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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Não tenho dinheiro.

O dinheiro não estica, é verdade. A vida não está fácil, também é verdade, mas dei por mim a aperceber-me que gastava muito do meu dinheiro em "trampa". Aqueles momentos em que achamos que tudo na loja do Tigre (coff.. coff..) é muito barato e acabamos por comprar um piaçaba, um tampão com motivos infantis e meio candeeiro de plástico a 50 euros.

Reparo que assento muito da minha vontade de me sentir bem em comprar "coisinhas". Seja mandar vir umas camisolas da Zara sem precisar ou de comprar uma vela na Zara Home (calma, não estão a pagar o post - mas deviam) ou comprar uma agenda nova de 50 euros (aconteceu). 

Isto sou eu. Provavelmente a esconder um buço por fazer porque "não tenho dinheiro". 


Em vez disso, estou a privar-me de, talvez: 

- ter poupanças - seria interessante poder ter um "pé de meia" para não me arrepiar sempre que me lembro que é mês de pagar o condomínio 

- ter menos merd* cá por casa - a quantidade de porcaria que tenho por aqui, brinquedos perfeitamente desnecessários para a Irene e mini porcarias sem utilidade. Não quero nada um corta ovos, que parvoíce! Corto o ovo com uma faca, para quê tanta mariquice?

- viajar nas férias - poder pegar em mim e na Irene (e, se calhar na Susana) e irmos a Londres, Paris, Espanha... Fazer coisas "em grande" que me preencham mais do que apenas comprar e "enfiar na gaveta" (sei que esta expressão também tem algo que ver com cuecas e rabo, mas decidi manter). 

- comprar cortinados - ando sempre a dizer que não tenho dinheiro, que é caro e, se calhar, com tanta trampa, já tinha os cortinados e até uma pessoa para mos abrir e fechar quando fosse preciso. 

- ir à manicure e pedicure e não sei quê - "não tenho dinheiro para isto", se calhar até tenho! Ando é a gastar em coisas que me façam sentir menos bem tipo um pedacinho de relva artificial dentro de um vaso de plástico que está aqui a enfeitar-me a secretária e que os meus gatos adoram roçar o esfíncter nela - já valeu a pena por eles. 

Sei que não vou conseguir abdicar de tudo, mas vou "deixar-me de merdas" e tentar aproveitar o que já cá há em casa. Se me organizar melhor no armário, provavelmente até tenho mais roupa para usar em vez de andar a comprar mais "básicos" a 3 euros por serem baratos. 

Vá. 

#adeixarmedemerdas

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Este ano quero...

  • fazer listas para ter um controlo maior dos afazeres, das refeições, dos textos do blogue
  • reaprender a comer, dar o exemplo, dizer adeus aos refrigerantes e abolir o açúcar cá de casa (apenas em dia de festa, num jantar especial, etc)
  • começar a correr e a fazer desporto regularmente
  • tirar uma hora ou duas do dia para mim, deixando a Luísa ao cuidado de uma babysitter ou numa creche em part-time, quando fizer um ano
  • tirar um workshop de parentalidade consciente e mindfulness e ler o livro da Mikaela Ovén Educar com Mindfulness
  • substituir ao máximo o tablet e a televisão por jogos, livros e brincadeira livre
  • arranjar-me mais um bocadinho e voltar a ser vaidosa q.b
  • namorar mais

Assim de repente, é isto. E vocês?

Uma foto publicada por Joana Paixão Brás (@joanapaixaobras) a


Podem ler também: Obrigada 2016, foste um bom ano

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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Obrigada, 2016. Foste um bom ano.

Não sou pessoa de me queixar infinitamente, talvez por me sentir uma sortuda a maior parte do tempo. Sou optimista, vejo o copo meio cheio, acho (quase) sempre que há males que vêm por bem. Há muitos anos que combato uma coisa que é a de deixar que um simples incidente estrague o meu dia. Tudo podia estar a correr lindamente que bastava um pequenino "não" para eu achar que o dia tinha sido uma merda.


Agora, não sei se da idade, se de ter passado por uma experiência muito forte em que temi morrer, não sei se por ter sido obrigada a amadurecer para gerir melhor três vidas, sinto-me mais sábia, mais resiliente, mais forte {claro que há dias em que todo este equilíbrio vai pelo cano abaixo e que me sinto miserável, mas depois ganho forças não sei onde e no dia seguinte a tempestade já passou}.


Por tudo isto, não acho que 2016 tenha sido um mau ano. Foi bom, muito bom.


Foi um ano de MUDANÇA. Despedi-me, mudei de cidade, a Isabel mudou de colégio, reaprendi a viver com menos.


Foi o ano que me trouxe a LUÍSA. Fui mãe novamente, apaixonei-me de novo. Estou sempre a dizer que ela é um bebé bom. São todos, é certo, mas há algo nela tão calmo, tão sorridente, com tanta luz e serenidade que me apazigua de uma forma inexplicável.


Foi o ano em que voltei a AMAMENTAR. Sei que algumas pessoas não perceberão este destaque todo, mas para mim é algo muito importante e acabei por fazer as pazes com a minha experiência anterior, que terminou quando a Isabel tinha apenas 9 meses.


Foi um ano de FAMÍLIA, PARTILHA e ABNEGAÇÃO. Foi o ano em que tive de aprender a ser mãe de duas, a chegar a mais lados, a dar de mim e a articular as minhas horas, a minha vida, consoante aquilo que achei ser o melhor para as minhas filhas.


Foi um ano cheio, com vontade de ESCREVER e de FOTOGRAFAR. Editámos o nosso livro, investimos tempo e amor no nosso blogue e fomos recompensadas com as vossas palavras de incentivo, as vossas partilhas, parcerias com marcas que acreditam em nós, começámos timidamente o nosso canal do Youtube e este cantinho cresceu.


2016? O melhor ano. Mesmo que com muitas arestas para limar, alguns imprevistos e choro e algumas resoluções por cumprir. A mais importante foi cumprida: ser uma pessoa melhor. {Sendo que faz parte das minhas resoluções para 2017 e de todos os anos que virão.}


Agradecida. É assim que me sinto. Pela saúde, pela família, pelos amigos, pelo amor que sinto todos os dias a aumentar. Por tudo de bom que nos aconteceu. Obrigada, 2016. Foste um bom ano. Que 2017 seja ainda melhor. 2017, eu vou lhe usar.


Obrigada também a vocês que, desse lado, nos passam tanta energia positiva.

Nem sabem o quão tudo isso é importante para mim.
Tenham um excelente 2017!

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