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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Mães que vivem "sozinhas" com os filhos: palmas para vocês.

Seja por divórcio, seja porque o marido está no estrangeiro, ou porque trabalha fora, seja por que razão for, opcional ou não, ter os filhos apenas sob a nossa alçada todos os dias, cuidar deles, brincar, acalmar os pesadelos, passear, cumprir horários, educar... É DOSE. E eu cheguei a esta conclusão tendo o David presente ao fim-de-semana, nem quero imaginar quem só tem de quando em quando... ou NUNCA! 

Por motivos profissionais (dele), vivemos assim em abril e maio. Além das saudades que todas sentimos (e ele também, claro), foi duro. É duro a falta de apoio, aquele time breakzinho, aquela ida à casa de banho mais demorada enquanto se faz uma passagem rápida pelo feed do telemóvel, porque sabemos que o outro está lá. Não há um jantar feito pelo outro, não há um "pergunta ao pai", não há aquele apoio perante uma birra, até porque às vezes é preciso é ter ideias para contornar as crises. Não dá para tirar um intervalinho, é contínuo, é sem paragens e sem desculpas. 

Não é fácil, pois não? Ou sou eu que tenho uma tendenciazita para a vitimização - o que também é possível, porque com o cansaço (lá está a queixinhas em acção), a nossa margem para resistir e aguentar tudo diminui substancialmente!

Vocês, que vivem só com os filhos, merecem uma estátua. A sério que sim. "Eu não aguentaria muito mais tempo", saiu-me várias vezes. Claro que aguentaria, se tivesse de ser. Mas sai do pêlo, desgasta, cansa. Por eles, tudo, claro. E acredito que aquela felicidade espontânea, aquele abraço mais demorado sem termos pedido, aquele "gosto de ti, mãe" no final do dia ao adormecer seja suficiente para repor as energias para mais 24 horas. Queixamo-nos mas queixamo-nos com o coração a transbordar.


Fotografia: The Love Project

*Válido também para pais, claro 


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quarta-feira, 31 de maio de 2017

A Luísa já tem 1 ano!

E já estou naquela fase em que entro numa onda de melancolia amena e meiga com a passagem do tempo. Fico naquele limbo entre felicidade e nostalgia, prazer de vê-la crescer e saudades de a ter bem pequenina. É um clássico, eu sei, muita gente sente o mesmo, não estou a sentir nada de novo, mas quem, como eu, está a ter o privilégio de acompanhar cada centímetro do cabelo a crescer e - ao mesmo tempo - acusa o cansaço de ter de estar lá sempre para aparar cada queda, para adormecer, para limpar e para arrumar tudo o que se lembram de tirar das gavetas e do armário, sem ter muito tempo livre, vive isto de uma forma tão intensa que é difícil manter um equilíbrio. Queremos que cresçam, queremos que se mantenham mínimos e nossos. 

Estou apaixonada. Acho que sempre tive, mas agora mais. Mais. Mais. Gosto de vê-la dançar (contorce-se toda), tentar cantar, provocar-me para ir atrás dela enchê-la de cócegas, tentar comunicar comigo. Ela quer tanto falar! Adoro quando me procura, quando deita a cabeça no meu peito e quando tenta dar-me beijinhos com a boca aberta. Está a crescer depressa, mesmo que devagarinho, ao meu lado.

Adoro-a pelo que é, como ser único que é, mas como já escrevi aqui, ainda a adoro mais com a irmã. Vê-las, as duas, a descobrirem-se de manhã, a dar a mão no carro, a reverem-se quando vou buscar a irmã, a brincarem no banho, a darem gargalhadas juntas... não há coisa mais bonita. Obrigada filha, por nos teres vindo acrescentar tanto, por seres esse ser tão especial e tão cheio de luz.

Já tem um aninho, este meu amor. Um aninho! Que nos continues sempre a abraçar e a dar mimo dessa forma e a fazer crescer em nós os melhores sentimentos, a fazer-nos derreter de tanto amor. Cá estaremos sempre.










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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Para as leitoras que dizem que vivo a Irene intensamente...

Foi no fim-de-semana, ao contrário do que tinha previsto com o saco. E não devo ter ido mais do que 3 vezes à Praia da Costa, mas decidi ir com ela, para vivermos mais "praia" e menos um "viemos aqui e já vamos embora". 

Tempo manhoso, mas abafado e praia vazia - perfeita. Gritou, correu, quis andar nua, fez xixi, encheu-se de areia, comeu panados, pôs protector... tudo! Ficamos as duas com aquela estafa de praia e com o coração cheio de amor na praia. Das duas. 

Vivo a Irene intensamente. É verdade. Tenho os meus motivos para isso. Todas as mães os têm, além de praticamente todas sentirmos este amor que nos sai da pele. Para mim é o que de mais gratificante existe na vida além de ser a minha maior responsabilidade. Além disso, tenho outras características em mim, outros passados, outras questões que me fazem querer dar tudo sempre que posso, sabendo-me gerir e vendo-me como ser humano e, portanto, falível. 

Não fosse este um blog de maternidade e falaria muito mais de todos os meus outros interesses, mas nada nem ninguém como esta garota que, quando abri a porta do quarto dela hoje de manhã me disse: "Cucu!". 

Tenho uma relação pouco saudável com a minha filha? Duvido. Ninguém melhor que eu e ela (e o pai) sabemos o que é o melhor para ela, para nós. A Irene é a nossa vida.

Isto é como na culinária. Todos temos de comer. Há uns que gostam de cozinhar, outros que gostam menos, um que gostam com mais sal, outros com menos, uns que só consomem biológico, outros que acham isso uma seita... O resultado tem de agradar a quem confeccionou e a quem vai comer. E mais do que agradar, alimentar, servir.

Quanto mais seguras estivermos, menos tudo o que é "ao lado" nos afecta. 

Estamos bem. Espero que vocês todas também e, se não estiverem, não tem mal. Terão em vocês e nas vossas famílias as ferramentas necessárias para estarem novamente um dia. Caso não tenham, peçam ajuda. Falem. 

O truque é estarmos conscientes, atentas porque o amor todas nós temos. E tanto. 










Coisas que possam ter achado giras: 

Chapéu - Jumbo
Top de alças - Zara
Fato de Banho - Tuc-Tuc 


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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Não fui mãe aos 9 meses de gravidez, fui ao décimo mês da minha filha.

Quando fui mãe, vivi os primeiros dias de forma tranquila e feliz. Apesar das dores, apesar da subida do leite dolorosa, apesar dos receios e de nem sempre perceber o choro da minha filha e de não saber bem como acalmá-la. Sentia-me plena, com força e amor. Sentia que tudo aquilo tinha um propósito e, acima de tudo, estava a vivê-lo com o melhor pai do mundo ao meu lado, a pessoa mais talhada para a paternidade que eu conheço. Ríamo-nos muito, o que tirava uma certa pressão de todos os momentos menos bons. 

Digo-vos quando é que a ficha me caiu mesmo e quando senti um abanão que me tirou o chão: quando o David foi trabalhar, uma semana depois. Senti-me sozinha, desamparada, triste, muito triste. Cheguei a sentir que era uma criança a tomar conta de outra criança. Chorei copiosamente, senti solidão. Como era possível? Ter acabado de realizar o maior dos meus sonhos e não estar a usufruir daqueles momentos em pleno? Sentir-me orfã... nem sei bem explicar. E atenção que tive a sorte de ter a minha avó em casa naquela segunda semana, que me lavava os bodies cheios de cocó e me fazia a sopa (imagino quem não tem nada disto e quem se vê sozinha, sozinha a todos os minutos e a todas as horas...). Não fui mãe quando a minha filha nasceu, ao 9º mês de gravidez, fui ao décimo. Foi nesse primeiro mês que comecei a perceber as dificuldades e a superá-las, a derrubar mitos e a crescer como Mãe. Foi naquelas manhãs em que não conseguia tomar banho nem tirar o pijama, foi naquelas tentativas de passeio em que me esquecia sempre de alguma coisa fundamental (quem é que se esquece de fraldas?!), foi naquele dia em que já tinha tudo pronto e que ia finalmente chegar a horas ao combinado e ela me faz um cocó que saiu por todo o lado, parede inclusivé, enquanto a trocava. Ou quando ela chorava no ovo e eu parti uma unha a tentar fechar a porcaria do carrinho. Ou de quando caí nas escadas com ela no ovo e malas e torci o pé (e acabei nas urgências). E as dores a amamentar que me faziam dar uma volta de 360 graus à cabeça qual exorcista? E aquelas perguntas do "o que fazes o dia todo" vindas de gente que obviamante não é mãe/pai ou então teve um nenuco em vez de um bebé com necessidades a toda a hora? E aquelas fomes loucas que nos fazem encher a cama de migalhas e atacar o frigorífico a qualquer hora da noite quando nos queremos ver livres daqueles quilos a mais que não reconhecemos (e nem está lá a barriga a justificar)?

Agora à distância, dá-me para rir (e até sentir saudades), mas na verdade o décimo mês de um primeiro filho pode ser uma tempestade, mas com a ajuda certa (amigas, especialistas, família, blogues tipo amaeequesabe.pt ehehe) e agora com o décimomês.pt (uma plataforma pensada por Bepanthene Pomada) pode melhorar e muito. Às vezes basta sabermos que o que estamos a passar é normal, basta sentirmo-nos identificadas com alguma história, basta termos resposta a algo que nos andava para ali a atarantar. Basta que nos perguntem "como te sentes?" em vez de, como sempre, "como está o bebé?". 
Eis alguns dos textos que podem fazer algo melhorar nos primeiros tempos enquanto mães, dar-nos aquela segurança que nos falta, sentirmos uma mão no ombro ou um abraço que nos está a faltar para podermos ver tudo com maior clareza e relativizar (já que as hormonas nem sempre ajudam...). 
Visitem, recomendem às amigas grávidas ou no pós-parto. Vale muito, muito a pena.
Fotografia do David - Isabel com uns 10 dias de vida
O resto? É deixar o tempo correr. Tudo vai melhorar.

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Não estou preparada para ficar sem ela!

Não estou. Dei-me um tempo mental de um ano para começar a procurar trabalho em part-time, para além do blogue, mas a verdade é que não quero deixá-la já. Eu, que sempre disse que não conseguiria ficar em casa com filhos por precisar do meu espaço, do meu tempo e do meu trabalho. Eu que adoro estar com adultos.

A verdade é que estou demasiado apaixonada, demasiado envolta nesta esfera e não consigo (se tivesse mesmo de ser, claro que sim, que remédio). Quando ouço um bebé a chorar no berçário, dá-me um aperto enorme só de pensar que vou estar tanto tempo longe e que ela pode precisar de mim. Sim, estou longe de cortar o cordão umbilical. Sinto que lhe pertenço e que ela me pertence. Sinto que isto é que é natural (para mim) e funciona assim. Já me vejo a alargar o prazo para mais um ano para viver a maternidade e a minha filha em pleno. O tempo passa, ela cresce rápido demais. Eu quero cheirá-la muito, saboreá-la muito... Gosto deste apêgo, deste namoro. Mesmo que às vezes me apeteça deixá-la e pisgar-me (principalmente quando não a consigo adormecer ou faz sestas de caca e eu preciso de fazer alguma coisa concentrada). Mesmo que às vezes me queixe de que me sinto exausta e diga que isto é pior que o Big Brother, 24 sobre 24 horas.

Eu gosto assim e não estou preparada para ficar sem ela!



 








Fofo - Principessa
Colar - Welove Âmbar
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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Três coisas que as futuras Mães têm mesmo de saber.

Isto cansa.

A tosse e o ranho à noite são do pior que há.

Não há tempo para tudo. Ponto final.


Isto cansa.
Não é novidade mas há gente com tão boa cara por esses trabalhos, nesses restaurantes, nessas fotos de Facebook que uma pessoa às vezes acha que nós é que somos fraquinhas, ou queixosas, ou que os nossos bebés é que são muito exigentes. Sim, nem toda a gente tem o mesmo nível de resistência, há gente mais forte e mais optimista, mas caraças se isto cansa! Ser mãe todos os dias cansa, não dormir bem cansa, não poder ter um dia só para pizzas e filmes no sofá cansa, ter a cabeça tão ocupada e tão cheia de tudo cansa.

A tosse e o ranho à noite são do pior que há. 
Não dormem eles, não dormimos nós. É uma grande chatice, acabamos por dormir com eles no colo, inclinados, para ver se temos algum descanso mas ficamos com um braço todo dormente, transpiramos mais que dois canos rotos e quando o dia nasce parece que fomos atropelados por um camião cheio de tomate. 

Não há tempo para tudo. Ponto final.
Ah! Claro, estavas à espera do quê? Epa, estou sempre à espera que a capa me faça voar. Continuo a pôr a fasquia upa upa, a achar que se pode perfeitamente ter a depilação feita (nem que seja com a gilete a cortar-me as pernas todas), as camas feitas, os banhos, os posts, a vida social e ainda fazer comida saudável com pesto e manteiga de amêndoa à mistura, um DIY, umas fotografias, ir buscar as encomendas, responder às leitoras e a emails profissionais e no meio disto ir às compras, levar e buscar uma e brincar, dar mama e estar atenta à outra. Esqueçam. Não há tempo para tudo. Não tentem sequer. Escolham, estabeleçam prioridades. O resto faz-se, noutros dias. Ou nunca. E não faz mal. PACIÊNCIA.

Este vai sem "mas vale muito a pena", que isso já todos sabemos.

Pau Storch na apresentação do Pequeno Buda da Iswari

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terça-feira, 23 de maio de 2017

Sim, separei-me.

É verdade. 

Não sinto que tenha sido uma decisão, mas antes uma consequência inevitável. 

Aconteceu para que possamos os três sermos mais felizes em conjunto, mas separados. 

"Os pais são muito muito muito amigos, mas já não são namorados" - tenho esta pronta para quando as perguntas se tornarem mais difíceis. 

E somos. E vamos ser. 

Há um coração que bate por causa do brilho que tivemos nos nossos olhos um dia enquanto olhávamos um para o outro.

A nossa filha é a nossa vida. A nossa filha é o nosso bem mais precioso. 

Um bem, não de pertença, mas um bem de bondade, de pureza, de felicidade. 

Olhei para nós os três e quis ver-nos a todos mais felizes. Vamos ser. Estamos a ser. 

Merecemos todos que o nosso acordar e deitar sejam apenas pausas no melhor que podemos ter da vida e não que a vida seja uma espera por, um dia, algo ser menos imperfeito. 

Há imenso amor nesta família. Imenso. Continuará a haver e, agora, terá mais espaço e mais silêncio para ser visto e sentido com nitidez. Sem complicações quando tudo se tornar mais habitual, quando os medos desentupirem as gargantas. 

Nunca haverá ninguém que ame mais a nossa filha que eu e o pai.

Estamos unidos para sempre pelo amor, os três. 

"Os pais são muito muito muito amigos, mas já não são namorados". 

Quando há certezas, não há opções. 

Para mim, o amor vencerá sempre. 

E não há nenhum mais forte que este que eu e o pai da Irene conhecemos juntos, ao mesmo tempo: o incondicional. 

Fotografia por The Love Project da Joana Sepúlveda Bandeira


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Deixo-a ir de férias com os avós?

Acho que haverá poucas memórias mais doces do que as de férias com os avós e, ainda por cima, com os primos. 

O momento terá chegado? Este ano era pessoa para deixar a Isabel ir com os sogros e as duas primas (6 e 3 anos) uma semana de férias para a praia, num empreendimento com piscina. Mas nunca sem fazer um bocadinho de overthinking. 

PRÓS
Criar uma relação ainda mais forte com os avós
Criar uma relação ainda mais forte com as primas
Sair da rotina da escola-casa
Ter praia, piscina e muita brincadeira 24 sobre 24 horas

CONTRAS
O máximo que ficou sem nós foram duas noites. Terá saudades? Chorará durante a noite?
Precisará de mim/nós?
Terão os meus sogros forças para "aguentar" as três?
Ou elas em férias portam-se de maneira diferente?
Virá com os dentes cheios de cáries? (Esta foi a brincar, sogrinhos, não se zanguem comigo)

Na verdade, acho que esta lista até foi escusada, acho que já tenho a minha decisão tomada. Temos. Se realmente os sogros se sentirem com força e coragem para levar as três, é porque terão genica e já não estarão propriamente à espera de passar uma semana descansados a ler na toalha da praia. Além disso, irão na mesma altura uns tios do David também com os dois netos, o que ajudará a ter mais uns olhinhos debaixo dos cinco. 

Estava a pensar ir no fim-de-semana anterior para um hotel próximo (reduz o número de dias) e depois deixá-la lá os outros cinco dias. Sendo que queria deixar abertura para ela, caso não queira ficar mais tempo, poder chamar-me (iria buscá-la). Acho sinceramente que não irá acontecer, com tanto forrobodó.

O que fariam vocês? Acham cedo? Adorariam ter a oportunidade e seria uma parvoíce não aproveitar?



Num fim-de-semana em Cabanas de Tavira há dois anos



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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Tenham dois filhos, já!

É óbvio que não vos estou a dar este conselho assim gratuitamente e do pé para a mão. Cada família tem de apalpar bem o terreno, fazer contas à vida, pensar bem, que isto de se ter filhos não é propriamente algo que se possa decidir irreflectidamente. Queremos que nada lhes falte, antecipamos de certa forma o futuro e todos os custos inerentes e queremos estar numa boa fase da nossa vida, com paciência e disponibilidade, tempo e muito amor. No nosso caso, foi também com uma boa dose de loucura. Numa fase em que a Isabel estava a dormir melhor - e desde sempre com a ideia de que não queríamos deixar muito tempo entre ambos os filhos - pumbas. Foi tão rápido que nem tivemos tempo de digerir bem a novidade​ (sorte a nossa, claro). Houve dias em que duvidei, dias em que disse para mim que devíamos ter esperado mais, dias em que achei que ia pirar, mas no fundo sabendo que foi o melhor que podíamos ter feito. 

Ontem às noite demorei quase uma hora a adormecê-las (já ficam num pagode e querem é converseta, uma mete a perna por cima da outra e ri-se (a Luísa, danadinha), a outra manda a irmã calar-se e faz queixinhas e andam naquilo não sei quanto tempo até eu me enervar (costumo meter a Luísa no meio a mamar e vou dando festinhas à Isabel mas acho que vou ter de mudar de estratégia porque fico com uma veia da testa a querer sair de tanto me enervar). É giro assim visto de fora e lá nos primeiros minutos mas quando vejo que não mando nada e que não consigo meter ordem naquilo começo a ficar quentinha e lá tenho de partir para as ameaças fofinhas de as separar e de dizer que vão ter de adormecer cada uma no seu quarto. É, neste momento, o único momento em que me enervo mais por serem duas (mas mais porque sou eu que quero sair dali e ter um tempo só para mim, elas não têm culpa...). De resto, já se faz (quase) tudo com uma perna às costas - até almoçar com as duas sozinha já fui, coisa que até aqui era impensável. Já tive um ano de treino também (1 ano!!!). Vamos ganhando calo e o melhor dos nossos dias sobressai mais! Adoro ver as dinâmicas entre elas, a Luísa a pedir "dá" à irmã e ela a partilhar (ou não eheh), a Isabel a contar-lhe histórias ou a ensinar-lhe coisas (ou a ralhar ou até com uma mãozinha mais leve...), os abraços e os beijos que me deixam uma aguinha nos olhos... E a Isabel a defender a irmã?... É maravilhoso. Por isso - tendo as condições todas que acham que têm de estar reunidas  - vos digo: tenham dois filhos, já! É bom demais. 









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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Antes de sermos Mães somos Mulheres e quem diz o contrário está a mentir.

Era tema para horas de discussão, mas acompanhem a minha reflexão e depois decidam por vocês.

*fotografia Ties para a campanha da Zilian

Acredito que para as mulheres que, antes de serem mães, não iam ao cabeleireiro, não frequentavam um ginásio, não sentiam necessidade de ter tempo só para elas de qualidade e fora de casa, não eram fãs de jantar fora ou de uma ida ao cinema, não tinham grande vida social e não tinham assim grandes interesses fora do trabalho ou da relação, não é no pós-parto que vão sentir essas necessidades. 
Para quem gostava de programas e se cuidava, o pós-parto pode ser um grande filho da mãe. Enquanto andamos ali inebriadas com o cheiro do bebé, com aquele quentinho, aquele colo que lhes damos mas eles também nos dão, com aquelas descobertas - e aquele sono e cansaço - tudo o que não nos apetece é ter Mundo. Aquele é o nosso Mundo. É tudo demasiado intenso para querermos colocar mais coisas na equação e está bom assim. Mas, depois que passa esse furacão (cada mãe terá os seus timings e as suas necessidades, claro), começa a apetecer-nos espairecer. Para umas, será um jantar a dois, um encontro de amigas, uma ida ao teatro, uma hora por semana num ginásio, ou duas ou três. Para outras serão umas férias num sítio bem longe. Para outras, meia hora numa banheira é suficiente para se evadirem e relaxarem e voltarem à carga. 

É certo que passamos a fazer mil programas onde os podemos e queremos incluir, mudamos muita coisa, recusamos muitos convites, mas também sabe bem, de vez em quando, não andar com as malas e as fraldas atrás.

No pós-parto da Isabel, achei por bem ir uma vez comprar roupa à Primark e à Zara tinha ela umas 3 semanas e correu tudo bem. Sempre a olhar para o telemóvel, chamada ao David, tudo controlado. Mas depois achei boa ideia ir a um concerto, teria ela mês e meio. Justin Timberlake. E umas mamas completamente a rebentar pelas costuras, um desconforto gigante, idas à casa de banho para tirar o excesso e aliviar e enfim - não aproveitei grande coisa, não. Além disso estava quase sem bateria e em stress. Percebi que não era hora para grandes aventuras. Depois, ao fim de 9 meses, achei boa ideia irmos passar um fim-de-semana fora. Primeiro dia, perfeito. Segundo, a falarmos muito nela. Terceiro já desejosos de vir embora (parecia que estávamos a adivinhar que estava a ficar doente). Apesar de agora não me parecer uma excelente ideia, lembro-me de na altura precisar de espairecer e nada fazia prever que ela ficasse assim. Adeus culpa, não preciso de ti agora para nada. 
Lembro-me também de ter começado a trabalhar demasiado cedo (aos 3 meses) mas de, depois de muito choro durante vários dias (e quase mastites, por não conseguir extrair leite em reportagem), lá me conformei. Até me sabia bem estar com adultos, ter outros interesses e recordo-me de não invejar a parte das sestas da Irene (a Joana estava em casa com ela) e nem me imaginava em casa com a Isabel tanto tempo. Depois os meses foram passando e fui percebendo que estava tudo a ir depressa demais e que estava a perder muita coisa do crescimento da minha filha e que não ia querer perder da segunda.

Como sabem, dei uma volta de 180 graus. Estou em casa e estou a gostar muito de estar perto da minha filha estes quase 12 meses. É um privilégio. MAS, já senti necessidade de fazer coisas PARA MIM. De ter TEMPO para mim. Sem ter de estar preocupada com fome/sono/brincar. Sem ter de estar alerta. Acho saudável até termos vontade de descansar a cabeça, de trocar o chip, de nos mimarmos. Se tivesse mais ajuda, já o teria começado a fazer há três ou quatro meses. 

Foi agora, aos 11, que se proporcionou: Luísa entregue a uma pessoa de confiança, cá em casa, duas horas à 2a e duas horas à 5a para eu poder ir ao GINÁSIO. Comecei há uma semana e estou a adorar. Precisava mesmo disto. Tenho noção de que nem toda a gente poderá dar-se a esse luxo (para elas farei vídeos e darei dicas para treinarem um bocadinho em casa, fica prometido), mas, caso possam, força nisso. 

Pude dar este passo, estou feliz, feliz, feliz, a adorar o ginásio, os instrutores, o banho pós-treino (que sensação maravilhosa), o chegar a casa e tê-la bem, sorridente e a vir para o meu colo, toda feliz. 

Era isto que me faltava para ser FELIZ e eu não sabia. Ter um escape, limpar a cabeça e ter objectivos que não só os de fazer a minha filha feliz (apesar desses objectivos me darem também a mim muita felicidade). Antes de ser Mãe, era Mulher. E é bom voltar, aos poucos, a ter outros objectivos: neste caso, ser mais saudável e, claro, ter um bumbum mais firme. :) #operacaocoracaofortebumbumfirme

Estou no Scape, em Santarém, e quero aproveitar essa hora para treinar e para o combíbio! Se mais alguém alinhar ou por lá andar, é dizer, para darmos dois dedos de conversa entre agachamentos. :)







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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Retiro o que disse: se calhar usava isto.

(Acho que há à venda nos ebays e AliExpress desta vida)

No outro dia contei-vos da nossa primeira ida ao cinema. Mas não vos contei tudo. Levámos a sobrinha Alice e a minha cunhada esqueceu-se de nos avisar que a gaiata gosta de dar de frosques. Estávamos nós a cumprimentar uma amiga e foi coisa de 15 segundos quando olhámos para o lado e nos perguntámos: "a Alice?". Olhámos à volta e só a Isabel colada a nós, como de costume (já me pregou um mini susto numa loja mas não é hábito). Cada um para seu lado e dois corações a mil. No El Corte Ingles há escadas, há saídas para o metro, há tudo. Eu fui para a zona das salas de cinema, o David para a zona dos restaurantes. Fizemos uma ronda rápida e voltámos ao ponto de onde partimos. Olhámos um para o outro e nada. Só uma vontade enorme de chorar. Resolvi pedir ajuda à senhora da bilheira porque já estava a morrer de medo (que responsabilidade, meu Deus!). Eis senão quando lá vem a miúda de mão dada com uma senhora e o filho, de uns 15 anos. Então, como estava vestida de bailarina e estava a entrar numa sala que não era de um filme de animação, os senhores lá estranharam. Assim que a vi, foi uma explosão de sentimentos. Descompressão com vontade de a estrangular. Mas mantive a calma, dei-lhe um mini "raspanete" e disse-lhe que nunca mas nunca podia sair de perto da tia e do tio que eu ficava com medo. Disse-me: "vocês fugiram!" Respira fundo, já passou. Mas hoje, assim que passei os olhos por esta geringonça / trela/ pulseira voltei a lembrar-me da história que nos ia matando do coração: foram uns 3 minutos que nos pareceram 30. E que acabaram por deitar por terra a minha resistência à ideia de trelas nas crianças. Fez-me já muita confusão, já disse que era ridículo, acho (achava) que há métodos mais respeitadores deles. MAS... Passando por elas, a minha opinião mudou um bocadinho. É um susto tão mas tão grande que se calhar não é uma pulseira destas que faz mossa. Deve ser um alívio até (e os olhares e os comentários dos outros devem ser bem irrelevantes quando se tem uma criança mais arisca e destemida)...

O que acham vocês disto? 

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terça-feira, 2 de maio de 2017

Vão dizer que estou a exagerar, mas antes "a mais" do que "a menos", neste caso.

A Irene desde que começou a andar que anda 90% do tempo em bicos dos pés. Tenho desvalorizado, estando em sintonia com a pediatra dela, mas 2 anos depois e depois de ver todos os colegas da escola dela a andar "normalmente", não consigo adiar mais a compreensão disto e tenho que me descansar. 

Noto que ela consegue pousar os pés no chão até porque há os tais 10% em que anda "como deve ser". Não acho justo estar sempre a corrigi-la (só o fiz uma vez) porque se o faz, há de ter uma razão para tal. Ninguém aguentaria tanto tempo assim só "porque sim". E se ela quisesse ser bailarina não tinha começado com isto mal começou a andar, quando ainda nem sabia o que era uma bailarina. 

Tenho uma amiga que é psicóloga infantil e disse que, por vezes, há crianças que podem fazê-lo como forma de defesa, podendo estar a "tentar lidar" com algo mais forte que elas a nível emocional. 

Faria sentido. Desde sempre que as coisas não são ideais lá em casa - são em alguma? - e faz sentido querer cuidar tanto do interior dela como do exterior. Marquei uma consulta para breve numa pediatra de desenvolvimento. Não há de ser nada, mas é menos uma coisa a azucrinar a cabeça e mais uma segurança. 

A minha conta bancária não agradece, mas já gastei dinheiro em coisas mais estúpidas. 

Lembrei-me que há muito tempo já tinha escrito sobre isto aqui. :) 

A Irene em Julho de 2015. :) 



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domingo, 30 de abril de 2017

Estás grávida? Bem-vinda à maior aventura da tua vida.

Inspira.
Expira.
É mesmo verdade.
Estás grávida.
É normal teres medo.
É normal estares com borboletas na barriga.
É normal não saberes bem no que te meteste.
E ao mesmo tempo estares a viver um sonho.
É desejado. Muito. Tinhas a certeza de que querias um filho.
Mas mesmo assim tens incertezas.

Vais sentir aquele amor que dizem ser maior que tudo?
Vais, mesmo que não o sintas logo, como estás à espera, vais sentir esse amor incondicional. Dá-te tempo.

Vais dar conta?
Vais. Mesmo que pareça que não sabes bem o que estás a fazer, confia. Sono? Fome? Frio? Aconchego? Pouco a pouco vais perceber. Vais saber ouvir o teu bebé. Vais perceber que às vezes o colo resolve tudo. E compras um pano ou uma mochila ergonómica. Ou ambas. E o teu calor, o bater do teu coração vai acalmá-lo. Se não acalmar, pede ao teu coração para se acalmar. Respira fundo. Sai de cena e volta a entrar. Está a chorar. Muito. Mas vai passar.

Vais ter sono e endoidecer?
Vais. Vais sentir-te um zombie. Vais desesperar. Vais achar que estás a enlouquecer. Se calhar vais ter de pedir ajuda. E pedes. Se calhar vais achar que não vais sobreviver. E vais. E aguentas. Mais um dia. E outro. E arranjas as melhores formas de dar a volta. Dormes uma sesta. E outra. Deixas o bebé meia hora com o pai. Ou a avó. Ou alguém em quem confies. E dormes um bocadinho. Enches a banheira e relaxas. Esses 10 minutos vão fazer milagres. Aquele cheirinho, aqueles esgares, boquinhas e sons perfeitos também.

Por agora desfruta.
Dessa barriguinha.
Desse tempo de espera.
Vê uma série se não adormeceres.
Faz amor se te apetecer.
Passeia se os pés não ficarem tamanho 45.
Compra uma roupinha tamanho 1 e delicia-te.
Se tiveres de estar na cama, lê Carlos Ruiz Zafón, vê um bom filme, aproveita agora (é uma seca, sim, é fácil falar, sim, mas é temporário).
Se trabalhares, vai passar num instante e ao mesmo tempo sentes que demora (que coisa mais estranha, mas habitua-te a este sentimento dúbio: vai acontecer com todas as fases do teu bebé).

Prepara essa cabeça e esse coração.
Para ouvires bitaites de todo o lado, até de quem até agora não conhecias a voz.
Para teres de fazer ouvir-te perante tantas dicas e contradições. Sê humilde mas filtra. És tu - e o pai - quem decidem.
Para quereres chorar e logo a seguir sorrires. É uma montanha russa de emoções difíceis de controlar. Deixa-a subir e descer e fazer loopings. Logo, logo, vais relativizar tudo. E até ter saudades dos primeiros tempos. Que loucura.

Cala internamente as vozes que dizem que o estás a mimar demais com colo. Cala internamente as vozes que dizem que o teu leite é fraco. Cala internamente as vozes que dizem que ele tem de dormir na caminha dele.
Não duvides do teu instinto animal, de protecção. Não duvides que o teu cheiro cura tudo (e não estou a falar desse bolçado no pijama). Não duvides que os teus braços dormentes são em vão. Ele esteve 9 meses no teu corpo a sentir-te. A serem um só. Ele quer-te. Pele a pele. E tu também vais querer esse mimo todo. Também tu precisas daquele cheirinho viciante e daquela pele macia por perto, colada à tua.

Estás grávida e ainda falta tanto, mesmo não faltando.
Queres conhecê-lo. Queres conhecê-la. Queres conhecê-los (ui! plural, coragem a dobrar!).
Está quase. E vai ser difícil para algumas, mais fácil para outras.
Mas bom. Muito, muito bom. No momento ou à distância. Mas intenso. 
E depois de passado o turbilhão, ficarão a restar as saudades.

Estás grávida. Bem-vinda à maior aventura da tua vida.

À minha grávida preferida do momento (e a todas as outras)

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