segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Até as princesas fazem cocó!

É por me ter rido quando vi este livro na FNAC que às vezes ainda penso que não tenho maturidade suficiente nem para ser mulher, quanto mais para ser mãe. O livro tem o óptimo propósito do desfralde com desenhos muito giros, é verdade.


A minha filha sai a mim e esta foi a cara dela quando leu o título do livro.



Sim. Até as princesas fazem cocó. Temo muito que ela ainda não tivesse pensado seriamente no assunto e, portanto, achei que fazia bem lembrar-lhe ou ensinar-lhe que toda a gente dispõe dum ânus e que tal serve para fazer poias. Se Deus quiser poias molinhas que as outras parece que temos a colecção inteira dos "Mineirais e Pedras Preciosas" dos anos 90  a sair-nos do esfíncter e não queremos. Eu não quero.

Irene: 

Vamos lá a ver do que se trata este belo livro que a minha mãe comprou por ser infantil já que eu nem estou ainda na fase do desfralde.


Ai que engraçado. Parece-me perfeito para babar isto tudo com a sopa de trampa que a minha mãe faz na Yammi. Ela julga que aquilo é um contentor e atira tudo lá para dentro, sem fazer separação. Como a mesma sopa todos os dias há um ano, caca de Mãe. Bem, vamos em frente. Não eu, que apesar de ter 11 meses gatinho como se tivesse sido alvejada na guerra. 


Olha e não é que está aqui algo que me faz lembrar da sopa da mãe? Serão poias? Ai... Queres ver? 


Mesmo que não queiras ver, aqui está. São mesmo poias. Afinal o livro tem o formato de uma retrete (sim, a mãe diz retrete e não sanita e o pai acha delicioso por ela parecer "da terrinha") e acharam giro por lá ou poias ou Kinders Surpresa.


São. Confirmado. São mesmo poias. Obrigada pelo livro, Mãe. Gostava de dizer que é um livro de merda, mas ainda não tenho idade para piadas tão cocós. 


Não precisamos de dia dos namorados para nada!

As maiores lições de vida às vezes aprendem-se nos testes ranhosos do Facebook. Sim, acabaste de ler isto. Nunca fui moça para prestar atenção a essas coisas, nem nas revistas quando era mais nova, mas isto de estar em casa todos os dias com a miúda faz com que até esses testes me pareçam divertidos. É mais ou menos a síndrome do tipo menos feio numa discoteca (mas que é horrível na mesma): mesmo sem álcool passa a parecer um tipo normal pelos outros parecerem vomitáveis. 

Isto tudo para dizer que sim, fiz um teste no Facebook. Era um teste para dizer, se não me engano, qual era a palavra que melhor me definia. E eu, em vez de perguntar a alguém que me conheça, não. Tive curiosidade para ver o que um teste engendrado por alguém que, provavelmente só percebe de informática, fez. 

Acho que a palavra foi guerreira. Aqui entre nós, adorei que fosse essa. Senti-me toda pumped up e cheia de forças. 

Bom... qual foi a lição de vida que aprendi? Uma das perguntas do teste era: "gosta de ser surpreendido?". E eu pensei: "Duh! Claro, quando são coisas boas!". 

Depois veio outra pergunta que era: "gosta de fazer surpresas?". E eu respondi que não. Não gosto. Não gosto porque ou dão trabalho ou não correm bem ou tenho medo que a pessoa não aprecie o suficiente e fico amuada. Qualquer coisa.

Não me pareceu justo gostar de surpresas e não as fazer. É normal que as pessoas não nos dêem se não lhes dermos também.  Não podemos esperar maçãs se não plantarmos uma árvore. Certo? Certo? 



Acho que devíamos dar mais miminhos aos nossos amores (maridos, namorados, o que for) e esquecermo-nos um bocado de nós. De que nós é que gostaríamos que eles nos convidassem para jantar fora, para passear, para um fim-de-semana romântico, etc. 

Nós somos as maiores, sabemos disso. Apesar de sermos nós as "mães" e as Mães é que sabem, eles passam por muito também. Basicamente, aturam-nos para caramba e o que nós conseguimos ser insuportáveis. Ui. Se conseguimos. E sabemos enquanto estamos a sê-lo. Sabemos tão bem, mas continuamos. Porque podemos. 

Era o que dizia um artigo qualquer aqui na net: "Ela vai descontar em você, mas porque não pode ralhar com o bebé". Eles levam por tabela. Claro que nunca vamos admitir que às vezes errámos (estou a brincar, vocês podem admitir à vontade), mas subtilmente podemos dar-lhes uns miminhos fora dos aniversários, dos dias dos namorados, etc. 

Que tal?

Se nos sabe tão bem, a eles também saberá. 

Se forem de comprar coisas, o meu marido reagiu muito bem ao Call of Duty para a PS4. 


Outra história: Por falar nisso do Call of Duty, nem estão bem a ver o que aconteceu. Comprei-o na FNAC. Trouxe-o para casa, ofereci-o ao Frederico e ele, quando o abriu, encontrou, em vez do cd original, um cd gravado e todo riscado do filme REC2. Wtf? Imaginem a minha cara quando pensei que tinha de ir lá trocar aquilo: "Ah, comprei agora este jogo e lá dentro tinha um cd gravado de um filme de terror espanhol!". Por acaso foi tranquilo (foi o Frederico trocar), mas acho que o empregado fez uma cara do género: "Erm... sim... claro...". 

*imagem We Heart It

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Sexo? Prefiro dormir!

Calma, não fui eu quem disse isto. E se fosse, também ninguém tinha nada a ver com isso.


Na já tão badalada grupeta privada que temos no Facebook (mamãs de março de 2014), fala-se de tudo. Um dos últimos temas foi sexo depois de se ser mãe.


(Pedi à Isabel para me ajudar aqui a manter o anonimato da publicação e a minha filha nunca me desilude.)

Neste criterioso e científico estudo com p'ra lá de 16 participações (upa upa), cerca de 90% das inquiridas confirma que prefere uma boa noite de sono a uma noite de sexo. As restantes 10% falam de barriguinha cheia (e pelas noites de sexo às tantas a expressão já é literal hehe) porque os filhos lhes dão umas belas noites. Cerca de 20% diz que vontade não lhes falta, mas que se sentem cansadas.


Ora bem, este já não é um assunto novo aqui no blogue. A Joana Gama deu, de forma humorística, dicas para recusar fazer sexo aqui (Dicas para fazer recusar sexo como uma mãe) e eu já falei no sexo depois do parto aqui (Sexo depois do parto?).

Agora algo que nunca aqui foi falado: eles. Eles, os maridos, os namorados, os pais das crianças, os companheiros, o que for. A pessoa com quem dividimos a vida e a cama.

(Voltei a pedir a colaboração da minha filha para preservar o anonimato desta mãe. hehe)

Muitas mães diziam o mesmo: que eles contavam as vezes, que se sentiam mal, mas que o cansaço muitas vezes vencia. Percebo que não seja fácil lidar com a situação e que para alguns casais este possa ser um motivo de afastamento e que a relação possa esmorecer. Quantas histórias já ouvimos de que a relação arrefece depois de sermos pais? Mas também não cola aquele discurso machista, como se a mulher tivesse de estar à disposição do seu amo e senhor, do "ah! mas ela não lhe deu o que ele precisava, foi procurar fora" ou "se eles não têm em casa, mijam fora do penico". Se isso acontece nesta fase de grandes transformações das nossas vidas, então não me parece que ele seja O homem da nossa vida. 

Mães que têm preferido uma noite de sono (ou umas horas) a fazer amor, já perceberam, não estão sozinhas. Façam, todas juntas, umas rezas e esperem que isto passe (ou façam por isso, se for o caso, porque às vezes o segredo está em (re)começar).

Mães que andam a ter uma vida sexual mais activa que a do Redtube, dicas para as outras mães, ófaxavor.


Vá, tambem podem comentar este texto como anónimas, não se apoquentem.

Afinal havia outra (#09) - Martim

O teu primeiro toque em mim, embora leve e tímido, representou o maior dos terramotos, o mais impactante e estrondoso tsunami. Foi um toque de vida, de dar vida e receber ainda mais de volta. Ninguém está completamente preparado para a responsabilidade de, apenas para todo o sempre, ter a preocupação com lugar cativo no coração, ter o sono mais leve que um balão e, lançar a sua imagem para segundo plano, em todas as decisões, em tudo o que respeita a este mundo.

Nada continua igual e ainda bem, ser mãe é difícil  mas é o difícil mais feliz. O teu toque é, não digo mágico, porque isso é demasiado esotérico e tu és tão real. O teu toque tem uma base de bondade e um efeito reparador em todos os meus poros. Por ti e graças a ti a minha existência é mais atenta, mais generosa, mais ambiciosa e lutadora.

Não consigo prever o futuro como cobiço, e nisto de ser mãe o futuro pode trazer angústia, medo do desconhecido e a vontade avassaladora de te proteger. Nos meus sonhos entoamos sempre em uníssono, a simbiose perfeita como já fomos outrora. Tu cresces a olhos vistos e o teu toque será cada vez menos frequente, sou egoísta em sofrer com a tua liberdade.

A ideia de saber que um dia não serás somente meu, que não estarei a amparar as tuas quedas, que não partilharemos o mesmo ar e o que o papel principal irá fugir-me entre os dedos é tenebrosa. Dou-te tudo de mim e isso implica perder parte de mim, essa estará sempre contigo, nos caminhos que percorreres, nas decisões que tomares, nos valores que escolheres e nas conquistas que alcançares. Não me percas pois eu, no nosso ninho, permanecerei até ao último suspiro.

Lénia Freitas
mãe do Martim

sábado, 21 de fevereiro de 2015

SOCORRO! Estou in...continente!

Não, não estou num supermercado, nem fui aos Açores e voltei. É mesmo isso. Perceberam bem.

Pensei muito se escreveria isto e estou a rezar para que os meus progenitores não leiam este post. Andaram com a menina para a trás e para a frente, ele foi aulas de música, coro, teatro, explicações de inglês e de alemão porque "ai, não posso ter 17", de dança, uma lufa lufa para a rapariga ficar supé culta e ter uma mega carreira e acaba a escrever sobre xixi. Ou chichi, como preferirem, que fui confirmar e dá das duas formas. 

Mas é verdade, acontece, e se ninguém o assume (pelo menos ainda não vi a mãe da Carlota a escrever sobre nada disto no blogue dela Hehe), dou o primeiro passo. 

Estou incontinente. Desde que fui mãe que preciso de usar fraldas. Não uso, mas se calhar devia. Quando estou aflitinha e não consigo chegar ao WC a tempo, a coisa dá-se. Calma, também não abro a comporta totalmente. Acho que não preciso de ser mais gráfica, certo? Vocês agradecem (e mãe, desculpa! lol)

Somos um blogue que fala sobre tudo, qual programa do Goucha ou da Júlia. Há tempos falou-se lá de tipos de cocós e levaram mesmo os espécimes. Juro! Por aqui vamos tentar que cheire menos mal, mas não prometemos nada.

Se quiserem comentar como anónimas, percebo perfeitamente. Não deve ser fácil assumir que se faz xixi pelas pernas abaixo quando não somos nem concorrentes da Casa dos Segredos nem temos 80 anos. Mas preciso muito de dicas. Cá vão as dúvidas:

1) é caso para ir à ginecologista?

2) além de exercícios com o períneo (já faço a história do elevador, sabem?), o que aconselham?

3) alguém já passou por isto e voltou ao normal?

Obrigada, suas... mijonas!

A mãe dá (#09) - Um mês no Gymboree Carnaxide

É certo que andamos mais vendedoras que as Televendas às quatro da manhã e do que os cartões de sonho e o Roda Você (nem sei se isto ainda existe), mas gostamos mesmo disto. 
Além de nos divertirmos e de aprendermos muito com o blogue, se pudermos dar coisinhas às outras mães e, ao mesmo tempo, divulgarmos marcas com as quais nos identificamos, por que não?  Ficamos todos a ganhar, por isso, vamos lá! E já sabem, aqui é tudo preto no branco, se somos patrocinadas ou se temos parcerias, assumimos.

Já vos falei do Gymboree, neste post. Para as preguiçosinhas que não cliquem no link, eu faço-vos a papinha, vá: sucintamente, é um ginásio para bebés. Não, não andam a levantar halteres. Andam a subir e a descer escorregas, atrás de bolas, a rebentar bolinhas de sabão, a aprender canções, a desenvolverem capacidades motoras, tudo na presença do pai ou da mãe, para que seja um momento em família.

Vá, eu faço-vos o desenho:

A Isabel adora. E os vossos filhos também vão adorar. Para isso, só têm de estar muito atentas durante o dia de amanhã ao nosso Facebook, porque vamos fazer uma pergunta. Só uma.

A primeira pessoa a responder acertadamente, ganha um mês de aulas no Gymboree de Carnaxide (mamãs do norte, dos algarves e das ilhas, não fiquem tristes, mas foi quem se chegou à frente).

Vamos a isso?

a Mãe dá (#07) - Coffrets Mustela - Vencedor

Temos vencedor para o coffret exclusivo da Mustela que vem com o perfume e com o Musti em azul!
Foi o Zé Maria que, para bebé, tem o cabelo um bocadinho grisalho. Ehehehe.




Parabéns Zé Maria e mamã Joana (vai acabar a usar o Musti como seu perfume tal como nós as duas, vai ver)!

Já enviámos a morada para a Mustela e eles procederão ao envio. :)

a Mãe dá (#06) - Bomba de leite Bébéconfort® - Vencedores

Hã? Depois não digam que não sei quê.

Mãos livres, não precisamos de estar direitas, dá para por por dentro do soutien, é mais silenciosa... parece que a Bébéconfort® fez um focus-group com gente que sabia do que estava a falar.

Para quem já costuma tirar leite, sabe perfeitamente que estas características são uma bênção. São, são! 

Ora, quem ganhou este "magnífico automóvel"?

Vou fazer agora aquilo do random.org, só um momento!






Ana Filipa A. Augusto de Almancil 


e



Natália Miranda de Póvoa de Varzim!



Parabéns!! ;)




Vamos passar as vossas moradas à Bébéconfort® e eles procederão ao envio, ok? 


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Inventam tudo (#09) - Sem água nojólhos!

Se os vossos filhos forem esquisitinhos como o meu irmão era, que praticamente não queria tomar banho para não levar com a água nojólhos, das duas uma: ou vai de banho à gato, com toalhetes ou compressas com água lavante ou compram uma coisa destas:


Skip Hop
Dizem eles que a borda é flexível e que se ajusta ao encostar à cabeça dos putos. Fiquei curiosa.

Já alguém experimentou isto? Resulta ou é tanga?

Gastei 20 euros por causa do meu duplo queixo.

Vale a sempre a pena sair. Nem que se vá completamente enroladas naquilo a que chamamos kispos, mas que não passam de edredões para pessoas.

Aproveitamos para ir ao Alvito. Ela adorou ver os patinhos logo à entrada. Perguntei "como fazem os patinhos" e ela respondeu "ão, ão, ão", por isso pude verificar que sim, era minha filha (como se o facto de ter saído de dentro do meu pipi, não fosse suficiente). 

Estava muito frio e muito vento, mas fomos devidamente equipadas, julgo. Eramos as mais agasalhadas do jardim, mas nem foi por aí que demos muito nas vistas. Demos porque eu sou muita linda. 

Não, não foi por causa disso (mas sou, claro). 

Foi porque cometi a atrocidade de usar um selfie stick (aqueles tripés que são monopés para, supostamente, podermos filmar de outras perspectivas mas que o próprio fabricante sabia que ia ser mais utilizado para massajar o nosso ego) e isso deixava as pessoas em choque.

Eu sei que é esquisito. Sei. Parece que a pessoa tem um braço biónico e que, ainda por cima, não dá para perceber como é que as fotografias se tiram sozinhas (a Irene tinha o comando), mas não houve ninguém que não tivesse reparado na nossa presença. Se calhar foi só mesmo pelo facto de ser muita linda, nem teve nada que ver com o selfiestick.





Bom, isto para dizer que os pauzinhos já voltaram a estar à venda na Fnac se andavam doidas para comprar um. Para mim dá jeito porque, na maior parte das vezes, saímos sozinhas e quero que ambas apareçamos nas fotografias sem que eu pareça ter uma papada enorme por causa da posição a segurar o telefone. Sim gastei 20 euros nisto por causa da minha papada. Ridículo.



Borrifei-me para o vento. Dá fotos giras. E não só por eu ser muita linda.



Daqui a uns anos, a Irene vai perguntar o que é que a mãe tinha sempre na mão nas fotografias e eu vou dizer que, dantes, há 20 anos, para as pessoas tirarem fotos a elas próprias mais distantes (algumas pessoas mais parvas como eu), andavam com um ferro. Ela vai rir-se. 


O selfiestick? Nem se nota na foto! Só parece que fui amputada e que a minha prótese é uma muleta. 



Vale sempre a pena, sempre a pena. 

Ainda não sei se falo também do selfie stick,...

a Mãe dá (#08) - Bodies com Rosa com Canela

Vocês nem sonham a panca que eu tenho por artigos de papelaria/de escritório. Antes da defunta Papelaria Fernandes ter coiso, eu passaria lá os dias. Só a imaginar a quantidade de projectos que teria para todos os cadernos. Os desenhos a fazer com as canetas... e atenção! Isto ainda dura e já estive mais longe dos 30! Seja vergonha ou não, é um fetiche. Adoro. E conheci a Rosa com Canela no Facebook. Têm uma loja toda catita e tal aqui

Para quem sofra do mesmo mal que eu, a experiência de encomendar é incrível. Vem num saco todo giro, com estes embrulhos amorosos, cheios, cheios de amor de quem gosta mesmo daquilo que faz. 

Sim, estou a elogiar os embrulhos, mas o que querem? Gostei mesmo. Confesso que os meus gatos também adoraram os elásticos à volta deles... eheh.




Fui mendigar que eles nos oferecessem uma coisinha ou duas. Não tenho vergonha de admitir que quero tirar o máximo partido disto de ter um blog, sou parva? Se calhar sou, mas não nisto hehe. 





Achámos giro, tanto a Mãe como a Rosa com Canela oferecer-vos não os blocos e cadernos mas uma grande novidade e para os vossos bebés!

Eles também podiam "usar" os artigos de papelaria, mas já sabíamos que não iriam durar muito, não é? E, além disso, podem não saber lá muito bem. ;)


A novidade são os bodies que a Rosa com Canela tem para meninas e meninos bonitos! Gostam? 








Temos um body de menina e um de menino para oferecer! :)

Para participar é preciso:
1) Fazer like na página da Rosa com Canela
2) Fazer like na página d'a Mãe é que sabe (mas isso já está, não é?)
3) Partilhar publicamente este link no perfil do Facebook
4) Preencher o formulário em baixo (o link da partilha é o endereço do seu perfil do Facebook)

Condições:
O vencedor será anunciado dia 6 de março, sendo aceites inscrições até às 23h59min de dia 5 do mesmo mês.
Os vencedores serão escolhidos aleatoriamente através de random.org.
Só é válida uma participação por endereço de e-mail.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Lambada ou abracinho?

Um dia a minha sobrinha, na altura de dois anos, deu-me uma estalada. E eu retribuí, zangada, naquele instante.

Gosto de aprender coisas novas, de ter bons argumentos nas discussões, mas acima de tudo quero desempenhar da melhor forma o meu papel de mãe. E acho que aquela coisa de confiarmos cegamente no instinto nem sempre poderá ser o mais acertado porque muitas das coisas que fazemos "por instinto" (quase todas) foi porque vimos alguém fazer e fomos construindo e moldando a nossa noção de certo e errado baseados nessa experiência.

Onde é que eu quero chegar com isto? Muitos acharão que tenho tempo livre a mais, mas o que é certo é que, se quando estava grávida me preocupava com as roupinhas, o quarto, o parto e se me preparava para os primeiros meses, agora ando a ler sobre educação. Disciplina positiva, mais especificamente.

Um dia a minha sobrinha, na altura de dois anos, deu-me uma estalada. E eu retribuí, zangada, naquele instante. O meu instinto assim mo ditou. A mãe dela estava ali e pedi imediatamente desculpa, mas ao mesmo tempo achei que aquilo era o correcto, que era "para o bem dela", tinha de lhe mostrar quem mandava ali.  

Mas que direito tinha eu de bater na minha sobrinha? Ou noutra pessoa qualquer? Mesmo tendo sido "só" um chega p'ra lá na mão, a intenção foi mostrar quem mandava ali. E que tal ter falado com ela, explicar-lhe que não se bate? Que exemplo estava eu a dar-lhe se respondi na mesma moeda? E porque é que achamos que "sacudir-lhes o pó" é legítimo e "para o bem deles"?

Agora questiono-me, porque, como mãe, não me imagino a bater na minha filha, nem a castigá-la.

Mas será que conseguirei manter a calma? É que para educar serenamente é preciso muita paciência e isso é coisa que às vezes não abunda por aqui.

Quem pensa que a disciplina positiva tem a ver com permissividade e que se está criar um tirano, está muito enganado. Ali há firmeza, mas com respeito pelo outro. Há "nãos", mas não há nãos "PORQUE EU MANDO!!!". Não há educação pelo medo. Há respeito, há dignidade e há muito amor.

Na teoria, parece-me fantástico. E na prática? . Li este caso e adorei. Acho que toda a família sai a ganhar, a curto e a longo prazo.


Alguém que aplique isto no dia-a-dia pode contar-me como está a ser a experiência?


*imagem weheartit.com

Está constipadinha? Dentes? Fome?

ou nenhuma das anteriores? A minha sogra diz que os dentes de cima a romper podem dar nariz a pingar e espirros, mas estou mais inclinada para estar constipada, sinceramente. Acho que muitas vezes atribuímos aos dentes muita coisa que não tem nada que ver. O meu marido bem me chama a atenção para isso, mas sempre que sou eu a fazê-lo "é porque é" e não quero saber. ;)

Isto de ser tudo dentes é como umas mães que li por aí na internet que dizem que a pílula que se toma no pós parto e durante a amamentação dá queda de cabelo, grandes dores de barriga, algumas hemorragias esporádicas, etc. Ninguém lhes terá dito que é mesmo assim o pós parto? Não é da pílula! Então, depois de fermentarmos um ser dentro de nós, acham que volta tudo ao sítio? Não. Daí recomendarem o intervalo de um ano e meio (se não estou em erro) até mandarmos vir o próximo... 



Voltando à Irene: tem muitos espirros, muito ranho, nada de especturação e o olho do lado do nariz entupido algo congestionado. Tirando isso, está birrenta, pronto. Odeio vê-la assim, incomodada e pouco feliz. :(

Infelizmente amanhã temos/tinhamos a entrevista para a tal revista de que temos vindo a falar e obviamente que se isto continuar assim que a Irene não vai para não pegar nada à Isabel. 

Já mandei mensagem à pediatra (sim, sou dessas), a ver o que ela diz. 

Sei que parece que estou a exagerar e, muito provavelmente, estou, mas ela em 11 meses a única coisa que teve foi uma febre de dois dias. 

O que posso fazer para a deixar mais confortável? O que acham que é?


*imagem do site We Heart It

Eu tenho um sonho

No meu sonho estou de pijama durante um fim-de-semana inteiro. E durmo, durmo, durmo, entregam-me em casa um pequeno-almoço digno de novela brasileira, leio uma revista da tanga, durmo, vejo um filme, entregam-me almoço em casa, não limpo nada, lavo os dentes - contrariada - vejo um episódio de uma série, durmo, durmo, durmo, entregam-me uma caixa de pastéis de Belém em casa, vejo mais dois episódios e adormeço, durmo, durmo, durmo e tomo um banho de espuma. Depois, levam-me sushi a casa, como e não arrumo nada, vou para o sofá, vejo um filme, vou para a cama, durmo, durmo, durmo. No dia seguinte, igual, mas em vez dos pastéis de Belém, croissants do Careca e em vez do sushi, uma pizza. 
Era só isto. 

[Entra um daqueles clichês para mostrar que se é boa mãe: "mas depois não acordava com o melhor sorriso do mundo" ou "mas não trocava a minha vida por nada", etc, etc]

Mas a sério, eram só 2 dias. 2 dias assim, até me cansar de não me sentir cansada.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Um autêntico terror...

Epá e foi mesmo. Já tinha ouvido falar disto, mas esperava que não me acontecesse. É o que pensamos, normalmente, das Sidas e afins, não é? Pois. Isto não é tão grave, mas é muito angustiante. A Irene, de vez em quando, tem terrores nocturnos. 

É acordar, mas sem acordar do sono pesado e num autêntico pânico. A gritar de horror e a afastar-se de nós como se fossem os pais quem lhe estivessem a fazer mal. É como se estivesse a ter um ataque epiléptico ou, então, a levar choques nas costas e ter que se curvar e revirar toda enquanto grita muito e muito agudo. 



Depois da nossa experiência com as análises ao sangue que tivemos de fazer por ela ser alérgica à proteína do leite de vaca (podem ler este post) esta foi a pior coisa de sempre. 

Ainda por cima, o que "dizem" é que não vale a pena tentar acordá-los que eles não acordam, que não é nada útil e que se torna mais difícil adormecê-los a seguir. 

Não consigo. Da primeira vez não consegui (não tinha lido nada sobre o assunto), o meu instinto foi pegá-la ao colo e fazer de tudo para que ela se sentisse segura e saísse daquele estado/acordasse (não parecia mesmo nada que estivesse a dormir, estava de olhos abertos e afastar-nos).

Quando acordou, era como se nada tivesse acontecido, apesar de ainda lhe faltar o ar de ter estado tanto tempo a chorar. 

Da segunda vez tentámos fazer o que [eles] aconselham e deixamo-la a espernear na cama, olhando para ela e garantindo que não se magoava nas grades, para eles adormecerem mais rapidamente e para não piorar o estado visto que somos vistos como inimigos (é um facto). Não consegui. Apesar de dizerem e de eu já ter confirmado que não se lembram de nada do que aconteceu quando voltam ao normal, não consegui. O meu coração ia explodindo. Senti-me péssima e inútil. Mesmo que ela continuasse a espernear, tinha de pegar nela. Tinha de ser mais mãe. 

Despi a camisola do pijama e tentei mante-la o máximo possível junto a mim. Ia cantando, brincando com ela. Mudando de divisão, até que tive a ideia de lhe ir lavar os dentes (ela gosta muito). Acordou. Tudo normal. Correu bem. 

Ao que parece, eles podem ter terrores nocturnos quando não descansam bem durante o dia. Agora ando em pânico para que ela durma as sestas todas (mais ainda que dantes), mas se voltar a acontecer, deixar chorar na cama não é, nem nunca será, seja por que motivo for, uma opção. 

*imagem do site We Heart It.


Mamãke-over

Sim, sim. O título está infantil e muito pouco bem conseguido para quem queria dar uma de criativa e que consegue misturar as palavras mamã e make-over. Tentei (não muito, mas tentei). 

Estão boas? Hoje foi a minha vez de me armar em fina (não estou habituada a ir ao cabeleireiro e essas coisas, então parece-me sempre um dia esquisito de coisas boas) e, por causa da nossa entrevista de sexta-feira para uma revista (ler sobre isso aqui), fui por-me bonita, para quando as pessoas estiverem a comparar as duas, escolherem-me a mim como a mais linda e não a Joana Paixão Brás.  Sim. Amamo-nos, mas não deixamos de ser bitches umas para a outra. Brincadeira, brincadeira. 

Foi dia de deixar a Irene com o pai de manhã. Não é costume, já não o fazia desde que fui trabalhar em Setembro durante um mês e, confesso, que não fiquei nada nervosa. Claro que o Frederico é a melhor pessoa para tomar conta dela, mas será sempre depois de mim. Eu sou sempre a melhor hehe. 

Parece que correu tudo muito bem, apesar da miúda ter adormecido de cansaço na cadeira da papa. Tão, tão queridos. Além disso enviou-me um vídeo da miúda a dançar enquanto eu estava a ser pintada... derreti-me toda, claro! Bom!!!! Falemos do que fui fazer!! Vi umas imagens no Pinterest e, afinal (porque não percebo nada disto) o que eu queria eram uma californianas. E, para fazer coisa diferente no meu cabelo, só o Renato Luís. Não, não é patrocínio. Arrotei o preço todo na mesma, mas com muito gosto (e pensei que fosse mais caro). 

Comecei a ir ao Renato Luís (salvo seja) porque durante a gravidez queria fazer uma mudança de visual drástica. Queria ficar com aquele aspecto saudável e irritante das famosas. Então, à pita, procurei no Google qualquer coisa como "cabeleireiro dos famosos". Fui dar ao Renato Luís e ao Chill Factory em Oeiras. 

O Renato Luís (tenho de dizer sempre os dois nomes porque perguntei-lhe e é mesmo esse o nome artístico dele) faz as galas dos programas de televisão grandes (à excepção da Casa dos Segredos). Sempre que virem gente que, mesmo que tenha a cara de uma couve lombardo, tenha o cabelo impecável, foi ele. 


Como sabem, estou em casa com a Irene todos os dias e coitadinho do Renato Luís (aí estão os dois nomes), hoje teve de levar comigo, tipo melhor amiga. No final do penteado até levou um abraço que andou de lado. Falar com adultos é bom. De vez em quando. 

Aqui fica o ANTES: 




DURANTE: 


DEPOIS (sem óculos): 



Com óculos e sem casaco ou poncho ou lá o que é (porque faz toda a diferença haha):


Como as bloggers fazem e sempre quis fazer: 

Cabelo: Renato Luís
Óculos: Ray-Ban do Alegro de Alfragide 
(mereço porque andei 2 anos com uns da Ale Hop)
Camisola enorme: Zara 
Carro: Honda rasquinho (é a vida e já vou com muita sorte)

Não come, não come...

Tirando os dias em que não lhe apetecia mamar e em que fazia uma fita enorme, a Isabel sempre comeu bem. Tirando os dias de birra ou de sono, sempre gostou de papa, de sopa, de iogurtes naturais, de pão. Odiou a primeira vez em que tocou em bróculos. Às vezes cerra a boca à terceira colherada e temos de fazer um espetáculo de circo para que ela coma mais. Mas é raro, muito raro.

No outro dia não quis comer. Nem uma colher de sopa. Deixei arrefecer, nada. Fui aquecer de novo, nada. Fruta, nem vê-la. Ok, vai de leite. Nada. Achei estranho, muito estranho. Estaria apaixonada?... Durante a noite, não quis leite. Começámos a ficar apreensivos. Na manhã seguinte, nada, nem papa, que ela adora, quis. Mau Maria, tu queres ver que está a chocar alguma? Dei-lhe muita água e fiz um esforço racional para não me preocupar.

Ainda bem. À noite já quis picar comida (damos-lhe comida aos bocadinhos no tabuleiro). Bebeu três biberões de leite durante a noite. No dia seguinte já quis a sopa e o segundo. À noite, devorou árvorezinhas, que é como quem diz bróculos. Nunca mais tinha experimentado dar-lhe e correu tão bem. Comeu massinhas e frango. O chão também comeu. Depois, dei-lhe sopa a achar que não ia comer nada e comeu tudo. Ainda tive de ir buscar mais. Já não quis a fruta, tudo bem.

Resumo da história: é normal eles às vezes não terem fome. É normal não terem apetite, tal como nós. Quantas vezes não nos apetece comer? Sei que a Joana Gama não sabe o que isso é, mas é normal. 

Como é convosco? Também stressam com as faltas de apetite deles?



terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Não me larga da mão (e ainda bem)

A Isabel só quer colo. Já adormecia sozinha com 4, 5 meses, bastava deitá-la na cama, depois da história, da maminha e dos beijinhos e ela adormecia, agarrada ao Zezé. Agora já não posso com as costas, com os braços, tenho de andar pelo menos 30 minutos em pé de um lado para o outro para ela adormecer. Se me sento no cadeirão, reclama. As sestas correm muito melhor. Estarmos as duas no cadeirão, juntinhas, é mais do que suficiente para ela adormecer.

Pus-me a pensar se estaria a habituar mal a minha filha e a pensar na "regressão" dela, a partir do momento em que teve uma otite, com sete meses. Como negar colinho à nossa filha doente? Como negar colinho ao nosso ser mais precioso, se ele nos pede? Lá vem a história das manhas, do deixar chorar e de os ensinar a dormir sozinhos. Não sei se compro.

Lembrei-me, a propósito, de numa aula de psicologia do 12º ano se falar da experiência com os macaquinhos de Harlow. Os macacos bebés tinham à disposição duas mães artificiais: uma de arame, com leite, e outra também de arame, mas forrada com tecido fofinho. Eles passavam horas a fio agarrados à mãe felpuda. O conforto e o contacto físico é tão ou mais importante que a própria alimentação. 

Não sei se me irei arrepender, quando a Isabel tiver 45 anos e ainda quiser adormecer ao colo. Mas o que é certo é que o meu instinto me diz para fazer assim: para a embalar, enchê-la de beijos e do conforto do meu peito, quentinho, onde bate um coração, cada vez maior.

* imagem weheartit.com

A Joana Gama é... parva.

Não é nada. É. Um bocado, às vezes. Mas eu gosto.

Deixem-me falar-vos da Joana. A Gama, a outra. Ela já vos contou como nos conhecemos, não já? Isso, num grupo do Facebook (Mamãs de Março de 2014). Um amigo meu trabalhava com ela e disse-me que ela me iria juntar ao grupo. Fiquei WTF?! Achei a ideia super mega bimba e não estava preparada para um grupo de muitas mães histéricas a contarem tudo das suas vidas e gravidezes. Pensei que iria perder tempo, que não me iria identificar. Tudo ao contrário. Surpreendi-me, com elas e comigo. Afinal eu era uma delas e aquilo fazia-me falta. Era onde descarregava as angústias, os medos e com quem partilhava as alegrias do dia-a-dia. Assim não me tornei numa grávida muito chata para as pessoas que me rodeavam (acho eu).
Bem, a Joana.

A Joana era a palhaça do grupo, mas não nos dava muita confiança. Um dia, num lanchinho de grávidas (sim, como uma reunião de tupperwares) tive aquilo a que se chama "amor à primeira vista". Achei que ela era um peixinho completamente fora de água, mas que até se estava a esforçar. Depois, começámos a falar por mensagens no Facebook. Criámos o nosso grupo. A primeira vez estávamos as duas sozinhas em casa à noite (os maridos tinham ido dar um giro) e ficámos naquilo horas. Estávamos na fase da paixão.

Depois, vivemos o parto uma da outra intensamente, apesar de estarmos à distância. Um mês depois, ela veio cá a casa, com a Irene, festejar o primeiro mês da Isabel.


E nunca mais nos largámos: lanches a duas (a quatro), lanches com outras mães, jantar ou almoço com os esposos e por aí fora. O meu marido (que não é marido, mas gosto de achar que sim) às vezes ficava com ciúmes do tempo que estava com a Joana ao telemóvel. Ainda hoje me disse que eu sou viciada no telemóvel. Se calhar sou um bocadinho, a culpa é dela. A Joana é viciante.

Se acharem que isto está a puxar um bocadinho para o lesbianismo, digam-me que tento refrear o tom.

A Joana é uma pessoa fascinante. Não faz fretes. Diz o que pensa. Faz-me rir. Às vezes combina roupas que não têm nada a ver. É intensa. É chata. Tem uma gargalhada boa. É infantil. É brutinha. É genuína. É muito, mas muito engraçada. É inteligente. Tanto que até irrita. É bonita. É tão, mas tão boa mãe. É tonta. É gulosa. É organizada. Tanto que até irrita. É segura. É ambiciosa. É maluquinha das doenças. Vê programas de TV de merda. É esforçada. É parva. Não gosta de peixe. É tão, mas tão boa mãe, já tinha dito? Lê mil livros técnicos. É eufórica. 

Gosto dela. Acho que sou uma pessoa melhor desde que a tenho na minha vida e sei que posso contar com ela para tudo.
E sinceramente acho que se o a Mãe é que sabe está a correr tão bem, é porque temos esta química. Ela é parva, eu também. Não nos levamos muito a sério. Somos amigas.

Vá, Joaninha, não chores. Sua bimba.

O meu partão.

Primeira fotografia da Irene 
"Descobri que sou igual a todas as que estavam a passar por esta experiência pela primeira vez: Estava igualmente entusiasmada e assustada. Estava louca para que tudo se despachasse (já estava um bocadinho cansada de estar grávida, apesar de agora estar a morrer de saudades) mas, ao mesmo tempo, queria que a Irene nunca saísse de dentro de mim. Como funciono, todos os dias, para mim, eram o dia de ir parir. É parvo, bem sei. A verdade é que meti na cabeça que a Irene iria nascer às 35 semanas (data a partir da qual não há risco de vida maior da bebé) e a partir daí foi uma seca. Sem querer falar nos longos meses em que achava que tudo o que tinha eram contracções (porque não li em lado algum nada que me explicasse bem o que eram) e estava desejosa de tê-las para sentir que as coisas estavam a evoluir já que não pude ver a bebé na ecografia quando já estava muito grande. Não dormia nada, acordava milhares de vezes durante a noite para ir à casa de banho, o meu marido aprendeu a ressonar dia sim, dia sim. Uma alegria. Queria era parir. Houve um dia (já tinha uma aplicação para cronometrar contracções e tudo) em que reparei que estava a ter contracções perto umas das outras e constantes. De 15 em 15 e paravam durante uma hora. Depois de 10 em 10. Depois uma agente imobiliaria lá em casa e eu com um sorriso amarelo cheia de dores. Depois de 10 em 10. Depois fomos para o hospital que já só me apetecia dizer coisas. Fiz o CTG (uma coisa para medir as contracções e o ritmo do coração do bebé, acho eu) e a coisa estava perto de se dar, mas não era urgente. Depois de umas apalpadelas (demasiado profundas e dolorosas) no ninho da Irene (meu rico pipi), mandaram-me ir para casa jantar, tomar um banho, usar um laxante e voltar com calma mais tarde. Lá fui. A chorar entre contracções e a rir ao mesmo tempo. O marido assustado mas assustadoramente calmo para o que eu imaginei que fosse estar. Banho meio a fingir, dado o desconforto. Jantar impossivel e, não aguentei mais. As contracções continuavam de 5 em 5 minutos mas com umas dores tais que já nem conseguia estar feliz. Fui chamada mais rápido (até desconfiei que tivessem uma camera na sala de espera e que, por me verem a chorar, andaram mais rápido com o assunto). Fui vista, mais umas apalpadelas pouco simpáticas e a Dra., com pena, mandou-me internar dizendo “mas olhe que isto só para amanhã porque não tem nada dilatado”. Isto é: sim, tem dores, mas o seu corpo não está a fazer nada de útil. Lá fui lá para cima, enfiaram-me o tubo da epidural (que me doeu imenso, mas eu sou uma maricas), deitei-me e estava cheia de medo. Chegou o meu marido. Fiquei mais calma. As drogas também tinham começado a fazer efeito. Hei de dizer sempre à Irene: drogas não, filha, a não ser no parto. Foram minhas amigas e acho que, apesar de me terem queimado metade do cérebro e de, passado um mês, ainda me doer o sítio onde tinha enfiado o catéter da epidural, não mudaria a quantidade de recargas que fui pedido. Sempre que deixava de fazer efeito, parecia que estava a ser alcatroada. Um dia inteiro com o marido na poltrona a cuidar de mim. A molhar-me a cara com água. A beber chá às escondidas. A fazer xixi para uma coisa de cartão. Não reparei que tinha sido um dia. Só dei pela passagem do tempo pelas milhares de apalpadelas super desconfortáveis para aferir o diâmetro do túnel por onde a minha leitoa iria passar. Estava na altura de fazer força. Misto de emoções. Queria que tudo parasse e que acabasse rápido. Vamos a isso. Fiz muita força, lembro-me de ter medo que as veias da minha cabeça rebentassem e que tivesse um avc. Nunca tinha feito tanta força na minha vida. Nunca. Fazia força e as enfermeiras diziam que a Irene não saía do mesmo sítio. Fiz ainda mais força. Nada. Durante o que imagino ter sido uma hora e tal não aconteceu nada e as enfermeiras saíam e entravam e pediam para eu ir fazendo força enquanto se ausentavam. Não sei se estava fisicamente esgotada (porque às vezes vamos buscar forças não sei onde, vi no Biggest Loser), mas psicologicamente não queria mais. Queria que esta “porra” do parto natural acabasse e que me dessem uma pancada na cabeça e só me acordassem quando a miúda já estivesse em cima do meu peito. Gritei várias vezes que “não quero mais”, “não quero saber, façam o que quiserem, eu desisto”, “não faço mais”, “não aguento”. Mesmo assim não fui levada para cesariana. Chamaram uma médica com fama de ser amorosa que aproveitou que o meu marido tinha saído para informar a família para fechar a porta e não o deixar entrar porque iam usar a ventosa e porque eu estava “em choque”. A médica  que era muito amorosa, passou-se e começou a gritar comigo para tentar recuperar a minha sanidade: “JOANA, ISTO VAI TER QUE ACONTECER, VOCÊ VAI POR O SEU BEBÉ CÁ FORA. ISTO AGORA NÃO É PARA BRINCAR. ESTÁ EM CHOQUE.”. Só me veio à cabeça aquela altura em que mandam um chapadão nas pessoas para acordarem. Bem que precisei de um chapadão. Só queria que tudo parasse. Estava cheia de medo porque sempre que fazia força, deixava de ouvir o coração da bebé no CTG. Sentia que algo estava errado. Finalmente percebemos por que é que a Irene não saía do sítio: cordão umbilical à volta do pescoço. E, para além disso, acho que ela estava numa posição esquisita e, portanto, tiveram que me cortar. Saiu. Puseram-na em cima de mim. Nem 2 segundos. Levaram-na. Chorou. Parou de chorar. Comecei eu a chorar. “Que silêncio é este? Morreu a minha filha? O que aconteceu? Ainda nem nada começou e já falhei como mãe? E agora? Quero morrer. Não quero saber a verdade. “ Não chorou mais, mas estava bem. Teve de ser aspirada e, segundo disseram, puseram-na na incubadora para estar mais quentinha, apenas. Estava mole. Parecia sonolenta. Provavelmente da quantidade de drogas que pedi. Eu continuava em choque. Não conseguia sentir nada. Até o meu marido ter pegado na nossa filha. Aí fui mãe. Puseram-ne na minha mama. Mal. Mamou na auréola e não no bico. Fiquei com as maminhas logo em ferida. Nem reparei que estava mal, não senti nada. Como quase não senti as duas dúzias de pontos que levei assim que ela saiu. Não queria que o meu marido fosse embora. Não queria ficar sozinha. Eu estava debilitada e, além do mais, não sabia se sabia ser mãe. O marido foi embora. Fiquei num quarto partilhado. Entrei na cama. Não falei com ninguém. A Irene ficou sempre ao meu lado. Se ela chorasse, tinha de chamar alguém porque além de não me conseguir mexer, não sabia o que era para fazer. Sempre que fechava os olhos sentia as mãos das enfermeiras e das médicas a averiguarem se já tinha dilatação suficiente. Ainda ouvia as vozes de toda a gente. Ainda não era mãe. Não conseguia. Não percebia sequer que era a minha filha que estava ali comigo. Sabia apenas que precisava de alguém. Não conseguia que ela mamasse bem. Não conseguia tirá-la do berço. Não conseguia voltar a pô-la. Por que é que quando mais precisamos de estar em condições que estamos mais vulneráveis? Estava super assustada e sem o meu marido. Veio a luz do dia. Comecei a falar com as outras mães. Uma estava igualmente assustada, a outra já parecia dominar a arte de dar de mamar a fazer o pino (segundo filho). Consegui tomar banho. Chegou o pai. Cheguei. Comecei, aos poucos, a ser mãe. Disse ao meu marido que não me sentia segura em sair no dia seguinte dali porque tinha medo de não saber cuidar dela (apesar de ter lido quarenta livros, de ter ido às aulas de preparação, etc). Porém, assim que me deram alta, quis ir. Já queria ir desde manhã. Eu consigo. Ela é minha. Sei que assim descrito pode ser assustador (porque é), mas acho que é importante passarmos por tudo isto. É algo que também nos vai ligar ao bebé e nos vai fazer mais fortes. O meu marido conta que logo depois da Irene ter nascido eu disse: “Quero ter mais um filho”. E, como repararam, não foi fácil. Alonguei-me. Tanto quanto o meu parto no São Francisco Xavier. Impecáveis. Menos em conseguir a sair de lá a amamentar convenientemente. Talvez tenha sido só comigo, mas a mãe da cama à minha frente também já dava suplemento na fase do colostro. Reverti a situação e o meu segundo filho será lá também, mas aí não há suplemento para ninguém, mesmo que tenha de passar a noite a ser vigiada pelos enfermeiros por haver risco de infecção, como aconteceu."

in Grupo Fechado no Facebook "Mamãs de Março de 2014" onde partilhei (partilhámos todas, meninas, não é?) tudo sobre a gravidez, parto, tudo... Obrigada pelo vosso amor.