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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Antes e depois de ti, filha

Minha adorada filha,

Contigo, há um antes e um depois. 
Antes há uma vida intensa, cheia, com férias sem horários, muitos festivais e saídas.
Jantares até altas horas, almoços que pareciam lanches, jantares só de pipocas, séries na cama, música alta. 
Há trabalho até altas horas, manhãs que começavam de madrugada, viagens pelo país, almoços que eram sandes, adrenalina, fechos de peças, de programas, gravações, pivots, correria e caos, gargalhadas no trabalho e cansaço. 
Há dois corpos numa cama que se abraçam, que voltam a dormir num domingo de manhã, há duas pessoas que se amam, que planeiam e sonham. 

Depois de ti há uma vida intensa, cheia, com férias com horários, há menos saídas ao Deus-dará e mais programadas, há jantares que parecem lanches.
Há comida saudável e papas de aveia feitas a duas, há músicas infantis e há pop com letras inventadas, há danças tontas na casa de banho e em frente ao espelho. 
Passados quase dois anos, deixou de haver trabalho até altas horas, por ti, por mim, pela tua irmã. O trabalho passou a ser em casa e o tempo cresceu para vocês. O que antes era impensável, desistir da carreira que tantos desejariam, aconteceu. O cansaço é outro, os desafios outros são. 
Há quatro corpos numa cama às 7h30 da manhã, há confusão, sono e alegria, há duas pessoas que se amam e que planeiam e sonham, mas que já têm rostos e nomes e cheiros quando pensam o futuro. 

Minha adorada filha, vieste inaugurar uma vida nova, com novas prioridades. Vieste mostrar-nos que não há nada maior e mais precioso do que isto de sermos uma família, de estarmos juntos, de sermos uns com os outros. Fizeste-me crescer. Ter mais medos, mas arranjar mais forças para os vencer. Ensinaste-me a olhar para os pormenores, a reparar em coisas que o ruído da correria dos dias insistia em tapar. Vieste mostrar-me que menos é mais.

Obrigada, meu amor. Sei que me vês como a melhor pessoa do mundo, a tua heroína, mas acredita que tu é que és um ser especial, tão pequenino e tão grande, capaz de mudar a vida dos outros. Para melhor. Sempre para melhor.



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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A minha família basta-me.

Desde que tenho bonecas que sinto apelo maternal. Sempre soube que queria ser mãe. Dava nome aos bonecos e brincava com eles com todos os passos supostos, era preciosista. Dormia com eles, dava-lhes banho, dava-lhes colo, levava aquilo muito a sério. Brinquei até tarde.

Na faculdade, já sentia o relógio biológico a fazer tic tac. Acabei por pôr a carreira à frente, depois quis aproveitar alguns anos de namoro, a dois, e o meu sonho cumpriu-se aos 27 anos. Depressa soube que queria ter mais filhos. Agora tenho duas e sinto-me realizada. Não sei se sempre será assim, se sentirei o apelo mais alguma fez (se sentiremos, deixem-me usar o plural), se fará sentido daqui a uns anos aumentar a família. Para já, não digo que sim nem que não. O mais provável é que não. A ser sim, só por descuido ou daqui a muitos anos.
Esta é a minha família. E ela basta-me. Ver a Luísa, cujo corpo é fogo de artifício e tambores assim que vê o pai, completamente apaixonada. Ver a Isabel a acordar e a perguntar se a mana já acordou. Ver-me a conseguir dar colo às duas, valham-me as minhas cruzes, e a tentar gerir tudo o melhor que sei, valha-me a minha sanidade e o meu coração.

Ainda não faço malabarismos arriscados, ainda não me sinto capaz de cuspir fogo enquanto faço um mortal encarpado, mas já consigo não chorar quando o número de circo não corre como sonhei. Já relativizo. Pus na cabeça que vai melhorar, que vai ser menos difícil, que as dinâmicas e as rotinas vão passar a fazer parte, de forma natural, das nossas vidas.

Ainda não arranjei grande solução para as crises da Isabel, naturais da idade e do impacto de ter um irmão a roubar-lhe algum protagonismo, nem sei bem ainda o que fazer quando está a chover e tenho de por as duas no carro sem que se molhem, e por aí fora. Mas, um dia, tudo se fará e não serão uns pingos de água que me vão amedrontar.

Por enquanto, gozo a Luísa ao máximo, aproveito esta fase maravilhosa da Isabel, que me faz soltar gargalhadas e conjugo tudo o melhor que consigo.

Amo esta minha família. Adoro ser mãe. E tenho a agradecer, todos os dias, este privilégio.



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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Voltar para ela.

A viagem a Paris terminou ontem. 



Trazia memórias maravilhosas, fotografias mentais com uma luz inconfundível, momentos a duas, gargalhadas, conversas super interessantes e pessoas que conheci que me marcaram pela energia, simpatia, sentido de entreajuda, uma cama de hotel que dava para os quatro e mais dois cães e uma musiquinha boa daquela língua tão bonita e melodiosa na cabeça. 

Mas trazia também saudades da Isabel na bagagem. 
Hoje fui deitar-me com ela às 7h e picos, porque quis que acordasse comigo ao lado. Sentiu ali alguém, deu-me uma festinha na cara, percebeu que não tinha barba e fez um som de alívio e felicidade, uma cantiga melosa e doce, abraçando-me. Passados uns minutos, aninhada a mim, a suspirar e fazer uns sons impossíveis de descrever, enquanto dormia, disse "mãe". Um "mãe" de quem me esperava com mais ansiedade do que quem espera pelo Pai Natal. Fiquei automaticamente com os olhos cheios de lágrimas, a sentir que, por mais que me sinta bem a viajar, o meu lugar é aqui, junto dela. 

Por mais que digam que eles não sentem, eu sei que ela sente. Aprende a viver sem, tal como eu vou aprendendo, devagarinho, a deixá-la. Eu sou das que já advogou que me fazia falta, sou das que fez uma viagem quando ela tinha 9 meses (e depois se arrependeu), sou das que já a deixou ir para os avós dois dias de cada vez, sou das que acha que lhes faz bem, mas sou das que acha que com quem elas estão melhor (ou com quem gostam mais de estar) é connosco. 

Vou gerindo tudo da forma que vou sentindo ser o melhor para todos. Talvez este verão já consiga deixá-la mais dias com os avós, quem sabe? Logo se vê! A verdade é que eles são todos diferentes, uns adaptam-se melhor que outros, uns gostam mais de andar agarrados às mães, outros adoram saltar de casa em casa... e, da mesma forma, há pais mais ou menos despreendidos (e não há mal nenhum nisso). Mas eu recordo-me de ter muitas saudades dos meus pais quando eles viajaram pela primeira vez sem nós. Ou de me sentir muito triste numa casa de uns amigos da minha mãe, numas férias, apesar de estar habituada a ficar em casa das avós. Fez-me bem? Sei lá! Não sei se é daí que vem a autonomia, a independência, mas parece-me que não necessariamente. No entanto, acho que é importante que elas vão criando laços fortes com outras pessoas que não os pais e acho que é importante termos (eu e o David - vocês saberão de vós) momentos sem elas. A seu tempo. Ao nosso ritmo. 


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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Somos uma família de 7.

JG: Fomos passar o fim-de-semana juntos. Confesso que, apesar de estar entusiasmada por ver a Joana, o David, a Isabel e a Luisinha que nem por isso me apetecia muita criançada.

JPB: Ai, filha. Nem sei como arranjaste homem sempre com essa disposição! Você é mãe, tem um blog de maternidade e vem para aqui dizer que não lhe apetece muita criançada? Isso é o mesmo que eu dizer que me quero casar, mas que não quero cá cerimónia, que o que interessa é estarmos juntos. Por favor!!

JG: Vá, agora vamos falar do nosso fim-de-semana em família no Vila Galé Évora. Vai-se a ver se foi só bom estarmos todos juntos! A Luisinha é mesmo uma bebé de sonho (apesar de estar sempre embrulhada em coisas de croché, 'tadinha) e a Isabel é um mimo. A Irene e a Isabel ficaram apaixonadas uma pela outra.

JPB: Até demasiado que houve chochinho. Foi muito giro vê-las a correr juntas, a brincar às escondidas, a partilharem os bonecos, a roubarem cereais... 

JG: Nunca a tinha visto a interagir com uma miúda exactamente da idade dela e fiquei toda comovida com o clima de best friends forever. Começamos logo a pensar nas próximas férias que vamos fazer juntas e que isto, por nós, se tornaria num hábito.

JPB: 'Miga, por mim, até se me oferecerem uma estadia na minha própria casa eu fico entusiasmada. Só a palavra estadia me faz descer o leite! 

JG: Não sentiste que somos uma família de 7? Os homens ficaram a ver o Benfas (odeio esta expressão) juntos, eu peguei na Luisinha enquanto acabavas de comer (que nunca mais acabavas, Jesus!) o Frederico brincou às escondidas com a Isabel e com a Luisinha... ?

JPB: Não houve cá tablets, nem brinquedos de luzinhas e sons... Entretiveram-se apenas com elas próprias, ali uns bebés para darem colo e um puzzle de madeira. Senti que houve mesmo oportunidade para vivermos esta experiência com os pés assente no presente, ou deverei dizer com o "coração" no presente? 

JG: Isto não é um post só teu! Não tornes isto tudo lamechas, sff, senão saio já! Sim, sempre que as adormecemos sentimos que aproveitamos cada minuto sem elas ficarem ali tipo veados encadeados com os vídeos de abrir ovos no youtube e dos fingers. Criamos memórias, brincamos a sério.

JPB: E do que vi, porque não pude estar tão disponível por causa da Luisinha, vi-te a ti e ao Frederico a voltarem a ser crianças.... corriam e riam e... 

JG: Sim, nós próprios acabamos por nos desligar mais do telemóveis... acho que foi mesmo uma "lição". Contemplei a Irene em vez de só a ver. 

JPB: E foi maravilhoso não ter que estar a pensar na quantidade enorme de coisas que tens de fazer em casa... Os senhores do hotel que me desculpem o estado em que viram as minhas coisas, mas não podia querer saber menos! 

JG: Já disse que gosto muito de vocês? 

JPB: Obrigada.

JG: Que má onda! Ah! Obrigada Imaginarium por esta experiência, por nos terem dado esta oportunidade para voltarmos a brincar, para nos desligarmos dos tablets e telemóveis, acho que fizemos aquilo que tanto se fala agora do mindfulness. Desligamo-nos dos aparelhos e ligamo-nos mais uns aos outros. 

JPB: Foi um fim-de-semana cheio de amor, tal como eu gosto. E vocês que nos estão a ler cheias de inveja do nosso fim-de-semana, fiquem a saber que durante o mês de Dezembro (de 1 a 20), na compra de brinquedos da Imaginarium, recebem uma experiência REAL para gozarem com todos os sentidos.

JG: Que pode ser desde uma escapadela em famíla, aventura ou atelier artístico. Ou seja, momentos para criar memórias e não simples "passares de tempo". 

JPB: Quem é que está a ser lamechas agora? Olha, pões aqui tu as fotografias que eu tenho de ir dar maminha?

JG: Espero que seja à Luísa e não ao David, senão dizeres isso aqui fica um bocadinho esquisito.

JPB: Já volto! Também gostamos de vocês, vá! 

JG: Awwwwwwwwwwww! Só por isso não ponho fotos em que se note que o teu cabelo já teve melhores dias!




















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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Escrever para não esquecer

Às vezes tenho medo de me esquecer. Já percebi, pela minha experiência de dois anos e tal da Isabel, que a maternidade teve momentos em que meti a quinta e acelerei e teve outros em que, apesar de termos ido em terceira, não me consigo lembrar com a nitidez com que gostaria. Digo muitas vezes, em conversa com o David, que devíamos apontar. Coisas pequenas, frases mal ditas, expressões divertidas, momentos ternurentos, palavras inventadas. Coisas como "ontem, ao adormecer a Luísa ao colo com shhhhh ela veio atrás de mim a adormecer o macaco com shhhhhh." Ou "eu sabo tudo, mãe." Ou "o mata de moscas". Ou, ainda esta semana: "mana, parece mesmo uma bola. E é!". Ou quando no carro, depois do pai lhe perguntar como se chamava o bebé dela, ter respondido "É o Silva!". Coisas nossas, pequeninas, sem interesse suficiente para as vir escarrapachar aqui no blogue. Não quero esquecer-me delas. Apesar de saber que este sentimento avassalador de descoberta, de amor, de paixão desmedida não se apagará, já não me lembro do cheiro exacto da Isabel quando era bebé e valem-me os vídeos para que me recorde do som baixinho da voz (que delicada era ela a chorar!). Os dois anos são uma fase que tem tanto de desafiante como de apaixonante e sinto que ela cresce de dia para dia. E com ela os medos do lobo mau (que pesadelo terrível que teve no outro dia, coitadinha), e com ela as frases tão bem construídas, e com ela uma paixão pela irmã que se sente a quilómetros. Uma satisfação gigante ao fazê-la rir. 

Escrever para não esquecer, é o que tenho de fazer. Aqui ou num caderninho.

Fotografia do evento da Igor

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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Hoje foi assim - #04

Os dias cinzentos podem ter cor, muita cor! Adoro rosa claro e cinzento, mas com esta idade gosto de vê-la também com cores garridas e alegres. Fica lindona. Continuo a não acreditar no quão ela está crescida. Passatempo desta manhã, antes de ir para a escola: dar saltos em todos os buracos escavados pelo Sunny.






Nota para não esquecer:
Ensinei-lhe a dizer "pequenina", em vez de "canina". Estava ela a ver a Patrulha Pata (completamente em êxtase com isto, acorda a pensar nos cãezinhos) no Youtube, versão brasileira que se chama "Patrulha Canina" e diz-me: - ó mãe, não é Patrulha Canina, é Patrulha Pequenina! :)
 

Camisa TicTac Babies
Chapéu de Chuva Tiger
Mochila Agu agu


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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Hoje foi assim #02

A Isabel acordou mega bem-disposta, pediu-me papa de aveia, quis calçar os ténis e usar o gorro e o cachecol que os tios ofereram ontem e já foi para a escola.
A Luísa ainda dorme (esteve acordada ali quase uma hora durante a noite com tosse, coitadinha).
E eu vou tomar um banho (e ver cair mais 4 toneladas de cabelo).

BOA SEMANA!
















Cachecol, gorro e camisola  Zara
Calças  Boboli
Ténis  Nike

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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Hoje foi a fazer "figuras" para a escola

Está enorme! Uma "pinta calçuda", como lhe chamo. A verdade é que a Isabel me andava a parecer mais magra e agora já percebi porquê: deu um pulo nos últimos meses. As calças estão curtíssimas, tenho de fazer reposição de stock. Os calções deram de um ano para o outro mas as calças definitivamente não. Pelo menos duas de ganga e umas jardineiras vêm parar cá a casa, que dão um jeitaço e ficam sempre bem.


Jardineiras - Oshkosh
Carneiras - Trutué

Os vossos também deram um pulo nesta estação? É mesmo verdade que eles crescem muito no verão ou é tanga?



Adenda: afinal as calças vão durar mais dois anos porque fui ver o site da Zara e usa-se o tamanho de calças de quem anda aos gambozinos. 👍 Estamos safas.



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domingo, 18 de setembro de 2016

Dois anos e meio!

Podia dizer 30 meses* mas obriga a que os outros façam muitas contas se até eu tive de confirmar pelos dedos quantos meses seriam. Dois anos e meio da pirralhinha mais amorosa do mundo, mais doce, mais esgrouviada, mais tonta. É assim a Isabel, que diz chamar-se "menina Béu". Tem saídas e conversas que nos deixam sem jeito, naquele misto que todos os pais conhecem do "está tão esperta" com o "como é possível já estar tão crescida?". Teve de levar com uma explosão de novos sentimentos quando a irmã nasceu, teve de mudar, de regredir para crescer, ficou enorme aos nossos olhos e mais pequenina nos pedidos de colo e mimo. Sempre, filhota, sempre. Estaremos sempre aqui para te dar esse colinho de que tu tanto precisas. Enquanto isso vais fazendo-nos rir à gargalhada quando te metes com a senhora da janela do segundo andar, numa qualquer rua de Lisboa. Vieste tornar os nossos dias numa rebaldaria boa e as noites num caos com mais bate perna que uma noitada no Lux. Vieste dar à nossa vida outro encanto, mesmo que o som irritante da sirene - que tanto gostas de imitar quando choras - seja o prato do dia. Foi contigo que nos tornámos pais e que soubemos o que era aquela coisa cliché do amor incondicional. Mesmo com a sirene, mesmo com as noitadas com que ainda nos brindas, mesmo com todos os "ses", amamos-te sempre e em todos os momentos. 








*já foi dia 16 mas escapou-se-nos eheh


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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O vestido

Lembro-me de alguns dos meus vestidos de infância. Não tinha uma irmã para ir a combinar mas a mãe da minha melhor amiga, a Priscila, que vivia no rés-do-chão, tinha um gosto muito parecido com o da minha mãe e às vezes calhava termos peças iguais, da Benneton. Ou do mesmo modelo com tons diferentes. Era quase como andar nos Onda Choc, todos a combinar: adorava. Não posso dizer que tenha sido uma Maria Rapaz, sempre gostei muito destas mariquices todas. E assim continuo enquanto mãe de meninas: levam com muito laço e muito frufru. Mas agora já começo a variar mais, muito mais. 

Aliás, é cada vez mais raro vestir-lhe um vestido. Nunca pensei que chegaria aqui, mas rendi-me, neste verão, às t-shirts, aos tops de alças, aos calções de algodão. Não que sinta que prenda os movimentos, nem que seja desconfortável, que ela continua a macaquinha aventureira de sempre. É mais por mim: não me apetece perder muito tempo a passar roupa a ferro. Mas há casos que compensam e este foi um deles.

Adorei vê-la com este vestido, fresquinho e com pormenores muito bonitos. Ela adorou também, que eu percebi, sem que precisasse de o dizer. Gostou mais ainda quando percebeu que podia combinar com os sapatos cor-de-rosa. "Igau!", dizia, entusiasmada. Delirou quando viu que a mana também tinha uma roupa parecida. E lá andou ela a espalhar charme pela Invicta. :) Sim, é cada vez mais raro vestir-lhe um vestido, mas quando acontece é lindo ver a alegria (e vaidosice) dela.


 

Vestido - Petit Biscuit
Sapatos Victoria (os preferidos da Isabel) - Pegada Doce


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domingo, 7 de agosto de 2016

Até ao meu último suspiro

Durmo ao teu lado, Isabel, meu amor grande. Digo-te que és o meu amor grande e que a mana é o meu amor pequenino, mas a verdade é que serás sempre o meu amor pequenino e serás sempre o meu grande amor. 
Como cresceste, filha! As tuas mãos, os teus dedos, as tuas pernas, os teus olhos e até as tuas pestanas... cresceste e cresces com novas expressões, novas gracinhas e com uma compreensão cada vez maior do mundo... mas serás sempre a bebé que fez de mim Mãe. E precisas tanto de mim... Como podem dizer que, quando choras e chamas por mim, me estás a manipular? Choras e chamas por mim porque me amas como a mais ninguém e isso para mim é um privilégio! Choras e chamas por mim porque tens saudades, porque confias em mim, porque me queres ao teu lado! E eu ao teu lado quero estar, para te defender dos lobos. É ao teu lado, a dar-te colo e a sentir a tua respiração, que me sinto feliz!

Dormes ao meu lado, filha, e eu desejo que os teus sonhos sejam tranquilos e gentis, como o teu coração. Cada dia que passa é menos um dia que te mantém presa a mim, é menos um dia para ganhares asas e voares na direção que o teu coração mandar. Para já, somos uma da outra. Tenho medos, sim, muitos. Os medos vieram de mãos dadas com o privilégio de ser tua mãe. O meu maior é o de não estar lá para amparar as tuas quedas, para te dizer que vai ficar tudo bem, para te dar aquele abraço em que inspiramos tão forte que o cheiro do champô fica na memória mais umas horas. 
Confia sempre em mim, filha, tal como confias agora. Deixa-me chorar contigo, e sofrer contigo, tal como sofro agora a cada arranhão ou quando o termómetro dispara. 

Durmo ao teu lado, Isabel, e fecho os olhos com um desejo. Desejo, com todas as minhas forças, que sejas feliz. A tua felicidade é a minha missão. 

Durmo ao teu lado, Isabel. Para sempre. Até ter mais rugas que os socalcos do Douro. Até ao meu último suspiro. Esta memória das duas lado a lado, abraçadas mesmo com calor, não se apagará nunca. E adorava que a guardasses sempre, sempre contigo. Guardas, filha?




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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A Luísa é parecida com quem afinal?

Estamos naquela fase em que todos tentam dar palpites: cara do pai, cara da mãe, muito parecida com a mana, nada a ver com a mana, igual ao primo do tetravô.

Eu não faço a mínima ideia. Já a achei parecida com o David (queixo e boquinha igual, assim como as entradas e o remoinho), já a achei muito parecida com o meu irmão quando ele era bebé (estão a ver, não estão? eheh), tem coisas da irmã, mas não a consigo achar uma cópia. Meu? O nariz de batatinha.
















Tirei-lhes estas fotografias quando estávamos de férias nas Casas de Campo Vila Marim, no Douro. Até o parque dos baloiços tem uma vista linda, em Mesão Frio. Modéstia à parte, ficaram bem giras. Vá, não é mérito da fotógrafa, a lente da máquina é boa. ;)

O que acham, são parecidas?



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