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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

E se for uma seita?

Foi a primeira coisa em que pensei. Sabia lá o que era isto do Método DeRose (não sou ingénua ao ponto de por ter lido umas coisas e de ter feito uma aula que ache que sei alguma coisa) e a Sara, uma das melhores amigas da minha prima, era simpática quando éramos mais novas, mas sabia lá eu que caminho tinha tido... Até poderíamos combinar um encontro e depois eu sair de lá com um rim a menos (ou um rim a mais - imaginem, haver malta que oferece rins na rua a outros... também seria complicado). Na dúvida, decidi convidar o Diogo, #omelhorptdomundo.

Não foi por isso! Claro que entretanto fui pesquisar o que era (como tudo o que não sei e gostava de saber, até já cheguei a pesquisar o que é "ranho" como fez uma leitora questão de me lembrar, ahah) e pareceu-me muito interessante. O Diogo (meu pt), num dia destes desafiou-me a tentar a posição do corvo (vejam aqui em baixo) e foi por isso que a Sara achou que poderia ser engraçado dar-me uma aula. 



Quando estivemos juntas, claro que me acabou por "corrigir" e até de tornar o exercício mais fácil e estável ;)


A própria Sara, directora da escola Método DeRose Cascais, explica-vos o que é:


Fizemos muito mais coisas (não como o final que a Sara nos mostrou), mas não consegui gerir o "cartão cheio". Estava a gostar tanto da aula que não quis ir apagar coisas e perder tempo. Não sei se ligam muito a este tipo de coisas. Eu não ligava. Acho que andei durante antes dissociada do meu corpo mas, aos poucos, estou a fazer as pazes com ele, dando-lhe a atenção que ele precisa.

Além de estar todo a trabalhar (não devo ter músculos adormecidos de momento, acho que estou a "funcionar bem"), sinto-me também orgulhosa de mim mesma por todas as milestones que tenho vindo a alcançar. Só nesta aula de DeRose foram três ou quatro. 

É saúde, é orgulho, é equilíbrio, auto-estima, auto-controlo...  é sermos a melhor versão de nós próprios. Como diz a Sara, ajuda em tudo. Parece-me uma maneira muito saudável de nos focarmos no que é mais importante e também uma óptima maneira de nós, mães, andarmos com a cabeça mais no sítio e consigamos fazer um kameamé sempre que for preciso em situações mais complicadas sem parecer que o mundo está a ruir. 

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Senti-me tão mãe.

Se dantes era horrível para mim adormecer a Irene, desde que conheci a Constança, adormecê-la deixou de me enervar e passou a ser um momento até produtivo com muito contacto visual, muito miminho e, depois, de meditação. Dantes irritava-me ficar tanto tempo no quarto dela, agora acabo por ficar mais um pouco a ouvi-la respirar (a maior parte das vezes adormeço) e aproveito para processar coisas que se passaram no meu dia, coisas que tenha que fazer ou, às vezes, só a apreciar o facto de estar ali ao meu lado uma pessoa que está cá graças a mim. Muitas das coisas que mais me têm deixado feliz ultimamente, surgiram nesses minutos "extra" em que fico por lá. 

Ajudam-me a sentir-me cada vez mais confortável neste papel de mãe. Fazer este balanço silencioso de como estará a correr, como posso melhorar, o que sinto sem estar a fazer outra coisa ao mesmo tempo, tem sido muito proveitoso para mim. E que melhor banda sonora que o nosso filho enquanto ele dorme? 

Quem haveria de dizer que eu escreveria isto? Pus a Irene a dormir no quarto dela no segundo dia de vida ou terceiro porque o respirar dela não me deixava dormir. 

Hoje, quando acordou às 4h da manhã, lá fiquei com ela. Voltou a ter um pesadelo em que gemia baixinho e a respiração ficava acelerada. Fiz-lhe cafuné (como de vez em quando faço para que ela relaxe) e não resultou. Então, decidi abraçá-la e dizer que estava tudo bem. A Irene ouviu-me, a sua mãe, e relaxou. Passou. Respiração desacelerou e ficou mais pesada outra vez. 

Que coisa mais simples, mas que me fez sentir tão completa. Saber que o meu abraço e a minha voz a acalmam mesmo quando está a dormir. Não há nada mais puro que isto. 


Agora, como temos a escola ao pé de casa e do meu trabalho, conseguimos ainda ir uma hora ao jardim antes de anoitecer. Que privilégio. 

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Outros textos relacionados.


Sobre odiar adormecer a Irene: 

Querem stressar para os pôr a dormir? 

Como não nos passarmos da cabeça quando os queremos adormecer. 

Às vezes não tenho força ou paciência. 

A vida de um bicho de uma caseira muito caseira.

Sobre mudar a Irene para o quarto dela: 

Vai para o quarto dela. 

Entrevista sobre co-sleeping ao Observador.

Sobre achar que não era capaz de ser mãe: 

Não sejas estúpida, Joana. 



Coisinhas que podem ter achado giras:
Casaco - Boboli

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A outra está a passar das marcas...

Se há coisa que me faz confusão são aquelas pessoas que parecem ter um coração enorme, serem muito bondosas mas que, depois, sabem perfeitamente o que estão a fazer - no sentido de serem cabritas. Mais prefiro aquelas que andam sempre com cara de glúteo de um lado para o outro e de quem já se espera fezes de quando em quê. A outra já me anda a desapontar grandemente em coisas que acho que fariam mais parte da sua competência (como aqui) e agora, de repente, decidiu aprontar uma de bullying online.

Aqui está a minha filha toda apresentável (falta a gola à Camões de que ela falou ontem aqui, já sei) para o mundo beto, até com um ar ligeiramente triste de saber que afinal não vai poder continuar a ter 45 cavalos na sua quinta e a organizar festivais equestres. 


Depois, aqui está a minha filha com uma tortilha (bio, vá) na mão porque não houve grande tempo para o pequeno-almoço (até porque eu queria tirar fotografias para o blog ahahah) e decidi juntar-lhe um casaquinho plastificado vermelho. Compreendo que não pareça do lookbook capsule da Zara, compreendo que não pareça que vai ser baptizada hoje (nem vai ser em breve), mas vai com um apontamento de cor inesperado já que lhe quero estimular o gosto por cores fortes e não só "pastel" como se fosse para forrar uma cadeirinha antiga da casa da avó. 


Claro que todo este atrevimento estilístico, juntando ao facto de afinal se notar que comprei a camisola demasiado grande começou a fazer com que a Joana chorasse incomodada (não só porque chora com tudo), mas porque é muito estilo para alguém que use tantos apelidos. Começaram a arder com se fosse cebola e saiu-lhe aquele comentário ali em baixo: "Tadinha". 



Joana, ainda no outro dia foste contribuir para a caridade e hoje fazes uma destas? Ou se é bom de coração o tempo todo ou, então, é tudo só para manter aquele nível de gente de bem que faz coisas boas. Cá para mim queres uma igual e já não há ;) Ficaria muito bem com aqueles sapatos que vocês usam: as beijocas ou as feijocas ou lá o que é. 

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Coisinhas que podem ter achado giras ou que vos tenha feito arder os olhos:
Casaco - Vertbaudet
Camisola - Zara

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O telemóvel está a ajudar muito a Irene.

Como vos contei aqui e aqui, mudámos a Irene de escola. A adaptação dela a esta nova escola, para já (tento não ter as expectativas muito altas, mas acabo sempre por ter um pouco de esperança, claro), está a ser fenomenal. 

Quando vê a educadora, sem que ela a chame, vai ter com ela aos abraços e aos beijinhos. Quando se fala da escola, mostra muito interesse em ir. Não quer ir embora quando a vou buscar. Entra na sala sem hesitações, vai a correr sempre.

Logo se vê como é a médio e longo prazo porque, "mal comparado", no início dos namoros também achamos que podemos vir a ficar com eles para sempre, não é? Parece que vos oiço a dizer: "não, Joana, nem por isso".  

Houve uma táctica que esta maravilhosa educadora por quem me apaixonei (espero que não fique esquisito entre nós, caso leia o blog) pôs em prática e que me fez muito sentido: dizer que tem o número de telefone da mãe e do pai e que, portanto, se ela quiser falar ou precisar de alguma coisa que pode sempre. 

Acabou por haver uma situação muito engraçada que correu ainda melhor por causa disso. A Irene, ao lanche, viu que um colega tinha umas bolachas de chocolate e pediu à educadora. A educadora disse para falar com a mãe que talvez ela comprasse. 

Confirmei, quando a fui buscar nesse dia, que "um dia" compraria as bolachas. No dia seguinte, enviei mensagem à educadora (cheia de medo que ela me ache muito chata) a perguntar ao certo que bolachas eram e, quando cheguei à escola, a Irene já sabia que eu ia aparecer com elas. Isto é, percebeu que a mãe e que a educadora têm uma relação entre elas e que, portanto, ela é da nossa confiança. Digo eu, "com os nervos" - expressão que aprendi recentemente e que gosto muito. 

Os olhos da Irene a brilharem quando teve a minha confirmação foram impagáveis. Claro que também poderá ter que ver com o facto de saber que ia comer um bocadinho de chocolate, mas cada um vê o que quer ver (ou o que tem medo de ver também - não se aplicando neste caso, claro).

Gosto desta ponte. Muito. E acho que é uma óptima técnica. Na volta é usada em muitas mais escolas, mas só tenho ainda duas experiências. 

Quando a fui buscar, acabamos por ficar no jardim a comer duas ou três bolachinhas e aproveitar o "bom tempo" e a natureza. Senti-me completa e feliz. Ela fez os miminhos que costuma fazer quando está o mais feliz possível (e calma): percorre-me a cara com os dedinhos como se fossem duas perninhas desde o queixo até à testa. 

Estou tão orgulhosa da minha filha. 

 


 

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Outros textos que tenham que ver com a Irene e a escola anterior

- Primeiro dia de aulas aqui.
- Já conheci a educadora da Irene (escola anterior) aqui.
Ela chora imenso quando a vou buscar. aqui

Coisinhas que podem ter achado giras:
 
Casaco - Vertbaudet
Camisola - Zara

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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Beyoncé? Foste, filha.

Ai, 'migas. Quando vejo estas fotos é que percebo que precisava mesmo de dar um jeitinho àquilo que tinha na cabeça. Não a parte interior, isso lá vou tratando, mas a parte exterior. Confesso que não me apraz muito ir ao cabeleireiro, não que ache que o meu cabelo seja maravilhoso porque nunca foi. Simplesmente me vou habituando ao meu aspecto e esqueço-me que o bicho precisa de manutenção. Se precisa. Tinha restos de madeixas, com um resto de cor que tinha posto para escurecer... Parecia um caixote de reciclagem, o menino. Vai daí, lembrámo-nos de um amigalhaço nosso (vá, não vamos às festas de aniversário uns dos outros, mas há miminho de ambas as partes) com quem a Joana trabalhou na SIC e eu também (ui, assim até pareço moça da tv, adoro!): chama-se o mestre Rui Canento.

A parte do mestre fui eu a pôr para lisonjear o moço que me fez ficar a parecer a Marilyn Monroe mas sem a pose de parecer que me saiu uma pinguinha. A Joana beta e eu lá fomos ao Chiado (isto está tudo cheio de glamour, não está?) com a Luisinha também e entrámos naquilo que parecia um paraíso capilar. Tudo decorado com extremo bom gosto e vim a saber também que as calhas vieram de Itália (não sei que calhas foram, mas gostei de saber) e tudo. Vejam lá o aspecto do meu Spa de cabelo novo

É, não é? Está tudo tão lindo que até o logo do Hair Rui Canento Salon combina com o da nossa fotógrafa, a Joana do lovelab.


Ali ao fundo está a vossa preferida com a Luisinha ao colo. Portou-se tão, mas tão bem. Infelizmente não teve direito a um corte de cabelo, apesar de ser provavelmente quem mais precisava de um. Com aquela carinha é injusto não ter o pelinho cortado. 


Ah! A outra fez umas madeixas que lhe ficaram lindamente, é verdade, mas aqui a estrela sou eu, 'tá? Aqui só entre nós, não pensem que vocês são piores mães por não conseguirem imaginar estar umas 5 horas num salão com uma bebé pequenina. A Luísa é mesmo muito calminha (ainda heheheheheh). 

Vamos lá voltar ao que interessa. Ia dizer à "vaca fria", mas sendo que estou a falar da minha pessoa (ai que choque), não iria ser tão agradável assim. Adiante, deixei tudo nas mãos do Mestre Rui (também se lembraram da música do Mestre André, foi?) e correu bem! Fizeram-me (tive que perguntar os termos certos, senão o que sairia seria qualquer coisa como "pintaram-me o cabelo de amarelo, deram umas naifadas e depois fizeram uns caracóis") um corte, hidratação e californianas. 

Este é o antes, 'migas. Vá, não tinha lavado nesse dia porque dizem que é melhor assim para as pinturas e tal. 

Aqui está o antes da "yours truly", sempre com a Luisinha ao colo (e tão feliz que estava, já vos mostro a fotografia da tarde, lá mais para a frente - sim, isto ainda vai demorar): 


A Joana foi alvo de uma hidratação e de umas boas madeixas. Decepcionou a mãe por não ter feito nada de radical segundo me contou, mas vamos já planear um salto de para-quedas enquanto amamenta a Luisinha para um dos próximos fins-de-semana. Está bom assim, Isabel? :) Eu sou da sua opinião, mas imagine a sua filha a ter que viver com o cabelo rapado só em metade da cabeça haha. 


Nestes breves momentos de contemplação, reparei numa coisa gira: a Cláudia Vieira já esteve sentada na cadeira onde estou agora e mais uma catrefada de malta famosa como a Bárbara Guimarães, Mariana Alvim... Claro que a cadeira prefere os meus glúteos aos delas (menos ossudos), mas fiquei toda vaidosa. Há uma parte de mim que adora isto  de sentir que foi ao sítio das estrelas, porque elas devem conhecer milhares de salões e escolheram este... :)



Viram aquela árvore? Só cubinhos com malta como a Cláudia. Não me lembro de mais gente que lá estava que não sei o nome das pessoas, mas a Joana saberia, era parte do trabalho dela lidar com as pessoas famosas e "da revistas".


Olhem só o casalinho que adoptou uma criança. Dá para ver quem é a machona? Dá, pois! Juntas foreva. 



Aqui está um após da Joana e da Luisinha. Digam lá que a miúda não é um encanto? Claro que o truque também foi estar a ouvir o secador, mas... que maravilha. A Joana também está muito bonita, para além das madeixas, aquele poncho fica-lhe bem, acho que deveria considerar. 



Sei que parece estranho ser eu a maquilhar a menina, mas mais estranho ainda é a Luísa ainda não ter tido nenhum contacto com a escola Chapitô e já ser capaz de fazer estas acrobacias para lamber uns ferrinhos aqui e acolá. 

Prontas para o final? Para a grande revelação? Ai, melheres. Andava louca para vos mostrar estas fotografias. Sinto que os três já podíamos lançar um CD de qualquer coisa que a malta poderia comprar nas bombas de gasolina só por estarmos tão atraentes. 

 A camisola é mesmo assim, 'tá? ;)


Então? Gostam? Para a semana vamos fazer as virilhas, também vou fazer um post cheio de fotografias. Ahahah! Brincadeira! :) Adoramos ir ao Rui (salvo seja) e aconselho-vos vivamente. Não há más surpresas, garanto-vos! 

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domingo, 8 de janeiro de 2017

Vamos mudar de escola. Está decidido.

Foi uma decisão que muito nos custou. 

Não é de ânimo leve que se fazem mudanças tão grandes. Ainda para mais aquelas que significam que tudo "deu para o torto" e que têm uma influência tão grande no crescimento da Irene. 

Lembro-me quando andei a visitar escolas com o Frederico no ano passado, estar a dar em doida por sentir que não tinha grandes critérios, parecia não ter "conhecimento de causa" e, por isso, sentir-me perdida. Tivesse eu encontrado, por exemplo, este artigo que me deram a conhecer no outro dia (obrigada, Ana). 

Fomos a imensas escolas, a maior parte delas tinha algo negativo perfeitamente incontornável para ambos: condições que deixavam a desejar, crianças com aspecto pouco feliz (não vos sei explicar mais do que isso) ou sítios onde parecia que o caos imperava (não o caos infantil - que acho positivo e expectável - mas institucional). 

De todas as que vimos, gostei imenso de uma onde senti que tinha criado uma ligação especial com a coordenadora pedagógica. Tinham imensas "mariquices" (senti isto assim e esse foi o meu erro, já tento explicar) que me agradavam, nomeadamente uma atenção virada para o desenvolvimento emocional da criança, com actividades em prática para tal - não sendo apenas uma coisa escrita ali no site e pronto. Tinham meditação de manhã, trabalho frequente com uma psicóloga (acho eu) que lhes apresentava as emoções e ferramentas, música à hora de almoço, etc. Faltava um bom espaço exterior. De todas as que vi, parecia-me perfeita. A partir daí nem liguei muito às seguintes. 

Uma das seguintes foi para onde foi a Irene. Quando entrei senti um frio grande na instituição. Senti uma organização extrema e disciplina, mas não senti aquele colinho que queria encontrar e que me deixaria mais descansada quando entregasse a minha filha. Lá tinha eu deixado a escola que estava dentro de uma quinta com animais para trás por visitar porque me tinham dito que não tinha bom aquecimento (apesar de não ser a que mais gostei, essa sempre me deixou com água na boca). 

Não me pareceu nada de tremendamente mal. A alimentação deixou-me triste em praticamente todas as escolas, ainda para mais nos casos em que diziam que as ementas eram supervisionadas por pediatras e ou nutricionistas. Pensei que teria de ceder nalgumas coisas e cedi. Além de que, quanto mais investigamos cada escola, mais feedback negativo aparece e acabou por acontecer isso com a minha preferida. Tinham saído de lá uma ou duas turmas para a escola que acabou por ser a da Irene. Engoli uns 30 sapos e porque "temos gente conhecida que tem lá os filhos e adora" e porque parece bem (ou porque "não parece assim tão mal e talvez eu esteja a ser maricas") lá ficou.

Fiz mal. O que eu queria, as coisas que eu procurava e que acabei por achar que eram "mariquices" de toda a gente me dizer que sim, eram realmente as coisas que eu achava mais importantes para a minha filha. Reparei agora à procura de uma nova escola para a minha filha em que, há mais frio, mas em que existem 1000 outras coisas pequeninas que me deixaram feliz, radiante, aliviada e expectante em relação ao futuro, ao crescimento dela. Senti que havia uma continuidade do nosso trabalho em casa e que não teríamos de estar constantemente a desdizer as coisas que eram feitas na escola ou de dizer "isso fazes na escola, aqui não". Tem de haver coerência. 

Quando dizem para ouvirmos o nosso "instinto", acho que é isto: fincarmos pé, especialmente connosco próprias e de não nos contentarmos com menos. Não acharmos que queremos demais. 

Como diz uma amiga minha da antiga escola da Irene (por quem estou muito apaixonada, digo já aqui ahah) "não vais encontrar a escola perfeita, é sempre preciso trabalho". Acredito que sim. Porém, uma coisa é o ADN da escola e temos mesmo de encontrar uma escola que vá ao encontro com os nossos princípios até para não ser frustrante para ambas as partes. Não digo que esta escola fosse má, há de ser excelente até porque essa minha amiga ama lá estar e tem lá os seus 59 filhos. Não é o que quero para a Irene. 

Quero amor, compreensão, empatia, escuta, conversa, cuidado, consciência, calma, respeito, jardim. Quero abraços espontâneos, explicações com vontade, ferramentas variadas e atenção. 

Quero muita coisa e, por isso, não me vou contentar com metade. Mesmo que custe ter que o explicar, mesmo que custe ter que mudar, mesmo que custe. 

"Para melhor, muda-se sempre". 

Acho que foi o que aconteceu. Sou das pessoas mais sensíveis que irão conhecer, é um facto. E este assunto é dos mais importantes para mim, é outro facto. Quando assisti ao que se passava nesta nova escola e que tudo, além de coerente, transpirava amor, senti que a minha vida tinha começado ali. 

Mudamos a Irene de escola principalmente porque já não vamos morar lá para o pé como tínhamos pensado (num futuro próximo), mas há males que vêm por bem. Estamos os três muito mais felizes, descansados e orgulhosos. 



Esta situação, apesar de desnecessária, também ajudou a que algumas das pessoas que achavam que os meus quereres eram "mariquices" (eu incluída) percebessem a importância de pequenas coisas como respeitar o ritmo de cada criança ou sua sensibilidade. 

Não parem de procurar. O que vocês querem é importante. 


Os putos estão a dormir? Ainda não fizeram tudo na sanita? Então leiam mais isto: 

Mais sobre a mudança de escola da Irene aqui

Quais eram os nossos planos aqui

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Isto também vos deixa tristes?

Desculpem. Não queria contribuir com algo negativo para o vosso fim-de-semana. Porém, como é mesmo a reflexão que ando a fazer desde há um dia ou dois, não consigo evitar. 


Cada vez julgo menos as mães. É injusto falar "à boca cheia" quando não conheço o contexto. A única coisa que gostaria é que todas nós conseguíssemos ter vontade de ganhar novas ferramentas para, quando chega o momento em que já não conseguimos pensar, conseguirmos optar. Optar por algo mais oportuno para ambas as partes, com menores danos (visíveis ou invisíveis) e com menos culpa e maior eficácia (mesmo que a médio/longo prazo). 

*We heart it 

Estou em vários grupos no Facebook (hoje mais uns 16 graças à Jhuaninha, ahah) e num deles - onde sinto que as mulheres são mesmo muito cruas e onde se criou um espaço de partilha sem cerimónias - fala-se de sexo, traições, inseguranças e até já houve uma menina que eu muito admirei que publicou algo a dizer que se sentia sozinha e que precisava de amigas. 

No meio de tanta partilha (umas que me fazem lembrar aquelas coisas que circulavam por mail nos anos 90 ou assim), encontrei um post que me deixou triste e que me deu vontade de refletir. Por motivos óbvios não digo o grupo, nem vou referir os nomes das participantes. Grupo fechado é fechado e é para respeitar. 

Houve uma rapariga disse "Digam uma frase que a vossa mãe dizia e que mais vos marcou a infância.". Já vai em mais de 600 comentários até ao momento da escrita deste post. Vou transcrever alguns (a mim também me deu vontade de rir de vez em quando na primeira leitura, confesso, mas depois deu-me mais para pensar): 

Nota: estou a seleccionar as mais comuns e as que mais me deixaram triste

"As meninas feias têm de ser simpáticas!"

"Engole o choro!"

"Nem mais um pio!"

"Quando chegar o teu pai vais ver!"

"Já chega de chorar, senão ponho-te a chorar com vontade!"

"Levas uma lamparina que até andas de lado!"

"Para de rir, para, olha que apanhas mais!"

"Se for aí e encontrar levas com ele na cara!"

"Viro-te a cara para onde tens o cú!"

"Vou-te partir o focinho!"

"O primeiro a chorar, leva!"

"Diz a verdade que a mãe não te bate... Pumba!"

Já sei que nem todas pensamos da mesma maneira e que muitas de nós pensam que "uma palmada na hora certa, blá blá". Porém, acho que quando tivermos uns minutos (ou presas no trânsito ou naqueles dias em que podemos ficar mais um minuto ou dois na sanita) podíamos pensar se isto tem tanta graça assim como poderá parecer à primeira vista. O que sentirá a criança em cada uma destas situações (que obviamente, depois de ditas 50 mil vezes, já não devem "furar" mais do que já está "furado")? E o que isto quer dizer de cada mãe em cada situação? 

Ser perfeito é impossível, mas nada nos impede de irmos crescendo também à medida que eles vão crescendo. Aprendi qualquer coisa com este post e queria que vocês também vissem algo especial como eu e que vos ajudasse a pensar, caso achem que precisem. Isto de tentar melhorar diariamente, reconhecendo os nossos erros acaba por ser um desafio engraçado e produtivo. Vemos os resultados diante de nós. É gratificante também. Talvez não seja no próprio dia, mas já não somos nós crianças de querer tudo logo na altura, não é? :) 

Gostei muito de um livro que me ajudou a ganhar algumas ferramentas para contornar (até agora) situações mais complicadas: é este. 


E "oiçam", não sou nenhuma expert, não sou a melhor mãe do mundo, hoje tive duas ou três situações delicadas com a Irene em que estive muito perto de me passar. Numa até me passei um pouco mais do que queria, mas amanhã é um novo dia e estou a fazer tudo o que posso.

Nota2: Às meninas do fabuloso grupo, não duvido que as vossas mães sejam maravilhosas e que tenham dado mundos e fundos para que vocês se tenham tornado nas mulheres que são hoje. O que é importante agora, poderá não ter sido o que era importante na altura e, mais uma vez, não julgo. Quero só propor que façamos melhor. Talvez, se elas fossem mães de crianças nesta altura, também tentariam fazê-lo. :) Ou, se calhar não e vocês virem-me a cara para onde tenho o cú. 


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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

É tudo uma farsa!

Achei que não me iria interessar por festas de aniversário com alguma organização, decoração e preocupações, porque neste tipo de coisas mais desnecessárias prefiro simplificar. Porém, no ano passado, quando fui à festa de uma colega minha do trabalho, não pude deixar de reservar aquele espaço enorme que, além de ter imensa relva para as crianças correrem, ainda têm uma tenda tipo "casamento" caso chova. Visto que a Irene faz anos em Março, é arriscado pensar numa festa só "no exterior". 

Olhei para aquilo e pensei: a ver se não deixo tudo para a última da hora para sair uma coisa bem feita. O tempo foi passando e enviei menos de uma dúzia de e-mails e "já é Janeiro". Lembrei-me que talvez a Joana Paixão Brás quisesse juntar festas já que as miúdas fazem anos com 3 ou 4 dias de diferença (oh amor, troco-me sempre toda, desculpa). 

Ela disse que sim, mas depois veio a chapada. 

"Não quero ter trabalho nenhum. Quero só chegar e desfrutar da festa". 

Vamos lá a ver se entendemos aqui uma coisa: a menina pode ser muito querida e chegar ao coração de muita gente, mas não lhe pedi para fazer uma presença. Se a convidei foi porque achei que, de alguma forma, iria também ajudar a organizar as coisas visto ser algo que você adora anunciar ao mundo: "ai, 'migas, adoro organizar eventos e decorações e sessões e cupcakes e merdas, mas quando chega a altura de ter que o fazer, até a Joana Gama serve para safar". 

Transcrição de conversa no Whatsapp: 
(já não tenho a conversa, pelo que poderá não estar 100% fiel)

JPB: Ai adoro folhos e golas.

JG: Pois adoras. Olha, queres fazer a festa em conjunto? 

JPB: Das miúdas? Ai, adoro. Vou já ver que bandeirolas pôr e arranjar maneira de termos algumas loiças giras, coisa descontraída que é o que se quer. 

JG: Boa, gosto de ver que estás entusiasmada!

JPB:  Olha, afinal não. Este ano não quero trabalho nenhum. Faz tu tudo.

JG: O quê? Como assim? Hã? Mas eu convido-te e não me serves para nada? Tens noção que vou pôr imensos garrafões de água em cima das mesas [ela odeia], croquetes partidos ao meio para parecerem mais, guardanapos daqueles da casa de banho das empresas e reciclados e toalhas de plástico com alguns galos de Barcelos, alguns já meio gastos.

JPB: Parece-me muito giro! Adoro o conceito! Força, tu consegues!

JG: Joana!!! Vou lá deixar cinzeiros com beatas de outra festa!

JPB: Wow! Que criativa! Estou contente por ti, Joana!

E é esta a sacaninha com a qual lido diariamente e que vos vende ideias do género: "ai, as mães têm de ser amigas umas para as outras, #tamojuntas, o que conta é o interior..". A verdade nua e crua é esta. 

Posto isto... quem me ajuda com a festa da Irene? 

As minhas ideias: 

- Quero um catering super saudável ao máximo. Pelo menos 70% dos comes e bebes gostaria que fossem sem açúcares, sem coisas processadas, etc. 

- Também tem de haver coisas para as pessoas "normais", claro. 

- O tema é, claro, Patrulha Pata. 

- Queremos música, mas direccionada mais para os pais do que para as mães. 

- Gostaria que alguém me ajudasse na decoração da cena porque senão atiro para lá uma colcha do gato preto e digo a todos que é algo minimalista. 


Ah, entretanto, a sacaninha que afinal está cheia de tempo que até faz printscreens de conversas já me enviou a verdadeira conversa. Não está muito longe da original. 







Adicionar legenda



A minha beta falhou-me! Help! Dicas! A festa será em Carcavelos, São Domingos de Rana.

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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

As Prendas de Natal da Irene (#01)

Asas de borboleta da Claire's, plasticina Giotto, estufa de melancias da Science4you e vegetais para cortar da Vertbaudet. 

Adorava poder dizer-vos que o Natal é bonito por causa da reunião familiar e que nada mais importa mas, para mim, o ponto alto foi ver a Irene histérica com os presentes. Ela - além de ser criança e de praticamente todas serem muito expressivas (uma há de ter sido o meu marido que não é a pessoa mais expressiva de sempre a nível facial) - é muito muito teatral e acaba por ser um espectáculo muito giro de se ver. 

No dia a dia vou explorando com ela as coisas de que ela mais gosta. No outro dia, chamei-lhe fada Irene e ela ficou deliciada e, por isso, as asas de borboleta ou de fada vieram mesmo a calhar - além dela ficar uma ternura, claro. 

Plasticina é uma prenda que nunca falha, apesar de parecer que eles têm sempre os piores timings para irem brincar com ela - imediatamente antes de irem dormir, depois de termos limpo as mesas, etc. 

A fruta preferida da Irene é a melancia. Como optámos recentemente por comer frequentemente biológico, não há melancia há alguns meses. Ver a fruta crescer pareceu-me uma tarefa muito gira e foi. Plantamos as melancias juntas mas esqueci-me que poderia ser doloroso para ela esperar alguns meses para que dessem sinal de vida (ou até, se calhar, nem darem de todo). A verdade é que temos um alarme que apita todos os dias às 6h da tarde (perto da hora de chegada a casa) para irmos verificar juntas a estufa das melancias para averiguar se a terra está húmida o suficiente e é uma tarefa gira da mãe e da filha. Quando - e se - nascerem melancias, vai ser melhor ainda. 

Por último, a preferida da Irene deste grupo: uns vegetais de madeira que dão para cortar (estão unidos por velcro e vêm com uma faca de madeira) da Vertbaudet. Ainda por cima ela já tinha visto isto no youtube e já tinha ficado louca. Apesar de cortar vegetais também ser uma das tarefas que ela mais gosta recentemente (ainda não ganhei coragem). Fico duplamente contente até porque está a cortar coisinhas saudáveis e a aumentar o interesse dela por fruta e vegetais - acho eu. 

Ficam como ideias para prendas de aniversário ou algo do género? ;)

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Não sou a mãe mais feminina de sempre...

Já fiz aqui várias confissões de que não sou a mãe mais feminina de sempre. Tinha medo de que, por isso, não deixasse a Irene ser a pirosa que queira ser, mas vai acontecendo naturalmente. Se ela mostra interesse por alguma coisa, passa a ser giro e divertido. Mesmo que isso tenha brilhantes, demasiado cor-de-rosa, muitas flores, asas de borboleta e que implique parecer que gosto de ir à Claire's. 

Pensei que a miúda fosse usar calças de fato-de-treino para sempre, que só a calçasse com ténis, que não tivesse paciência para lhe fazer tranças e totós. Porém, houve algo que se apoderou de mim: ela. 

Ela gosta, ela pede, eu faço. E aqui entre nós? Fica linda. Fica linda a ser pirosa. 

A avó Sílvia ofereceu-lhe uma caixa de maquilhagem, tremi a pensar na quantidade de toalhitas e banhos que teria de dar, mas nem correu mal. Foi giro. Lindo, piroso e ... adorámos.



























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