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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Não obrigo os meus filhos a dizer "olá" nem a emprestar? Vamos lá falar sobre isto.

Estes tempos de correria, de mais horas de trabalho e menos disponibilidade para os filhos, de redes sociais, likes e pressa e, também, de sentimentos de culpa à mistura, têm servido, pelo menos, para uma coisa boa: pensarmos mais na forma como andamos a educar os nossos filhos e desejarmos melhorar. Traz-nos uma educação mais consciente e, pelo que vejo à minha volta, que quer estar mais atenta às necessidades das crianças, respeitando-as na sua individualidade. Sou fã de tudo isso, procuro seguir-me pela disciplina positiva - e não por isso menos assertiva - que tenta encontrar soluções além do castigo, da berraria, das ameaças e do estalo (sinto que podemos ser todos mais inteligentes do que isso).

No entanto, leio um pouco por todo o lado, uma "nova" corrente que, em virtude desse tal respeito pela individualidade de cada criança, se apropria do "não quer dar beijinho, não dá", "não quer dizer bom dia, não diz", "não quer emprestar, não empresta", "não quer dizer obrigada, não diz", "não quer dizer olá, não diz". Coitadinho. Não quer, não lhe apetece, não faz. Está no seu direito. Estará?

Concordo, em parte, que estará. Acho que não temos de armar ali um escarcéu, acho que não temos de comprar uma guerra ali, muito menos dizer-lhes que são isto ou aquilo, acho que a vida pode seguir, como dantes, com leveza, mas... acho que temos de incentivá-los a tudo isso: a cumprimentar, a emprestar, a agradecer. E não é à frente deles que vamos dizer "não quer dar beijinho, não dá" (estamos a falar de pessoas próximas, também não incentivo que beije desconhecidos assim do nada) ou "não queres dizer olá, não digas", porque acho que isso é estar a dar-lhes força para um comportamento que eu não considero desejável. Ser educado, empático e agradecido é algo bom para a vida em sociedade e começa agora. Acho bonito e acho que nos pode trazer coisas boas.

Se obrigo a dar beijinhos, ralhando ou forçando? Não, não obrigo.
No entanto digo: "não te esqueças de dar um beijinho à Susana!"(educadora) ou "Então e não te despedes da Susana?". "Essa menina quer dar-te um abraço e um beijinho, por que não lhe dás também?".
Se lhe arranco o balde das mãos, aos gritos, para o dar ao João? Não, não arranco.
No entanto digo: "era bom se emprestasses um bocadinho o teu Mínimo a essa menina. Um dia, ela também te empresta o boneco dela". Ou reforço: "ai que querido esse menino que te emprestou a bicicleta. Uau! Vês, que bom que é quando nos emprestam as coisinhas? Tu também emprestas às vezes!". [Quando o miúdo começou a choramingar que afinal queria a bicicleta não precisei de lhe dizer nada: levantou-se e foi entregá-la].
Se lhe dou um calduço por não agradecer alguma coisa? Credo, claro que não.
No entanto, quando se esquece de agradecer, lembro-a das palavrinhas mágicas que faltam.

E, mais importante ainda, claro, DOU (/tento dar sempre) O EXEMPLO. Agradeço, cumprimento, empresto (sim, empresto! Que história é essa de que os adultos não emprestam coisas uns aos outros? Não dividem? Não repartem? Acho que nos anda a faltar uma boa dose de generosidade e de simpatia).

Não temos de ser todos Joanas Paixão Brás, que, com 10 anos, achou que ser generosa era dar a boneca preferida a uma menina que lá foi pedir bonecos ao prédio, descalça. Essa Joana - cheia de vontade de agradar os outros (ainda hoje é assim, com tudo o que isso tem de bom e de mau) - ficou a chorar toda a semana cheia de saudades da boneca preferida, de cabelo ondulado. Aprendi que também não temos de ser tonhós e que há um enorme espectro de possibilidades entre agasalhar os outros e ficarmos nuas. Há meios termos entre aquilo que podemos dar aos outros, sem nos tirar a nós.

Acredito que emprestar o brinquedo preferido no parque não seja fácil (também eu estremeci quando emprestei o telemóvel a uma desconhecida no meio de Lisboa para que fizesse uma chamada), mas às vezes compensa correr o "risco". E pode ser que um dia sejamos nós a querer experimentar o brinquedo. Ou a precisar de um telemóvel (já me aconteceu, três vezes!). São "coisas", caraças. Sim, que custam a ganhar, que devemos estimar, mas são coisas. Se as tratarmos como coisas e se os nossos filhos nos virem a reagir dessa forma perante elas, tratando-as claro, com cuidado e exigindo isso dos outros (ninguém diz o contrário), talvez eles aprendam lições que ultrapassam o lado material e se tornem mais generosos. Mais... humanos.

Por isso, não entendo muito bem esse orgulho todo em gritar aos sete ventos que não se obriga os filhos a agradecer, a cumprimentar, a emprestar. Eu também não a encosto a uma parede, mas sugiro, sugestiono, ensino como acho que se deve fazer. Quando não gosto de alguma atitude, falo com ela sobre isso. Pode sair-me tudo ao lado, mas isto faz-me sentido assim. Por agora, pelo menos, tem dado frutos.

as primas a partilharem os brinquedos da praia



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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Ser mãe de meninas é...

- é ter a delicadeza e a meiguice de mãos dadas à rabugice e ao espírito indomável

- é pôr no cabelo um gancho (ou dois ou quantos quiserem), nas unhas verniz e (tentar) meter no coração bondade e na cabeça espírito crítico

- é conviver com purpurinas e castelos e microfones mas não deixar que apenas isso seja opção

- é prepará-las para saberem viver bem com os seus corpos e (tentar) que não tenham problemas de auto-estima

- é dar-lhes armas para serem independentes, fortes, destemidas e acreditarem que podem ser até astronautas se quiserem

- é querer protegê-las de tudo mas desejar que se saibam proteger e lutar pelos seus direitos

- é dizer-lhes o quão esforçadas e inteligentes são em vez de lhes dizer que são princesas, bonitas e bem comportadas

- é ensiná-las a desejar o melhor às outras mulheres, a apoiá-las, a estar lá para elas, em vez de serem as primeiras a criticá-las e a deitá-las abaixo

- é desejar que o mundo seja delas e que serão livres para ser mães, se quiserem, casar, se quiserem, trabalhar no que quiserem, namorar com quem quiserem, sem pressões da sociedade (e muito menos minhas) desde que o façam com muito amor

- é maquilhar-me à frente delas, emprestar-lhes a maquilhagem, deixá-las andar nos meus saltos altos, mas mostrar-lhes que me sinto bem de cara lavada e com jeans rotos e chinelos e que, se nos sentirmos confiantes na nossa pele, o resto não é importante

- é mostrar-lhes que é possível sermos sensíveis e sermos corajosas, que podemos chorar mas que dentro de nós haverá força para limpar as lágrimas e ir à luta


SER MÃE era o meu SONHO. 
Aconteceu ser mãe de meninas. 
Adoro (adoraria ser de meninos também, tenho a certeza). 
Adoro ser Mãe, ponto. 

E, pensando bem, se fosse mãe de menino talvez lhe desejasse exactamente o mesmo, talvez agisse de forma semelhante. Talvez não lhe comprasse tutus cor-de-rosa por minha espontânea vontade, mas caso ele o desejasse compraria, sem hesitar. De resto, educá-lo-ia com os mesmos valores, com o mesmo cuidado, com o mesmo rigor. Educá-lo-ia a defender as mulheres, a amá-las e a respeitá-las.



















Sapatos Hierbabuena
 Tutus e camisolas personalizadas Kutchies
Fotografia
Tila do Amaral
Horto do Campo Grande

 
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Quero criar um filho feminista.

Não sou feminista. Nem de extremos. Muito menos radical. Cada vez mais me apercebo dos tons de cinzento que existem na vida, para além do preto e do branco. Mas vou ser radical, extremista e feminista a educar o meu filho. Quero e devo criar um homem feminista. Porque o carácter, as opiniões, as atitudes e o bom senso das pessoas adultas começam na educação. Porque não basta serem as mulheres a lutar pelos seus direitos, têm de ser primeiro os homens a perceber o que está errado e a quererem fazer alguma coisa por isso. 

Vou ensinar o meu filho a fazer a cama, a lavar a loiça, a cozinhar, a querer ser proactivo nas tarefas de casa, a perceber que estas têm de ser feitas por todos, não apenas quando lho pedem. Já o eram antes de chegar, continuarão com mais um elemento. Vou exigir-lhe o mesmo grau de perfeição que exigiria se fosse mulher, porque começa em nós essa distinção, essa diferenciação de géneros. As meninas têm de fazer tudo bem feito, os rapazes são trapalhões e, por isso, dá-se o desconto. Não. Nascemos todos com a mesma capacidade de organização, de aptidão, com todos os campos em aberto à espera de serem cultivados. Caso contrário os homens não seriam cirurgiões, arquitectos, escritores, designers. A sensibilidade, noção de espaço e coordenação motora têm todo o seu potencial em criança. Vou sensibilizá-lo para as relações entre homens e mulheres, para a bondade, para a educação para com os outros. Porque abrir a porta a uma mulher não é um acto feminista, nem discriminatório, é uma questão de tradição e educação. É uma questão, acima de tudo, de amor. E tal como o amor deve ser dado e recebido de igual forma em qualquer relação familiar, amorosa, de amizade, deve ser de igual modo partilhado por homens e mulheres. Tal como a nossa casa é habitada por homens e mulheres, deve ser tratada e conservada de igual modo pelos dois. Tal como os filhos são originalmente criados por pais e mães, devem ser cuidados pelos dois, em igual responsabilidade.

É nossa responsabilidade, de mães e pais, mudar o mundo para melhor. E temos esse poder nas nossas mãos. Não precisamos da pressão de inventar a cura para o cancro ou da resolução dos problemas ambientais, podemos, sim, mudá-lo para muito melhor com tão pouco. E o tão pouco é ensinarmos aos nossos filhos que nascem iguais, têm oportunidades iguais e responsabilidades iguais. Porque eles serão os próximos directores empresariais, os chefes de serviço, os políticos, alguns deles os primeiros ministros e os presidentes da república. Outros percorrerão o mundo em causas humanitárias, ou serão apenas pais de outras crianças com toda a responsabilidade que isso implica. 

Vou ensinar ao meu filho a importância do amor e do respeito pelos outros. Mas acima de tudo vou ensinar-lhe que um homem não é nem mais nem menos. E que deve ser tão ou mais feminista que uma mulher.




 


Joana Diogo


A Joana escreve no O que vem à rede é peixe
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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Estão a ver este rapazinho que era "mau aluno"? Ganhou uma estrela Michelin!

Havia um rapazinho na nossa turma que, apesar de pequenino, se sentava nas carteiras lá de trás. Era falador, desestabilizador, gozão, a custo fazia os trabalhos de casa, tinha negativas. Na primária, levava não raras vezes estalos e carolos da professora (sim, isto acontecia nos anos 90). Era, diziam, "indisciplinado" e "mau aluno".

Acontece que esse menino, de sorriso fácil, recebeu agora uma Estrela Michelin, no restaurante Adega, em San José, nos Estados Unidos. O meu orgulho nele é enorme e fico também contente pela chapada de luva branca que isto significa. O nosso sistema de ensino não está feito de acordo com as necessidades, interesses, ritmos das crianças. Prepara-nos, aos que conseguem apanhar o comboio a alta velocidade, para os exames, mas não necessariamente para a vida. E ele, que não conseguia estar sentado na carteira, tinha bicho carpinteiro, porque era simplesmente uma criança! Hoje esse desassossego traduz-se num profissional de mão cheia, criatividade, talento, humildade, vontade de aprender, resiliência... imaginem então se tivesse tido um ensino que o estimulasse desde o início! O caminho teria sido tão menos doloroso... Felizmente a força interior (e o incentivo da família, principalmente do irmão mais velho, a quem seguiu os passos) foi superior a tudo isso e ele conseguiu, não um canudo, mas um dos maiores feitos na área que desbravou.



Parabéns, David! Pelo reconhecimento que só os grandes alcançam, mas principalmente pela audácia e por teres ido à luta [parabéns à Jéssica também, claro].

Notícia do DN, aqui.


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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Paizinho, Vírgula!

Já conhecem? Já conhecem? Já conhecem? Como NÃO? :)

Sou fã do Paizinho, Vírgula! e dos vídeos deste pai. Tudo faz sentido para mim. É assim que penso. É este o meu objectivo e modelo de parentalidade. É aquilo que o meu coração de mãe sente e aquilo a que me proponho ser e fazer.


Percam (ganhem!) uns minutinhos a ver alguns vídeos (ainda por cima com sentido de humor). Pode ser que vos ajude a compreender estes seres fantásticos e desafiadores que temos em casa.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

As duas melhores horas.


Aqui a Irene quando ainda não se sabia sentar, tão querida. Apanhei agora esta fotografia no disco externo e quis mesmo partilhar convosco. Parecia ainda não ter ossinhos, o meu franguinho. 

Queria contar-vos uma coisa: para quem já nos acompanha há algum tempo queria só sublinhar a minha aparente bipolaridade. Conheceram-me pessimista, nervosa, irritadiça e etc. e agora, reparo, que ando tão feliz e tão contemplativa que isto já deve enjoar algumas alminhas. Eu sei como é "estarmos noutra onda" e, na mesma, termos de levar com "a cena dos outros". Ainda esta semana aconteceu lá na rádio - tenho colegas mais novas que eu - quando lá foi um artista que deixou uma delas (a minha preferida) toda excitadinha, sem conseguir quase falar e eu estava completamente indiferente. Se não gostasse dela como gosto, ter-me-ia enervado (em tempos) ao ponto de ficar a pensar nisso o dia todo enquanto a ouvia a dar berros histéricos e a dar saltinhos como se tivesse um bocadinho a mais de candidíase. Não sermos felizes dá-nos cabo da cabeça - claro que não é assim tão simples. 

A Irene durante esta semana ficou metade do dia com os avós paternos porque o Frederico teve um trabalho em que teve de se ausentar todas as tardes. Isso fez com que parecesse que o tempo que tinha com a Irene parecesse menor, vá-se lá saber porquê. Hoje, quando cheguei a casa (eles tinham ido ao jardim), aproveitei e, em 10 minutos, fiz o essencial: vestir o pijama, arrumar a loiça suja que tinha trazido do almoço (sou daquelas que leva a comida de casa que não sou rica) e preparar a roupa para o dia seguinte. Pensei: agora não trato de mais nada da casa enquanto a Irene estiver acordada (tive de fazer sopa, pronto). 

Senti que nunca me tinha sentado sem nada para fazer a seguir com ela. Ensinei-lhe imensas coisas. Arranjei festas de aniversário para todos os bebés (nenucos e imitações) que temos cá em casa, cozinhámos imenso na cozinha dela e ela deu maminha a todos antes de irem fazer ó-ó. Também nos divertimos a fazer pipocas e a ouvir músicas. Perdoem-me a expressão mas "caguei" no telemóvel, desliguei a televisão, escondi o ipad e foi excelente. Parece que hoje tive muito mais tempo para ela e que vi o quanto ela cresceu e o quão capaz está de se fazer entender, tudo. 

Sugiro que façam isto também. Borrifem para o telefone um dia destes e para a lida da casa (um dia só) para verem a diferença e depois façam uma escolha informada. Pode mudar a vossa vida. 

Eu adorei e vai ser a repetir. A sério que sim. Sinto que estive presente. 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

É mesmo isto, caraças!

Chamam-lhe o método da caneta verde. Já explico tudinho.



Lembram-se de levar no caderno, que se calhar até decoravam com florzinhas e faziam sublinhados a cor-de-rosa e verde e todas as cores possíveis, horríveis erros marcados a caneta vermelha?

Eu, perfeccionista desde sempre, odiava. Odiava errar. Odiava não ter tudo lindo e limpo e perfeito. Odiava não ter Satisfaz Plenamente ou Muito Bom. Ou 20, no secundário. Um 18 era como se fosse um 14. Sim, eu era esta pessoa. E talvez tenha muito a ver, além do meu feitio, com o método que utilizaram comigo e que terá também moldado a minha personalidade. Um método que sublinha o que está errado. Que destaca, a vermelho, o que fiz de mal. Até podia ter feito vinte vezes bem, mas se fazia uma mal, o lado bom esfumava-se. Ficava com os erros a pontapearem-me os neurónios. Ainda hoje sou assim. Posso ter um dia do caraças, tudo a correr bem, e basta uma coisa sem grande interesse correr mal, que lhe dou toda a importância do mundo. O que fiz bem, o que correu bem, é como se não tivesse acontecido.

E agora está aqui uma coisa que faz sentido! Os meus olhos brilharam ao olhar para este método.

A mãe desta criança explica: "Consegue ver a diferença? Eu não marcava com caneta vermelha os erros, mas destacava com verde as letras e bolinhas que tinham ficado bonitas. Ela gostava muito disso. Depois de acabar uma linha ela sempre me perguntava: mãe, qual é a mais bonita? E ficava ainda mais feliz quando eu circundava a letra mais bonita com as palavras "muito bem"."

Conseguem ver a diferença para o futuro desta criança? É toda uma estrutura de pensamento que se altera. Esforçarmo-nos para fazer bem, em vez de nos focarmos no que está errado. 

A análise mais alargada deste método neste site

O que vos parece isto?

domingo, 3 de janeiro de 2016

A Irene vai para a escola...

A Irene está em casa connosco, mas no próximo ano lectivo vai ter que se fazer à vidinha. Opto por a por na pré-escola já em Setembro para se ir adaptando logo no início do ano lectivo. Vai entrar com dois anos e meio (e o Frederico e eu já estamos com mixed feelings) e claro que já ando aí a rondar escolas para ela, mas estou um pouco perdida. 



Coisas que gostava que tivesse: 

Um ambiente familiar, uma creche que dê "colinho" e que não seja robotizada.

Um sítio em que a pedagogia apregoada seja posta em prática.

Onde tenham uma visão holística da criança.

Onde vejam uma criança com toda a suas particularidades e não como uma massa (não dessas... ;))

Onde não impinjam as letras e os números precocemente e tenham atenção ao desenvolvimento das capacidades artísticas, sociais e respeitem a liberdade individual.

Onde a comida seja só saudável.

Espaços exteriores amplos e seguros.

Animais (era giro que fosse numa quinta ou assim - parem de se rir, gosto de sonhar)

Que tivesse o máximo de continuidade possível para ela não ter que mudar muitas vezes de escola. 

Onde haja uma abertura total aos pais para entrarem a qualquer hora para serem chatos com todas as perguntas.

Onde haja iniciativas entre pais e professores e reuniões.

Onde haja uma boa proporção educador/criança.

Que fosse barata (ahaha).

Que tenha a opção de levar comida de casa.

Que tenha imensas actividades extra-curriculares. 


Não mencionei, mas claro que procuro uma escola onde não haja castigos corporais (!!), humilhações públicas, clima de repressão e medo, etc. Sim, pareço maluca, mas sei de casos ;) . 

Têm sugestões? Na linha de Cascais (vou morar para Porto-Salvo, mais ou menos). 

E a que devo mais estar atenta?