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domingo, 18 de dezembro de 2016

Farta deste cocó

Não há coisa que não caiba neste blogue e hoje o tema é uma merda, literalmente. Estão a ver ali a pessoa até com bom aspecto - assim ao longe (não conseguem ver as sobrancelhas e o buço a quererem espreitar as luzes de Natal) - a Luísa é uma bebé amorosa, amorosa, que desde que tenha barrinha cheia e ande de um lado para o outro, em babywearing preferencialmente, lá vai andando na vidinha dela sem grandes queixumes, o cenário é bonito - adoro estas luzes pingadas nas árvores da Avenida da Liberdade - mas a verdade é que, pouco depois desta fotografia, houve roupa suja, cadeirinha do carro suja, troca de roupa no carro, com o pai a fazer um número de contorcionismo digno de circo para a vestir e não nos constiparmos todos e eu dou comigo fartinha deste cocó. Eu que elogiava o cheiro do cocó só de leite (até gostava, confesso, não vale rir!), já me ando a passar com chafurdanços em cocó. É bom sinal, claro, a miúda não é presa, mas eu não consigo acertar com as fraldas/tamanhos/timings de muda e volta e meia ela afoga-se em cocó. Estou fartinha. Quando é que começa a fase do cocó de gente? Quando é que vou deixar de ter de meter roupa de molho? O problema dela acordar encharcada de chichi de manhã já está resolvido: meto a fralda dela e meto uma da irmã por cima, fica toda enchouriçada mas pelo menos não há mudança de roupa, lençóis e o diabo. Agora e durante o dia?... Soluções?

Desculpem lá o tema tããããão natalício... :)


Uma foto publicada por Joana Paixão Brás (@joanapaixaobras) a



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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Sou um perigo, pá!

A Irene tem andado a dormir muito pior desde que ficou entupida e com tosse (é normal, claro). E, como já tenho vindo a reparar (e a minha mãe me confirmou), as mães, nestas alturas, ganham uma força e poder incríveis em que parece que o cansaço passa para último plano.

Quando eles ficam melhores é quando bate. Pelo menos é o que me está a acontecer assim. 

Esta semana, que tenha notado (o problema é esse), fiz duas coisas que nunca tinha feito antes na vida: 

- Deixei as portas do meu carro totalmente abertas e fui para casa - teve depois de uma vizinha fofa tocar à campainha para me avisar.

- Deixei a chave de casa na porta...

E isto foi o que eu reparei....

Também andam todas carcomidas por aí? 

Outra gira que já me aconteceu aqui... 

terça-feira, 21 de julho de 2015

Oops....

Adoro ver a minha filha nua. Tenho pena das fraldas não poderem ser transparentes. Adoro o rabinho dela, as perninhas, tudo. 

Aproveito quando ela vai para o banho para ela fazer um desfile até à sala e apanhar uns ventinhos. 

Lá foi. Com as carninhas todas a abanar. Pôs-se de cócoras e eu pensei: "tão querida, está mesmo a explorar o corpo". Claro que está.

Deixou-me foi um corpo no chão da sala. 

Eu estava confiante porque ela já tinha feito naquele dia, mas afinal... tinha este guardado especialmente ali para ao pé da mesa de jantar. 

Gostaria só de fazer uma agradecimento público por me ter poupado o tapete. 

Obrigada, filha.




PS - Mesmo assim foi muito menos preocupante que o pior acidente de cocó que tivemos até hoje e já tivemos dois, dos quais vos falei aqui e aqui. É muito cocó? Foi o que também achei. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Comunico muito pouco com o meu cérebro.

Comunico muito pouco com o meu cérebro no dia-a-dia. Não gosto de entrar em diálogo. Gosto de sentir, fazer e pronto. Isto leva a que cometa erros muito simples constantemente. Os mais comuns são errar profundamente na escolha do tamanho do tupperware para guardar comida, mas mesmo de forma preocupante. 

Não sei se já disse aqui, mas é um exemplo que dou frequentemente: com aquelas caixinhas de enfiar as peças de formas diferentes (a estrela, o cubo, o cilindro, etc), em vez de olhar onde é que a estrela deve caber, prefiro fazer à bebé e tentar em todas primeiro. Não me importo por perder mais tempo se falhar, porque se acertar sinto-me a maior do mundo por ter sido muito rápido. É, no entanto, uma experiência dolorosa para quem goste de mim e esteja a olhar. Tenho a certeza que muitas das vezes o meu marido trauteia uma música triste para dentro enquanto me vê a fazer estas coisas, tentando imitar um anúncio de pedido de contribuição monetária para uma coisa de solidariedade. 

Imagino o copy (com uma voz muito bem colocada e séria): 

"Tem quase 30 anos. Já é mãe. É incapaz de pensar por um segundo que seja. [isto enquanto estou feita parva, de língua de fora, a tentar acertar com a estrela no cubo]. Isto já é a seguir de pena. Isto é triste."

Aqui ela tinha 1 dia de vida. <3


Eu gosto de fazer coisas parvas. Gosto de me rir comigo própria. Raramente falho em coisas importantes (aí estou mais atenta), por isso não tenho vergonha.

Ficar meia hora a descobrir como se abre um copinho da Avent pode ser um embaraço para a maior parte, mas eu rio-me sempre que penso nisso. Ter demorado mais de meia hora aos 15 anos a descobrir como se montava uma tábua de engomar, também. Tentar enfiar 5 litros de sopa num tupperware para guardar molhos... Ligar a água para tomar banho, estar no modo de chuveiro e ficar toda encharcada.  A última gira é terem começado a aparecer fraldas sujas no cesto de roupa suja e não sei se sou eu ou o Frederico, sequer. 

Isto claro que piorou desde que a Irene nasceu e estou sempre cansada por não dormir bem. Os acidentes durante a noite são os mais parvos. Também vos acontece? 

Eu não ligo nenhuma luz à noite. Gosto de me armar em super-mulher, com super-poderes e vou (sem usar as mãos para ir apalpando) percorrendo o caminho para o quarto da miúda. Já bati com o focinho em portas, já dei uma biqueirada na mesinha de cabeceira, ja ia tropeçando numa pantufa e nem uso pantufas, já dei umas patadas nos gatos que adormecem em sítios perfeitamente imbecis de vez em quando. 

A que aconteceu (se não foi ontem, foi há muito pouco tempo) foi ter posto a Irene ao colo para mamar e nada acontecer. Ela estar a chorar e não pegar na mama que tinha posto de fora. Esquisito. Depois lá percebi que tinha pegado na miúda ao contrário. Ela tinha ficado ao contrário na cama, dentro do saco de dormir. Peguei nela com a cabeça virada para o chão (imaginem acordar assim e a mãe pegar assim em vocês) e depois fiquei à espera que os pés dela mamassem. Pensei: "a miúda está estragada!", mas não. Tem uma mãe parva e cansada. 

Sei que não sou a única, mas fica a dica: os pés não mamam. 


sábado, 17 de janeiro de 2015

Metem tudo na boca

Podia ser o nome de um filme porno, mas não, valha-nos a santa (uma qualquer, que não sou esquisita), estamos no a Mãe é que sabe e por aqui há mínimos de decência. Pelo menos nos meus textos. Adiante, falemos de coisas sérias.

Todos sabemos que os bebés metem tudo na boca. Incrível como a Isabel consegue ter um radar de uns bons 15 metros que dispara ao ver um botão a reluzir no chão do outro canto da sala. Percebo logo nos olhos dela quando vem aí asneira.

Até agora já pôs na boca (e fui a tempo de evitar o pior): uma tampinha das doses individuais de soro; uma amêndoa que caiu ao chão; um gancho pequenino de cabelo; uma decoração da árvore de natal, de esferovite, que era suposto estar mesmo no topo e quando dei por mim estava a enfiar-lhe os dedos goela abaixo. Ela até já engoliu mesmo um autocolante no hospital, que não fomos a tempo de lho tirar. Que canseira. Esta fase dura quanto tempo?...

Agora a questão é: quantos de nós sabe as manobras de desobstrução para aplicar num bebé? Saiu um estudo que afirma que 4 em cada 5 pais não saberiam o que fazer caso os filhos estivessem engasgados. Logo depois surgiu este vídeo que explica, de forma cativante e com ironia, o que fazer. Percam 40 segundos do vosso tempo para vê-lo e partilhem-no com o máximo de pessoas possível.


Como nem toda a gente domina o inglês, cá vão as minhas pseudo-legendas:
TAMPA DE CANETA: Peço desculpa, podem dar-me um minuto da vossa atenção?
GOMA EM FORMA DE BEBÉ: Os bebés andam a engasgar-se com coisas inocentes como nós e estamos fartos! Sou um bebé que engasga bebés, que ironia trágica.
(GOMA COMEÇA A ENGASGAR-SE)
PRINCESA: Se o seu bebé se estiver a engasgar, deite-o virado para baixo no seu colo. Depois dê-lhe cinco palmadas nas costas.
TAMPA DE CANETA: Se não resultar, vire-o de barriga para cima e pressione com dois dedos (indicador e médio) o peito dele cinco vezes.
(GOMA COSPE UM AMENDOÍM)
GOMA BEBÉ: Até as vias respiratórias estarem livres.
AMENDOIM: Se mesmo assim não resultar, chame a ambulância.
TAMPA DE CANETA: Agora, por favor, partilhe isto com os seus amigos humanos. Nós somos apenas pequenos objectos.
PRINCESA: Fala por ti, meu caro. Eu tenho um castelo!


Dei por mim a ir pesquisar mais sobre este assunto para perceber melhor como se fazem as compressões torácicas, com eles virados para cima. As compressões com os dedos devem ser feitas entre as mamas, em cima do esterno.

No primeiro passo, quando viramos o bebé ele tem de estar mesmo de cabeça para baixo e encaixamos o queixo dele entre dois dedos nossos, para que a cabeça fique firme e boca aberta. De preferência a cabeça mais baixa que o tronco e as pancadas devem ser entre as omoplatas.

Vejam este vídeo do INEM.

Só de pensar numa situação destas tremo. Vamos ajudar a evitar o pior?

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Estou à espera da cabeça partida

Oh. Meu. Deus.
Já sofro por antecipação, para depois o golpe não ser tão forte... Não sei como vai ser daqui para a frente.
Mães que têm filhos terroristas, como aguentam? Como aguentam estar constantemente com o coração nas mãos? Saber que o "não" não chega. Ou o castigo ou a palmada no rabo...
O Lucas ainda só tem 9 meses e eu já consigo antecipar o futuro dele... Cabeça, braço ou queixo partido, em algum ponto da sua infância. Ou as três hipóteses e mais algumas. Quando digo que ele é terrorista se calhar estou a exagerar um bocadinho. Ele é aventureiro, curioso, destemido e todo despachado. E eu tenho imenso orgulho nisso! E é assim que ele é feliz: a explorar, a testar o limite, a observar com as mãos tudo muito detalhadamente. Quer ir, vai. Quer mexer, mexe. Quer meter na boca, mete.
Mas isso vem com um preço. Eu sei. O pai dele era assim... Metia-se em cada alhada. Chegava a casa todo esfolado, ou com sangue em alguma parte do corpo. Chegou a ser atropelado! Compreendem o meu pânico, não compreendem? Eu não era assim. Eu era sossegada. Tinha medo. Gostava de ficar a brincar no mesmo sítio, horas e horas à volta de um brinquedo. Eu era feliz assim. Mas fora a parte da segurança, não quero que o meu filho cresça à minha imagem. Quero que seja ele próprio, igual a si, com a sua identidade e personalidade.

Só queria saber como fazem, mães de miúdos terroristas. Porque isto me assusta.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Um simples gancho.

Uma mãe, como todas as mães, quis embelezar a sua filha. Vestiu-a com todo o prazer, como sempre. Brincou com ela enquanto a embonecava e pôs-lhe um simples gancho nos cabelos.

Esse gancho levou-lhe a filha.

Um simples gancho.

A Valentina tinha apenas 9 meses. Ninguém deu conta de ter engolido o seu gancho, situação tão normal, de segundos. Quem nunca desviou o olhar por uns segundos? Algum tempo depois, a pequenina deu entrada na urgência com convulsões e vómitos com sangue. Foi-lhe finalmente encontrado o objecto no esófago e a Valentina foi operada. A cirurgia correu bem, e teve alta finda a recuperação. Alguns dias depois os episódios sangrentos repetiram-se. Complicações com os pontos (não sei explicar) estiveram na origem de nova hemorragia e a bebé foi de novo operada. Coma induzido. Infecção generalizada. Morte.

Li este post da Anita Mamã que além de contar esta história miserável, conta-a com todo o coração e alma de uma mãe. Li e, primeiro, a agonia. Depois as lágrimas. Depois o vazio. Foram assim aqueles minutos para mim.
Não consigo sequer imaginar o que a mãe Amanda, que eu não conheço de lado nenhum, possa estar a sentir.

E se fosse o meu filho?
Não consigo imaginar.
Não quero.
Não posso.

Estas palavras e este post são para ela, para a sua família, e para a sua, agora etérea, filha. Valentina.
Que a perda do seu querido e frágil tesouro não tenha sido completamente em vão. Se é que é possível tirar algum sentido disto...
Que aprendamos todos: mães, pais, familiares, educadores e cuidadores.

Um simples gancho.