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terça-feira, 14 de março de 2017

Resoluções Montessorianas (Montessori #02)

Ainda estou em falta, já sei! Já sei!!!! Tenham paciência! Se dantes era eu a dondoca que estava com a miúda em casa aqui do blog, agora sou eu que trabalho e vou ao ginásio e cuido da Irene e ainda quero ter tempo para ver umas séries no sofá antes de me começar a babar desalmadamente como quando oiço um pacote de bolachas a abrir. Só tenho uma filha, é verdade, mas também já ouvi dizer que eles se entretêm uns ao outros, por isso, vá!

Ainda estou em falta com o resumo do Workshop de Montessori onde fui e cuja professora convidei para escrever aqui no blog para dar umas boas dicas e falar dos workshops que irá dar e onde. Só não digo quem e onde que quero ver se a L se apressa a escrever hehehe. 

Bom, fiquei inspirada como vos disse aqui. Prometo que vos vou passar o básico, prometo. Mas achei que iriam gostar de saber de algumas resoluções.

Fotografia de umas das várias actividades que tenho feito com ela e que vos quero mostrar. 

Deixar de passar a sopa

É importante que eles tenham contacto com várias texturas de legumes. Não podemos esperar que o único contacto que tenham com eles seja no estado líquido e depois ficarmos chateados por rejeitarem quando estão no prato num dia ou outro. Isto acho que não é Montessori mas foi uma opinião que me fez sentido e que estou a adoptar. :) 

Deitar brinquedos fora

A verdade é esta: muitos brinquedos não significa mais entretenimento. Acho que eles sofrem do mesmo problema que eu quando entro numa Desigual: é muita coisa e desisto, apesar de individualmente achar que podem ser engraçadas. Quantos brinquedos não terão eles que poderão ser dados a quem não os tenha ou então aquelas partes de brinquedos que já nem sabemos onde está o todo e que só fazem aquele lixinho aborrecido no final da caixa onde os arrumamos? Bem, que frase tão comprida, cansei. 

Adaptar mais o espaço a ela

Fiquei preguiçosa com o tempo. Muitas das coisas da Irene no quarto dela estão disponíveis. No entanto na casa de banho nem por isso. Continuar o esforço de lhe chegar as coisas que ela já deve fazer sozinha (com supervisão, claro) como lavar os dentes, pôr perfume, pentear-se. Comprei uma coisa muito gira no Ikea que depois vos mostro noutro post (tenho que ir fazendo render o peixe senão os anónimos dizem que publico posts da treta só porque sim e... às vezes é mesmo heheh).

Mais cestos e tabuleiros

Isto é Montessori puro. Tabuleiros ajudam no transporte dos brinquedos de um lado para o outro e delimitam o espaço visual e físico para as brincadeiras, além de tornarem bem mais prático a sua arrumação e limpeza. Os cestos a mesma coisa, juntando o facto de ajudarem na categorização dos brinquedos e aumentarem o potencial de arrumação de uma prateleira, por exemplo. 

Mudar a areia dos gatos

Andei a evitar durante imenso tempo que a Irene, ao contrário do que ela mais anseia, mudasse a areia dos gatos. Essencialmente porque faria um chiqueiro enorme de areia no chão ou atiraria os cocós contra a parede ou qualquer coisa. Mais uma vez: preguiça. Mostrei-lhe como se limpa a areia dos gatos e adaptei o espaço pondo um caixote do lixo ao lado do caixote da areia para lhe ser mais fácil. É agora da responsabilidade dela (nós limpamos quando ela se esquece, coitados dos gatos). 

Aprendizagem em três pontos

É um método da linguagem Montessori que certamente a professora/formadora vos irá falar em breve mas que consiste em algo que a maior parte de nós já faz intuitivamente que é apresentar três objectos, nomeá-los e depois perguntar onde está o objecto a. Seguidamente perguntar que objecto é aquele para certificar que o conhecimento foi apreendido. Será que me está a faltar qualquer coisa aqui? 

Deixar de falar tanto durante a demonstração de algo

Isto às vezes acontece-me com o meu PT (não deixa de ser #omelhorptdomundo), mas ele tenta explicar enquanto demonstra e às vezes perco-me. Com eles é importante deixá-los observar sem que introduzamos mais informação ao mesmo tempo. Não precisam disso, antes pelo contrário. Às vezes dar apenas a indicação "vou mostrar-te a levar o copo" e por a acção em prática é o suficiente. Se não for suficiente, repetir.

Uma derivação da actividade anterior. 

Não corrigir negativamente

Insistir na repetição da demonstração depois da criança terminar o seu processo. E valorizar o esforço da criança. Reflectir se não haverá coisas anteriores que pudéssemos ter ensinado para facilitar o processo. Exemplo: não esperar que a criança saiba arrumar um pano se nunca a ensinámos a dobrar. 

Não elogiar a meio do processo

Deixar que a criança termine a sua tentativa antes de elogiar para que esta consiga ainda ter oportunidade de corrigir qualquer coisa e de aperfeiçoar e também de não sentir que os elogios não têm fundamento. Deixá-los acabar, observando e aprendendo também nós. É difícil conter o entusiasmo, bem sei. 

Muita observação

Montessori é espectacular (há de ter as suas fragilidades, claro) e deslumbra muita gente por bater certo com tanta coisa. Maria Montessori passou imenso tempo a observar crianças e parte da aprendizagem de Montessori para os professores e auxiliares é a observação silenciosa (se é que isto não é um pleonasmo). Agora reparo que a vontade da Irene em fazer sozinha e as "birras" dela, eram as minhas birras para não ter trabalho em ensinar-lhe as coisas ou em adaptá-las a ela. 


Espero ter-vos inspirado a mudar qualquer coisa! Depois contem!

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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

10 coisas que uma futura mamã tem de saber

Se estás grávida, ainda no início, meia aluada, com mais enjoos do que se tivesses comido feijoada com ovos moles e tivesses sido enfiada numa montanha russa com 50 loopings, fascinada com cada pontapé, amedrontada com cada incerteza, assoberbada com cada novidade, cansada, pesada e já desejosa que o bebé nasça, este texto é para ti.
Há 10 coisas que uma futura mamã tem de saber.

#01- Não vai haver nada nem ninguém que vás amar mais do que o teu filho. Mesmo que esse sentimento avassalador não surja logo (como aconteceu com a Joana Gama, aqui). Mesmo que pareça que não estás a dar conta nem a dominar a arte de ser mãe. Mesmo que às vezes pareça estar tudo meio enublado e nem saibas bem o que estás a sentir, esta é uma verdade absoluta e vai acabar por revelar-se.

#02 - Nunca mais vais ver noticiários, tragédias que envolvam crianças, páginas de jornais assombrados, da mesma forma. Vais engolir em seco, sentir lágrimas a correr cara abaixo, colocar-te no lugar daqueles pais e estremecer, enfurecer-te e chorar, mesmo que por dentro. Vais tornar-te mais sensível aos problemas, aos anúncios e até comover-te com gatinhos bebés a lamber leite de copos. A pieguice vai abraçar-te, com tudo o que isso tem de bom e de mau. 

#03 - Amamentar nem sempre é fácil. Tens de confiar no teu corpo e na capacidade que ele terá de alimentar o teu bebé; informar-te bastante antes e durante; procurar ajuda a cada dificuldade, porque de certeza que o teu caso não tem um fim anunciado e haverá solução. Já escrevemos muitos textos sobre o tema, aqui (e se já ajudámos, pelo menos, quatro pessoas com eles, queremos ajudar-te também).

#04 - Todos à tua volta vão ter uma opinião a dar-te sobre tudo. Desde o peso do bebé e à "qualidade" do teu leite, à quantidade de horas que lhe dás colo, aos mimos a mais ou a menos, à temperatura, ao modo como o posicionas na cama, à comida que lhe dás, ao apego que lhe tens... Ouve (ou finge que sim), filtra e dá ouvido ao teu coração. Às vezes vai haver ruído a mais, até dentro de ti, mas as tuas escolhas - informadas - serão sempre as mais intuitivas, as mais certeiras.

#05 - Saboreia cada momento. É frase batida, repetida por tudo o que é canto, dita no supermercado por cada senhora que se vai meter contigo, mas é sábia e verdadeira. O tempo urge, passa a correr, e não vais querer olhar para trás e lembrar-te de que passaste demasiado tempo ao telemóvel, a ver programas de lixo na televisão ou a pensar nas mil coisas que tens para fazer. O teu filho está ali e daqui a uns minutos - sim, vão parecer minutos! - já vai estar a viver sozinho.

#06 - Não tenhas medo ou vergonha de pedir ajuda. Vivemos agora mais isolados do que nunca, de portas trancadas, sem conhecer os vizinhos, sem receber tanto os amigos em casa, sem ter a avozinha por perto. Pede ajuda, baixinho ou num grito bem alto. Pede para te levarem uma sopa, pede para te ficarem com o bebé uma ou duas horas para poderes tomar um banho ou até fazer cocó sozinha na casa de banho (!), ir correr vinte minutos, descarregar adrenalina, o que estiveres a precisar. Às vezes as pessoas não querem incomodar, outras vezes não sabem ou não adivinham o que estás a sentir.

#07 - A privação de sono pode enlouquecer-te (ou quase). Por isso, todas as estratégias que te pareçam saudáveis, lógicas e cheias de amor, serão boas. Se tiverem de dormir todos juntos, que o seja [com os devidos cuidados, claro], se precisares de descansar durante o dia, dorme sestas com o teu bebé (e caga nas arrumações da casa), tenta partilhar com o pai da criança as noites difíceis (mais não seja a mudar-lhe a fralda, a tentar readormecer o bebé para conseguires descansar), pede ajuda à Constança Cordeiro Ferreira, do Centro do Bebé.

#08 - O teu bebé não é um alien. Às vezes vai parecer-te que o teu bebé chora mais, dorme pior, é mais difícil do que todos os bebés à face da terra. É mentira. Isso é porque as novelas, os filmes e as colegas do trabalho douraram um bocado a pílula. O normal é um bebé chorar, o normal é um bebé acordar muitas vezes durante a noite, o normal é nós não sabermos muito bem como os acalmar, nem os percebermos logo à primeira. Nem à segunda... É um processo. Fazer contacto pele a pele (sim, mesmo no inverno é possível tê-los coladinhos à nossa pele, vestindo camisolas largas por cima), babywearing e dar muita maminha pode acalmá-los mais. A eles e a nós.

#09 - Todas as fases têm os seus "quês". A fase em que são pequeninos custa porque para eles é tudo novo, precisam imenso de nós, e porque, também nós, estamos a apalpar terreno. Custa também a fase das birras, dos gritos e dos desafios constantes, porque eles não sabem lidar com a frustração de outra forma e porque nós ficamos às avessas sem saber bem como lidar com aquilo. Outras dificuldades virão. É encarar tudo como um desafio, de peito aberto e coração a transbordar, tentando afastar a vontade de gritar e mantendo a raiva longe, porque não resolvem nada. 

#10 - Aproveita todos os segundos que te faltam da gravidez. Mima-te, toma um banho demorado, dorme, se conseguires, vai ao cinema, namora muito, faz promessas de amor, faz o ninho, arruma as roupinhas e as fraldas de pano... as semanas que faltam são como que um prefácio que te deixa com água na boca para o grande desafio que aí vem.

imagem We Heart It


Não são dez as coisas que precisamos de saber antes. Talvez não precisemos de saber nenhuma delas. Ou se calhar até serão mais, muitas mais, mas a magia da maternidade também é essa, a da descoberta.


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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

10 coisas que gostava que a minha filha compreendesse

#1- Que cortar as unhas é importante. 

Não só porque pode fazer arranhões aos outros meninos, mas porque depois não combina com as roupinhas giras da Zara. Posso também dizer que está em estágio para ser o Wolverine, mas faltam os tons verdes no rosto.

#2- Que dormir é muita giro. 

E que quem dormir mais ganha. Gostava de lhe incutir este espírito de competição. Já acorda a perguntar quantas horas dormiu. A ver se consigo. 

#3- Que tirar a loiça da máquina é maravilhoso.

E que é o melhor momento do dia para ela. 

#4- Que para tirar uma caneta, não é preciso deitar todas em cima da mesa. 

Mas porquê? Eu percebo que uma pessoa desarrume tudo quando estamos nos saldos, mas aqui as canetas são todas dela e de graça! 

#5 - Que quando se diz que se vai comer alguma coisa, vai-se mesmo.

Apesar de ter graça ver o pai a cortar melancia e depois ter de a por no tupperware e cortar pêra e comer ele. Com ele tem graça. Comigo não.

8 de Dezembro de 2014.


#6 - Que se pode chorar em mute. 

Ficamos igualmente sensibilizados para a causa, mas há menos chinfrim. 

#7 - Que não se vai dizer para a escola que a mãe fez xixi no bidé. 

Teve mesmo de ser, não tinha alternativa. Ela estava a ocupar a sanita e se eu saísse de lá ela ficava sem apoio e não aguentei mais. 

#8 - Não há nada mais giro que ficar com os avós durante um mês ou dois. 

Não vá eu precisar de arejar um bocadinho ali para os lados da República Dominicana ou assim. 

#9 - Que a mãe vai, mas volta. 

Esta é a sério. 

#10 - Que lá porque a mãe tira os pêlos das pernas, do buço e das axilas,  isso não quer dizer que os dela não sejam lindos. 

A Gilette já está guardada a sete chaves, não me vá aparecer aqui como se tivesse ido passar uma tarde ao SanJam. 

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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

10 dicas para ficarem mais felizes e todas boas.

Ao longo de toda a minha vida sonhei que queria estar em forma. Sonhei olhar-me ao espelho e não olhar para o lado mau, mas para o lado bom. À medida que fui resolvendo coisas que tinha por resolver na minha vida e na minha cabeça, fui conseguindo mudar a minha percepção de mim própria. Não obstante, mais do que nunca, agora quero estar e ser saudável. Não vos vou mentir: claro que quero uma boa peidola para se ver no Verão, claro que adora um dia usar um crop top e conseguir respirar ao mesmo tempo, mas neste momento não estou concentrada nos resultados a curto prazo. 

O que queria mesmo era mudar o meu estilo de vida. Tentei milhares de vezes quando era mais nova. Fiz imenso ginásio intermitentemente, mas acabei sempre for falhar. Falha-se nestas coisas porque (tirando situações graves que poderão mudar tudo num segundo) ou não temos mesmo presente o que queremos ou porque não queremos o suficiente, digo eu. Acabamos por nos sabotar porque "como fomos ao ginásio posso ir ao McDonalds" ou porque "vou para a próxima semana que esta está cá o meu amigo tal e não tenho tempo". 

Quando queremos, queremos. Porém, há sempre coisas que podem ajudar. E eu descobri as que me ajudam a ir (quase) SEMPRE ao ginásio (não que seja obrigatório ir ao ginásio para se ser saudável, mas eu gosto): 

1) Encontrar o melhor horário para vocês

Eu descobri que falhava muito a minha ida ao ginásio porque não podia ir de manhã. Como tinha a rádio e fazia manhãs ou segundas manhãs, não me podia dar ao luxo de "entrar mais tarde" e "depois do trabalho" é muito difícil pegar em nós para irmos até lá e gastar o que resta das nossas energias. Agora vou de manhã e saio de lá arranjada para ir trabalhar. 

2) Desencantar uns ténis do caraças

Preciso disso. Chamem-me o que quiserem, mas se gostar do material de desporto que tenho, vou sentir-me mais motivada para ir (por isto não quero dizer coisas de marca, quero dizer coisas que gostem). Aproveitei os saldos de Verão e comprei por 1/4 do preço uns ténis muito bons e sempre que olho para eles tenho vontade de ir treinar. 


Isto sou eu a pensar se a virose que a Irene me tinha passado já teria passado, visto que o exercício existia alguns movimentos mais ali ao nível do glúteo.

3) Ter uma playlist 

Apesar de trabalhar em rádio, a música que se ouve para treinar tem de ser mesmo muito bem escolhida e para cada tipo de treino, não se pode por numa rádio qualquer e pronto. Às vezes vou treinar furiosa e quero ouvir Placebo, Offspring, etc. Noutras vezes estou tão feliz como uma pita irritante de 16 anos e, por isso, apetece-me ouvir umas Destiny's Child ou assim. Isto motiva. Ando a pagar o Spotify, que se lixe. 

4) Um bom creme hidratante

Depois do treino sentimos que alcançamos qualquer coisa. Está mesmo provado que há uma mudança nos químicos do cérebro. Se conseguirmos associar isso a outras sensações acho que nos poderá motivar ainda mais. Uso um creme hidratante com um cheiro maravilhoso que me faz sentir ainda melhor quando acabo o treino. São mariquices assim que às vezes nos fazem querer ir. Ou, pelo menos, a mim sim.


Aqui já com alguma confiança no que toca ao glúteo, mas a implorar para que fotógrafo acabasse de tirar a fotografia para cair com o mesmo no chão.
5) Um PT de que se goste

Não sei quanto a vocês. Como já vos contei, nunca tinha tido um PT, mas encontrei o PT perfeito para mim. Não é daqueles que parecem seguranças de uma discoteca a percorrer devagar o ginásio a ver se alguém se está a portar mal. É o Diogo. O Diogo é #omelhorptdomundo porque se preocupa genuinamente em corrigir-me ao longo do treino. Além de me sentir perfeitamente à vontade com ele, sinto que tenho um amigo (com um Mestrado nisto e mais umas certificações de não sei quê que são poucos os que têm em Portugal) que está a dar o máximo para que EU cumpra os meus objectivos.

6) Não treinar com amigas (pelo menos das que gostem de conversar)

Isto é a minha opinião. Acho que quando se entra no ginásio é para trabalhar. Não é para ter distracções. Já que ali estamos e podíamos estar a fazer outra coisa qualquer, é para potenciar o tempo que lá estamos. Não é para conversar, não é para fazermos maquininhas juntas. É para bulir. 


Nunca aguentei tanto tempo a fazer uma prancha. O Pau está convidado para ir a todos os treinos para eu dar o meu máximo.

Eu a mentalizar-me que ia partir os pulsinhos.

7) Ter um plano (e variar)

Já fiz ginásio com plano, já fiz sem plano. Com plano, conseguimos visualizar o final do treino e sentir algum progresso à medida que o vamos alcançando. Sem plano estamos entregues à nossa disposição diária e poderá correr mal - até porque não temos formação nisto e podemos acabar com um músculo enorme, mas na testa. Variar é importante para não aborrecer e para sentirmos que estamos a evoluir (atenção que o importante não é só emagrecer). 

8) Descansar

Nós que somos mães sabemos o mal que faz não dormir. Como fica a nossa cabeça, as nossas relações, as nossas opiniões sobre nós próprias e o mundo, o nosso bom-senso passa a mau-senso, etc. Descansar aqui tem um papel importantíssimo não só para garantir a estabilidade do mindset (e continuarmos a querer ir ao ginásio e fazermos por isso), mas também por uma questão física da qual percebo 0, mas que já me foi explicado que se não houver descanso, não há músculos. Às vezes deito-me com a Irene e acabou o dia. 


A pensar se o Frederico teria levado a bata da Irene para a escola.

A ser parva. 
9) Não sermos demasiado duras connosco 

Lá por queremos ficar rijinhas, não temos de o ser connosco. Pela primeira vez não me impus um número de vezes mínimo para ir ao ginásio e, por isso, se não puder ir não sinto que "deitei tudo a perder". Antes pelo contrário, tem-me acontecido mais vezes "porque não ir hoje outra vez?". 

10) Ignorar a balança

Não são os kgs que importam. Até porque podem não ser indicadores de perda de gordura, mas de água. Podem ser sinónimo de músculo, etc. Sinto que se não estivermos focadas nos resultados a curto, médio prazo, mas se estivermos a criar um novo estilo de vida que tudo corre melhor. Queremos ser saudáveis, sentirmo-nos bem. Eu quero! O resto? É um plus (muito desejado, mas é). 

Só não me doeu nas maminhas porque estavam espalmadas com o soutien de desporto (vocês sabem).

Já se nota ali um rabinho que não me envergonha.

Tenho sido mesmo muito mais feliz desde que decidi ir ao ginásio à séria. Desde que decidi dedicar-me a mim. Não é um "tempo para mim", é pensar que quero cá estar mais anos e bem de saúde para fazer mais diferença na vida das pessoas de quem mais gosto. Ter mais tempo para a minha vida ficar tal como gostaria que fosse, etc. E isto é um gatilho. Este tipo de decisões (que podem ser tomadas sem que seja a passagem de ano) são um gatilho para tudo de bom começar a surgir mais rápido. Andarem mais felizes, andam mais pacientes, mais produtivas, criativas, brincalhonas, optimistas, melhores mães. 

Se, neste momento na vossa vida, não conseguirem encontrar uma hora para "tratarem de vocês", não se sintam tristes com isso. Esse momento há de surgir. A mim surgiu só agora, aos 30, depois de uma filha. Estejam atentas a vocês, ao que sentem, à vossa vida e assim que tudo se conciliar, não percam a hipótese. Estão cá para serem felizes, não se esqueçam disso. 


Estava em cima da passadeira para não parecer um gnomo ao lado d' #omelhorptdomundo
Quero agradecer ao Pau pela disponibilidade de ter ido fotografar-me ao ginásio e com tanta dedicação, boa disposição, qualidade, simpatia... (sou tua fã, já sabes). 

Quero também agradecer ao meu PT Diogo porque sinto e sei que não encaixaria assim tão facilmente com a maior parte dos PTs. Creio que somos a combinação perfeita. O Diogo é muito informado, gosta de explicar, de corrigir...  Eu gosto de saber, gosto de fazer bem e, além disso, tem um óptimo sentido de humor (vocês que me conhecem um bocadinho, imaginem-me com uma pessoa sisuda). Já te disse, Diogo, sente-se que és mesmo boa pessoa e que adoras o que fazes. 

Ando mesmo muito feliz e queria partilhar tudo isto com vocês e continuarei a partilhar. Espero que vos inspire a fazerem mudanças na vossa vida (todas precisamos algures) e que sejam substanciais e não temporárias. Não façamos "dietas" alteremos a nossa forma de "comer. 

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* Se quiserem experimentar treinar com o Diogo, entrem em contacto com ele no Facebook ou no instagram. Neste sábado ele estará a dar treinos e basta apenas que se inscrevam. Experimentem que eu partilho o meu homem convosco de bom grado e até podemos treinar juntas (sem grandes conversinhas, já sabem haha). Vejam um exemplo de um treino meu com ele aqui


* Aproveitem o Pau para fotografias vossas. Ele faz retratos em que se sente o que o vosso coração diz. 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

10 coisas que só me apercebi aos 30.

Faço 30 anos no sábado e pus-me a pensar nisto... 

#1 Não é o meu corpo que é estúpido só porque aquelas calças não me ficam bem. 

- É um facto. Como é que esperamos que marcas que fazem roupas para todo o mundo, para todos o tipo de mulheres, façam calças que nos fiquem muito bem? O problema não sou eu... 



#2 Dá um ar mesmo badalhoquito estar a mascar pastilha elástica.

- No outro dia - não perguntem porquê - fiz um vídeo em que estava a mastigar pastilha elástica e reparei que só isso (em mim, claro) fez-me parecer apta para entrar na Casa dos Segredos e ser a mais rameirita. 

#3 Nem por isso as cuecas fio-dental são as mais sexy. 

- Mandei vir umas quase saco de pão no outro dia e senti-me super confortável e sem ter aquela sensação de que o meu rabo está a ser passado com uma varinha mágica.

#4 Vale a pena dar dinheiro por bons soutiens. 

- Oh filhas, se vale. Nada melhor como aconchegar as nossas melhores amigas. Mais do que deixar de fumar, acho que é isto que mais mexe com a nossa saúde. Mais até do que passarmos a ser paleo.

#5 Não há que ter vergonha de ir ao ou à ginecologista.

- Claro que deve haver pipis bonitos e feios, mas tal como eu trabalho em rádio e as músicas já me parecem todas um pouco iguais, imagino as vaginas alheias... 

#6 Os pêlos das pernas não se notam assim tanto.

- Quando era mais nova, era obcecada pelos pêlos nas pernas: fazia primeiro com máquina, depois com pinça para assegurar e ainda dava uma gilettada por cima, não me fosse escapar alguma coisa. As minhas pernas não são o foco de atenção de ninguém, não se vêem assim tanto (sou meia loirita, se calhar com as morenaças é pior - uma vez vi uma morena na Zara agachada e ... bem, vocês não querem saber). 

#7 O mais frequente é termos os pés imperfeitos.

- Temos sempre aquele complexo com as unhas, ou os pés ou não sei quê, mas vim a reparar que, afinal, sou eu quem tem os pés mais giros do pedaço. Se calhar também é o vosso caso. 



#8 Gosto de Shawn Mendes.

Estou viciada nesta música. Que vergonha, não devia ter idade para isto. 

#9 Eles são diferentes de nós e não têm de ser como nós.

- Esta é uma lição recente. Batalhei muito para tentar que o sexo oposto pensasse da mesma maneira que eu e agisse da mesma maneira, mas porque terão eles de? Funcionam da maneira deles. Temos de gerir expectativas e contextualizar (e escolher o que mais nos agrade). 

#10 Os batons "bons"  são demasiado caros.

- Esses Yves Sain não sei quê devem andar a brincar se acham que havendo batons a 12 euros que vou dar 40 por isso. Mais vale esfregar morango na fronha e seguir...! 


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domingo, 29 de maio de 2016

Que roupas compro para o meu bebé de 0 a 3 meses?

Claro que isto vai depender daquilo a que estiverem acostumados e, principalmente, do estilo de vida. No meu caso, não acho necessário, nem tenho grande gosto em vestir um recém-nascido com roupa de rua e, aparentemente, menos confortável que um babygrow e, por isso, prefiro investir em babygrows do que em coisas mais complicadas para mudar a fralda ou que me dêem vontade de chorar caso haja um cocó mais maroto (que é o mais provável) - bem, esta frase é tão grande que, se fosse para eu dizer na rádio, ficava sem ar. 



São só dicas de UMA mãe. Todas as que lerem, acho que seria giro se dessem o vosso input nos comentários para haver opções para quem leia. 

0 meses: 

- Já vos disseram de certeza que esta roupa não vai durar muito tempo - se tudo correr pelo melhor. Convém sempre comprar para eles estarem mais aconchegadinhos nos primeiros tempos e até - bater na mesa - caso nasça antes do tempo e, por isso, mais pequenino. Compraria (ou, neste caso, mendigaria às visitas): 

- 4 babygrows

- 4 bodies

- 1 gorro 

- 5 babetinhos 

- 1 mantinha de algodão ou polar (consoante o tempo, para cobrir o ovinho nos passeios).



0 a 3 meses: 

- Principal: o bebé estar o mais confortável possível e ser muito fácil trocar a fralda porque é 50% do trabalho com um recém-nascido. 

- 10 Babygrows com molas à frente e não atrás (os outros baralham-me toda, mas há quem diga que dá mais jeito). Além de que agora põem-se os bebés a dormir de barriga para cima e, por isso, convém que as molas estejam para cima também. Compraria uns 10 (ou pediria emprestado) porque lavar a roupa nestas alturas não é algo que nos apeteça fazer com grandes timings. Bom, lavar tem que se lavar logo, mas passar... fica para depois. Eles sujam IMENSO os babygrows, imenso, desde cocó a bolçar.

- 10 Bodies com aberturas grandes para a cabeça, de maneira a que dê para tirar tanto por cima como por baixo. Aqui apostaria também nos 10. Penso numa semana e mais uns, vá. 

- 5 Leggins com pézinhos, ou lá como se chame. Depende muito do mês em que o vosso bebé nascer, mas às vezes convém por mais qualquer coisa por baixo do babygrow e collants nem sempre são 100% de algodão. Aqui compraria menos. Acho que nem sempre é necessário. Compraria umas 5. Depende do tempo, depende se os babygrows forem de "veludo" ou só de algodão. Depende de muita coisa. 

- Um gorro - Imprescindível caso se saia à rua, para estarem mais protegidos nas orelhinhas e até porque é por onde sai a maioria do calor. 

- Dois conjuntinhos bonitos - Sempre tendo em atenção a questão da fralda e do conforto, claro. Ah! E também ser fácil de substituir as peças por outras caso haja acidentes. Isto vai depender do vosso grau de "cerimónia" e gosto. Pode ser que gostem de ter sempre o bebé vestido quando há visitas para as fotografias. Eu só precisaria de dois, mas eu sou eu. 

- 5 babetinhos para ver se se conseguem salvar algumas roupas com o leite das maminhas que pinga, os bolçados, os vómitos... ;) Por mim ainda serviriam os dos 0 meses. 




*atenção que, se tiverem mães extremosas e sogras amorosas ou ajuda na limpeza de tudo e não se importem de ter a casa com gente nestes dias - eu importava-me imenso - compram menos porque lava-se mais. ;)

domingo, 8 de maio de 2016

10 motivos para (não) ter um blog.

Sempre tive blogs toda a minha vida. Vá, desde que existe internet. Sempre tive necessidade e vontade de escrever porque, de alguma forma, não vos sei explicar bem, é assim que organizo a minha cabeça. Não consigo parar para falar comigo no dia-a-dia e isto, assim, ajuda-me a sistematizar, a perceber o que sinto, quem sou (ai que bonito).  A dificuldade e as gratificações de ter um blog dependem muito do que pretendemos com ele. Já tive vários: 

- Um diário - sem qualquer pretensão de ser lido por muita gente. Funcionando praticamente como arquivo pessoal em que publicava fotografias dos meus afazeres, contava o que tinha feito e, ocasionalmente uns desabafos mais intensos quando havia desgostos amorosos ou problemas familiares ou do género. 

- Um álbum - ser menos escrita e mais fotografia (e aqui tanto dá para ser mais no registo de diário como de portfolio se se interessarem por fotografia a sério - tive os dois). 

- Um blog artístico - com desabafos super encriptados e reflexões filosóficas da vida muito ao estilo de uma pita intensa a passar por uma fase de auto-descoberta com muito drama à mistura e não assinado.

- Este blog. Um blogue de maternidade, que funciona como diário, mas que junta reflexões, fotografias com qualidade (outras nem tanto) e com algum humor e que pretende ser lido por muita gente, por vocês. 


Os três primeiros géneros são "apenas" para gratificação pessoal (o mais importante). Ou para poupar dinheiro num psiquiatra ou para ter registo das nossas coisas partilhando com aqueles que nos apetecer (porque não havia facebook na altura e, por isso, só chegava ao endereço quem soubesse dele). Surpreendi-me porque o primeiro e o terceiro tiveram ainda muita gente a ler. Fazia um post por dia ou menos. 

Quanto a este blogue, é um blogue que dá imenso trabalho. Convém mesmo - e daí também sermos duas (para além da pluralidade) - escrever frequentemente para vocês não se esquecerem de nós. A sorte é que ambas temos aquela necessidade de escrever e de partilhar que vos falei ali ao início. 

Já estão a morrer com tanta seca? Tá bem. 

Isto tudo para dizer que os 10 motivos para ter um blog (e para não ter) dependem muito do que quiserem de um blog e, portanto, do retorno que quiserem ter. Suponhamos, só para simplificar que queriam ter um blogue de sucesso como o nosso (ahah). 

10 motivos para ter um blogue: 

1 - Podemos partilhar com um grupo grande de pessoas coisas que nos unem e que nos fazem sentir normais. 

2 - Ficamos com um arquivo muito engraçado e genuíno daquele período de tempo.

3 - Podemos um dia vir a ter um negócio com o blog, sem comprometer a qualidade dos conteúdos e não passando a ser um estendal de publicidade (bom, isso depende de cada uma). 

4 - Menos tempos mortos (porque uma mãe não está suficientemente ocupada, não é?) e sensação de se ter embarcado num projecto. De alguma forma sentimo-nos empreendedoras. 

5 - Aliviar conversas menos interessantes para os nossos amigos. 

6 - (já me estou a ver à rasca) Se escreverem muito e bem (cof... cof) fica mais de metade do trabalho  feito para publicarem um livro. 

7 - Os familiares têm acesso a informações mais detalhadas sobre o que vai na vossa cabeça (isto pode nem sempre ser bom).

8 - Podemos inspirar e informar pessoas de alternativas que poderão fazer sentido para a vida delas (só me lembrei desta agora? que chatice! as haters vão dizer "mas a do negócio lembras-te logo, sua vacarrona!). 

9 - Tirarmos dúvidas com outras mães sobre mezinhas e pedirmos opinião nalgumas decisões. 

10 - Um espaço em que escrevemos e que há alguém que nos queira ler. 

10 motivos para NÃO ter um blogue: 

1- Para se ter sucesso dá um trabalho que é só estúpido. 

2 - Temos de interromper os nossos fins-de-semana para escrever posts como é o caso. 

3 - Parece que temos de ter uma sensibilidade super apurada, uma enorme auto-censura e "medo" para não podermos dizer o que realmente pensamos e não magoarmos sempre alguém. 

4 - Demora muito tempo até se conseguir desenvolver um negócio rentável proporcional ao esforço empregue (nós ainda não conseguimos!).

5 - Temos de lidar com várias sensibilidades dentro das nossas famílias sobre o que podemos expor, que fotografias publicar, do que podemos e não podemos falar. 

6 - Estarmos completamente expostas à opinião de qualquer pessoa e termos de lidar com isso. 

7 - Ficar tudo registado nos arquivos da internet. Se fizerem uma pesquisa pelos nossos nomes vão aparecer coisas que se calhar não gostaríamos que fosse a primeira impressão que alguém tivesse de nós. 

8 - Levarmos com bocas de quem não percebe o que nós fazemos numa de "ai vai lá escrever mais um post, ó blogger", "porque eu sou blogger", blá blá. Existe um preconceito. 

9 - Termos de lidar com uma vertente "empresarial" que não nos agrada e tratar de publicidades, orçamentos, pormenores, negociações... (blergh). 

10 - Nunca podermos relaxar porque sabemos que temos de arranjar conteúdo frequentemente. 


Mais uma vez, não se aplica a TODOS os blogues. Peguei no que sinto. Somos um blogue que não se importa com a concorrência porque sabemos os benefícios que ter um blogue traz principalmente à "cabeça". E porque sentimos que não somos concorrentes umas das outras por sermos todas diferentes. 

E vocês, bloggers ou ex-bloggers, querem acrescentar alguma coisa? O link para o vosso blog nos comentários por exemplo? 

;)

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Tal mãe, tal filha

Estava aqui a fazer um exercício parvo, mas querido, de tentar encontrar semelhanças entre a minha filha e a sua progenitora. Nunca saberemos se somos nós a tentar ver-nos neles, se são eles que são umas esponjas e imitam tudo, mas acho que a minha filha tem muito de mim (física e psicologicamente, como diríamos nas composições da escola primária).

Às tantas esta lista é como os horóscopos: todos batem certo, porque estão cheios de frases feitas e parecem encaixar em qualquer pessoa. Às tantas vão sentir que vos estou a descrever a vocês e aos vossos filhos. Mas cá vai:

- somos beijoqueiras
- adoramos cantar
- adoramos dançar
- adoramos dar espectáculo, no geral
- gostamos de fazer olhinhos
- gostamos de nos pentear
- gostamos de cães
- temos vozes calminhas e queridas
- temos monocelhas
- temos unhas dos pés iguais
- temos orelhas de abanico
- gostamos de pão
- adoramos abraços
- gostamos de livros
- gostamos de praia
- gostamos de sumo de laranja
- não gostamos de sair do banho
- adoramos queijo
- fazemos cara feia a comer sopa, mas comemos
- gostamos de fazer os outros rir

E podia continuar nisto mais umas horas. E vocês? Também vêem muito de vocês nos vossos filhos?

Adora ter "papatos" iguais aos da mãe e do pai <3


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E a mim também;) @JoanaPaixaoBras

segunda-feira, 28 de março de 2016

Top 10 de coisas que uma mãe quer muito ouvir.

Claro que nem todas somos iguais. E, claro que, agora com tempo, vão lembrar-se de coisas bem mais pertinentes para esta lista. Porém, estas foram as que me saíram. Não, não são indirectas que o meu marido não lê o blogue, só se desse para pôr na Playstation e não fosse o blogue, mas um jogo. Claro que também há maridos que são tão solícitos e queridos que pedem com licença antes de nos começarem a fecundar. Claro que há gente para tudo. ;)




#10 - "Olhei para ti e apaixonei-me outra vez.".

Acho que andamos todas todos os dias à procura/à espera de sentir aquele frenesim de paixão adolescente. Gostaríamos muito que eles reconhecessem a nossa magia diariamente como se fosse a primeira vez. E, mesmo que não reconheçam, dissessem na mesma que sim de vez em quando. Eu posso fazer uma tabela no Excel, imprimir, pôr no frigorífico e ainda configurar os lembretes do telemóvel. Sempre tudo muito espontâneo, claro. 

#9 - "Estão a oferecer coisas na Zara!".

Se já nos passamos com aquelas alturas em que eles vão buscar roupas de há 4 anos e dizem que desceram os preços, imaginem se, de repente, passássemos por uma Zara e dissessem: "olhem, estou farta de arrumar isto todos os dias, levem lá o que quiserem!". Ai, eu ia até à secção de homem que é uma zona perfeitamente desconhecida para mim a não ser para fugir quando estamos todas engalinhadas na fila da secção de mulher (ou de criança). 

#8 - "Cortaste o cabelo? Fica-te ainda melhor!".

Epá, mesmo que não tivéssemos cortado. Não interessa. Isto quer dizer qualquer coisa como "reparo em ti e tens algo de diferente hoje, não sei o que é mas adoro". Desde que não tenhamos um rim na testa... 

#7 - "É incrível como consegues dar conta de tanta coisa.".

É a nossa missão todos os dias, não é? Sermos as tais super-mulheres. Conseguimos trabalhar, dar um jeito a casa, educar os filhos, amá-los, dar mimos ao marido, adormecer no sofá e, quiçá, ainda manter a chama do casamento viva. Muito mais provável de acontecer se eles disseram coisas que estão neste top... Depois queixem-se. Estou a dar a lista e tudo. 

#6 - "Eu vou com eles ao jardim hoje, tens o dia todo para ti.". 

Ah-ah! Raro, muito raro (digo eu), serem eles a porem-se nos nossos pés e sugerirem algo que, só para nós, será proveitoso. Isto porque, para muitos deles ir ao jardim com as crianças não tem nada de especial... 

#5 - "Queres ir jantar/almoçar fora hoje?". 

Desde que não seja perto do estádio do Benfica para ficarem mais perto do jogo de logo, acho isto um amor. Quer dizer imensa coisa, que gostam de nós, que querem estar connosco a sós e que têm fome. 

#4 - "O que achas de fazermos algo diferente no próximo fim-de-semana?".

Awwwwwww. Só de ler isto ali escrito apeteceu-me casar comigo própria e fazer-me mais uns quantos filhos. Ah... desde que o "fazer algo diferente" não seja passar a tarde no Leroy Merlin a ver barbecues. Tanto dá, até pode ser ir para a casa de uma prima afastada de Melgaço. Tudo parece pertinente (quase, pronto). 

#3 - Deixa estar, eu faço isso!

Mais depressa isto nos deixaria com vontade de chorar do que se continuassem a matar quarentões simpáticos e aprazíveis na Anatomia de Grey. Quem nos dera ter alguém que fizesse as coisas que não nos apetece fazer, mas sem que tivéssemos de pedir, não era? Era. Pronto. Alguém tinha que responder, respondi a mim própria. 

#2 - Estás a fazer um óptimo trabalho. Os teus filhos são os maiores!

Isto, se viesse do nosso marido ou namorado já seria perfeitamente ofensivo: "Os MEUS filhos? Como assim os MEUS filhos?". A verdade é que sabe bem ouvir este reconhecimento. Temos o resultado nas mãos e não há nada melhor do que isso, verdade, mas... alguém nos dizer é como se fosse um abraço a um bebé (foi o que melhor que me saiu, haha). 

#1 - Estás mais magra? 

Somos mães mas não deixamos de ser aquelas totós que se preocupam com o peso e que adoraríamos ter emagrecido sem termos de fazer nada para isso. Dizerem que estamos mais magras é o equivalente a dizer: "o que fazes para ser uma espécie de top model, mas que mora em Benfica?". 


Vamos cozinhar aqui o documento mais importante do universo e partilhá-lo tanto que haja uma dezena de maridos nossos a ler e talvez nos digam uma destas coisas? ;) É só uma ideia. 



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E a mim também;) @JoanaGama

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Coisas que as pessoas que não têm filhos têm de perceber.

É que é mesmo assim. Já passou o tempo das falinhas mansas. Bem sabemos que vocês ainda andam aí no bem bom e queainda ficam irritados porque um vizinho vos acorda ao meio dia de domingo (!!!), mas têm de perceber, vocês que não têm filhos, umas coisas:

- Não deixámos de ser as mesmas pessoas só porque temos filhos, mas passámos a ter pessoas que sobrevivem graças a nós e, parecendo que não, isso é algo importante. E, portanto, para nós é agradável se formos convidados para eventos em que as crianças possam ir, possam ser alimentadas convenientemente, tenhamos sítios para mudar as fraldas, a música não esteja muito alto, não haja tabaco ao fartote, etc. 

- Não deixámos de gostar de vocês só porque demoramos mais de dois dias a responder-vos às mensagens. Simplesmente parece não haver timing perfeito na nossa vida para vos responder e vocês já não são a coisa mais urgente da nossa vida. Depois deles irem dormir, não queremos contacto social, queremos descanso. 

- Sim, falamos muito dos nossos bebés. Da mesma maneira que quando trocávamos de namorado falávamos muito disso ou quando nos chateávamos com alguém no trabalho também nos fartávamos de falar sobre isso. Qual é o problema de falarmos muito dos nossos bebés? Só por não terem um, quer dizer que é algo que não vos interessa? 

- Somos as mesmas, mas mudámos. Hão de reparar que conseguimos dar-vos perspectivas muito mais produtivas em relação à vossa vida. Não vos inflamamos, mas antes vos incentivamos a ter paciência, a recuar um pouco e a tentar agir com clarividência. Somos mães, estamos expostas a desafios tremendos no que toque a esse tipo de qualidades. Já levamos um avanço. Oiçam-nos.

- Também queremos prendas! Quando vierem visitar a malta não se lembrem só da miúda que vos vai esquecer assim que sairem pela porta. Eu quero miminhos. Eu não sou só a mãe da miúda. Nem que seja uma fotografia da nossa última saída de loucura, o que for.

- Estamos cansados. Sim, verdade que até podiamos deixá-los com os avós hoje e ir sair convosco, mas sabem que mais? Não nos apetece. E provavelmente sentimos que não vai compensar estarmos a cair de sono logo às 10h da noite e que o dia seguinte custe 45 vezes mais por estarmos cansados.

Somos os mesmos, mas em melhor e numa versão mais cansada, mas amamo-vos na mesma. Será que conseguem perceber?



domingo, 27 de dezembro de 2015

Coisas que os bebés costumam odiar!

Completem a lista!

E, sim, já sabemos que há excepções: o Manel que adora que lhe lavem o cabelo e a Maria que desenvolveu um gosto esquisito pelos supositórios... ;)



  • Supositórios
Não era giro? Alguém chegar à farmácia e dizer: "tem aí supositórios? De qualquer coisa, tanto dá, é que a miúda fica tão contente...".
  • Medir a febre no braço ou no rabo
Tudo aquilo que implique eles ficarem imóveis (sem perceberem porquê) é chato. E creio que no rabo não será lá muito agradável. Não sei e não pretendo saber em breve que tenho uma vida algo ocupada. 
  • Mudar a fralda
Há fases. Há fazes em que nem reparam no que está a acontecer e há outras em que temos de de montar todo um circo Cardinali para lhes limpar o cocó da peidola. É o caso da Irene, agora e a história da comida antiga
  • Lavar o cabelo
Eu percebo. Bebé que é bebé tem medo de morrer. Eu também tenho um bocado. E a água escorre-lhes pela cara e não há nada que possam fazer, nem reconhecem aquela sensação. Além de que apesar de alguns champôs dizerem "sem  lágrimas", a miúda chora na mesma. E como ainda não são vaidosos, depois não vão olhar para o espelho e pensar "custou, mas valeu a pena, olhem só para este volume". 
  • Pôr soro no nariz
Outra. Alguém gosta? Há gente esquisita. Já ouvi dizer que houve quem dissesse a uma auxiliar "nasci para fazer clisteres", mas pôr soro no nariz... ainda para mais deitado... é o mesmo que gostar que lhe façam amonas na piscina. Se ainda conseguissem ser eles próprios a fazer, mas não: 0 tempo de mentalização. Tungas. 
  • Aspirar o ranho
Horrível. Aquilo no nosso nariz não faz grande mossa, mas posso dizer que já fui operada ao nariz e a sensação de nos tirarem algo do nariz assim é como se nos estivessem a chupar o cérebro para fora. É normal que não gostem, digo eu. De resto, isto de andarmos a aspirar macacos do nariz com a boca... hmm... 
  • Cortar as unhas
É preciso fazer imensos teatrinhos e passamos pela fase em que a lima parece mais prática, mas não. Depois é a tesoura e depois é o corta-unhas. O ideal era mesmo arranjar-lhes um arranhador como há para os gatos e que eles se entretivessem sem nos chatearem a cabeça. 
  • Lavar os dentes
Ui! Comer a pasta é bom, mas e lavar os dentes? Querem ser eles a fazer (quando querem) e fica tudo só num lado e sem escovar, sequer. No meu caso tenho de contar histórias como se fosse um animador de campos de férias para adolescentes com problemas de entendimento, tenho de dar tudo. Lá vou conseguindo.
  • Vacinas
Não é agradável. Nem sei para quem é pior: se para nós ou para eles. Custa-me muito crer que em pleno século XXI, ainda não haja uma solução mais fácil que esta estupidez. Um pensinho no braço para ser absorvido? Sei lá. 
  • Tomar banho
Interrompe o que eles estão a fazer, claro. Há maneiras de minimizar tudo isto com algumas ideias sugeridas pela Disciplina/Parentalidade Positiva. Como, por exemplo: avisar que daqui a pouco vai tomar banho, haver rotina, etc. Porém, a mim, às vezes, também não me apetece tomar banho. A diferença é que só vou quando me apetece ou, então, sei quais são as consequências de não ir. 
  • Calçarem pantufas ou sapatos
O ideal seria não usarem nada disso durante os primeiros tempos, mas não moramos numa loja de tapetes. Não querem porque gostam de sentir os pézinhos no chão e, acima de tudo, porque nós queremos. É o "tem de ser, senão fica com ranho". 
  • Secar o cabelo com o secador
Mete medo ao susto o barulho? Mete. Eles, quando são mesmo bebés, adoram ruídos brancos para adormecer porque o som fica bastante semelhante ao que eles ouviam quando estavam na nossa barriga. Quando crescem... é preciso uns meses... (ainda não consegui) a convecê-los de que sai um quentinho bom e que é divertido...Grr. Não me apetece nada andar a secar-lhe o cabelo com ela histérica..

E mais coisas? 

Há bebés que não gostam de comer, certo? Não gostam de ir dormir, não gostam de ir para a escolha, não gostam de fazer os trabalhos de casa (aí já não tão bebés, presumo, senão seriam sobredotados...).

Que complicações há por aí? 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Coisas que devia ter feito mais cedo.

Já escrevi um post sobre "coisas que não vou repetir com um segundo filho", mas este é ligeiramente diferente. Deixem-me só ir ler o outro para ter mesmo a certeza... Ok! É mesmo diferente.

Coisas que deveria ter feito mais cedo e que vou fazer mais cedo para a próxima:





  • mudá-la para a cama normal
Feita parva, demorei imenso tempo a tirá-la do berço. Todas os bebés têm o timing deles (ou pais), mas no nosso caso, a Irene andava a dar cabeçadas feita estúpida há meses (mesmo com o contorno do berço) e pontapés e ainda hoje não entendo por que é que demorei tanto. 
  • baixar o volume do intercomunicador
Por causa do stress de não a ouvir, tinha sempre o intercomunicador no máximo, por isso até ouvia a baba a escorrer, se ela dormisse de boca aberta. Se eles precisarem de nós fazem-se ouvir ao ponto de não termos de ter o intercomunicador no máximo, de certeza. Andava eu a stressar-me com barulhinhos de nada e a acordar milhares de vezes... 
  • borrifar para os babygrows e usar pijamas
Tão mais prático e fica tão mais gira! Não entendo a magia dos babygrows, a sério! Especialmente aqueles que têm as molas atrás (wtf?) como já escrevi aqui
  • deixar de lhe dar comida entre as refeições
Ficava sempre muito preocupada por ela não comer bem ao almoço e ao jantar, mas continuava a dar-lhe pão o dia inteiro e bolachinhas, não fosse a miúda ter fome... 
  • cortar-lhe eu mesma o cabelo
Andou a miúda parecida com o MacGyver demasiado tempo por não querer arriscar...
  • introduzir o segundo prato
Esteve a miúda a rejeitar sopa por estar desinteressada da textura... E, afinal, queria era variedade.
  •  mudar para toalhas maiores
Limpar um bebé maior com aquelas toalhas de recém-nascido com capuz... É uma tortura! E para os dois!
  • jogar às escondidas
Houve algo em mim que me impediu de vê-la como uma companheira para brincadeiras demasiado complexas. Afinal já podíamos andar a brincar às escondidas há taaaanto tempo...
  • comprar sapatos
Sim, é parvo ver um bebé de sapatos se não anda, mas andar com ele na rua com 4 pares de meias para não ter frio nos pés também... 


E vocês? 

domingo, 8 de novembro de 2015

Coisas boas de voltar ao trabalho.

Para quem acompanha o blog, foi sabendo (nunca escondo nada) que o meu regresso ao trabalho estava a deixar-me muito ansiosa e triste. "Separar-me" da Irene, deixar de estar 100% presente em tudo o que ela faz, saber que o tempo não volta para trás, etc. 

Amanhã conto-vos mais ao pormenor (está tudo louco para saber, não está?) como aconteceu tudo na prática e na minha cabeça. Hoje, porém, queria deixar-vos - ao contrário do que tem acontecido (sorry) - coisas positivas sobre o regresso ao trabalho. Não estou a abrilhantar nada, é mesmo o que sinto. 

Voltar a ter vontade de me arranjar.

Sejamos vaidosas ou não, o facto de passarmos muito tempo em casa e só com o nosso filho faz com que nos tornemos um pouco mais preguiçosas ou, vá, práticas. Para ir "ali ao jardim" não me apetecia propriamente maquilhar ou, às vezes, até tomar banho. Agora voltei a ter a minha rotina até está estabeleci o domingo para dia de esfoliante e máscara hidratante. São mariquices que fazem toda a diferença e vocês sabem disto. Tenho-me maquilhado todos os dias (menos na sexta que era maquilhar-me ou tomar o pequeno almoço em família) e tenho adorado escolher a roupa no dia anterior e trocar malas para condizer. 

Voltar a comunicar com pessoas. 

Claro que comunicava antes, mas é diferente de chegar ao trabalho e ter 17 pessoas (não me apetece contar) que façam de público para as minhas palhaçadas e vice-versa. É giro voltar a almoçar em grupo, voltar a saber da vida das outras pessoas e não ter que ter um "olho no burro e outro no cigano" por termos sempre a bebé possivelmente a atirar-se à ração dos gatos. 

Voltar a ter glúteos. 

O meu corpo está mais mole que um arroz demasiado cozido. Praticamente parecia uma anémona ou uma ameba. Com uma semana a subir ruas e escadas (vou de transportes) desde o Rossio até ao Chiado e vice-versa, acho que voltei a ter um músculo na perna. Glúteos vão demorar muito mais tempo, eu sei, mas gémeos já começam a aparecer. 

Estar silenciosamente muito ocupada. 

De repente tenho um milhão de mails para responder e escrever. Telefonemas, pessoas com quem falar, eventos para distribuir, planear, etc. A melhor diferença é que não tenho de fazê-lo enquanto respondo que "sim é um hipopótamo". Sinto que a minha cabeça agora está de férias e que posso potenciar justamente os 2% do meu cérebro que ainda uso. 

Estar 100% presente quando estou em casa.

A Irene agora está menos tempo com a mãe. E, apesar da mãe estar cansada, estamos as duas juntas a 100%. A mãe agora larga o telemóvel mais vezes. A mãe deita-se mais vezes na cama para lhe dar beijinhos no corpo e dizer que cheira a bebé cozido, tem mais paciência para lhe dar o jantar, para a por a dormir, para lhe dar banho e brincar com ela... 

Sinto-me apaixonada e grata o dia inteiro.

Ser mãe a tempo inteiro é um máximo, é mágico mas ficamos facilmente adormecidas pelo cansaço, pela rotina, pela "solidão". Temos momentos muito muito intensos todos os dias, é verdade, mas a saudade é especial. A saudade faz-nos ter corações nos olhos o dia inteiro e que eles dupliquem quando chegamos a casa. 


Há coisas boas nisto de voltar ao trabalho. Seja como for, concordo muito com esta imagem: 





quarta-feira, 4 de novembro de 2015

5 coisas parvas que gostava de ter sabido antes

Sabem aquelas coisas que gostávamos de ter sabido antes, mas que no fundo não mudava quase nada se as soubéssemos? Coisas que na altura parecem o fim do mundo, mas depois vai-se a ver e são só parvas? 
Cá está uma lista mais ou menos aleatória de idiotices que nos podem moer nos primeiros dias na maternidade: 
#05 olhos tortos
É normal que os recém-nascidos tenham um olho a olhar para o burro e outro para o infinito. Por isso, nada de, ainda na maternidade, ficarem cheínhas de medo que a vossa filha se pareça com a Rita Pereira (se bem que até não ficavam mal servidos, que é gira que se farta)
#04 ventosa
Quando o vosso filho não está a querer sair nem por nada pelo vosso pipi por variadíssimas razões, a equipa médica pode ter de usar ventosa - tipo desentupidor de canos, estão a ver? E como é que a médica pede a dita? Achavam que dizia "ventosa, ófaxavor?" Não, não. Fala em código, neste caso com um som "bahbah" (onomatopeia inventada agora com som de desentupir canos).
#03 miauffff
O vosso filho pode nascer com uma cara que parece ter sido arranhada por um gato ou ficar com ela assim logo nas primeiras horas. A Isabel nasceu com unhas de fazer inveja a muitas mães e uma cara que parecia um quadro de Miró. Não sei se já alguém concorreu ao Guiness com isto, mas eu posso apostar que foram as unhas mais compridas de um recém-nascido. Comprei logo uma lima (wrong! tesoura, tesoura, tesoura) e ainda tentei solucionar aquilo, mas já foi tarde.
#02 calor tropical
Como nasce no Inverno, três babygrows quentinhos, três casaquinhos, três pares de colants, botinhas de lã, gorrinhos, mantas. Mala de maternidade pronta. Danger, senhoras! Perigo de verem os vossos filhos a derreter! Encarem a maternidade como uma viagem ali ao Brasil, estejam preparadas para temperaturas a rondar os 60 graus e para as visitas que ainda aquecem mais o ambiente. (Ou seria eu que estava em brasa? Digam-me: não sentiram que estavam numa sauna?)
01 mecónio 
Meconiquê? Na maternidade, uma enfermeira vai fazer um número de contorcionismo com o vosso bebé, para o ajudar a fazer cocó, e vai parecer que o estão a tentar encaixar numa mala de viagem a abarrotar. Agarra as pernas, encolhe as pernas, espreme o puto, até começar a sair o mecónio. Não, não descobriram uma reserva de petróleo, aquela é a cor do primeiro cocó dos bebés.
Mães grávidas, que tempo mais bem gasto das vossas vidas com dicas e alertas importantíssimos! Só que não. Comprem mas é o livro do Mário Cordeiro, que aqui não se aprende nada.