sábado, 25 de julho de 2015

As minhas maminhas e da minha filha.




Já estou para escrever este post desde que comecei o blogue, mas fui adiando. É uma história longa, da qual guardo o sentimento actual de felicidade e de sucesso, mas que tenho uma vaga ideia de ter sido muito complicado. Tudo foi muito complicado. O parto foi complicado, a minha cabeça foi complicada, tudo foi complicado. 

Nunca tinha pensado nisto de amamentar até ter lido num livro algures que se não desse de mamar na primeira hora (ou perto) após o parto que seria provável que a mesma estivesse comprometida. Fiz questão, então, que me garantissem que tal iria acontecer. E aconteceu. Apesar da Irene ter tido que ser aspirada (parou de respirar) e de ter estado um pouco na incubadora, puseram-na a mamar pouco depois.

Não senti nada. Além de toda a droga para 20 horas de parto, tinham dado mais droga para me coserem toda e eu estava também muito "ausente" de tudo. Estava a observar tudo como se não fizesse parte de nada. Não estava lá. 

A Irene estava a mamar, pensei. E vi que estava. Esteve durante uma hora, creio. Quando a tirei tinha uma marca enorme na auréola do mamilo e sangue. Não era suposto. Tudo aquilo que tinha aprendido nas aulas de preparação para o parto não estava a fazer grande efeito na prática. Eu não sabia lidar com a boca da miúda nem com as minhas mamas. 

Fui levada lá para cima. A Irene ficou a meu lado. Sempre que chorava, tentava dar maminha, mas na mama direita doía-me muito por causa da ferida e na da esquerda ela não parecia conseguir encontrar o mamilo e, quando encontrava, não aguentava muito. Estava a dar de mamar deitada e as coisas não estavam a correr bem. Eu sabia que tinha colostro, porque apertava a mama e saía, mas as coisas não estavam a correr bem e eu tinha imenso medo de que nada corresse bem. Sentia-me indefesa porque estava sozinha (com mais 3 mães no quarto que não conhecia e que também podiam estar grogues, tanto quanto eu sabia), o Frederico estava em casa a sentir-se sozinho também e mesmo que eu soubesse o que fazer com a criança, não conseguia. Sentia-me paralisada da cintura para cima e da cintura para baixo. Tinha de chamar os enfermeiros para a tirarem do berço e para a voltarem a por. Estava assustada com tudo e só podia acender uma luz pequenina para não incomodar as outras mães. A Irene não chorou muito. Eles nascem com imensas reservas e precisam de muito muito pouco colostro para se saciarem nos primeiros dias. Se calhar até estava tudo a correr bem. Excepto as feridas. Segui o conselho de alguém e pus uma pomada nas mamas (horrível que me sujava os soutiens todos e era muito peganhenta) e tinha de despir a parte de cima para que apanhassem ar. Já estavam as duas em sangue. Não sabia o que fazer mais. Alguém disse para pedir que me comprassem mamilos de silicone. Compraram. Não diminuiu a dor nem ajudou na amamentação. Lembro-me de estar nervosíssima por nem sequer conseguir pegar nela nos meus braços, por ser tão pequenina e não a saber colocar na mama. Não me conseguia sentar nos sofás por causa dos pontos, deitada não conseguia dar-lhe maminha. Estava a desesperar. Pedia ajuda e as enfermeiras davam-me um doce qualquer para por no mamilo para ver se a Irene agarrava. Mamava durante uns segundos e doía. Agarrava mal. E não servia de nada. Estavam sempre com muita pressa. Pouco pessoal talvez. Talvez não tivessem pressa e eu é que queria que tivessem cuidado mais de mim. Eu queria muito dar maminha e não conseguia. Já estou a chorar. Já percebi por que é que não me queria lembrar de tudo isto. 

Dizem-me que tive uma infecção durante o parto e que querem fazer análises à Irene, que ela também tinha febre. Ela iria passar a noite sem mim. Fiquei preocupadíssima, mas parte de mim agradeceu. Iria poder concentrar-me na minha recuperação. A outra parte achou-me uma merda por ter sentido esse alívio. Escrevi sobre todo o amor que achei que não consegui sentir aqui. Deram-lhe suplemento porque tinha fome. Não me irritei. Não sabia os perigos. Simplesmente senti que tinha falhado, mas que tinha dado o meu melhor. Se tinha as mamas em sangue, se só me apetecia chorar a toda a hora... que mais podia fazer? 

Antes de todos os biberões que ofereciam no hospital (que conveniente) eu tentava dar maminha, mas doía muito, as feridas abriam e às tantas meti na minha cabeça que não ia ser uma mãe que amamentasse. Que não era capaz, que não tinha sido feita para isso, que era por causa destas coisas que antes dizia de boca cheia que não queria ser mãe. Que aquele sentimento que sempre tive de desajuste em relação ao mundo feminino tinha um fundamento. Não conseguia dar maminha à minha filha.  Pronto. É seguir em frente. "Só mais um fracasso" - pensei. 

Vi o pai a dar biberão. Vi-a a beber. Foi tudo passando. Só ao 6º dia após o parto é que me desceu o leite. Sem dor. Fiquei com as mamas enormes e cheias de leite. Foi facílimo que ela mamasse. Pegou no mamilo e saía o leite. Imediatamente e com muita força. "Acabou-se a merda do biberão e leite artificial, doa o que doer" - pensei e disse. 

Assim foi. 

Não aguentei as dores sem os mamilos de silicone. Usei-os. Doeu-me muito muito na mesma. Tinha de dizer asneiras sempre que ela começava a mamar. Doía-me tanto como se me estivesse a esfolar nua em gravilha. Chorava. Tentava não chorar muito para ela não me sentir assim. Sempre que suspeitava que era fome ficava nervosa porque sabia que me ia doer. Aguentei-me porque, afinal, podia ser uma mãe que amamentava e que as dores não iam durar para sempre. Tinha lido algures que não é suposto doer. Se dói é porque algo está mal. Provavelmente estava, mas a quem é que eu ia pedir ajuda? Toda a gente sabia que me estavam a doer as mamas e ninguém me tentou ajudar. Até a minha mãe que amamentou três meses ou quatro porque não gostou de amamentar. 

O Frederico, à maneira dele ajudava-me. No início dizia que se doía tanto por que é que não lhe dávamos suplemento que estava "ali dentro". Não cedia. Não queria. O novo primeiro biberão iria fazer-me ir por esse caminho. Quis tentar a sério. Sim, muito por ela, claro, mas também muito por mim. Não queria não conseguir esta minha primeira responsabilidade de ser mãe. Sentia muito esse peso nos meus ombros e estava a ter uma nova oportunidade desde que o leite tinha descido e já tinha tido uma pausa para que os mamilos ficassem melhor.

Doeu sempre. Durante demasiado tempo. Não me lembro quanto foi, mas depois deixou de doer. Não era nada agradável dar-lhe de mamar com os mamilos de silicone. O leite saía quando ela deixava de abocanhar, o mamilo (de silicone) nem sempre ficava colado, tinha de estar sempre a lavá-los, nada me parecia natural. 

O Frederico sugeriu que tentasse sem os mamilos de silicone. Doeu. Doeu. Parou de doer. Ficou tudo fabuloso. Nada de nervosismos. A minha filha estava a mamar em mim. Estava a beber o leite que foi feito especialmente para ela. Só para ela. O melhor leite do mundo. Chorei, tanto, mas tanto. De felicidade, de estar estúpida com as hormonas, tudo. Senti a perfeição. Que bom dar de mamar. Durante horas. Tantas vezes. Tê-la ao meu colo. Adormecer no meu peito. "Afinal era isto que diziam! Dar maminha é fabuloso!". 

Num desses dias, aos três meses, de manhã, enviei uma mensagem à pediatra em pânico: "Ela chora de fome, parece-me, eu ponho na mama, ela começa a mamar, depois chora muito, arqueia as costas e chora ainda mais! O que faço?". 

"Acalme-a e volte a tentar mais tarde. Vá extraindo o seu leite com uma bomba para lhe dar no caso dela precisar de mais leite do que aquele que conseguir mamar". 

Como é que uma mãe em pânico acalma um bebé? Não acalma. Tive de arranjar estratégias. Ela tinha fome. Parecia-me que sim (achamos sempre que têm). Senão, era o quê? Dores de barriga? Por que é que tinha dores de barriga? Sapinhos não eram porque não tinha nada de diferente na boca. O que faço? Se ela não mama, não dorme, se não dorme, não mama... como ser mãe assim? 

Comecei a dar de mamar de pé. A cantar. A falar imenso. Dei tanto de mamar de pé que ficava com as costas todas doridas. Com os braços em pedra. Quando me sentava voltavam as "cólicas". Voltava a por-me de pé. A andar pela casa toda. A cantar. A tentar acalmá-la. Passou a ser o novo normal. Não podíamos sair para lado nenhum. Não era exequível dar de mamar assim, muito menos com o meu nervosismo para acrescentar à minha ansiedade natural. Nã conseguia tirar leite de jeito e também não lhe queria dar biberão, agora que conseguia dar de mamar não ia deixar que nada interferisse.

Ela deixou de tentar mamar. Punha-a à mama e já nem sequer se tentava aproximar do mamilo antes das "cólicas". Ignorava-o. Esperneava como se lhe tivesse a fazer uma coisa má. Chorava muito e não comia nada. Nada. Emocionalmente sentia que ela me odiava, que não gostava de mim. Eu sou mais esperta que isso, mas o meu coração não. Só chorava. Só queria desaparecer. A cada mamada tudo piorava com as expectativas, as preocupações com a fome. Mandei mensagem à pediatra. 

"Não se preocupe. Se precisar compre o leite blá blá". 

Comecei a desesperar. A minha filha já estava sem comer há demasiado tempo, achava eu. Não conseguia extrair leite a tempo de lhe dar quando ela tinha fome. Houve uma vez que estávamos os dois na cozinha. Tirava 10 ml e o Frederico dava, enquanto eu tirava mais 10 mil, até chegar aos 100ml. Foi horrível. Para todos.

Fui à farmácia e comprei o leite blá blá. Preparei o biberão em lágrimas, mas a sentir que tinha feito tudo o que podia. Estava exausta. Não tinha mais nada em mim. 

Dei-lhe o biberão. Ela rejeitou-o. 

"Ela afinal não tem mesmo fome. Ela não gosta de leite artificial, ela quer o nosso!". Deu-me força. 

Continuámos. Liguei para a linha SOS amamentação, fui a fóruns no Facebook e fiquei a saber que era "normal". É a crise dos três meses. É o reflexo gastro... qualquer coisa. Quando lhe damos de mamar, activa o funcionamento do intestino (ainda tão imaturo) e isso pode dar-lhes algumas dores. 

Okay. Vamos a isto. Não consegui relaxar. Ela não aceitava o meu mamilo. Pior, quando aceitava, não saía leite nenhum.  Por que é que não saía leite nenhum? Porquê????? Logo nas vezes em que ela aceitava. Era só o que faltava. Fui ler. A ansiedade e o nervosismo inibem a ejecção de leite (não a produção mas que ele saia). Isto porque não estamos feitas para conseguir relaxar quando o corpo se sente numa situação de perigo. É preciso relaxar para a oxitocina (hormona do amor, da ejecção do leite) entrar em acção. Como?? Como é que numa situação destas, com uma pessoa ansiosa, eu iria conseguir relaxar sabendo que tudo dependia disso? Não conseguia. Tentámos de tudo. Não conseguia. 

Marquei uma consulta na Clínica Amamentos. Deram-me várias técnicas. Já me tinham antes aconselhado todas as outras, "muita pele com pele", "brinquem nuas e ela há de lá ir quando estiver calma", "tomem banho juntas", etc. Mas esta é que resultou, tinha de fazer festinhas às mamas antes de lhe dar de mamar. Tinha também de apertar os bicos dos mamilos. O tempo que fosse necessário, tinha de "pentear" a mama com os dedos ao de leve desde a base da mama em direcção ao bico do mamilo. Resultou lá na consulta. Vim confiante. Resultava sempre. A Irene, se o leite já estivesse a sair, pegava sempre na mama e mamava. O Frederico tinha que a distrair enquanto eu o fazia. Às vezes não conseguia distraí-la e ela chorava muito e muito alto e eu não conseguia relaxar. Era cada vez pior. Sempre muita pressão. Mesmo quando conseguia tinha de ser de pé e enquanto o Frederico me fazia festas nas costas e me dava beijinhos no pescoço.

Às vezes pegava sem que o leite estivesse a sair mas tinha de estar deitada no trocador e eu por cima dela a tentar colocar-lhe a mama na boca. Lá pegava o suficiente para puxar o leite. Ah! À noite, durante a noite, tudo corria bem. Sem cólicas e tranquila a ir à mama para puxar o leite. Sempre. Desde sempre. 

Esqueci-me de dizer que ali pelo meio ainda tomei suplementos para a produção de leite (claro que não me faltou a paranóia de achar que não tinha leite até me informar um bocadinho) e inclusivamente fui parva ao tentar usar um medicamento perigoso para provocar a descida do leite. Porquê parva? Li a bula e vi que não podia ser por ali. 

Não sei quanto tempo demorou isto tudo, mas foi demasiado tempo. Foi mais de dois meses. Dois meses de rejeição da mama. Pior ainda com a minha ansiedade. 

Depois, algures no tempo, foi tudo melhorando. Comecei a dar de mamar sentada. E a por-me de pé só de vez em quando. Comecei a não me por de pé. Ela já não chorava só por a por na posição de amamentar (tinha ganho trauma por lhe ter imposto tantas vezes), qualquer dia já a podia embalar nos meus braços como as mães fazem com os bebés. 

Ficou tudo normal. Ela mama. Ela pede maminha, verbaliza maminha. Grita por maminha durante a noite. Brinca com elas. Sorri quando olha para elas e, sempre que me lembro do nosso percurso (muito por alto), choro e fico orgulhosa de nós.

Faltava pouco para ir trabalhar e nada me parecia tarefa difícil depois de tudo isto. Tinha de armazenar leite. "Logo agora que isto está tudo bem é que me vou embora". Não conseguia tirar nada na bomba. Nada. Mas depois, fui trabalhar com uns belos 7 litros de stock no congelador (escrevi sobre isso aqui). 

Fui trabalhar. Ia com a bomba atrás. E com um coiso para manter o leite frio deste o congelador do trabalho até casa. Fiz isto. Tirei leite numa sala de reuniões. Vinha para casa e dava de mamar à Irene. Logo que chegava. Com saudades de lhe dar de mamar. 

Decidi e deixaram-me ficar em casa. A Irene continua a mamar sempre que quer.  Já lá vão 16 meses. E não dói nada. Já lá vamos em mais de 16 meses e, por isso, mais de 80% do tempo ou 90% tem sido perfeito. Ouvi-la pedir. Ir à procura delas. Ainda hoje me deixa derretida. 

Afinal sou mãe que dá maminha à filha. E estou muito muito muito feliz por isso. Tudo valeu a pena.

O que me fez lutar foi a minha noção de que se não fizesse tudo o que estava ao meu alcance, que nunca iria ficar em paz comigo própria. Tinha de dar tudo o que tinha, senão ficaria muito, muito triste. Ficaria triste quando visse outras mamãs a amamentarem, sempre que se falasse sobre isso, sempre que lesse um post sobre isso no Facebook ou num blogue, sempre que ela ficasse doente e não quisesse comer, etc.  

Juntas, conseguimos. Mais o Pai.

Valeu a pena. Vale. Valerá. Enquanto ela quiser. 



Mães que ainda não amamentam e que querem, não tenham medo que nem todas as experiências são assim. Esta foi só uma que começou mal. 

Mães que queiram muito dar maminha e que tenham dificuldades, peçam ajuda. Existe a linha SOS Amamentação e existem Conselheiras de Aleitamento Materno. Sabiam que até voltar a ter leite depois dele secar é possível? Força.

Mais posts sobre amamentação (alguns mais informativos e menos pessoais) aqui.

49 comentários:

  1. És a maior!
    A mim doeu-me só uma semana ou duas (e ela pegava bem, acho q depende mm da sensibilidade de cada uma) e acabou agora aos 22m, mas foi a altura certa para ambas. Felizmente para mim, nunca me ocorreu, do alto dos meus 22 anos (21 na altura) que o meu leite podia não ser suficiente para ela (até pq ela engordou imenso enquanto foi amamentada em exclusivo. E não há sentimento melhor que ve-los a crescer (tanto!!!) só com o nosso leitinho. É incrivel pensar q esta criaturinha sobreviveu (e bem) só com o meu leite durante 6m! faz-me sentir tipo supermulher :P Tetas (sim, a minha diz tetas e não maminha) for the win!
    Ps: na crise dos 3m ela tb so pegava na mama se eu estivesse em pe e ela mais direita.

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  2. Tenho uma bebé de 10 meses que amamento e amamentarei enquanto conseguir, foi uma batalha, não tão difícil, mas uma batalha que conto aqui http://pedacosdenos.com/?p=817, parabéns, mesmo!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Adorei! ;)
    Como eu a percebo! ;) o meu bebé nasceu de 35 semanas + 3d e eu pedi para amamentar na 1.hora de vida. As enfermeiras disseram que muito dificilmente ele pegaria porque não devia ter o reflexo de sucção. Mas tentei. E foi maravilhoso! ;) pegou à primeira a olhar para mim, com o olhar lindo e mágico que faz o meu coração transbordar de amor! <3 ainda apanhei uma pediatra que só queria que eu tirasse o leite com bomba e dar de biberão para controlar quanto bebia. Mas ele não queria a quantidade que ela tinha mandado. O coração de mãe falou mais alto, mandei tudo às urtigas e o meu filho voltou à mama. Perfeito! Já passaram 4 meses e agora estou na fase de fazer stock para quando voltar ao trabalho.

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  5. Joana, muitos parabéns pela vitória naquela que toi uma batalha dura :) é bom para as mães que não querem desistir saber que há casos com finais felizes!!
    De relembrar só que há mães que podem achar que essa é uma batalha que não merece ser travada e que não são menos mães ou piores mães por isso. Como sabemos, nem sempre é fácil e a pressão que se coloca sobre as mulheres que decidem não amamentar é totalmente injustificada. Afinal, cada um sabe de si e das batalhas que quer e pode travar e do que é melhor para a sua dinâmica familiar :)

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  6. Olá joana,
    Também tive uma experiência parecida com a tua. Mas nunca desisti, só não consegui deixar os mamilos de silicone. Tenho o peito mesmo raso, mesmo depois de quase 8 meses a dar de mamar...
    Não sei porque não nos avisam que dar de mamar ao início doi tanto!!! Só não concordo com o facto de dizeres que não é suposto doer se estivermos a faze-lo bem. Acho que ao início sem o mamili estar calejado doi sempre muito. E claro que depende da mãe ter força de vontade para ganhar esta batalha. Sou como tu, completamente fundamentalista em relação à amamentação. Quando somos mães o bem-estar do bebé depende só de nós e se resolvemos ter um filho, devemos fazer tudo o que está ao nosso alcance para crescer o melhor possível.

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  7. A minha baby tem 14 meses e ainda mama tenho 21 anos e muitas pessoas ficam chocadas, já me fizeram imensos comentários que tenho que deixar de dar mama (é engraçado que quem faz estes comentários nunca o fez não sabe o significadodo laço que existe na amamentação ) . Estou a trabalhar mas à noite é sagrado :)

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    1. Faz bem em não deixar de mamar! Até aos 2 anos continua a ser bom. Depois disso já é algo a discutir com o médico!

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    2. A discutir com o médico? Até aos 2 anos? A OMS e a DGS portuguesa recomendam ambas a amamentação até aos 2 anos ou mais. Porque seria bom até aos 2 anos e mau após isso? O leite é o mesmo, com os mesmos benefícios.Eu amamentei o meu filho até vésperas dele fazer 4 anos, foi um desmame gradual e natural, sem stress para nenhum dos dois. Ah e já estava grávida quando ele desmamou :)

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  8. Parabéns pelo sucesso, por não desistires e pelo exemplo! Num segundo filho já vais com outra preparação :)

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  9. Dói, mas passa. E isso também devia ser dito nos cursos de preparação para o parto. O meu primeiro filho mamou pouco depois de nascer e a coisa correu sempre muito bem entre os 2, que é o que interessa. Mas foi preciso ter muita informação e segurança para recusar o suplemento da parteira porque "o bebé é de muito sustento" e o "colostro não é suficiente"... Mamou 14 meses. No segundo, hoje com 6 meses, a mesma parteira chegou ao quarto com habitual biberon de suplemento (pouco depois de nascer) e pegou no bebe sem me perguntar absolutamente nada e perante o meu NÃO "ameaçou-me" com uma picada no pé do bebe para ver o açúcar no sangue. Se no primeiro foi fácil, o segundo parece que nasceu ensinado. Senti-me desrespeitada e vítima de terrorismo psicológico e penso em todas as mães que terão desistido à primeira porque infelizmente ainda há quem pense que "há leites maus ou insuficientes". Enfim!! VM

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  10. Parabéns ;) pela vontade e pela luta! Em cada palavra que li lembrei-me de mim... não, não passei de longe o que passou... não sofri o que sofreu! Tive muitas, muitas dores quando o meu bebé nasceu, de 35 semanas, através de uma cesariana de emergência... Os primeiros dias foram horriveis..A cada 3horas "ligava-me" à bomba no hospital, e nem 5ml saiam... houve algumas vezs em que depois de 20 minutos aquela máquina sugadora ligada, só ficava com uma gota pendurada no mamilo. mas tudo valeu a pena.. até ele, com pouco mais de 10 meses ter rejeitado para sempre a mama da mãe.. Não posso negar que fiquei triste, fiquei... mas fiz tudo o que pude, e sinto-me bem com isso! Obrigada pela partilha... beijinhos e felicidades

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  11. Confesso que isto me faz alguma confusão. Não sou mãe, não penso sê-lo tão cedo e portanto admito que posso mudar de opinião. Mas custa-me esta ideia que mãe é para sofrer. Tenho muitas amigas que não amamentaram, calculo que por não poderem, nem sequer pergunto porque não me diz respeito. As crianças são saudáveis e muito amadas. Parece-me óbvio que, quando possível se deve amamentar, mas não é só em caso de absoluta incapacidade que acho normal que se opte por não o fazer. A tua descrição é horrível e não vejo motivo suficientemente forte para insistir. O bem-estar do bebé é importante, mas e o da mãe? As crianças não ficam doentes por não mamarem... Respeito totalmente a tua decisão, mas quando leio estes relatos não consigo deixar de pensar que não o faria.
    Tenho amigas que durante muitos meses mal saiam de casa sem o bebé, por causa da amamentação. Isso não as fazia felizes e essa ideia de que a mãe se anulam alegremente em função do bebé é mentira. Se além disso, estiverem com dores constantes, nervosas, ansiosas, será que vale a pena?

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    1. Ou nao - depende.

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    2. Eu sou mãe. De gémeas. Foi um parto prematuro e uns primeiros meses difíceis. Costumo dizer que foi o meu bootcamp! :D Hoje elas têm três anos e parece que já foi tudo há muuuuito tempo.
      Mas aqui vou ter que concordar com o Anónimo, a amamentação começou muito facilmente, pegaram imediatamente na mama (35 semanas+5 dias e parecia que já sabiam fazer tudo). Contrariamente à Joana nunca tive dores, tinha imenso leite, sabia que era muito importante para elas conseguir amamentá-las e forcei-me a meses sem dormir para conseguir cumprir os meus "deveres" de mãe. Amamentava alternadamente de duas em duas horas (nunca as consegui coordenar). Estive 4 meses a amamentar. Não gostava. Era um sacrifício que fazia pela saúde das minhas filhas. Não dormia, estava exausta. Ficava zangada quando me deixavam dormir e lhes davam suplemento para que pudesse descansar. Forcei-me o mais que pude. Mas o leite foi escasseando e elas choravam com fome. Não saía nada e eu forçava forçava. Até que quando fizeram 4 meses parei. Elas começaram a dormir mais e eu também. Comecei a conseguir "aproveitar" as minhas filhas, finalmente.
      Compreendo que a Joana se sinta orgulhosa do seu percurso e das suas vitórias. Acho sinceramente que deve senti-lo. Devo apenas lembrar-lhe que antes de "condenar" quem não amamentou, seja por que motivo for, tente colocar-se "in someone else's shoes" e pense que esta espécie "bullying" que se faz a quem não amamentou ou teve os bebés por cesariana (não foi o seu caso), tem que parar. Não somos mais ou menos mães, não amamos mais ou menos os nossos filhos. Temos que estar bem, para podermos viver a 100% os nossos filhos e fazê-los sentir bem. Se para isso a mamã tiver que parar uma amamentação sofrida para ambos, que assim seja.
      Não deixo no entanto de a parabenizar pela vossa vitória.

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    3. Quando for mãe, se for mãe um dia, aí perceber o que a Joana aqui descreveu.
      A dor existe sempre, quase sempre, mas o que essa dor trás de positivo e de tão bom, é tao maior do que qualquer pessoa que nunca tenha passado pela experiência algum dia posso sequer entender.
      E digo isto tranquila pois até ser mãe pensava exactamente assim como descreveu. E depois de ser TUDO, mas mesmo TUDO muda!

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    4. Cara Anónima, ser mãe e amar um filho incomensuravelmente são duas coisas que não se percebem, sentem-se. Só quando for mãe entenderá as razões que nos movem. As mães sabem sempre o que é melhor para os seus filhos e que sacrifícios devem fazer em prol dos mesmos. E ninguém deve julgar, principalmente quando não sabe do que fala.

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    5. Sem querer entrar pelas vontades ou não que cada mãe no seu direito pleno apresentará, a amamentação é recomendada pela comunidade médica e pela OMS até aos dois anos de vida da criança, uma vez que está provado que estimula o sistema imunitário da mesma. Mais do que tudo o resto, penso que esta é a motivação mais forte das fundamentalistas (como eu) da amamentação, o bem maior dos nossos filhos. :)

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  12. Deixe-me dizer-lhe: Que grande foi a Joana a não desistir e que grande esse pai que acompanhou e ajudou!

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  13. Vou discordar com o ultimo anonimo. As crianças adoecem sim sem mama. Recuperam claro mas adoecem muito mais. Quanto ao sair de casa é uma questão de pessoa. Nunca tive problemas. Dou mama em qualquer lado sem ter de andar com biberões atras.

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    1. Cara Marta, conheço várias crianças, umas a LM e outras a LA e deixe que lhe diga que, na minha pequena amostra, tal facto não se verifica. Aliás, por vezes acontece exatamente o oposto e quem recebeu LM até adoeceu mais vezes que o seu irmão que esteve a LA. Por isso discordo de si.

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    2. É uma evidência de que os bebés amamentados adoecem menos se expostos aos mesmos condicionalismos. Claro que se um bebé for amamentado e andar na creche adoecerá mais do que um bebé a leite de lata em casa, digo eu.

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    3. Joana, lá está, também conheço casos que demonstram o oposto. Não digo que vocês estejam erradas, longe de mim, apenas digo que não é assim tão linear :)

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    4. marta branco, para além do que o que afirma nem sempre se aplicar, também acho mal que se incuta essa ideia a toda a hora uma vez que há mães que não podem mesmo amamentar. Na minha opinião, só serve para criar dramas, culpabilização, etc. Conheço inúmeras crianças amamentada a LA que foram tão saudáveis como as que beberam LM.

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  14. Dar de mamar permite, de facto, uma enorme liberdade. Basta o bebé e a mãe, nada mais fácil e prático. Sem necessidade de esterilizações e acessórios! Permiti-me viajar para Berlim com o meu bebe de 3 meses precisamente por essa segurança e dei de mamar no sling, debaixo do guarda chuva porque começou a chover numa avenida sem cafés para onde entrar. Coincidência ou não este miúdo é dos rijos!! VM

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  15. Eu, infelizmente, tive uma experiência triste quanto à amamentação... Quando a minha filha nasceu, pegou muito bem no peito e, apesar das dores iniciais, de ter ficado com gretas nos mamilos (e um deles em sangue), e de o leite "empedrar", sempre pensei que estava a correr bem até à segunda semana de vida dela quando perdeu 600 g de peso! Fiquei em choque... É verdade que apanhei uma depressão pós parto muito por culpa de vários maus acontecimentos, e que talvez por isso não estava a conseguir produzir leite suficiente. E tive mesmo de fazer um exame que o comprovava! Não era nada criado pela minha cabeça. Foi então que tive de dar suplemento a seguir a dar de mamar. Muita gente dizia para desistir do peito que era mais fácil para mim, mas eu nunca o fiz!... Infelizmente quando comecei a trabalhar, não respeitaram o meu direito à escolha quanto ao horário de amamentação (prefiro não entrar em pormenores...), e como não conseguia extrair leite com a bomba... comecei a ficar sem leite... Minha filha já tinha 6 meses e meio de vida quando a punha ao peito e doía-me horrores porque já não saia leite nenhum, e ela gritava de fome. Eu tentei várias vezes nesse dia, e nada de leite... e foi então que lhe comecei a dar o leite exclusivo de biberão , que já bebia de suplemento. Doeu-me muito tomar esta decisão, e ainda hoje choro por isso. Mas sei que fiz tudo o que pude e não me arrependo disso. No posto médico, que me conhecem e sabiam de todas as dificuldades que estava a atravessar, deram-me os parabéns por ter conseguido dar de mamar por tanto tempo. Disseram-me que muitas mães, com menos problemas que eu, tinham desistido logo à primeira.
    Dou-lhe os parabéns pela persistência! E dê um beijo ao seu marido que bem o merce, porque foi muito meigo consigo quando precisou!...
    Quanto ao comentário da anónima que defendeu, de certo modo, a não amamentação em prol de a mãe não sofrer, eu não a vou censurar porque ela ainda não foi mãe e tem uma visão diferente de quem já o foi. Eu própria mudei de opinião em relação a algumas coisas depois de ser mãe! Mas, atrevo-me a dizer que tenho pena das mães que optam por não amamentar os seus filhos (são livres de fazer esta escolha), porque não sabem o que estão a perder!...

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    1. Cara Dulce, eu já fui mãe e faço minhas as palavras da Anónima. Nem todas as mães têm de sentir da mesma maneira e dar de mamar é uma opção exclusiva da mãe e do pai da criança. Afinal a mãe é que sabe ou só algumas mães é que sabem?

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    2. Percebo as suas opiniões Alexx e não quero trazer mais achas para a fogueira, mas não se esqueça dos direitos do bebé e os da criança. Bjos

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    3. Tal como eu compreendo as vossas, não quero de todo entrar em discussões agressivas como já vi muitas vezes em que as pessoas terminam quase a esgadanhar-se. Quero apenas mostrar que existe o outro lado e que o mesmo pode ser bom, saudável e feliz. Acredito mesmo que todas as mães fazem o que acham melhor para a sua família, seja dar de mamar ou não. O que não concordo é com a pressão e o preconceito para com quem não amamenta. Afinal todas temos telhados de vidro :)

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    4. Infelizmente existe também preconceito das mães que amamentam, principalmente depois dos 6meses ou 1 ano.
      Acho que todas as mães são super mães quer amamentem ou não. E da mesma forma q uma mãe q amamente n deve (ou se quiser não tem esse direito) criticar uma mãe que não amamente, o oposto também não deve acontecer, principalmente se estamos a falar de uma mãe que sofreu um bocado durante toda a fase de adaptação à amamentação. Cada mulher r cada mãe sabe o que é melhor para si e para o seu filho.
      Eu sofri durante 1mes, eu chorei muito sozinha de noite enquanto todos dormiam. E não me arrependo de todo!!!

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  16. Ouvir-te foi relembrar o que passei. Amamentei até aos 13 meses, ela tem agora 27. Enquanto amamentei ela teve sempre refluxo e tive dores até ao último dia. Mal ela completou 1 ano fiz a mudança PA leite industrial estava exausta

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    1. Fez tudo o que podia. ;) Lamento aquilo pelo que teve de passar. Foi forte! Beijinhos

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  17. Gosto de vir aqui espreitar, sou mãe galinha, mas sinceramente acho que devemos levar as coisas com alguma naturalidade , descontração e não fazer disso um drama.
    O meu filho perdeu mto peso na maternidade e veio logo a suplemento, nunca fiquei triste nem abalada com isso. Ele nã podia perder mais peso, isso é que era a prioridade. Gradualmente fiquei sem leite, e de forma natural ao 3 meses deixei de dar mama.
    Hoje tem 3 anos e somos felizes e sem stresses e sem dramas e sem choros...
    É viver um dia de cada vez.

    Mentalizei me logo que se não consegui sse, não conseguia. Existe sempre essa possibilidade e não sou melhor nem pior por isso.
    Devemos sempre meter todas as hipoteses para não sofrer por uma coisa que tem solução!

    Sejam Felizes

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    1. Compreendo a sua forma de ver as coisas e obrigada pelo comentário. Porém, eu, por exemplo, não me stressaria com o peso, não seria a minha prioridade. Não acho que a sua forma de ser não seja natural, foi a sua e portanto é a sua naturalidade. Lidou com a questão à sua maneira e de maneira a ficar arrumada na sua cabeça. O importante é que se sinta bem com as suas escolhas. ;) Eu sinto-me muito bem com a minha. Bj

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    2. Claro que sim Joana, concordo.
      Mas por causa do peso, estivemos para ficar retidos no hospital, o suplemento foi condição p ter alta.

      Bjs*

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  18. A minha história com a amamentação salvou-se graças a uma enfermeira do meu centro de saúde. A minha filha mais velha nasceu e na primeira semana só dormia. Acordar para mamar era um suplicio. Não pegava na mama, e quando pegava eram 5 minutos e já estava. Doía-me horrores, o peito empedrava porque ela não mamava o que produzia e quando bebia era pelos mamilos de silicone que me traçavam o mamilo. No hospital nem olhavam 2 vezes para os pedidos de ajuda.... Desisti e mentalizei-me que seguia da 1º consulta com o leite de lata. Como nunca criei expectativas sobre nada da maternidade estava em paz e tranquila com o que viesse a acontecer. Cheguei à consulta expliquei a situação e a médica disse para falar com o pediatra para ver o melhor leite para ela. Ao sair vejo a enfermeira que me pergunta como está a correr e ao perceber que ia deixar de a amamentar pegou em mim, levou-me para uma sala e me disse que nós não saíamos dali até eu lhe saber dar de amar e ela aprender a mamar. E assim foi. No escuro sem mamilos de silicone sem nada. Cheguei a casa com medo que só tivesse funcionado por ter o olhar de uma profissional mas foi automático. Para as duas. Passado 7 meses engravidei de novo. e dei de mamar até a mais velha ter 11 meses porque já me provocava contracções. Quando a mais nova nasceu já fui eu a ensina-la a pegar no bico, já conhecia a minha mama. A mais nova mamou até aos 10 meses. Depois naturalmente foi deixando, afinal de contas estive quase 2 anos a amamentar as crianças e precisava de um tempo a dois. elas foram de férias com os meus pais, nós fomos num fim de semana a dois e dei por terminada a minha debanda no mundo das mamas. Até ir ao terceiro pelo menos!! :D

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    1. Linda historia! Era isso que precisava de acontecer mais e mais vezes, ninguem nasce ensinada, o que para umas é facil, para outras nao e se tivermos a sorte de estar informadas, conhecer alguem que saiba, ter por perto um especialista, é 90% para correr tudo bem! Todas as enfermeiras deviam saber! e medicas!

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  19. Para podermos transmitir calma e bem estar a um recém nascido, temos que estar bem, temos que nos sentir bem....e deixarmo-nos de fundamentalismos. Que tranquilidade podemos dar a um bebé, com o stress por estar a chegar a hora da mamada e os peitos a sagrarem em ferida? As lágrimas correm-nos pela cara...Passei por isso, duas vezes.... e apesar de ter tentado, e apesar de saber que o leite materno era o melhor, senti "alivio" quando os meus bebés passaram a beber do biberon, e consequentemente passei a estar mais calma e menos ansiosa, e os meus bebés mais tranquilos... A favor da amamentação, mas sem dor e desespero. Antes de mais a nossa sanidade mental, para podermos cuidar de quem precisa de nós. Com ou sem leite materno.. :)

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    1. agora ja nao vale a pena, mas se tivesse o acompanhamemto certo, nao teria de chegar aos mamilos em ferida. Se a pega estiver bem feita, nada disso acontecera. Nao nascemos ensinadas.... mas sim, mães tranquilas acima de tudo!

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  20. Parabéns! É preciso realmente muita coragem e muita força! A minha princesa tem agora dois meses e eu confesso que não tive a mesma força... desde que nasceu nao pegava de forma nenhuma na mama as enfermeiras no hospital foram incansáveis a tentar ajudar enquanto lá estivemos... sempre sem sucesso acabava sempre por tomar suplemento viemos para casa e contínuo... liguei para a linha de apoio à amamentação, fui ao hospital centro de saude.....com muita pena minha nao consegui tiro o leite com a bomba e dou lhe de biberão... apara mim é horrível... nao consigo ir a lado nenhum sem estar preocupada se tenho leite se levo a bomba para se for necessário... uma simples ida às compras a casa de amigos torna-se um drama muitas vezes até pprque na maioria das vezes nao consigo tirar a quantidade de leite que ela bebe... por vezes nem metade e la vem novamente o suplemento....

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    1. se quer amamanetar a bebe tem de largar o biberao e ir so a sua mama, senao vai deixar de estimular a maminha e a bomba nao faz o mesmo trabalho.... boa sorte!

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  21. Passei pelo mesmo mha querida! Semanas antes da mha filha nascer comecei a sangrar dos dois peitos...
    Assim que a enfermaria a pôs a mamar foi horrivel... sempre pensei que se tivesse leite não iria desperdiçar e tinha mta vontade de amamentar mas a mha bebé era uma mamona e duas em duas horas estava na mama e doía e muito mesmo... desisti de pôr cremes,tentei tudo o que podia aliviar e sempre diziam que só passava com o tempo... a verdade é mesmo essa ,passa com o tempo mas ate passar é desgastante e desesperante. Chorei mto e tinha vergonha de amamentar na presença de certas visitas pois só quem passa é que sabe . É uma fase menos boa mas agora que tem 20 meses ja nem me lembro...ou faço para nao pensar mto nisso..bjinho

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  22. Olá Joana. Tenho seguido o vosso blogue já há algum tempo e nunca comentei. Já tenho visto outras publicações suas sobre a amamentação e vejo normalmente os comentários das outras seguidoras e tenho a dizer que muitas vezes me irrita alguns cometários... Principalmente os maldosos...
    Mas neste caso não consigo ficar indiferente.
    Tenho 2 filhas, uma com 14 anos e outra de 10 anos. Nenhuma delas eu amamentei. A mais velha ainda tentei durante 3 semanas, semanas essas horrorosas.
    A minha filha chorava dia e noite e eu chorava com ela. Tive uma amiga que na altura foi incansável e muito me ajudou e aturou no meu drama...
    Na primeira semana é natural os bebés perderem peso, na segunda costumam recuperar o que perderam e na terceira normalmente aumentam. O que não aconteceu com a minha filha. Na segunda semana a pediatra muito experiente disse que era estranho ela não ter recuperado e ainda ter perdido mais, por isso algo se deveria passar com o meu leite. Decidimos em conjunto e muito por TODAS as pessoas à minha volta me dizerem que o leite materno era essencial e fundamental para os bebés aguardar mais uma semana...
    E foi mais uma semana de suplício...
    Chorava ela é chorava eu.. o peito a ficar com caroços, eu com dores terríveis e quando regressámos à pediatra na terceira semana a bebé estava com menos peso ainda. Fizemos o teste lá mesmo no gabinete, eu teria que lhe dar de mamar e a bebé teria de engordar cerca de 200 gramas após o dar de mamar. Quando acabei ela nem 80 gramas tinha ganho. Lembro-me de tudo como se fosse hoje. Em conjunto de novo com a pediatra tomámos a decisão de parar de dar de mamar e fazer a secagem do leite imediatamente.
    Fomos a uma farmácia comprar o leite indicado e fomos para casa.
    Só lhe digo que nessa primeira vez ela bebeu o dobro que a médica tinha indicado e acho que mais teria bebido se lhe o tivéssemos dado!!
    Tal era a fome que a minha filha tinha!!
    A minha filha a partir desse dia mudou completamente, e de uma bebé chorona virou uma bebé que pouco chorava e sempre dormiu a noite toda! Nas primeiras semanas ficava acordada a tentar perceber se ela estava bem pois não acordava para mamar como normalmente os bebés acordam.
    Nunca acordou durante a noite nem quando estava com febre ou com otites. Muitas vezes quando estava doente lhe dava a medicação com ela a dormir.
    Com a minha segunda filha eu nem tentei, o trauma era tanto que mesmo na maternidade disse logo que queria secar o leite. Tentaram me dissuadir mas não conseguiram pois o só de pensar que poderia acontecer o mesmo tinha vontade de chorar... As duas cresceram saudáveis e até hoje apenas tiveram as doenças que as crianças costumam ter.
    Com isto tudo apenas queria dizer que cada bebé é um bebé e que cada caso é um caso. Não podemos nem criticar quem opta por dar de mamar mesmo sofrendo dores e tudo o que descreve no seu texto que na minha opinião foi uma tortura mas que foi a sua opção.
    Nem criticar quem opta por não dar de mamar e dizerem (como já li aqui comentários desses) que quem não deu de mamar não criou laços como que só quem deu de mamar sentiu.
    Eu senti e sinto esses laços com as minhas filhas.
    Espero que o meu comentário não seja interpretado ofensivo pois não foi de todo a minha intenção.
    Mas eu desta vez não consegui ficar indiferente!
    Cada caso é um caso e todas temos o direito de tomar as nossas opções.

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    1. a sua filha não sabia mamar, só isso, e nao teve o acompanhamento que devia...... se ainda por cima as suas mamas encaroçavam, o leite nao estava a sair como devia. Isso de ter mamas pequenas ou de nao conseguir extaror leite nao tem nada a ver com ter ou nao leite, mais um mito infundado. E os pediatras não têm formacao suficiente em amamentação para ajudar no caso de uma má pega, nem sabem maneiras de contornar a situacao. E isso deixa-me tristissima, saber que a mae ate tem vontade de amamentar mas ninguem que saiba a ajuda! a pediatra da sua filha nao sabia. Ainda bem que sao aguas passadas e que contornou a situacao, ja está, já está nada a fazer. Agora há que ajudar quem queira amamentar a faze.lo.

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    2. E não é menos mãe por isso, pois fez o melhor para a suas filhas: matar a fome!!!! Eu nunca bebri leite materno e nunca fiquei doente. A minha filha só tomou 7 e sempre com lA para Não ter fome e nunca esteve doente. Essa mania da amamentação e perseguição as mães que não dão porque não podem ou simplesmente não querem ja chega a ser inconveniente e fora da realidade. As mulher não são vacas tem direitos e vontades.

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  23. Bem este post deu pano para mangas. Joana, muitos parabéns pela conquista. Entendo perfeitamente toda essa sensação. Passei por um inicio semelhante. Também me questionei porque não avisam no curso que amamentar pode ser tão doloroso. Bem que achei estranho tanta psicologia por de trás do 'tu consegues...' A mim demorou um mês a deixar de sentir dor, cada vez que era hora de mamar até ficava mal disposta somada á choradeira inicial das hormonas. Tudo passou e adorei dar de mamar até aos 5 meses da Lia, apesar de ter dado sempre suplemento (ela mamava tanto de peito como de biberon sem estranhar). Nunca tive muito leite (apesar de me dizerem que isso é mentira), tenho o peito muito pequeno e mesmo com a bomba tinha de ser uma xpto senão não saía nada. Mesmo assim consegui dar até aos 5 meses, altura em que ela começou a rejeitar o peito. Custou-me muito, senti que podia ter feito mais e ainda andei dois meses que não bebi alcool na esperança de ainda vir a dar de mamar. Dar de mamar é uma ligação unica com os nossos filhos, um momento a dois muito especial. Se vier outro filho sei que o esforço inicial recompensa e tenho a certeza que me irei esforçar mais.

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  24. Como me identifico com esta história.. Não chegou a haver sangue, mas também houve dor, também houve mamilos de silicone, mas sei lá como ultrapassámos tudo. Eu queria os 6 meses em exclusivo recomendados pela OMS - mas achava que 2 anos também já era exagerar um bocadinho.. -e no entanto já vamos em 14 meses e.. é maravilhoso :) Parabéns

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