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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Coisas que só sei aos 31

Olá, chamo-me Joana Gama e nasci no dia 17 de Setembro de 1986. Faço neste domingo 31 anos e aprendi algumas coisas giras que quero partilhar com vocêzes (imaginem que eu tinha andado a escrever durante 31 anos "vocêzes" e que ninguém me tinha corrigido): 


- A idade não passa de um número 

Isto não quer dizer que ande aí com um rapaz de 16 anos agora ou com um senhor de 60. Simplesmente me tenho vindo a aperceber que, independentemente da idade, há pessoas que surpreendem. Há pessoas mais novas que têm muito para ensinar e o contrário também. 

- Menos jovem não significa menos bonita

Acho que não me estou a convencer disto por ter medo de envelhecer. Acho genuinamente que estou a ficar "melhor" com a idade. A felicidade é a melhor maquilhagem que podemos usar e, mesmo cansadas de tanta coisa depois de sermos mães, o que se transforma em nós é muito mais positivo que outra coisa. 

- Quando nos irritamos com algo o problema é nosso

Sou muito intensa. Há muitas coisas que me enervam, mas isso não passa de um problema meu. Com tempo vim a aperceber-me que o enervamento é algo que nos liga às coisas más e que nos estraga os dias. Percebermos porque é que nos enerva, tentarmos resolver dentro de nós (ou resolver a coisa em si) é fulcral para ganharmos felicidadji  - "ah, felicidadji". 

- Ninguém vê assim tanto os pêlos em nós

Lembro-me de passar Verões inteiros, com uma pinça, depois da depiladora, a retirar os pêlos perdidos pelas pernas e virilhas. Só nós olhamos a esse pormenor. Acho que isso se percebe aos 30 - além de não termos tempo para esse grau de obsessão. 

- Está mal se não ouvirmos música

Eu sabia que precisava de música para viver e estava certa. Nas fases da nossa vida em que nos desligamos de ouvir música que gostemos é porque estamos perdidos. A música possibilita uma dança interior que nos leva a sentirmos romance por nós mesmos. Crucial. Se há segredo para "comer" auto-estima, creio que seja com música (e cabeleireiro haha). 

- Ser mãe não nos tira do mercado

Hell no. Honestamente, parece que ninguém se importa com isso a não sermos nós. É bom vir a saber disso. 

- É tão bom ir dormir cedo

Claro que também precisamos daquelas noitadas só para sentir que podemos ou conseguimos, mas nada como uma noitezinha em condições de sono, mais do que esborrachar 100 euros na Zara mais próxima. 

- Deixar as coisas fluirem

Não vale a pena pedir justificações, pressionar para modos de ser diferentes,... As pessoas fazem o que sentem que querem ou o que querem. Ouvindo e vendo os outros conseguimos deduzir as respostas que precisamos para saber onde colocar aquela pessoa na nossa vida (assim como vendo como reagimos e o que sentimos). 

- Se não gostas, tenta gostar

Há coisas que não dá para por fora da nossa vida por uma questão de timing ou impossibilidade prática. Não gostamos do nosso trabalho? Façamos por gostar. Concentremo-nos no que gostamos mais de fazer e façamo-lo apaixonadamente. 

- Não há tempo para tudo e ainda bem. 

Não há que nos sentirmos culpadas por não termos tempo para aquela pessoa que surge de vez em quando no nosso telefone ou facebook. Temos as nossas prioridades bem definidas e tanto nós como as pessoas que nos rodeiam já sabem que o tempo passa rápido e que não é por "má educação" que não se dá seguimento imediato ao "temos de combinar qualquer coisa". 

Aprendi mais coisas, mas os 31 também me ensinaram que não temos de dizer tudo logo, que pode ir surgindo, sem pressas. :) 


Achei que nesta foto estava com ar de quem manda nisto. 


Fotografia: The Love Project 

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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Vantagens de nos darmos bem com o ex.

Não vou mentir e dizer que é tudo um mar de rosas. Não para já, pelo menos. Sei de estórias de ex que se juntam no Natal com as madrastas e padrastos à mistura e em que se sente que há uma família e feliz. Há muitos tipos de famílias, porque não? 

Divorciei-me recentemente e estamos a aprender a lidar um com o outro. Esbarramos contra paredes, noutras vezes comovemo-nos em conjunto por sermos quem mais ama a nossa filha - nem sempre é fácil de gerir. 

Simplesmente sei que vale a pena o esforço. 

Vantagens de nos darmos bem com o ex:
(também deve haver desvantagens, mas faz parte do "esforço" não falar disso, eheh)


 A criança não sente o ambiente negativo entre ambos - mesmo que achemos que eles não sentem nada, sentem sempre.


É genuíno o carinho e respeito com que falamos do outro, sem precisar de dizer, a morder a língua "sim, o teu pai é muito divertido". 

Podemos dar recados e ter alguma esperança de sermos ouvidas como: "evita, por favor, vestir-lhe pijama de mangas compridas que ela tem pele atópica e no Verão, como está calor, precisa de respirar mais um pouco".  É uma frase muito comprida, se não nos dermos bem, é provavel que fique só no "evita" e, no resto do tempo seja um "o que é que esta cabra quer, já dei para isto... bazaaaaaaa" na cabeça deles. 

Conseguimos obter mais informação relevante como se foram passear e onde. Gosto de saber para poder perceber cansaço da parte da Irene e para poder conversar com ela. Saber que ela viu pavões ou que foi ao Aquário Vasco da Gama faz com que eu possa falar sobre o dia dela, mesmo quando não foi comigo. 

É bom para articular refeições. Evita-se que a miúda coma douradinhos 2 refeições seguidas ou carne de vaca. É um pormenor, bem sei, mas acho uma atenção querida.

Existe maior flexibilidade na troca de dias e de horas para a conveniência de cada um e com tranquilidade. 

Ficamos, enquanto adultos, verdadeiramente libertos - tanto quanto possível - da relação falhada, sem que isso nos consuma diariamente e em todas as pequenas decisões que tenham que ver com o filho. 

 Podemos orquestrar momentos de brincadeira: hoje à saída de casa, quando fui levar a Irene ao Frederico, perguntei se ele tinha chamado um médico ao domicílio porque estava a caminho a "Dra. Matilde". A Irene tem uma mala de médica e ultimamente gosta de fingir que se chama médica matilde. 

Quando chegamos, o Frederico tinha passado aqueles minutos a desenhar nas suas pernas várias maleitas para a Dra. Matilde curar e assim que ela chegou à casa do pai, começou logo a trabalhar. 

Tem um arranhão, um prego preso na perna, um bróculo
 e uma dentada de tubarão para a "Dra.Matilde" tirar. 

Claro que acabou nisto (o que me leva ao  seguinte): 






Recebermos fotografias adoráveis da pessoa que mais amamos no mundo inteiro, mesmo quando não estão connosco, inesperadamente por whatsapp. 

 Acaba por funcionar como "boa publicidade". Ter um casamento falhado e um filho não abona a favor de ninguém no mercado, mas ter um bom ambiente com a ex-mulher (com as devidas distâncias, claro) faz com que o divórcio bem sucedido seja um turn-on - pelo menos na minha cabeça. Nenhuma madrasta ou padrasto quer iniciar uma relação já com imensos problemas de antemão e um futuro parceiro com a cabeça feita em água. 


Já que falo em boa publicidade, este é o instagram do Frederico. Também tem alma de blogger, mas com um ligeiro gosto por comer e cozinhar. Nada demais. ;) Não vai ter uma série em que é só ele a comer e nada. Tem alguma piada. A suficiente para ter aceitado casar com ele. 


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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Maternidade Low-Cost.

Coisas que, três anos depois, não teria comprado e teria poupado imenso dinheiro: 

- Brinquedos de plástico

São datados, são irritantes e não ficam bem em lado algum. Prefiro comprar ou instrumentos musicais (tem muitos) ou brinquedos de madeira de maior duração e cuja utilidade vai mudando consoante o desenvolvimento dela. 

- Peluches

Para quê tantos? A maior parte não fui eu a comprar, mas já reparei que eles escolhem um ou dois e os outros são só "malta". 



- Pratos infantis

Que parvoíce, como é que caímos nesta? Who cares o tipo de prato? Além de que eles, ao comerem nos nossos pratos até ganham uma noção de consciência e responsabilidade diferente (claro que não lhes daríamos os pratos tão cedo para as mãos, só quando estivessem preparados).

- Milhares de copos de plástico assim e assado. 

A bebés que bebem de um copo, sem mariquices. Será que não dá para passar de um para o outro ou usando as palhinhas, simplesmente? Desconfio que um próximo não terá acesso a 88 maneiras de beber água por garrafas diferentes. 



- 48 talheres

Sejamos honestos, pomos a loiça a lavar ou lavamos a loiça com alguma frequência. Não precisamos de ter talhares como se deixassemos de ter água em casa durante semanas. 

- Esterilizador de biberões

No meu caso praticamente não usei biberões, mas também reparei que a fase de esterilização passa rápido e que não é necessário um mono lá em casa. 

- Demasiada roupa

Fazendo as contas à quantidade de vezes por semana que se lava e passa roupa, só precisamos de x número de conjuntos que, se alternarmos, darão um dobro. A Irene tem roupa demais para cada estação, mas vai deixar de ter, muahah. 

- Chuchas

Apesar da Irene não ter usado chuchas, chegou a uma altura que tenha 342. E, que saiba, eles têm uma ou duas que gostam (se não tiverem tantas alternativas devem conformar-se mais facilmente, digo) 



- Muitos sapatos

Apostar nos neutros e para estilos variados! A Irene precisa de um par de ténis, umas botas, uns sapatos mais betos, umas sandálias e uns chinelos. Porque é que parece ter tantos sapatos como eu (mesmo sabendo que o pé dela cresce e vai tudo a abrir não tarda!). 

- Berço

Nunca teria comprado o berço, teria passado imediatamente para o colchão no chão no quarto dela. Sem berços para não me enervar. É uma mini-jaula tanto para nós como para eles. E quando temos que os por no berço depois de duas horas a embalar? Não havendo berço.... mais fácil ;)

- Trocador

Se se planear bema  mobília, qualquer cómoda poderá fazer de trocador com algo fofinho para por o bebé por cima. Simples. 



- Mala do bebé

Compramos uma mala maravilhosa para arrumar tudo em todo o lado mas, na verdade, qualquer mochila serviria para o mesmo. Criativamente até poderíamos ter criado compartimentos com saquinhos, caixas o que for. 

- Cadeira de alimentação XPTO

Que parvoíce. Nem vos digo quanto custou a nossa cadeira de alimentação, quando as do Ikea servem perfeitamente... e custam 1/1000000 dos euros além de lhes termos menos amor e deles poderem brincar à vontade com menos avisos. 

- Livros de Puericultura

Andei a ler porcarias imenso tempo e a comprar demasiados livros muito cocós até chegar aos melhores. Podia ter tido uma mãe amiga que me soubesse guiar, mas não tive. Tempo e dinheiro perdido. 



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terça-feira, 22 de agosto de 2017

Quero ser a Daenerys Targaryen!

As haters cabritas que estejam quietinhas com os spoilers que ainda tenho mais de metade do episódio de ontem para ver. Vá, sosseguem esses úteros marotos. 

Não consigo ver a Game of Thrones em paz, sem que a minha cabeça não se atreva a massacrar-me com pensamentos bastante possíveis - not.

Depois de ter papado todas as temporadas até aqui, todas elas com maior atenção do que aquela que dou, por exemplo, à minha pedicure, acho que já estou em posição de dizer que quero ser a Daenerys Targaryen e não por um motivo, mas por vários: 


- Pode estar perto daquele rapazinho que é o Jon Snow

Isto foi quando lhe disse tudo aquilo que tínhamos em atraso para tratar os dois. 

Digo isto porque ele tem ar de ser interessante. Parece ser alguém para ter muito perto. Mesmo muito perto. Mesmo mesmo muito muito perto. Mesmo, mesmo... Ela bem quer que ele se ajoelhe. Ele é que acha que é para ela ser a rainha dele, mas não. Ela sabe o que quer e como já ouviu dizer "You know nothing, Jon Snow", quer-lhe ensinar umas coisinhas giras. 

-  Em vez de ter bebés, teve dragões

Sabe pouco. Viram algum dragão com fralda? Viram? Algum a pedir mama? Incomodado por ter que arrotar? A dizer que não quer sopa? Pronto. 

- Fez sweet love com o Khal Drogo



Estava sujinho? Estava, mas não tinha bicho. Quer dizer, acabou por ter que acho que morreu com uma doença qualquer, não foi? Foi, porém, com uma ferida de batalha... Valentão que andou à lutinha e ficou com dói-dói. A mãe dá beijinho, dá... 

- É a não-queimada

Vocês têm a noção do jeito que isso daria para tirar coisas do forno? Ou para não fazer a figura de estúpida que fiz na semana passada quando pus óleo bronzeador na barriga e me tinha esquecido que ainda estava branca nos meus lindos abs por só ter usado fato-de-banho este ano? Khalessi ratolas. Pode estar ali de papo para o ar na boa enquanto o Inverno não chega sem se preocupar com que tipo de factor se besuntar. 

- Anda num dragão

Pode já não fazer amor há alguns episódios, mas ninguém me diz que andar em cima de um dragão não terá os seus encantos. O Lanister disse-lhe para ela não ir que podia falecer e o que é que ela fez? Foi na mesma! Não podia era dizer: "ah, tu és a mão da rainha, mas como não somos íntimos ao ponto de me poderes tratar de outros assuntos, uso o meu dragão de surra!".

- Dracarys!

Hoje esmifrei o forno até mais não a fazer pescada com batatas e vegetais para a Irene, banana assada e vegetais para mim. Era só um Dracaryzito como quem não quer a coisa e aquilo ficava tudo pronto e sem radiações. Sinto que os dragões não estão a ser aproveitados como deve ser.

- É sexy só com as axilas de fora



Brincamos ou quê? A Daenerys sabe que não abundam gilettes por ali e, por isso, pensou: mais vale escolher aqui umas roupas que me escondam as pernas e como tenho de andar de dragões e ainda não vi ninguém com soutiens, vou pô-las aqui bem apertadinhas. Não sei como fará para rapar as axilas, mas talvez tenha sempre os braços para baixo que era o que eu fazia quando ainda não tinha tido coragem para pedir à minha mãe para me comprar uma e usava a dela ocasionalmente às escondidas. 

- Não tem de fazer raízes!!

Não sei como é que a Shakira lida com isto, mas ela está claramente numa posição de vantagem. É óbvio que não é tão loira assim, mas não há cá raízes para ninguém. 

- Fala Valeriano

Parece-me uma excelente opção sempre que quiséssemos mandar alguém fazer algo à quinta pata de algum mamífero de grande ou médio porte. 

- Está apta para instagram por causa das trancinhas-mete-nojo

Não sei se é a Missandei que lhe faz aquilo (ela tem que fazer qq coisa já que o Verme poderá não ser muito produtivo muahah), mas temos aqui uma instagrammer in the making. Não tarda já está a aceitar coisas da Forever 21 e a usar o #ootd que me partiu a cabeça toda durante meses por não saber o que era até que me lembrei de ir ao Google e é: outfit of the day. 

É só isto. 

Obrigada. 

Boa noite. 


✩✩✩✩✩✩✩✩✩✩


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terça-feira, 8 de agosto de 2017

As 6 piores coisas de se ter dois filhos

Acusam-me muitas vezes de ser lamechas e romântica, que sou, mas acho que sou, também, realista. Por vezes realista queixosa e lamuriosa e, outras tantas, realista com sentido de humor. A melhor forma de encarar muitas vezes o sono, o cansaço, a falta de paciência é olhar para as coisas com um sorriso na cara e olhos rasgados, mesmo que cheios de olheiras. Já me aconteceu, muitas vezes, desmanchar-me a rir perante episódios que não lembram o diabo, por me colocar do lado de fora em vez de me ficar a consumir por dentro a vivê-los. Depois volto a eles, mas já descomprimi. A hora de adormecê-las é muito difícil, principalmente agora que a Luísa demora muito tempo e quer saltar na cama e meter-se com a irmã. Mas não só. Por isso, acreditem: ter dois filhos é o melhor que me podia ter acontecido, há momentos que me enternecem a alma, mas há alturas em que, se pudesse, preferia arrancar um mindinho do pé. :)

Quais são então as piores coisinhas de ter dois filhos?

1) Hora de dormir. 

Estão a ver quando têm um filho que demora 40 minutos, 1 hora a adormecer? Imaginem agora esse tempo a duplicar ou a triplicar. Se adormecem primeiro um e depois o outro, somam tempo. Se os adormecem aos dois ao mesmo tempo, ficam excitados e "querem conversa" e demoram ainda mais. O que resulta melhor por aqui é, quando há essa possibilidade, cada um dos pais adormecer um filho. À hora de dormir acrescento esta: quando se acordam uns aos outros (rrrrrrrrrrrr). Felizmente, a Isabel já dorme melhor e é raro acordar com a Luísa, mas o contrário já aconteceu (porque a Isabel fala - e ralha - durante os sonhos.

2) Duelo de titãs

Não se fiem nos primeiros tempos de namoro e colinhos e coisas boas. Chega ali a uma fase que é ver o mais velho a afiambrar no mais novo, o mais novo aprende e passa a afiambrar também no mais velho; ele é palmadas, beliscões, mordidelas, um cocktail explosivo de pancadaria que nos leva às lágrimas sem saber bem o que fazer.

3) Hora das refeições

Nem sempre é um caos, mas quase sempre. Uma começa a cuspir a comida, a outra acha que se pode levantar da mesa, a mesma que sempre gostou de ervilhas mas agora, como são verdes, diz que já não gosta (vai de fazer um coração com as ervilhas, se não as comeu logo que foi uma maravilha e no dia seguinte pediu mais), a outra mete as mãos na água, a mais velha acha piada e mete arroz no copo. É um espectáculo. Por isso, acabamos por ir comer pouco fora. Lá para 2021.

4) O segundo leva com açúcar, fritos e televisão bem mais cedo

Estão a ver aqueles cuidados todos que se têm com o primeiro filho? Com o segundo... (quase) tudo muda de figura. No início, o mais velho tem de perceber que não pode dar um bife ao bebé, mas, em passando aquele período inicial, torna-se mais difícil respeitar, porque o bebé já tem "quereres". Já não dá para ver a irmã a comer um epá e distraí-la com um elefante. Os segundos acabam por provar de tudo e acabam por conhecer o Panda também mais cedo. Paciência. O segredo está na moderação (é muito raro fazer batatas fritas em casa, por exemplo, e tento que a mais velha veja televisão só ao fim-de-semana).

5) As birras

Dizem-me que ainda não vi nada. Que vai piorar. Acredito que sim. Porém, já tive demonstrações do  potencial destas duas. O pior é quando uma está a chorar e a outra começa também, por contágio. Então se for a andar de carro, lá atrás, é de bradar aos céus. Já cheguei a fazer algo pouco ortodoxo como levantar o volume do rádio. Ufa, que alívio (e lá acalmaram).

6) Nem sempre conseguir estar lá para as duas.

Acontece, muitas vezes. Uma querer jogar às cartas, tarefa impossível com a mais nova por perto. A mais nova querer mama quando estou com a outra na água do mar. É arranjar estratégias, dar-lhes a volta, mostrar alternativas e explicar-lhes tudo. Converso muito com elas (às vezes achamos que não vão entender - e não entendem - mas com o tempo, vai lá), e as cedências, o ter paciência, o saber esperar farão parte da vida delas. Lá para 2025.


Posso estar a esquecer-me de alguma coisa. Por isso, sintam-se à vontade para completar a lista ;)








{Fatos de banho Principessa}


Ler também: 
Isto de se ter dois filhos (que escrevi quando a Luísa tinha 5 meses)


Texto original e comentários aqui.

 
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domingo, 6 de agosto de 2017

O que levamos para a praia.

Apesar de sermos só duas agora, já dantes, quando íamos à praia, íamos sempre só nós. Sempre foi meu intuito simplificar e também por causa disso, claro. Pensei que, mesmo assim, levava demasiada coisa, mas já estive a passar olho por outras famílias e vejo que até me controlo um bocadinho mais do que estava à espera. 

Só vou da parte da manhã ou da tarde. Não passamos as horas de sol intenso na praia, daí talvez levarmos menos coisas também.


Uma publicação partilhada por Joana Gama (@joanagama) a

Fato de banho da Triumph. 

- Chapéu de sol com abas grandes e com fio que prenda. 

Comprei a menos de 5 euros naquela loja que "tem tudo para o desporto". É útil para o vento e para também o ter na água seja piscina ou mar - já experimentei para andar no jardim e claro que resulta também, que parvoíce.

- Chinelos ou Crocs

As havaianas com elástico resultam muito bem para a Irene até porque ela anda sempre em bicos de pés e com os chinelos não consegue. Engolindo tudo o que disse durante mais de 10 anos, comprei-lhe umas crocs e parece que também servem para o efeito, nomeadamente para o peixe-aranha mais a sul - são tão caras, pá!

- Protector solar 50 de vaporizador

Lido muito melhor com as bisnagas ou sprays. Borrifo-a toda de uma vez só e só depois é que passo com a mão para não estar a ir com a mão ao frasco outra vez e deixá-lo engordurado. Blergh.

- 1 toalha grande

Também comprei naquela loja do "tudo para o desporto". Quando ela tem frio enrola-se nela e pronto. Não vejo necessidade de mais toalhas para nós.

- 1 chapéu de sol com "paravento"

Estou a dar o meu melhor para não falar da loja outra vez, mas comprei quase tudo lá no mesmo dia, ahah! Chapéu de sol com protecção UV e mais uns UVS quaisquer 50 (os outros fazem só sombrinha leve, não protegem grande espingarda, digo eu) com uns panos que se põem de lado para o caso de estar vento podermos protegê-los, além de que impede que faça aquele feito de vento por  baixo do chapéu e eu tenha de andar com meia virilha de fora a percorrer o areal enquanto grito: "NECAS, FICA AÍ!".

- Snacks

Hoje levei: 

água
tupperware com: bagas de goji, passas, cereais de milho e tâmaras sem caroço
pacotinhos de sumo 100%
uvas 

- Minha carteira, telemóvel e chaves. 

- Cuecas para a Irene

- Um saco com brinquedos demais para a Irene, mas que vou destralhar em breve. 


E acho que está tudo. 

Ah, não está não. Depois de ter passado férias com os meus amigos na Ilha da Armona, descobri algo fenomenal. Chama-se Gimi e é uma marca que vende uns trolleys de rodas gigantes que servem perfeitamente para andar pelo areal. Já não se vende por cá (acho que o post onde a minha amiga Joana viu foi um do blog da Carlota que fez com que todos os carros num raio de 4853543543 km esgotassem), mas já mandei vir da net. Cheia de nervos que não chegue antes das próximas férias (amanhã) já que gastei uma notita nessa brincadeira. Depois mostro-vos - acho eu! :) 


✩✩✩✩✩✩✩✩✩✩

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terça-feira, 18 de julho de 2017

O pior quando estão doentes.

Não estou já nesta onda negativa, mas quero aproveitar a minha experiência para também resumir um bocadinho o que se passa, se calhar, com todas nós. 

A Irene esteve doente recentemente - ainda está a melhorar - e estive o tempo todo a pensar na quantidade de coisas que me enerva ou que me deixa triste. Claro que, pondo já de parte a questão de os ver doentes e de nos sentirmos impotentes. 

- O Brufen lhe arder na língua 

Ou a miúda tem a lingua geográfica como eu ou então passa-se alguma coisa com o brufen porque até já experimentei misturá-lo n um puré de fruta e ela dá sempre conta. Há algo no Brufen que lhe pica a lingua. 

- Ser super intrusivo pôr supositórios

Não acredito como é que a alternativa ao xarope é dizer "vá, tem que ser" e por-mos-lhe algo no rabo e termos que apertar as nádegas. Nunca me sinto confortável com esta situação. Claro que me salva a vida quando ela acabou de ter uma convulsão, mas nem aí gosto muito. Tenho más recordações e o acto em si é terrível, parece-me. 

- A treta dos paninhos tépidos

O terror de ter que lhes por os paninhos nas axilas ou na testa para baixar a febre. Não consigo. Imagino-me com aquela temperatura toda a obrigarem-me a mergulhar numa piscina. Não faz sentido. Baixo a temperatura do corpo artificialmente, mas o corpo continua a precisar da febre alta, ajuda em quê? Mais depressa a ponho no banhinho em água morninha e vai esfriando... 

- Ter que acordar para dar antibiótico

Aqui não há grandes hipóteses, é assim que funcionam. Tem que se dar os antibióticos a horas, mas caramba. Os miúdos já estão doentes, estão a descansar e além de termos que os acordar... ainda é para despejar um líquido cheio de coisas pela guela abaixo... 


- Não conseguirem respirar

Dormi com ela desta vez, na minha cama, com ela doente. Ouvi-los sem conseguirem respirar e sem podermos fazer grande coisa, a não ser levantar a cabeceira, acordar para assoar, por umas gotinhas. Que nervos. 

- Ela não conseguir mamar

Na altura em que tenho ainda mais vontade de a ter contra mim, de lhe dar miminho (à nossa maneira - claro que há outras) ela não consegue respirar. Por isso dá duas mamadelas, fica irritada e desiste. 

- Não comer

Eu quando tenho febre também perco o apetite, mas não os ver a comer é aflitivo. Não obrigo, ponho-me no lugar dela. Porém, além de a ver tão cansadinha e doente, vê-la emagrecer aos meus olhos ou pegar-lhe no pulso e já não sentir tanta xixa, deixa-me... de rastos também. 

- Ter que ficar em casa

Adorava haver uma hipótese das crianças com febre poderem andar num sítio qualquer e poderem brincar com outros meninos sem se contagiarem uns aos outros. Como se a vida continuasse com a hipótese de ser igual, mas mais calma. Sem prejudicar os outros bebés, claro. Nunca poria a Irene com febre ao pé de outras crianças. 

- Ter que lidar com a merd* dos bitaites

Já não chega termos o coração nas mãos, estarmos sempre alerta, estarmos a dar o nosso melhor em tudo e ainda temos de defender as nossas posturas perante terceiros. O papel de quem nos ama ou apoia, nestas alturas deve ser para nos sossegar e apoiar e não para discutir seja o que for. Eu, mãe de criança com convulsões febris, não dou antipiréticos sempre que passa dos 37º. Dou sempre que a vir muito desconfortável porque febre não é doença, é sintoma e a febre é a maneira como o corpot enta resolver o problema. E mesmo com o efeito de antipiréticos há convulsões, não impedem minimamente que tal aconteça. Simplesmente prolongamos a doença neles e anulamos a reacção natural e positiva do corpo. Porque "a mãe é que sabe" mas também pode estar enganada, nestas alturas passa-se a informação e sai-se de cena e não se incomoda mais. 

- Ter que fazer relatórios a toda a gente

Percebo perfeitamente que toda a gente queira saber como estão os netos, bisnetos, filhos, sobrinhos, primos...  mas aqui pelo meio existe uma mãe que está preocupadíssima, a fazer malabarismo para conseguir brincar, cozinhar, tratar, mimar uma criança (no meu caso que, quando a Irene está comigo, sou só eu ainda pior). Se puderem falar uns com os outros sempre é mais fácil ou, então, ter paciência, calma e compreender. 

- As limpezas ao nariz e a negociação dos medicamentos

Estes procedimentos super desconfortáveis não tornam as coisas melhores, sniff. 

Pronto. Apeteceu queixar-me. Já me sinto melhor. Mais alguma queixa? 

✩✩✩✩✩✩✩✩✩✩

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terça-feira, 11 de julho de 2017

Top 10 do Pior de Ter Filhos

Acho que tenho andado muito positiva por aqui e não quero tornar-me daquelas mães todas cor-de-rosa que parece que não têm problemas na vida ou que a Irene é a filha perfeita, mas há fases, há coisas e momentos. E se muitos já passaram, outros virão.

Fiz um directo convosco ontem para falar deste assunto e "escreveram" este post comigo (obrigada), aqui vai, pela minha ordem, o TOP 10 do pior de ter filhos. 

Fotografia The Love Project
Vestido Moki & Mar


10 - Queda de cabelo 

Epá, como se já não chegasse termos o pipi ou a barriga todos esfrangalhados, ainda temos que lidar com o facto da nossa testa ter mais área que um campo de futebol. Se já nos andamos a sentir como se tivessemos chafurdado todos os dias num balde de banha de porco, ainda nos espetam com a cara toda uns 20 cms abaixo do que seria suposto. 

Durante a gravidez não perdemos cabelo, acontece por motivos hormonais. Não se encham de produtos desnecessariamente. Eles voltam a crescer. 

9 - Eles crescerem tão rápido

Por um lado considero uma benção porque a fase de recém nascido me custou muito e só queria que acabasse. Por outro lado, a Irene já está uma mulherzinha e custa-me um bocadinho que o tempo não volte atrás (e que, nessa viagem ela estivesse a dormir, caladinha, sem me azucrinar). 

8- Gerir a divisão de tarefas entre pais

Foi o que disse no directo ontem. Há que tentar deixar claro quais são as funções e a participação de cada um logo no início para depois, quando se tentar mudar os papéis, não apanharmos más surpresas. A questão da "justiça e igualdade para géneros" não tem que funcionar para todos, mas encontrem o que funcionar para a família e vos deixe a TODOS mais felizes. 

Leiam este texto brilhante da Joana Paixão Brás: "Os pais não têm que ajudar"

7 - A árdua tarefa de amamentar

Muito ligada ao ponto 5. Um questão muito íntima. É uma árdua tarefa porque exige muito trabalho e dedicação, muita paciência e, às vezes, sacrifício. Muita informação e auto-controlo. Porém, não tem que doer: procurem ajuda de especialistas e certifiquem-se que têm a melhor experiência possível se esse for um objectivo para vocês e para o vosso filho. 

Leiam aqui tudo o que já escrevemos sobre amamentação. 
Peçam ajuda a especialistas como na Clínica Amamentos, na Linha Vamos dar de Mamar, nas Redes Amamenta. Simples busca no Google que poderá mudar a vossa vida. 

Fotografia Joana Hall


6 - As mudanças no nosso corpo 

Não tenho muita ligação a este ponto porque nunca tive um corpo do qual gostasse muito. Pelo que "mais um bocadinho aqui e ali" não me deu vontade de me atirar de um 4º andar - só de um r/c, vá. Porém, conheço muitas mulheres que, até apavoradas por este assunto, não conseguem saber se querem ou não ser mães. O corpo muda, mas podemos, a seu tempo, melhorá-lo também. Passados 3 anos da Irene, consegui encontrar espaço para ir 4 vezes por semana ao ginásio. Talvez também consigam - espero que sim. 

5- Falta de liberdade 

Sim. E sentimento de culpa por sentirmos que precisamos dela. É verdade. A gravidez não acaba ao fim de 9 meses. A gravidez é um estado que se prolonga e cujo parto vai acontecendo devagarinho ao longo do tempo. A sorte é que já não temos que os ver só na ecografia e o retorno vai sendo cada vez maior com carinhos, sorrisos, conversas, perguntas... Está feito para que as recompensas igualem os desafios - digo eu. 

4 - Gerir a opinião alheia

Tanto a nossa insegurança como a dos outros faz-nos falar muito, duvidarmos muito de nós e pouco de quem fala. Paremos para resolver as nossas questões e para as tirarmos a limpo porque a melhor "arma" - para deixarmos de estar tão vulneráveis aos encontros com pessoas (muitas das vezes até bem intencionadas) linguarudas que nos põem bichinhos na cabeça e que muitas vezes foram outras que os meteram nas delas. Existe leite fraco? Não. Por exemplo. 

3 - As doenças  

Pior do que ver aquela fonte enorme de energia e de luz, apagadinha... sem podermos ajudar com mais nada a não ser beijinhos e xaropes? Não há. Sentir esta incapacidade de fazermos o nosso papel é terrível. Porém, conseguimos ter mais tempo com eles para lhes mostrarmos que estamos aqui e que cuidamos deles, para sempre. 

2- Choro incontrolável 

Ainda hoje tenho pesadelos com isto. Com o choro que a Irene tinha ao final do dia porque sim, porque estava hiperestimulada, porque já tinha sono, porque o cortisol tinha subido demasiado e porque ainda não tinha ferramentas de auto-regulação. Sinceramente, resolvi tudo quase sempre com a mama na boca. É uma das melhores coisas de amamentar. A mama serve 90% das vezes, não andamos tanto aos papéis, mas quando andamos... elouquece-nos e é mesmo suposto que assim seja, sabem? Está tudo feito para que sintamos urgência em cuidar deles. As mães estão programadas para isso hormonalmente. 

Nos recém nascidos há algumas dicas para interpretar o choro deles, ajudou-me imenso, a Irene chorava exactamente como dizem aqui

1- Privação de sono 

É.a.piorzinha.coisa.pela.qual.passei.desde.que.nasci.e.acreditem.que.já.tive.alguns.dissabores. É uma morte lenta. É algo que nos vai chupando vida, vontade, côr, felicidade. Que só não nos apaga o amor por eles, mas que quase que nos tira a paixão. É um sentimento enorme de injustiça. Como é que o nosso próprio bebé nos corta os sorrisos? Ser mãe é duro. É mesmo. 

Leiam tudo o que já escrevemos sobre sono aqui.

Aconselho "Os Bebés também querem dormir" da Constança Cordeiro Ferreira e/ou marcarem uma consulta com ela, se sentirem que precisam de ajuda. 


Mudariam a ordem? Querem contar-me mais? :)


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domingo, 9 de julho de 2017

60 actividades em casa para fazermos com eles.

Acabei de deitar a Irene e queria deixar-vos uma lista de várias coisas que me apetece fazer com ela ou que quero vir a fazer com ela. Vão sair "do nada", algumas, outras já as fiz e correram bem. 

Pensei nesta lista porque às vezes, mesmo no Verão, ficar em casa sabe tão bem e há tanta coisa gira que podemos fazer...  

São actividades mais viradas para a idade dela (3 anos), mas acho que a maior parte talvez se consiga adaptar. Depois acrescentem mais umas quantas, o que acham ?


  • Tomar banho com eles (duche ou imersão)
  • Fazer penteados com eles com água e escova/pente (e inverter)
  • Pintar as unhas (aconselho verniz à base de água para não escavacar as unhas)
  • Dançar na sala vários géneros de música (desde a clássica à Anitta)
  • Ler histórias (e inverter, mesmo que tenham que eles inventar)
  • Aguarelas
  • Fazer pinturas faciais (e inverter)
  • Brincar às escondidas
  • Brincar à apanhada
  • Rasgar revistas antigas
  • Cortar revistas antigas
  • Explicar países e continentes num globo (há uns Montessori muito interessantes para esta idade)
  • Brincar com água e funil e garrafas
  • Passar um cordel por tubos de massa
  • Brincar com massa e contar ou fazer desenhos
  • Fazer ginástica 
  • Luta de almofadas
  • Fazer sopa
  • Dar brinquedos aos meninos que não têm
  • Tocar instrumentos musicais
  • Usar coisas da cozinha para fingir de instrumentos musicais
  • Plasticina
  • Limpar com um pano húmido
  • Usar a swiffer
  • Brincar às papinhas
  • Jogar ao macaquinho de imitação
  • Fazer caretas ao espelho
  • Imitar várias emoções e pedir para adivinhar e vice-versa
  • Fazer desenhos nos vidros (há umas canetas giras para isso)
  • Plantar 
  • Comprar uma banheira insuflável e dar banho na varanda (ou piscina no quintal)


  • Brincar aos bonecos (aproveitar para ensinar empatia, por exemplo)
  • Fazer desenhos no papel
  • Ensinar palavras noutras línguas
  • Deixar mexer numa taça cheia de arroz para sentir a textura
  • Poder martelar bolachas num tabuleiro (ela adorou fazer isto ontem)
  • Andar para trás pela casa
  • Jogar ao "onde está a cor amarela aqui na sala"? 
  • Mostrar fotografias de quando era mais bebé e relembrar coisas
  • Bolinhas de sabão
  • Fazer espuma na banheira ou num alguidar
  • Fingir que o cesto da roupa é um carro
  • Fazer uma tenda com cadeiras e um lençol
  • Jogar o "em que mão guardei?"
  • Brincar ao médico/paciente (e aproveitar para explicar os procedimentos médicos normais para estar mais segura quando for necessário)
  • Alongamentos
  • Ensinar a respirar devagarinho
  • Ensinar a lidar com algumas emoções negativas com estratégias úteis como respirar fundo quando está zangada
  • Conversar. Importante contarmos também coisas nossas e não ser uma entrevista "de avó". Se falarmos, eles falam connosco - pelo menos com a minha resulta. 
  • Brincar com o snapchat ou equivalente
  • Fazer bolinhos/gelados/sumos
  • Ligar por videochamada aos amigos/familiares 
  • Ensinar a dobrar panos da loiça
  • Pedir-lhes para fotografarem as coisas preferidas em casa e conversar sobre o que fotografaram
  • Pedir para lavar fruta (no bidé, por exemplo)
  • Imitar sons de animais e forma de se movimentarem para eles adivinharem e inverter.
  • "Vou transformar-te num...", alguém ter a varinha mágica e o outro ter de assumir o som e forma do que foi designado. A Irene faz muito bem de candeeiro e de cebola (ahah - coisas do pai)
  • Trabalhar com eles e ver o que pode ser modificado em casa para que sejam mais independentes, partilhar ideias e tentar aceitar as deles mesmo que nos pareçam "fora"
Ahh no meio disto já estou cheia de saudades dela. :) Foi um domingo excelente em que fizemos imensa coisa, espero que vos consiga inspirar a fazerem alguma destas coisas em breve (se é que já não fazem a maior parte delas, claro).

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