sexta-feira, 13 de abril de 2018

Pomos muita pressão em cima de nós!

Às vezes digo que queria ser um bocadinho mais como a minha mãe.
Também deve ter tido os seus desafios, os seus dilemas, os seus receios. Também teve dores de cabeça com uma bebé complicadita para dormir (eu). Também tinha regras. Também tinha trabalho connosco (muito e muitas vezes sozinha enquanto o meu pai tirava o curso superior enquanto trabalhava, já connosco nascidos).
Mas às vezes paro para pensar um bocadinho e, apesar de ser muito bom ter agora uma parentalidade mais consciente, analisarmos mais o que andamos a fazer, haver ciência do nosso lado e pedopsiquiatras e estudos, regressar mais às origens e abandonar uma série de mitos, modas e modinhas que se foram atravessando nas nossas vidas, somos, agora, muito mais complicaditas. Levamo-nos muito mais a sério. Somos muito mais exigentes (connosco). Tirámos o peso de cima das crianças, libertámo-las de muitas coisas e deixamo-las ser verdadeiramente crianças, respeitando o tempo delas, mas encarregámo-nos de equilibrar mais um livro de parentalidade em cima da cabeça e ai de nós se não cumprimos o que lá diz. Temos muito medo de traumatizar os nossos filhos com coisas de nada. Fazemos pouca coisa por instinto, sempre com paninhos quentes para não os estragarmos. E se levantamos mais um bocadinho a voz, lá vem a culpa cair-nos em cima porque nos descontrolámos. Amamentação, sono, parto, cólicas, babywearing, brinquedos, chucha ou não?, livros, alimentação, baby led weaning, doenças, rotinas, parentalidade, viagens, escolas, horários... para tudo há prós e contras, listas, recomendações, DO's e DON'Ts, todos opinam, todos têm algo a dizer, a contar e a testemunhar, os médicos contradizem-se entre eles, e nós queremos fazer tudo certinho. 
Pomos muita pressão em cima de nós. É por isso que digo que às vezes queria ser um bocadinho mais como a minha mãe. Mais leve.



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5 comentários:

  1. Eu sou exatamente isso, mais leve. Talvez até mais do que a minha mãe foi. Não entendo o porquê de tanta preocupação com coisas que não são graves. Mãe é mãe. Não é psicóloga, não é médica, não é professora. Não tem de saber tudo, nem de ser perfeita. Só tem de ser mãe.

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  2. Porque me identifico com este texto. Porque me revejo nestas palavras. Porque por vezes (muitas vezes) questiono a minha maternidade (avalio-a) mas sinto que quem me rodeia avalia-a muito mais que eu. Porque toooooodos tem opiniões e, muitos revelam-nas, e insistem em revelar. Porque por vezes me apetece dizer “calem-se” (e hoje é uma dessas vezes) Obrigada por JoanAs por me fazerem sentir que não sou a única a sentir estas cenas! E sim JoanaPB muitas vezes penso como conseguia a minha mãe se tinha 3 filhos... e sabes o que ela me diz “Oh filha antigamente não se falava nem exigia tanta coisa, fazíamos as coisas com o coração...”

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  3. Basicamente é ser mais mãe com o coração e menos com a cabeça...

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  4. Não ainto essa pressão e tb nunca ouvi assim tantas opiniões... leio, vejo que de facto ha milharesss de teorias p tudos, tento tirar o melhor de tudo o q leio mas de uma maneira geral... sigo o meu instinto.

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  5. é ter mais filhos: da primeira eu fui uma Joana Gama cheia de rotinas, ideias sobre fazer o melhor, ansiedades e afins. Melhorei substancialmente na segunda filha e ao terceiro faço tudo na maior sem stress nenhuns nem perder tempo com o que dizem os especialistas de desenvolvimento infantil, pediatras, sabem tudo. E somos todos mil vezes mais felizes assim respeitando o tempo dos miúdos algumas vezes, outras vezes a fazê-los respeitar o nosso e basicamente livres.

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