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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Pronto. Ficou apaixonada!

Depois do nosso fim-de-semana passado no Vila Galé Évora (ainda tenho que vos descrever toda a nossa experiência, a Joana Paixão Brás - raio da beta, tanto nome -  até tem um vídeo e tudo para vos mostrar e tudo, mas primeiro tem que lhe passar a febre de Paris ou lá o que é). 

Pronto. A Irene ficou apaixonada pela Isabel. Não parou de falar da Isabel a caminho de lá, enquanto lá estavavamos e agora até a bonequinha que vinha na Bububox deste mês se chama Isabel. 

Felizmente já começa a dar nomes decentes aos bonecos. Até aqui era sempre "menina". 

Está aqui feita a homenagem. A Isabel teve esta empatia com bonecos bem mais cedo (deve sair à mãe com aquela fome toda de maternizar e de ter filhos até se espatifar toda) e também já teve um boneco em homenagem à Irene, era de outra etnia, o que não deixa de ser lindo que eles não façam distinção nenhuma entre cores de pele. 

Pronto. Aqui está a Isabel da Irene. 

A perguntar-se se a miúda não poderia por um pouco de máscara porque o cabelo poderia estar mais suave.


A dar maminha, sabendo que é jovem e que, portanto, seus tetos estarão bem mais acima do que os da mãe.


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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Até que idade podem dizer piu-piu?

Já que temos a Diana Lopes (terapeuta da fala) à distância de um e-mail, decidimos fazer-lhe algumas perguntas. Vejam lá alguma vos dá jeito! Obrigada, Diana :)





O que se deve fazer com os miúdos que comunicam por gestos para estimular a linguagem? 

Muitas crianças usam gestos para conseguirem o que querem. A  linguagem gestual pode ser uma ponte, mas deve ser superada. Se os pais/cuidadores entregam sempre à criança o objecto simplesmente apontado, a criança habitua-se e não aprende a usar a fala quando quer alguma coisa, sabe que basta apontar para adquirir o objecto pretendido. Isso, por vezes, leva à substituição da linguagem oral pela gestual. Embora a criança ainda não fale (ou mesmo quando fala) os pais/cuidadores devem explicar o que é aquilo e promover a oralidade incentivando-a a falar. Por isso, no momento em que a criança aponta para a água, é indicado que os pais perguntem "queres o quê?" esperando que a criança faça o pedido, incentivando-a a falar. Caso não o faço devemos dar o feedback: "Queres água? Então diz, eu quero água por favor". 




Até que idade podem dizer piu-piu?

Pouco depois dos 12 meses, surgem as primeiras palavras apesar de cada criança ter o seu ritmo de desenvolvimento! Geralmente são monossílabos ou repetições de silabas, por exemplo, “ó-ó” para cama/dormir ou “mã” para mãe, correspondendo sempre a pessoas ou objectos significativos para o bebé. No entanto, uma vez dita a primeira palavra, o vocabulário da criança multiplica-se rapidamente, à medida que começa a experimentar novas palavras e a juntar novos sons.

Aos 18 meses, o vocabulário do bebé pode incluir entre quarenta a cinquenta palavras, ou até mais, conseguindo compreender cerca de duzentas palavras. Por esta altura, já é capaz de compreender frases e ordens simples, iniciando a produção de holófrases (por exemplo, diz “áua” para transmitir a ideia de “quero água”) e é capaz de nomear objectos familiares. Por volta dos 2 anos, usará cerca de duzentas a trezentas palavras, em que 50% dos sons são claros e inteligíveis, e compreenderá cerca de mil palavras. Este desenvolvimento da linguagem da nascença até ao momento, permite ao bebé compreender ordens mais complexas, dizer o seu nome e construir frases com duas a três palavras. Desta forma, aos 18 meses já não é suposto usarmos um discurso infantil com a criança, será uma boa altura para começarmos a dizer que "o pássaro faz piu piu" em vez de "olha ali um piu piu".

As "coisas" devem ser sempre tratadas pelo nome, desde muito cedo. 




A Irene trata-se pela terceira pessoa e eu a ela, é grave? Devo fazer por alterar asap?

A Irene já tem 2 anos e 7 meses, sei que está dentro do que é esperado para a idade.

A Irene trata-se na terceira pessoa em todas as situações?  Na creche, como se refere a si própria, a Irene ou eu? Se se referir a ela na terceira pessoa em todas as situações, devemos começar a usar o "eu". Uma das consequências de se tratar sempre na terceira pessoa é o não reconhecimento  do significado do "eu".

Com os 3 anos, surgem capacidades gramaticais, como por exemplo, o uso de plurais e preposições, assim como a aplicação de questões no seu discurso (“a chamada idade dos porquês”). O vocabulário da criança é variado, permitindo-lhe compreender frases simples. Porém, na sua expressão as frases ainda são telegráficas respeitando a estrutura básica (Sujeito-Verbo-Objecto), por exemplo (“Irene quer leite”). É também nesta faixa etária, que surge a manipulação dos sons da língua através de jogos com rimas e de segmentação silábica, que será a base para a aquisição da capacidade de leitura, posteriormente. 

É uma boa altura para deixarem de se tratar na terceira pessoa dando o Feedback correcto à Irene.




O sono e o desenvolvimento da linguagem?

Não existem estudos concretos que confirmem que o sono seja benéfico ou prejudicial para o desenvolvimento da linguagem. Contudo, pela experiência e pelo que observamos sabemos que o sono tem um papel fundamental em todas as fases de desenvolvimento da criança. Uma noite de sono mal dormida pode ter como consequência uma diminuição na atenção e na concentração também porque a criança fica mais birrenta. Assim, se não estamos concentrados/ birrentos a aquisição de novas informações (palavras novas, por exemplo) é prejudicada.




Contacto ocasional com os avós que insistem em falar abebezado é de corrigir os avós ou não tem influência? 

Acabei por já falar um bocadinho desta questão do falar "abeberando" na questão "até que idade devemos dizer piu-piu".

Este acaba por ser um assunto sensível para os avós.

Quando dou algumas orientações aos pais, mais cedo ou mais tarde, acabo sempre por ouvir "mas Diana, eu faço isso mas quando ele está com os avós, é para esquecer. Os avós deixam-no fazer tudo o que ele quer, como quer (......)".

Os avós têm um papel muito importante na vida das crianças e no seu desenvolvimento. A relação de afecto, carinho e cumplicidade com os avós marcam a vida de uma criança para sempre. Os avós contam histórias, mimam, dedicam muito tempo aos netos e a grandes maioria das vezes acabam por ter mais paciência para os netos do que tinham com os filhos. 

As crianças aprendem a falar pelos estímulos que recebem das pessoas que os cercam, ou seja, a criança só aprende a falar ouvindo alguém que fale com ela. Por este motivo, é muito importante darmos padrões correctos de fala às crianças, mesmo que sejam bebés. ~

Acaba quase por ser uma regra, quando as crianças começam a falar acabam sempre por pronunciar uma ou outra palavra de forma incorrecta mas a família cheia de felicidade de ouvir o rebento a falar tem a tendência de imitar a forma como a criança fala porque acha bonito, engraçado. Contudo, mesmo no meio das palavras "engraçadinhas" que são pronunciadas pela criança de forma incorrecta, o adulto deve sempre dar o feedback correctivo.

Da mesma forma que ninguém dá um alimento estragado a um bebé, não devemos também dar um exemplo de fala errado, visto que a criança imita o adulto. 

Por isso, avós, dar muitos mimos, muito carinho, brincar muito mas usar sempre um discurso pouco infantil com a criança. 



A linguagem e as emoções. A ajuda nas birras. 

A criança tem uma expressão verbal limitada, e é através do comportamento que frequentemente expressa o seu mal-estar. As manifestações do comportamento podem tomar várias formas e, em diferentes crianças comportamentos idênticos, podem ter diferentes significados. Vejamos, como exemplo, as vulgares "birras", comuns em crianças pré-escolares, e que vão normalmente tornando-se menos frequentes com o crescimento, quando a criança passa a ser mais competente a usar a palavra para exprimir o seu pensamento e emoções. Quando falamos em "birra", referirmo-nos habitualmente a um estado de agitação em que a criança chora e berra, normalmente a seguir a uma frustração. O facto de não se conseguir expressar, fazer os outros entender o que quer, leva a um estado de frustração. 


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sábado, 5 de novembro de 2016

Agora eu!

Momento egocêntrico da semana, permitam-me. [Claro que permitem, a casa é minha, ora essa! ;) ]

Os olhinhos pequeninos não são do sono, eram a minha tentativa de parecer interessante, sexy, EU SEI LÁ (não gozem) ;)

Pensei em falar-vos sobre mim hoje. Já sabem muito de mim enquanto mãe, que gosto de amamentar, que tento praticar disciplina positiva com a Isabel, que não gosto que coma doces e coisas processadas, que gosto de fugir um bocadinho à rotina com elas, que deixei o meu trabalho em televisão para me dedicar mais às minhas filhas e que sou uma chatinha, chorona, romântica, lamechas... e mais?

Cá vão mais coisas mais ou menos aleatórias:
- adoro comer, no geral, e sushi em particular
- sou gaga desde os 3 anos (e não é pouco)
- fiz uma dieta com 18 anos em que praticamente só comia maçãs e que por isso até hoje enjoo a comer maçãs
- adorava ler mas agora sou muito preguiçosa e ando mais numa de séries (adoro cinema, mas agora não dá para alimentar esse vício)
- trabalhei em Londres num restaurante chinês durante 5 meses
- adoro cantar, andei nos Onda Choc e fui ao Ídolos com 17 anos (sim, a parva da Joana Gama já tinha falado sobre isso aqui e eu acrescentei mais estes elementos para poderem gozar comigo à vontade)
- tirei o curso de Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa e fui jornalista
- interessei-me mais pelo entretenimento e fui repórter de programas de futebol, fiz parte dos conteúdos do 5 para a Meia Noite, Gosto Disto!, Alta Definição, E-Especial e Fama Show
- adoro viajar e um dos países de eleição é o Brasil mas deliro com cidades europeias 
- fiz e faço locuções (se calhar já ouviram a dos piolhos que tem dado na rádio, do Paranix)
- tenho um irmão dois anos e meio mais novo chamado Frederico, que me fez a vida negra (lol) mas do qual tenho um enorme orgulho, e que tem um restaurante em Lisboa chamado Tapa Bucho, onde podem petiscar coisas boas mas boas
- andei toda "não quero saber" quando o tema era peso e barriga flácida mas agora já me ando a chatear um bocado comigo por andar tão preguiçosa
- quando era miúda fiz todos os desportos e mais alguns, apesar do pouco talento para cada um deles, fiz danças de salão e era apaixonada pelo Zé Diogo na primária
- irrita-me que venham mastigar banana para o meu lado (e comida, no geral)
- o meu mais recente girl crush da internet é a Bumba na Fofinha 
- sou amiga do meu amigo, sou eu própria e digo as coisas pela frente 
- a frase antes desta foi a gozar, só para que conste.

Pronto, é para que fiquem a conhecer melhor esta que vos escreve. 


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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O interior é que conta?

Já que vos mostro um pouco de mim todos os dias, achei bem mostrar-vos ainda mais. Calma que não foi fazer um live de um papa nicolau, mas olhei para a minha mala e que melhor maneira de vos mostrar mais um pouco? Não temos de falar só de bebés, certo?

Eis o interior... da minha mala: 

 Foi comprada em saldos, não é para parecer blogger rica, não. Até porque senão cortava ali aqueles fiozinhos.

Um livrinho de há uns anos quando queria ser intelectual e que levei para o trabalho para emprestar a uma colega.

Um saquinho que adoro e que supostamente era para Irene e que uso para levar os meus snacks para o trabalho (tanga, foi só hoje, trouxe uns frutos secos, iogurte, sumo de laranja e pêra).

Uma carteira que comprei num dia destes e que só agora reparei que tenho ali uma mancha irritante. Ali no canto inferior esquerdo a tenda dos Minions da Irene que ela já não usa e que ainda não levei para a arrecadação porque estou em negação.

Caixa dos óculos e a porcaria da tenda. Vou levá-la hoje, está dito.

Desde que fui lavar os dentes ao Instituto de Implantologia não consigo não andar com o Superfloss na mala. Lavar os dentes decentemente só assim, mesmo. Nunca simpatizei com fio dental, mas isto sim! Muita bem!  Ahhhhh e o raio da tenda a perseguir-me! Ca nerves!

Fiquei fã dos batons mate no geral e este parece-me óptimo, ao contrário de outros que parece  que botei guache na boca e que me sequei no forno.

Uma grande descoberta feita ao pagar na Tiger. 1 euro e vem com imensas toalhitas destas para limpar os óculos, em vez de estarmos a espalhar as gorduras todas com os dedos e com os paninhos de veludo ou lá o que é. 
São reciclados e são tão giros! E andei a ver e até são mais baratos que os outros 

Os phones do meu telemovel que odeio falar ao telefone, a não ser que esteja de phones. Sou muito fina..

Relógio que a minha mãe me ofereceu num aniversário ou num Natal e que nunca teve pilha a funcionar. 


Curioso que não tinha nada da Irene na mala. Desde que começou a escola que a mochilinha dela nos acompanha em vez de me carregar com isso - não sei porquê.

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sábado, 15 de outubro de 2016

Tinha saudades...

Como a Irene usa bata no colégio e eu sinto que ela deve estar confortável ao máximo (porque dorme com a mesma roupa vestida e tudo), não tenho caprichado muito na indumentária. Ah! E também porque não tenho assim tanta roupa que permita fazer vários conjuntos diferentes e que ela vá sempre imaculada. Não tem que ir. 

Hoje houve aqui uma junção de factores. O conjunto não era para ser este, a Irene é que se lembrou de uma "saia das princesas" que lhe comprei o ano passado. E, além disso, eu estava com piquinhos no pipi para usar o casaco que comprei há uns tempos para ela. 

Adorei ver a minha menininha assim e lembrei-me que, realmente, se for ela a escolher as roupas, que tudo tem mais graça e faz mais sentido. Desde que se adeque à temperatura, claro. 

É normalmente ela quem escolhe os lenços, os sapatos e as camisolas. Temos algumas birras quando é preciso mudar alguma coisa, mas geralmente corre bem. 

Saudades deste mau tempo para vê-la mais agasalhadinha... ;)

















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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Caraças do cão!

Adoro os meus cães, Pipo e Sunny, mas são uns parvalhões. Nada resiste cá em casa, desde a relva, onde escavam buracos, às cadeiras de palha, bolas e, mais recentemente, esta piscina insuflável, que tinha um escorrega! Agora o escorrega é um pedaço de plástico esburacado. Calculo que tenha sido o Sunny, o mais desvairado. Raça dos cães que destroem tudo e ainda ladram quando acabo de adormecer as miúdas, raios'parta! Para compensar são meiguinhos e dão beijinhos nas feridas da Isabel quando ela cai (ainda hoje de manhã a Isabel acordou a dizer "O Pipo é amigo da menina Béu, deu beijinho no dói-dói". Deve ter sonhado com ele).  Enfim, tudo para vos dizer que aqui em Santarém ainda é verão e que continuamos a aproveitar todos os bocadinhos. Mesmo sem escorrega... :)





Nesta foto os dedos da Isabel estão assustadores! ;)



Piscina e camisola de protecção solar - Imaginarium


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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Fui abençoada.

Calma, calma, que ainda não vi "a luz". Não tem que ver com isso.

Na sexta-feira, quando fui buscar a Irene, tinham acabado de festejar o aniversário de um dos amiguinhos dela. Fez dois anos. Fiquei à porta da sala para observar o ambiente, felicitei a mãe e, de repente, reparei no bolo.

Houve bolo. 

Não que a Irene nunca tenha comido porcaria. Nunca comeu até aos dois anos. É um facto. Continua a "não comer", mas não está proibida nem vejo isso com um horror enorme como via no início. Estou a descobrir o nosso equilíbrio como vos contei neste post.

Quando vi o bolo, reparei que ainda só tinha dado indicações para não darem cereais açucarados à Irene e ainda não lhes tinha dito o que fazer quando houvesse festas de aniversário. Tenho estado muito mais preocupada com coisas mais importantes (a adaptação dela a escola) que isso nem me tem passado pela cabeça. 

Vi o bolo. E saiu-me "ahhh e houve bolo também!". 

Esta mãe, amorosa, olhou-me nos olhos (sabendo o que estaria a correr em background no meu pequenino, mas esforçado cérebro) disse: "não tem açúcar, não tem leite, não tem glúten, não tem...". Apeteceu-me abraça-la, não por ter um ar muito lavadinho e querer saber a que ela cheirava, não por estar em pânico pela Irene ter comido bolo (não estava), mas sim por ter pensado na festa de aniversário desta forma. 

Levou um bolo saudável para a festa de aniversário do filho na escola. É o que irei fazer também. 

Obrigada esta mãe. ;)  



A Irene histérica com as pinturas faciais numa festa de aniversário ontem. Sou só eu que acho que lhe desenharam espermatozóides na testa? 
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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Não quero que ela me faça estas perguntas.


- Mãe, porque é que mesmo quando eu não quero ir para a escola, tenho de ir na mesma? 

Não sei filha. Sei que a mãe e o pai têm de ir por causa do dinheiro, mas não entendo porque é que temos de ficar sem ti para ir trabalhar para parte do dinheiro ser para pagar a outras pessoas para cuidarem de ti. Não consigo perceber tudo, filha. Sei que um dia vais gostar muito de ir para a escola e que vou dar tudo de mim para gostares mais e mais e não o oposto. 

- Mãe, porque é que não posso dormir contigo a noite toda?

Filha, quando adormeço contigo sinto o que é felicidade no estado puro. Ouvir-te respirar e o teu corpo com pequenos choques eléctricos... o quentinho das palmas das tuas mãos. Sentir o teu cheiro a cabelo lavado e o cheirinho a pão da fralda que já esteve mais seca. A verdade é que dás mais pontapés que o Marco Borges e o teu pai também precisa de miminhos. Reparas que a mãe, de manhã, às vezes, fica contigo?

O que responderiam? 




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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Canto para as minhas filhas

Um dia destes ganho coragem e mostro-vos o "Já passou", do Frozen. Raça da miúda que anda viciada!


Um vídeo publicado por Joana Paixão Brás (@joanapaixaobras) a


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domingo, 4 de setembro de 2016

Coisas parvas (ou nem por isso) a vulso

Às vezes não tenho nada de jeito para vos contar nem tema algum que me pareça um bom tópico de discussão. Mas há coisas parvinhas (ou então maravilhosas) que me vão acontecendo. Cá vão:

- Tenho um péssimo hábito (nojento, vá, usemos a terminologia correcta) que é colar os cabelos que caem no banho nas paredes de azulejos da banheira, para não irem para o ralo. Penso sempre "não me posso esquecer deles aqui, que nojo". Pois, pois... no dia seguinte - se o David não der por isso - lá estou eu: "que nojo, Joana, um tufo colado à parede! Menos". E volto a coleccionar. 

- As unhas de um bebé crescem que não há explicação! O meu peito às vezes fica com mais furos que o escorredor da massa e do arroz. Já as unhas dos pés não crescem, pois não?

- Por falar em unhas, isto do gelinho é uma coisa muito linda que inventaram e resulta sim senhora, mas só para quem pode ir fazer as unhas com alguma regularidade! Tenho metade da unha em verniz gel ou gelinho ou o diabo verde água e metade sem nada. Que coisa linda, vai virar moda.

- Se não usar discos de amamentação arrisco-me a ficar miss t-shirt molhada mas só na zona das mamas, o que não abona nada a meu favor (já me aconteceu uma vez no Continente, porque o disco saiu do lugar. Que bem!). Um dia isto normaliza, não é? (Da Isabel ao fim de largos meses).

- A Isabel está com tiradas daquelas. "Isabel, não grites, olha a mana!". "Oh mãe, a mana já está acordada!", diz-me em forma de "duh". Pois está filha, por que será?... [como é que esta miúda ficou tão esperta?]

- Todos os dias tenho festivais de cocó cá em casa. No início a Luísa era um bocado presa, chegava a estar 3, 4 dias sem fazer cocó, mas agora é vê-la fazer a festa todos os dias. Já foi ovinho, já foi espreguiçadeira, as minhas pernas, a cama, o colchão, a minha roupa, vai tudo a eito. Sejam reutilizáveis sejam descartáveis, número 2 ou número 3. Já experimentámos tudo e já sabemos: uma vez por dia, vai acontecer.

- Nunca pensei que um dia ia estar a beijar os sovacos de alguém com o deleite com que me apanham a beijar os da Luísa. Não resisto a cada refego, dobrinha, bochecha: devo ser a mãe mais chata do mundo e arredores. Aguente-se.




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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Parecidas ou nem por isso?

Têm a mesma idade nos vídeos, apenas 1 semana de diferença.
As duas uma fofura, ou não fossem minhas filhas.<3


Um vídeo publicado por Joana Paixão Brás (@joanapaixaobras) a



Um vídeo publicado por Joana Paixão Brás (@joanapaixaobras) a


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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Vou deixá-la ir (ou a importância de ter primos)

Quem diz primos, diz filhos de amigos, diz vizinhos. É tão bom vê-los brincar, zangarem-se, fazerem espectáculos, brigarem, abraçarem-se, alinharem nos mesmos disparates, comerem gelados até ficarem com bigodes, nadarem juntos, aventurarem-se... 

Brinquei muito com os meus primos, briguei muito com eles também. Única rapariga na família, nem sempre adorava juntar-me aos Wrestlings e às brincadeiras parvas que eles inventavam, mas às vezes lá tinha de ser. Compensava depois com as amigas da escola, da ginástica, das danças de salão... com as vizinhas do rés-do-chão, com os amigos do bairro. 

Fico sempre com um braço amputado quando a Isabel vai com as primas para casa dos sogros um ou dois dias, mas tenho plena consciência de que lhe faz bem e, mais importante, ela gosta. Foi a terceira vez que isso aconteceu e o feedback é sempre óptimo. Adoro vê-la nas fotografias ao colo do avô, a brincar com a Alice, a tomarem banhos de espuma e a fazerem barbas. Gosto que cresça a saber que a família não são só os pais e que pode confiar também nos avós, nos tios, e que construa esta cumplicidade com os primos pela vida fora... Sinto sempre que me falta algo, quando ela não está, mas acho também que estas experiências lhe acrescentam algo. Por isso, vou deixá-la ir...










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Qual a coisa, qual é ela...


Qual das três foi mãe há poucos meses? Qual das três ainda não é mãe? Qual das três tem um puto com 4 anos?
(Joana e Vanessa, estão lindonas vocês!)

Podia ter ao menos posto uma base na cara para disfarçar um bocado aquele arzinho-insonso-e-branquela e ter posto um rímel naqueles olhos-cachucho-cansados... e o que é aquele cabelinho que já está claramente a cair à bruta, deixando as entradas dar um ar de sua graça? Bem, bem. Pormenores, um dia destes já ando aí com um ar fresco que nem uma alface! Lá para 2023! Mais alguém? :)


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sábado, 27 de agosto de 2016

Viemos jantar fora!



Hoje a Isabel foi dormir a casa dos avós com as primas Alice e Laura, que faz seis anos, e viemos jantar fora com a Luisinha. A Vanessa, amiga com quem dividi quarto na altura em que vivemos em Londres (daquelas amigas de sempre para sempre) faz anos e viemos celebrar. Tenho estado muito em casa e acho que me vai fazer bem estar com pessoas, conversar, beber um copo (de água lol). Estou muito confiante que a bebé se vai portar muito bem, não estou? :) seja como for, já me soube bem vestir um vestido bonito e ter saído da rotina! 


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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Sim, visto calções!

Provavelmente vai parecer a coisa mais estúpida que já ouviram, mas quem teve complexos em miúda (ou ainda tem), vai perceber. Já odiei os meus joelhos. As minhas pernas, no geral, mas principalmente os joelhos. Não deixei de me importar totalmente, não deixei de ver, mas passei a assumir como parte de mim e a deixar de me importar com o que os outros possam pensar.

Quando tinha uns 14 anos e a minha mãe me ofereceu uns calções da Agatha Ruiz de la Prada, todos coloridos, tive um ataque de nervos. No meio da parvoíce da idade do armário e dos complexos, senti aquilo como um afronta. Chorei, berrei e - agora dá-me para rir, claro - chamei à minha mãe "assassina" (a lógica devia ser "queres que me mate?"). Descontroladíssima, claro, estão a ver o nível de falta de amor próprio que para ali ia. Foi uma vitória começar a vestir calções curtos, saias, vestidos que deixassem ver os joelhos e a coxa. Uma vitória ainda maior seria deixar mesmo de me importar com, mas duvido que consiga. Até lá, vou gozando o facto de não ter vergonha, de não querer saber, de me sentir confortável com roupas curtas no verão. Who cares? "Dar importância ou que a tem, Joana", converso muitas vezes comigo, para me convencer. E foi com umas jardineiras muita' giras que fomos até ao Jardim da Liberdade, em Santarém, para a Isabel se divertir. O resto... o resto são só uns joelhos.





A Isabel quis imitar uma miúda que lá andava e descalçar-se e eu deixei. Foi libertador!





Luísa com a sua mais recente paixão: as mãos. Só falta aprender a chuchar nelas.

Jardineiras - Pura

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