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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Não tenho uma casa de revista, mas...

Mudámos de casa há um mês e meio. Esta já é a nossa casa, aliás, já o é desde a primeira noite, porque depressa a sentimos nossa. Está longe de ser uma casa espaçosa e bem decorada, digna de revista. Trouxemos muito pouca coisa (também não temos muitas mobílias nem grandes pertences de valor), mas cada vez estou mais contente com este exercício: ter o menos possível de tralha em casa, para que nos centremos no mais importante. Até porque, como vos contei no sábado, odeio limpezas!

No entanto, fiz questão de decorar a sala para o Natal com pequenos detalhes; o quarto delas está lindo, com a caminha em forma de casa verde água e as paredes com autocolantes às bolinhas; no meu quarto impera o branco e está muito minimalista mas acolhedor (e tem uma luz fantástica!); e a sala tem sofá, móvel com televisão, mesinha e cadeiras e pouco mais.

Normalmente não andam calçadas em casa, mas já estávamos de saída :) 


O "pouco mais" é um tapete bonito mas muito funcional - que vai à máquina de lavar assim que tiver restos de papa de aveia e outros brindes. Isso para mim é obrigatório, uma vez que as minhas filhas vivem a casa e eu não tenho uma casa-museu, tal como vos falei aqui. É da Lorena Canals que, além de tapetes, tem também almofadas, cestas e outros objectos de decoração para a parede, muito bonitos, meio étnicos ou para todos os gostos. São tecidos de qualidade, feitos de forma artesanal e amigos do ambiente (as cores são resultantes de corantes naturais, por exemplo). O processo é ecológico e isso agrada-me muito nesta marca, além de toda a preocupação humanitária (com projectos que garantem a escolaridade de muitas crianças na Índia, o país com maior taxa de analfabetismo do mundo). A senhora dona Lorena está de parabéns, por todas as razões.

O meu tapete da sala é este, mas encontram muitos mais aqui, na página principal, que tem saldos até ao dia 31 de janeiro, mas também já tem alguns elementos da nova coleção (linda!), que vai ser apresentada dia 19 na Maison&Objet em Paris. 


Beijoqueira até mais não.

Deliciosa com a roupa da Tsuru, uma marca que acompanhamos desde o início.

Adora coreografias.

Muito dança ela! 

Adivinhem: Panda e os Caricas ou Panda e os Caricas?

Deixa-me lá aqui ser querida para o meu pai e pisar discretamente a obra de arte da minha irmã

Sou eu, a Luísa e a Isabel (e o pai que se lixe eheh)

Adoro esta foto, adoro, adoro.



O meu instagram e o d'a Mãe é que sabe :

a Mãe é que sabe Instagram

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Apaixonei-me pelo Salvador

Foi a Isabel quem o baptizou. Podia ter sido "Paulo" ou "Ruben", mas não. Filha minha tem de ter um aspirador beto, a combinar com as golas à Camões que lhe visto. Na verdade, o Salvador é a minha recente paixão e eu nem quero acreditar que, depois de uma semana intensa, nos vão afastar. É uma separação mais triste do que a do Brad Pitt e da Angelina Jolie. Estou lavada em lágrimas. 



Durante uma semana testámos o bicho e foi para lá de espectacular. Ele alimenta-se sozinho (quando precisa de bateria, é vê-lo ir pelo próprio pé até à corrente), ele sabe que zonas já foram ou não aspiradas, ele percebe se tem de ir para cima de um tapete e aumenta a potência, ele não tem tendência suicida e apercebe-se das escadas, ele faz tudo sozinho e à distância de um telemóvel ou tablet (aplicação chamada irobot home app) podemos pô-lo a funcionar às horas que quisermos, ele é picuinhas e vai debaixo dos móveis limpar tudinho, ele não é barulhento como eu pensei que pudesse ser, enfim... ficam as imagens para mais tarde recordar. Snif.

Quem tem uma combinação explosiva de 1) filhas, 2) cães, 3) campo, sabe a loucura que é acabar de limpar e já estar tudo sujo outra vez. Parece uma fábrica de pó e pêlos, a juntarem-se aos meus cabelos, que decidiram cair todos ao mesmo tempo. O Roomba 980 é das melhores coisinhas - e atenção que eu era um bocadinho céptica, achava que sem a nossa força de braços, o chão e os tapetes nunca ficariam bem aspirados, mas enganei-me. A casa nunca esteve tão limpinha e sem mexer uma palha. Ganha-se tempo de qualidade para aquilo que interessa: a família. 

Adeus, Salvador. Fomos felizes enquanto durou. Sei que mais ninguém te vai tratar como eu tratei, mas tens de ser forte. Eu vou tentar suportar a dor.


Sigam-me no instagram @JoanaPaixaoBras
e o @aMaeequesabe também ;)

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Adoptei.

Tenho cá dois gatos que foram salvos e agora decidi incorporar mais um membro na família. Este foi só salvo de ir para a casa de alguém que não lhe desse o devido valor. E não queremos isso, pois não? Andamos nós a namorar aquele item naquela loja em particular há imenso tempo para depois ir para a casa de uma sonsita qualquer que nem se lembrará dele? Pff...

Querem viajar comigo para um mundo ideal? - vá, eu sei que muitas de vocês começaram a cantar interiormente a música do Aladin

Imaginem que, enquanto saem para ir a algum lado, alguém vos aspirava a casa? Ou, imaginem que estão a ver um filme na sala, acham que a cozinha está uma nojeira e podem, tranquilamente ficar com a cozinha aspirada sem fazerem nada que implique sequer meia respiração? 

É um facto que, assim, perdemos o prazer de aspirar a casa. Ai, que maravilha que é! Eu, por mim, era esse o meu sonho: ter um filho, plantar uma árvore, escrever um livro e nunca parar de aspirar. Só que não. 

Tive a oportunidade ("lá vem ela com publicidade, pronto" - não sejam chatas que ninguém me pediu para escrever nada sobre isto, estou mesmo entusiasmada) de experimentar o bicho Romba 651... sinto que a minha vida só começou agora. Não me perguntem se prefiro a Irene ao bicho porque hoje estou claramente inclinada para o bicho - a não ser que a miúda comece a aspirar melhor. 



Achava que estes robots (e na volta os outros são assim) por serem redondos que não limpavam os cantos, que passavam a vida a chocar contra coisas como os gatos quando correm atrás de moscas imaginárias, que tinham tão pouca bateria que morreriam a meio de aspirar um tapete, etc.  Ainda no outro dia o meu sogro disse que devíamos comprar uma "coisa destas" e eu mandei-o passear - educadamente que o senhor mede quase dois metros e não quero cá problemas (mas só por causa disso). 

Afinal, este robot (não conheço os outros) é fantástico. É uma qualidade de vida da qual não estava à espera. Sabem aquela sensação de lençóis lavados na cama? É isso, mas sem ter que pagar a uma empregada. Um dos meus sonhos era ter empregada diariamente (que maravilha que seria), mas como não há dinheiro para isso, chegar a casa e ter a casa aspirada parece-me perfeito! Dá para agendar quando quero que ele comece a aspirar, em que dias da semana e volta para o sítio onde se recarrega sozinho! 

Daí eu estar a escrever-vos sobre isto. Às vezes poupamos dinheiro para coisas que nos darão menos qualidade de vida que esta maravilha. Considerem, até porque, com crianças (e dois gatos - no meu caso), chão limpinho é... no mínimo, o desejável. O problema? Não conseguimos fazer tudo. E no meio do nosso "tudo", não é o chão que é o mais importante. É ver e comentar o que o nosso filho desenhou em vez de gritar "boa!" enquanto arrumamos a loiça na máquina. 

Sinto que ganhei tempo. 

É só uma dica. 

Outra? Se usarem acetona na sola dos ténis, elas ficam mais brancas. Li num site brasileiro qualquer e vou ali experimentar e já volto.