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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Que filha é esta? E estou a chorar porquê?

São raras as vezes em que passeio pelas fotografias da Irene quando era mais pequenina. Ando tão concentrada no presente (ou, erradamente, no futuro) que me vou esquecendo que todos os dias passam a passado e que todos os dias são dias novos em que ela estará a crescer e a mudar.

Aconteceu-me no outro dia porque tive de ir "ao disco" e dei por mim com grandes sentimentos de tristeza. Chorei. Como se (o que vou partilhar é uma estupidez e eu sei) a Irene de cada fotografia nunca mais voltasse e que eu não aproveitei o suficiente. 

O que vale e nisso ajuda-me muito o blog é que sei que independentemente de não conseguir sentir o sabor desses dias (por não parecerem ter passado por mim, seja por que motivo for) que, na altura, terei sempre amado e dado o meu melhor. Nos passeios diários quando ficar em casa me consumia, nos banhos em todos os momentos. 

Por alguma razão olho para o passado só com tristeza, como se me sentisse péssima mãe todos os dias e sei que não isso é verdade. Sei que estou longe de ser a mãe perfeita (se é que existe) ou até a melhor mãe que consiga ser, mas não entendo qual a razão para me massacrar tanto. 

Parece que tenho saudades dela por nunca a ter vivido e, no entanto, não tenho feito outra coisa. Que lágrimas são estas? 























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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Quando é que me esqueci de que ela é pequenina?

Não sei se foi por estar cansada, com o desafio de estar pela primeira vez tantos dias sozinha com as duas, ainda por cima adoentadas e mais carentes (falei sobre isso aqui). Não sei se foi da quadra natalícia, que mexe muito comigo e me deixa um bocadinho triste (falei sobre isso aqui). 

Dei comigo à procura de uma resposta que me fizesse sofrer um bocadinho menos e que me fizesse voltar a olhar para a Isabel com o respeito que lhe tinha quando ela era bebé. Dei comigo a perceber que a ando a tratar com demasiada rigidez e autoridade (não confundir com coerência e disciplina, porque isso acho que é preciso), com brutidade, até, como se ela fosse um adulto a precisar de um abanão e de um puxão de orelhas (e eu acho que nem os adultos devem ser tratados assim...). Dei comigo a ter a certeza de que estou a exigir demasiado dela, a mandá-la calar, a pedir-lhe que pare de fazer birra, vezes sem conta.  

Eu não estou a ser a mãe que quero ser. Nem a mãe que ela precisa que eu seja.  

E, para que possa afastar a culpa de mim, e com ela levar a mágoa e a tristeza de não estar a ser quem quero ser, nem a construir a relação que quero com a minha filha, tive de fazer alguma introspecção e procurei fotografias dela quando ela era bebé. Tentei perceber onde e quando deixei de vê-la como uma bebé e passei a vê-la como alguém que tem perfeita noção do que está a fazer. Quando comecei a vê-la como manipuladora. Quando comecei a gritar com ela, a achá-la chata e até a ter raiva dela (ou de comportamentos dela).

Não tenho ainda respostas para tudo, mas fez-me bem chorar, descomprimir e voltar a apaixonar-me pela minha filha. Andava numa fase de algum desencanto, mesmo que com o coração a transbordar de amor e a ficar surpreendida com a inteligência e sentido de humor dela (o injusto que isto é, quando ela, mesmo com a minha gritaria, me adora a todos os instantes e me desculpa na hora).

Talvez tenha sido quando se começou a expressar melhor, a falar melhor. Talvez tenha sido quando começou a franzir o sobrolho e a dizer frases completas e bem estruturadas, a queixar-se, a zangar-se. Quando começou a fazer birras a sério, a bater e a dizer que não quer, que não gosta. Ela reproduz tudo o que vê, é muito autónoma e está naquela fase em que quer fazer tudo sozinha e diz mil vezes que é crescida e isso fez-me vê-la como alguém realmente muito desenvolvido e crescido. 

Ela nem três anos tem. É a minha bebé, a minha filhota. Está a processar tudo a mil à hora, não tem o cérebro desenvolvido o suficiente para conseguir articular a frustração. Está a conhecer os limites, a testá-los. Ela não nos quer mal, não nos quer chatear. Ela é uma querida. E eu amo aquelas pestanas, aquela gargalhada, aqueles olhinhos de bambi ternurentos. E, no fundo, aquela teimosia ainda lhe vai dar muito jeito no futuro. Espero que saiba valer a sua vontade, debater e argumentar, pela vida fora. Acaba por ser esse o treino agora. 

Via-a tão pequenina naquelas fotografias e no meu colo e vejo-a agora, tão desafiante e tão minha. Quero-a assim, aceito-a assim. E quero ajudar a fazer dela uma miúda e uma mulher segura, carinhosa, feliz.




(Isabel com 6-8meses) <3

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

O que me deixa triste no Natal.

Eu sou das que sente uma dualidade enorme de sensações nesta quadra.

Adoro a ideia de ter a família à mesa reunida a comer coisinhas boas e a dizer disparates, a discutir e a vociferar, quando os ânimos aquecem (sim, somos tipo família italiana).

Fico triste com o facto de já não estarem cá pessoas de quem eu gostava muito e que tanta falta nos fazem.

Adoro os enfeites, as luzinhas, os cânticos, as canções pirosas e as menos pirosas.

Fico cansada pelos que têm de fazer uma ginástica mental enorme para resolver como se distribuem pelas famílias, pais separados, sogros separados, famílias afastadas e decisões que vão melindrar sempre alguém.

Adoro o espírito de união, de entreajuda, o facto de nos preocuparmos uns com os outros, de pensarmos em formas de surpreender, mesmo que com coisas simples, quem mais gostamos e por aí fora.

Fico chateada com o consumismo desenfreado, com a loucura das compras.

Adoro olhar para o ar surpreendido da Isabel, que já vive esta quadra toda entusiasmada e a cantar a música do pinheirinho vezes sem conta (aqui). Diz todos os dias: "Feliz Natal".

Fico sem chão quando penso em todas as crianças que não têm família, em todas as pessoas que estão numa cama sozinhas, em todos os que passam o Natal no meio de hospitais.

Adoro o presépio e tudo o que ele representa.

Fico nostálgica e cheia de saudades da magia que o Natal tinha para mim em criança, de ir apanhar musgo em Montejunto para o presépio; de acreditar no Pai Natal, apesar de achar estranho o facto de ele conseguir subir até ao 6º andar numa corda; de acordar dia 25 de manhã e ir ver o presente que ele nos tinha deixado; de dançar com o meu tio Jorge, sempre tão animado (que saudades do meu tio (!), que dizia que eu era a sobrinha preferida dele - a única); de ir ao cinema com os meus pais e irmão no dia 25.

Ai Natal, Natal... és tão bonito mas tão difícil de gerir dentro de mim.






Fotografias  I Heart You Photography

Da entrevista (aqui) que dei ao Save the Date


Se ainda tiverem um tempinho, podem ler estes textos:
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