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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Guarda o meu amor por ti

Quero que nunca te esqueças que foste a minha única escolha. A pessoa que escolhi para passar o resto da vida ao meu lado. Aconteça o que acontecer, venha quem vier, tu serás sempre a minha escolha. Quem se vai juntar a nós pode ser qualquer pessoa. Vamos ajudá-la a atingir o seu máximo potencial, vamos amá-la incondicionalmente, mas o meu amor maior serás sempre tu. Tenho medo do amor que estou prestes a conhecer. Esse amor que dizem ser mais que a vida, um amor animal, que vem das entranhas. Espero, sinceramente, que ele não me cegue em relação a ti. Tu que me deste a mão quando mais precisei, que me ouviste quando só conseguia soluçar, que me viste acabada de acordar sem qualquer beleza artificial, tu que já me viste do avesso. O meu coração nunca se vai esquecer de ti, mesmo que outra pessoa comece a ocupar o mesmo espaço que ocupas dentro dele. És, no meu mundo inteiro, a única pessoa que me vê realmente como sou, que acredita no que poderia ter sido e nunca tive coragem de ser, que vê sempre o melhor de mim em tudo, que me encoraja a ser o que conseguiria ser. Desculpa não acreditar tanto como tu. Desculpa fazer de conta que não te ouço porque tenho medo de perder o que já tenho. Mas ouço, meu amor. Ouço-te sempre e o meu coração concorda sempre contigo. Quando, um dia, me esquecer de dizer que gosto de ti, que te amo acima de tudo, que és o meu amor maior, por favor guarda estas palavras dentro de ti. Protege-as do mundo lá fora.


Fotografia Ties

Joana Diogo
A Joana escreve no O que vem à rede é peixe
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A minha família basta-me.

Desde que tenho bonecas que sinto apelo maternal. Sempre soube que queria ser mãe. Dava nome aos bonecos e brincava com eles com todos os passos supostos, era preciosista. Dormia com eles, dava-lhes banho, dava-lhes colo, levava aquilo muito a sério. Brinquei até tarde.

Na faculdade, já sentia o relógio biológico a fazer tic tac. Acabei por pôr a carreira à frente, depois quis aproveitar alguns anos de namoro, a dois, e o meu sonho cumpriu-se aos 27 anos. Depressa soube que queria ter mais filhos. Agora tenho duas e sinto-me realizada. Não sei se sempre será assim, se sentirei o apelo mais alguma fez (se sentiremos, deixem-me usar o plural), se fará sentido daqui a uns anos aumentar a família. Para já, não digo que sim nem que não. O mais provável é que não. A ser sim, só por descuido ou daqui a muitos anos.
Esta é a minha família. E ela basta-me. Ver a Luísa, cujo corpo é fogo de artifício e tambores assim que vê o pai, completamente apaixonada. Ver a Isabel a acordar e a perguntar se a mana já acordou. Ver-me a conseguir dar colo às duas, valham-me as minhas cruzes, e a tentar gerir tudo o melhor que sei, valha-me a minha sanidade e o meu coração.

Ainda não faço malabarismos arriscados, ainda não me sinto capaz de cuspir fogo enquanto faço um mortal encarpado, mas já consigo não chorar quando o número de circo não corre como sonhei. Já relativizo. Pus na cabeça que vai melhorar, que vai ser menos difícil, que as dinâmicas e as rotinas vão passar a fazer parte, de forma natural, das nossas vidas.

Ainda não arranjei grande solução para as crises da Isabel, naturais da idade e do impacto de ter um irmão a roubar-lhe algum protagonismo, nem sei bem ainda o que fazer quando está a chover e tenho de por as duas no carro sem que se molhem, e por aí fora. Mas, um dia, tudo se fará e não serão uns pingos de água que me vão amedrontar.

Por enquanto, gozo a Luísa ao máximo, aproveito esta fase maravilhosa da Isabel, que me faz soltar gargalhadas e conjugo tudo o melhor que consigo.

Amo esta minha família. Adoro ser mãe. E tenho a agradecer, todos os dias, este privilégio.



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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Isto é possível na idade dela?

O pai e eu ficamos boquiabertos! Não estávamos nada à espera disto. Fomos passar um fim-de-semana prolongado há uns tempos a Santiago do Cacém à Quinta da Malmedra (muito giro para ir com mais casais e respectivos filhos) e a Irene ficou muito contente por ter tantos amigos com quem brincar, particularmente com o Ruben - ele que já tem fama de ser muito querido pelas crianças mais novas. 

Queria ir brincar com o Ruben, queria ir brincar com o Ruben e lá brincava. Não muito que o rapaz preferia mais ir brincar para a piscina e fazer bombas com os rapazes, mas a Irene já ficava encantada só de o ver a brincar e a saltar. 

No outro dia, meses e meses depois (ela conheceu o Ruben em Julho), voltou a falar-me do Ruben e, durante uma sesta dela, pedi ao Frederico para pedir ao pai do Ruben para gravar um video para a Irene. Gravou.

E aconteceu a coisa mais querida de sempre. 

Assim que ela percebeu que era o Ruben, atirou-se para cima do sofá e escondeu a cara. Depois, quando o vídeo acabava, olhava para nós a sorrir e dizia "é o Ruben!". 

"Olá Irene, ouvi dizer que tens andado a falar muito de mim. Também tenho saudades tuas. Temos que nos ver em breve. Beijinhos". 

Esconde-se sempre. Põe as mãos à frente da cara e dá gritinhos à miúda. Continua a dizer que é o Ruben e sempre que dá play volta a esconder-se. Meia hora depois, a meio de uma brincadeira, diz Ruben.

A minha filha de 2 anos e meio está apaixonada. 

Que coisa mais deliciosa. 

Não há emoção mais pura que esta e, ainda para mais, nesta idade. 

Vimos a Irene a apaixonar-se pela primeira vez... 

Fotografia por Inês Ferraz - Yellow Savages (site aqui)
Macacão - Little Jack Baby Clothes
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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Ensinou-me o amor.

Hoje a mulher que me ensinou o amor faz anos. Aquela que me mostrou o que é ser mãe, por palavras mas essencialmente pelos abraços, pelo colo e pelos beijos. Aquela que, contrariamente ao que alegavam na altura ser o melhor, me amamentou até eu não querer mais. Aquela que me deixou dormir na cama dela. Aquela que me deu um irmão, para que eu soubesse o que era ter um companheiro para a vida. Aquela que nunca me deixou acreditar em impossíveis. Aquela que me ensinou que era importante cuidarmos de nós, mas que tantas vezes abdicou dela por nós. Aquela que me mostrou que não temos de ser perfeitas para sermos inteiras. Aquela que me manteve debaixo da asa, me deixou partir, e me (nos) voltou a receber quando mais precisei. Aquela que tem no rosto rugas de tanto rir, de chorar, de ir à luta, de vencer... se ela ao menos soubesse o quão bonita é... 
Aquela que está lá. Hoje e amanhã e sempre. 


Amo-te, mãe. 
[Não te comprei nenhuma prenda (ainda) mas espero que tenhas gostado de acordar com a Isabelinha a cantar-te os parabéns com um scone como bolo de anos. Sei também que o que mais desejas neste dia é ter-nos por perto.]

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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

É para isso que cá estamos.

Foi o que senti. "É para isto que cá estou.". Assim, sim. Agora percebo - claro que já tinha percebido antes, noutras vezes semelhantes, mas o meu feeling foi como se só naquele momento me tivesse encaixado qualquer coisa.

Estávamos na garagem do nosso prédio e um vizinho nosso tem um carro muito bom (não sei se é Ferrari ou Lamborghini ou o que é). A Irene gosta muito do carro por ser vermelho e foi ter com o senhor que estava acompanhado da mulher e do filho também pequeno.

Não sei porque raio o senhor fez o que fez, mas ligou o carro e o carro fez um barulho enorme que, ainda para mais, ecoou em toda a garagem. A Irene é particularmente sensível a barulhos muito altos, pelo que foi uma infeliz coincidência. Ela que estava próxima do carro, desapareceu do meu alcance visual, mas consigo ouvir os sapatinhos dela a bater no cimento. 


Toc. Toc. Toc. Toc. Toc. 


Aí está ela. Vem a correr na minha direcção. Abri os braços, agachei-me e saltou-me para o colo. Saltou-me para o colo e abraçou-me à séria. Abraçou mesmo o meu pescoço com muita força e encostou a cabeça dela ao meu ombro esquerdo.

Nem me enervei com o que aconteceu (era desnecessário ligar o carro com a miúda lá ao pé, sabendo que ia fazer aquele barulho todo, digo eu). 

Expliquei à minha filha que foi um susto, que era só um barulho alto, como quando o avô se assoa ou quando o pai passa a sopa e afins. Ela disse "a Irene é forte, não tem medo" - com os olhos com lágrimas que quase quiseram sair, mas que encontraram a mãe a tempo. 

Os meus abraços são teus, filha. 

É para isto que cá estamos. 




terça-feira, 21 de junho de 2016

Devolvam-me a minha filha!

Não quero pintar um mundo de cor-de-rosa, dizer-vos que tudo corre às mil maravilhas e que a Isabel continua a mesma. Tem sido duro. Um caos, por vezes. Já cheguei a pedir, retoricamente, "devolvam-me a minha filha!". Já cheguei a achar que foi cedo demais, que ela ainda é muito bebé para uma mudança destas na vida dela, que nos precipitámos. Acho que, num momento ou noutro, todas as mães de dois passam por estas questões, mesmo que a resposta depois seja "que disparate" ou "vai tudo correr bem" ou "é só uma fase". Temos de ser fortes e arranjar paciência onde ela, no meio de noites mal dormidas e hormonas mais ao rubro, não abunda. 

A Isabel anda mais embirrenta, mais carente, mais nervosa. Dorme pior. Come pior. Chama muito por mim, com um "a minha mããããe!", que se ouve de certeza no Porto. Nos primeiros dias e na nossa chegada a casa, a normalidade parecia imperar, mas passados uns dias notámos diferença. É normal e até é saudável que ela exteriorize tudo (já eu, consta que fiquei gaga porque nunca manifestei os meus ciúmes e interiorizei tudinho). Custa-me não a conseguir ajudar. Fico cheia de pena dela.

Acho que estamos a fazer tudo para que sofra o menos possível: quando acorda de manhã, às 6h30, sou eu quem lhe vai dar os bons dias, pôr na sanita, vestir, brincar, dar o pequeno-almoço e brincar de novo. Depois a mana acorda para mamar e ficamos ou na sala ou na minha cama as três, ela dá-lhe colinho e festinhas e o pai depois leva-a para a escola (continua a adorar ir à escola e não têm notado diferença nenhuma no comportamento dela por lá, até faz melhor a sesta e tudo). Quando chega da escola, brincamos, tenho tomado banho com ela de chuveiro, que passou a adorar, e depois tentamos jantar todos juntos, mesmo que seja com a Luisinha na mama e que eu coma só umas garfadas. A seguir, sou em quem a deita, depois das histórias, tal como ela pede. Aqui pelo meio, tento que participe em pequenas coisas, como ir buscar a fralda da mana e empolamos a importância dela nestas rotinas. Aqui pelo meio, atira-se bastante para o chão, pede leite e depois já não quer leite (mas tudo em gritos, qual drama queen), chora quando não pode pegar na mana ao colo (por estar a mamar, por exemplo), fica zangada sem que consigamos descortinar o porquê, e por aí fora. Sinto que o tom de voz dela agora é mais em moinha.

Mas uma coisa é certa: ela adora a irmã. E eu, apesar de gostar de saborear todos os momentos e não tendo pressa, já sonho com o dia em que a mana sorria para ela e lhe devolva todo o amor que a Isabel lhe dá. 


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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Casava-me já.


Adoro casamentos. O ritual, as juras de amor, a festa, a partilha. Claro que não acho que estar casado, os papéis, o contrato, tenha peso numa relação e claro que sou muito feliz sem estar casada e continuaria (continuarei) a sê-lo. Mas, romântica incorrigível, tenho esse sonho, desde miúda. Talvez desde as brincadeiras na escola primária (apesar de não me ter casado com o noivo que eu queria... hehehe). E, estando eu a viver a maior história de amor que poderia viver (e agradeço todos os dias o homem que apareceu na minha vida e com quem estou a construir uma família maravilhosa), acho que faz ainda mais sentido celebrar, com aqueles que nos rodeiam, este AMOR. E vim do casamento lindo de sábado com essa vontade ainda mais refinada... Não estão bem a ver o momento em que a noiva dedicou um texto ao marido... que choradeira!

Apesar de adorar mil vestidos de noiva e de me imaginar uma princesa com alguns bem clássicos, até poderia ser com um daqueles compridos rendados da Zara. Flores do campo espalhadas em frasquinhos de vidro. Sangria, bolos de camadas e salgadinhos. Crianças a correrem por todo o lado. Dançar até a sola dos pés ficar preta. Ter a Isabelinha e a Luísa no nosso colo, às gargalhadas, ao som de uma música qualquer. Os amigos, enfrascados, a dizerem babosices. O meu pai a chorar baba e ranho. 

Não preciso de mesas enfeitadas com pratos de porcelana não sei do quê nem copos de cristal. Fogo de artifício nem sapatos de seda. Entrada num carro de alta cilindrada nem lua de mel numa ilha paradisíaca.

Mas preciso de algum dinheirinho, porque sei que - mesmo dispensando muitas coisas - acaba sempre por ficar carote, verdade? Como geriram tudo? Querem dar ideias para "poupar"?

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Declaração de amor (com vídeo)

Há coisas que são íntimas, só nossas. Sussurros secretos que nos alimentam. 
Há outras que faço questão de gritar ao mundo. O mundo precisa de histórias de amor. Da nossa. 
Às vezes esquecemo-nos do ano em que nascemos juntos. Ainda há dias nos questionávamos se seriam seis ou sete anos. Somos péssimos com contas. Já o dia é impossível esquecer. Os dias que se seguiram. Os primeiros concertos juntos, no Porto. As viagens para a Costa naquela tua carripana bordeaux a lascar, de janela aberta. As primeiras férias, em Tarifa. O T1 tão pequeno, mas tão grande para dois apaixonados. Passar uma tarde inteira no cinema a ver filmes: uma comédia romântica manhosa para mim, outro mais para a cabecinha para ti. Os hambúrgueres que levávamos, de forma ilegal, para as salas. A tua primeira viagem de avião, em que me ias arrancando a mão. As gargalhadas. Muitas, muitas. Os projectos, os trabalhos, o orgulho um no outro. As dezenas de coisas que perdemos ou nos esquecemos em algum lado. Nunca nos esquecemos do que verdadeiramente importa. O respeito, o diálogo, o carinho. Fomos crescendo juntos. Acho que, apesar de aos 20 e picos já termos idade para ter juízo, passámos de adolescentes a adultos lado a lado. Adultos q.b. Somos parecidos - para o bem e para o mal - em muita coisa. Imaturos e desleixados nas burocracias da vida. Crescidos na alma, nos sentimentos, no amor. E foi desse amor que nasceu uma família, que continua a crescer. Renascemos juntos num dia 16. E renasceremos de novo, em breve. 




O meu maior sonho cumpre-se todos os dias. Ter-te ao meu lado. Ter-te como namorado. Ter-te como pai das minhas filhas. Tudo com que sonhei. 

Parabéns, meu amor!


E agora, porque o dia é de festa, vou substituir a pianada e a lagriminha que já caiu por aqui por isto:
Um vídeo publicado por Joana Paixão Brás (@joanapaixaobras) a


quarta-feira, 20 de abril de 2016

Ao pai das minhas filhas

Obrigada é pouco. Acho que todas as demonstrações de amor, de gratidão, todas as palavras que possa escrever-te são insuficientes. Mas sei também que os abraços, o carinho e o olhar da Isabel é tudo o que te basta. Que os pontapés da Luisinha, que sentes durante a noite, quando estou colada a ti, são a prova de que estamos a construir o que importa construir. 

E se algum dia nos faltar o resto, que não nos falte o discernimento para perceber que o que fizemos juntos, lado a lado, é maior do que as partes. É o que importa que fique para sempre. Elas. Nós nelas. Que tenham sempre motivos para se orgulhar de nós enquanto pais, mesmo que falhemos no resto. Não acontecerá, acredito em nós e no nosso amor. Mas aquilo em que acredito piamente, sem piscar os olhos, é no que nos une para sempre, mesmo que as outras pontas se desatem. Elas. Nunca lhes faltaremos.

Obrigada por me fazeres acreditar nisto. Sempre.


Fotografia CV Love


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sábado, 16 de abril de 2016

Tudo o que importa.

Um abraço demorado. Tão somente isto.



Estamos a passar o fim-de-semana os três quatro num sítio onde já fomos muito felizes: Hotel Golf Mar Vimeiro. Depois mostro-vos tudo [agora quero mesmo aproveitar cada minuto para amar, descansar e rir].

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segunda-feira, 21 de março de 2016

O meu marido fez-me chorar.





Ler isto acho que foi a minha prenda de aniversário da Irene. ;) 

(estou desejosa que chegue setembro para ver se o sacana escreve algo assim sobre mim, muhahah)

quinta-feira, 3 de março de 2016

Já está!! ACABOU!!!

De certeza que deve haver muitas mães por aí que partilham ou partilharam deste mesmo sofrimento: não sabermos quando é que os nossos filhos têm fome e o que é que lhes apetece comer. 

Apesar da Irene já se desenrascar muito bem a falar, só no outro dia disse "fome!" - se calhar porque nunca antes lhe tínhamos dado tempo para sentir fome. Porém, acho que esta semana antigimos um novo marco na maturidade da Irene. Conta o pai que estavam na sala e a Irene disse: 

- Pai, fome, iogurte. 

E assim foi. O pai deu-lhe o iogurte e ela gostou. Iogurte nem é algo que ela coma com muita frequência mas, por alguma razão, era isso que lhe apetecia e foi isso que pediu e foi isso que teve.

É maravilhoso quando começam a comunicar connosco, as suas vontades, os seus apetites...

Já tenho uma menina!!!


Apesar de, há dois anos, mamar nas maminhas da mãe. 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Tive de disfarçar que estava a chorar.

Tive mesmo. Não queria mesmo que a Irene percebesse que a mãe estava a chorar porque iria entender mal a situação.

Estava a adormecê-la ontem, no registo dos miminhos que vos falei - tenho adorado (aqui) e, como queria ver se ela se começava a acalmar disse:

- A mãe está cansada, podes, por favor, tentar fazer ó-ó?

- A mãe está triste?

- Não, a mãe está sempre contente, sabes porquê?

- Porquê?

- Porque gosta muito muito de ti. 

Ela sorriu e abraçou-me com muita força ao mesmo tempo que fazia aquele barulho que fazemos quando apertamos alguém...

Tive de disfarçar, mas caíram-me lágrimas... ;) E sabem o melhor? Adormeceu. Virou-se de barriga para baixo, ainda mexeu um bocadinho as perninhas e isso, mas adormeceu.




Parece a gozar, mas não é...

Agora, o que é a gozar é que o diálogo tivesse sido exactamente assim. A versão verdadeira é esta:

- A mãe está cansada, podes, por favor, tentar fazer ó-ó?

- Tite, mamã!

- Não, a mãe está sempre contente, sabes porquê?

- Sim. 

- Porque gosta muito muito de ti. 

Ser mãe é estar apaixonada todos os dias.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

E esse dia do romance, dia de fazer amor?

Ah! Então era isto! Quando tiro fotografias a mim e ao Frederico, várias pessoas me vão dizendo que estamos a ficar iguais. Sei que temos algumas features semelhantes como os lábios mais para o grossinho, as sobrancelhas pouco à Billy Idol, o nariz gigantone e a cor dos olhos iguais, mas ao que parece é mais do que isso. 

Já agora, isto foi ontem. Deixámos a Irene com os Avós e fomos almoçar ao Rabo d'Pêxe no Saldanha. Super lento. Suuuper lento, demorámos umas boas 2 horas para almoçar, mas acho que foi de ser dia dos namorados e de lá estar toda a gente batida. Esta fotografia foi antes do Frederico se besuntar todo com o molho de alguma coisa esquisita que ele comeu (se quiserem acompanhar a viagem gastronómica repleta de colestrol dele pela vida, vejam aqui). Somos parecidos ou não? Eu sou a da direita, já agora.  

Ao que parece e, segundo este artigo (ponto 3), os casais começam a ficar parecidos entre si. Começamos a ganhar posturas, expressões, tiques e até a forma de sorrir um do outro ao ponto de ficarmos tão parecidos (já tinha ouvido falar disto, mas era com os cães hehe). Será isso? 


Consegui que ele fizesse esta figura no meio do restaurante, ganhei o meu Dia dos Namorados assim. Com esta declaração pública de amor.

O vocês? O que andaram a fazer? O que vos fizeram eles? Fizeram bebés? Uma amiga minha diz que quem é mãe em Novembro é porque andou a fazer ordinarices no dia dos namorados...

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Ao meu namorado.

Amor,

Ainda me lembro das promessas que te fiz ao ouvido, quando a cama era só nossa. Das viagens que fizemos de carro, ao som da nossa música, bem alta, em que cantávamos como se estivéssemos num Karaoke manhoso. Dos fins-de-semana de pijama, a ver séries atrás de séries, a preguiçar no sofá e a encomendar pizza. Dos banhos demorados, a dois, de espuma ou no chuveiro, horas a fio. Dos ataques de cócegas e das guerras de almofadas. Das viagens que fizemos juntos, a esforçarmo-nos por falar a língua local e a acabarmos por chorar a rir, quando pediste "pollo" e, em vez de polvo, chegou galinha ao teu prato. Dos hotéis, das fotografias e do tempo, que passava devagarinho. De sermos adultos, mas meio adolescentes, sem horários, sem pressas. Das poucas discussões que tínhamos, porque o dinheiro não era grande problema, porque dormíamos as horas que queríamos, porque saíamos quando nos apetecia, porque não nos esquecíamos de nada e, mesmo quando acontecia, nunca era grave. 

Mas, meu amor, agora sim, a nossa vida faz sentido. As promessas que fazemos são inquebráveis. As viagens que fazemos, ao som do Panda e os Caricas, que cantamos a três, são tão mais divertidas! Os fins-de-semana, que passam em 5 minutos, são tão cheios e tão vivos! Já viste como em dois dias fazemos tantas, mas tantas coisas? Os ataques de cócegas são agora injustos, com um ser pequenino que não consegue ripostar. As grandes viagens são poucas ou nenhumas, mas, por mais piroso que seja, a viagem interior que temos feito leva-nos tão mais longe! Ninguém pede "pollo" em vez de "pulpo", mas há uma mini-pessoa que faz gracinhas, num português difícil de entender, e todos se riem. Temos horários, temos pressa, temos sono, temos menos dinheiro, temos mais discussões, mas temos tanto, tanto em troca, numa vida cheia de amor e de desafios. Crescemos, crescemos ao lado dos nossos filhos. E lado a lado.

Meu querido,

Seremos eternos namorados. Faremos promessas. Andaremos de mãos dadas. Diremos disparates. Mas... teremos sempre alguém para quem fomos e somos exemplo. Alguém que olha para nós com olhos enormes de admiração. Somos PAIS. Exemplo, orgulho, amor.

Meu namorado,

Amo-te ainda mais agora, que passamos por tantos desafios e vejo em ti o MELHOR PAI DO MUNDO. Obrigada.
Feliz Dia dos Namorados.



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Quando caí em mim de que era mãe.

Claro que vamos tendo muitos destes momentos ao longo de todos os dias da nossa vida enquanto mães. Acho que nunca nos apercebemos totalmente do nosso papel ao mesmo tempo que estamos completamente mergulhadas nele, tanto quanto é possível estarmos. Há coisas que são muito marcantes para todas nós: o primeiro sorriso, o primeiro dente, os sons que fazem a dormir, a mamar, as gargalhadas, as trapalhadas... 

... mas este momento, até agora, suplantou qualquer outro. Lembrei-me dele ontem, quando estava a dar-lhe mama na poltrona do quarto dela. Olhei para ela e vi-a tão crescida, já tão adulta, mas ainda agarrada ao seu coelhinho. Já tão capaz de se expressar, de dizer o que quer, o que não gosta e que nos deitemos na cama com ela para brincar: "páqui papá, páqui mamã". 

Esta foi a mesma rapariga que me fez chorar, que me fez chorar todas as minhas entranhas e o meu coração - quase como se de um "regresso ao mundo dos vivos se tratasse, com essa mesma sofreguidão - quando há uns largos meses, também naquela poltrona e também a dar mama reparei que se estava a meter comigo. 

Um ano e pouco nesta fotografia.


Brinquei com ela e pisquei-lhe duas vezes os dois olhos. E ela? Ela piscou duas vezes de volta. 

Foi aqui que a minha vida mudou para sempre (outra vez), quando senti pela primeira vez a alma bricalhona, apalhaçada e traquina da Irene. A nossa primeira comunicação mais efectiva. Eu pisquei duas vezes os olhos e ela, que nem contar sabia, fez o mesmo, sedenta por mais, mais brincadeiras, mais piscadelas de olho. 

Tenho a minha filha ao meu colo desde que nasceu, mas senti que naquele momento é que foi o meu parto, enquanto mãe. 

Ela vive, ela brinca, ela imita, ela reage, ela quis fazer-me sorrir. 

Foi a primeira vez que falámos. Claro que já há muito tempo que dançávamos as duas pelos nossos dias, comunicando de uma maneira ou de outra, mas ali vi-a. Vi, pela primeira vez, a Irene. Não sou só mãe. Sou mãe da Irene. 


*este texto é lamechinhas mas não foi escrito pela Joana Paixão Brás. 

sábado, 23 de janeiro de 2016

A primeira conquista da Isabel




Foi lindo de se ver. Na festa de anos da prima Sofia, alguém andou de olho na minha filha. Seguia-a para todo o lado, dançaram juntos, deu-lhe beijinhos, esteve ao lado dela nas bolas de sabão e depois até na hora do bolo se quis sentar perto dela.
Que miúdo mais querido! Sorte o pai da Isabel não estar lá, senão estava feito ao bife :)

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Se isto não é a coisa mais fofa do mundo!!!!!!!! (sim, merece estas exclamações!!!)

Se são daquelas que vomitam com mil exclamações e emoticons e expressões exageradas e redundantes, com ar de miúda de 12 anos, esqueçam lá este post. Vão ler coisas à séria. 

Aqui vão levar com mil exclamações !!!!!!!!! - isto - e com Awwww e amor por todo o lado. Aconteceu-me das coisas mais enternecedoras de sempre.

A minha mãe falou pela primeira vez com (o)a bebé que tenho na barriga (era um hábito nosso, de quando estava grávida da Isabel) e deu-lhe um beijinho. A Isabel estava a brincar na cozinha dela, achava eu, mas já sabem como eles são - estão a ver e a ouvir tudo, de soslaio. Até arrepia. Passado um bocado, sem pedirmos ou incentivarmos, estava a dar com ela a levantar-me a camisola e a espetar-lhe um beijo! Lindo e inesquecível. Mas o melhor ainda estava para vir.

Nessa noite, levei-a para a minha cama. Dormiu no meio dos dois. De manhã, acordou super contente, gritou "PAI!" e deu-lhe um abraço e um beijo. Virou-se para mim e besuntou-me também a cara. Levantou-me a camisola e deu-me um beijo na barriga e disse "bebé"!!! Chorei naquele instante. É tudo real. Está tudo a acontecer. A magia é cada vez maior... E eu senti-me a pessoa mais abençoada e feliz do mundo. 

Se isto não merece os meus suspiros e as minhas exclamações, não sei o que merece! 

Feliz, eu? Muito, muito!!!!!


quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Não sou a Joana Paixão Brás mas também tenho sentimentos: Feliz Natal!

Sabem o que vos desejo? 

Que vocês, mães, vocês que tinham este sonho de construir uma família, que tiveram a oportunidade de encontrar o amor, de fazer nascer mais amor (e mais não sei quantas vezes, se tiverem muitos filhos), espero que vocês sintam que "está tudo". 

Que é assim mesmo que tem de ser. Que está tudo certo. Que até podem ouvir os vossos corações bater de tanto entusiasmo no meio do silêncio e da paz que é a vossa vida por esta altura. 

Espero que estejam bem. Espero que consigam, se não estiverem bem, ver tudo o que está certo. Tudo o que têm à vossa volta e que é perfeito, para vocês. 

Acima de tudo, o que vos desejo (e a mim também, sempre) é que consigam reter estas emoções todas de pertença, de entrega, de calma, de euforia, as cores, os sabores, as gargalhadas, as divergências de opinião... Retenham tudo isto e lembrem-se que estes momentos estão ao alcance de uma iniciativa, de alguns telefonemas. 

Quando quiserem ou sentirem que precisam que seja Natal outra vez, podem sempre fazer com que aconteça. 

O Natal é quando uma mulher quiser. a Mãe é que sabe. 

Feliz Natal! <3





Nota: Se o vosso Natal este ano for uma grande porcaria por algum motivo, é seguir em frente. Para o ano vai ser melhor ;)