domingo, 11 de dezembro de 2016

Estou tão decidida.

Estou. Esta semana continuo a estar. Não gosto de ter decisões a pairarem na minha cabeça. Odeio os "logo se vê" e o "vai correr tudo bem". Prefiro "cortar o mal pela raíz", mesmo que isso implique que mais tarde tenha de admitir perante tudo e todos que mudei de ideias. A diferença? O intervalo. No entretanto, se me decidir (ou se achar que decidi) consigo tomar umas tantas outras decisões que estariam dependentes dessa. 

Neste momento ando inclinada para não ter um segundo filho, tal como escrevi aqui. Digo inclinada mas, aos poucos, estou a acostumar-me à ideia. Porém, quando é o Frederico a dizer que, por ele, também não teria outro, fico triste e até zangada (vocês percebem?). 

É pouco provável que venha a ter. Se vier, logo se vê, mas até lá tenho visto a minha vida como apenas mãe da Irene e parece-me tudo mais resolvido menos confuso para mim, deixando-me mais feliz. Se gostava de estar grávida outra vez? Neste momento só me lembro da parte má. Se gostava de ser mãe de um recém nascido outra vez? Neste momento só me lembro da parte "má". Já devo ter feito as pazes comigo por causa do parto e dos primeiros meses e já não sinto tão urgentemente a necessidade de me mostrar que sou capaz de fazer diferente e melhor. 

Vejo a Irene a ficar cada vez mais mágica e profunda e não me apetece adicionar mais "ruído" (também literalmente que os meus bebés não são como os da outra Joana que parece que choram com algodão na boca). 




Tenho ouvido argumentos parvos (a meu ver) e outros nem tanto para ter um segundo filho mas, para já, nenhum me parece interessar. Especialmente o "é sempre melhor ter um irmão para não ter de lidar com o meu funeral quando acontecer".  

Por esta minha (não) decisão vou emprestar tudo o que era da Irene a uma amiga que está grávida. Além de me desopilar a arrecadação, sempre ajudo uma amiga a não cometer suicídio financeiro por comprarmos milhares de coisas desnecessárias só por as associarmos a maternidade: lá vai ovo e isofix, lá vai carrinho e cadeira, lá vai trocador e cadeira de alimentação, espreguiçadeira, parque, etc... (mãe, as coisas têm um v de volta, caso seja "necessário", não faças essa cara). 



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23 comentários:

  1. Eu tb ando ness fase. Sempre quis ter uma filha e ja está. Tem quase dois anos e não penso em ter mais filhos. Pelo cansaço, mas sobretudo por ela. Tenho medo de ja não ter tempo de qualidade para ela, tenho medo de que ela se sinta em segundo plano é de já não se sentir como o amor da minha vida. Também tenho medo de nao amar tanto outra criança como amo a minha filha. Ela foi a primeira...tive todo o tempo do mundo para a namorar, para a conhecer e como teria eu tempo para dois? Um ficaria para trás e isso não quero....sou feliz assim e acho que vou continuar...não vou complicar...beijos para todas

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    1. Que engraçado. Lembro-me de pensar nisso tudo quando estava grávida do segundo. Achava que era impossível amá-lo tanto como o primeiro, estava muito focada nas consequências que ter um "rival" ia ter no mais velho, etc.
      Hoje, tenho os dois e sei que é possível sim amar ao máximo os dois. Sei também que o mais velho tem sofrido com a presença do mano mas não tenho dúvidas nenhumas de que também ele não sabe já como era possível viver sem o seu mano, que ele adora. São dias esgotantes, sim. Mas adormeço sempre de coração cheio, a pensar naquele sorriso que o mais velho fez, na gargalhada que o mais novo deu, no abraço que deram...
      Outra grande vantagem é poder usar as expressões "o meu mai' velho" e "o meu mai' novo" todos os dias.

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    2. Compreendo o que diz. O tempo diminui, mas a qualidade aumenta porque tem um irmão. Amamos o segundo tanto quanto ao primeiro, mas temos que encontrar estratégias e tempos privados com o bebé para o "compensar". Mas não há melhor presente na vida do que um irmão. Eu utilizo o babywearing como estrategia para aumentar o tempo de qualidade com os dois ��

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    3. Não amar tanto o segundo? Acho essa uma justificação um pouco disparatada, uma mãe com dois dedos de testa vai amar o primeiro e o décimo da mesma forma.

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    4. As pessoas que têm irmãos não ficaram com qualquer trauma de ter irmãos, eu tenho uma e não a trocava por nada.

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    5. Não interferindo no post, pois é uma decisão extremamente pessoal e a Joana ainda é nova e tem muito tempo para ponderar a decisão e mudar, ou não, de ideias, mas para mim o argumento do será que vou amar o segundo como amo o primeiro jamais se colocou, nem antes de engravidar do segundo, nem durante e muito menos depois. Ter um ou dez é igual a nível do amor que lhes temos. Para mim ter dois (e provavelmente ter mais) é felicidade plena, muito trabalho sim, mas ver a interacção entre irmãos não tem preço, os laços que criam, a amizade que espero que venham a ter... Enfim, acho que é um grande legado. E sim, vejo pelos meus pais e sogro, é bem mais "fácil" dividir o fardo de perder os pais quando há mais que um filho, tratar de todas as burocracias, etc.

      Acho que tanto se tem dedicação a um como a mais mas sim o tempo já não é tão direccionado para um. O que na minha opinião até é positivo, desenvolvem outras capacidades!

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    6. anónimo das 12:22 o medo de não amar tanto um segundo filho é muito comum e não tem nada a ver com ter ou não "dois dedos de testa", pelo primeiro ser uma amor tão avassalador e diferente de tudo o que até então se sentiu parece "impossível" repetir-se.Os medos não se controlam e nada tem a ver com inteligência ou "dedos de testa".
      Quanto ao anonimo das 12:26 referia-me ao "trauma"/relação diferente com os pais e não entre irmãos.

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  2. Percebo tão bem. "Já não tenho urgentemente a necessidade de me mostrar que sou capaz de fazer melhor"❤❤❤❤ Gosto tanto de si Joana...Tão fofamente f**ked up e "arrumada" ao mesmo tempo! Eheh (perdoe-me esta expressão, uso-a num sentido muito próprio, carinhoso e orgulhoso! Tipo special one ahah) Felicidades!

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  3. Esta era eu, em Maio de 2015, exatamente a mesma conversa. Também me "vi livre" de tudo o que tinha sido da minha filha em bebé, senti-me mais leve, podia focar-me a 100 % na minha filha, podia tomar decisões que estavam pendentes. Sentia-me segura na minha decisão, não tinha dúvidas, era isto que queria. Os argumentos que ouvia das outra pessoas para ter mais filhos, achava-os descabidos e às pessoas que me chamavam egoísta por não dar um irmão/irmã à minha filha dizia-lhes seria insensato ter mais um filho só porque sim, só porque elas me diziam que sim; esta decisão teria de partir de mim não dos outros. Em Janeiro deste ano, não sei se foi o relógio biológico, não sei se foi por estar prestes a completar 35 anos, não sei se foi porque vi a minha filha a brincar com o primo, a ser tão carinhosa, a segurar-lhe na mão, a ajudar a tia com a mudança da fralda, não sei... comecei a sonhar com outro filho e a pensar nisto 24 horas por dia. Decidimos voltar a tentar e, se tudo continuar a correr bem, em Março iremos dar as boas vindas a mais um rebento. Eu que pensei que jamais iria mudar de ideias, eu que estava tão decidida ; )

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  4. Olá Joana! Compreendo perfeitamente só se lembrar da parte má da gravidez, parto e primeiros meses (tenho uma filha com 2 meses 😂) mas acho que o melhor argumento para se ter um segundo filho é o seguinte: tem algum irmão/irmã? Se sim, imagina a sua vida sem ele/ela? N foi o melhor presente que os seus pais lhe deram?
    Isto claro, se ainda estiver à procura de um argumento 😉

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  5. Tem toda razão, tem que fazer o que manda o seu coração. Porém eu tive o segundo filho, sem olhar para a gravidez de risco que tive (logo duas) e que ia re-começar tudo de novo, mas hoje vejo a casa cheia, os irmãos abraçados, a dormirem juntos e vejo que valeu a pena todo e qualquer sacrifício. Acho que fiquei uma mãe melhor, menos estressada, menos preocupada, porque entre eles já hoje uma entre-ajuda e quando estamos os quatro, o mundo fica perfeito e completo. Mas cada um tem que seguir o seu coração, lógico...

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  6. Por aqui igual. E algo estará muito mal se a Irene daqui a muitos anos não tiver uma prima, uma amiga e família para apoiar nos momentos difíceis. Um beijinho.

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  7. Tem irmãos? Dar um irmão é o melhor presente de sempre! Não trocava nenhum dos meus irmãos por ter sido o centro da vida dos meus pais. Aliás, acho isso péssimo para todos (em relação a um comentário acima).
    Relativamente ao cansaço, percebo perfeitamente 😁

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  8. Joana,
    É porque ainda não é o vosso momento, quando for, se for saberás.
    Eu como filha única não quis que o meu filho fosse um solitário como eu... sim os amigos, nada disso por melhores que sejam não vão comungar das dores da nossa intimidade.
    Em menos de um ano tive que enterrar dois pilares da minha vida... no último não tive a quem recorrer e tive que ser ombro, lenço, cola... para toda as outras 3 pessoas da minha vida... não tive a quem me agarrar quando a urna desceu (mas tinha pessoas agarradas a mim) e, sabes, é fodido... Não podia deixar o meu filho passar por isso.
    Bêjos

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    1. Como compreendo o que diz...
      Tenho duas meninas com diferença de 2 anos e nada me enche mais o coração do que ver a mais velha abraçar a mais nova e a mais nova a dar gargalhadas quando vê a irmã. Sempre soube que, se tivesse filhos, ia querer mais que um.
      Sou filha única. Tenho passado por momentos muito difíceis com os meus pais (sim é o argumento parvo mas é real para mim). Faz-me muita falta um irmão, muita mesmo. Desde a infância (que foi muito difícil e solitária) até hoje, sinto a falta desse irmão (ou irmã) na minha vida. Porque nos momentos mais pesados é muito duro sim, sermos só nós. Mesmo que tenhamos um namorado, primos, tios ou amigos. Existe uma dor que é só nossa e nada me vai convencer que não seria menos pesado se existisse um irmão a quem nos pudéssemos agarrar com a certeza de sentirem o mesmo que nós.
      Mas, claro que não é só por isso que queria ter tido um irmão. Acho que um irmão é uma pessoa única na vida de alguém, que nunca pode ser substituída.
      Claro que cada mãe saberá quantos filhos quer ter e dois ou três ou um são uma escolha igualmente acertada. Não há aqui formas de estar melhores ou piores. Temos que ter filhos sobretudo (se não apenas) porque o desejamos muito e não para agradar outro filho, ou outras pessoas.
      Muitos beijinhos Formiguinha

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  9. Não sei porque a Joana sentiu(no passado) que conseguia fazer melhor, porque não tenho dúvidas que sempre deu o Seu melhor e isso já é ser uma super mãe! Pela sua filha ficou em casa, cuidou dela 24h00, alimentou com coisas saudáveis, brincou, estimulou o seu desenvolvimento, amamentou...e ainda quer fazer melhor? Acho que faria apenas de uma forma mais descontraída por já ser o segundo mas melhor duvido. Beijos

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  10. Joana como a percebo estive 3 anos na mesma situação. Estávamos tão bem só os 3... Até que me passou e resolvi tentar o menino, como tantas vezes tinha ouvido.
    A gravidez era coisa que me assustava, a primeira não foi assim tão boa...mas ainda bem que tudo correu bem foi pacifica dentro do possível...
    Não querendo assustá-la..."o meu menino" transformou-se em meninas!!! Sim tive gémeas...
    Pensei porque não estive quieta estávamos tão bem só os 3...e depois olho para aqueles pedacinhos de gente e a felicidade da mãos velha e vejo que tudo faz sentido....
    E sim Joana vai sempre ouvir bitaites das pessoas... Eu agora com três meninas perguntam quando vou ao menino... Onde respondo aceitam se doações de leite e fraldas...
    Cada um sabe de si com um, dois, três, cinco seis, nenhum filho...
    Felicidades com a sua Irene!!! ;)

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  11. O suporte familiar é essencial...ou não. Cada família é um caso. Eu tenho uma irmã 7 anos mais velha que eu e simplesmente não nos relacionamos. Temos visões da vida e formas de estar diametralmente opostas. Cada casal sabe de si. Muito tempo de diferença entre irmaos acho que é mau pra eles e para os pais. Lembra-te do que disse Saramago e os filhos que são um empréstimo. Não vivas tanto by the book. Estás lindamente assim. Arruma o assunto e não te justifiques tanto. Ouve o teu marido. No fim do dia e da vida são só os 2. Besos

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    1. Finalmente um comentário muito sensato! Conheço tantos irmãos que não se dão bem... E os pais no final ficam mesmo só os dois novamente!

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  12. Olá Joana! Não sou mãe e por isso não faço ideia do turbilhão de emoções e sentimentos pelos quais passam. Porém sou irmã e sou uma irmã muito orgulhosa, não sabia viver sem ela, são os nossos irmãos que nos percebem como ninguém e para os quais não temos qualquer tipo de filtro, somos só nós próprios. Acho que a Necas ia dar uma mana excelente!!! Contudo primeiro que ela estás tu e o Frederico e são vocês que têm que sentir que faz sentido.
    Aproveito para acrescentar que não deixes de ter um segundo filho por achares que não vais conseguir dividir bem o tempo ou o amor pelos dois. Eu sou a mais nova e nunca me senti menos amada que a minha irmã. Filho é filho e um segundo ia só dar-te Ainda mais alegrias e tornar-te mais babada!
    Ahhh e o blog precisa do teu bom humor com mais um bebé Ahahah.
    Beijinhos

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  13. Esta questão de ter ou não filhos, de ter ou não mais filhos tão pessoal que ninguém tem que opinar ou dizer se deve ter ou não.

    Seja feliz e muitos beijinhos**

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  14. Tenho 3 irmãos e sempre achei que teria 2 filhos. Sei lá, aquilo que pensamos desde pequenas.
    Quando a minha filha nasceu, pensei durante um tempo que só teria outro quanto ela tivesse uns 3 ou 4 anos. Não os queria muito juntos.
    Com o passar dos tempos, os pensamentos foram-se alterando, e agora que ele tem os tais 3/4 anos, penso segura de mim, que não terei outro filho.
    No entanto, digo sempre, para já é o que penso, daqui a 2/3 anos não sei. Se mudar de ideias logo se vê, mas penso que a opinião de agora se manterá.
    E mesmo o meu marido diz, que a ter outro seria por perceber que para ela pode ser melhor, ter um irmão, um confidente, e agora que falaram nisso, quando já não estivermos, teria alguém a seu lado. Mas estes argumentos por agora ainda não são suficientes para mudarmos de ideia.
    Até porque nada garante que a ter um/a irmã/o se relacionem no futuro.

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  15. Olá,
    atravesso a mesma situação com ligeiras diferenças. Passei quase toda a minha vida a pensar que não teria filho nenhum, porque o mundo é feio e não queria pensar que nunca poderia protegê-lo de tudo. Ele nasceu, prematuro e com uma data de sustos que ainda perduram, os filhos são assim, não é? Tem quase dois anos e ainda guardo muito na memória o que é vê-lo e não o poder trazer para casa, mas o meu mundo ficou mais bonito.
    Achei que um filho era já ter cumprido o meu dever. Logo eu que quando o meu irmão nasceu dizia sempre que queria ser filha única. Estava decidida que não queria uma segunda gravidez, até que cá em casa, o marido começou a falar nisso "Tens 35 anos, se não for agora, depois já não nos podemos arrepender."
    E dei por mim a ter dúvidas. O impossível é, para mim, altamente sedutor. Dei por mim a pensar em como amo o meu irmão e como sempre garanti que estaria na vida dele, em como ele me compreende e apoia incondicionalmente. É bom saber que ele existe. Tenho o direito a vedar isso ao meu filho? No entanto, só com um há uma maior garantia financeira para os imprevistos. Será que dou conta do recado? Quero dormir!!! Tenho medo de voltar a ter um prematuro e que não corra tão bem como o primeiro.
    Sei lá! Esta coisa de ponderar as coisas é muito cansativa!

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