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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

a Mãe desbronca-se (#16) - Voltaríamos a fazê-lo?

Já sabem que podem fazer-nos perguntas aqui que vamos respondendo conforme coiso? 

Esta foi a da Catarina, já há uns tempos, mas é assim a vida ;)


Creio que talvez a resposta mais interessante seria a da Joana Paixão Brás, porém, como a Catarina também falou de mim, vou achar-me digna de responder. 

A Irene tinha dois pares de avós disponíveis para ficarem com ela, mas visto que, felizmente, tive a possibilidade de estar um ano sem vencimento achei que seria o melhor para todos. Foi um ano muito muito complicado para mim, confesso. Ficar um ano "em casa", focada 24h por dia na miúda... 

Imaginem a licença de maternidade prolongada por mais um ano porque foi isso mesmo. Foi tão bom quanto cansativo e gratificante. 

A família é muuuito importante, claro, mas a mãe e o pai,  nos primeiros meses, ainda mais. Por ter amamentado em exclusivo até aos 6 meses em livre demanda e por acreditar que um bebé não pode ter horas para mamar, a logística de a deixar com alguém era demasiado complexa e, sinceramente, também não me apetecia. Continuo a amamentar, mas já há uns bons meses que não interfere com a rotina diária dela. Se a mãe não estiver, não está. 

Agora já come de tudo, já não sofre por não haver maminha em casa e, por isso, foi tudo feito (e ainda está) no ritmo o mais natural possível por ser o ideal a nível de desenvolvimento emocional para ela, dizem. 

Voltaria a fazer o mesmo.

Porque sinto que foi difícil por muitas adaptações que tiveram que haver da minha parte a este novo papel de ser mãe e, assim, foi tudo de enfiada. Tudo, claro que não. Muito, pronto.

Consegui conhecê-la melhor e a mim também... 

Não quero entrar em pormenores porque sei o quanto tantas mães adorariam ter tido este privilégio e não quero deixar ninguém triste.

Não digo que tudo não corresse bem na mesma porque correria, mas adorei que tivesse sido assim e aproveitei TODOS os dias. 

A Irene vai ficar com o pai em casa e com os avós quando ele não puder até fazer 2 anos e meio (Setembro), depois vai para a creche. Parece-me bem. 

Um beijinho para todas as mães que podem e querem ficar em casa, para as que querem e não podem e para as que não querem e que vão para o "mundo real" mais cedo ;)

E obrigada, Patrícia, pela pergunta!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

a Mãe desbronca-se (#15) - Coisas do blogue

Hoje confesso que não tinha grande ideia do que vos escrever. Às vezes acontece. E sabem porquê? Porque a Irene demorou só 10 min agora a adormecer para a sesta da manhã e mal tive tempo para pensar um bocadinho.

Assim sendo, salvou-me a rubrica a Mãe desbronca-se



Vai com um mês de atraso (quase), mas vai, Cisca! Olá ;) Obrigada pelas perguntas e parabéns pela filhota de 10 meses. 

Devo dizer-te que a escrita partilhada é o motivo pelo qual conseguimos manter o blog actualizado. A Joana tinha um que não lhe dava grande actualização (mensal, apenas, mas também acho que era mais um diário da Isabel e menos um blog como este) e eu sempre tive blogs mas tinha grandes fases de escrita e outros de menos. 

Para o teu blog tenta arranjar maneiras de conseguires tê-lo sempre actualizado. Ou publicar e-mails que te enviem... ou artigos, não sei! ;) Às vezes só fotografias. Isto, claro, se for do teu interesse ter sempre mais pessoas a ler. 

Não foi nada disto que perguntaste, pois não? Estou a ficar velhota. Daquelas a quem perguntas onde é a sapataria e se põem a falar que antes, com o Salazar, é que era. 

Inicialmente tínhamos as duas alguns posts escritos e fazíamos uma gestão dos conteúdos que nos parecessem mais adequados. Imagina que a Joana tinha um muito fofinho sobre fazer bolachas para crianças e eu tinha um sobre não mudar a fralda há minha filha há 23 dias. Iamos publicando de maneira a que conteúdo fosse alternado, independentemente de quem o escrevesse. Não publicávamos dois amorosos de seguida, nem dois de cocó de seguida, enfim. Depois, ao final da semana, víamos quem tinha tido mais trabalho e tentávamos equilibrar as coisas. Púnhamos posts que sabíamos que iam ter mais sucesso nos dias de maior audiência, etc. 

Agora já não é assim. Já nos acertámos porque estava a ser demasiado confuso. Agora, num dia uma escreve dois posts (um de manhã e outro à noite) e a outra um à tarde e no dia seguinte trocamos. Cada uma tenta variar o conteúdo para o blog ir arejando mas, sinceramente, depois de quase 800 posts, já é um bocadinho só "o que nos apetecer dizer". 

Nenhuma se passa com a outra quando a outra escreve algo esquisito porque: 

1) os textos vão assinados, por isso, a autora que se cuide, que lide com isso.

2) quando temos dúvidas dos conteúdos (eu), pergunto sempre à Joana se há alguma maneira de dar a volta para que não cause tanta fricção ou só o que é que ela acha que posso melhorar. 

3) a Joana também me pergunta coisas, mas menos. É uma mulher mais segura de si. Ahah ;)

Há uma linha editorial já dentro da cabeça de cada uma que se rege muito por sermos genuínas, pelos inputs que vamos tendo das miúdas, daquilo que vamos vendo à nossa volta, etc. 

Falta alguma pergunta? ;)

Obrigada nós pela curiosidade. 

Estamos abertas a todos os tipos de perguntas, as respostas tardam mas... em princípio... hão de vir ;)

É só deixar um comentário aqui


sábado, 27 de junho de 2015

A mãe desbronca-se (#14) - Vou baptizar ou não a Isabel?

Uma leitora perguntou há algum tempo se eu iria baptizar a Isabel. Achei curioso essa pergunta ser dirigida a mim (já devem ter topado que a Joana Gama não vai nessas cantigas). Que me lembre, até esta semana nunca tinha feito nenhuma menção à minha fé.

Já estive em todas as fases e mais algumas: fui baptizada com dois anos, andei na catequese, fiz a primeira comunhão, ia à missa todas as semanas. Fui a Taizé, em França, com uns 16 anos e lembro-me de ficar com o coração cheio e de sentir que a fé nunca me ia faltar.

Mas a verdade é que tive uma fase da minha vida em que deixei de acreditar. Era céptica, estava revoltada e questionava tudo. Mas recuperei-a recentemente e não tenho explicação para isto. Talvez tenha sido por ter passado pela morte de um familiar muito próximo quando estava grávida, mas não consigo precisar, foi tudo de forma inconsciente.

Ainda aí estão? Este vai para o top dos posts mais chatos de sempre, não vai? Já ganhei.

Voltando à pergunta da leitora. Ainda não tenho uma resposta para ela. Em princípio sim, porque, apesar do pai não ser católico praticante, eu gostava de passar-lhe esses valores (e o pai não se opõe). Mas não quero achar. Quero ter a certeza. Esta é daquelas escolhas que, agora que sou mãe, acho difíceis de tomar, porque por um lado não a queria estar a condicionar à fé católica (quero-a livre para escolher a sua religião), mas, por outra, acho que esta é daquelas coisas em que os podemos influenciar. E mais tarde, caso não concorde, faz as suas escolhas à mesma. Os meus pais acabaram por orientar as minhas escolhas e nunca os culpei por isso. Tive inclusive uma fase em que podia ter desistido. Mas ficou cá a sementinha e aquele amor no coração sempre que entro numa igreja, sempre que ouço os cânticos, sempre que rezo.

Para as que aguentaram até ao fim, baptizaram ou não os vossos filhos? Vão fazê-lo ou vão esperar?

sexta-feira, 26 de junho de 2015

a Mãe desbronca-se (#13) - Quando voltei à minha forma.

Gosto tanto que nos façam perguntas. Pessoalmente, faz-me sentir tipo um comentador de telejornal, que sou uma espécie de opinion-leader ou maker, apesar de não ter um rabo de interesse para vos dizer nas coisas que me perguntam. 

Se me fizessem perguntas sobre bowling. O melhor peso da bola para vocês, como fazer um bom lançamento ou um strike triplo, agora fazerem-me perguntas sobre emagrecimento é o mesmo que me perguntarem o que acho dos subsídios para a experimentação no campo do audiovisual. Hã? Pois.

Ora, apesar do "a Mãe desbronca-se" ser aqui e não no instagram, decidi na mesma dar atenção a esta leitora, toda das tecnologias que até tem um instagram e tudo (wow!). 





Ora, com a gravidez numa perdi a minha forma: a de um bacalhau. Sempre fui normal (para o mini cavalona por causa da natação) da parte de cima, mas chega à parte da barriga e parece que alguém me fez respiração boca à boca mas sempre a expirar e que, portanto, o ar nunca saiu.  

Mesmo assim mando grandas pernas e um rabo que sim senhor. A gordura vai toda para a barriga. Toda. 

Fui uma grávida muito elegante porque até o bebé foi só para a barriga. Não engordei nada a não ser na papada. Fiquei mais redonda na cara que um "esférico" do Estrela da Amadora (ainda existe?). 

Acho que cheguei a pesar 82 kg. Sendo que peso e pesava 68/70, nada mal! Ah! Meço 1m e 64cm não sou a torre que é a Joana Paixão Brás que, mesmo corcunda, consegue ser mais alta que 80% das pessoas que têm pipi. E 60% das que têm um pipi para fora.

Com a amamentação rapidamente foi tudo ao sítio (sabiam que é a melhor maneira de recuperar no pós-parto?) Com a falta de tempo para comer também. A Irene queria sempre mamar à hora das refeições (no fundo, queria sempre mamar, como deve ser em livre demanda) e o meu marido é que me dava a comida à boca enquanto eu tinha a mama de fora. Isso contribuiu e muito para que não comesse tanto. Bebia também muita água (ou tisanas) porque morria de sede sempre que estava a dar de mamar. 

Depois acho que andei duas semanas no Centro Pré e Pós Parto de Entrecampos, mas sentia-me a mais gorda e a mais desajeitada do grupo, além de que como não dormia bem, não achei que a minha prioridade fosse estafar-me mais para ficar elegante, mas sim DORMIR. Eram super amorosas comigo, principalmente a Patrícia que tinha imensa esperança em mim e que ainda hoje paira no meu Facebook. Chegou a oferecer-me um bolo depois de uma aula. É um amor, amor. Aliás, acho que a principal razão para ter desistido foi porque, aos 3 meses, a Irene e eu tivemos um desentendimento grande com a mama (crise dos 3 meses) e isso consumiu-nos de uma tal forma que nem saía de casa. 


Até pus o step à frente porque ainda nem conseguia encolher a barriga. Ahah


A do meio é mesmo a Joana Paixão Brás. Já não nos largávamos nesta altura. Awww. E a outra é a nossa amiga Cristina que é a gaja mais boa no pós parto que alguma vez conheci. Odeio-a. ;)

Acho que não foi isso que me emagreceu, foi só mesmo dar mama. Hoje em dia tenho uma elíptica no quarto que uso não para emagrecer mas para fazer um bocadinho de cardio porque não tenho uma vida muito activa e não quero começar a definhar. De resto, ao jantar como saladas, mas depois empanturro-me com bolachas, por isso... não sou exemplo para ninguém.

Sendo honesta: com isto da gravidez fiquei mais flácida na barriga (mal se nota, porque já era antes). Ficar em casa durante este tempo todo é que me está a engordar ;)

Esclarecida, Joana? ;)

quinta-feira, 28 de maio de 2015

A mãe desbronca-se (#12) - A rotina cá de casa.

A Mariana pediu que me desbroncasse. "Desbroncasse" está a dar erro, temos pena, mas está certo. Queriam que escreve-se (lol) "desbronca-se" aqui? A mim não me enganam.

Primeiro que tudo: fada do lar? Hahahaha Hahahaah (respira fundo) Hahaha (não consegui ainda parar de rir). Nem queiras por esse corpinho cá em casa para veres a desorganização que para aqui ia, não fosse a nossa preciosa ajuda, uma vez por semana. Se a minha filha não existisse, estaríamos a comer batido de atum, todos os dias.

Mas vamos ao que interessa. Ora a Isabel, nos dias bons, acorda entre as 07h e as 07h30. Esta noite dormiu a noite todinha, ainda nem quero acreditar, mas talvez fosse por estar adoentada (vomitou ontem). Eu e o David adoramos dormir e, desde que não amamento a Isabel (parou aos 9 meses, infelizmente) vamo-nos revezando. Um dia vai ele dar-lhe os bons dias, no seguinte vou eu. Enquanto um vai, o outro vira-se para o outro lado na cama e dorme mais quarenta minutos. O responsável do dia, troca a fralda, veste-a, dá-lhe o pequeno-almoço, brinca e vai tomar banho (ela fica no carrinho bengala que temos cá em casa a ver o BabyTv no tablet (únicos 10 minutos do dia, não gostamos que veja muita televisão), enquanto tomamos banho.

Depois, o outro acorda com beijinhos e abracinhos da filha e fica com ela na brincadeira, para o "responsável do dia" (inventei este nome horrível agora) se acabar de despachar, tomar o pequeno-almoço, etc. É o que acordou primeiro quem a leva à escola. 

Depois seguimos para o trabalho (cada um em carros diferentes) e nesse dia, de acordo com o trabalho de cada um, definimos quem a vai buscar, às 17h30 - 18h, no máximo. Se estiver sol, passamos pelo parque infantil.

Tirando um ou dois dias por semana, costumamos conseguir estar os dois em casa antes de jantar a brincar com ela, a dar-lhe jantar (que nem sempre é fácil) e a dar-lhe banho (o nosso momento preferido do dia, porque ela adora!). Normalmente depois do banho já não volta à sala, brincamos mais um bocadinho no quarto, já a média luz. Anda de cavalinho, brinca na cozinha, fazemos bolas de sabão e, principalmente, contamos-lhe histórias. Desde os três meses que lhe contamos uma história antes de dormir. Sim, ler-lhe as páginas amarelas nessa altura era igual, mas o que é certo é que começou a folhear os livros muito cedo, a adorar ver os desenhos e ouvir a nossa voz. Ela fica muito atenta e acalma. Vai buscar logo o Zezé (doudou) e isso dá-nos a indicação de que está pronta para dormir. Normalmente, acontece às 20h30.

Dantes, lia-lhe a história no colo, na cadeira de balouço, mas há uns meses voltámos a tentar que adormecesse na cama dela (e não no colo), para que ganhasse uma rotina de sono (se é que isso existe) mais calma e que acordasse menos durante a noite, não precisando de recorrer ao nosso colo. Para isso, tentei que a cama dela fosse um sítio onde gostasse de estar e não a associasse apenas ao sítio onde dormia. Começámos a contar-lhe a história dos Três Porquinhos ou a d'O meu Ursinho de Peluche com ela já na cama e não é que tudo começou a correr muito melhor? Coincidência ou não, connosco resultou. Ontem adormeceu sem precisar sequer das minhas festinhas nas costas (costumo adormecê-la com festinhas) e confesso que fiquei a sentir umas saudades enormes de quando se entregava ao meu colo, confortável, para adormecer. Queremos que cresçam, que o sono melhore, que descansem mais (e nós também), mas depois temos saudades! (Vá entender-se isto?!)

Quando a Isabel adormece, faço o nosso jantar (ainda não temos rotina de refeições à mesa, tirando ao fim-de-semana, em que tentamos que isso aconteça), mas normalmente é o David o chef. Respondo a emails de trabalho, escrevo no blogue, edito fotografias, trabalho, quando assim tem de ser e vejo 5 minutos de uma série (andamos há 3 noites para acabar de ver o Game of Thrones, mas está muito difícil).

Como trabalho em televisão e às vezes tenho reportagens, o meu dia é isto, mas ao contrário. Hoje, por exemplo, vou editar um programa à noite e trata o David dela. Temos de ir gerindo bem os nossos horários um com o outro e, até agora, não tem sido nada difícil. 

Alguém ainda está aí? Só a Mariana, não é? Parabéns pela paciência, Mariana. Só por causa disso, daqui a umas horas  mostro-te um vídeo com as nossas brincadeiras antes de ir dormir.

terça-feira, 12 de maio de 2015

A mãe desbronca-se (#10) - Que carrinho?

Já conhecem a nossa rubrica "a Mãe desbronca-se", não já? Então por que não colocam por lá as vossas questões fofinhas em vez de nos encherem a caixa de email? Hehe
A Sara (e não digo o apelido para não ficar muito envergonhada, fica descansada Sara Branco) fez-nos a pergunta (apesar de ter sido por email!!!), mas eu respondo, porque sou super compreensiva. E querida. Só que aviso já que sou um bocado suspeita. Ofereceram-me este, adoçaram-me a boca, mas a verdade é que não quero outra coisinha. 






É super leve, anda lindamente na calçada, é prático, cabe na bagageira e, mais importante de tudo, é 100% reciclado (tive de ir ver às minhas cábulas: com 5,6 kg de plástico reciclado fazem o chassis e o assento é feito de 62 garrafas PET.).

Se não tivesse gostado, podem crer que não ia estar aqui a elogiá-lo. É como aquela prenda horrível que nos oferecem no Natal e que só desejamos que venha com talão de oferta. Agradecemos, esboçamos um sorrisinho (pela simpatia e pela intenção, que era a melhor), mas não vamos ser hipócritas e desfazer-nos em elogios, dizer que era mesmo o que queríamos e postar fotos no Facebook com a legenda "melhor era impossível". Não ganho absolutamente nada por estar a escrever este post, fiquei mesmo contente com o dito cujo e, caso não conheçam bem esta marca, a Greentom, sinto que estou a fazer quase serviço público.

A Isabel tem ido sempre virada para a frente, a ver a paisagem, para se desenjoar da cara da mãe dela, mas o carro é reversível e os vossos filhos podem levar convosco o passeio todo e vocês aproveitam para não desgrudarem nem um bocadinho das gracinhas deles.

E agora a parte fútil da coisa: tem cores tão, mas tão giras à escolha. Claro que o verde menta tinha de ser a minha escolha (mais que óbvia). Só se houvesse salmão é que a coisa se tinha complicado.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

a Mãe desbronca-se (#08) - Como saí da maternidade.

A pé. 

Muahahaha. 


Vá, isto é uma assunto sério. E já me consigo rir só porque já passou um ano, só por causa disso. 


Aqui está a pergunta: 


Obrigada, Joana. Pelo interesse, apesar de super mórbido, mas a fingir que não. :)

Saí toda espapassada, a verdade é essa. Além de ter havido uma confusão qualquer e de não ter roupa "de rua" no dia em que saí, estava em péssimo estado fisicamente. Os meus pés estavam tão inchados que pareciam aquelas pantufas em forma de pé XL, o meu pipi tinha tantos pontos que, se fosse à Galp, teria direito a um depósito de graça, a minha pele na cara nunca tinha estado pior, tinha as maminhas em sangue, estava desidratada, mal conseguia andar. E pior! À saída do hospital ainda encontrei um "primo" que me ia visitar e que disse: "caramba que estás gorda, olha-me para essas pernas". Nem o cumprimentei. Agarrei nas prendas (claro) e disse:"Vamos embora, Frederico!".

O meu parto foi muito muito mau. Não pelo momento da expulsão, mas tudo o que antecedeu. Estava também completamente de rastos psicologicamente. Conseguia ser simpática para as pessoas, mantinha algum sentido de humor, mas era como se estivesse a ver-me de cima. Como se tivesse morrido e estivesse a observar tudo ao longe, não te sei explicar. 

Saí passados dois dias. Acho que pari (há mulheres que odeiam que se use este verbo porque "nos faz parecer animais"... mas que é o que somos) numa sexta e saí num domingo. E queria muito vir embora porque não podia estar com o Frederico no hospital, era público.

Fora do hospital deixei de me sentir tão mal (até porque o tempo foi passando e fui melhorando, claro). 

Mas uma coisa te digo, Joana, não sei se já és mãe (não decoro todas as Joanas que há, esse nome é super comum e são mais que as mães, vocês ;)):

NÃO HÁ MELHOR DO QUE TE TIRAREM OS PONTOS DO PIPI.




quinta-feira, 7 de maio de 2015

a Mãe desbronca-se (#07) - Ficar só a cuidar da filha


Olá Isabel :) 

Fico toda contente por ter uma pergunta direccionada só para mim, senti-me especial. No bom sentido, não no outro. Estou há muito tempo em casa a tomar conta da Irene, é verdade. O "muito tempo" é por não ser habitual e não por já estar farta. Em alguns países da Europa as mães têm direito a um ano de licença de maternidade para estarem com os filhos (e, a verdade, pelo menos do que ouvi dizer, alguns são os países em que se goza menos tempo de licença de maternidade porque vão logo trabalhar).  Eu tenho fases. Sou muito caseira, gosto muito de estar em casa, sempre gostei. Nunca tive daquelas vidas todas doidas de ir para a discoteca todas as semanas e, portanto, não me sinto a fazer um desmame de nada. Compreendo perfeitamente essa necessidade que tem de se sentir útil. Sinto-a todos os dias. Escrevi um manual para as mães que ficam em casa que talvez seja engraçado ler (está aqui). Pareço uma médica a receitar coisas :)

Eu, apesar de estar "parada", estou a fazer uns biscates aqui e ali, tirei um curso online, estou a ler coisas para ver se começo um outro projecto, o que também me ajuda. Já experimentaste ver se há algum curso online que te entusiasme e que te dê alguns objectivos? Até te pode ajudar depois na carreira quando voltares e, assim, já não sentes tanto como "tempo inútil". 

Eu fico muito deprimida nas fases em que não há sintonia. Quando a Irene dorme pior durante a noite, quando custa pô-la a fazer as sestas, quando, por causa disso, come mal e anda birrenta, etc. É tudo um ciclo. Nas fases em que está tudo alinhadinho, tenho mais vontade e gosto de fazer pequenas coisas (que podem não ser grandemente úteis, mas sinto-as como tal). 

Ontem fui comprar pão de manhãzinha, levamos com o sol no focinho e sinto que determinou o correr do resto do dia, entendes? Depois fomos, à tarde, fazer uns "recadinhos" ao centro comercial (por umas calças a arranjar, ir ao correio). E, assim, todos os dias vão sendo diferentes e vamos tendo uma pequena cenoura à frente. Tem é de ser pequena, para não ficarmos frustradas. Lê aquilo que pus ali em cima, acho que pode mesmo ajudar. 



Aproveita agora também para fazer tudo aquilo que dantes não tinhas tempo para fazer. Sendo que, não te esqueças, deves dormir sempre que o bebé dormir se for daquele género de não dormir à noite. Senão a tua cabeça é a primeira coisa a ir embora e toda a família se ressente. Arruma o armário. Separa roupas para dar. Organiza os sapatos. Põe os talheres todos a lavar. Lava os armários da cozinha por dentro. Sei que estás a pensar: "não é bem a minha ideia de diversão". Acredito, mas sabem tão bem quando estão feitas. Somos animais e isso já ajuda nisso que estás a sentir. Acredita. Cá em casa instituí a quinta-feira como o dia da limpeza da casa e isso também me ajudou a diferenciar os dias (dispensei a empregada da limpeza da casa, visto que cá estou eu e poupamos dinheiro). 

Começa um livro (escrever ou ler). Compra cremes para a cara e começa a tratar mais de ti. 

Aproveita para o bebé, aproveita para ti e o primeiro passo já está dado: sabes perfeitamente o que estás a sentir e porquê. Isso é óptimo. 

Ajudei nalguma coisa? ;)




domingo, 26 de abril de 2015

a Mãe desbronca-se (#05) - uma catrefada de respostas!

Boa semana! ;) Sei perfeitamente que estão a ler isto ainda numa de "ganhar ritmo" para pegar o trabalho a sério. Ainda me lembro de como era. Apesar de no meu último ano de rádio ter de acordar já toda cheia de pica às 6h30 por fazer manhãs, assim que o programa acabava, sentia que tinha direito a prolongar um pouco mais a disposição do fim-de-semana. Uma espécie de "já vai, vou só ver isto, fazer isto, fumar um cigarro e depois logo não sei quê". Percebo-vos. 



Vou tentar despachar umas quantas perguntas (sempre com muito carinho, claro) porque vejo aquilo a acumular-se ali no separador d'a Mãe desbronca-se e já estou a ficar com aquela ansiedade de ter a cozinha toda por arrumar. Sabem como é, não sabem?


Olá "anónimo". Apesar de não respeitar as regras da nossa rubrica ("as perguntas são feitas em forma de comentário a este post e os anónimos ou assinam com o seu próprio nome ou, então, à la stripper, inventam um nome artístico. Não pode ser "La máquina" que esse já é o da Ana Malhoa"), claro que sou minimamente humana e tive de lhe responder na mesma. O meu caso creio ter sido parecido com o que está a sentir. Quando a Irene nasceu eu não senti nada por ela, nem por ninguém e creio que tal terá acontecido devido a alguns factores: parto violento, eu sofrer de ansiedade, muita novidade para a minha cabeça, baby blues, etc. Sugiro que leia este post que escrevi se não se importar. Acho que é muito normal demorarmos a reajustarmo-nos à nova realidade. É normal que os nossos sentimentos mudem. Talvez o que sinta não seja amar menos o marido, simplesmente esteja mais focada no seu bebé e o seu marido tenha passado, por enquanto, para um segundo plano muito longínquo. A novidade (atenção que sou só mãe, não sou psicóloga) é que o facto de ter consciência dessa mudança é muito positivo. Há muitas mães que nem se lembram que o marido existe enquanto "indivíduo" e não só como pai do nosso filho ou nosso "moço de recados" durante muito tempo. Continuamos a gostar deles, mas é um "já vai". E é isso o expectável, a meu ver. O bebé está muito dependente de nós, é o nosso papel estarmos totalmente focadas nele durante algum tempo. Eles precisam de nós para sobreviver e para se sentirem seguros. Se conseguir tente dar a entender ao seu marido que nota que está mais ausente, mas que, mais tarde, irá retomar. Tente pontuar a vossa relação com alguns apontamentos que o faça sentir especial, como elogiar algo que ele faça por vocês ou a roupa que ele escolheu, o cabelo, qualquer coisa. Nem acredito que estou a dar destes conselhos. Sempre quis fazer algo deste género. Se achar que nada do que eu disse tem cabimento, compreendo perfeitamente e não levo a mal. ;) No fundo é isto: esteja aberta a mudanças de toda a ordem. A diferença poderá não ser para pior e tenha em conta o contexto de cansaço, novidade, recuperação mental e física, etc. 

 Olá Sandrinha, meu amor lindo. Como estás? Estou a brincar. Sei que não te conheço, mas se fazes perguntas de tia, levas com este tipo de discurso. Ando muito indecisa, sabes? Como tenho uma idealização muito muito forte da maternidade, da presença da mãe na vida dos filhos, não sei bem o que fazer. Por um lado, adorava que a Irene tivesse já um irmão e que crescesse com ele, adorava despachar já isto das gravidezes e das noites mal dormidas. Por outro, quero dedicar-me muito à Irene e que ela se sinta muito especial. Não quero que ela esteja na fase de querer ir ao Jardim Zoológico e que eu, por causa de uma noite mal dormida (sou uma besta com sono) me recuse a ir e seja menos a mãe que quero ser por causa disso. Se calhar, da mesma maneira que a Irene foi planeada, mas decidida num ímpeto (basicamente estavamos a ver televisão e tirei o Nuvaring e pu-lo no cinzeiro da sala - blergh eu sei), talvez o Frederico também venha a ser assim. O que achas? 


Olá Rita! Infelizmente tens a pior Joana das duas para te responder a esta questão, mas posso aconselhar-te a Joana Bandeira do Love Lab que fez um óptimo trabalho com a festa de aniversário da Isabel e, além disso, sigo o blog dela e a adoro as fotografias e os tratamentos. E, acho que se fosse a JPB a responder que te diria, sem dúvida, a Crush e a Ties. Eu não sou muito de sessões fotográficas deste género mas adoro ver as dos outros. Ah! Só agora li que é no Porto. Grrr. Desculpa. Sendo assim vamos ver se outras mães que leiam este post podem dizer qualquer coisa porque não faço a mínima ideia. Sorry.


Olá Ninfa! :) Obrigada pela pergunta (e a todas as outras que fizeram também, não sei por que é que só agora me lembrei disto). Engravidei aos 26. :) Acho que nada tem que ver com a idade (segundo dizem, quanto mais tarde, maior o risco de problemas de gravidez), acima de tudo acho que tem que ver com o teu estilo de vida. Se tiveres 20 mas andares a fumar 4 maços de LM por dia e fores alcóolica, acho que não seria boa ideia. Tem também que ver com aquilo que precisas para te sentires segura e não paranóica. O teu ordenado com o da tua pessoa fazem com que consigam viver tranquilamente? Não estão a contar tostões? Se estiverem, acho melhor repensarem algo ou organizarem as vossas finanças antes de incluirem um bebé na vossa dinâmica familiar pois isso pode ser um grande motivo de stress (e até mais para o pai que é quem mais se preocupa com essas coisas). Acho que aos 30 não é minimamente tarde. A Fernanda Serrano não está agora grávida aos 40? Mulher, ama o teu útero e parece que podes parir até aos 70. Tens tempo, mas fala com a tua ginecologista, ela lá saberá coisas do teu pipi que eu não sei. 

Principais despesas antes de ter um bebé? Depende muito da família. No nosso caso houve uma competição muito saudável entre os avós e praticamente não compramos nada. Também tudo depende do teu estilo de vida. Será que um trocador é mesmo necessário? Podes perfeitamente mudar um bebé em cima de uma cama normal se puseres uma espécie de resguardo ou toalha para não sujar a colcha, percebes? Será que precisas dum berço? Eu passei directamente para a cama com grandes. Atenção que ainda podes pedir emprestado a amigas tuas que tenham essas coisas ou então entrares nalguns grupos de mães aqui na net e fazeres umas compras mais baratas. Dinheiro para toalhitas? Se quiseres usar. Senão tens uma alternativa mais saudável e mais barata: compressas de tecido não tecido (eu sei, é uma confusão) que podes humidificar um pouco com água e com o gel de banho do bebé. Há sempre alternativas para tudo. Pensa naquelas famílias menos afortunadas e que conseguem que não falte nada aos bebés, que mesmo assim têm tudo o que precisam para crescerem saudavelmente. Tudo depende das TUAS exigências. Eu sei que não estou a ajudar grande coisa, desculpa. Se quiseres uma resposta mais concreta, precisas de: cama de grades, lençóis de baixo, sacos de dormir, toalhas de banho, trocador, resguardos, fraldas, toalhitas, shampo, gel de banho, termómetro para a banheira, bodies, pijamas, roupa para sair (embora eu não entenda por que é que se há de por roupa a sério em recém nascidos e não os deixar estar de babygrows), creme hidratante, uma mantinha, isofix ou um bom ovo para o automóvel, carrinho/transportador de bebé/sling. Se quiseres, falamos por e-mail porque acho mesmo que mais de metade do que te disse, se for preciso, é altamente dispensável. A sério. Será mesmo preciso termos toalhas de banho específicas para o bebé? Entendes? Onde gastei mais dinheiro foi no aquecimento, isso sim. 

Quanto às despesas mensais: mais uma vez depende. Tudo fica muito muito agradável se amamentares (espero que sim, que te informes, que tentes e que, se ficar difícil, fales com alguém para te ajudar como, por exemplo, alguém da linha da SOS Amamentação). O dinheiro que poupas em leite artificial, em biberões, esterilizadores é impressionante. Além de todos os outros benefícios para TI e para o teu BEBÉ. Depois, se o bebé não for para a creche e ficar com os avós, podes não gastar uns bons 300 euros por mês... Tudo se resumirá às fraldas e aos médicos que, se fores pelo serviço público, também não creio que gastes grande coisa. As vacinas extra plano de vacinação é que são muito caras. Se for um bebé de creche (e também de leite artificial) é muito provavel que fique mais vezes doente e, portanto, gastarás mais dinheiro (não sei se mais ou se só mais cedo) em medicação e consultas. As papas para bebés não são muito caras, também as podes fazer em casa com o teu próprio leite, com ingredientes naturais e, de resto, as sopinhas são feitas com meia dúzia de vegetais, o que não fica nada caro. No meu caso como amamento e vamos ter a Irene até, desejavelmente, aos 3 anos em casa, temos muito poucas despesas. Quanto à roupa, tens sempre a Primark e também podes pedir a outras famílias que te emprestem. Depende de ti e de como queres fazer as coisas. :)

Espero ter ajudado nalguma coisa, apesar de, talvez, só ter confundido. As outras mães que tenham tido a paciência de ler isto, contribuam também que, quantas mais opiniões, melhor. :)


terça-feira, 21 de abril de 2015

A Mãe Desbronca-se (#04) - Como lidei com início da gravidez



"Oh Madalena, o meu peito percebeu que o mar é uma gota comparado ao pranto meu eu eu eu eu eu"(imaginem uma pessoa a cantar isto muito afinadinha e com alma. Já estão a imaginar? Maria Rita? E eu? Humpf.)

A Madalena sente-se rídicula por se sentir triste. Eu sinto-me triste por ela se sentir ridícula por se sentir triste. E a Joana Gama sente-se ridícula, só. Madalena, eu só descobri que estava grávida com 6 semanas e 5 dias ou o que foi, por isso não me lembro bem dessa sensação de vazio, antes dessa data. A não ser quando tinha fome, que era quase sempre. 

Com 8 semanas comecei a cair para o lado de sono (cheguei a dar cabeçadas em frente ao pc) e a ter enjoos de ter de correr à Speedy Gonzalez um corredor infindável, que separava a minha sala de trabalho da casa de banho, para ir vomitar. Nem sempre correu bem. Por sorte, as minhas férias grandes coincidiram com duas dessas semanas e deu para dormir e dormir e dormir. E vomitar e vomitar. Foram 4 meses nisto, nem o Nausefe me safava. Acordava com um pacote de bolachas de água e sal ao lado e lá me ajudava qualquer coisinha, mas não solucionava.

Por isso, Madalena, dá graças ao senhor por não teres enjoos e aproveita a ausência de sintomas. Não tarda muito, vem o verão e, pelo que dizem (eu tive gravidez de inverno), vais sentir muito calor, pés e pernas a inchar, mais uns kilos em cima, e vais sentir-te muito grávida. Demasiado grávida. Depois vêm as idas de hora em hora à casa de banho, a flatulência, as dores nas costas, a azia e as insónias. 
Por acaso só me lembro de ter tido muito xixi e alguma falta de posição na cama, no último trimestre. E insónias, quando a miúda fazia uma festa cá dentro. 

O que te digo é: aproveita esse feijãozinho que ainda não se nota mas que tu sabes que aí está. E aproveita principalmente a luz e o brilho que só uma grávida tem. Prepara-te para os desconfortos, mas também para seres acarinhada por todos. É uma fase única das nossas vidas. Vais ver que daqui a uns tempos te vai dar o clique e vais passar a pôr a mão nessa barriguinha todos os dias e a falar com essa pessoa que aí vem. Para já ainda deves estar na fase do "e agora?", "é isto?", "oh meu deus, onde me meti?", "o que é suposto sentir?", mas não tarda muito vêm os melhores sentimentos do mundo. Os mais altruístas e abnegados e aquela coisa do amor incondicional, que começa na barriguinha. Os medos e os sustos a conviverem com uma sensação de omnipotência e amor que ultrapassa tudo.

Ai que saudades de estar grávida, Madalena! Queres ser responsável pelo aumento da natalidade, é isso?

Eu a achar que já tinha imensa barriga e não queria que se descobrisse ainda...

As tais férias em que só me lembro de dormir. Atirar um chapéu ao ar deve ter sido o único esforço físico que fiz.

13 semanas e lá estava a minha miúda

18 semanas e a achar que estava com um barrigão a rebentar pelas costuras... Hahaha



quinta-feira, 16 de abril de 2015

a Mãe desbronca-se (#02) - Mudar os filhos para o seu quarto.

Olá, amiguinhas! 

Isto faz-me lembrar uma revista de cariz católico que recebia por correio na casa da minha avó. Acho que se chamava "Olá, amiguinho" ou, então, só amiguinho.


Bom, pelos vistos é "nosso amiguinho". Pelo menos tem "amiguinho" no título, já não é mau.

Desculpa, Ana Sousa, pela desconversa. Vamos a isso, a Mãe desbronca-se!


Não acho que devas sentir qualquer tipo de pressão em por o miúdo a dormir no quarto dele. Nós estamos equipadas com uma espécie de intuição (que não é intuição, mas que se nos apresenta como tal) que  nos orienta a tomar algumas decisões. Parece que isto não faz sentido nenhum e, provavelmente, não faz. Não me estou a conseguir explicar. Basicamente, se te sentes nervosa e ansiosa é porque, quase de certeza, não estás preparada para o fazer e poderá mudar muito a vossa dinâmica relacional. Por outro lado, se decidiste porque sim, sem pressões, mesmo que custe um bocadinho, quer dizer que está na altura. 

Segundo o que a Joana Paixão Brás me contou, vão passar todos a dormir melhor. É mais chato para quem amamenta fazer mais uns metros até ao quarto do lado mas, passado uns tempos, o teu cérebro ajuda-te a apagar esses momentos e já nem te lembras bem de quantas vezes te levantaste.



Algo que me ajuda muito é materializar esse tipo de sentimentos. Tens medo que ele cresça e deixe de precisar tanto de ti? Tens medo de não o ouvir? Ou é só uma ansiedade sem grande fundamento mas que te faz ficar com o coração acelerado? É receio da mudança, só porque sim?

Pensa que, lá por dormir lá uma noite, não quer dizer que durma todas (embora, o melhor para ele seja não andar a saltitar). Acho que podes experimentar e ver como te sentes. É como se fosse uma sesta durante o dia. Ele está a dormir noutro sítio e tu estás a fazer "a tua cena" no teu quarto. Não vejas como uma separação. Vê só como mais um momento de independência de ambos. 

Eu não lidei muito com essas emoções porque passei a Irene para o quarto dela logo no 2º dia de vida. Confesso que talvez tenha sido por babyblues e talvez agora tivesse ficado com ela no quarto e até dormisse comigo, mas não me "arrependo" da decisão. Não senti que lhe tivesse feito confusão, a mim também não fez. 

É mais um daqueles casos em que "a mãe é que sabe". Pergunta por que é que estás a tentar dialogar contigo própria no sentido de o pores no quarto dele. Tenta perceber se a razão é importante. Depois experimenta, mas não sem antes te esclareceres que não estás a abandonar o teu filho, que não ficam menos amigos, etc. 

É só dormir noutro sítio. Vais lá na mesma quando ele te chamar :)

Sabes como a Irene e eu somos chegadas e ela nunca dormiu no nosso quarto. 

Olha, até podes ler um post que escrevi há muito tempo aqui

Depois conta-nos como correu, sim? ;)

Beijinhos e boa sorte! ;)


Nota: Atenção que não sou especialista no assunto, sou só uma mãe, mas vou convidar a Verina Fernandes da "Sono de Sonho" a comentar isto, talvez dê uma boca dica. Fiquem atentas aos comentários.

A Ana Sousa fez uma pergunta ali no sítio da nossa rubrica. Querem fazer o mesmo? 

terça-feira, 14 de abril de 2015

a Mãe desbronca-se (#01) - Quanto peso.

Olá suas cuscas de meia-leca!

Então isto é pergunta que se faça, Célia? Grande lata!


É exactamente disto que falávamos: podem perguntar o que quiserem. Podemos é não responder hehe :)


Não vejo problema nenhum em dizer quanto peso. Peso 70 kg (e meço 1m64). Não acho que seja gorda, claro, mas o problema é que tenho tudo aceitável, menos a barriga que parece aquelas velas das igrejas, a derreter. Cai tudo para os lados, o efeito queque. Não posso usar t-shirts justas - até posso, mas fico a parecer um polícia em que a esquadra não tem número da farda para ele. 

Agora, a Joana Paixão Brás chamar-se a si de cheiita é nojento. É cavalona? É. Mede para aí 1,75m. Gorda? Nada. Até é daquelas que tem a barriga lisa. Quanto muito será flácida, mas não deve ser muito porque não me lembro e já fui com ela à piscina. E sabes como nós somos, Célia. Se aquilo fosse preocupante ou esquisito, eu lembrar-me-ia. Ela deve pesar perto daquilo que eu peso, sendo que é alta e grande. Ela, há uns tempos, até ouviu a mãe dizer uma coisa que eu nunca ouvi (até porque acho que nunca emagreci na vida): "filha, estás mais magra, temos de ir comprar roupa, está bem?". 

Sempre tive coxões, nunca tive aquele buraquinho que as tipas boas têm entre as pernas (e claro que não me refiro ao pipi, senão a minha filha teria saído por um sítio um pouco bizarro), nunca fiquei bem de roupas justas. Parece que não perdi aquela barriga de criança, inchada. E até meio da minha adolescência sempre culpei o facto de gostar de dar arrotos e de engolir ar. Achava que era assim porque havia muito ar que eu engolia e que depois não saía. 

Depois comecei a ignorar e a vestir-me tipo tenda da Quechua. Roupas quanto mais largas, melhor. As calças até podiam ser justas (porque tenho um rabo engraçado - não de fazer rir, mas não desgosto), mas a parte de cima tinha de ser à boca de sino, para conseguir respirar sem toda a gente perceber que sou uma bola de pilates. 

Não deixo que isso governe os meus dias. Como o que me apetece. Às vezes deixo de comer o que me apetece. Às vezes sinto-me gorda, mas depois borrifo-me para isso. Entendo que nem toda a gente tem de conseguir vestir tudo e de ficar bem.

Vejo-me como um todo na maior parte dos dias. Na maioria do tempo não me vejo como um corpo. Às vezes sim e odeio-me e "não tenho nada para vestir" e "estou-me a cagar e vou assim à rua", mas é raro. 

Acho que o segredo está em termos roupas que usemos e não que gostássemos de vestir. 

A verdade é que nem sempre fui assim. E até vos conto um segredo algo esquisito (venham daí ofertas para psicoterapia):  lembro-me de atar, com muita força, um cinto à cintura para dormir, para me lembrar de encolher a barriga durante a noite, para ver se ficava uma menina normal. 

Obviamente que não podia continuar com este peso na consciência o resto da vida. Não sou pessoa de ginásio durante muito tempo (tinha fases de 3 meses muito intensos) mas, acima de tudo, assumi que não sou pessoa de ter uma barriga impecável. 

Que se lixe.

Eu não sou a minha barriga. Eu sou a minha cabeça, o meu sorriso, as minhas opiniões, o meu sentido de humor, o meu humor. 


(já estava grávida nesta)


(sei que isto é conversa "de gorda", mas hoje acredito mesmo nisto)



A Célia fez uma pergunta ali no sítio da nossa rubrica. Querem fazer o mesmo?