sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Jingle Bells, o caraças!

Jingle Bells, Jingle Bells... Ai o Natal... as luzinhas, os efeites, o azevinho, o cheiro a bolos no ar, os embrulhos, o espírito de união... O caraças!

E o stress de ter de ir a todas as capelinhas e fazer centenas de quilómetros para agradar a todos? 
As mães e as sogras a fazerem o jogo da corda para ver quem passa a noite da consoada com os netos? 
As crianças aos berros num excitex desesperado, a perguntar duzentas vezes se já é meia noite e a abrirem os presentes uns a seguir aos outros sem olhar bem para o conteúdo (e, no final, ainda perguntam: "já acabaram?"). 
Os pais a oferecerem às mães um lenço pela enésima vez porque não tiveram pachorra para pensar em algo diferente (ou porque andaram a pinar a reunir com as secretárias). 
As bisavós, surdas, a gritar "crianças adoráveis" com os netinhos a destruirem a casa toda e a mandarem coisas para a lareira.
A fofinha da tia Clotilde a aproveitar para cascar no irmão, que sempre foi um mal-agradecido e que só quer saber das partilhas.
Os tios a encher o copo de whisky vezes sem conta e a dizerem que estão muito melhores do colesterol.
As mães enfiadas na cozinha a lavar pratos e a afiambrarem-se aos restos da mousse e das azevias, como se não houvesse amanhã. 
O tio depravado a pedir silêncio para ver bem as mamas da Flávia na Casa dos Segredos.
A tia chata a cravar beijinhos repenicados, a oferecer meias brancas de "raquetas" e a dizer "eras assim deste tamanhinho e agora já tens um filho, quem diria?".

Ai o Natal, o Natal. Let it snow, let it snow, let it snow...

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