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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Então e soluções para as "mães não perfeitas"?

É frequente e "sem querer" que nos esquecemos destas três dinâmicas essenciais e sempre presentes nas nossas relações: nós, nós com eles e eles. Quanto mais em "modo sobrevivência" estivermos, menor é a capacidade para distribuirmos pensamentos, para a sensatez, para a empatia. Deslocamo-nos rapidamente para "a culpa" é deles ou "a culpa" é minha. Também serve quando se aponta os dedos aos outros: "a culpa é dela que é uma mãe que não impõe limites" ou  "a culpa é da miúda que é um monstro". A culpa que tanto funciona com a palmada que se dará à criança como as palmadas que se dão na nossa consciência depois de as termosdado -  enquanto ainda não a [consciência] tivermos adormecido para não suportarmos tanta dor. 

As coisas fluem, são dinâmicas. A culpa é algo, nestas situações, primário, de sobrevivência, imediato, infantil. É difícil e parece "totó" reconstruirmos a realidade, fazendo um moonwalk cuidado no que nos levou até ali, mas uma vivência mais consciente ajuda-nos a termos capacidade para que nos surja amor com mais frequência quando olhamos para nós, para eles ou para nós e eles. 

Porque é que nos deixamos de perguntar, quando crescem mais um pouco, o que terá a criança? Quando são bebés, perguntamo-nos se têm fome, sono, sede, necessidade de mimo... mas, depois, passamos para o tribunal das manhãs e das tiranices. Foi o que terá sido feito connosco e o que terá sido feito com quem nos fez, a culpa não interessa. 


Interessa muito aqui por-mo-nos no lugar da criança, pomo-nos no nosso próprio lugar quando tínhamos a idade dela também ou até mesmo deixando-nos estar na nossa. O que sentíamos quando gritavam connosco? Quando nos punham de castigo? Quando nos portavamos "mal" era porquê? O que sentimos agora quando nos fazem o mesmo?  

Quando, na nossa vida, andamos mais amargurados, respondões, zangados, com "mau feitio" é porquê? Será aleatório? Porque "somos tiranos"? 

O que há antes do que se vê e ouve? O que há antes do fazer? 

A mãe chora quando a criança está a ser castigada porque lhe dói. Dói-lhe "ter que chegar a esse ponto". Também eu chorei quando, por desespero, numa vez em que tentei deixar a Irene chorar no berço porque "não devia mimá-la". 

O que nos faz chorar assim, "indo contra nós" (até a mãe disse isso no episódio -  a estreia do formato Super Nanny em Portugal) é porque não está bem. Ir contra nós nunca será a solução, digo. 

Impedirmo-nos de comer o que nos apetece, sem percebermos porque é que nos apetece. Impedirmo-nos de mexer tanto no telemóvel, sem perceber porque é que o fazemos. Impedirmo-nos de abraçar as nossas filhas quando elas, depois de se portarem mal, pedem colo sem perecber porque é que elas pedem e porque é que nós, mesmo depois do que aconteceu, as queremos abraçar... 

A comida que nos aparece no prato vem de algum lado. O dinheiro que sai do Multibanco também. Aquela colega que resmunga tem também ela uma vida, não "saiu assim por defeito". A criança grita, chora, bate porque não sabe expressar de outra forma o que sente. 

Aqui sim, cabe-nos a nós ter o trabalho de ver o que se passa. O panorama geral, ver além de nós e do nosso ego. Senão são duas pessoas a fazer birra. Sendo que uma delas tem a responsabilidade de tentar ser capaz de reconstruir, de fazer o moonwalk: o adulto. O adulto que além de crescido também tem algures uma criança que não se sabe expressar e que não consegue falar consigo. É tudo. 

Gostava muito de apresentar soluções concretas para cada caso. Ainda estou a descobrir muitas com a Irene no dia a dia. E as que funcionam vão mudando. Sei sempre que as melhores são quando me forço a pensar nela, em mim e nela e em mim. 

Parece que não temos tempo. Parece que não temos coração. Que nos caiu tudo em cima e que, pior que tudo, que nos deram um filho imperfeito. Esse filho que terá uma mãe imperfeita que, outrora, já esteve no lugar dele... 

Amor. Mais. Porque amor gera amor. 


Muito sobre aquilo em que acreditamos e soluções aqui:
disciplina positiva, parentalidade consciente, ...

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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Não queríamos que fossem de fim-de-semana sem ver isto.


Muito obrigada à Nicole do nosso grupo de Mães de Março de 2014 que decidiu presentear-nos com esta maravilha. 

A da esquerda sou eu, Joana Gama. Apanhei uma molha à procura da Padaria Portuguesa e, pelo caminho, também apanhei umas botas ortopédicas que ficavam lindamente nas minhas calças de grávida. 

A Joana Paixão Brás, da direita, não quis parar de mastigar o Pão de Deus para a fotografia e ainda devia estar a esconder uma caixinha de Palmiers atrás das costas. Na altura ainda não partilhavamos tudo - e ainda não partilhamos que algo que me diz que o David não teria paciência para mais uma. 

Pronto. Isto éramos nós grávidas da Irene e da Isabel. Nossa primeira gravidez. Sabíamos lá no que iria dar. Foi a primeira vez que vi a Joana também. Foi aqui que nos conhecemos. 

Isto para quem tivesse dúvidas de quem usa calças na relação. :)





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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

O que está errado comigo?

Ui que as haters já estão a esfregar as mãos para responderem 88 respostas a dizer que sou stressada, ansiosa que, por causa do divórcio, não sei o quê e que a Irene não é uma miúda normal porque eu, eu, eu e a culpa é minha. Whatever.

Faço esta pergunta porque tenho finalmente percebido que a percepção que tenho do meu corpo não é justa. É  mesmo muito muito cruel.


Fotografia - The Love Project


Só me lembro de me achar gorda. Muito gorda. Trocava milhares de vezes de calças antes de ir para a escola de manhã, passava o dia a encolher a barriga, às vezes fazia dietas loucas no Verão de não comer durante horas e de fazer desporto durante o máximo de horas que conseguisse...  Cheguei a dormir com um cinto a apertar-me a barriga para me lembrar de a encolher para "fazer abdominais enquanto dormia". Tentei milhares de vezes obrigar-me a vomitar e - ainda bem - nunca consegui. 

E quando, num dia destes, fui ver fotografias minhas dessa altura... estava óptima. Não estava nada gorda. Não só estava bem, como estava muito bem. Era muita boazona, até. Nunca tive a barriga flat e com 6 pack, mas... não tinha motivos nenhuns para sofrer como sofri.

No outro dia, quando encomendei roupa da Zara e abri a caixa no trabalho, houve uma colega que me olhou nos olhos e disse: "porque é que compras roupa tão acima do teu tamanho?". Tinha comprado Ms e Ls. O L comprei para estar à vontade porque tenho sempre medo que não me apertem os casacos ou nos braços que não passem... 

- São acima do meu tamanho?

- São, Joana. Tens um problema (sim, haters, tenho muitos problemas) e isso tem um nome. - Ela disse isto a "brincar", mas a chamar-me à atenção para isso. Foi uma querida.

E, realmente, não tenho noção nenhuma do meu tamanho. É um facto. No outro dia ofereceram-me uma t-shirt lindíssima que era um S (obrigada :)) e eu jurava a pé juntos que não me iria servir. Até andava a adiar experimentá-la para não ficar triste. 

Experimentei umas calças e o meu número não é tão grande quanto imagino. Afinal pessoas cujo corpo visualmente me agrada no dia-a-dia vestem o mesmo número que eu. Porque será que me "odeio" tanto? 

Sei que isto não acontece só comigo, sei que acontecerá com muitas de vós. Sei que há muitas por aí que odeiam aquela prega extra que não cabe nas calças ou que odeia que os tops de lycra não assentem perfeitamente. Que odeiam os braços, a celulite nas pernas, a forma como são os dedos dos pés, os dentes... 

Somos óptimas a odiar-nos, mas temos mesmo de mudar o mindset para aquele que é menos fácil: o que temos em nós que gostemos? E será que esta nossa percepção é real? 


Vou partilhar convosco o meu exercício: 

- Adoro os meus olhos, são verdes e tristes. Tenho pestanas grandes, é uma sorte.

- Gosto muito da minha boca, parece de boneca. Tenho lábios carnudos.

- Adoro os meus dentes - só os tenho por ter usado aparelho (e ainda usar contenção), mas acho que são uma parte importante da minha cara e do meu sorriso.

- Gosto muito das minhas costas. Fiz natação durante muitos anos e gosto muito de ter ombros largos e alguns músculos mais saídos.

- Gosto do meu rabo. Em tempos pensei que o tivesse perdido, mas com um pouco de exercício voltei a ter o rabo redondo e empinado que gosto. 

- Gosto dos meus pés. São pequeninos. Gosto deles assim. 

- Também gosto das minhas orelhas, por serem pequeninas. 

- Gosto das minhas pernas quando faço um pouco de exercício. São grandes, coxudas. 

Estou a fazer um esforço enorme para não escrever "mas". 


E vocês? Se tiveram 3 minutinhos para ler isto, o que acham de fazerem agora o exercício aqui nos comments? Em anónimo, se preferirem :)

Sabem qual é a parte mais esquisita disto tudo? Quando estou nua e me vejo ao espelho consigo adorar-me! Vestida é que não consigo! 




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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

6 dicas para haver menos stress até sair de casa de manhã.

Como vos contei neste post, as manhãs andavam a ser cada vez mais complicadas e dramáticas, o que influenciava um dia inteiro de stress e uma noite inteira de culpa por sentir que estava longe de ser "a melhor mãe possível". 


Hoje, durante a manhã, dei por mim a pensar nas várias técnicas que estou a utilizar neste momento para que tudo corra pelo melhor (e que, até hoje, resultam) - além de estar a tentar cuidar melhor de mim com uma alimentação mais saudável (sopa, vegetais, água, fruta, variedade...) e higiéne de sono (tenho a sorte de a Irene já fazer uma noite inteira de sono - FINALMENTE, estou convosco, mães que sofrem). Quero partilhar convosco: 

1- Acordar antes dela e "despachar-me" primeiro. 

Mesmo que isso implique acordar uma hora antes e deitarmo-nos uma hora mais cedo. No meu caso é: tomar banho (pinto-me depois na casa de banho no trabalho - até tem melhor luz), preparar o lanche dela com um desenho, escolher a minha mala, fazer a minha cama, tratar da areia dos gatos e dar um jeito à cozinha.

2- Não há televisão

A televisão hipnotiza e faz com que os nossos timings se tenham de reger pela duração dos episódios. Faz também com que comam mais lentamente. Sem televisão é mais rápido, ainda dá para conversa, para algum tempo de qualidade, dependendo da hora a que se levantem. Conheço famílias que têm de fazer longas viagens de manhã e acordar bem cedo e aí não sei mesmo onde "enfiar" a conversa. 

3- Música

Muda a disposição. Tanto. Hoje, em vez de birras, dançámos as duas juntas. Foram 30 segundos, mas que, de certeza, fizeram com que 30 outros "nãos" só porque sim não existissem. Além de estar a educá-la para a variedade (senão teria de por sempre o Bum Bum Tam Tam ou assim todos os dias e já me enjoei). 

4- Preparar a roupa dela no dia anterior

Não há sonos e pressas à mistura e, de manhã, é só equipar. Easy.

5- Usar o boneco preferido dela a nosso favor. 

"Repara, a Luisinha quer pentear-te agora e lavar-te os dentes... deixa a Luisinha". O que é giro é que funciona - pelo menos com a Irene - com todos os bonecos por isso a duração disto tem sido surpreendente

6- Verbalizar sempre a vantagem de progredir na missão "sair de casa".

"Anda que hoje vais levar o Spider Man para mostrar aos amigos". "Penteia-te que a seguir eu deixo-te escolher o teu gancho preferido".

Agora, daquilo que me lembro, muito depende também da forma como os acordarmos. Eu faço muitas festinhas pelo corpo e mostro-me bem disposta, ponho música calminha... A ver se continua a funcionar amanhã.

Fotografia Yellow Savages
Roupa - Little Jack 




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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Como ser a melhor mãe possível.

Sendo que "possível" aqui é a palavra chave. Todas nós temos desafios que poderão ser invisíveis aos olhos dos outros e que nos impedem de atingir aquele grau de perfeição/satisfação, o que for. Eu abrigo-me dentro da ideia de querer que a Irene conheça a "imperfeição" para ter espaço para ela mesma não se pressionar assim: a mãe às vezes suja tudo, a mãe esquece-se de coisas... 

E ultimamente vim a reparar que a minha vida estava a voltar a ser um drama enorme. O pouco tempo que tinhamos de manhã estava repleto de discussões constantes, o deitar era um stress enorme, ir buscá-la à escola, deixá-la... Não havia nada que não fosse difícil e que não me consumisse. Consumia-me e quando me passava a "neura", sentia-me culpada por não ter agido melhor mas no dia seguinte era a mesma coisa.

Sem paciência nenhuma para a adormecer, sem paciência para os 38 pedidos de manhã antes de sair para a escola, sem paciência para dar o jantar com imensa conversa pelo meio e a adormecer na cama dela, sem ter tempo para mim. Acabando o meu dia por volta das 21h30 e acordando novamente stressada.

Estive assim tempo demais. Até, na semana passada, ter tido um ataque de choro depois de ter deixado a Irene na escola. Estava exausta, farta e infeliz. E fiz um zoom out. "O que é que se passa, Joana?".



O que se passava? É simples.

Mesmo acordando antes da Irene, não tinha tempo para fazer "tudo" com calma. Com ela a acordar e eu ainda meia por despachar punha-a a ver televisão o que faz com que coma o pequeno-almoço mais devagar. Nem nos dá "tempo para estarmos juntas". Cada segundo que passa é mais um segundo para chegarmos atrasadas e, pelo meio, uma miúda que foi apressada a manhã toda começa a deixar de ser tão cooperante. A mãe, irritada, stressada e exausta, faz birras. 

Deixar a miúda na esccola também não era pacífico. Estamos as duas stressadíssimas e nenhuma sente que está a ter o que quer e precisa. Não há tempo para a "largar com calma" como ambas preferimos.

Passava o dia sem me conseguir concentrar e organizar. Parecendo que "não havia trabalho" mas por estar no meu registo de mínimo. Tinha só o modo "executar pedidos" e pronto. 

Ia buscar a Irene à escola e começava o stress: querer cozinhar e ter a miúda a tocar mil instrumentos musicais, dar jantar no meio da loucura dela, adormecer no meio dos tais pedidos... 

Os dias estavam a ser... horríveis. Estava cansada, mas não passava por dormir mais porque até me deitava às 21h30.

- Reparei que não jantava por não ter fome quando lhe estava a dar a comida e depois adormecer. 

- Almoçava no bar da empresa e, por não gostar da comida, fazia sempre refeições fracas ou com pouca variedade. 

- Não bebia água, 0. 

Como espero que o meu corpo (cérebro incluído) funcione se não lhe dou o combustível que ele precisa? É normal que comece a ficar mais depressiva, cansada, impaciente... 



Tive oportunidade de - neste timing - ir a uma clínica onde trabalha uma amiga em Lisboa e fiz umas análises (sem picar, apenas por as mãos e os pés numa espécie de painéis) que deram resultados que me deixaram ainda mais motivada: tenho falta de vitaminas do complexo B, desidratadíssima, o fígado podia estar melhor, etc... 

Ainda não tive o plano para seguir para ficar toda saudável com estas análises mas já comecei o que posso por mim (sem indicação de ninguém) e - talvez seja placebo - senti os efeitos logo. 

Comecei a tomar umas vitaminas que tinha lá em casa da última vez que me senti assim, beber muita mais água e comer sopa a todas as refeições. Sinto-me melhor. E até pus o despertador para mais cedo e deixei-me de "merdas" e comecei a acordar a Irene mais cedo também.

Depois dou-vos updates em relação ao plano, sempre que tiver algo giro para dizer, mas queria só deixar-vos este "alerta".

Andam a comer bem? 

Todas conseguimos chegar à conclusão que o tipo de comida que comemos muda muuuito a nossa disposição e energia, não é? Porque é que não estamos mais atentas a isto? 





Fotografia
- Yellow Savages
Roupa - Little Jack 




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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

As análises. Temidas análises.

Torço-me toda sempre que é para ir fazer análises ao sangue com a Irene. Infelizmente tive uma muito má experiência quando ela era bebé (falei disso aqui), em que até parou de chorar enquanto era picada, enfim. Ainda hoje me custa voltar àquele dia. 

Tirando essa vez, das outras foram algo "inesperadas": idas de urgência ao hospital em que foi mesmo necessário fazer análises (sempre um cenário Dantesco para mim e para o pai - o que também piora as coisas para a Irene...). 

Desta vez, por estar sempre entupida ao ponto de até perder parte da audição e tal, foi pedido pelo otorrino e pela pediatra que ela fosse fazer análises também. Confesso que - péssimo da minha parte, bem sei - que andei a adiar o máximo de tempo que podia. Entrei em negação e tudo... Fomos aos Lusíadas e não podia ter corrido melhor. Houve choradeira? Houve. Mas houve também uma menina chamada Joana e a sua colega (não me lembro do nome, já estava em pânico, desculpe) que tornaram tudo muito menos difícil. 

Obrigada também à colega da recepção que percebeu que a Irene também já tinha fome e por nos ter ajudado. 

Os olhos meigos, a paciência, o penso do Garfield no fim, os mimos. Foram espectaculares tanto para mim, como para a Irene. 

O meu agradecimento a todas e fica a minha experiência ali, especialmente para quem ande à procura de um sítio para fazer análises com os filhos, aqui têm a probabilidade de vos correr bastante bem. 

Escrevo este post também para vos dizer que existe uma pomada anestésica chamada EMLA e que - não sei se resultou - me ajudou a sentir que fiz o possível para minimizar a situação. Sendo que, claro, é uma questão de ansiedade e não propriamente da dor física. 

Já está. Já foi e obrigada a toda a gente, a sério. Obrigada também a toda a gente a quem não lhe deve apetecer picar crianças que depois se apercebem do que se passa e que começam a chorar e que o consegue fazer com esta calma, dedicação e carinho. 



Foi muito importante para nós. Obrigada.

Casaco - Boboli 




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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

O meu rabo foi protagonista de uma reportagem.

Quem diria que de todos os bloggers que foram entrevistados, foram escolher estas duas beldades (e o meu rabo como protagonista) para a fotografia principal da reportagem da Sábado sobre os bloggers mais influentes? 

O meu rabo agradece, o meu bracinho já nem por isso, mas a verdade é que se nota que a sessão fotográfica foi muito divertida com a fotógrafa Raquel Wise e com a jornalista Raquel Lito. Fomos ambas carregadas de adereços e estou muito feliz por não terem sido as fotografias em que a Joana Paixão Brás me está a pôr fraldas na cabeça as escolhidas. 

Como somos muito lindas e porque, graças a vocês, ganhamos dois prémios "este ano" (estão ali em cima no título, já devem ter reparado) fomos as porta-vozes das  bloggers de maternidade, todas orgulhosas, claro. Mesmo tendo a Joana Paixão Brás aparecido sem almoçar (às 17h...) e me ter comido umas quantas gomas que tinha na mala e eu não me ter calado desde a sala da maquilhagem até à sessão fotográfica propriamente dita. Deve ser por isso que a Raquel jornalista escreveu na reportagem que eu era "mais expansiva". Se dissesse o que lhe apetecia devia ser "pain in the ass", "ainda hoje tenho a voz dela nos meus ouvidos"... Bem, já está, Raquel. Já passou! 

Decidi, porque tenho uma camisola branquinha, óptima para isto, tirar num momento de pausa fotografias à la influencer (que não tem tempo para ir ali à rua e tirar umas como deve ser) com a revista. 

Parecendo que:

1) leio revistas, 
2) que sou muito feliz a fazê-lo, 
3) que não estou furiosa por hoje não ter lavado o cabelo e querer tirar fotografias. 

Tomem disto: 




Por último, depois de vos agradecer devidamente por todos os minutos que "perdem" a ler-nos, e à Raquel fotógrafa, à Raquel jornalista, às meninas da maquilhagem que nos puseram tão tesudonas, tenho de agradecer também à Joana. Não concordamos com tudo, mas temos feito ambas com que todo este trabalho valha a pena e que corra tão suavemente que já lá vão 3 anos e não há dúvidas que de vamos continuar (pois não, Joana? hahah).

Um beijinho, vejam a Sábado que eu, entretanto, vou perguntar à Raquel se há maneira de ler isto na internet. 


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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O que é que a família dá a uma blogger de sucesso no Natal?

Temos um blogue de sucesso, temos de admitir. Graças a vocês, claro. :) Obrigada por gostarem de nos ler, obrigada a todas as que ainda antes de publicarmos no Facebook, já leram o nosso post no blog (como fazem isso?), obrigada às que comentam no Facebook sem ler o post, as que lêem o post e não dizem nada e até as que abrem o post, não lêem e comentam negativamente. Têm sido alguns anos (3, ainda, só) de muito trabalho, mas também de muita partilha que também nos ajuda a sistematizar pensamentos e sentimentos mas que além disso sabemos que têm ajudado muitas mães a não se sentirem sozinhas, a se sentirem menos malucas. Estamos, mesmo, convosco. Mais do que isto só mesmo se estivevessemos em vossa casa - mas como neste momento  até tenho a cozinha toda para arrumar e pernas de frango para o jantar e pelo meio máquinas de fazer e, também, sinceramente, ninguém me convidou e não gosto de aparecer serm ser convidada. 

Posto isto, as que nos acompanham, sabem que uma de nós - eu - terá menos "blogger de maternidade" style. Não leio outros blogs (espreito de vez em quando o Dias de Uma Princesa da Catarina Beato mas, tirando isso, nada mais) e, por isso, o que vou vendo aqui e acolá de instagrams e artigos em sites faz com que veja isto das "bloggers" de fora. 

Parece que as bloggers - algumas são - são uma espécie de artistas inalcançáveis, mas há toda uma vida além do blog. Imensa coisa que não podemos contar ou para não ferir susceptibilidades ou, então, porque ainda há - mesmo neste blog - coisas que queremos manter só como nossas. 

As minhas prendas de Natal não são uma delas. 

Adorava saber o que é que as famílias dão às bloggers mesmo conhecidas, mesmo mesmo coiso. 

Eu recebi: 

Tupperwares mesmo da marca tupperware da minha mãe porque lhe disse que um dos meus sonhos era que todos os meus tupperwares fossem de gente rica - mais alguém?

Umas calças Levi's pretas - decidi o ano passado gastar menos dinheiro em roupa e poupar para peças de qualidade que durem mais tempo e que até me assentem melhor

Um gato das mãozinhas chinês - porque uma vez contei aqui no blog que a Irene e eu íamos frequentemente a uma loja de chineses visitar o gato e a minha mãe e padrasto lembraram-se disso e embrulharam para a Ir... espera aí! Isto foi uma prenda para a Irene, não foi para mim. 

Recebi também uma Britta da mãe. Um daqueles jarros com filtro para a água o que faz com que tenha de comprar menos garrafas (melhor para o ambiente, acho eu) e para a minha carteira também.

Panos de loiça giros porque depois do divórcio, devolvi-lhe todos os panos dele e decidi ficar com o mínimo indispensável, mas realmente já precisavam de uma renovaçãozinha. 

Dinheiro do pai para "comprar qualquer coisa para mim".

Da minha madrasta umas lentes muito giras para por no telefone e para tirar fotografias em modo fisheye. 

E do meu padrasto um sponsoring para uma viagem em breve que faça. 


Claro que tenho noção da sortuda que sou por ter recebido tudo isto, mas acho interessante que tenha gostado dos tupperwares como de tudo o resto. Quando as mães cuidam de nós, atenta aos pormenores, a coisas que digamos sabe a amor, não é? Obrigada, mãe. 


Quais foram as vossas prendas preferidas neste Natal ou até as dos vossos filhos? Apesar da melhor prenda de todas, já a termos :) 

Fotografia The Love Project - Cabelo - Nela Cabeleireiros



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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

O que esta mãe fez...

deixou-me tão, mas tão... comovida. 

Nós somos espectaculares, somos tão apaixonadas, tão bonitas, caramba!

Fui jantar fora com a Irene no outro dia à Capricciosa em Carcavelos. Fez uma sesta enorme e, por isso, o sono iria tardar mais um pouco a tonar-se evidente. Tivemos um óptimo jantar, a fazer olhinhos para um menino que estava na outra mesa (a Irene, não eu!), depois pensei: a miúda tem os ouvidos entupidos, a minha madrasta disse que as otites serosas do Tiago se resolveram com idas à praia então... vamos ali ao pé do mar.

Era de noite - daí o jantar - e ao pé da praia, no chão, estavam imensos confetti. Estava a mãe, muita bem vestida, parecia uma manequim da Massimo Dutti (e agora isto era o melhor post de publicidade de sempre), em pé de frente para o filhote e estavam a fazer uma passagem de ano a fingir com confetti e champomy. Que dupla mais amorosa (a mãe e o filho, não propriamente os apetrechos, apesar da mãe ter bebido voluntariamente o copo todo de champomy o que me fez pensar se aquilo será agradável, afinal).


Não fiz perguntas, eventualmente a Irene meteu conversa. Fiquei a imaginar porque é que a passagem de ano teria sido antecipada, claro que só me veio à cabeça que talvez fosse o fim-de-semana do pai e a mãe também quisesse passar o fim-de-ano com o filho ou vice-versa.

Seja como for, foi das coisas mais amorosas que já vi. 

Para além disso, ainda me deu tempo para sentir outra coisa: ver aquela mãe com aquele menino, fez-me perceber que nós somos o primeiro grande amor dos nossos filhos. Nós mostramos-lhes como devem ser tratados e como são as relações. 


Aqueles dois, a passar o ano ali ao luar, eram fabulosos... 


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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

A Irene não me chama "mãe".

Depois da fase em que se chamava Tomás e que tinha pilinha (parece que já passou, apesar de parte de mim se assustar, outra parte achava imensa graça e queria incentivar a liberdade de brincadeira), agora entramos noutra fase que também nos deixa desconfortáveis. Nem é por ela querer fingir ser outras pessoas, é a terceira geração que acha graça ao teatro e à representação, mas é por levar tão a sério. 


Quem é a Irene agora? É a Isabel e tem uma irmã que é a Luisinha. A mãe dela - sou eu, vá lá - chama-se Joana Paixão Brás (para quem seja novo no blog, é a outra autora aqui do estaminé) e o pai dela - continua a ser o mesmo, apesar da mudança de nome - chama-se David.  Por causa desta brincadeira, não lhe posso chamar filha porque é Isabel, não posso chamar-me de "mãe" porque sou a Joana Paixão Brás e não vou levá-la a casa do pai, vou levá-la a casa do David.  Ter uma "Luisinha", porém, tem dado imenso jeito para a "Isabel" ser a mana mais velha e ter que mostrar à Luisinha como é que se faz alguma coisa como "lavar os dentes" ou ir deitar-se sem birras. Há que tirar o melhor partido de cada situação, certo? 



Coisas que me deixam desconfortável/enervada com isto? Ela, de manhã, chamar "Joana Paixão Brás". Confesso que aquele "mãe" matinal amenizava o meu acordar e o "Joana Paixão Bráaaaaas" - apesar de te adorar, Joana - é como se fosse uma chapadinha. E, depois, claro que começa imediatamente a corrigir-me "não sou a Irene, sou a Isabel"... Ahhhhhh!!! Fazia o mesmo quando era o Tomás com o género dos adjectivos que eu usava e afins. 



Também não gosto, quando lhe estou a abanar o rabo para adormecer, que ela me peça para trocar a letra de "a Necas e a mamã" para "a Isabel, a Luisinha e a Joana Paixão Brás". Há uma parte minha que - infantilmente - tem medo que se perca nesse mundo de fantasia, não vos sei explicar. Além de que, por muito parvo que pareça, tenho saudades da minha filha!



Claro que há parte de mim que também tem medo - porque sou medricas e também porque não vivo só no lado concreto das coisas - que ela esteja a inventar pertencer a uma família que está junta e com uma irmã como se o "guião certo" a fizesse mais feliz.  Isto tudo, claro, porque me separei recentemente.



Há sempre tristeza, obviamente, mas rapidamente sou abraçada pela certeza de ter feito tudo o que tinha ao meu alcance e que este é o melhor cenário possível. Sem dúvidas. A vida não pode nem é sempre presa ao mesmo guião. A Irene agora é a Isabel. O que virá a seguir? 

Seja como for, Joana Paixão Brás, a Irene que é a Isabel, está cheia de saudades vossas e anda a pedir um fim-de-semana fora. Quando vamos? 

Camisola - Boboli 

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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

E isto de ser filha única?

Não me vou por aqui com grandes dissertações sobre genética ou até mesmo questões comportamentais porque, da última vez que verifiquei, não percebia um glúteo disso. 

Por isso, mais uma vez, venho partilhar convosco mais uns sentimentos que me têm percorrido a cabeça em simultâneo com um doce sentimento de culpa por estar a devorar uma caixa enorme inteira de Ferrero Rocher quando me ando a sentir mais obesa que vaso da dinastia Ming. 

A Irene, à minha semelhança, gosta muito de ter todas as atenções. Muitas das brincadeiras que ela tem, tinha eu quando era mais nova. São brincadeiras típicas de criança, bem sei, mas há muitas crianças que não brincam assim também. Ela gosta de fazer espectáculos, de teatro, de dançar para que se aplauda no fim, de tocar piano, etc. Gosta de contar piadas e de fazer toda a gente rir. Gosta de ser querida e de agradar a toda a gente - qb, enquanto consegue por ser muito... certa do que quer. 

Apesar de ter dois irmãos - um de 11 e outro de 21 - vejo-me sempre como tendo crescido como filha única e acho que, sim, existem algumas coisas  mais prováveis de surgir em filhos únicos, talvez este tipo de tendência mais individualista e "look at me" style. 

Estou atenta à miúda. E eu pratiquei vários desportos mas todos eles com uma tónica individual como a natação ou, riam-se, o bowling ou ainda o Judo que tem pouco de equipa - que não me caia a Federação em cima agora por uma filosofia qualquer que não sei. Sinto que a Irene precisa de perceber que, apesar de filha única, as relações se fazem mais do que "um para um" ou "todos para um". 

Ontem, quando fomos jantar à casa do Miguel - meu bff desde o 6A do Colégio Quinta do Lago.


Não planeio engravidar em breve - até porque gastei dinheiro num DIU haha - mas vou tentar procurar outras coisas que me ajudem a que ela se sinta especialmente "desimportante" para, quando crescer, não ter dificuldade em relativizar os seus problemas ou a sentir empatia ou dificuldade a trabalhar em grupo.

Estamos de férias esta semana e muito inspirada por esta nova maneira de "pensar" tenho marcado cafés com amigas minhas com filhos ou até amigos sem filhos para a Irene ver e espairecer outras realidades. Não temos uma família grande, cheia de primos e tios e afins, mas já dá para construir uma rede de qualidade de pessoas que a façam sentir-se distribuída. 

A Irene teve a sorte de ter a mãe e o pai exclusivamente para ela - sem nenhum trabalhar - durante praticamente dois anos. Tanto o pai como a mãe não são as pessoas mais sociais do mundo - apesar da mãe ser fantástica, divertida e muita linda - e, por isso, temos que lhe dar outras hipóteses, mais colos. 

2018 vai ser um ano para a ajudar a confiar e a estabelecer outras relações. Reforçará que a mãe e o pai têm o seu lugar especial, mas que há muito mais além. 

Pô-la num desporto colectivo era engraçado, mas nesta idade? 


O meu instagram e o d'a Mãe é que sabe :)
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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Ao meu padrasto.

Lembro-me. Lembro-me quando te comecei a conhecer. Lembro-me daquele dia na praia e de uma bola colorida que ainda, por vezes, me colore os olhos. Lembro-me perfeitamente das brincadeiras de minutos, meias horas, até eu acabar de lavar os dentes. Os fantoches todos: o zé das couves, o diabo belzebu, o polícia, todos. 

Lembro-me perfeitamente das milhares de vezes que me foste buscar e pôr à natação, a todo o lado. Lembro-me de brincares comigo, tanto. De me ensinares a escrever, de contarmos histórias nossas cheias de aventuras. Somos os Jotas em busca do lingote de ouro. Somos os Jotas dos jogos de cartas, dos trabalhos de casa, das revisões de matéria para os testes. 

És com quem mais falei quando precisava. És quem falou por mim quando não pude falar. És quem, no meio de tudo, lá estava para fazer uma piada ou para brincar comigo a dizer que eras dos Excesso ou mostrando-me o cartão de sócio do Benfica acreditando eu que eras jogador de futebol e tendo contado à escola toda. 

Lembro-me do maior elogio que já alguma vez me fizeste e acredito em tudo o que tu dizes. És, sem dúvida, o maior pedaço de família que tenho, o que tem mais coração, mais certeza, mais serenidade.

Abraçaste-me (mesmo sendo, para ti, os abraços algo tão esquisito) como se fosse tua filha, com tudo o de mau e de bom. Com as minhas rebeldias, as minhas parvoíces, os meus sentimentos, tudo. E foste meu pai. És. 

Amor incondicional.

Salvaste a minha imaginação. E foste tu quem, tipo maestro, deu o seu melhor todos os dias para que a música nunca deixasse de tocar em mim. 

Quero agradecer-te como nunca irei saber fazê-lo por seres tão importante. Por teres aparecido, teres sido escolhido e por, sem me escolheres, me teres amado tanto. 

É inevitável ver-nos quando brincas com a Irene e tu és amor em pessoa. Amor e cuidado. Que sorte que tive por tu e a minha mãe se terem apaixonado um dia. Ganhei-te. 

Tu ouviste-me sempre. Desde pequenina. 

Obrigada. 

Não escrevo como o Pessoa (mas foi mesmo o melhor elogio que alguma vez recebi), mas espero ainda ir a tempo de te fazer sentir a Pessoa que tu és para mim até ao final dos nossos dias.

Feliz Natal, João. 


Toma uma fotografia de um pão porque sei que gostas muito :)

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

E quando estão quase a dormir e pedem mais um copinho de água?

A quantas é que fazem check desta lista de coisas que me têm enervado? Sim, tenho uma vida bastante básica. 


Comprar meias novas e irem logo para o abismo da máquina de lavar roupa.

Já há muitos vídeos e posts na internet que dizem para onde vão parar as meias, mas enerva-me que pares acabadinhos de comprar desapareçam logo e fique só um com uma no fundo do cesto da roupa que me faz ficar agarrada à esperança de que a outra apareça e nunca mais. 

Comprar roupa nova, lindíssima, mas que ela não quer vestir. 

Já dei para esse campeonato. Já não compro tanto para os meus gostos para depois, de manhã, ser uma birra. Agora, se ela puder escolhe ela ou, então, tento ver a roupa da perspectiva dela e comprar só coisas que lhe consiga "vender bem". 

Ela já estar deitada e começar a pedir coisas só para empatar.

Dou mesmo o meu melhor para não perder a paciência, mas e aqueles últimos segundinhos em que acho que ela já estava quase a patinar para o lado de lá e... afinal... "mãe, quero água" ou "mãe, quero a boneca não sei quê". 

Querer comer a comida separada.

Se vai um pouco de esparguete misturado com a carne picada, já é um filme: "separada, mãe, separada!". Vai acabar como eu a comer tudo por partes e a deixar a parte preferida para o fim. Quando ia ao McDonalds comia primeiro o hamburguer e só depois as batatas. 

O sistema de guardar camisolas quentinhas 

Tira-se uma e saem todas do sítio e não tenho paciência para arrumar aquilo na altura e, depois, quando chego a casa, só esse pormenor me deixa passadita.

Tenho tanta sorte. 


Ter gatos que tentam abrir a porta da rua.

Acham normal? Não pensem que por não saberem miar que não me comunicam que estão estupidamente infelizes. Estão, sim. O Noddy passa a noite a empoleirar-se na maçaneta da porta da rua 

A areia dos gatos que se espalha pela cozinha e o chão da cozinha é preto.

Não assinei nada disto. Se tiverem gatos, escolham chão da cozinha da cor da areia. Façam isso por vocês. 

O período de entrega das compras online é demasiado grande.

Quero minutos, malta. Quero saber a que minutos é que entregam as compras e de que hora, de preferência. Aiii!! Não quero saber que me vão entregar as compras a qualquer hora entre as 7 da manhã e as 10 da noite, não gosto de surpresas. 

Arrumadores de carros em sítios com parquímetros.

Não façam isso, arrumadores. Ajudem-nos e vão para ruas que não tenham parquímetros. Não consigo não dar moedas e já tenho de pagar no parquímetro. Not cool. Pensem em nós que queremos ir à Guerra Junqueiro comprar alguma coisa. 

O Facebook no geral 

Tenho de parar de ver o Facebook. Sinto mesmo que já não acrescenta grande coisa mas não consigo. Que chatice. 

Tomar banho com este frio

Está quente debaixo de água, mas depois é um tormento. Quase que não vale a pena tomar banho. Meninos, comercializem também banhos secos que com este frio prefiro só raspar o sebo que andar a esfregar-me e a apanhar pneumonias. 

Isto de pagar a 90 dias. 

A sério? E trabalhar a 90 dias? Também vou começar a fazer isso. Pedem-me o trabalho mas só apareço 3 meses depois porque é assim que funciona a minha tesouraria. Ou até mais tarde. Se calhar nem apareço. Fo**-se.


Feliz Natal a todas. Que tenham mais coisas que vos enervem desta dimensão ridícula como as minhas. É uma sorte e estou muito grata. 


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