos shoppings ou ainda é too much?

    ResponderEliminar
  24. Parabéns Joana. Estamos todas a aprender, todos os dias. Há que acabar com fundamentalismos e julgamentos. Acho mesmo que Joana não tinha noção do impacto negativo de alguns dos seus posts. Acho que só estava a dar a sua opinião sincera e acredito que nunca teve intenção de atingir ninguém mas como blogger tem muita responsabilidade social principalmente sendo este blog sobre maternidade. Não deixe de ser quem é porque tem imensa graça mas tente ser mais empática, pensar fora da caixa como está a fazer agora. Cada pessoa tem efetivamente a sua história e quem somos nós para julgar o próximo?! Beijinho Inês

    ResponderEliminar