domingo, 13 de maio de 2018

Os segundos ficam traumatizados?

Estava aqui a decidir se fazemos festa de anos à Luisa, a segunda, como sabem. Faz, no final do mês, dois anos. 
Eu explico: talvez vamos viajar nessa altura e iria complicar muito encaixar uma festa antes de irmos ou depois de chegarmos. Pelo menos uma festa com tema, com cupcakes e tudo bonitinho como tenho feito. 
Mas depois pensei: quão triste ficaria ela quando soubesse, daqui a uns anos, que não teve festa de anos? Somos nós que valorizamos isto e que lhe damos mais importância do que realmente tem? Um bolo e um balão “faz a festa”? 
Para a Isabel, fiz um filme para os dois anos dela, com os melhores momentos desses 24 meses. Imprimi fotos e pus em molduras. Escrevi um diário da gravidez. Da Luísa, nada. 
Mas depois penso: será mesmo importante tudo isso? Não será mais importante estarmos juntos, termo-nos e aproveitar esses momentos?
E lá decidi. Se não formos viajar (ou se formos mais tarde), vamos fazer um piquenique no dia com bolo e algumas coisas básicas com avós e primos. Vou aproveitar decoração que sobrou de outras festas e dar-lhe esse miminho. 
Querem dar-me ideias de coisas fixes para ter num piquenique? Vou pedir à minha avó para fazer croquetes, rissóis, pastéis de bacalhau e um bolo de noz. Compro húmus, faço guacamole, cenouras aos palitos e espetadas de fruta e de tomate com queijo mozarella. E mais? 
Obrigada! :) 



E já agora respondam à pergunta que me levou a escrever este post: os segundos ficam traumatizados? [o meu irmão mais novo chegou a escrever uma composição uma vez chamada “pobre membro”, onde se queixava de ser o membro mais desprezado da família. Será?...]






19 comentários:

  1. Ja em adulta sinto um bocado que não tive a mesma ateaten, por isso sim, penso que a Luísa iria querer ter as mesmas coisas que a irmã. Beijinhos para todas

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  2. Quando o meu filho mais velho (e na altura único) fez dois anos o meu marido não estava em Portugal. Então optámos por não lhe dizer nesse dia que fazia anos (ele não tinha calendário!) e sim dois dias depois, quando o pai já estava em casa.
    Acho que não ficou traumatizado... mas se ficou a ideia não era essa!
    Também só tenho álbuns de fotos do mais velho, os mais novos nepia... a ser traumatizado será o primeiro que levou com a nossa inexperiência e stresses variados!!
    Vai lá passear e relaxa!

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  3. Pipocas, gelatinas em copos individuais, muffins. Assim dá para cada um se servir sem ser preciso facas ou o que quer que seja. A festa de 4 do meu foi um piquenique com a família e foi excelente, sem traumas :)

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  4. Como segunda filha acaba por traumatizar um pouco, o não termos um album da gravidez, o não termos tantas fotografias ou até mesmo festas de anos acaba por ser importante um dia mais tarde, quando não encontramos nada que recorde o nosso aniversário ou a nossa infância. Sentimo-nos menos importantes.
    Portanto, por mais pequena que seja é preferível fazer uma festa e recordar lhe esse dia um ano mais tarde 😊

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  5. Eu sou a mais velha, é sinceramente acho que a minha irmã foi penalizada em algumas coisas, como por exemplo nunca teve uma bicicleta nova acabava por estar tudo meu sem poder escolher ou dizer recebi de prenda. Com os meus filhos, o que faço á mais velha faço ao mais novo sem excepção, coisas diferentes claro porque uma é menina o outro menino. A última coisa que quero um dia ouvir do meu filho é que a irmã teve mais que ele. Isto nao é de todo uma crítica é mesmo a minha opinião. Uma festinha era bestial e aposto que ela ia adorar.

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  6. Connosco sempre foi ela por ela. É verdade que eu, como irmã mais velha, sempre recebi os louvores por fazer tudo primeiro. Já o meu irmão quando aprendeu a ler, quando tirou a carta, etc, já era apenas o segundo a ter feito as coisas depois de mim.
    Por outro lado, acho que ele teve muitas coisas mais cedo do que eu exactamente porque se eu as tinha ele também já podia ter. Eu tinha de esperar por certas idades para ter acesso a coisas que ele acabava por ter na mesma altura, mesmo faltando uns anos para atingir essa idade da regra.
    E ele também teve mais fotos porque os meus pais tinham máquina na altura dele mas não na minha. :)

    Eu não gosto do sistema de “quando dou a um, dou ao outro”. Nunca se fez isso em minha casa e não acho que o sistema resulte nas casas onde o vejo. Acabo é por ver irmãos adultos sempre a contar quanto é que o outro recebeu para exigir o mesmo aos pais (por exemplo, os pais ofereceram um carro a um filho por ele ter acabado o curso com distinção e o outro exigiu uma prenda em dinheiro no mesmo valor mesmo sendo um preguiçoso. E teve-a pois os pais acham justo dar igual aos 2 filhos). Ou no dia de anos de um filho, o outro também receber prendas....
    Claro que se falamos de festas e assim, parece-me bem que se comemore ambas as datas. Não acho é que tenham de ser festas iguais. Um bolo em casa com os pais e a irmã, uma fotografia para a posteridade. E se algum dia vier a pergunta de porque é que não houve uma festa, explicar que nessa altura estava a acontecer uma viagem e que isso também foi muito bom. As crianças não precisam de grandes festas para não ficarem traumatizadas. Precisam é apenas que alguém se lembre que elas fazem anos e lhes faça um dia especial (nem que seja ir comer um gelado).

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    1. Olá, gostei mesmo muito de ler este comentário porque durante uns tempos tive a dúvida se devia dar sempre as mesmas coisas a ambas as filhas (em breve serão 3 crianças) ou coisas só a uma de acordo com a oportunidade. E faz-me sentido não me seguir pelo sistema "se dou a um dou a outro" pelas razões que disse e outras.
      Às vezes é só um que precisa de um ténis ou de roupa nova ou de um livro. Noutra altura será outro a receber. Assim, as coisas tornam-se mais especiais.
      E, se há coisa que gostaria de promover entre os meus filhos seria a entre ajuda e o contentamento pelo sucesso do próximo, em vez de competição. Acho muito feio isso de exigir aos pais que se dê o mesmo que se deu a um irmão, muito mais quando são mais velhos (às vezes já adultos). Os pais não são um depósito de bens a distribuir. O amor, a atenção sim, é o mais importante e ainda assim não precisam todos, da mesma forma todos os dias.
      Eu sou filha única e não faço ideia o que é ter que dividir algo com irmãos mas de certeza abdicava de qualquer coisa que tenha tido para ter antes a experiência de crescer com um ou dois irmãos.

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    2. Eu tenho 2 filhos e também não dou a um sempre que dou ao outro.
      Dou o que cada um precisa naquela ocasião especificamente.
      Em relação às fotos, a mais nova tem tantas como o mais velho.
      Por outro lado, como nunca fiz um livro de registos de todos os acontecimentos da vida do meu filho mais velho (idade do 1º dente, primeira palavra, foto sentado no penico, etc) - é não fui a típica mãe de primeira viagem para quem até o cocó do seu filho cheira a rosas- não existe nada que diferencie um do outro.

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    3. A Carla esta grávida novamente?? Sigo pontualmente o seu blog :)

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  7. Acho que com 2 aninhos nem se irá aperceber se foi uma festa maior ou mais pequena que a da irmã. E um piquenique é sempre giro e diferente.
    Daqui a uns anos sim, poderá notar essa diferença.
    Quanto aos álbuns: FAZ para ela também. Sou a mais nova e quando vou procurar qualquer coisa mais antiga vejo mil da minha irmã e meu só há o do batizado... Não sou traumatizada com isso e sei que não é isso que faz de mim menos amada, apenas gostava de ter recordações!
    Mas os mais novos não são traumatizados, são sim mais amados, porque logo quando nascem têm um cúmplice para a vida.
    Beijinhos e que as tuas pequeninas sejam sempre muito felizes 😘

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  8. Sou a mais velha de 3 irmãos e sem dúvida que o mais novo, que veio mais desfasado que eu e a minha irmã, teve menos fotos e menos detalhes no álbum, mas a minha mãe sempre tentou que os 3 tivessem as mesmas festas, fotos, detalhes...acaba é por haver menos tempo para tudo com o número de filhos a aumentar. Cá por casa o miúdos fazem anos com 3 dias de diferença pelo que faço a festa dos dois em conjunto. Aliás ainda só fiz uma que quando o mais novo fez 1 anos fiz questão que tivesse a sua festinha. Procuro sempre fazer idêntico, porque acho que um dia mais tarde vai gostar de saber que também tirei fotos na gravidez, que escrevi um diário, embora não com a mesma regularidade com que do primeiro. O mais novo não tem fotos impressas desde os 3 meses, mas tem o álbum todo escrito tal como o irmão. Faltam só mesmo as fotos! No vosso caso acho que uma festinha simples a fará feliz é é sempre bom marcar estes dias de forma especial!

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  9. Olá
    Eu sou a segunda! :) Diários de gravidez, livros de bebe, grandes festas de aniversário... Nunca nenhum dos três tivemos, mas fotos? Não podem imaginar! A minha irma mais velha tem álbuns e álbuns e álbuns... Primeira filha, neta e sobrinha dos dois lados... Eu e o meu irmão temos meia dúzia. Traumatizada não fiquei, depois de adulta não me faz diferença nenhuma, mas em criança e adolescente ficava muito triste por não ter aqueles álbuns de memória todos.

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  10. Eu acho que essa história da festa temática, dos balões a condizer com o bolo, os copos, as palhinhas e afins, e os 21423154 convidados são mesmo para satisfazer os pais e não tanto a criança.
    O que a Luísa (e certamente qualquer criança) quererá é que pais, irmã e avós (se possível) partilhem com ela esse dia tão especial. E para isso não é preciso reservar um local como se de um casamento se tratasse, encomendar cake-pops e 3 bolos e fotógrafo,etc, etc, etc... A felicidade está em pequenos gestos e momentos e até pode chegar à mesa de um McDonalds ou com um lanche com a mãe e a irmã na confeitaria, ou a comerem um gelado no parque, ou numa ida à piscina; somos nós (e não os bolos, a decoração, o espaço e o fotógrafo) que fazemos dos nossos momentos os mais felizes!
    Beijinhos e boa viagem (e haverá melhor maneira de celebrar os anos da Luísa do que com uma viagem????)

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  11. Sou a filha mais nova e confere que nem álbum de fotos tive. Já crescida é que fiz o meu próprio álbum. A minha mãe diz o meu ano de nascimento com mais dificuldade e o meu pai foi bem mais permissivo comigo, mas a verdade é que sempre me senti igualmente amada e nunca na vida tive ciúmes. Até é algo com que brincamos em família. É só deixar a vida fluis com naturalidade ;)

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  12. Ficam, sem duvida. O meu filho do meio, de 3 rapazes, dizia quando via fotos de bebe espalhadas pela casa: "Mãe, este sou eu?", "Nao, é mano.", "E este?", "Também!", "E eu onde estou?". Fiquei triste por ele, e por nao ter a sensibilidade de prevenir este sentimento. Na altura tinha pouco mais de 4 anos. Ainda hoje fala nisso. Claro que agora, com mais um mano, nao faltam fotos dos 3. Juntos, separados, de modo a que nenhum se sinta esquecido.

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  13. Fiquei na dúvida se a Joana esta com vontade de simplificar esta festa em especifico ou todas as futuras festas, seja de que filha for?

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  14. Como filha mais nova nunca me senti traumatizada por causa deste tipo de questões. Alias, como rapariga (irmão-rapaz), sinto que fui muito apaparicada pelos meus pais. Como mãe, só tenho uma filha, por isso não sinto essa questão. Quanto ao tipo de festa, sou da opinião de que o que conta são as pessoas, e não tanto o sítio, a comida, a temática, as atividades, a animação, etc. Acho que as festas dos miúdos caem um pouco em excesso, hoje em dia. O que as crianças mais precisam é de passar o dia com as pessoas importantes na vida delas (família, amigos). O resto são extras.

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  15. ola Joana! este post fez me pensar q estamos a criar pequenos monstrinhos egocentricos e egoistaa. os filhos (tenho 2) aprendem com as atitudes dos pais, mesmo quando nao falamos directamente sobre as coisas eles sentem. essa sua preocupaçao passa oara as suaa filhas que o que os pais dao a uma tem necessariamente de dar a outra. nao concordo e acho estas atitudes so criam egoismo e guerras entre irmaos, que mais tarde vao ser reflexo para todas as decisoes da vida....sou a mais nova de tres, tenho a melhor mae do mundo (agora que sou mae ainda tenho mais essa certeza) e tanto em festas como em todas fases da vida a minha mae deu a cada filho a atencao que ele precisava no momento..hoje em dia somos os melhores amigos, atentos uns aos outros! desculpe a sinceridade mas fico chocada com este modo de pensar! por outro lado tambem acho todo este aparato a volta de uma festa um exagero....sao criancas, podemos dar lhes o melhor do mundo com coisas simples! mais atençao e tempo de qualidade as vezes e tudo o que precisam!

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