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quinta-feira, 23 de março de 2017

Agora sim, ter duas filhas é bom.

Agora sim, ter duas filhas é bom. Para mim, não foi logo bom. Aliás, foi logo bom para logo deixar de ser. Uma semana depois da Luísa ter nascido e dos primeiros dias em casa, onde não notámos grande mudança no comportamento da Isabel, começaram as primeiras dificuldades. Sentia-me incapaz. Chorávamos muito. Eu e a Isabel. No segundo mês de vida da Luísa chorávamos as três. Precisava bastante de ajuda, a todo o momento, para conseguir atender a todos os pedidos delas. Foi um desafio e tanto, afinal estamos a falar de uma bebé de dois anos e três meses, que ainda precisa e MUITO de uma mãe presente. Além disso, ela tinha aproveitado - e bem - a mãe muito disponível (antes da irmã nascer estive 4 meses sem trabalhar e só para ela) e deve ter sido um contraste bastante grande. Mesmo com toda a ginástica e com todo o colo, ela sentiu a grande mudança. Se a isso juntarmos os terrible two e a threenager em formação, a confusão instala-se. E eu nem sempre dei conta. Da casa, delas, muito menos de mim.

Quase 10 meses se passaram e posso dizer-vos que está tudo muito melhor. Acima de tudo, eu lido melhor com a situação e isso reflecte-se também muito nelas. Nela, na Isabel, que a Luísa é uma bebé muito calma e (ainda) fácil de gerir. A primeira grande mudança que fiz foi em mim. Consultei a Eugénia, de que já tanto ouviram falar aqui, amiga da Joana Gama e psicóloga, e fez toda a diferença. Comecei a olhar para tudo de outra forma, a fazer exercícios simples e a treinar o cérebro para escolher aquilo que eu quero sentir.
Já consigo ficar sozinha com as duas à noite sem que o meu coração bata ansiosamente. Já consigo dar-lhes banho, jantar, brincar, lavar dentes, mudar fraldas, contar histórias, dar mimos e adormecê-las sozinha, com prazer e, às vezes, no meio de birras, sem me passar da cabeça ou querer desaparecer. Sem querer apressar as coisas. Todas sabemos o que é isso da "hora do fim do mundo", o final de tarde. Soma-se cansaço a tarefas fisicamente mais desgastantes e rotineiras e, às vezes, a sobreestímulos e nem sempre é fácil "domar as feras". Mas agora já faço isso com uma perna às costas, quase sempre. Não choro - nem por dentro - há dois meses e meio.

Coisas que tenho feito:
  • Sei que quando vou buscar a Isabel lhe tenho de dar atenção por alguns minutos. Sem telemóveis, sem compras por arrumar, sem desculpas. 
  • Depois, quando ainda não tenho tudo pronto para o jantar, peço-lhe ajuda. Dou-lhe, por exemplo, uma faca de barrar manteiga para as mãos para cortar algo simples e fácil (banana aos pedaços por exemplo), envolvo-a na preparação da salada, o que seja. Eles gostam de se sentir parte do processo.
  • Quando tenho comida de forno (o que faço muitas vezes, porque é o mais fácil), ponho no forno enquanto lhes dou o banho.
  • Como a Luísa faz BLW (leiam aqui mais), é relativamente fácil dar-lhes jantar, porque ambas comem sozinhas e eu aproveito logo para comer. Às vezes petisco só e espero pelo pai para jantarmos juntos, outras vezes - quando me sinto mais cansada - como mesmo a sério e fico logo despachada.
  • Deixo a arrumação da cozinha para depois.
  • Adormeço-as ao mesmo tempo, na cama da Isabel.
  • Levo a Luísa para a cama dela.
  • Às vezes fico a dormir logo e a arrumação da cozinha fica para a manhã do dia seguinte, onde já peço ajuda à Isabel para arrumar alguma louça e organizar os talheres, enquanto faço as torradas dela ou a papa está ao lume.
Mas, acima de tudo, estou confiante, encho-me de calma, respiro fundo e ando a saber muito, mas muito melhor, como lidar com as birras da Isabelinha. Aliás, até acho que tem feito menos, tem se dado melhor com a irmã (adora-a profundamente e o quando se vêem as duas de manhã é uma coisa de ir às lágrimas de emoção) e temos aproveitado muito melhor todos os momentos.

Agora sim, ter duas filhas é maravilhoso. Nunca deixou de o ser, mas agora sim, posso dizer que me sinto realizada.

Claro que outras dificuldades virão, claro que encontrarei outras batalhas, mas pelo menos esta parece estar ganha. E é tão bom ser mãe de duas. 
















Fotografias na festinha em casa dos avós do Alentejo 

Coroas de flores - Mademoiselle's Bow
Camisa Isabel - JasmimGirls
Vestdido e fofo (verão passado) - Mimichic

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domingo, 5 de março de 2017

3 coisas que me fazem perder peso.

Talvez esta vos pareça a lista mais parva de sempre, mas a verdade é que o meu cérebro de pessoa cansada e de mãe que está em casa (e por isso sempre a um passo da cozinha...) precisa de motivações extra para fazer refeições saudáveis e não embarcar na loucura da comida como forma de me confortar. Tenho tendência de comer compulsivamente e se não for uma pessoa organizada tudo se torna ainda pior. 


#01 - ter água com aroma num jarro bonito.

Tinha ali um dispensador das festas de anos a ganhar pó e lembrei-me: se eu dantes andava sempre com garrafas de água na mala, por que é que agora também não me "obrigo" a beber mais água? No verão esta tarefa é mais fácil, o meu corpo pede (então a amamentar, ui!), mas no inverno, não fossem os chás e raramente bebia água. Agora tenho ali na cozinha o meu dispensador cheio até lá acima com dois morangos, rodelas de limão, hortelã e frutos vermelhos. Amanhã, faço com pepino, limão e hortelã. Além de me dar um bom astral do caraças e de ficar lindo na bancada da cozinha, é como se tivesse um alarme constante a lembrar-me de beber água. 



#02 - comprar pratos novos.


Talvez seja um bocadinho fútil, mas eu como com os olhos e se estiver a empratar num sítio bonito fico mais feliz. É como se a imagem de uma taça bonita azul e branca cheia de fruta e sementes, o amarelinho do ovo escalfado com o verde dos espargos al dente num prato totalmente branco me preenchesse logo ali 1/4 do estômago e me fizesse produzir logo ali umas quantas endorfinas. Faz-me bem fotografar mentalmente cada refeição como se fosse parar ao Pinterest. Dois ou três pratos novos, baratuchos, dão-me logo para um mês cheio de vontade de cozinhar.



#03 - ter a cozinha arrumada.


Esta devia ter vindo logo em primeiro. Quem diz a cozinha, diz a despensa, diz o frigorífico. Ontem demos uma razia cá em casa, mandámos porcarias que tinham validade em 2012 (sim, não gozem!) fora, arrumámos o móvel da despensa, reorganizámos frasquinhos de sementes, destralhámos a bancada e deu-me logo vontade de fazer granola caseira e testar as barritas da Joana Gama (receita aqui). E ainda cortei morangos e bananas aos pedaços e congelei para quando me der vontade de fazer um gelado. Não há nada mais importante para a minha cabeça do que ter os ingredientes e os alimentos ali à mão de semear, para que possa ter ideias de refeições e não cair na tentação de fazer massa com atum. Aliás, fomos às compras já com várias ideias para os jantares e almoços, o que facilita tudo na hora h e evita o desperdício. 

Espero que tenham gostado. Boas refeições!

*perder peso não é o meu objectivo principal, mas sim ter um estilo de vida mais saudável
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quinta-feira, 2 de março de 2017

Oceanário e outros sítios onde ir com os putos.

Faltava-me fazer check no Oceanário de Lisboa com a Isabel.

Eu já lá tinha ido em miúda, na Expo 98.
Ela já lá tinha ido com um ano e picos, com o pai, num fim-de-semana em que trabalhei, mas já não se lembrava de nada.
Fomos agora todos (a Luísa dormiu a visita guiada toda) e valeu muito a pena. Agora, com quase três anos, já faz sentido ir ao Oceanário. Atenção que eu acho que, em sendo possível, é sempre bom ir sair e passear com eles, para onde quer que seja (até ao Museu da Dactilografia ahah), mas agora senti que ela aproveitou muito.

Antes da visita guiada, estivemos num brunch com a Joana Gama e a Irene (e outra caras famosas cof cof) para conhecer melhor o Programa Membership, um free pass anual, com descontos para acompanhantes e outras regalias, como descontos em museus e zoos parceiros, além de se contribuir activamente para a conservação dos oceanos. Espreitem.

Ficam as fotografias do evento e da visita <3


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Caso queiram outras sugestões de sítios onde ir com os putos:



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Fotos de: Rui Valido



















Fotos de: Joana Paixão Brás

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Como dizer adeus ao ranho e à tosse?



Eu praticamente já podia ter um mestrado em ranhoca e em tosse. Se há coisa que me deixa logo com arritmias, pela experiência “traumática” que tive com a pneumonia da Isabel, com apenas 9 meses, é começar a ver que o ranho se começa a acumular, a farfalheira, a tosse e a dificuldade em dormir. Bem sei que a tosse é fundamental para expulsar as secreções, que é uma resposta do corpo, mas para mim é logo sinónimo de palpitações. Tenho sempre receio de não estar a saber ler bem o que ela significa e de já ser tarde demais. Agora, quando percebo que a coisa é persistente – e caso não ache que é de ir ao hospital ou à médica, por não vir acompanhada de febre, prostração, etc – chamo logo quem sabe. 

E é isto que quero partilhar convosco: além das dicas que vos passarei, há uma coisa que pode fazer toda a diferença – fisioterapia respiratória. Descobri num grupo do FB, pela recomendação de duas mães, um serviço que vem a casa, para não termos de os tirar do quentinho nem ir correr outros riscos para clínicas e hospitais – a FisioLar. Só tenho a dizer bem! Além da rapidez de resposta (arranjaram-me solução no mesmo dia), a fisioterapeuta que cá veio era muito, muito experiente e tinha imenso jeito para bebés. O resultado foi imediato: nessa noite, a Luisinha voltou a dormir bem em vez de acordar de meia em meia hora (que alívio). Além da auscultação e de me ter ensinado a meter o soro como deve ser – deitada de lado, estabilizar a cabeça e colocar o soro na narina superior e deixar sair pela inferior - fez movimentos no abdómen e tórax que a ajudaram a libertar as secreções. A respiração deles fica outra, é incrível! (a euforia é tanta que quase choro de emoção eheh). A Luísa chorou um bocadinho (é normal, os bebés não gostam de estar presos e quietos e aqueles movimentos causam-lhes estranheza), mas posso garantir-vos que vale cada queixume. A seguir voltou a ser aquele bebé risonho, sem parecer uma panela ao lume a borbulhar com tanta farfalheira e ainda presenteou a fisioterapeuta com as suas gracinhas (tenho fotos para comprovar a animação). Além de tudo isso, um coração de mãe descansado e menos olheiras no dia seguinte, há coisa melhor? 

Outras dicas:
- cabeceira da cama inclinada
- beber muita água, a hidratação é essencial (no caso de serem apenas amamentados, muita maminha)
- limpeza com soro várias vezes ao dia
- aspiração pontualmente para ajudar a retirar as secreções
- xaropes não (e sempre e apenas prescritos pelo pediatra)
- cortar uma cebola e colocar na mesa de cabeceira (um cheirete, mas às vezes ajuda a descongestionar!)
- se já bebem leite de vaca e derivados, consumir o menos possível (é sabido que tornam o muco mais espesso e por isso mais difícil de eliminar)
- se já comem de tudo, frutas e legumes são fontes de antioxidantes e ajudam no combate às infecções – por exemplo, maçãs, cenouras, limão, salsa, frutos vermelhos, gengibre, alho, cebola, agrião...
- fasear as refeições, porque quando os bebés estão atrapalhados por vezes não mamam/comem tão bem, por isso temos de os alimentar mais frequentemente para compensar

Já tinha provas dadas do sucesso da fisioterapia respiratória (ou cinesioterapia respiratória) com a Isabel – foi-lhe prescrita pela médica aquando do internamento no HSFX-, e agora voltei a tirar o coelho da cartola com a Luísa, mas melhor ainda, no conforto de casa! Xô ites, otites, bronquiolites, quero-vos a milhas!









P.S. Ah! Além de especialistas em fisioterapia respiratória pediátrica, vi no site que a FisioLar  funciona todos os dias em todo o país e ainda tem consultas de fisiatria, fisioterapia, terapia da fala, terapia ocupacional, psicologia e enfermagem, tudo ao domicílio. 



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domingo, 29 de janeiro de 2017

Melhor encomenda de sempre!

Cá continuamos a dar no BLW (expliquei aqui como a Luísa se alimenta), cada vez com mais vontade e mais entusiasmo em ver uma bebé tão pequenina gostar tanto de saborear os alimentos e a ganhar cada vez mais destreza naqueles dedos sapudos. Kiwi foi a última coisa que experimentou e deliciou-se. 

Agora, se houve coisa que mudou completamente a hora da refeição foi esta: o kit tudo-em-um babete e tabuleiro Tidy Tot, da Rebento. Se puderem investir, garanto-vos que é do melhorzinho que há. O babete tem velcro que une ao tabuleiro e dali não passa. Depois da refeição é só passar um pano molhado e já está! Além de que há menos desperdício e a comida pode voltar a ir parar às mãos gordas daqueles pedaços de gente.

Não fiquem preocupadas com o tamanho do tabuleiro, aquilo é desdobrável e arruma-se numa bolsa num cantinho. E adapta-se às duas cadeiras, tem ventosas para maior estabilidade.

Frango, batata doce e abóbora

Tenho algum medo desta forma de sorrir meia creepy, lembra-me o Chucky e parece que está só à espera de saber manusear a faca

Cá está. O Chucky volta a atacar (mesmo sem dentes não tem piedade alguma dos alimentos)











Babete e tabuleiro Tidy Tod - Rebento ou rebento.pt 
Prato Ezpz


Mais sobre o método Baby Led Weaning na reportagem da SIC Notícias aqui.

Se quiserem vir fazer também o workshop de BLW no Centro Pré e Pós Parto
dia 31 às 14h, têm aqui mais informações {e outra data agendada já!}.

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Ainda anda virada de costas no carro, 'tadinha?

- Anda, sim senhora. Andará até ter quatro anos, pelo menos.
- Então mas cabe? Não fica com as perninhas todas tortas, desconfortável?
- Não, nunca se queixou, parece-me que tem espaço suficiente.
- E não fica mal disposta?
- Não.
- Mas assim não vê a estrada, deve ser chato, tadinha.
- Ela lá se distrai com livros, brinquedos, peluches, canta, conversa connosco, vê-se ao espelho, não faz nada, olha para a rua, adormece.

Foi um adeus à cadeira da Bébé Confort Axissfix, que já tínhamos há quase dois anos, e um olá à 2 Way Pearl, que dá para ir de costas para a estrada até aos 105cm, 4 anos aproximadamente. Agora a Assixfix passará para a Luísa, basta lavar a forra e está como nova.


Porquê esta?

- cumpre a mais recente legislação i-Size, dá para ir em rear facing até aos 4 anos

- tem um bom desempenho de segurança

- tem um arnês easy-in, ou seja, é facílimo colocar o arnês (gosto mais até do que da Axissfix)

- tem várias opções de reclinação

- usamos com isofix, o 2wayfix, que tem sensor de som e com luzinha verde/vermelha para termos a certeza de que está bem encaixada


Do que tive pena:

- de não ter o 360º da Axissfix, que dá um jeitão para os colocar nas cadeiras; mas ela agora já colabora imenso e já sobe sozinha, por isso, compensa.

- de não ter o azul turquesa da Axissfix, mas como estamos a falar de uma questão de segurança e comodidade, se calhar tenho de calar este meu lado mais fútil de Esquadrão da Moda. :)



NOTA:
Podem ver neste vídeo a diferença da reacção do corpo da criança em caso de acidente, estando contra ou a favor da marcha. Estamos a falar da proporção do peso da cabeça totalmente diferente da de um adulto, estamos a falar de uma redução em 75% dos ferimentos e lesões em caso de embate, estamos a falar de uma escolha que pode fazer TODA A DIFERENÇA na vida e na saúde dos nossos miúdos. Há estudos da ACP - e recomendações da APSI - com números, explicações e resposta a algumas questões e mitos (nomeadamente a questão das pernas, que vão encolhidas).









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