segunda-feira, 28 de março de 2016

Que tipo de filho têm?

Ainda estamos as duas loucas à espera das fotografias do aniversário que, pelo sneak peak que já tive estão... incríveis! MESMO MESMO! O meu objectivo é que estejam melhores que as da Joana. Vivo para isso. 

Seja como for, sacamos estas fotografias com o telemóvel e, a olhar para elas, reparei nas abordagens diferentes de vestuário para as duas meninas. As duas muito giras, mas abordagens diferentes: 

- A gola da Isabel.

- Os ténis da Irene.

E, no fundo é só isso, não é? Fazem toda a diferença, porém. 

Os vossos filhos são mais Isabel ou mais Irene? ;)

Uma foto publicada por Joana Gama (@joanagama) a

A minha filha veste fatos-de-treino e adoro!

Ehehehe sim, lá vem a outra remexer na coisa. Depois daquele post da Joana Paixão Brás (este) ter dado alguma salganhada por questões interpretativas (digo eu porque conheço a Joana e apesar dela gostar de vestir a miúda toda pipi, "tem a noção" e veste-a de acordo com as ocasiões sem problema), confesso que até fui buscar as calças de fato-de-treino que a Irene tinha no armário e comecei a espetar-lhas mais vezes. "Porque é que não uso isto?" - pensei. 

O pai não gosta nada porque diz que fica a parecer um rapazinho. Eu lembro-me sempre daquela miúda dos Morangos com Açúcar que era maria-rapaz, uma pequenina, mas acho que ela está no direito de vestir seja o que for, fique-lhe bem ou não. Tal como eu e vocês. Quando é "só para ir ali" ou para ir ao jardim, tanto me dá se vai vestida assim ou assado. Muito menos a vou vestir como se fosse para um baptizado.

No outro dia recebi a Bububox e lá vinham umas joalheiras lindas daquelas para passar a ferro e por nas calças. Como adoro ver o rabinho da Irene de fato-de-treino (aquelas perversões que só nós, mães, podemos ter), pensei em "investir" nas calças de treino da Primark que já tinha comprado no ano passado.

Um vídeo publicado por Joana Gama (@joanagama) a


As joelheiras não ficaram simétricas. O meu jeito (e paciência) para coisas DIY é 0, mas também não é algo que se note muito porque a miúda há de se estar sempre a mexer (pelo menos até ter 80 e tal anos, espero).

Acho que tudo se pode usar, dependendo do conjunto. Ela com este quispo tão giro acho que até podia estar com umas calças da neve, parece que tudo fica amoroso.

Se gosto de todos os fatos-de-treino? Não. Confesso que não gosto muito de roupas com bonecos da Disney ou com mascotes, mas também não gosto de tudo o que é camisa, t-shirt, camisola... é normal.

Aliás, a Irene anda a maior parte dos dias de pijama, um fato de treino significa só mudar a cor da roupa, neste caso. ;)

Fui, no outro dia à Quinta Pedagógica e aproveitei para levar as joelheiras e o fato de treino... derretida! Também adoro o chapéu, apesar de toda a gente me dizer que é mais "de rapaz". Who cares?


Uma foto publicada por Joana Gama (@joanagama) a

Nota-se que não exímia nisto de por joelheiras? Eu sei.  

Gosto. Gosto de vê-la de fato-de-treino. Se calhar é porque gosto dela e pronto. ;) 

Só de golas é que não iria gostar, gosto de ver nas filhas dos outros, mas a minha acho que ficaria a parecer que tinha um funil como os cães quando estão doentes. 

Eu só usaria gola quando fosse comer oreos para a cama e não quisesse que as migalhas caíssem para dentro do pijama. E, mesmo assim, teria de me certificar que não estava a ninguém a ver. 

Uma das minhas paixões!

Fotografar a Isabel. Ando a aprimorar-me na arte de lhe tirar fotografias. Não ando obcecada, não ando sempre de máquina atrás, mas gosto tanto de fotografia que lá vou registando, sempre que posso, alguns momentos da infância da Isabel. Tenho uma máquina muito porreira (já algumas pessoas me perguntaram: é uma Canon 550D) e a objectiva que mais uso é a 50 mm. De resto, não me façam perguntas. É tudo ao calhas. Acho que o enquadramento tem a ver com o treino do nosso olhar durante anos, com o cinema, com a publicidade, mas às vezes falta-me ser mais ágil e mudar de sítio para apanhar um ângulo melhor. Com a prática, ando a conseguir melhorar um bocado o foco e gosto de fazer experiências na edição, mas sei zero de teoria e tenho sempre muitas dúvidas. Gostava de aprender. Um dia, quando tiver tempo, meto-me num curso e pronto.


Tirei-lhe estas fotos, com ela a brincar, uma noite destas, antes da história e de ir dormir (não é muito comum, porque depois de lavar os dentes, a rotina passa por ir para a cama ler uma história e apagar a luz), mas as excepções são para gastar. Ela pediu e eu deixei. Aproveitei a boleia dela estar a pôr os coelhos todos a dormir, para lhe dizer que ela também teria de ir. E foi. Tão bem mandada... até ver, eu sei! Hehe









Não intervim na brincadeira, deixei que tudo fluísse (são as fotos mais giras, quase sempre) e só a ajudei a vestir o "pai" e a pôr a fralda ao bebé. Gosto tanto de a ver brincar. Tanto, mas tanto. A pôr o pai a mudar a fralda do bebé, os bebés a comer e a dormir (embala-os e canta para eles). Tudo coisas que vai observando no nosso dia-a-dia. Até foi buscar um livro pequenino para lhes contar a história antes deles dormirem. A nossa vida. Um amor <3

(Obrigada aos amigos e família que fizeram vaquinha para aumentar a coleção dos coelhos da Isabel, ela adora).


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Ela não gosta da bisavó.

Não gosta pouco!

É uma cumplicidade pegada. Um amor lindo de se ver. Acho que a minha avó Rosel ficou mais jovem desde que a Isabel nasceu e esta ligação entre duas pessoas, com tantos anos a separá-las, é das coisas mais bonitas que pode haver. Nem as dores nos ossos a demovem de subir as escadas para ir ao quarto da bisneta buscar os tachos e as panelas para brincarem horas a fio, sem lugar para a sesta!

Esta Páscoa foi boa, mas boa. E principalmente por isto: família. <3









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Top 10 de coisas que uma mãe quer muito ouvir.

Claro que nem todas somos iguais. E, claro que, agora com tempo, vão lembrar-se de coisas bem mais pertinentes para esta lista. Porém, estas foram as que me saíram. Não, não são indirectas que o meu marido não lê o blogue, só se desse para pôr na Playstation e não fosse o blogue, mas um jogo. Claro que também há maridos que são tão solícitos e queridos que pedem com licença antes de nos começarem a fecundar. Claro que há gente para tudo. ;)




#10 - "Olhei para ti e apaixonei-me outra vez.".

Acho que andamos todas todos os dias à procura/à espera de sentir aquele frenesim de paixão adolescente. Gostaríamos muito que eles reconhecessem a nossa magia diariamente como se fosse a primeira vez. E, mesmo que não reconheçam, dissessem na mesma que sim de vez em quando. Eu posso fazer uma tabela no Excel, imprimir, pôr no frigorífico e ainda configurar os lembretes do telemóvel. Sempre tudo muito espontâneo, claro. 

#9 - "Estão a oferecer coisas na Zara!".

Se já nos passamos com aquelas alturas em que eles vão buscar roupas de há 4 anos e dizem que desceram os preços, imaginem se, de repente, passássemos por uma Zara e dissessem: "olhem, estou farta de arrumar isto todos os dias, levem lá o que quiserem!". Ai, eu ia até à secção de homem que é uma zona perfeitamente desconhecida para mim a não ser para fugir quando estamos todas engalinhadas na fila da secção de mulher (ou de criança). 

#8 - "Cortaste o cabelo? Fica-te ainda melhor!".

Epá, mesmo que não tivéssemos cortado. Não interessa. Isto quer dizer qualquer coisa como "reparo em ti e tens algo de diferente hoje, não sei o que é mas adoro". Desde que não tenhamos um rim na testa... 

#7 - "É incrível como consegues dar conta de tanta coisa.".

É a nossa missão todos os dias, não é? Sermos as tais super-mulheres. Conseguimos trabalhar, dar um jeito a casa, educar os filhos, amá-los, dar mimos ao marido, adormecer no sofá e, quiçá, ainda manter a chama do casamento viva. Muito mais provável de acontecer se eles disseram coisas que estão neste top... Depois queixem-se. Estou a dar a lista e tudo. 

#6 - "Eu vou com eles ao jardim hoje, tens o dia todo para ti.". 

Ah-ah! Raro, muito raro (digo eu), serem eles a porem-se nos nossos pés e sugerirem algo que, só para nós, será proveitoso. Isto porque, para muitos deles ir ao jardim com as crianças não tem nada de especial... 

#5 - "Queres ir jantar/almoçar fora hoje?". 

Desde que não seja perto do estádio do Benfica para ficarem mais perto do jogo de logo, acho isto um amor. Quer dizer imensa coisa, que gostam de nós, que querem estar connosco a sós e que têm fome. 

#4 - "O que achas de fazermos algo diferente no próximo fim-de-semana?".

Awwwwwww. Só de ler isto ali escrito apeteceu-me casar comigo própria e fazer-me mais uns quantos filhos. Ah... desde que o "fazer algo diferente" não seja passar a tarde no Leroy Merlin a ver barbecues. Tanto dá, até pode ser ir para a casa de uma prima afastada de Melgaço. Tudo parece pertinente (quase, pronto). 

#3 - Deixa estar, eu faço isso!

Mais depressa isto nos deixaria com vontade de chorar do que se continuassem a matar quarentões simpáticos e aprazíveis na Anatomia de Grey. Quem nos dera ter alguém que fizesse as coisas que não nos apetece fazer, mas sem que tivéssemos de pedir, não era? Era. Pronto. Alguém tinha que responder, respondi a mim própria. 

#2 - Estás a fazer um óptimo trabalho. Os teus filhos são os maiores!

Isto, se viesse do nosso marido ou namorado já seria perfeitamente ofensivo: "Os MEUS filhos? Como assim os MEUS filhos?". A verdade é que sabe bem ouvir este reconhecimento. Temos o resultado nas mãos e não há nada melhor do que isso, verdade, mas... alguém nos dizer é como se fosse um abraço a um bebé (foi o que melhor que me saiu, haha). 

#1 - Estás mais magra? 

Somos mães mas não deixamos de ser aquelas totós que se preocupam com o peso e que adoraríamos ter emagrecido sem termos de fazer nada para isso. Dizerem que estamos mais magras é o equivalente a dizer: "o que fazes para ser uma espécie de top model, mas que mora em Benfica?". 


Vamos cozinhar aqui o documento mais importante do universo e partilhá-lo tanto que haja uma dezena de maridos nossos a ler e talvez nos digam uma destas coisas? ;) É só uma ideia. 



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domingo, 27 de março de 2016

O filho mais velho sofre com a chegada de um bebé?



Não ando propriamente a sofrer por antecipação, mas de vez em quando pergunto-me se a Isabel vai sofrer um bocadinho com a chegada da mana ou se vai reagir muito bem. Não faço ideia se valerá a pena planear algumas coisas, se deixar fluir e seguir o nosso coração será mesmo o melhor. Acho que vou apostar mais nesta última opção. 

Mas há pequenas coisas que temos de decidir, por muita ou pouca importância que possam ter: vai visitar-nos à maternidade logo no primeiro dia ou vai buscar-nos no último dia, quando viermos todos juntos para casa? Era giro dar um presentinho simbólico à Isabel, como se fosse a mana a trazer, ou o maior presente será a irmã mesmo e tudo o resto é dispensável? É preciso sensibilizar as visitas para lhe darem atenção? Vou tentar arranjar uma hora por dia em exclusivo só para a Isabel ou envolvê-la desde logo nesta relação a quatro, esquecendo essa coisa do “dia do filho único”? 

Imagem We Heart It

Acredito que dependa muito das idades dos irmãos e da facilidade em compreenderem o que se passa, mas mesmo assim pedi opiniões e dicas em vários grupos de mães do FB e cá estão algumas respostas. Obrigada a todas <3

- “A minha filha ficou tão encantada com o irmão, que só queria estar com ele! Deixei fluir...

- “Joana, planeei tudo e tentei que fosse o mais natural possível mas correu tudo pessimamente. Lol. O mais novo ofereceu presente que demos na maternidade, foi ela que lhe mostrou a casa e o quarto, as visitas tiveram imensa atenção à mais velha, eu fui busca-la à escola 4 dias depois e tentei fazer programas só com ela e foi um absoluto desastre. Com ele era um amor, comigo foi um terror e durante 15 dias não existi. Nesta gravidez estou a tentar levar tudo de forma mais natural (um filho de 2 anos e uma de 4) e não faço ideia o que me espera. Mas vou de certeza fazer menos planos e ter menos expectativas. Beijinhos e boa sorte!

- “No nosso caso o bebé trouxe 1 prenda ao mais velho e comprámos uma prendinha para o mais velho oferecer ao bebé! Um ursinho com música que ele adora pôr a tocar ao mano!!! :) Uma vez por semana faço 1 aula de yoga com ele... naquela horinha somos só os 2 hehe

- “As minhas filhas fazem diferença exata de 25 meses. A mais nova trouxe um presente para a mais velha. Mas se fosse hoje, acho que não tinha levado a mais velha ao hospital. A reação foi esquisita, e custou-lhe ir embora e "deixar" a mãe com a irmã num sítio que para ela era muito estranho.
Em casa, a gestão era trabalhosa mas fazia-se. Não houve o dia da filha única no início, mas "momentos", como ir às compras por exemplo.
A questão das visitas, tentei que as pessoas percebessem que tinham que dar a mesma atenção à mais velha, mas nem sempre é fácil.
Não houve crises, nem birras de ciúmes, mas ainda não consegui criar a ligação entre irmãs que sonhei. Mas a mais velha ainda não fez 3 anos, e a mais nova tem 10 meses. Já há reações de carinho, mas a interacção não é muita.
O tempo ajuda tudo”

- “Tive agora a segunda filha que trouxe um presente à mais velha. Mas acho que se não tivesse trazido nada, não tinha feito diferença. Ainda não tem uma semana, estou a amamentar e com algumas restrições - ainda tenho agrafos - mas conto fomentar momentos a sós com a mais velha.

- “Os meus filhos têm diferença de 4 anos, quando nasceu a mais nova o rapaz ficou responsável por tirar a primeira foto à bebé no hospital. E com isso conseguimos que quisesse registar momentos importantes da vida da irmã. Depois quando foi possível na logística, lanchar juntos, fazer caminhadas e partilhar com ele coisas com as quais se identifica. Não há receitas, apenas dicas e aprender a ver com o coração. Pois, o mais importante é sentirem-se muito amados”

- “O meu filho mais velho era muito pequeno e não percebeu muito bem o que se passou. A irmã trouxe um presente quando nasceu, mas ele ficou realmente encantado com ela. As pessoas que iam visitar-nós a casa faziam questão de falar com ele primeiro e ser ele a apresentar a mana. Com o 3o filho não houve presentes para os mais velhos mas sim um presente que eles quiseram comprar para o mais novo. Não consigo ter tempo para o filho único. Com as actividades fora da escola e com a mama do mais novo o único tempo que me resta uso-o para dormir. Sinceramente acho que o melhor será o deixar fluir.”

- “Filha com quase 3 quando o mano nasceu. Fizemos da prenda oferecida pelo mais novo e gostou. Sempre que as visitas traziam presente para o mano, era a mana crescida que ajudava a abrir. Ela foi nos buscar à maternidade e foi quando conheceu o mano. Não foi antes. E pedimos para ser ela a mostrar a nossa casa ao mano, quando chegámos. Claro que faz parte deixar fluir. Mas é importante estarmos atentas. Não há lugar a arrependimentos. Mas a minha filha nos dias menos bons não reagia mal à presença do mano, mas sim à falta que a mãe lhe estava a fazer...

- “Deixar fluir... Estarem presentes nos momentos importantes como a preparação do quarto e assim, e depois quando o irmão vem para casa, mostrarem a casa ao recém chegado, mostrarem os brinquedos, onde vai dormir.... De resto, é parte da dinâmica da família, acredito que dece ser-se o mais natural possível! Boa sorte

- “Detesto a ideia do filho único! Ter um irmão é uma dádiva pelo que é importante fomentar a união mesmo que isso implique aprender a dar a vez a cada um de escolher um programa ideal!
Valorizar o mais velho é uma forma de mostrar que nada mudou! Só melhorou! É mostrar a importância que este vai ter pra o mais novo!
O presente é sempre simpático.
A foto do mais velho na cabeceira da maternidade é um galardão e pêras!
Deixar o bebé com alguém para fazer um programa de crescidos é algo só para crescidos, e que não inclui bebés de chucha... E não se trata do dia do filho único. Até porque quando voltamos pra casa estamos cheios de saudades! Mas isto são só opiniões...”

- “Levar tudo com a maior naturalidade possível! As minhas filhas têm 26 meses de diferença e foi amor à primeira vista. Acredito que a maioria das vezes são os adultos que complicam a cabeça dos mais novos!

- “A minha tem 4 anos e teve agora uma irmãzinha. Fez parte de todo o percurso. Ainda grávida foi comigo à ecografia, viu aí a mana pela primeira vez. Arrumamos o quarto do bebe juntas, fizemos desenhos e colocamos na parede. No dia a seguir ao parto, que foi cesariana, foi nos visitar, foi a nossa primeira visita e naquele dia única visita, quisemos ficar assim os quatro.
No dia da alta, estava em casa à nossa espera, mostrou a casa à mana e desde aí, participa em quase tudo, dar banho, mudar a fralda, escolher roupa para a irmã, às vezes só atrapalha, uma fralda de um xixi demora mais que um cocó à séria, mas têm uma relação de cumplicidade e um amor incomensurável. Sempre que posso, e, porque a bebe já está com 7 meses, faço programas com a mais velha. Levo a ao cabeleireiro quando vou fazer a unha, vamos ao cinema, passear na praia, ler um livro no jardim, às vezes uma sessão de cinema em casa com pipocas. Adora! Julgo não haver grandes segredos, fazer o que manda o instinto, é o meu quote:)

- “Envolver em todas as actividades... os meus tem quase 4 anos de diferença. Pedir ajuda para mudar a fralda, pedir para aconchegar o mano porque tem a certeza que fica mais calminho quando é a mana a aconchegar, dizer que a mana é mesmo uma grande ajuda para si, comparar principalmente para dizer que o mais velho fazia as mesmas coisas tal e qual. Nada de megalómano para valorizar o mais velho, apenas muita conversa, atenção e mimo.

- “Eu também fiz isso das prendas, é importante mas é apenas um momento, o desafio é o dia a dia. Na maternidade quando o mais velho chegou tive o cuidado de o bebé não estar ao meu colo, as prendas para a mana é sempre o mais velho que as abre. E agora no dia a dia evitar comparações, evitar dizer-lhe que não a alguma coisa usando como justificação a mana. Basicamente ele não pode sentir que a mana lhe esta a roubar tempo com os pais. Muito importante o mais velho ser incluído em tudo, ajudar a tratar da mama e ser elogiado por nós sempre que nos ajuda. E tentar ao máximo não alterar as rotinas que já existiam. É um desafio constante a "gestão" da relação de 2 irmãos. Ate agora esta a correr na perfeição mas não quer dizer que não mude mais tarde

- “Tenho 2 meninos com 27 e 3 meses, têm 24 meses de diferença portanto. Sempre encarei tudo com muita naturalidade. O mais velho foi com o pai e os meus pais ver o mano à maternidade no dia que nasceu. Eu estava com o bebé ao colo, ele chegou, abraçou-me e deu festinhas e beijinhos ao mano. Não houve prendas nem para um nem para outro, não acho necessário. No final da visita o mais velho queria ficar comigo mas o pai explicou que não podia ser e foi com ele para casa. Em casa correu sempre muito bem, adoram-se e nunca houve ciúmes. Há muitos beijos, muitos abraços, é uma delícia! Eu e o pai damos banho e deitamos à vez e mimo nunca lhe faltou! Mais uma vez sublinho que agindo com naturalidade tudo se resolve super bem!

- “Cá por casa somos 3: 6 anos, 4,5 anos e 34 meses.  As minhas gravidezes foram muito atribuladas (gripe A, ruptura franca de bolsa... Internada no Natal e na passagem de ano, de repouso metade do tempo...) a C. sentiu muito o nascimento da irmã (ainda por cima a irmã chorava imenso!!!) mas tudo se resolveu facilmente com:
- dia do filho único; - eu deitava e contava a história; - eu levava e buscava da escola; - ajudava nas tarefas; - 1H/ dia filha única
O maior problema foram as primeiras visitas, que faziam uma festa enorme à bebé (principalmente as que acompanharam os dramas da gravidez) e quase nem ligavam à C. Como ela não sabia ler, pusemos um aviso na porta: "a única que percebe o que dizem e valoriza a vossa presença é a C., é a ela que devem mimar".
Quando me perguntavam o que é que era para trazerem, eu dizia sempre que a bebé não era nada materialista e se quisessem comprar alguma coisa, então que fosse para a C.
Ao fim de 2/3 dias a C. já estava toda feliz com o nascimento da mana: casa cheia, elogios e presentes.
A mana teve vários problemas de saúde, inclusivamente um atraso no desenvolvimento, que exigiu muita atenção durante os 3 primeiros anos... Daí termos tantos "momentos de filho único com a C. e o T.
À chegada do T. foi tudo super simples: elas adoraram o nenuco a sério e adotaram no. (Por vezes sinto-me dispensável loool).
O nosso único cuidado foi deixá-las fazer tudo o que já fossem capazes: dar comida (metade para o chão), cantar uma música (não sei como ele não é surdo), escolher a roupa (temos algumas fotos engraçadas)...
De tudo o mais importante foi avisar as visitas. As pessoas vinham ansiosas para ver a bebé-aventura e quando chegavam começavam logo com uau, que linda, enorme...
E a C. ficava uns instantes tipo bibelô... Quando passaram a cumprimentá-la a ela e a dizer (uau, tens uma mana, és mesmo crescida...) ela percebeu que o seu lugar no mundo ia continuar.

- “O meu filho tinha 2,5 anos quando a irmã nasceu; foi comigo uns dias antes comprar um presente para dar as boas vindas a mana; foi visitá-la no primeiro dia e também recebeu um presente da mana; estava super feliz com a mana mas não foi nada fácil a aceitar ver-me a amamentá-la; tentamos manter a rotina dele ao máximo e por isso tratava da mana antes dele chegar e ela dormia enquanto eu estava com ele a brincar, banhos e jantar; ela está prestes a fazer um ano, dormem no mesmo quarto, brincam juntos e já são muito amigos, adoram-se! É lindo ver esta relação a crescer!

- “A minha filha tinha 16 meses quando nasceu o irmão e a única coisa que fiz mesmo questão foi que se conhecessem sem mais ninguém à volta! O meu marido entrou no recobro com ela e ela adorou-o!!! Fui para o quarto com um de cada lado! Achei q era bom o pai fazer programas só com ela e foi um desastre! Lol! No dia em que decidimos ir almoçar todos juntos ela rebentava de felicidade...o que ela queria era estar em família! O amamentar nunca foi problema, eu dizia que o mano estava a papar e pronto...até ontem que no meio da missa ela me enfiou a mão dentro da camisa e disse "papa"! LOL!

- “Comigo foi um bocadinho "navegar à vista"... A única coisa que organizei foi a ida à maternidade e fiz questão que a minha filha (2A) só fosse no dia da nossa saída. Tinha à espera dela o irmão e uns mega balões para levar para casa. O entusiasmo com o novo bebe foi tão grande, que me começou a pedir para ajudar em tudo: mudar a fralda, dar banho, biberon, etc. incentivei bastante esta parte e acabei por comprar à minha filha um "kit Nenuco" que tem todas estas coisas de brincar e estamos muitas vezes as duas a fazer a mesma coisa: eu no bebé, a minha filha no Nenuco (e às vezes vice-versa). Tentei não quebrar nenhuma das suas rotinas, continuei a fazer os mesmos programas e, quando não deu para fazer a 4, fazia-se a 2, com o Pai/Mãe alternativamente. Sinceramente, acho que não há uma fórmula, é estar atento ao que os nossos filhos nos dizem, nas suas mais variadas formas, e entregar...!



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Tudo o que ponho na cara para ficar muita linda.

E, já agora, ficam a conhecer a minha casa de banho. ;) Isto foi porque uma amiga minha me perguntou que maquilhagem tinha usado na festa de aniversário da Isabelinha da Joana Paixão Brás. Aproveitei e tirei umas fotografias para lhe mandar (mas não disseste nada, pois não, Marta? ;)). 


É o efeito da lente. Não tenho estes olhos de Lémur. 
Gostam das unhas? Fui eu que fiz. 

Isto é já com corrector na rosácea que até anda de lado.

Juro que são as minhas mãos, apesar do resto do meu corpo parecer que tenho menos 45 anos que elas. É o iluminador.

Não, não foi um pombo artístico. Foi o iluminador. 

O Lémur está de volta!

Achava que não sabia por base há uns anos e, afinal, a base também era rasquinha. Esta já corre melhor.

Ehhh assimetria dos olhos. Gosto de por base também nos lábios, para não ofuscarem tanto as inimigas. 

Como não sei por sombras, uso só as neutras para dar um coiso. A cor de rosa de baixo em todo o lado e a de cima nas partes a iluminar como no arco da sobrancelha.


Usava o da Benefit mas está no fim, agora uso em pó da Sephora, ainda me estou a habituar. 

Sempre que ponho, acho que fica muito esquisito, mas depois passa. 

Adorei este rímel mas acaba depressa o sacana. 

Tive de ir a um que estava esquecido no armário. 

Não é o que costuma ficar, mas serve. 

Esta é uma neutra apesar de ter uns brilhantinhos. Gosto bastante.

Está a ficar melhorzito, não está? Falta só o baton!

Tau! Um vermelho cremoso que ficamos com os lábios vermelhos na mesma, mas sem termos que estar super concentradas a contornar os lábios.

Tentem afastar os olhares do Harpic que está ali atrás. 

Dei o meu melhor para arquear as sobrancelhas mas depois fiquei com boca de Lili Caneças. ;)

Agora adoro maquilhar-me. Chateia-me é desmaquilhar-me à noite. Usam alguma coisa das que eu uso? Querem dar algum conselho? 

sábado, 26 de março de 2016

Voltei a brincar e gosto.

Acho que faz parte do nosso imaginário de infância. Uma tenda, uma casinha, umas mantas por cima de cadeiras, os lençóis da cama esticados pelas próprias pernas, a fazer de tenda. Bater à porta, perguntar quem é, deixar entrar e brincar ao faz de conta horas, aos lanches, horas a fio.

Ter filhos é regressar ao que de mais puro a vida nos oferece. É ver tudo sob um prisma pueril, é deixarmo-nos levar pela imaginação. Estou a adorar voltar a brincar. Nem sempre me apetece ou posso, às vezes ela brinca sozinha (também acho importante), mas quando começo, consigo estar ali, absorta e faz-me bem. Conto histórias, finjo que sou uma rainha, um monstro, uma maçã, prestes a ser comida pela Isabel. Tudo é possível e é nisso que quero que a minha filha acredite. Que tudo é possível.













Tenda e conjunto dos chás e dos bolos em tecido giros, giros! - Bica Kids

sexta-feira, 25 de março de 2016

A verdade é esta: queremos ver a nossa conta a aumentar.

E tudo à vossa pala!

Depois de muito pensar, de muito deixar a marinar a intenção de criar um instagram do blogue (porque não valia a pena, porque não sei quê), já está. 

Ainda não sabemos bem o que vamos fazer com ele, mas à tarde vai ser a festa de aniversário da Irene, por exemplo e poderei ir actualizando em directo algumas fotografias - Uau! Nem sei como é que a SIC Caras não faz uma emissão especial disto. 

Se tiverem sugestões de conteúdos que queiram ver no instagram, estejam à vontade. Não custa sugerir ;) Gostariam que vos relembrássemos dos posts publicados por lá também (como fazemos no facebook)? Querem mais vídeos? Mais fotografias? Querem só fotografias de tartarugas a acasalar?

Digam coisas. Isto é (mais ou menos) à vontade do freguês ;)


A photo posted by a Mãe é que sabe (@amaeequesabe) on

Mesmo assim, se nos quiserem continuar a seguir individualmente, eram uns amores. Até porque suspeito que haja uma competição silenciosa entre nós as duas para ver quem é a que tem mais amor nessa rede social. Confesso que me esforço mais do que a outra ;)




E a da Joana, assim mais para o fim que pode ser que não cheguem a ler até aqui e, por isso, ela não aumente grande coisa.

A photo posted by Joana Paixão Brás (@joanapaixaobras) on

Acham que ela gosta de me ouvir cantar?

Canto para ela e falo com ela desde que soube que ela existia, dentro de mim. Quando ouviu o som da minha voz, assim que nasceu, parou de chorar. Tento acalmá-la no meio das dores e das birras ao som da minha voz, canto para a readormecer, divertimo-nos as duas a cantar e a fazer vozes tontas (graves e agudas), conto-lhe muitas histórias desde pequenina e acho que muito do que nos une passa pela voz. 

Decidi gravar um bocadinho de um dos momentos em que me pediu para cantar uma música, o "Menina estás à janela" (cá em casa há muito Discos Pedidos) e vejam só ar derretido que ela faz ao ouvir-me! :) Incrível esta paixão! Fico babada.


Um vídeo publicado por Joana Paixão Brás (@joanapaixaobras) a

Cá em casa não há ovos de chocolate! Ponto.

Tenham paciência. Acusem-me de ser fundamentalista, eu prefiro achar que estou minimamente informada. Fartinha de ver pessoas doentes à minha volta, de ler artigos, de ter acesso a informação. 
Já basta ter comido uma bolacha com pasta de açúcar na festa de anos. Agora não vai ter sequer um ovo da Páscoa (nem vale a pena oferecerem, tios e avós!). Tem dois anos. Não sabe o que é isso. Não pede. Não tem essa necessidade. Quanto mais tarde, melhor. Ovos da Páscoa, para ela, são ovos cozidos pintados e coloridos e, pelo menos este ano, ficamos assim.

"Ai, mas coitadinha...". Coitadinha nada. Fiz-lhe gomas e ela adorou. Gomas sem açúcar refinado, só com o naturalmente presente nos morangos e nas tâmaras e com agar-agar (vegetal). 







Copiei esta receita do blogue Na Cadeira da Papa e correu bem. Eu não fiquei fã (já conheço e adoro as outras gomas, as que fazem mal, que são mais elásticas, e não acho que estas fiquem nada parecidas: ao trincar parece-me gelatina, mas um bocado mais espessa), mas quem interessa, ficou: a Isabel. 

"Gomas de mouangos", aprovadas!

quinta-feira, 24 de março de 2016

Conversas de mãe e filha

Pouco me importa se as fotos estão mais ou menos focadas, com mais ou menos sombras, umas com flash outras sem, o que me interessa aqui são as expressões da Isabel, enquanto estávamos a ter uma conversa. 

Nestas fotos vejo tanto da minha filha, que quase consigo ouvir o som da voz dela. Alegre, curiosa, marota. Atenta ao que lhe estou a dizer, mesmo atrás de uma câmara. Estávamos a falar do Sunny, da rua e do cocó da princesa (um livro que agora pede religiosamente quando está no penico). 

Ter uma conversa com a Isabel é como ter de apanhar um comboio em andamento, porque na cabeça dela os temas sucedem-se naturalmente e encontra ligação entre as coisas que mais ninguém alcança. E, desta vez, consegui captar estas expressões todas numa só conversa. <3