Mostrar mensagens com a etiqueta campo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta campo. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 1 de março de 2017

Faz um ano que mudámos de vida.

Faz hoje um ano que mudámos de vida. Dia 1 de março foi o dia em que me dediquei só a mim, à minha gravidez, à Isabel. Largámos a nossa vida em Lisboa, a casa arrendada, eu deixei em "pause" o trabalho em televisão, a Isabel mudou de escola, e viemos viver para o campo, para Santarém. Sou pessoa de balanços, ligo a datas marcantes e a aniversários. 

Sem dúvida que este ano foi marcante. 
Eu que dizia que nunca conseguiria ficar em casa "só" a cuidar de um filho. 
Eu que achava que precisava de (mais) vida social. 
Eu que queria ter uma carreira. 

Afinal consigo. 
Afinal não preciso assim tanto. 
Afinal não necessariamente.

Afinal, com alguma ginástica, conseguimos muita coisa. Juntos, em família.
Acho que sou uma sortuda em estar em casa. Acho, acima de tudo, que as miúdas são umas sortudas e eu também, por contágio.
A Isabel que vai mais tarde para a escola e regressa mais cedo. Que tem cães, campo e ar puro e uma mãe mais presente.
A Luísa que me tem a 100% e que anda alapada a mim para todo o lado (até formações e reuniões - e porta-se tão bem).
Eu, que apesar de não ser boa a gerir uma casa e refeições - mas lá me vou desenrascando, coitadas-, tenho muito amor para dar e aprendi a dar valor a tudo o que de bom tenho na vida. O meu trabalho [sim, trabalho, apesar de às vezes até eu achar que é apenas lazer, por gostar tanto do que faço] neste momento é escrever, comunicar, falar sobre aquilo que mais me apaixona, a maternidade. Juntei o melhor dos dois mundos: ser mãe e falar sobre ser mãe. Por enquanto isso basta-nos. Não sei até quando, demo-nos um ano de Luísa para perceber que rumo tomar, e logo se vê. Não sei se continuaremos por aqui, não sei se conseguirei concretizar outros projectos, mas por aqui vamos vivendo, sem grandes pressas e sem pressões. Aproveitando cada dia. 

Obrigada, David, juntos somos muitáfortes.
Obrigada, mãe. Obrigada, pai.  <3
Um obrigada a todos vocês que nos seguem.













Coisinhas de que podem ter gostado:
Baloiço - Mada in Lisbon
Collants anti-derrapantes - Caramello

Leiam também - Vivo com a minha sogra!

............
............
Sigam-nos no instagram aqui 
a mim também aqui e à outra Joana aqui.
O nosso canal de youtube é este.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Foi muito por isto que mudei a minha vida toda.

Raramente duvido de que fizemos a escolha certa. Falar-vos-ei melhor de como foi deixar o meu trabalho, voltar a casa da mãe, viver longe dos amigos, voltar ao quarto onde sonhei tantas vezes acordada, com 17 anos, com outros sonhos e prioridades. Mas por agora mostro-vos já uma das razões que me leva a acreditar que isto lhe (nos) faz bem: com dois anos, ela sabe de onde vêm as limas, apanhou morangos, viu o que comem as galinhas, cheirou um pimento flor, esfolou os joelhos a fugir do cão dos primos, calçou galochas e chapinhou nas poças de água, escovou os cães e deu-lhes comida à boca... sem contar com o facto de estar mais perto da tia Rosel, da bisavó, dos tios e dos primos e, claro, da avó, que ainda ontem lhe vestiu o pijama da Elsa do Frozen e lhe secou o cabelo. Sem contar, claro, com o facto de ter uma mãe que, apesar de se desdobrar por duas filhas, agora a adormece todas as noites, depois de histórias, longas conversas e abraços sem fim. Sem pressas.
















Sigam-me no instagram @JoanaPaixaoBras
e o @aMaeequesabe também ;)

domingo, 29 de maio de 2016

Viver no campo é mesmo, mesmo bom

Não sei quanto tempo esteve a arrancar flores amarelas da relva. Quando vivíamos num apartamento, em Lisboa, tentava ao máximo tirá-la de casa e fazer programas e passeios. Agora passeamos menos, fazemos menos planos, mas é incrível como ela é capaz de estar entretida, na rua, com pequenas coisas: regar as plantas, apanhar as flores amarelas preferidas da mãe (não são as minhas preferidas, mas tive de lhe contar esta pequena mentira para que não arrancasse as que estão nos vasos), dar comida aos cães, escová-los ou simplesmente andar por ali, de chinelos e em cuecas, à descoberta. Viver no campo é mesmo, mesmo bom. Só a primavera nos tem falhado, mas com sorte o verão compensará.

















sexta-feira, 4 de março de 2016

Estou a tornar-me numa agrobeta? :)

Já cá faltava o clichê da vida do campo. Galochas, gotinhas da chuva nas ervas bem viçosas e o cheiro a terra molhada. Depois da manhã em Lisboa, chegar de comboio e ir buscar a filha à escola, sentindo que ainda temos a tarde toda para explorar o campo, encher a roupa de pêlos de cão (a Isabel não resiste em beijá-los e estrafegá-los) e tomar um banho, as duas, de banheira cheia. E sabem que mais? Adoro estes clichês. Filha e mãe felizes. Oh yeah!

(Estarei a tornar-me numa agrobeta?, pergunta uma amiga. Haha)














Juro que não fui eu que a pus no meio da mata para sacar boas fotos hehe, deixei-a ir e explorar (já posso contar com carraças ou ainda não é tempo delas? Menina da cidade...)

terça-feira, 1 de março de 2016

Já na casa nova!

Quer dizer, nem a casa é nova nem é nova para mim. Já aqui vivi um ano, quando tinha 17 anos, e sempre foi a minha casa, de família, de férias e de fim-de-semana. Mas para a Isabel acaba por ser tudo uma novidade. E estarmos todos ali (principalmente o David) a viver, é a loucura. 

Estou feliz. Sinto que é um regresso àquilo que me faz bem (já vos falei disso aqui. Aliás, não tenho falado de outra coisa ultimamente hehe). E, sendo o David um rapaz do campo, de Évora, também sei que isto lhe faz sentido. Aliás, quando lhe propus irmos viver para Santarém, aceitou naquele minuto. Achei que ia dizer que eu estava maluca, que não ia andar a fazer piscinas todos os dias para Lisboa, mas no fundo eu sabia que era um sonho para ele viver no campo. E que, estando eu grávida da Luísa, seria bom termos uma rede familiar por perto para qualquer ajuda que precisássemos. Que a Isabel iria adorar estar perto dos cães, respirar ar puro, tomar banhos na piscina, depois da creche, apanhar flores e desfrutar de todo aquele ambiente.

Somos loucos? Um bocadinho.
Não vamos sentir falta da cidade? Não. Já não lhe dávamos grande "uso", verdade seja dita. A nossa vida passava-se entre trabalho e casa, perdíamos muito tempo no trânsito, quando chovia, e não vivíamos a cidade. Não depois de termos sido pais. Íamos jantar de vez em quando, ao cinema de vez em quando, ao teatro raramente, ao shopping só para compras rápidas, por isso, nada que nos faça especialmente falta. Quando nos fizer falta, pomo-nos no carro e vamos passear, ao fim-de-semana. Simples. 

Agora vejam lá como foi a primeira manhã por aqui, antes de ir para a escola nova (que correu muito bem, logo vos conto como fizemos a adaptação) <3





















A receber os mimos da avó, desgrenhada, acabadinha de acordar :) Nós já estávamos de pé desde madrugada, que a vida ali começa bem cedo!





A touquinha é do Atelier das Trapalhadas 
(e a miúda está a crescer tanto que já precisa de uma nova).

As carneiras azuis são excelentes, aconselho! São da Tru-tu-é.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Vamos viver para o campo!


É esta a paisagem que vemos, quando abrimos a porta. Em cada fresta da janela, verde, natureza. O Pipo e o Sunny correm lá fora. A Isabel adora acordar ali. E é ali que vamos estar nos próximos meses. Não sabemos quantos, nem isso agora interessa. É ir vivendo, ao sabor dos dias. Assim, de pijama com sandálias e casacos, a aproveitar todos os momentos. "Rua" é a palavra que a Isabel mais pronuncia naquela casa. E vai ser isso mesmo, filha. Rua! Rua, erva, flores, passarinhos. Galochas, poças, terra, joaninhas. Tudo nosso, para exploramos, com tempo, devagarinho. Tão devagarinho que vou jurar que vejo o teu cabelo crescer, milímetro a milímetro.
 
Eu volto a casa. À família, aos mimos da minha mãe, a poucos quilómetros da avó Rosel, dos meus tios e primos. Volto a uma calma que me apaziguava quando conseguia respirar aquele ar, nas poucas horas do fim-de-semana. É o fim do choro no carro durante uma hora quando apanhávamos trânsito, depois da creche. É o fim de tantas horas separadas. Vou busca-la mais cedo e ainda vamos ter um dia pela frente para fazer pinturas, para apanhar as pedrinhas do chão. É liberdade. É família e ajuda. Sinto que estou a regressar a casa. Sinto que estou a regressar a mim. 
 
Está quase.