sábado, 6 de dezembro de 2014

Fui só ali comprar uma coisinha.

Não, não e não. Não compramos só uma coisinha quando não temos nada para fazer a seguir às compras. É uma das razões pelas quais eles não gostam de ir às compras connosco, a outra é porque, geralmente, estamos a comprar coisas para cobrir o que eles mais gostam em nós. Amuam.

Fui só ali comprar um ou dois pijamas quentinhos porque não ganho para o aquecimento central (literalmente também porque estou de licença sem vencimento) e, então, optámos por enchouriçar a Irene para ela não ter frio e para ver se é isso que a tem feito acordar de hora em hora durante a noite.

Fui às lojas do costume e claro que "ah, também preciso disto!", "mais vale comprar isto também", "há que tempos que era para comprar isto...". 

O pior? O pior é que vem aí o Natal e, de certeza, que vou (vai, a Irene) receber ou podia receber mais de metade das coisas que aqui estão, mas estou super contente na mesma. 

O quê? Ver quanto dinheiro me resta na conta? Já vou. Sim, sim. Estou a ir. Vejo amanhã. 

Não são aquelas fotos todas chiques das bloggers super profissionais porque, que engraçado, não sou uma blogger chique, nem super profissional (apesar de saber que a Joana Paixão Brás vai ficar cheia de urticária com estas fotografias aqui, duvido até que este post seja publicado). 




Mordedor gelado que dá para congelar da Chicco.


Luvas e babygrow peludo daquela loja do colombo que faz esquina com a Tuc-Tuc, Geoc? Geoxx? A minha sogra comprou lá um babygrow em cor-de-rosa e fui lá buscar o irmão.


Meias da Zippy, das quentinhas.


Meias e "Uggs" da H&M.


Babygrow Rena da Zippy.


Toalhas de banho da Zara Home (a borrega já não cabe nas de recém nascido). 


Meias e babygrows pseudo-quentinhos da Zara.


Como fui eu a arrotar para esta brincadeira, os meus agradecimentos vão para a velhota que me deixou passar à frente na Zippy e a toda a equipa de som, luz e efeitos especiais que tornaram isto possível. Este post é para vocês. 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Blogger da semana (#01) - O Copinho de Leite

Há blogs para todos os gostos, verdade? Até para pessoal que tenha fetiches esquisitos, com peças de lego, por exemplo. 
Não é o caso.

Este blog tem uma missão.



Se ainda não conhecem O Copinho de Leite, fico contente por vos dar a conhecer. É um blog alérgico à proteína do leite de vaca (APLV), tal como a minha filha. Depois do terror das análises (escrevi sobre isso aqui), encontrá-lo fez-me sentir que é possível lidar com isto de uma maneira menos dramática, caso não passe por volta dos 12 meses. 


Quais foram os primeiros sinais de que o seu filho poderia ser APLV?

A APLV tornou-se evidente aos quatro meses, quando o eczema se alastrou ao corpo todo e, também, quando comeu a primeira papa (e era não-láctea). Ficou com uma enorme crise de urticária e ligeiramente inchado. Com os conhecimentos que tenho hoje sobre a matéria, vejo que as manifestações começaram muito mais cedo. Era um bebé que não dormia (nem de dia nem de noite) e estava sempre a chorar (sobretudo depois de ter comido), dando mostras de um grande desconforto. 


Qual foi o seu processo? Análises, especialistas, retirar imediatamente tudo o que tivesse leite de vaca da dieta do seu filho e da sua quando (se) amamentou? 

O pediatra que o seguia na altura não estava minimamente sensibilizado para as questões das alergias alimentares. Por nossa iniciativa, procurámos uma alergologista que pediu análises. Os resultados foram inequívocos: alergia às proteínas do leite de vaca, em grau elevado. Eu comecei a fazer evicção total do leite e da soja, pois amamentei até ele ter um ano. 
Também consultámos um dermatologista pediátrico, por causa do estado caótico da pele. Ah, e mudámos de pediatra… duas vezes!


Sentiu que não existia informação organizada de forma útil para mais mães, nesta situação, consultarem, daí o blogue?

Eu tive a sorte de encontrar uma alergologista que me facultou toda a informação necessária, para aquela fase de “arranque”. Todavia, é um facto: não havia quase informação nenhuma disponível, com excepção de alguns sites brasileiros. Entretanto, tive conhecimento da Alimenta – Associação Portuguesa de Alergias e Intolerâncias Alimentares, o que acabou por contribuir para não me sentir uma perfeita extraterrestre. 
Sim, pode dizer-se que o blogue cumpre esse propósito. Fui incentivada por várias pessoas a fazê-lo, quiçá fartas das minhas palestras informais sobre alergia alimentar!


Qual será, na sua opinião, a percentagem de diagnósticos acertados de APLV em bebés? Poderá ter-se tornado numa "alergia da moda"?

Quiçá condicionada pela minha experiência, em que houve um diagnóstico tardio que poderia ter tido consequências muito graves, acho preferível que se coloque a hipótese de alergia alimentar, do que não se coloque de todo. 
Não creio que se trate de uma alergia da moda, trata-se de uma questão de saúde que, infelizmente, tem vindo a crescer a um ritmo preocupante. 


Considera que é um "problema" ou, apenas, uma questão de cuidado extra?

É uma condição de saúde, que exige um milhão de cuidados extra, muitos dos quais nem passam pela cabeça da maioria das pessoas. Meter um iogurte dentro de um saco fechado, antes de o deitar no lixo lembra a alguém? Pois… a nós sim. 



Se não fosse a APLV, estaria tão activamente envolvida na alimentação do seu filho, fazendo iogurtes caseiros, por exemplo?

Não, de todo. A APLV veio revolucionar por completo os hábitos alimentares e de consumo da família. 


Sente que a falta de apoio à amamentação nalguns hospitais poderá ser uma das principais causas para o despoletar da APLV visto que facilitam um contacto prematuro com o leite artificial?

Existem algumas evidências científicas que o contacto precoce com o alérgeno pode desencadear estes quadros. Porém, há muitos casos de crianças com alergias, que só ingeriram as proteínas do leite já tarde e são alérgicas na mesma. 
Concordo, todavia, que existe falta de apoio à amamentação nos hospitais. Eu senti isso e de que maneira! Valeu-me a minha obstinação e a forte convicção de que amamentar era o melhor que eu podia fazer pelo meu filho. Não estou arrependida! 


No vosso dia-a-dia, que produtos  sente que faltam para crianças com APLV?

Imensos produtos: papas, bolachas, iogurtes, leite com sabor decente, etc. A oferta ainda é muito escassa, limitativa e dispendiosa. 


O que falta fazer para melhorar a vida dos copinhos de leite?

Acho que falta “empowerment”! A criação do meu blogue é também para colmatar isso. As pessoas com alergias alimentares, os pais de crianças com alergias alimentares, têm de começar a criar um “buzz” em torno destas questões. Reclamar um lugar seguro para si e para os seus, nos meios onde estão inseridos. Têm de parar de pedir desculpa por uma condição médica, que não escolheram nem as define! 


Conselhos a futuros pais para estarem em cima do acontecimento?

Diria que, ninguém conhece tão bem os vossos filhos como vocês, mesmo que sejam pais de primeira viagem. Atenção à pele, aos cocós, aos padrões de sono, etc. Não tenham medo de parecer chatos, de fazer perguntas aos médicos, de pedir segundas opiniões, se for caso disso. 


Conselhos para mães copinhos de leite?

É importante aceitar que, por mais que nos custe, não podemos controlar tudo. Essa coisa do mundo almofadado e “milk free” não existe. 
Aligeirar a culpa que sentimos constantemente (pelo cheeseburguer que comemos aos nove meses de gravidez, pela tosse nocturna, pelos iogurtes que ficaram uma porcaria, pelo chocolate comido às escondidas deles, pelo buraco na camada de ozono… ) também é importante. 

Obrigada, mãe Copinho de Leite, pela disponibilidade não só para a entrevista, mas também para ajudar outras mães!

Como tornar um post sobre roupa num ringue de boxe

O quê? Um texto a justificar um texto? Não faças isso, é só parvo, não, nãaaaaao!
É mais forte do que eu.

Quando escrevi este texto (Glossário de roupas betas) estava longe de imaginar que seria tão partilhado, comentado, amado, mas também odiado. Foi o post mais lido de sempre. Li-o, por acaso, antes de o publicar, em voz alta a quatro amigas betas (ui! lá estou a catalogar... vou já ali buscar a chibata) e elas souberam rir-se de si próprias e achei que essa seria a reação expectável.

Mas já me tinham alertado: no dia em que tenham um hater, é bom sinal. Verás que a partir desse momento uma blogger pode escrever, desinteressadamente, sobre o tempo "ai, que sol bom!" e vai haver logo algum comentário a dizer "umbiguista! só pensas em ti! aqui está de chuva" ou "dizes isso porque tens motivos para sorrir e os que estão internados no hospital?" Há sempre indignados.

Neste mundo da maternidade tudo mexe com todas (e digo "todas" porque as mulheres se dão normalmente mais ao trabalho de seguir blogues de maternidade) . Sejam temas mais sensíveis como a amamentação, sejam temas mais descontraídos, há sempre alguém que se sente melindrado e leva tudo a peito. Há pessoas que não se sabem rir de si próprias, há pessoas que não percebem a ironia, há pessoas que percebem, mas não gostam. Estão no seu direito, atenção, mas nós, bloggers, não podemos pensar nas pessoas que não vão gostar ou ter um blogue não seria divertido. 

Escrevi sobre roupas betas. Logo o título, que "discrimina, que cataloga." Podia ter escrito sobre roupa "coquete", "certinha", "arranjadinha", mas tenho a certeza de que alguém se iria indignar também.

Escrevi que não gostava de fatos de treino do Mickey. Apareceu logo a Liga Defensora dos Ratos a dizer que era o que as crianças gostavam e que não tinha mal nenhum. Claro que não tem mal nenhum! A minha filha já foi para a creche com a Minnie, com a Kity, com bonecos com os quais não simpatizo. Para mim, a cavalo dado não se olha o dente: são confortáveis e dão um jeitaço. Regra geral não lhe visto, mas, como é óbvio, é completamente irrelevante nas nossas vidas! (até me sinto parva a ter de justificar isto...) 

Falei das roupas tigresse: não acho que fiquem bem em crianças, acho que têm tempo para vestir peças tão pesadas. No dia seguinte, a Joana Gama (co-autora do blogue) publicou fotos da filha com um casaco leopardo. Até ela, que é a bebé mais bonita que conheço, não fica, na minha opinião, bem com aquilo. Agora o que é que isso verdadeiramente interessa? O que vi nas fotos? Uma família, no jardim, numa tarde de sol, a aproveitar o dia, de "coração quente". 
O que a Joana pensa das roupas "pipis" que visto à minha filha? Provavelmente o mesmo que eu penso do casaco leopardo. Chateamo-nos por causa disso? Ofendemo-nos? Nunca. Rimo-nos, só.
Roupas são só roupas, não devem ser motivo de ofensas gratuitas como as que vi na caixa de mensagens. Picardias entre mães com "bom gosto", como se descrevem, e mães que se estão a marimbar e que querem ver os filhos felizes. Mas não queremos todas? "O que interessa é o conteúdo do que está no pacote, blá, blá." "O que interessa é as crianças correrem, brincarem". Mas isso não deveria ser óbvio? Queriam ter lido um texto chatinho cheio de verdades de la Palice?
Peço-vos: descontraiam, não se chateiem com coisas menores, divirtam-se, brinquem, não se ofendam. 
Viva às roupas do século passado! Viva! Viva às roupas da Disney! Viva! Viva ao estilo Liliane Marise! Viva! Viva à diversidade! Viva!

(Pronto, ficaram mais tranquilas e descansadinhas?)

Sugestões para o fim de semana (#02)

Olá olá! Hoje é sexta-feira! E o que é que isso quer dizer? Que a mãe é que sabe vai ser vossa amiga e dar-vos algumas ideias para entreter os vossos mini mais que tudo.
E parece que vai estar bom tempo neste primeiro fim de semana de Dezembro (e que é prolongado! YES!!!)! Tirando o frio, esta é uma excelente oportunidade para tirar os miúdos de casa e aproveitar os raios de sol de outono!
Aqui ficam algumas sugestões para a zona de Lisboa:
_The Lisbon Outdoor Day - Feira de Animação Turística de Lisboa
Várias actividades a vários preços e para todas as idades no Passeio Marítimo de Algés. Esta feira irá decorrer nos dias 6 e 7, das 10h às 18h. Reservem já as vossas preferidas antes que esgotem!
_Feira dos Sabores no Jardim Botânico da Ajuda
De 6 a 8 nada como relembrar com os nossos filhos os sabores da nossa infância. E começar a preparar o corpo para os excessos do Natal, claro! Mais informação aqui.
_Rumpel... e o Reino de Grimm, no Teatro Turim
E uma ida ao teatro? Para quem prefere os dias de chuva para passear, aqui fica uma história muito engraçada pelo mundo encantado de Grimm. Para mais informações podem consultar o site do Teatro Turim.
E para as mães do Porto não se desgraçaram completamente no fim de semana passado no Mercadito da Carlota, aqui fica mais um mercado recheado de marcas portuguesas para abrirem os cordões à bolsa e tratarem já das prendas de Natal:
_Mini Market - Coliseu do Porto
Dia 6, das 10h às 19h, com entrada gratuita. Mais informações na página de Facebook.
E para quem se desgraçou mesmo... Uma actividade gratuita! :)
_Sábados a Contar - Biblioteca Municipal Almeida Garrett
Às 11h00 e às 15h30 podem divertir-se com os vossos filhos na Hora do Conto, seguida de actividades de expressão plástica, escrita ou dramática. No dia 6 a história será "Lulu e o pinheirinho órfão", para crianças a partir dos 3 anos. Para mais informações: 226 081 000.
Há ainda, por muitas salas de cinema espalhadas pelo país, Os Pinguins de Madagáscar, e a Óbidos Vila Natal (em Óbidos, para o caso de não ser claro) que decorre até 4 de Janeiro.

Toca a aproveitar e boas diversões!

Sino de Natal

Ou "Raio dos TPCs para os pais", em homenagem a este post do Pais de Quatro (que, já agora, é hilariante).
Sendo "mãe de primeira viagem" e já tendo o bebé na creche fui, também, agraciada pela referida tarefa!
Fiquei toda orgulhosa, devo dizer!
"Eu? Participar nas festividades da escola? Já? Querem que decore um sino feito em cartão de Cerelac? Com muito gosto! Adoraria!" Isto foi o que eu pensei... na altura!!! Na hora de fazer já foi um bocado diferente, para variar.

Foram dias e dias a imaginar como poderia fazer para que o sino ficasse A Melhor Obra de Arte Jamais Produzida em Tempo Algum. Colagens? Papéis xpto com brilho? Bling bling? Purpurinas? Adoro isto!!! Até tinha os olhos a brilhar com o potencial piroso de tal obra de arte! Entretanto o tempo foi passando e o tempo para ir comprar os materiais também se foi.

Ok, não há crise, pensei. Tenho cá em casa tintas acrílicas, com as cores primárias e ainda uma cobre. Perfeito!!! Vai ficar Quase a Melhor Obra de Arte Jamais Produzida em Tempo Algum! Afinal, tirei um curso de Arquitectura, para alguma coisa há-de ter servido. Mas, claro está, o tempo foi passando...

Quando não dava para adiar mais, resolvi cingir-me então aos lápis de cor. Já não me lembrava como era difícil pintar com lápis de cor... Mesmo com os meus Caran 'Dache Supracolor Soft todos cromos de 22 anos, pintar em cartão não estava ser nada fácil... Pelo menos de modo a que ficasse alguma coisa de jeito. Ouvia a minha mãe na minha cabeça a dizer para pintar em círculos de modo a não se verem riscos nenhuns! Também não queria que aquilo parecesse ter sido feito por uma criança de 4 anos... Consegui começar na última sesta do Lucas, intervalei para ele jantar e tomar banho, e lá consegui acabar quando ele regressou ao sono. Ufa! Estava a ser um parto a ferros...

Observei a minha Quase Obra de Arte. Eh lá.... Até nem ficou nada mau, pensei. Deixa lá tirar uma fotografia para a posterioridade. E não é que na fotografia ficou muito melhor (tirando a minha infeliz ideia de colocar um "Feliz Natal" todo rococó)?


E as vossas Pseudo Obras de Arte ou Lá Como é Que Querem Chamá-las? Tiraram-vos o sono? São competitivos em relação aos outros pais? Têm mais filhos como os Pais de Quatro e rogam pragas aos professores?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Conversa de mães (#02)

- O meu Pedro está constipadito, o pobrezinho.

- O Martim também, está com tosse, com expecturação...
 
- Pois, uma chatice. Esta altura é terrível. Andam p'raí as viroses.

- E este tempo, que ora chove, ora faz sol, ninguém se entende.

- É que nem houve outono, passou-se do verão para o inverno.

- E na creche, já se sabe, apanham tudo.

- É o infect...

-...ário!!!

(passados 5 minutos)

- Tenho feito aeros...

-...sóis. Pois, eu também. Mas o Pedrinho tem ranho assim amarelo p'ró esverdeado e sai depois no cocó, sabes?

- Então não sei! Vem o cocó com bocadinhos de ranho. Sei tão bem. Antes assim do que infectar ou ficar com uma otite, sofrem tanto, coitadinhos.

(passados 5 minutos)

- E o Martim tem feito bem cocó?

- Tem dias. Às vezes parece uma fábrica de petites gâteaux, outros dias fica mais preso. Ele não pode comer banana.

- Olha o Pedrinho andou assim, cortei na cenoura na sopa. O cocó começou a sair logo mais molinho. Mas o cheiro, nem imaginas! Parece que está podre!

Regra nº. 2 - conseguir passar 30 minutos seguidinhos a falar das maleitas, do ranho verde e do cocó mole dos filhos

Chupeta, será chuperto ou chúpido?

E não é que os nossos miúdos andam o "dia inteiro" a mamar um pedaço de silicone

Não estou a insinuar que as nossas leitoras têm maminhas "novas" mas, se tiverem, não quero ver porque morro de inveja. Já o meu marido não se deve importar de ver, peçam o mail no comentário. Não se ponham é com muitas conversas: enviem, ele agradece e pronto.  

A sério que adorava ter maminhas dessas sem ter de passar pelo processo e, ainda por cima, estes soutiens manhosos de amamentação, só fazem com que olhe para elas e sinta que deveriam estar no corpo da já falecida há algumas dezenas de anos, duquesa de Alba. 

Pensando melhor, não enviem nada para o meu marido. Deixem-no estar cá em casa que me parece feliz. 

Dei por mim a pensar nisto da chupeta. Achamos, sem dúvidas, bizarros alguns actos praticados nas gerações anteriores à nossa: "como é que é possível terem posto açúcar nas chuchas?", "e darem-lhes leite de vaca nos primeiros meses de vida?", "e comerem um pacote inteiro de ovos moles com apenas 3 dias de vida?".  O que será que dirão de nós, mães de 20xx, daqui a uns anos?

Isto da chucha será para durar? Sabemos que não é natural, porque não imagino que os bebés andassem aflitos a chuchar em machados de pedra, em pequenos pedaços de anta ou na barba da mãe. Mamariam sim, onde? No Magoito? No olho esquerdo do Poiares Maduro? Não, nos valentes tetos, sempre disponíveis (calculo que, na altura, não só para os filhos) da sua mãe (ou se calhar até de outras mães que tivessem por perto). 

Qual é o propósito da chucha? Li algures (sei onde foi, mas não me apetece estrilhos, especialmente com o Dr. Mário Cordeiro que admiro) que a chupeta, muitas vezes, serve para calarmos os miúdos e que os pais é que deveriam usar chupeta. Quando li isto, grávida de oito meses, pensei "granda moral que tem o senhorzinho para dizer estas tretas" (não consigo mesmo dizer mal do Dr., ainda para mais cruzei-me já com ele num programa de televisão e tem um ar adorável) e depois, claro, pensei "tenho de ir urinar". 

Muitas mães poderão ter problemas na estabilização da amamentação pelos bebés anularem ou se distraírem dos desejos de chuchar, sede e fome com a porcaria do plástico. Descansem, não estou aqui novamente para falar de amamentação dando as minhas opiniões aos berros, mas a verdade é que, se mantivéssemos tudo no registo mais natural possível, tudo aconteceria naturalmente, certo?

Confesso que isto da maternidade anda a fazer-me pensar a priori. Nunca foi grande característica minha, mas agora as responsabilidades são outras. Porém, há coisas que não costumamos questionar por serem "normais" ou "tradicionais". O "normal" muda com o tempo, com as modas, com os conhecimentos, com os interesses... 

A minha filha usa chupeta. Usa, para aí, desde o segundo mês de vida (durante o primeiro mês é provável que cause nipple confusion, o que não é nada bom). E, confesso que, quando lhe espetei a chucha na boca, senti tristeza e ciúmes (sou maluquinha, eu sei). Primeiro, porque tinha parido o leitãozinho há pouco tempo e tudo me dava tristeza, até o rodapé da sala. Depois porque achei que a chucha estava a substituir-me. Senti isso e, como tantas outras coisas, borrifei-me para isso: "todos os bebés usam chuchas, deixa-te de merd*s". 

Não é isso que faz das nossas decisões as mais correctas, não é? Aquele argumento infantil, mas que não deixa de ter alguma pertinência "e se todos as mães atirassem os bebés da janela de um Ford Fiesta, atiravas?". Não. Até porque nunca teria um Ford Fiesta.

O que vai na minha cabeça:

  • pode deformar os dentes
  • ajuda a adormecer
  • prejudica o bebé em conseguir arranjar mecanismos para se "acalmar sozinho"
  • afasta o bebé da mãe (porque, se não houvesse chucha, provavelmente a mãe teria que o acalmar com contacto físico)
  • tenho que ir comer qualquer coisa (sim, isto de ser anafadinha dá trabalho: tenho que me levantar e ir à despensa imensas vezes ao dia)
  • há chuchas muito, muito giras e adoro combinar as chuchas com as roupas
  • às vezes é só pôr a chucha e a miúda fica calada (o que dá tanto jeito)
  • pode dificultar o processo de amamentação
  • é uma carga de trabalhos (acho que não é mito) fazer o funeral da chucha (parece ser parecido com o deixar de fumar, não é?)
  • atrasa o nosso processo de reconhecimento de quando estão prontos para ir fazer a sesta (sorry, mas não consigo explicar esta melhor do que isto)

Se a Irene usa chucha? Usa. É muito gira. A chucha e a Irene. Dei por mim a pensar nisto. Não vou mudar nada porque, por causa daquelas coisas que senti, ela praticamente só a usa na cama, para adormecer. 

Deixo aqui, porém, a reflexão à maneira do "homenzinho que achou que tinha muita moralzinha": 

Será que eles pedem mesmo chucha? Ou pedem outra coisa qualquer mas calam-se por ficarem de boca cheia?




Bebegel a torto e a direito?

É das coisas que mais pode fazer os pais entrar em desespero: o bebé não fazer cocó.

Ele é massagens ele é trinta por uma linha, mas quando o bebé não consegue fazer, não faz... E fica com dores, tadinho!

Felizmente para todos, mas principalmente para os bebés, existem umas bisnagazinhas cor de rosa muito porreiras, a que damos o nome de Bebegel. É remédio santo! Acaba-se quase ali na hora o sofrimento! Do bebé, que depois vem o dos pais de ir limpar cocó de três dias (não é bonito).

Mas isso é mil vezes preferível a ter um bebé com dores! À conta disso, até ao dia em que o meu filho começou a comer sopa, fazia um Bebegel de dois em dois dias. Foi só ouvir as palavras mágicas da pediatra a dizer que não havia mal nenhum, que com a introdução das sopas ia deixar de ser preciso, e siga! Não quis saber se mais opiniões nenhumas! Se a pediatra dizia que não fazia mal, não ia esperar mais tempo para que ele conseguisse fazer sozinho, pois até lá ia estar cheio de dores e ia ter imensa dificuldade em fazer à mesma. Pois, bem dito bem feito. No dia em que o Lucas comeu sopa pela primeira vez fez cocó sozinho, e até hoje (já lá vão quase 6 meses) nunca mais teve dificuldade.

Por isso já sabem, o Bebegel é vosso amigo! E dos vossos bebés também!

(se precisarem da técnica perfeita para aplicar digam que eu explico) :) - Quem é amiga, quem é?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Só quero rapazes.

Gostava de ter mais filhos. Não sei se será possível, nem se o for, quando será. No entanto, se fosse hoje e se pudesse escolheria ter outro rapaz...

Quando soube que estava grávida perguntei-me vezes e vezes sem conta, como aliás todas nós, se seria menino ou menina. Ia às lojas ver roupinhas e o facto é que ter uma menina era muito mais aliciante! Roupinhas giras, mesmo as mais baratas. Tudo e mais umas botas, cinquenta mil milhões de modelos por onde escolher. Tudo tão mimoso e fofinho!

Depois soube que ia ter o Lucas. Se fosse rapaz o nome já estava escolhido e tudo! Se fosse rapariga não. À medida que o tempo ia passando, ia-me apaixonando cada vez mais por ele, e com a ideia de que ia ter um menino. Nunca tinha reparado antes, mas as roupinhas de menino também eram, afinal, aliciantes. Giras, modernas, "abebezadas" ou mais "de crescido". Está certo que não havia (e ainda não há, e creio que não venha a haver) tanta variedade como para menina, mas fui sempre escolhendo conforme o que ele necessitava. Às vezes perdia-me um pouco, mas não houve uma peça de roupa que o Lucas não vestisse pelo menos uma vez e à grande maioria foi dado muito uso. Dentro do possível, claro! De semana para semana há roupa que deixa de servir, tanto que hoje em dia já a compro com alguma folga.

Não sei se também pela personalidade dele e da minha, confesso que, a ideia que tenho no dia de hoje (sei lá se não vou mudar de ideias, principalmente se engravidar e for uma menina, claro está), é que sou muito mais compatível com filhos rapazes que com raparigas...

Enfim, o tempo dirá se vou continuar com a mesma opinião ou não...

E vocês? Só têm meninos ou meninas? Também sentem que o que vos "calhou" é o melhor que vos poderia ter calhado (se é que isto faz algum sentido...)?

É a cara chapada do pai!


Se há coisa que ouvimos durante a maternidade é esta frase, confessem!

A bebé acaba de se esmifrar para passar pelo pipi, parece um repolho, e já é "igualzinha ao pai dela".

Fazemos uma ecografia morfológica e é incrível: pai, pai, pai. "Mas o nariz é da mãe", dizem para nos animar. Obrigadinha!

A criança faz 1 mês e está "cada vez mais pai".

A criança faz 6 meses e "não há hipótese, é toda pai!".

A criança começa a andar "Oh pá! Até a andar, não engana!".

A filha já tem maminhas mas "sai ao pai". Pobrezinha.

No meu caso, olho para a Isabel e não consigo. Juro que não é para não dar a mão à palmatória, não vejo essas parecenças óbvias. Aliás, até há quem diga que está cada vez mais parecida comigo. No dia a seguir: "é toda David". Ora, decidam-se lá, fáxavor!

O pai da criança no início ainda se dava ao trabalho de anuir: "pois, é parecida comigo, coitadinha" e ria-se. Ali nos primeiros meses até eu já era obrigada a concordar, tal era a lavagem cerebral: "sim, realmente, o queixo (ou a ausência dele), a boca". Mas isso faz uma pessoa e outra iguaizinhas? E os olhos? As pestanas? O nariz (abatatado, como o da mãe) não contam?

Pronto, já perceberam que me roo todinha (e que tenho uma inveja do piorio), não já? Eheh

Pelo que li algures, é um mecanismo de defesa da espécie o pai reconhecer a criança como filho nas semelhanças. E mais não pesquisei, não faço ideia dos estudos que foram feitos nem de como se chegou a essa conclusão.

Mas agora ponho à vossa consideração: pai OU mãe?

Nota: a escolha das fotografias obedeceu aos mais rigorosos critérios e foi supervisionada pela Santa Casa. Nem eu seria capaz de pôr fotos nossas em criança para manipular os resultados.

Também acontece o mesmo convosco ou os vossos filhos são "todos mãe"?

O Livro.

Passamos a nossa vida inteira a estudar, a conhecer pessoas, a ter namorados, a actualizar o facebook, a fotografar a nossa comida no instagram e, pelo meio, a enterrar o nosso instinto maternal.

Dantes, como as meninas cuidavam dos irmãos mais novos, como viam as irmãs a terem bebés mais cedo, como viam as mães a dar maminha aos irmãos, era tudo muito mais natural e menos questionável. Alguma vez imaginam as nossas avós a pensar "tenho de ver se vou fazer um workshop sobre amamentação, tenho medo de não dar bem com isto"?

Qualquer dia as miúdas têm nenucos para os deitar na cama delas enquanto mexem no telemóvel. Vai ser isso que, para elas, será normal. E contra mim falo.

É estúpido sentirmos a necessidade de ler um livro de instruções sobre nós próprias mas, a verdade, é que ajuda.  Eu li e continuo a ler dezenas de livros sobre aquilo que se entende por "puericultura" e, tem-me ajudado a sentir cada vez melhor comigo própria. A ouvir-me enquanto mãe.

Este foi o meu primeiro livro do género. Fez-me bem. Respondeu a praticamente todas as minhas perguntas sobre cuidados a ter com o bebé. Aquelas coisas que nos confundem na maternidade, nas aulas de preparação para o parto, as sogras aconselham coisas que hoje em dia a Organização Mundial da Saúde diz que matam bebés. É bom ter uma referência actualizada de um bom pediatra.

Chamaria este livro a bíblia. Atenção a comprar sempre a última versão. Faz diferença. 

Só não concordo com a indiferença do Dr. Mário em aquecer o leite materno no microondas. Ele afirma destruir poucos nutrientes e, portanto, ser de pouca relevância. Por mim, são todos a conservar e banho-maria, bem feito, é rápido. Mas isto é porque sou uma "fundamentalistazinha" da amamentação. ;)


Até o ofereci à minha sogra para ela aprender umas coisinhas e me ensinar outras. ;)


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Do primeiro para os filhos seguintes

Foi na revista Activa do mês de Novembro que encontrei uma página deliciosamente escrita pela Catarina Fonseca e que não podia deixar de partilhar aqui convosco.

Ainda sou só mãe de um, é verdade, mas tenho três irmãos mais novos, filhos da minha madrasta e do meu pai e posso garantir: se isto não é assim, anda lá perto!

"O que muda do primeiro para o terceiro filho

Ou do primeiro para o segundo, se não se chegar ao terceiro... E tudo muda, juram as mães. Não é por acaso que os primogénitos ocupam 90% dos álbuns de família.

  • Quando sabe que vem aí um bebé
    • 1º. Liga-se à família toda e aos amigos, partilha-se a notícia no Facebook (979 likes) e compra-se todas as revistas de decoração de quartos de bebés.
    • 2º. Liga-se à mãe e ela dá a notícia ao resto do mundo.
    • 3º. "Olha, a propósito, vem aí mais um."
  • Preparação para o parto
    • 1º. Compra-se todos os livros sobre bebés, faz-se um curso pré-parto e pratica-se a respiração.
    • 2º. Já se percebeu que a respiração não ajuda. Reza-se a Santa Epidural.
    • 3º. Faz-se tudo o que for preciso para marcar uma cesariana.
  • Quando a chucha cai ao chão
    • 1º. Ferve-se a chucha durante dez minutos antes de a voltar a dar ao bebé.
    • 2º. Sopra-se a chucha e volta-se a dar.
    • 3º. Nunca usou chucha.
  • Fotografias
    • 1º. Todas as paredes da casa estão forradas de fotografias do bebé.
    • 2º. Quando ele faz 3 anos, a casa continua cheia de fotos... do irmão.
    • 3º. Aparece com os irmãos naquela foto que os avós lhes tiraram nas férias (e que ficou desfocada).
  • A Família...
    • 1º. Ninguém pode pegar-lhe ao colo, nem tirar-lhe fotos, nem falar alto, nem respirar.
    • 2º. Podem fazer o que quiserem, desde que as janelas estejam fechadas.
    • 3º. "Voltamos às 7h. Telefonem só se houver sangue."
  • Quando o bebé dorme
    • 1º. Anda a família toda em bicos dos pés porque se ele acorda é um drama.
    • 2º. As pessoas comportam-se normalmente porque o bebé tem de se adaptar aos horários da família.
    • 3º. O bebé dorme enquanto os outros gritam.
  • A criança cai e bate com a cabeça na mesa
    • 1º. Vai-se a correr com ele para o hospital e fica-se lá o dia todo a fazer exames.
    • 2º. Põe-se água fria no 'galo' e espera-se para ver se não há sequelas.
    • 3º. "Para lá de chorar que isso não é nada."
  • O que é que ele pode comer?
    • 1º. Os pais zangam-se com os avós se sabem que deram uma bolacha ao bebé.
    • 2º. Os avós dão-lhe chocolates e a pessoa fecha os olhos. Há males maiores.
    • 3º. Come o que quiser, desde que esteja sossegado."

 É ou não é, pais de xis filhos?

Como foi a noite?

Como assim, como foi a noite?
Só o facto de perguntares, explica esta cara que eu estou a fazer agora.

Se o bebé acordou durante a noite?
Acorda sempre, amor. Acorda sempre.
E, quando não acorda, acordo eu. Preocupada. Ou por hábito.

Se dormi bem?
Como? Se naquela hora em que o bebé esteve descansado decidiste ir à casa de banho e acordar-nos a todos?
Não, não dormi bem. Ressonaste outra vez. Sei que aqueles pensos para por no nariz são incomodativos, mas não te incomoda mais eu estar cheia de sono no dia seguinte?

Como foi a noite?
Foi igual a todas as outras desde que ela nasceu. Foram a desejar que chegasse o dia para estarmos os três juntos. A noite passa devagar quando se está acordado. 
Para ti passou rápido, eu sei.

Como foi a noite?
Obrigada por perguntares.
Antes ser eu a acordar.

Fico com sono, fico irritável, fico chorosa, mas prefiro ser eu a ter aqueles minutos só para nós as duas.

A noite foi cansativa...
mas da melhor maneira possível.

Não sabes o que é, sacana.
Só eu e ela sabemos.
É bem feita.

Só eu tenho o azar de ter a sorte de não dormir.

Isabel, pessoas. Pessoas, Isabel

Depois de conhecerem o Lucas (da Marta) e a Irene (da Joana Gama), já só faltava ficarem a conhecer a minha filha. O meu amor maior, a Isabel.
Derreto-me a olhar para esta cara mais querida. Apetece-me cheirá-la, beijá-la, apertá-la, arrancar-lhe um pedacinho da bochecha. Quando me vou deitar tenho saudades dela e chego a levantar-me para ir vê-la uma última vez.
É calminha, calminha, desde que nasceu (as amigas dizem que chora em mute), mas agora que gatinha pela casa fora não pára um segundo. Dentinhos? Nem vê-los. Gosta de música e "canta", mas só quando lhe apetece, não vale a pena pedir-lhe. Já diz que "não" com a cabeça. Já se põe de pé. Já bate palminhas. Já diz adeus. Ri-se com as nossas caretas, já sabe perfeitamente quando estamos a brincar com ela. Todos os bebés fazem isto mais cedo ou mais tarde, eu sei, mas é impossível não querermos registar estas vitórias, estas novidades, estes momentos.

8 meses e meio de um amor que não se esgota no meu corpo, transcende-me.
O primeiro Natal com ela vem aí e nada faz mais sentido. O Natal é dela.

E o que ela se portou bem nestas fotografias, tiradas pelo pai? Era agarrar nela e devorá-la com beijos.




Vestido e Collants Primark
Fita de cabelo Atelier das Trapalhadas (obrigada, Tânia!)
 Rena Primark
Carrossel Tiger
Cavalinho de papel Ikea (colecção passada)
Carneiras Sapataria Vassalo

Este ano fiz, pela primeira vez, o calendário do advento. Todos os dias deixo uma mensagem ao pai da Isabel, que vou guardar para a Isabel ler quando for crescida.
Dia 1: Começo.
 
Estes e outros momentos cutxie cutxie no meu blogue Três é melhor do que dois.




segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Coração quente. ♥

Há dias em que me bate forte. Hoje acabei por ir a chorar o caminho todo até casa.

Não sei se foi por termos ido passear os três para o jardim e por ser tão romanticamente belo.

Não sei se foi por saber que a minha filha é, de certeza, muito muito feliz e vai sê-lo para sempre.

Não sei se foi por me apetecer trincá-la e mordiscá-la pelo corpo todo por ser ainda mais deliciosa que um kg de Maizena bem feita como ceia. 

Sei que foi ao rever estas fotografias sem filtros, no carro, que me bateu forte. Outra vez. 

Sou Mãe. 

Sou Mãe e isto é só o início: fui com o meu marido e com a minha filha "andar de baloiço" ao parque da Serafina, onde também ia quando era bebé e acho que com ambos os meus pais. Intenso (pelo menos, para mim). 




Isto é ela a sorrir (achei importante explicar, porque podia ser ela a tocar djambé) vim a saber mais tarde o porquê de estar tão feliz quando lhe mudei a fralda em casa. 


Sei que não se nota na fotografia mas isto estava parado. Não sou assim tão parva, sei que a miúda ia escorregar e partir... bom, um dente não partia de certeza.


"Mas como, como é que é que eu lhe vou dizer que preciso de um tempo?"


"Olhem eu no parque com os meus cambas! Vim no bólide do pai e quês! Word up!"


"Esta é a senhora que me vestiu com estas roupas esquisitas. Pareço uma cougar com a sindrome de Peter Pan.". 

Depois do relato feito pela Irene, minha filha, devo dizer que hoje me bateu mesmo forte. E apesar de todas as fotos serem quase tão boas ao ponto de terem sido tiradas por aquelas fotógrafas profissionais da moda das mães (obrigada, marido), foi esta que me rebentou toda por dentro (não estou só a falar da Irene, mas também da foto hehe): 


Vou ser daquelas Mães que abraça, que mima, que dá ouvidos e que pede desculpa quando errar. 

É das poucas fotos em que não estou a fazer pose. Abstraí-me, estava a olhar para o meu marido mas estava só a sentir o meu leitãozinho nos braços. 

Ser Mãe é uma dádiva, um privilégio. 

Quando o leite sobe

Ou desce... Como se diz não é para aqui chamado...

O que é para aqui chamado é que dói, pra chuchu!!! E isto para não dizer uma asneira daquelas! Das que começa com C e acaba no refogado.
Acho que a descida do leite (vou chamar-lhe assim porque me explicaram que tem mais lógica, uma vez que as glândulas que produzem leite começam junto às axilas e descem até ao mamilo - afinal era para aqui chamado sim...), a seguir ao parto (e aí nem posso dizer grande coisa, visto que só tive umas 2 horas de contracções a sério antes da epidural e depois fui para cesariana), é das dores mais horrorosas que uma mulher pode ter. E acho também que não estamos devidamente preparadas para tal acontecimento. Tudo bem, sabemos que vai acontecer, que vai doer, que as mamas vão ficar duras e tal. Mas nunca ninguém nos diz que vão ser dores daquelas em que suplicamos para nos darem alguma coisa para que parem.

Presumo que seja assim com a maioria das mulheres, mas no meu caso, de uma hora para a outra, as minhas mamas triplicaram de tamanho, ficaram rijas que nem pedras e a ferver! Eu sabia do curso de preparação para o parto, e na altura também os enfermeiros me disseram, que devia fazer massagens, que o bebé devia mamar (o que no meu caso também não dava muito jeito, uma vez que ele estava na incubadora da neonatologia e não sabia mamar um chavelho), e que o desconforto ia passar. O tanas!!! Foi uma noite inteira em que não dormi. Tinha de tirar leite com a bomba, ou um caganitogésimo de gota que foi o que aconteceu, e massagens nem vê-las, que só de tocar nas mamas só me apetecia gritar. E depois na minha ala ter um enfermeiro (homem) a dizer-me que não podia pôr gelo porque isto e porque aquilo e que tinha de aguentar também não abonou a favor da minha boa disposição. A minha vontade era dizer-lhe "Vá-se f****, o senhor não sabe um c****** daquilo que eu e as outras mulheres estamos a passar porque é homem!!! Por isso não me venha dizer o que eu tenho ou não tenho de aguentar!!!". Coitado, não tinha culpa, mas foi o que senti...

Portanto, senhores que fazem os cursos de preparação para o parto e malta das maternidades, é mesmo para assustar! Não chega dizerem que vai ser muito desconfortável. O melhor mesmo é serem directos e dizerem que vai doer horrores, porque assim ao menos não vamos enganadas.

Glossário de roupas betas

Não é novidade nenhuma que as roupas betas para criança estão na moda.
Eu confesso: adoro ver a Isabel de folhinhos, rendinhas, meias até ao joelho, laçarotes, mas atenção, convém serem usados de forma comedida, o que às vezes é difícil. Apetece enchê-las de folharecos e frufrus e elas às vezes ficam a parecer um embrulho de Natal, com laços maiores que as cabeças, pobrezinhas.

Mas, regra geral, gosto, dá um bom ar, acho que os miúdos ficam com um ar querido. Gosto pouco de ver os miúdos de fatos de treino do Mickey e de ver as miúdas de 3 anos com casacos leopardo, blusas com brilhantes e saltos altos. Acho que há tempo para tudo e enquanto eles não nos pedirem essas bonecadas e enquanto elas não quiserem parecer stripers é usar e abusar de roupinhas clássicas, românticas e fofinhas.

Mas vamos lá ver se nos entendemos. Dá para pararem de inventar nomes para as roupas betas? (pronto, vão-me responder que já existem há séculos e que ninguém está a inventar nada. Mas não dá para simplicar?)

"Ora a baby M. (ainda não percebi por que razão, mas as mães betas referem-se aos bebés betos só com uma letra. Pensando bem, deve ser para abreviar o nome completo Maria do Carmo de Santa Isabel Arriaga Almeida e Pires de Sousa) tem vestido um chambre de cambraia com gola de renda rosa e uns bloomers em bombazine com pintas cinzentas e folho na parte de trás." 
Oi???

"O baby A. tem um fofo em piquet com uma golinha debruada a azul."  
Tem o quê?!
Para as grávidas, para os pais e para as pseudo-betas - que é o meu caso - cá está o glossário das roupas pipis. Escusam de me agradecer.

Carneiras
Não se exaltem, não vos estou a chamar nomes. São mesmo uns sapatinhos betos com uma palas de franjinhas. (A Isabel tem umas, óbvio.)
Pé de Pato
Chambre 
No fundo, no fundo é uma camisa, normalmente de golinha (corrijam-me mães betas mais experientes, please!)
Ma Petite Pricesse
Cueiro
Peça que se usa nos primeiros tempos do bebé. Vestido comprido, até aos pés, muito fácil de vestir, porque, normalmente, tem abertura atrás.
Bloomers
Se pensarmos bem, podiam chamar-se simplesmente calções, mas para quê facilitar? Ou ceroulas, mas isso não seria um nome nada chique.
Ma Petite Princesse
Fofo 
A primeira vez que ouvimos o pai da criança a usar este termo correctamente é toda uma emoção.
Ora um fofo é um macacão a acabar no rabo, ou melhor, um vestido que fecha nas pernas, fazendo normalmente um efeito balão.
Tilly
Golas 
"Que fácil, isso toda a gente sabe, são as golas altas, para o inverno". Não, não são, caros ignorantes de roupa infantil beta. São aquelas golas de meio metro com debruados e rendas ou folhos, tudo à volta dos pescocinhos das crianças. Quando maiores, melhor. 
Maria Gorda












Qualquer semelhança com esta é pura coincidência:

 

Piquet (ou piqué)
Não confundir com piquete - c'horror! - nem com o giraço do (Gerard) Piqué. 
É um tecido que mistura algodão e poliéster com umas "microcovinhas" em forma de losango. Cá está um cueiro (ó p'ra vocês a usarem já a nomenclatura beta) em piquet:
Coobie
Tapa-fraldas
Simplifiquemos, são umas cuecas. Mas umas cuecas especiais, com folhinho, com laçarote, com frufrus. Pode usar-se por cima de um body e ficam a ver-se os refegos todos das perninhas que é uma maravilha. Se a um tapa-fraldas juntarem umas meias até ao joelho com laçarotes ou pompons, os vossos filhos ficam uns betos de primeira. E talvez rapem algum frio, mas isso é acessório.
Wedoble
[a Isabel tem um igualzinho e fica um amor]

Touca
Não, não é a touca para a piscina. É um gorro betinho, que eu adoro:
Patachoka
Mas se formos a ver bem, o que é que nos faz lembrar? As toucas dos amish!


Faltou-me alguma peça must-have (decorem esta expressão porque têm de a usar SEMPRE)?
Falta algo para completar estes kits (apontem esta, que também é imprescindível) neste glossário de roupas betas?